Mercado de trabalho

Ferrovias ampliam presença feminina e miram 30% dos cargos de liderança ocupados por mulheres

Crescimento da participação feminina no setor ferroviário.

Tradicionalmente dominado por homens, o setor ferroviário brasileiro tem registrado um avanço significativo na inserção das mulheres. Profissionais femininas vêm conquistando espaço em funções antes restritas, como maquinistas, manobradoras, mecânicas e eletricistas, além de ampliarem sua presença em cargos de gestão.

Empresas de transporte de cargas e de passageiros já definiram metas para aumentar a participação feminina, especialmente nas posições de liderança.

VLI aposta em metas ousadas

Na VLI, a projeção é clara: até dezembro, 30% dos cargos de alta liderança deverão estar sob responsabilidade de mulheres. O índice atual está em 27%.
Segundo Danny Marchesi, gerente-geral de sustentabilidade e comunicação, a companhia também busca aumentar a presença feminina no quadro geral. Há dez anos, apenas 9% da equipe era formada por mulheres; hoje, o número dobrou para 19%.

Na operação, elas já atuam diretamente na condução dos trens. Do total de 1.576 maquinistas da empresa, 101 são mulheres. Um exemplo é Vanessa Alves Batista, que iniciou sua trajetória na portaria e, após treinamento, tornou-se maquinista há pouco mais de um ano.

Rumo amplia contratações femininas

Na Rumo, maior concessionária ferroviária de cargas do país, o crescimento também é expressivo. No primeiro trimestre deste ano, a empresa registrou 1.250 mulheres em postos de trabalho, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. Em 2022, eram 830 profissionais.

No quesito liderança, a companhia já alcançou a marca de 30% de mulheres em cargos de gestão, com 90 das 300 posições ocupadas por elas.

CCR Metrô Bahia segue na mesma direção

Outro destaque é a CCR Metrô Bahia, onde 32% das funções de liderança já são ocupadas por mulheres. A empresa mantém como foco ampliar ainda mais esse percentual.

Diversidade e inclusão como estratégia

Além do incentivo à equidade de gênero, as empresas ferroviárias têm investido em políticas de diversidade e inclusão, voltadas também para pessoas negras e profissionais com deficiência.

A VLI, que administra 8 mil quilômetros de trilhos, 600 locomotivas e 21 mil vagões, reforça que a representatividade feminina é parte de um compromisso público. O objetivo é refletir na empresa o perfil da sociedade brasileira.

No primeiro semestre deste ano, a companhia registrou lucro líquido de R$ 1,08 bilhão, crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior.

FONTE: Folhapress
TEXTO: Redação
Imagem: Reprodução/Modais em Foco

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