Portos

Porto de Imbituba movimenta mais de 5 milhões de toneladas até agosto de 2025

O Porto de Imbituba registrou movimentação de 5,12 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e agosto de 2025, com 216 navios atracados no período. Os dados mantêm o terminal entre os principais complexos logísticos de Santa Catarina.

As exportações somaram 1,97 milhão de toneladas, com destaque para coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho. As importações chegaram a 2,14 milhões de toneladas, puxadas por hulha betuminosa, sal e insumos industriais.

Na cabotagem, foram embarcadas 451,2 mil toneladas e desembarcadas 120 mil toneladas. Já o transbordo alcançou 47,2 mil toneladas embarcadas e 39 mil desembarcadas. Os granéis sólidos representaram 76% do total movimentado. Os contêineres apresentaram crescimento, com mais de 890 mil toneladas movimentadas até agosto.

Segundo a SCPAR Porto de Imbituba, investimentos em infraestrutura, dragagem, ampliação de cais e digitalização devem ampliar a atratividade do terminal. A previsão é que o porto ultrapasse 7 milhões de toneladas até o final de 2025.

Além do impacto econômico, o crescimento das operações tem gerado empregos diretos e indiretos e impulsionado os setores de logística e serviços na região. Entre janeiro e agosto, as exportações e importações movimentaram mais de US$ 1,13 bilhão, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Fonte: SC em Pauta

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Logística

Terminal logístico KBT, fruto de parceria entre Klabin, Brado e TCP, registra maior movimentação desde sua inauguração

Nesta segunda-feira, 15 de setembro, o terminal logístico intermodal KBT – uma colaboração estratégica entre a Klabin, a Brado Logística e TCP – completa quatro anos, marcando sua história com os melhores índices de produtividade já registrados desde sua inauguração. No primeiro semestre de 2025, foram movimentados 49.646 TEUs, número 12% superior aos 44.450 TEUs do mesmo período de 2024. As exportações de papel e celulose também tiveram desempenho expressivo: de 21.216 TEUs no primeiro semestre do ano passado para 23.978 TEUs neste ano, uma alta de 13%.

“Os aumentos progressivos na movimentação de contêineres, ano após ano, reforçam não apenas o comprometimento da TCP com a excelência e a melhoria contínua dos processos no terminal de Ortigueira, mas também evidenciam a força da colaboração estratégica entre Klabin, Brado e TCP. Essa sinergia operacional tem sido fundamental para garantir fluidez logística, integração entre modais e ganhos consistentes em produtividade e previsibilidade”, comenta Fabio Henrique Mattos, gerente de operações logísticas da TCP.

“O modelo de negócio da Klabin é integrado, flexível e diversificado, o que permite à Companhia expandir sua atuação continuamente, tanto interna como externamente. O KBT é essencial nesse sentido, pois garantiu ao longo desses quatro anos um crescimento fundamental para a empresa em mercados estratégicos. A sinergia entre as três empresas garante, desde 2021, uma operação que une eficiência, sustentabilidade e resultados que batem recorde ano após ano. Tudo isso é fruto do trabalho árduo de todos os envolvidos no KBT”, afirma Roberto Bisogni, Diretor de Planejamento Operacional e Logística na Klabin.

Esses resultados são reflexo da logística inovadora do KBT, que conecta o terminal de contêineres, administrado pela TCP, ao lado da Unidade Ortigueira da Klabin – com capacidade produtiva de 2,5 milhões de toneladas de papel e celulose por ano – ao Terminal de Contêineres de Paranaguá, por meio da ferrovia operada pela Brado Logística. O grande diferencial foi estruturar um corredor intermodal que reduziu a dependência exclusiva das rodovias, posicionando a ferrovia como protagonista da operação. Em maio deste ano foi registrado um recorde de 31 trações no mês (uma por dia) – cada tração representa uma composição com locomotiva e vagões carregados que saem de Ortigueira com destino ao porto de Paranaguá. Atualmente, o Terminal de Contêineres de Paranaguá é o único terminal portuário da Região Sul a possuir uma conexão direta entre a zona primária e um ramal ferroviário.

O avanço também pode ser medido pelo número de encostes de trens. De acordo com a Brado Logística, 140 trens provenientes do KBT chegaram à TCP, no primeiro semestre de 2024; já em 2025, foram 152 composições no mesmo período. Esse crescimento refletiu diretamente em uma redução no tráfego rodoviário: a estimativa da Brado é de que aproximadamente 12.232 caminhões tenham deixado de circular entre Ortigueira e Paranaguá no primeiro semestre deste ano, aliviando custos logísticos e a pressão sobre a malha viária no estado.

Para Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e de atendimento da TCP, os números alcançados confirmam a relevância estratégica da iniciativa: “por ser feito sob medida (tailor made) para um único cliente, o KBT vem se consolidando ano após ano como referência nacional, provando seu valor com ganhos reais em eficiência e qualidade. O alinhamento entre Klabin, Brado e TCP garante, não apenas crescimento sustentável, mas também operações mais seguras, confiáveis e previsíveis”, explica.

Sustentabilidade na prática

Priorizar a ferrovia no modelo intermodal também traz benefícios ambientais significativos. De janeiro a julho de 2025, a estimativa é que o transporte de papel e celulose pela ferrovia tenha deixado de emitir cerca de 16 mil toneladas de gás carbônico — volume equivalente à emissão anual de 3,4 mil veículos. De acordo com o cálculo da Brado Logística, seriam necessárias 113,8 mil árvores para neutralizar integralmente esse volume de CO2.

Graciele Santos, executiva comercial da Brado Logística, ressalta que o KBT é um exemplo de como tecnologia e sustentabilidade podem caminhar juntas. “A capacidade de carga concentrada em um único trem minimiza as emissões de CO2 e ainda contribui para desafogar o fluxo rodoviário. É um exemplo claro de como iniciativas bem estruturadas podem colaborar no enfrentamento das mudanças climáticas”, afirma.

Os ganhos ambientais também se estendem à infraestrutura portuária. As cargas que chegam a Paranaguá são movimentadas por três guindastes pórticos sobre pneus (RTG) eletrificados, cuja conversão, concluída pela TCP há dois anos, reduziu em 97% as emissões de gás carbônico na operação de cada equipamento.

Administrado pela TCP, o terminal de contêineres de Ortigueira, que atualmente emprega uma equipe de 98 colaboradores, é um reflexo da consolidação e da crescente complexidade da operação. A expectativa é que o modelo continue impulsionando a produtividade do KBT e a competitividade das exportações de papel e celulose produzidas pela Klabin no mercado nacional e internacional, por meio dos embarques da carga tanto na modalidade de longo curso quanto de cabotagem.

Conquista inédita

Em agosto de 2025, o terminal de contêineres em Ortigueira recebeu, de forma inédita, a certificação ISO 9001, que comprova a adoção de elevados padrões de qualidade e o compromisso com a eficiência operacional, a satisfação dos clientes e a melhoria contínua.

O processo de autoria aconteceu na primeira quinzena de agosto e também avaliou todos os 33 processos do Terminal de Contêineres de Paranaguá, que formam o Sistema de Gestão Integrada (SGI). Com isso, a TCP conquistou a recertificação das normas ISO 9001 (Gestão de Qualidade), ISO 14001 (Gestão Ambiental) e ISO 45001 (Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional).

Fonte: TCP

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Comércio

Receita Federal registra movimentação recorde no comércio da Tríplice Fronteira

Obras do novo Porto Seco estão em fase inicial e, primeira etapa, será entregue até final de 2026

Foz do Iguaçu atingiu um marco histórico no comércio exterior em 2025. De acordo com a Receita Federal, apenas nos seis primeiros meses do ano, o Porto Seco da cidade movimentou US$ 4,78 bilhões, resultado que representa crescimento de 32,96% em relação ao mesmo período de 2024, quando o total foi de US$ 3,6 bilhões. O desempenho supera todos os registros anteriores e confirma a Tríplice Fronteira como um dos principais corredores logísticos do Mercosul.

Apesar do aumento no valor, o volume físico de cargas caiu 7,84%, passando de 2,58 milhões de toneladas em 2024 para 2,37 milhões em 2025. A redução é atribuída a um perfil de comércio mais voltado para produtos de maior valor agregado.

As exportações foram o motor do avanço, alcançando US$ 2,46 bilhões, um salto de 55,49% em comparação ao primeiro semestre de 2024, quando o total havia sido de US$ 1,58 bilhão.
As importações também cresceram, totalizando US$ 2,32 bilhões, aumento de 15,23% em relação ao ano anterior.

O volume importado avançou de 1,34 milhão para 1,50 milhão de toneladas, alta de 11,83%. Já o volume exportado apresentou retração, reforçando a tendência de embarque de mercadorias mais sofisticadas e com maior valor agregado.

Com esses resultados, a balança comercial fechou com superávit, impulsionada pelo forte desempenho das exportações.

As estatísticas apontam comportamentos distintos na relação comercial do Brasil com os países vizinhos:

  • Paraguai: exportações recuaram 32,6% em volume e 34,1% em peso, mas o valor cresceu 48,3%, evidenciando a exportação de produtos mais sofisticados. Já as importações caíram 37,3%.
  • Argentina: cenário oposto, com exportações brasileiras em forte expansão — alta de 21,8% no volume e 111,9% no valor, reforçando o papel do país como destino estratégico para mercadorias brasileiras.

Produtos mais movimentados

  • Importações: cereais, derivados de grãos, sementes e frutos oleaginosos, carnes, pastas de madeira, óleos vegetais, sal, plásticos e máquinas elétricas.
  • Exportações: papel e celulose, plásticos, máquinas e instrumentos mecânicos, fertilizantes, produtos cerâmicos, ferro e aço, bebidas, veículos automotivos, sal e materiais elétricos.

O movimento de caminhões pelo Porto Seco cresceu 11,6% no semestre.

  • Total de veículos liberados: 97.812
    • Paraguai: 74.404 (76,1% do total)
    • Argentina: 23.409 (23,9% do total)

As importações representaram 57,3% do fluxo e as exportações, 42,7%.

O crescimento coincide com um período de grandes investimentos em infraestrutura viária e logística em Foz do Iguaçu. Entre os projetos em andamento estão:

  • Perimetral Leste, conectando as novas aduanas à BR-277;
  • Duplicação da Avenida das Cataratas;
  • Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu, lançado pela Multilog.

Novo Porto Seco

As obras do Novo Porto Seco, empreendimento que receberá R$ 500 milhões em investimentos e ampliará em 30% a capacidade atual estão em fase inicial. O terminal terá movimentação diária prevista de 2 mil caminhões e gerará cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos.

Segundo Djalma Vilela, presidente da Multilog, a nova unidade ocupará 550 mil m² e será preparada para atender à demanda futura da Tríplice Fronteira. “O novo terminal consolidará Foz do Iguaçu como o maior porto seco da América Latina e um dos maiores do mundo, com estrutura moderna e segura”, destacou.

A primeira fase das obras receberá R$ 240 milhões, com pátio para caminhões, áreas de armazenagem cobertas, câmara fria, equipamentos de alta tecnologia e sistemas automatizados de pesagem e identificação de veículos.

O auditor fiscal Felipe Mendes Morais lembrou que a Multilog já administra o porto seco mais movimentado da América Latina, com quase 200 mil caminhões liberados por ano e uma corrente de comércio próxima de R$ 9 bilhões.

A Multilog é uma das maiores operadoras de logística integrada do Brasil, líder na administração de recintos alfandegados, com 35 unidades em todo o país e 2,2 milhões m² de áreas de armazenagem. Atende setores como alimentos, saúde, agronegócio, tecnologia e automotivo, com certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA).

Fonte: Rádio Cultura Foz

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Portos

Brasil deixa de receber R$ 1,1 bi com a permanência de 1.542 contêineres de café parados nos portos em julho

No sétimo mês de 2025, exportadores acumularam prejuízos de R$ 4,1 milhões com armazenagem adicional, detentions, pré-stacking e antecipação de gates

O esgotamento da infraestrutura nos portos do país fez com que o Brasil deixasse de embarcar 508.732 sacas de 60 kg – equivalentes a 1.542 contêineres – de café em julho de 2025, conforme levantamento realizado pela Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) junto a seus associados. O não embarque desse volume impediu que o país recebesse US$ 196,05 milhões, ou R$ 1,084 bilhão, como receita cambial em suas transações comerciais apenas em julho deste ano, considerando o preço médio Free on Board (FOB) de exportação de US$ 385,36 por saca (café verde) e a média do dólar de R$ 5,5279 no mês passado.

“Esse não ingresso de receitas com a exportação de café gera elevados prejuízos aos exportadores e representa o menor repasse das transações comerciais aos produtores brasileiros, uma vez que somos o país que mais transfere o preço FOB dos embarques aos cafeicultores, a uma média que supera 90% nos últimos anos”, lamenta o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron.

Segundo ele, não é “saudável” ao comércio exterior brasileiro acumular prejuízos logísticos devido à infraestrutura defasada do país, a qual vem causando constantes atrasos e alterações de escalas dos navios e, somente em julho, gerou um prejuízo de R$ 4,140 milhões aos exportadores de café com a adição de custos extras com armazenagem adicional, detentions, pré-stacking e antecipação de gates.

“Iniciamos esse levantamento em junho de 2024 e, desde então, as empresas associadas ao Cecafé acumulam um prejuízo de R$ 83,061 milhões com esses gastos elevados e imprevistos, decorrentes dos atrasos e alteração de escalas dos navios, por falta de infraestrutura portuária adequada nos principais portos de escoamento do café no Brasil”, informa.

Devido a esse cenário desafiador, “que tende a piorar no segundo semestre com o aumento da chegada dos cafés colhidos na safra deste ano”, Heron comenta que a entidade segue empenhando esforços no diálogo com os diversos entes do comércio exterior e trabalhando para que os atores dos setores público e privado sejam dotados de dados críveis, na expectativa de se buscar, de forma conjunta, medidas “emergenciais e céleres” para reduzir, o quanto antes, os impactos negativos que os gargalos logísticos vêm causando aos exportadores.

O diretor técnico do Cecafé revela que a entidade se reuniu, no mês passado, com o gerente do Observatório do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), Bruno Pinheiro, para discutir uma proposta de aprimoramento dos indicadores logísticos e a criação de índices para monitorar os entraves nas exportações de café. Para tanto, o Conselho vem contando com constante apoio da associação Logística Brasil, na construção de uma pauta focada em logística, em Brasília (DF), além de também vir atuando em parceria com outras entidades do agronegócio.

“Faremos um refinamento nas informações de nosso Boletim Detention Zero, tido como referência na apuração dos atrasos dos navios e de seus impactos nas exportações de café, com base em informações extraídas da (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) ANTAQ e outras fontes públicas de dados. O objetivo é, em conjunto, estruturarmos um indicador, inicialmente para café, que será disponibilizado por meio do observatório do IBI, para avaliar quais são os entraves nas exportações, de maneira a ter uma informação mais acurada e estruturada, visando buscar políticas públicas para melhorar o desempenho do setor exportador”, explica.

Ainda conforme Heron, o segmento exportador brasileiro, em especial os setores que atuam com cargas conteinerizadas, demandam, “com urgência”, da adoção de medidas para dar agilidade nos leilões de terminais, ampliar a capacidade de pátio e berço nos portos, aumentar os acessos portuários e incentivar a diversificação dos modais de transporte, com investimentos em ferrovias e hidrovias.

“É nesse sentido que estamos atuando para a criação desses indicadores logísticos que permitam acompanhar, de maneira adequada, as demandas na infraestrutura portuária do Brasil, de forma que os portos possam evoluir na mesma proporção do avanço das cargas, considerando o constante crescimento do agronegócio nacional”, completa.

O diretor técnico do Cecafé alerta que o cenário de atrasos e alterações nas escalas de navios, “que gera prejuízos milionários ao setor e impede a entrada de bilhões em receita no Brasil”, tende a piorar neste segundo semestre de 2025.

“No semestre passado, o período de entressafra de várias commodities ajudou a reduzir a pressão nos terminais e armadores, porém, como não houve melhorias e aumento de capacidade dos terminais portuários, os desafios se intensificarão neste segundo semestre, auge da safra de muitos produtos que dependem dos contêineres para exportação”, projeta.

Heron comenta, ainda, “estar um pouco mais otimista” com os avanços nas discussões do leilão do Tecon Santos 10. “Em painel de debate promovido pelo Tribunal de Conta da União (TCU), no mês passado, ficamos satisfeitos ao ouvir a manifestação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) de não fazer sentido a criação de restrições na participação de interessados no leilão do Tecon Ssantos 10 e que existem ‘remédios’ mais adequados para impedir eventuais concentrações de mercado”, conta.

O diretor técnico do Cecafé também destaca que, em audiência pública realizada pela Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Câmara Federal, de autoria do deputado Julio Lopes, ficou evidente a importância de se avançar, com celeridade, no leilão do Tecon Santos 10, sem restrição de participação, para que ele ocorra ainda em 2025 e proporcione condições portuárias adequadas para as cargas nos próximos anos, evitando prejuízos ao comércio exterior do país.

RAIO-X DOS ATRASOS

Em julho de 2025, 51% dos navios, ou 167 de um total de 327 embarcações, tiveram atrasos ou alteração de escalas nos principais portos do Brasil, conforme o Boletim Detention Zero (DTZ), elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé.

O Porto de Santos, que respondeu por 80,4% dos embarques de café de janeiro a julho deste ano, registrou um índice de 65% de atraso ou alteração de escalas de navios, o que envolveu 118 do total de 182 porta-contêineres. O tempo mais longo de espera no mês retrasado foi de 35 dias no embarcadouro santista.

Ainda em julho, apenas 4% dos procedimentos de embarque tiveram prazo maior do que quatro dias de gate aberto por navios no porto santista. Outros 59% possuíram entre três e quatro dias e 38% tiveram menos de dois dias.

O complexo portuário do Rio de Janeiro (RJ), o segundo maior exportador dos cafés do Brasil, com 15,5% de participação nos embarques entre janeiro e julho de 2025, teve índice de atrasos de 37% no mês retrasado, com o maior intervalo sendo de 40 dias entre o primeiro e o último deadline. Esse percentual indica que 26 dos 70 navios destinados às remessas do produto sofreram alteração de escalas.

Também no sétimo mês deste ano, 38% dos procedimentos de exportação tiveram prazo superior a quatro dias de gate aberto por porta-contêineres nos portos fluminenses; 41% registraram entre três e quatro dias; e 21% possuíram menos de dois dias.

Fonte: Cecafé

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Portos

Com desempenho histórico, o Porto do Itaqui registra recorde de movimentação em julho

No mês, terminal público maranhense movimentou 3,76 milhões de toneladas em cargas diversificadas

Às margens da Baía de São Marcos, em São Luís, o Porto do Itaqui confirma sua posição como um dos motores do desenvolvimento do Maranhão e do Brasil. Em julho, o terminal público alcançou o melhor resultado de sua história, com 3,76 milhões de toneladas movimentadas e 112 navios atracados. No acumulado do ano, já são mais de 21 milhões de toneladas, reforçando o papel estratégico do porto como porta de entrada de fertilizantes e de saída de grãos para o mercado internacional.

Um dos fatores que explicam o desempenho é a intensificação das operações Ship-to-Ship (StS). Somente em julho, foram 415 mil toneladas movimentadas nesse modelo, o dobro do previsto para o mês e também do volume registrado em julho de 2024. Ao todo, 11 navios foram atendidos a contrabordo, o que corresponde a um terço das operações StS realizadas em 2025 e a 65% do total de todo o ano passado.

“O desempenho do Porto do Itaqui demonstra a força da infraestrutura portuária brasileira e o papel estratégico do Maranhão e do Nordeste na integração logística nacional e internacional, reforçando a importância de ampliar investimentos para garantir competitividade e geração de empregos”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A presidente em exercício do Porto do Itaqui, Isa Mary Mendonça, destacou que os resultados refletem a estratégia de expansão. “Os números confirmam o impacto positivo dos investimentos do Itaqui em capacidade operacional, melhoria contínua dos processos e fortalecimento da infraestrutura para atender à crescente demanda logística no Maranhão e no Brasil.” 

Resultados positivos

De janeiro a julho, o Itaqui movimentou 21,042 milhões de toneladas, com crescimento em todos os segmentos: granéis sólidos (+8%), granéis líquidos (+11%) e carga geral (+3%). Entre os produtos com maior avanço estão: soja (+7%), fertilizantes (+25%), cobre (+12%), derivados de petróleo (+6%), transbordo de derivados de petróleo (+19%), sebo bovino (+34%), celulose (+2%) e trilhos (+69%).

A soja segue como principal produto exportado, escoada principalmente de estados do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), além de Goiás, Mato Grosso e Pará. A celulose também ganhou espaço, cerca de 1,6 milhão de toneladas produzidas em Imperatriz (MA) foram enviadas para mercados como Estados Unidos e Espanha.

Nas importações, fertilizantes vindos da Rússia, China, Canadá e Omã reforçam a base do agronegócio brasileiro. O porto também recebe derivados de petróleo de países como Estados Unidos, Índia e Emirados Árabes. Do lado das exportações, a China continua como principal destino da soja, enquanto os Estados Unidos importam celulose, ferro-gusa e sebo. Outros mercados relevantes são Espanha, Egito, Alemanha, Turquia, Paquistão e Vietnã.

A movimentação de celulose superou em 13% o planejado e cresceu 46% em relação a julho de 2024. O resultado evidencia a capacidade do Itaqui de atender não apenas ao agronegócio, mas também à indústria de maior valor agregado, consolidando-se como hub logístico do Arco Norte.

Com localização estratégica, conexão ferroviária pelas malhas Norte-Sul e Carajás, ampla capacidade de armazenagem e investimentos permanentes em eficiência, o Itaqui deve seguir em trajetória de crescimento sustentável.

Fontes:

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Portos

“Nossa alfândega é a segunda em movimentação e, em arrecadação, só perde para Santos”

O auditor-fiscal André Bueno Brandão Sette e Camara, delegado da Receita Federal no Porto de Itajaí, conversou com a jornalista Fran Marcon e com o advogado James Winter, especialista em Direito Marítimo e Portuário.

O tarifaço imposto por Trump já impactou a movimentação do complexo portuário de Itajaí?

André: A gente faz esse acompanhamento. Até agora, a Receita tem informação dos intervenientes, dos operadores, de que está afetando. Mas ainda não houve esse reflexo em números. Em contato com os exportadores e importadores, vários produtos já foram retirados da lista de produtos relevantes para os exportadores brasileiros. Na região de Itajaí, a gente exporta bastante carne e pescado, que estariam dentro do tarifaço. Mas, em números, ainda não temos essa consequência.

Quais são os principais gargalos logísticos identificados pela Receita Federal nas operações aduaneiras locais?

André: Eu estive, recentemente, em uma reunião a convite do Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí, e um dos tópicos foi justamente a simplificação do trânsito de cargas soltas. Um gargalo que a gente tem é a questão do trânsito e da sua simplificação. Esse assunto também foi tratado numa reunião na Subsecretaria de Aduana, com o coordenador-geral de Aduana e diversos outros delegados. A gente propôs algumas melhorias normativas para esses casos. Eu conversei com o pessoal da Associação Empresarial de Itajaí e, quando chegam esses casos concretos, é como se fosse uma negociação. Eu digo assim: “Você está vindo aqui me pedir uma simplificação do trânsito, então apresenta os seus motivos. Mas eu quero alguma coisa em troca…” O que a gente pede em troca, para facilitar o comércio na Receita, é o controle aduaneiro. Por exemplo, que o recinto melhore as informações que são passadas para a Receita, para que a gente tenha os dados corretos do navio que está chegando, do transporte que está levando a carga. Essa informação correta e antecipada facilita o comércio exterior.

“O contrabando e a pirataria financiam o crime organizado muito mais do que o próprio tráfico de drogas”

Como a Declaração Única de Importação (Duimp) tem contribuído na melhoria do despacho aduaneiro e na otimização dos processos?

André: A Duimp é importantíssima. A gente vai ter uma reunião com a Associação Empresarial para tratar sobre isso, porque muitos operadores, muitos importadores, ainda têm medo da DI, com receio de serem parametrizados no vermelho por estarem registrando a DI. Mas a 9ª Região, que compreende Santa Catarina e Paraná, é a que mais registra a Duimp. Por exemplo, a gente tem o Canal Único. Todos os intervenientes podem fazer a verificação de uma carga parametrizada ao mesmo tempo. O importador vai saber exatamente com quem está a carga dele e quem está fiscalizando. Se a Receita Federal já verificou a mercadoria e tem fotos, por que o Mapa, por exemplo, vai precisar fazer a mesma coisa de novo? Podemos aproveitar as fotos de um ou de outro. [A adoção de um modelo semelhante ao de cargas a granel pode trazer eficiência operacional?] Ainda estamos construindo a melhor forma de colocar isso na legislação. Qual foi a proposta: esses produtos siderúrgicos, às vezes, não dá para descarregar no pátio. A ideia é fazer a entrega antecipada dessa carga — ou seja, ela já sairia direto nos caminhões da empresa e seria verificada, caso necessário, no recinto do importador.

Como é a estrutura da Receita para procedimentos de liberação de passageiros de cruzeiros?

André: A alfândega no Porto de Itajaí, na verdade, tem uma jurisdição muito maior. Ela abrange os portos, os 15 recintos alfandegados no total, incluindo a Portonave, o aeroporto e também o primeiro ponto turístico alfandegado do Brasil, na Barra Sul, em BC. A gente já teve reunião com eles, com os operadores de cruzeiros que vão trazer as linhas para a região. Eles estão fazendo uma ampliação no terminal Tedesco. E como funciona isso: eles fazem a ampliação, apresentam o projeto para a Receita Federal, e é feito o alfandegamento da área. Depois que o projeto é apresentado, a Receita faz a análise e o alfandegamento do local, permitindo a entrada e saída de passageiros e bagagens internacionais.

Itajaí é um protagonista do comércio exterior”

Como está a disponibilidade de fiscais e equipes da Receita para fiscalização e acompanhamento dos processos no complexo portuário? Há melhorias de estrutura, pessoal e tecnologia?

André: A alfândega no Porto de Itajaí realiza o despacho de importação e exportação de toda Santa Catarina e do Paraná. Atualmente, temos 90 servidores. Muitos deles atuam remotamente, como é o caso de alguns que moram em Curitiba, pois trabalham com despacho aduaneiro e, como a atividade é regionalizada, podem estar em outros locais. Isso foi positivo porque conseguimos formar equipes especializadas. Recebemos muitos retornos da comunidade de comércio exterior, relatando que, por exemplo, o processo de habilitação está muito melhor e mais rápido. Por outro lado, há algumas reclamações sobre a perda da proximidade com o fiscal.

Do ponto de vista de integração, como está a relação da Receita com a Anvisa e o Mapa?

André: O primeiro contato que eu tive foi na própria Colfac [Comissão Local de Facilitação do Comércio]. Uma das ações que apresentei foi justamente essa melhor aproximação com os intervenientes e com os órgãos públicos em geral. Já tive reunião com o diretor do foro da Justiça Federal na subseção de Itajaí, e também com a Polícia Federal. A ideia é transformar a Colfac no que ela deve ser. Ela não é uma comissão ou colegiado apenas para responder dúvidas de entes privados, como empresas e despachantes.

Qual a sugestão aos importadores para colaborar e otimizar os processos de nacionalização?

André: Quanto mais informação a gente tiver, quanto melhor for o controle, mais facilitado vai estar o comércio. Minha sugestão é: quem puder, valorize a certificação OEA. É muito importante e a gente dá muita relevância a isso.

“A economia, no geral, perde R$ 460 bilhões com contrafação e pirataria”

Já houve pedido da autoridade portuária para renovação do alfandegamento do porto?

André: A gente já teve algumas reuniões, mas esse pedido ainda não chegou. Existe, na verdade, uma sequência: a Antaq precisa apresentar o parecer dela e, só depois disso, a Receita utiliza esse documento para dar andamento ao processo de alfandegamento. Isso ainda não ocorreu. Nas reuniões que a gente teve, falamos da importância de que esse pedido seja feito o quanto antes, porque o processo de alfandegamento é bem complicado. Não é o mesmo caso da situação anterior, que foi uma troca de titularidade. Agora, pode ser um alfandegamento completamente novo — não apenas uma extensão. Quanto mais rápido esse processo for iniciado, melhor para a segurança dos operadores. Mas, se tudo der certo, ainda dá tempo de resolver essa questão, até pela importância da região. [É um prazo de seis meses, mais ou menos, que demora?] É, normalmente, seis meses. [A gente já está atrasado com o pedido…] Já está atrasado. [Nós estamos num dilema, ver se realmente vai sair uma empresa pública, que estão tentando construir e fazer, ou se vai continuar com a autoridade portuária de Santos. Isso, de repente, pode ser que seja o motivo de não ter feito ainda o pedido, mas independentemente, de forma preventiva, no mínimo, já deveria ter sido feito…] Itajaí, na verdade, não é uma alfândega qualquer dentro das alfândegas. Itajaí é um protagonista do comércio exterior. Nossa alfândega é a segunda maior em movimentação de contêineres e, em arrecadação, só perde para Santos. É muito relevante essa alfândega, e a região como um todo, para o comércio exterior. 

Como a Receita tem atuado preventivamente no combate ao tráfico internacional de drogas?

André: Hoje, em Itajaí, a gente faz o escaneamento de 100% das cargas que saem. Existe uma equipe de repressão portuária que fica em Itajaí, mas é vinculada à superintendência. De 2018 para cá, foram apreendidas mais de 55 toneladas de cocaína nos portos de Itajaí, Navegantes, Itapoá e Paranaguá. É um trabalho bem relevante. A atuação com os escâneres e das nossas equipes K9, nessa repressão ao tráfico de drogas, é fundamental. Essa mesma equipe também atua no combate ao contrabando. O contrabando e a pirataria financiam o crime organizado muito mais do que o próprio tráfico de drogas. Tem um estudo de 2022 que, se não me engano, é o mais recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que estimou que, em 2022, o crime organizado movimentou R$ 140 bilhões com pirataria. No mesmo período, foram R$ 15 bilhões com o tráfico de drogas. As pessoas acham que o tráfico de drogas é a principal fonte de financiamento do crime organizado, mas a contrafação e a pirataria são muito mais prejudiciais. O Fórum Nacional de Combate à Pirataria fez um estudo no ano passado e mostrou que a economia, no geral, perde R$ 460 bilhões com contrafação e pirataria. Só de arrecadação, a perda é de R$ 150 bilhões. Um dos papéis da Receita é retirar do mercado produtos que são perigosos à saúde ou ao consumidor. Por exemplo, várias apreensões de eletrônicos são de carregadores que não têm certificação do Inmetro e que, às vezes, pegam fogo nas casas. A gente retira esse tipo de produto do mercado e protege também a concorrência de forma geral. A gente recebe muitos questionamentos do tipo: “essas operações tiram o emprego das pessoas.” Mas, na verdade, é o contrário. O fenômeno é conhecido como exportação do desemprego. Quando se permite o comércio de produtos contrabandeados, como no camelô, estamos exportando empregos para outros países, que se essa mercadoria fosse formalizada, se o trabalho fosse formalizado, o emprego estaria aqui no Brasil.

“O crime organizado movimentou R$ 140 bilhões com pirataria. No mesmo período, foram R$ 15 bilhões com o tráfico de drogas”

Delegado, nessas operações que acabam acontecendo na região, com apreensão de roupas, eletrônicos e bebidas, as cargas são destruídas por completo. Por que o que é apreendido não pode ser aproveitado?

André: É um projeto importante que estamos articulando com a prefeitura de Itajaí e também com a Justiça Federal. Quando há contrafação, a mercadoria era, até então, totalmente destruída. Já destruímos toneladas e toneladas de roupas. Existe um projeto estratégico chamado Receita Federal Verde, que promove destinações sustentáveis — e é isso que queremos implementar aqui em Itajaí. Já conversei com o prefeito Robison, e a ideia é fazer uma parceria com a prefeitura, com a Secretaria de Segurança Pública, com o presídio feminino e com as recuperandas do presídio de Itajaí. Vamos trazer essas roupas e, em parceria com elas, será feita a descaracterização. A ideia é também envolver uma instituição, como uma faculdade de moda, para que os alunos deem suporte técnico às recuperandas: como transformar um calçado, adaptar peças para roupas de bebê, por exemplo. Essa transformação vai permitir que essas peças sejam destinadas à sociedade. Dou como exemplo um projeto que aconteceu em junho, em São Paulo, com o primeiro hackathon da Receita Federal. O desafio foi: “O que vocês conseguem fazer com cigarros eletrônicos?” Todos os projetos foram espetaculares. O projeto vencedor transformou cigarros eletrônicos em teclados ativados por sucção para pessoas com tetraplegia ou paralisia cerebral. Normalmente, esse produto custa R$ 4 mil ou 2 mil dólares, e eles conseguiram fazer por R$ 40. Na época da Covid, também tivemos muita apreensão de bebida alcoólica e perfumes falsificados, que foram transformados em álcool em gel e destinados a hospitais. [Haverá algum leilão da Receita de Itajaí este ano e haverá maior divulgação?] Só neste ano a gente já teve uma arrecadação de quase R$ 11 milhões com leilões. Podemos, sim, pensar em uma forma de melhorar a divulgação desses eventos.

Fonte: Diarinho

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Portos

TCP opera 1 milhão de TEUs 14 dias mais cedo do que em 2024

Outros oito recordes operacionais foram quebrados até julho

No último dia 13, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, atingiu um novo marco histórico ao alcançar uma movimentação de um milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) com duas semanas de antecedência em relação ao recorde anterior, registrado em 27 de agosto de 2024.

O resultado também representa um avanço expressivo em relação a 2021, quando a TCP bateu a marca de um milhão de TEUs pela primeira vez, em 28 de novembro daquele ano. 

No acumulado de janeiro a julho de 2025, o Terminal havia movimentado 943.892 TEUs, volume 4% superior aos 906.357 TEUs do mesmo período do ano passado. Deste total, as exportações atingiram 380.982 TEUs e as importações 375.730 TEUs, alta de 2% e 3%, respectivamente, e que representam novos recordes para os dois segmentos.

Boa parte do aumento no volume movimentado está nas operações de contêineres refrigerados (reefer), que chegaram a 80.299 unidades entre janeiro e julho de 2025, crescimento de 5% em comparação com o mesmo período de 2024.

“Os recordes atingidos ao longo de 2025 nas operações rodoviárias, ferroviárias e de navios ressaltam um avanço em todas as frentes. Este é um indicativo forte de que a estratégia de investimentos da TCP em infraestrutura, equipamentos, e no desenvolvimento contínuo de nossos colaboradores está trazendo resultados diretos, que impulsionam a performance do Terminal e de nossos clientes”, afirma o gerente de operações da TCP, Felipe de França.

Em maio, a TCP estabeleceu um novo recorde histórico na movimentação de contêineres, totalizando 141.788 TEUs. Este resultado representa a segunda maior marca mensal de 2025, superando o desempenho de março, quando foram registrados 138.485 TEUs. Antes disso, o maior volume mensal havia sido alcançado em outubro de 2024, com 137.370 TEUs.

Em número de contêineres, o Terminal também superou duas vezes o recorde de outubro de 2024, que era de 74.350 boxes. Em maio de 2025, a TCP a movimentou 76.622 unidades e em julho 77.427 contêineres, volume 4% superior ao registrado no melhor mês do ano passado para este indicador.  

Nas operações de Gate (via de acesso rodoviário), o número de transações, como é chamado o processo de entrada de contêineres no terminal, alcançou um novo recorde em julho de 2025, quando 55.255 unidades foram movimentadas. O número de transações em um único dia também teve uma nova máxima em 16 de abril, dia em que 2.781 boxes passaram pelo Gate.

“A TCP possui 40 guindastes pórticos sobre rodas (RTG) e 69 Terminal Tractors (TT), sendo este o maior parque de máquinas entre os terminais brasileiros. Junto aos investimentos em infraestrutura, como a recente modernização do Gate, que triplicou a capacidade de acesso de veículos ao pátio de operações, e a conclusão da obra do maior pátio para armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.268 tomadas, o Terminal de Contêineres de Paranaguá chega ao mês de agosto com excelentes resultados e com capacidade para seguir ampliando seu protagonismo no setor logístico portuário do país”, comenta França.

Na ferrovia que conecta o Terminal de Contêineres de Paranaguá ao norte e oeste do estado do Paraná, a TCP registrou uma nova máxima de 9.627 unidades movimentadas, em março de 2025, superando em 7% o recorde anterior de 9.086 boxes, de julho de 2024.

No KBT, projeto logístico intermodal em operação desde 2021 e que conecta a TCP a um terminal de contêineres localizado na planta Puma II, da Klabin, em Ortigueira (PR), por meio de um ramal operado pela Brado Logística, um novo recorde de produtividade mensal foi alcançado em maio, quando 4.912 contêineres foram movimentados, alta de 17% frente à máxima anterior, que havia sido de 4.195 unidades, em abril de 2025.

Acompanhando o avanço no fluxo de cargas na ferrovia, o número de trens que chegaram ao Terminal também alcançou um novo recorde para um único mês com a chegada de 121 composições em maio de 2025. “O modal ferroviário é uma solução estratégica bastante utilizada pelos exportadores do estado, pois, além de reduzir a emissão de gases de efeito estufa e aliviar a pressão sobre o modal rodoviário, também diminui o risco de avarias e traz mais assertividade no tempo de trânsito das cargas. Por ser o único terminal portuário do Sul do Brasil a possuir uma conexão direta entre um ramal ferroviário e o pátio de operações, a TCP conta com uma equipe totalmente dedicada a aprimorar, de forma contínua, o desempenho dessa operação, e os recordes alcançados neste ano são reflexo direto desses avanços”, ressalta França.

No cais do Terminal de Contêineres de Paranaguá, janeiro encerrou com recorde na operação de navios, foram 91 embarcações atracadas em um único mês. “As operações marítimas foram destaque em 2025 com a ampliação do calado operacional para 12,80 metros a maré zero, enquanto, em 2024, a máxima profundidade permitida entre a parte mais baixa das embarcações até a linha da água era de 12,10 metros. Com 70 centímetros adicionais, os navios agora podem chegar e partir da TCP transportando 560 TEUs a mais, fator que deve seguir impulsionando o número de cargas movimentadas pelo Terminal”, acrescenta França.

Atualmente, a TCP conta com 23 serviços marítimos em seu portfólio, sendo esta a maior concentração de linhas em um único terminal portuário na costa brasileira.

Fonte: Modais em Foco

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Portos

Tarifaço dos EUA impulsiona recorde histórico de movimentação de cargas no maior porto do Brasil

Levantamento preliminar apontou o melhor desempenho mensal da história do Porto de Santos, com 17 milhões de toneladas no mês de julho.

O Porto de Santos, no litoral de São Paulo, registrou um novo recorde de movimentação de cargas no mês de julho. Segundo apurado pelo g1, um levantamento preliminar apontou o melhor desempenho mensal da história do cais santista, com 17 milhões de toneladas. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a marca inédita foi impulsionada, principalmente, pelo aumento das exportações após o anúncio de Donald Trump sobre a aplicação de tarifas de 50% para a entrada de produtos brasileiros nos Estados Unidos.

“A medida levou empresas a anteciparem os embarques, o que gerou um intenso fluxo de navios rumo à Europa e aos EUA, com destaque para cargas agrícolas e industriais”, afirmou o ministério, por meio de nota.

O órgão federal acrescentou que o complexo portuário conseguiu manter as operações sem impactos logísticos, apesar das condições climáticas adversas no mês de julho.

De acordo com a Autoridade Portuária de Santos (APS), a consolidação dos dados ainda está em andamento, uma vez que o cais santista conta com mais de 50 terminais e eles têm um prazo — não especificado — para enviar as informações à empresa administradora. Ainda assim, o monitoramento operacional já confirma o recorde histórico de movimentação no mês de julho deste ano.

Levantamento preliminar

Conforme divulgado pela APS, houve um aumento de 10% no embarque de granéis sólidos (grãos diversos), com 900 mil toneladas. A movimentação de contêineres cresceu 4% e chegou a 200 mil toneladas, enquanto as cargas soltas tiveram alta de 9%, com 85 mil toneladas.

A autoridade portuária afirmou que os granéis líquidos (combustíveis, solventes, entre outros) ainda não foram contabilizados, mas a expectativa é de um aumento de 10%.

Em nota, o presidente da APS, Anderson Pomini, afirmou que os dados confirmam um aumento expressivo dos embarques no cais santista, o que já havia sido constatado na primeira quinzena do mês de julho.

“São dados preliminares, mas este ‘recorde dos recordes’ demonstra a importância de Santos em momentos decisivos da história, como este”, destacou Pomini. “É um recorde absoluto que atesta a resiliência e a eficiência do Porto de Santos. Mesmo com crises externas e fechamento do canal devido a condições climáticas, houve crescimento sem gerar qualquer ocorrência nas vias de acesso”.

Também por meio de nota, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, explicou que o crescimento no volume de cargas demonstra que a infraestrutura dos portos brasileiros é capaz de suportar os aumentos.

“O Ministério de Portos e Aeroportos está trabalhando para ampliar a capacidade e eficiência operacional dos portos com os leilões que estamos preparando para este ano, como o do canal de acesso ao Porto de Santos e o do terminal de contêineres, Tecon Santos 10”, afirmou o ministro.

Fonte: G1

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Aeroportos

Salgado Filho lidera alta na movimentação e região Sul registra 2,1 milhões de passageiros em junho

Porto Alegre lidera retomada da aviação regional e supera desempenho de 2024, com mais de 600 mil passageiros

Mais de 2,1 milhões de passageiros passaram pelos aeroportos da Região Sul no mês de junho, um aumento de 36,5% em comparação com o mesmo período de 2024, quando o total registrado foi de cerca de 1,5 milhão. Os números fazem parte do relatório de demanda e oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e demonstram a retomada da aviação regional, especialmente após a recuperação das operações no Aeroporto Internacional Salgado Filho (SBPA), em Porto Alegre (RS), que teve suas atividades interrompidas em maio de 2024 devido às enchentes.

Porto Alegre (RS) liderou o movimento regional, com mais de 600 mil passageiros, o que representa 28,53% do total de viajantes da Região Sul. Na sequência, São José dos Pinhais (PR) respondeu por 23,66%, Florianópolis (SC) por 15,98%, Navegantes (SC) por 8,39% e Foz do Iguaçu (PR) por 7,82% de participação.

Para o Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho demonstra a importância da aviação para o desenvolvimento regional. “O avanço expressivo da aviação na Região Sul, especialmente com a plena retomada do Salgado Filho, demonstra o papel fundamental do setor ao conectar pessoas, impulsionar o turismo local e gerar emprego e renda para a região”, destacou.

A diretora de Planejamento e Fomento da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), Júlia Lopes, afirma que os resultados recentes são fruto direto dos investimentos em infraestrutura. “Os investimentos feitos pelo Governo Federal na região se refletem nos recentes números positivos da movimentação de passageiros. Fizemos entregas importantes em aeroportos como os de Foz do Iguaçu, Londrina, Bagé, Pelotas, Paranavaí e Joinville, fortalecendo a malha regional e conectando o Sul do país também com destinos internacionais, o que contribui para que mais brasileiros e estrangeiros estejam voando pela região”, concluiu.

Os terminais de Londrina (PR), Pelotas (RS) e Joinville (SC) também contribuíram para o crescimento do setor na Região Sul. Em junho, Londrina registrou 56,9 mil passageiros (2,71%), Pelotas 8,4 mil (0,40%) e Joinville 43,4 mil (2,07%), reforçando a retomada da aviação regional.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Comércio, Logística, Portos

Porto de Itajaí movimenta 1,8 milhão de toneladas no semestre e registra alta histórica de 1.686%

O Porto de Itajaí registrou um desempenho expressivo no primeiro semestre de 2025, com a movimentação de 1.859.082 toneladas em cargas gerais e contêineres. O volume representa um crescimento de 1.686% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram movimentadas 104.144 toneladas — um marco que reafirma a recuperação e a relevância do terminal no cenário portuário nacional.
Desse total, 200.090 toneladas foram destinadas à exportação e 179.331 à importação, considerando exclusivamente as operações realizadas no Cais Público e na área arrendada do porto. Somente no mês de junho, o Cais Público movimentou 147.937 toneladas, enquanto a área arrendada respondeu por 231.484 toneladas.

“O Porto de Itajaí não apenas se recuperou, como superou expectativas e ampliou significativamente sua movimentação. Crescemos 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado, e fomos destaque nacional no segmento de contêineres, especialmente na região Sul, que bateu recorde de movimentação. A tendência é de crescimento contínuo”, avaliou o superintendente João Paulo Tavares Bastos.

Complexo portuário de Itajaí supera 7 milhões de toneladas no semestre

Ao incluir todas as unidades operacionais que integram o complexo — como Teporti, Poly Terminais, Barra do Rio, Trocadeiro, Braskarne e Portonave — o volume total movimentado chegou a 7.116.922 toneladas de janeiro a junho de 2025.
Foram 3.574.635 toneladas exportadas e 3.542.287 importadas, um crescimento de 6% em relação ao ano anterior. A movimentação de 610 embarcações no acumulado do ano, sendo 101 apenas em junho, reforça a intensidade das operações e o protagonismo logístico da região.

Porto de Itajaí acompanha tendência nacional de crescimento

O desempenho do Porto de Itajaí segue a tendência registrada nos portos brasileiros. Segundo a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), o Brasil movimentou 532 milhões de toneladas de janeiro a maio deste ano — superando, em apenas cinco meses, o volume total registrado durante todo o ano de 2024. O crescimento nacional foi de 0,8% no período.

Fonte: Porto de Itajaí

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