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Aeroporto de Navegantes consolida novo marco logístico com inauguração oficial de operação cargueira internacional

O Aeroporto Internacional de Navegantes sediou a inauguração oficial da operação cargueira internacional que conecta o terminal à cidade de Miami, nos Estados Unidos , durante um evento realizado nesta quarta-feira (17). A iniciativa, conduzida pela Motiva, administradora do aeroporto, representa um novo marco para o desenvolvimento logístico e econômico de Navegantes, do Vale do Itajaí e de Santa Catarina.

O evento reuniu aproximadamente 200 convidados, entre autoridades, parceiros logísticos e lideranças do setor, que acompanharam de perto a operação do cargueiro. A aeronave Boeing 767-300, operada pela Bringer Air Cargo , em parceria com a Latam Cargo, pousou no terminal às 8h42, procedente de Miami.

A operação, que teve seu primeiro voo realizado em 26 de novembro e cumpre frequência semanal na rota Miami × Navegantes, dedicada exclusivamente à importação. Com capacidade para transportar até 50 toneladas, o cargueiro atende diversos segmentos industriais, oferecendo mais agilidade, segurança e eficiência logística para as empresas catarinenses.

Para a diretora de Negócios Brasil da Motiva Aeroportos, Monique Henriques, a operação representa um avanço significativo para o estado. “A operação cargueira é um marco para o Aeroporto de Navegantes e também para o município e para o Vale do Itajaí. É o primeiro passo para trazermos diretamente ao estado a carga aérea que é do estado e que hoje chega por via rodoviária, depois de pousar em outros aeroportos de São Paulo. Com esse movimento, o importador passa a receber sua carga em menor tempo, com mais segurança e garantia de qualidade. É mais eficiência e qualidade para a logística catarinense.”

A concretização da operação é resultado de uma série de investimentos e adequações realizadas no aeroporto. Segundo Lilian Françoso, gerente de Cargas da Motiva Aeroportos, foram aplicados cerca de R$ 2,5 milhões em melhorias estruturais e operacionais. “Foi feito um investimento na extensão da pista de pousos e decolagens, no alargamento da taxiway e na implementação de diversos processos que viabilizaram a autorização para o recebimento de aeronaves cargueiras. Foi um trabalho longo, construído a muitas mãos, que muito nos orgulha e que certamente coloca Navegantes em outro patamar.”

O impacto da nova rota também é percebido diretamente no setor logístico. Para Jean Pablo Costa, Diretor de operações da PagLog, a operação fortalece a competitividade regional e projeta Santa Catarina no comércio exterior. “Foram muitos investimentos em infraestrutura, sistemas e, principalmente, no treinamento das equipes, a partir da experiência que já temos em aeroportos como Curitiba e Vitória. Presenciar de perto que, no coração desse gigante do ar, o Boeing 767, estavam toneladas de cargas foi especial. Acompanhar as operações das equipes, com o compromisso de garantir agilidade e segurança aos produtos dos nossos clientes, nos enche de confiança para voar ainda mais alto. Que venha a segunda rota cargueira. A agilidade do modal aéreo, operado pela Pac Log em Santa Catarina e suas parceiras, somada ao dinamismo das empresas catarinenses, fortalece a competitividade internacional e aproxima o Vale do Itajaí dos principais mercados globais, consolidando o terminal como um hub logístico relevante no Sul do Brasil.”

A escolha de Navegantes como ponto de conexão internacional também reflete uma decisão estratégica da Bringer Air Cargo. De acordo com Roberto Schiavone, CCO da companhia , a operação atende a uma demanda real da região. “A decisão foi tomada para atender uma demanda concreta dessa região, que é muito bem suprida pelo Porto de Itajaí, mas que, no modal aéreo, ainda dependia majoritariamente de Guarulhos ou Viracopos. Essa carga chegava por avião em São Paulo e depois seguia por caminhão até Santa Catarina. Uma região com tamanha prosperidade merecia ter um serviço internacional de carga aérea, e o Aeroporto de Navegantes é o mais bem localizado para isso. Essa foi a nossa visão: atender essa demanda e contribuir para o desenvolvimento ainda maior da região.”

Com a operação cargueira internacional, o Aeroporto de Navegantes reforça seu papel como hub estratégico para importações, reduzindo custos e prazos logísticos, fortalecendo a indústria catarinense e ampliando a competitividade do estado no cenário nacional e internacional.

Sobre o Aeroporto de Navegantes
Fundado em 1970, é o principal acesso aéreo para o litoral norte de Santa Catarina, onde estão localizados a cidade de Balneário Camboriú e o parque Beto Carrero World, por exemplo. Possui grande relevância para o turismo e os voltadas à aviação regional. Está sob administração da Motiva desde março de 2022.

Sobre a Motiva
Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, a Motiva atua nas plataformas de Rodovias, Trilhos e Aeroportos. São 39 ativos, em 13 estados brasileiros e mais de 16 mil colaboradores. A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 4.475 quilômetros de rodovias, realizando cerca de 3,6 mil atendimentos diariamente. Em sua plataforma de trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros. Em aeroportos, com 17 unidades no Brasil e três no exterior, atende aproximadamente 45 milhões de clientes anualmente. Primeira empresa do Brasil a integrar o Novo Mercado, a Companhia está listada há 14 anos no hall de sustentabilidade da B3.

TEXTO E IMAGENS: ASSESSORIA DE IMPRENSA MOTIVA

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Aeroportos

Aeroporto de Navegantes é vendido: grupo mexicano compra operações da Motiva

O Aeroporto de Navegantes passará ao controle do grupo mexicano Aeropuerto de Cancún, que fechou a compra das operações da Motiva (antiga CCR) por R$ 11,5 bilhões. O negócio abrange 20 terminais, sendo 17 no Brasil e três no exterior.

O pacote inclui R$ 5 bilhões pelo valor das ações da Motiva e outros R$ 6,5 bilhões em dívidas que serão assumidas pela compradora. A Motiva confirmou a transação em comunicado aos acionistas.

Expansão internacional e presença no Brasil

A Aeropuerto de Cancún, subsidiária do grupo Aeroportuario del Sureste (Asur), já administra nove aeroportos no México e sete na América Latina. A empresa afirmou que pretende intensificar a presença no mercado brasileiro e fortalecer relações econômicas com o país.

A Motiva, responsável pelos terminais de Navegantes e Joinville em Santa Catarina, vinha negociando a venda desde o início do ano.

Aprovação regulatória e continuidade das operações

O fechamento do acordo ainda depende de ajustes financeiros e de autorização de autoridades setoriais, como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A conclusão é esperada para 2026. Até lá, a Motiva segue à frente da administração dos aeroportos, mantendo equipes, contratos e as exigências das concessões vigentes.

A empresa informou que, após a venda, concentrará esforços em concessões rodoviárias e ferroviárias, seguindo seu plano estratégico de simplificação de portfólio e investimentos direcionados.

Consultorias envolvidas no negócio

A venda contou com assessoria financeira dos bancos Lazard e Itaú BBA, além de consultoria jurídica do escritório Pinheiro Neto Advogados. A Motiva garantiu que seguirá atualizando o mercado sobre o andamento da transação.

Governo destaca impacto para a aviação brasileira

A compra foi anunciada ao ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que classificou a operação como a maior transação aeroportuária em curso no mundo. Ele afirmou que o investimento reforça a confiança no crescimento da aviação no Brasil e pode impulsionar a ampliação de voos entre os dois países.

De janeiro a setembro deste ano, foram registrados 1375 voos entre Brasil e México, aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. O fluxo de passageiros cresceu 15,4%, somando 253 mil viajantes.

Segundo o ministro, a posição estratégica de Brasil e México permite que ambos se consolidem como hubs aeroportuários na América Latina, conectando Estados Unidos e países sul-americanos e ampliando oportunidades de negócios.

Aeroportos incluídos na venda

Brasil:
Aeroporto Internacional de Belo Horizonte – Confins (MG)
Aeroporto da Pampulha – Belo Horizonte (MG)
Aeroporto Internacional de Curitiba – São José dos Pinhais (PR)
Aeroporto de Bacacheri – Curitiba (PR)
Aeroporto de Londrina – Londrina (PR)
Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu – Foz do Iguaçu (PR)
Aeroporto Internacional de Navegantes – Navegantes (SC)
Aeroporto de Joinville – Joinville (SC)
Aeroporto Internacional de Pelotas – Pelotas (RS)
Aeroporto Internacional de Uruguaiana – Uruguaiana (RS)
Aeroporto Internacional de Bagé – Bagé (RS)
Aeroporto Internacional de Goiânia – Goiânia (GO)
Aeroporto de Palmas – Palmas (TO)
Aeroporto de Teresina – Teresina (PI)
Aeroporto Internacional de São Luís – São Luís (MA)
Aeroporto de Imperatriz – Imperatriz (MA)
Aeroporto Internacional de Petrolina – Petrolina (PE)

Exterior:
Aeroporto Internacional Juan Santamaría – San José (Costa Rica)
Aeroporto Internacional Mariscal Sucre – Quito (Equador)
Aeroporto Internacional de Curaçao – Willemstad (Curaçao)

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Aeroportos

Aeroportos de Joinville e Navegantes passam para controle do grupo mexicano ASUR em negócio de R$ 5 bilhões

Os aeroportos de Joinville e Navegantes terão novo controlador após a Motiva — antiga CCR — anunciar a venda de todas as suas operações aeroportuárias no Brasil ao grupo mexicano Aeroportuario del Sureste (ASUR). O acordo, avaliado em R$ 5 bilhões, inclui os 17 aeroportos administrados pela companhia em nove estados, entre eles Confins (MG) e São Luís (MA).

Segundo a Motiva, a operação está alinhada ao seu Plano Estratégico, que busca destravar valor, simplificar o portfólio e permitir foco em crescimento “rentável e seletivo” nos segmentos de rodovias pedagiadas e ferrovias, áreas nas quais a empresa seguirá atuando mesmo após a venda da subsidiária aeroportuária CPC.

ASUR expande presença e se aproxima da liderança nas Américas

A compradora, o grupo ASUR, já controla 16 aeroportos nas Américas, incluindo o Aeroporto de Cancún, no México, e o Aeroporto Internacional de Medellín, na Colômbia. Com a aquisição do portfólio da Motiva — responsável por mais de 45 milhões de passageiros por ano —, a companhia deve fortalecer sua posição entre as maiores operadoras aeroportuárias do continente. Em 2024, a ASUR registrou 71 milhões de passageiros.

Governo vê transação como sinal de confiança no Brasil

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o investimento bilionário de uma operadora internacional demonstra confiança no potencial de crescimento da aviação brasileira.

“A chegada de um player mexicano amplia as relações comerciais entre Brasil e México e fortalece o turismo de negócios e lazer entre os dois países. Estamos falando da maior transação aeroportuária em curso no mundo”, afirmou o ministro.

Ele também destacou que a operação deve estimular a ampliação de voos internacionais e impulsionar o turismo entre os dois países.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Valente, GOVSC, Divulgação

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Aquisição da Motiva no Brasil: grupo mexicano compra operação de 17 aeroportos

O Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), por meio da subsidiária Aeropuerto de Cancún, anunciou a compra da operação da Motiva (antiga CCR) no Brasil. O acordo, comunicado ao ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, envolve 17 aeroportos distribuídos em nove estados brasileiros, incluindo os terminais de Confins (MG) e São Luís (MA). A transação, avaliada em R$ 5 bilhões, também contempla ativos em outros países da América Latina.

Reconhecido pela ampla experiência em gestão aeroportuária, o grupo mexicano já administra nove aeroportos no México e outros sete em diferentes países latino-americanos.

Ministro destaca confiança no mercado brasileiro
Ao comentar a negociação, Silvio Costa Filho afirmou que a entrada de um operador internacional reforça os laços comerciais entre Brasil e México e fortalece o turismo de lazer e negócios. Para ele, a compra representa “a maior transação aeroportuária em curso no mundo” e demonstra a confiança no crescimento da aviação brasileira.

O ministro lembrou ainda que a pasta trabalha para ampliar novas concessões e que o setor vive o maior ciclo de investimentos da história recente. Nos últimos dois anos e meio do governo Lula, cerca de 30 milhões de passageiros foram incorporados ao transporte aéreo nacional, impulsionados pela expansão econômica e pelo turismo no país.

Brasil e México podem se tornar hubs estratégicos
Durante o anúncio, o ministro ressaltou o potencial de aumento no número de voos entre os dois países. Pela localização geográfica — o Brasil ao sul e o México ao norte da América Latina — ambos podem funcionar como hubs aeroportuários, conectando Estados Unidos, América do Sul e outros destinos internacionais.

Setor aeroportuário ganha novo dinamismo
A chegada de um novo operador estrangeiro traz mais diversidade ao setor no Brasil. Segundo o ministro, a aquisição evidencia a atratividade do mercado de transporte aéreo, valorizando ativos nacionais e abrindo espaço para novos negócios em outros aeroportos.

Entre janeiro e setembro deste ano, foram registrados 1.375 voos entre Brasil e México, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. O fluxo de passageiros também cresceu: 253 mil viajantes, aumento de 15,4%.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aeroporto Confins/Divulgação

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