Logística

Portonave mantém liderança como terminal portuário com a melhor produtividade do país 🏆

Em 2025, foram movimentados 1,1 milhão de TEUs, com média de 114 Movimentos por Hora (MPH), e destaque nas exportações e importações de diversos produtos 🚢

Pelo segundo ano consecutivo, a Portonave, primeiro terminal portuário privado do Brasil, é líder em produtividade no segmento portuário nacional. No último ano, foram movimentados 1.108.029 TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) com uma produtividade de navio de 114 Movimentos por Hora (MPH) – a maior entre todos os portos brasileiros, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Na exportação, os produtos mais movimentados foram carne congelada, madeira e derivados e papel. Na importação, os produtos com maior número foram maquinário, têxtil e plásticos. O principal mercado das exportações foi a China. Na sequência, esse pódio foi ocupado pelo Japão (segundo) e Filipinas (terceiro). Na importação, a China também lidera e, sucessivamente, estão o Vietnã (segundo) e a Itália (terceiro).

Ao longo de 18 anos de operação, a Portonave recebeu 10 mil escalas de navios e movimentou 14.785.828 TEUs. Para manter sua competividade, atualmente, executa um pacote de investimentos que totaliza R$ 2 bilhões – a modernização do cais e a aquisição de novos equipamentos. Com o cais mais robusto, com profundidade de 17 metros, navios de até 400 metros de comprimento poderão ser recebidos, e guindastes modernos e de maior capacidade serão instalados – com previsão para o segundo semestre deste ano. Assim, a capacidade do Terminal Portuário, de 1,5 milhão de TEUs, aumentará para 2 milhões de TEUs.

Entenda o MPH 📈

A produtividade é um dos indicadores utilizados para medir a eficiência de um terminal portuário. Consiste na quantidade de Movimentos por Hora (MPH) realizados durante a operação de carga e descarga dos contêineres, desde o primeiro contêiner até o último movimentado na operação por navio. No cais da empresa, os movimentos são realizados por até seis portêineres, guindastes de uso portuário.

Obra do cais 🏗️

A adequação não consiste em ampliar a infraestrutura existente, mas em modernizá-la. Iniciada em janeiro de 2024, a primeira fase da obra de adequação foi finalizada em outubro de 2025. Com isso, as atividades seguiram para a segunda fase, prevista para ser concluída no segundo semestre de 2026. Além do ganho operacional, a adequação é uma oportunidade para maior descarbonização nas operações. Após a obra, será possível instalar o shore power, sistema para o fornecimento de energia elétrica para embarcações atracadas. Atualmente, cerca de 1,1 mil profissionais estão dedicados às atividades no cais e nos canteiros de obras.

Sobre a Portonave ✅

A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. No ranking nacional, em 2025, a Portonave é a 4ª colocada na movimentação de contêineres cheios de longo curso no país, com 9% de participação, de acordo com o Datamar. Atualmente, gera 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos.

Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade. Em 2025, foi reconhecida com o Selo Diamante de Sustentabilidade pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e como a 8ª melhor empresa de grande porte para se trabalhar em Santa Catarina, segundo o Great Place to Work (GPTW).

FONTE E IMAGEM: Assessoria de Imprensa Portonave

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Investimento

Indústria Naval de SC recebe impulso de R$ 2,3 bilhões para construção de embarcações em Navegantes

Presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, celebra a retomada do setor que deve gerar mais de 1.200 empregos diretos e fortalecer a cadeia de pequenos fornecedores no estado.

O setor naval de Santa Catarina inicia 2026 com um marco histórico para sua economia. O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou a liberação de R$ 2,3 bilhões em recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para a construção de seis embarcações de apoio marítimo (offshore) no estaleiro Navship, localizado em Navegantes. O investimento, operado pelo BNDES, marca a consolidação da retomada da indústria naval catarinense como motor de desenvolvimento nacional.

O projeto foca na construção de embarcações de alta tecnologia, equipadas com sistemas híbridos de combustível, alinhando o polo naval catarinense à agenda global de sustentabilidade e transição energética. Para o presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, o investimento é o reflexo de uma política econômica que voltou a priorizar a produção nacional. “Estamos testemunhando a volta por cima da indústria naval em Santa Catarina. Esse investimento de R$ 2,3 bilhões é uma prova concreta de que o Brasil voltou a acreditar no seu potencial produtivo. Para nós, isso significa estaleiros cheios, tecnologia de ponta e, acima de tudo, dignidade para o trabalhador catarinense que é referência mundial em qualificação”, afirma Lima.

Impacto nos Pequenos Negócios
Além dos 1.200 empregos diretos no estaleiro, a movimentação financeira deve atingir centenas de micro e pequenas empresas catarinenses que compõem a cadeia de suprimentos, desde a metalurgia especializada até serviços de logística e alimentação. Décio Lima reforça que o impacto social é o principal benefício desse aporte: “A retomada da indústria naval não beneficia apenas as grandes empresas; ela irriga toda uma rede de pequenos negócios fornecedores. É um ciclo de prosperidade que gera renda e movimenta o comércio local, garantindo que o valor gerado aqui permaneça em solo catarinense”, completa o presidente do Sebrae.

Ciclo de Investimentos
Durante o anúncio, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que Santa Catarina é peça fundamental no plano estratégico do Governo Federal para o setor portuário e naval até 2029. “Estamos vivendo um ciclo histórico de investimentos. Na indústria naval, mais que dobramos os empregos em menos de três anos. Isso reforça que o maior programa social do país é a geração de emprego e renda, que garante dignidade e desenvolvimento para o Brasil”, pontuou o ministro. Com o desembolso inicial de R$ 134 milhões já realizado, as obras no estaleiro Navship devem ganhar ritmo acelerado nas próximas semanas, consolidando a região da Foz do Rio Itajaí como o principal polo de construção naval do país.

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Aeroportos

Movimentação no Aeroporto de Navegantes deve crescer 2,5% no período de Natal e Réveillon

Previsão é de mais de 113 mil passageiros entre 19 de dezembro e 4 de janeiro

O Aeroporto Internacional de Navegantes projeta aumento no fluxo de passageiros durante o período de Natal e Réveillon. Entre os dias 20 de dezembro de 2025 e 5 de janeiro de 2026, a expectativa é de que 113.020 pessoas embarquem ou desembarquem no terminal. O volume representa crescimento de 2,5% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, quando o aeroporto registrou recordes de passageiros na última temporada.

O movimento acompanha a demanda por viagens de fim de ano, quando o turismo regional e nacional impulsiona a procura por voos. O período concentra deslocamentos de visitantes que chegam ao litoral catarinense e de moradores que viajam para outros estados.

Para atender ao aumento previsto, a administração do terminal reforçou as operações no solo, o apoio ao passageiro e as equipes de limpeza. As medidas seguem o padrão utilizado nos períodos de pico ao longo de 2025, com foco na eficiência e regularidade da operação.

Segundo Wilson Rocha Gomes, gerente do Aeroporto Internacional de Navegantes, a preparação antecipada é fundamental para manter o fluxo ordenado. “Estamos operando com equipes ampliadas para garantir que o passageiro tenha um atendimento ágil e seguro. O período de fim de ano exige atenção especial, e o planejamento das áreas operacionais permite que o terminal absorva o crescimento da demanda com estabilidade”, afirmou.

Sobre o Aeroporto de Navegantes:

Fundado em 1970, é o principal acesso aéreo para o litoral norte de Santa Catarina, onde estão localizados a cidade de Balneário Camboriú e o parque Beto Carrero World, por exemplo. Possui grande relevância para o turismo e os voltadas à aviação regional. Está sob administração da Motiva desde março de 2022.

Sobre a Motiva: Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, a Motiva atua nas plataformas de Rodovias, Trilhos e Aeroportos. São 39 ativos, em 13 estados brasileiros e mais de 16 mil colaboradores. A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 4.475 quilômetros de rodovias, realizando cerca de 3,6 mil atendimentos diariamente. Em sua plataforma de trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros. Em aeroportos, com 17 unidades no Brasil e três no exterior, atende aproximadamente 45 milhões de clientes anualmente. Primeira empresa do Brasil a integrar o Novo Mercado, a Companhia está listada há 14 anos no hall de sustentabilidade da B3.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO AEROPORTO INTERNACIONAL DE NAVEGANTES

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Aeroportos

Aeroporto de Navegantes consolida novo marco logístico com inauguração oficial de operação cargueira internacional

O Aeroporto Internacional de Navegantes sediou a inauguração oficial da operação cargueira internacional que conecta o terminal à cidade de Miami, nos Estados Unidos , durante um evento realizado nesta quarta-feira (17). A iniciativa, conduzida pela Motiva, administradora do aeroporto, representa um novo marco para o desenvolvimento logístico e econômico de Navegantes, do Vale do Itajaí e de Santa Catarina.

O evento reuniu aproximadamente 200 convidados, entre autoridades, parceiros logísticos e lideranças do setor, que acompanharam de perto a operação do cargueiro. A aeronave Boeing 767-300, operada pela Bringer Air Cargo , em parceria com a Latam Cargo, pousou no terminal às 8h42, procedente de Miami.

A operação, que teve seu primeiro voo realizado em 26 de novembro e cumpre frequência semanal na rota Miami × Navegantes, dedicada exclusivamente à importação. Com capacidade para transportar até 50 toneladas, o cargueiro atende diversos segmentos industriais, oferecendo mais agilidade, segurança e eficiência logística para as empresas catarinenses.

Para a diretora de Negócios Brasil da Motiva Aeroportos, Monique Henriques, a operação representa um avanço significativo para o estado. “A operação cargueira é um marco para o Aeroporto de Navegantes e também para o município e para o Vale do Itajaí. É o primeiro passo para trazermos diretamente ao estado a carga aérea que é do estado e que hoje chega por via rodoviária, depois de pousar em outros aeroportos de São Paulo. Com esse movimento, o importador passa a receber sua carga em menor tempo, com mais segurança e garantia de qualidade. É mais eficiência e qualidade para a logística catarinense.”

A concretização da operação é resultado de uma série de investimentos e adequações realizadas no aeroporto. Segundo Lilian Françoso, gerente de Cargas da Motiva Aeroportos, foram aplicados cerca de R$ 2,5 milhões em melhorias estruturais e operacionais. “Foi feito um investimento na extensão da pista de pousos e decolagens, no alargamento da taxiway e na implementação de diversos processos que viabilizaram a autorização para o recebimento de aeronaves cargueiras. Foi um trabalho longo, construído a muitas mãos, que muito nos orgulha e que certamente coloca Navegantes em outro patamar.”

O impacto da nova rota também é percebido diretamente no setor logístico. Para Jean Pablo Costa, Diretor de operações da PagLog, a operação fortalece a competitividade regional e projeta Santa Catarina no comércio exterior. “Foram muitos investimentos em infraestrutura, sistemas e, principalmente, no treinamento das equipes, a partir da experiência que já temos em aeroportos como Curitiba e Vitória. Presenciar de perto que, no coração desse gigante do ar, o Boeing 767, estavam toneladas de cargas foi especial. Acompanhar as operações das equipes, com o compromisso de garantir agilidade e segurança aos produtos dos nossos clientes, nos enche de confiança para voar ainda mais alto. Que venha a segunda rota cargueira. A agilidade do modal aéreo, operado pela Pac Log em Santa Catarina e suas parceiras, somada ao dinamismo das empresas catarinenses, fortalece a competitividade internacional e aproxima o Vale do Itajaí dos principais mercados globais, consolidando o terminal como um hub logístico relevante no Sul do Brasil.”

A escolha de Navegantes como ponto de conexão internacional também reflete uma decisão estratégica da Bringer Air Cargo. De acordo com Roberto Schiavone, CCO da companhia , a operação atende a uma demanda real da região. “A decisão foi tomada para atender uma demanda concreta dessa região, que é muito bem suprida pelo Porto de Itajaí, mas que, no modal aéreo, ainda dependia majoritariamente de Guarulhos ou Viracopos. Essa carga chegava por avião em São Paulo e depois seguia por caminhão até Santa Catarina. Uma região com tamanha prosperidade merecia ter um serviço internacional de carga aérea, e o Aeroporto de Navegantes é o mais bem localizado para isso. Essa foi a nossa visão: atender essa demanda e contribuir para o desenvolvimento ainda maior da região.”

Com a operação cargueira internacional, o Aeroporto de Navegantes reforça seu papel como hub estratégico para importações, reduzindo custos e prazos logísticos, fortalecendo a indústria catarinense e ampliando a competitividade do estado no cenário nacional e internacional.

Sobre o Aeroporto de Navegantes
Fundado em 1970, é o principal acesso aéreo para o litoral norte de Santa Catarina, onde estão localizados a cidade de Balneário Camboriú e o parque Beto Carrero World, por exemplo. Possui grande relevância para o turismo e os voltadas à aviação regional. Está sob administração da Motiva desde março de 2022.

Sobre a Motiva
Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, a Motiva atua nas plataformas de Rodovias, Trilhos e Aeroportos. São 39 ativos, em 13 estados brasileiros e mais de 16 mil colaboradores. A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 4.475 quilômetros de rodovias, realizando cerca de 3,6 mil atendimentos diariamente. Em sua plataforma de trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros. Em aeroportos, com 17 unidades no Brasil e três no exterior, atende aproximadamente 45 milhões de clientes anualmente. Primeira empresa do Brasil a integrar o Novo Mercado, a Companhia está listada há 14 anos no hall de sustentabilidade da B3.

TEXTO E IMAGENS: ASSESSORIA DE IMPRENSA MOTIVA

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Comércio Exterior

“Não tem preço descer no seu quintal”: bastidores do projeto que colocou Navegantes na rota estratégica da carga aérea mundial 

Quando o primeiro Boeing 767-300 BCF cargueiro pousou em Navegantes, no último dia 26 de novembro, para muitos o fato marcava apenas o início de uma nova rota aérea semanal. Mas, por trás do evento, existe uma história que começou muito antes — em 2018 — e que só agora pode ser contada. Em entrevista exclusiva ao ReConecta News, o Diretor Comercial (CCO) da Bringer Air Cargo, Roberto Schiavone, revelou os bastidores, os desafios, o impacto regional e, principalmente, o propósito que guiou a decisão de investir em Santa Catarina. 

“Esse voo não nasceu em uma planilha. Nasceu de uma visão de serviço ao mercado”, afirma Schiavone. “Víamos claramente que as indústrias catarinenses estavam distantes do aeroporto que as abastecia. Tinha custo, tinha tempo, tinha insegurança na rota. A gente se perguntou: por que o avião não pode chegar onde está a produção?”. 

O que parecia uma pergunta simples exigiu sete anos de trabalho, negociações com autoridades, análises ambientais, adequação de pista e articulação com companhias aéreas e operadores logísticos. A pandemia suspendeu o processo, mas — como Roberto faz questão de frisar — não suspendeu a convicção. 

O sentimento de trazer o projeto para Santa Catarina 

Para Schiavone, o projeto tem um efeito que ultrapassa o setor logístico. Ele encurta distâncias e reduz desigualdades comerciais dentro do próprio Brasil. “Por muito tempo, Santa Catarina dependeu de Guarulhos — e o mercado se adaptou a isso, ainda que fosse mais caro e mais lento. Se há algo que me orgulha nesse projeto, é ajudar essas empresas a ganharem tempo, previsibilidade e competitividade. Não tem preço descer no seu quintal,” destaca. 

O risco que ninguém vê 

Uma rota aérea não se sustenta por si só. A Bringer Air Cargo assumiu compromissos rigorosos — e, segundo Schiavone, isso exige coragem. “Se não tiver carga, o avião vem do mesmo jeito. Nós temos contrato. Alguém precisa assumir o risco ou a rota nunca nasce.” 

Essa fala sintetiza a essência do modelo da empresa: flexível, leve e totalmente orientado ao cliente. Em vez de se prender à disponibilidade de uma única companhia aérea, a empresa trabalha para garantir frequência — com a Latam como parceira prioritária mas aberta a outras companhias aéreas para substituição, se necessário. 

O projeto não está concluído — está só começando, e as próximas etapas já têm direção: 

🔹 aumentar a frequência semanal 
🔹 iniciar a exportação aproveitando o retorno da aeronave 
🔹 fortalecer presença comercial com representantes regionais 
🔹 retomar, no médio prazo, a operação em Porto Alegre — interrompida pela enchente de 2024 

Mais do que metas comerciais, Schiavone fala em construção de confiança: “O mercado vai planejar o futuro baseado nesse voo. E esse planejamento vai fortalecer a rota, que por sua vez fortalece a indústria. É um ciclo.” 

Navegantes além de Miami 

Embora o voo seja MIAMI × NAVEGANTES, a rota conecta Santa Catarina muito além dos Estados Unidos. Mais de 80% das cargas que chegam à América Latina vindas da Ásia passam primeiro por Miami. Ou seja: a indústria catarinense não está conectada apenas com os EUA — mas com todo o corredor global que se concentra naquele hub. “Por isso eu digo: não estamos conectando a cidade com Miami. Estamos conectando com o mundo”, esclarece Schiavone. 

Maior aeronave operada em Navegantes até agora 

O voo inaugural da rota cargueira Miami × Navegantes, realizado no dia 26, não apenas marcou a chegada do primeiro Boeing 767-300 BCF da Latam Cargo ao Aeroporto Internacional de Navegantes, mas também evidenciou a sinergia operacional entre os principais agentes envolvidos. Enquanto a Bringer assumiu a liderança estratégica da rota, a execução em solo contou com a atuação coordenada da Motiva — concessionária do aeroporto — e do Terminal de Cargas da Pac Log, responsável pela armazenagem, manuseio e cadeia fria para produtos sensíveis. Segundo Lílian Françoso, gerente de cargas da Motiva, a operação atende uma demanda histórica da indústria catarinense: “A nova operação posiciona Navegantes como um ponto estratégico: cerca de 80% das importações de SC estão concentradas em um raio de até 1h30 do aeroporto, o que coloca o terminal como a opção mais próxima e competitiva para o setor produtivo”.  

Outra conquista relevante envolveu infraestrutura: a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) permitiu a operação de aeronaves de fuselagem larga no terminal, algo inédito para Navegantes e considerado um passo decisivo para consolidar o aeroporto em rotas internacionais de carga. 

Validação de quem conhece o mercado 

Para Luciano Zucki, co-founder e director da PLEX Internacional Logistics com sede no Estados Unidos, o voo da Bringer do Brasil é um marco importante para Santa Catarina, para o Sul do Brasil e para toda a cadeia logística internacional. “Como parceira da Bringer há anos, a PLEX International Logistics tem orgulho de apoiar este projeto e apresentar ao mercado um novo serviço com os melhores rates disponíveis, atendimento dedicado e toda a sua expertise em logística aérea e aeroespacial entre EUA e Brasil. Para os clientes, o novo voo representa mais velocidade na conexão EUA x Sul do Brasil, maior previsibilidade e estabilidade operacional, melhor relação custo-benefício no transporte aéreo e mais capacidade e frequência para cargas urgentes, de alto valor ou sensíveis à temperatura e ao tempo”, fala Luciano.  

Quem é Roberto Schiavone 

Roberto Schiavone é um executivo sênior com sólida atuação internacional nos setores de freight forwarding, supply chain e logística, reconhecido pela liderança estratégica em empresas multinacionais e pelo foco em desenvolvimento comercial, gestão de operações de carga aérea e expansão de mercados. Sua trajetória profissional é marcada por mais de duas décadas em posições de alta gestão, com responsabilidade sobre regiões globais e desempenho de negócios. Atualmente, exerce o cargo de Chief Commercial Officer (CCO) na Bringer Air Cargo, sediado em Miami, onde conduz a estratégia comercial global da companhia, fortalece parcerias estratégicas, impulsiona novas rotas e lidera iniciativas de crescimento e relacionamento com grandes clientes. Graduado em Administração de Empresas com ênfase em Marketing e Publicidade pela Universidade Paulista, Roberto reúne profundo conhecimento técnico, visão estratégica e experiência multicultural, sendo reconhecido por seu papel na construção de soluções logísticas eficientes, expansão internacional e consolidação de operações de carga aérea no mercado global. 

TEXTO: REDAÇÃO 

IMAGENS: DIVULGAÇÃO / MOTIVA 

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Logística

Investimento bilionário impulsiona novo complexo logístico em Santa Catarina

O setor portuário de Santa Catarina mantém ritmo acelerado e reforça o papel do estado como um dos principais hubs logísticos do Brasil. No primeiro semestre deste ano, os portos catarinenses movimentaram mais de 32,2 milhões de toneladas de cargas — alta de 5,23% em comparação ao mesmo período de 2024. O desempenho supera amplamente o crescimento nacional, que ficou em apenas 1,02%, e coloca Santa Catarina na dianteira entre os estados do Sul, conforme dados da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, com base na Antaq.

No segmento de contêineres, o avanço foi ainda mais expressivo: 12,4%, somando 1,34 milhão de TEUs, equivalente a 19,2% da movimentação nacional. A Portonave, em Navegantes, responde por parcela significativa desse resultado, ao atingir 4,8 milhões de toneladas no semestre e seguir como o terceiro maior terminal de contêineres do país, atrás apenas de Santos e Paranaguá. A empresa confirmou um plano de R$ 1 bilhão em investimentos até 2026, com foco na expansão da capacidade operacional e na adaptação para receber navios de até 400 metros, reforçando o litoral catarinense como um dos corredores logísticos mais estratégicos da América do Sul.

Novo complexo logístico marca fase de transformação em Navegantes

O crescimento dos portos impulsiona diretamente o mercado de galpões industriais e parques logísticos, que vive um dos períodos mais aquecidos da história em Santa Catarina. A taxa de vacância está próxima de 3%, enquanto o valor do metro quadrado acumulou valorização superior a 300% na última década, segundo consultorias especializadas.

Entre os projetos que simbolizam essa nova etapa está o Ciway 470, um complexo logístico de padrão internacional em construção em Navegantes. Desenvolvido pela Ciway, do Grupo Saes, o empreendimento Triple A reúne certificação ambiental LEED e tecnologia IoT para gestão operacional. Com mais de 200 mil m² de área construída em um terreno de 250 mil m², o Ciway 470 é hoje a maior estrutura logística do Sul do Brasil. São 94 módulos flexíveis, variando de 1,8 mil a 6 mil m², destinados a operações de comércio exterior, e-commerce e transporte de cargas. O complexo está posicionado entre os portos de Navegantes e Itajaí, com acesso direto às BRs 101 e 470.

Estrutura sustentável e ambiente corporativo completo

O projeto prioriza práticas de logística verde, como reaproveitamento de água da chuva, iluminação em LED, ventilação natural e sistemas inteligentes de eficiência energética. A infraestrutura corporativa inclui centro administrativo, área gastronômica, lounge de convivência, quadra poliesportiva, ambulatório e um HUB corporativo de 5 mil m², com restaurantes, salas comerciais, heliponto e auditório.

Para Lucas Saes, diretor administrativo do Grupo Saes, o momento exige uma nova postura do setor:
“O avanço do setor portuário catarinense tem reorganizado toda a cadeia logística. Os novos complexos precisam oferecer infraestrutura integrada, reduzir custos e atender padrões ambientais internacionais.”

Ambiente tributário competitivo atrai novos investimentos

Além da localização estratégica e da infraestrutura avançada, Santa Catarina se destaca pelo ambiente tributário favorável. O estado opera com alíquotas reduzidas de ICMS, enquanto municípios como Navegantes praticam ISS de 2%, uma das menores taxas do país. Esses fatores têm atraído indústrias, operadores logísticos e centros de distribuição para o litoral norte.

“Quando falamos de infraestrutura logística, eficiência também está ligada à qualidade de vida das pessoas que fazem tudo acontecer”, completa Saes.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Grupo Saes/Divulgação/ND Mais

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Aeroportos

Voo cargueiro para Miami deve impulsionar logística e comércio exterior em Navegantes

A possível estreia de um voo cargueiro semanal entre Navegantes (NVT) e Miami promete dar novo fôlego às operações de logística e comércio exterior na região. O primeiro pouso está previsto para 26 de novembro, às 5h40, com um Boeing 767 da LATAM Cargo.

A ANAC já aprovou a operação, e a LATAM prevê manter frequência semanal, sempre às quartas-feiras. A aeronave escolhida para a rota transporta mais de 50 toneladas de carga por viagem, ampliando significativamente a capacidade de exportação e importação do Litoral Norte.

Expansão estratégica da malha internacional

A inclusão de Navegantes na malha cargueira do Grupo LATAM representa um movimento estratégico importante. Até agora, os voos cargueiros para Miami partiam apenas de Florianópolis, que conta com três frequências semanais. Com a nova conexão, a empresa amplia a oferta e oferece uma alternativa mais próxima e potencialmente mais eficiente para os clientes da região, reduzindo tempo de trânsito e custos logísticos.

Relevância de Navegantes para a cadeia logística

O Aeroporto Internacional de Navegantes é peça central na infraestrutura de transporte do Litoral Norte e do Vale do Itajaí. Mesmo com uma estrutura cargueira menos robusta que a de Florianópolis, o terminal tem relevância estratégica por estar próximo ao complexo portuário de Itajaí e Navegantes, além de atender uma das regiões industriais mais diversificadas do país.

A localização privilegiada transforma o aeroporto em um hub natural para o Vale do Itajaí, que concentra empresas dos setores têxtil, metalmecânico, alimentício, eletroeletrônico e outros segmentos de forte atuação no comércio exterior.

FONTE: Jornal nos Bairros
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nathan Coats – Wikimedia Commons

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Aeroportos

Aeroportos de Joinville e Navegantes passam para controle do grupo mexicano ASUR em negócio de R$ 5 bilhões

Os aeroportos de Joinville e Navegantes terão novo controlador após a Motiva — antiga CCR — anunciar a venda de todas as suas operações aeroportuárias no Brasil ao grupo mexicano Aeroportuario del Sureste (ASUR). O acordo, avaliado em R$ 5 bilhões, inclui os 17 aeroportos administrados pela companhia em nove estados, entre eles Confins (MG) e São Luís (MA).

Segundo a Motiva, a operação está alinhada ao seu Plano Estratégico, que busca destravar valor, simplificar o portfólio e permitir foco em crescimento “rentável e seletivo” nos segmentos de rodovias pedagiadas e ferrovias, áreas nas quais a empresa seguirá atuando mesmo após a venda da subsidiária aeroportuária CPC.

ASUR expande presença e se aproxima da liderança nas Américas

A compradora, o grupo ASUR, já controla 16 aeroportos nas Américas, incluindo o Aeroporto de Cancún, no México, e o Aeroporto Internacional de Medellín, na Colômbia. Com a aquisição do portfólio da Motiva — responsável por mais de 45 milhões de passageiros por ano —, a companhia deve fortalecer sua posição entre as maiores operadoras aeroportuárias do continente. Em 2024, a ASUR registrou 71 milhões de passageiros.

Governo vê transação como sinal de confiança no Brasil

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o investimento bilionário de uma operadora internacional demonstra confiança no potencial de crescimento da aviação brasileira.

“A chegada de um player mexicano amplia as relações comerciais entre Brasil e México e fortalece o turismo de negócios e lazer entre os dois países. Estamos falando da maior transação aeroportuária em curso no mundo”, afirmou o ministro.

Ele também destacou que a operação deve estimular a ampliação de voos internacionais e impulsionar o turismo entre os dois países.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Valente, GOVSC, Divulgação

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Transporte

Túnel subaquático entre Itajaí e Navegantes deve reduzir trajeto de 40 para 2 minutos em Santa Catarina

A travessia entre Itajaí e Navegantes deverá ser reduzida de cerca de 40 minutos para apenas dois minutos com a construção do novo túnel subaquático que ligará as duas cidades do Litoral Norte de Santa Catarina. O sistema de cobrança de pedágio será feito por free flow, tecnologia que permite o pagamento automático, sem necessidade de parada, agilizando ainda mais o trajeto.

Atualmente, o deslocamento entre os municípios é feito pelo ferry boat ou pela BR-101, com grande lentidão nos horários de pico, segundo estimativas do Google Maps.

Túnel submerso integra o programa Promobis

O túnel submerso entre Itajaí e Navegantes é uma das principais obras previstas pelo Promobis, programa de mobilidade urbana da região. O projeto adotará uma tecnologia de ponta, semelhante à usada no túnel Santos-Guarujá, no Brasil, e em estruturas internacionais como a que liga a Dinamarca à Alemanha.

De acordo com Rafael Albuquerque, coordenador do UCP/Promobis, a escolha pelo túnel submerso foi estratégica. Alternativas como pontes foram descartadas, pois exigiriam estruturas muito altas e interfeririam nas operações do Aeroporto Internacional de Navegantes.

A construção será feita sobre o leito do rio Itajaí-Açu, com a instalação de peças pré-moldadas de concreto que serão unidas e vedadas de forma submersa — uma técnica moderna que reduz impactos ambientais e agiliza o processo de execução.

Estrutura abrigará veículos, BRT, pedestres e ciclistas

Internamente, o túnel será dividido em três células: uma exclusiva para o sistema de transporte coletivo BRT (Bus Rapid Transit) e duas destinadas ao tráfego de veículos leves. O projeto também prevê uma passagem inferior voltada a pedestres e ciclistas, garantindo mobilidade sustentável e integração urbana entre as cidades.

Investimento e cronograma da obra

O empreendimento contará com US$ 90 milhões financiados pelo Banco Mundial e US$ 30 milhões de contrapartida dos municípios de Itajaí. Segundo o governo, este é o primeiro empréstimo do Banco Mundial destinado a um consórcio municipal no mundo, o que reforça a importância internacional da iniciativa.

A construção e operação do túnel ocorrerão por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). As obras estão previstas para começar em 2028, com entrega estimada até 2032, transformando o transporte entre Itajaí e Navegantes e impulsionando o desenvolvimento regional.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ND+

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Sustentabilidade

Portonave conquista reconhecimento nacional por ações de descarbonização 🏆

Em mais um marco ambiental, o Terminal Portuário recebeu o Selo Diamante no Programa Pró-Clima, a mais alta honraria concedida pela iniciativa

Investir em soluções sustentáveis para reduzir as emissões de carbono nos portos é essencial para garantir operações mais eficientes e ambientalmente responsáveis. Como resultado do comprometimento com essa meta, nesta semana, a Portonave recebeu o Selo Diamante no Programa Pró-Clima, da Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos (ABDP). A cerimônia foi no 2º Encontro da ABDP 2025, realizado em São Luís (MA), nesta quarta (8) e quinta-feira (9).

O reconhecimento avaliou a trajetória de descarbonização do Terminal, que apresenta metas e inventários completos de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), nos escopos 1 (emissões diretas), 2 (energia elétrica) e 3 (demais emissões indiretas), com comprovada redução das emissões desses gases poluentes.

A supervisora de Meio Ambiente, Flavia Crozeta, representou a Companhia no evento e recebeu o reconhecimento em nome da equipe. Até o momento, a Portonave é único Terminal Portuário da região Sul a conquistar o selo na categoria Diamante — a mais alta distinção concedida pelo programa — reforçando seu protagonismo entre os portos do país que desenvolvem iniciativas sustentáveis.

Iniciativas que garantiram o selo 🌱

A estratégia em direção a uma operação mais sustentável começou na eletrificação dos 18 guindastes de movimentação de contêineres (RTGs), em 2015, que substituíram os geradores a diesel. O investimento de aproximadamente R$ 25 milhões gerou resultados já no ano seguinte, em 2016, com uma redução de 93,75% nas emissões de GEE associadas à operação destes equipamentos. Desde então, a Companhia incorpora novos equipamentos ecoeficientes e elétricos em suas atividades.

A renovação da frota de empilhadeiras também contribuiu para a redução das emissões. Em 2017, sete equipamentos movidos a Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) geravam 28 toneladas de carbono equivalente (CO₂e). A introdução de três empilhadeiras elétricas permitiu que, em 2023, esse número caísse para 10 toneladas.

Entre 2020 e 2024, a Companhia avançou na transição energética, evitando a emissão de 10,73 toneladas de CO₂e com a instalação de mais de 318 placas solares. Complementando essa iniciativa, de 2022 a 2024 foram adquiridos certificados de energia renovável (I-REC), que somam 199.744 MWh. Para os próximos anos, já estão garantidos contratos de compra de energia renovável certificada, assegurando emissões zero no Escopo 2 até 2027.

Além disso, o monitoramento das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) é realizado desde 2010 pela empresa, seguindo os critérios do Greenhouse Gas Protocol (GHG), mesmo não sendo uma exigência legal.

Sobre a ABDP 🔎

A Aliança é uma iniciativa que visa acelerar o processo de descarbonização dos setores portuário e aquaviário do Brasil e reúne empresas, associações de portos, startups, portos públicos e privados, com o propósito de multiplicar esforços em direção à sustentabilidade.

Sobre a Portonave 🚢

A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

FONTE: Assessoria de Imprensa Portonave
IMAGEM: Reprodução/Portonave

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