Portos

Veto no Orçamento barra projeto de ligação marítima entre Guarujá e Porto de Santos

Uma proposta de ligação marítima entre o Aeroporto do Guarujá e o Porto de Santos ficou fora do Orçamento da União após veto aplicado pelo Poder Executivo. O projeto estava entre as quase R$ 400 milhões em emendas parlamentares vetadas na sanção orçamentária deste ano.

Projeto previa transporte aquaviário entre aeroporto e terminal de cruzeiros

Anunciada em 2024, a iniciativa previa a criação de uma rota marítima regular ligando o futuro Aeroporto Civil Metropolitano do Guarujá ao Terminal de Passageiros Giusfredo Santini (Concais), no Porto de Santos. O plano incluía a construção de atracadouros nos dois pontos e a operação de lanchas para transporte de passageiros.

O investimento estimado inicialmente era de R$ 20 milhões, com foco em mobilidade urbana, turismo regional e integração logística na Baixada Santista.

Emenda sofreu redução antes de ser vetada

A emenda foi apresentada formalmente pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, onde a deputada federal Rosana Valle (PL) ocupa o cargo de primeira vice-presidente. Durante a tramitação no Congresso Nacional, o valor do projeto foi reduzido e aprovado com apenas 5% do montante original, totalizando R$ 1 milhão.

Mesmo com o corte significativo de recursos, a proposta acabou incluída no conjunto de emendas barradas na etapa final do Orçamento.

Justificativa técnica embasou o veto

O recurso seria destinado ao Ministério de Portos e Aeroportos, mas o veto seguiu uma justificativa técnica aplicada a outras emendas semelhantes. Segundo o Executivo, a proposta apresentava programações orçamentárias com localizações e beneficiários específicos, o que não é permitido nesse tipo de despesa.

A prática contraria o Artigo 11 da Lei Complementar nº 210/2024, que estabelece as regras para a elaboração e execução do Orçamento da União, atribuindo ao Executivo a definição desses detalhamentos.

Futuro da integração marítima segue indefinido

Com o veto, permanece indefinido o futuro da integração marítima entre Guarujá e Santos, considerada estratégica por especialistas em transporte aquaviário, turismo e logística portuária. A proposta é vista como uma alternativa para melhorar o deslocamento de passageiros e fortalecer a conexão entre dois polos importantes da região.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alexsander Ferraz/AT

Ler Mais
Transporte

Túnel Itajaí–Navegantes avança para fase decisiva com financiamento internacional

O projeto do túnel subaquático Itajaí–Navegantes entrou em uma etapa decisiva e deve ganhar novo ritmo nos próximos dias. A expectativa é de que o contrato de financiamento com o Banco Mundial seja formalizado até o fim do próximo mês, consolidando uma das obras de infraestrutura mais aguardadas do litoral norte de Santa Catarina.

A assinatura ficará a cargo do prefeito de Itajaí, Robison Coelho, que preside o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Região da Foz do Rio Itajaí (CIM-Amfri). O acordo integra o Programa de Mobilidade Integrada Sustentável (Promobis), que prevê US$ 90 milhões em recursos internacionais, além de uma contrapartida de US$ 24 milhões do Governo de Santa Catarina.

Projeto desperta interesse de grupos internacionais
O avanço técnico e financeiro do túnel Itajaí–Navegantes tem atraído a atenção de empresas estrangeiras especializadas em grandes obras. Na segunda-feira (19), um grupo empresarial da Holanda esteve em Itajaí para conhecer os detalhes do empreendimento e avaliar uma possível participação no futuro processo licitatório.

A agenda ocorreu no Centro de Inovação, com a presença do prefeito Robison Coelho e de representantes da Invest Itajaí. O encontro teve como foco a apresentação do projeto de engenharia do túnel e sua aderência ao portfólio de obras já executadas pelo grupo internacional.

Execução da obra será por Parceria Público-Privada
A etapa diretamente ligada à construção do túnel ficará sob responsabilidade do Governo do Estado de Santa Catarina, que conduzirá a licitação. A previsão é que o empreendimento seja viabilizado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), reunindo recursos estaduais e o financiamento do Banco Mundial.

Com o avanço da modelagem técnica e institucional, o projeto passa a atrair empresas com experiência internacional em obras complexas, sobretudo na fase de desenvolvimento e detalhamento técnico.

Invest Itajaí atua na articulação com investidores
A Invest Itajaí vem desempenhando papel estratégico ao aproximar o poder público de investidores nacionais e internacionais, promovendo o potencial do município e facilitando agendas institucionais. Para o diretor-presidente da entidade, Nikolas Reis, essa articulação é essencial para ampliar a visibilidade do projeto.

Segundo ele, o interesse de grupos estrangeiros reforça a credibilidade do planejamento e evidencia o potencial econômico e logístico da região.

Mobilidade urbana e desenvolvimento regional
A expectativa é que o túnel subaquático represente um salto na mobilidade urbana entre Itajaí e Navegantes, criando uma nova opção de travessia, reduzindo gargalos logísticos e fortalecendo a integração regional. O projeto também é visto como um importante vetor de desenvolvimento econômico para o litoral norte catarinense.

De acordo com Robison Coelho, o momento atual é dedicado ao alinhamento técnico e à troca de experiências com empresas especializadas. A contratação do projeto executivo é apontada como o próximo passo, abrindo caminho para a futura execução da obra e sua entrega à população.

FONTE: SCTD
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/PMI

Ler Mais
Informação

Protesto em Presidente Franco reacende debate sobre abertura da Ponte da Integração

A abertura parcial da Ponte da Integração voltou ao centro do debate na fronteira entre Brasil e Paraguai. Moradores de Presidente Franco realizaram uma manifestação para contestar a liberação do tráfego internacional antes da conclusão das obras de acesso em território paraguaio.

O protesto ocorreu na rotatória do bairro Tres Fronteras, nas proximidades da ponte, e contou com o apoio de entidades da sociedade civil organizada, que cobram mudanças imediatas no modelo atual de operação da estrutura.

Operação restrita já gera impactos urbanos

Desde 20 de dezembro, a ponte funciona de forma limitada, com autorização apenas para caminhões vazios e exclusivamente no período noturno. Mesmo com a restrição, moradores afirmam que a circulação já provoca efeitos negativos na mobilidade urbana, na segurança viária e na rotina da cidade.

Segundo lideranças locais, o tráfego de veículos pesados em áreas urbanas tem ampliado congestionamentos e aumentado os riscos de acidentes, especialmente em horários de maior movimento.

Falta de infraestrutura é principal crítica

O principal ponto de contestação é a ausência de infraestrutura viária adequada para absorver o fluxo de caminhões. O projeto original prevê que o acesso à Ponte da Integração ocorra pelo Corredor Metropolitano del Este, uma via perimetral com mais de 30 quilômetros, planejada justamente para desviar o tráfego do centro urbano.

No entanto, as obras do corredor têm previsão de conclusão apenas em 2027, o que obriga o uso de rotas alternativas que atravessam o centro de Presidente Franco.

Filas e espera prolongada agravam cenário

A situação é agravada pelas filas do lado paraguaio. Caminhoneiros brasileiros chegam a aguardar até cinco dias para cruzar a fronteira, conforme denúncia do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Foz do Iguaçu e Região, repercutida recentemente pelo GDia. A travessia segue autorizada apenas entre 19h e 7h do dia seguinte.

Alertas técnicos ignorados, dizem lideranças

Entre as entidades que participaram da mobilização está o Conselho de Desenvolvimento de Presidente Franco (Codefran). Em entrevista ao jornal ABC Color, o engenheiro e integrante do conselho Rogelio Rodríguez afirmou que os problemas foram previstos com antecedência.

Segundo ele, alertas técnicos vêm sendo feitos há mais de dois anos, mas não foram considerados. Para Rodríguez, a liberação da passagem ocorreu por pressão política, sem a devida avaliação dos impactos urbanos, o que teria levado ao atual cenário de sobrecarga viária.

Divergência regional sobre o futuro da ponte

O posicionamento das lideranças de Presidente Franco contrasta com o de setores empresariais da região. Na semana passada, a Câmara de Comércio e Serviços de Ciudad del Este defendeu a abertura total da Ponte da Integração, ampliando as divergências entre os municípios fronteiriços.

Conclusão do corredor é vista como solução definitiva

Para moradores e representantes locais, a solução estrutural passa necessariamente pela conclusão do Corredor Metropolitano del Este. O trecho mais atrasado da obra é a nova ponte sobre o Rio Monday, que apresenta cerca de 30% de execução.

Até que o acesso definitivo esteja concluído, a população de Presidente Franco afirma que continuará pressionando as autoridades pelo fechamento da Ponte da Integração ou pela revisão do modelo atual de operação.

FONTE: H2Foz
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marcos Labanca/H2FOZ

Ler Mais
Aeroportos

Aeroporto do Recife recebe R$ 60 milhões para obras do terminal intermodal

O Aeroporto Internacional do Recife está recebendo um investimento de R$ 60 milhões para a construção do terminal intermodal, projeto considerado estratégico para a mobilidade urbana e para a integração do aeroporto com a cidade. A obra faz parte de um pacote mais amplo de intervenções que totalizam cerca de R$ 640 milhões, voltadas à ampliação da capacidade operacional, à melhoria da experiência dos passageiros e ao fortalecimento da economia regional.

Investimentos ampliam infraestrutura e conectividade

Durante visita técnica realizada nesta quinta-feira (15), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou que os recursos estão distribuídos em diferentes frentes, como infraestrutura aeroportuária, mobilidade e qualificação urbana. O terminal intermodal, que terá aproximadamente 20 mil metros quadrados de área construída, é uma das principais iniciativas desse conjunto de obras.

Segundo o ministro, os investimentos contribuem diretamente para a modernização do equipamento e para a geração de empregos. “Esse pacote transforma o Aeroporto do Recife em um terminal cada vez mais moderno e conectado à cidade, impulsionando o turismo, os negócios e a economia da Região Metropolitana”, afirmou.

Cronograma e integração com a cidade

O diretor-geral da Aena Brasil, concessionária responsável pela administração do aeroporto, Joaquín Rodríguez, destacou o avanço do cronograma do projeto. A empresa que executará a obra deve ser contratada em março, permitindo maior agilidade na execução dos trabalhos.

Rodríguez enfatizou que o terminal intermodal foi planejado com foco no longo prazo, priorizando a acessibilidade, a integração urbana e a valorização do entorno. O projeto também prevê cuidados especiais com o patrimônio histórico da área, respeitando os critérios de preservação exigidos.

Mobilidade urbana e experiência do passageiro

O novo terminal intermodal reunirá, em um único espaço, o acesso a ônibus urbanos, táxis, transporte por aplicativo e veículos particulares, organizando o fluxo de passageiros no embarque e desembarque. A proposta inclui ainda a integração com ciclovias e melhorias no entorno, incentivando a mobilidade ativa e facilitando o deslocamento até o aeroporto.

Recife se consolida como polo logístico do Nordeste

Para o prefeito do Recife, João Campos, o empreendimento representa um avanço estrutural para a capital pernambucana. Ele destacou que o aeroporto já movimenta quase 10 milhões de passageiros por ano, consolidando-se como um dos principais terminais do país fora do eixo Sudeste.

“O terminal intermodal qualifica a experiência de quem chega à cidade, organiza o sistema de transporte e reforça o Recife como capital logística do Nordeste”, afirmou.

Preservação histórica e desenvolvimento regional

Além das melhorias operacionais, o conjunto de obras contempla ações de preservação do patrimônio histórico e cultural, já que a área possui tombamento federal e estadual. Estão previstas a recuperação de painéis artísticos, o restauro da Praça Ministro Salgado Filho e a implantação de uma ciclovia no entorno, em parceria com a prefeitura.

Com esses investimentos, o Aeroporto do Recife reforça seu papel estratégico na conectividade aérea do Nordeste, na atração de novos negócios e na consolidação do terminal como vetor de desenvolvimento urbano, logístico e turístico de Pernambuco.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

Ler Mais
Logística

Novo túnel da Rodovia dos Imigrantes com mais de 6 km promete reduzir em até 40% o tempo entre São Paulo e Santos

A construção de um novo túnel na Rodovia dos Imigrantes representa um avanço decisivo para a mobilidade entre a capital paulista e o litoral sul. Considerada uma das maiores obras viárias do Brasil, a intervenção foi planejada para superar os desafios da Serra do Mar, melhorar a eficiência do corredor entre São Paulo e o Porto de Santos e, ao mesmo tempo, reduzir impactos ambientais em áreas sensíveis. A entrega está prevista para 2027.

Por que o novo túnel da Rodovia dos Imigrantes é estratégico?

A nova pista cria um eixo contínuo de transporte, integrando logística, turismo e deslocamentos cotidianos. Na prática, a obra aproxima o maior centro econômico do país de um dos portos mais importantes da América Latina, fortalecendo o comércio exterior e o abastecimento regional.

Com aproximadamente 21,5 quilômetros de extensão, sendo cerca de 17 quilômetros em túneis, o traçado prioriza soluções subterrâneas para minimizar interferências no relevo e reduzir riscos de deslizamentos. O destaque é o túnel com mais de 6 quilômetros, que deve se tornar o maior túnel rodoviário do Brasil, um marco para a engenharia nacional e para a infraestrutura paulista.

Impactos do novo túnel no Porto de Santos e no turismo

Um dos principais focos do projeto é garantir maior regularidade ao fluxo de caminhões que atendem o Porto de Santos. A redução de gargalos na serra permite um planejamento logístico mais preciso, menos atrasos em períodos de pico e ganhos de eficiência nas operações de exportação e importação.

Os benefícios também alcançam o transporte de passageiros. Ônibus rodoviários e veículos particulares terão deslocamentos mais fluidos para Santos, Guarujá, São Vicente e Praia Grande, incentivando viagens de fim de semana, ampliando o acesso às praias e fortalecendo o comércio, os serviços e a rede hoteleira da Baixada Santista.

Principais ganhos esperados:

  • Fluxo mais estável, com menor variação no tempo de viagem.
  • Redução de custos logísticos, especialmente no transporte de cargas.
  • Estímulo ao turismo, inclusive em períodos de alta temporada.

Principais características do novo túnel da Imigrantes

O projeto aposta fortemente em trechos subterrâneos para atravessar a Serra do Mar com menor impacto ambiental. A inclinação média próxima de 4% foi definida para equilibrar desempenho, segurança e consumo de combustível, especialmente para veículos pesados.

A nova pista contará com duas faixas de rolamento e acostamento reversível, permitindo ajustes conforme o volume de tráfego. Estão previstos sistemas modernos de ventilação, monitoramento por câmeras, detecção automática de incidentes, além de saídas de emergência, iluminação reforçada e sinalização específica para situações de risco.

Etapas técnicas previstas na obra:

  • Estudos geológicos detalhados da Serra do Mar.
  • Escavações profundas com estabilização de encostas.
  • Revestimento estrutural e impermeabilização dos túneis.
  • Pavimentação projetada para alto volume de caminhões.
  • Testes operacionais e simulações de emergência.

Como a obra vai transformar a mobilidade entre São Paulo e o litoral

Com conclusão prevista para 2027, a nova pista da Imigrantes tende a redefinir a ligação entre São Paulo e a Baixada Santista. A eliminação de pontos críticos na serra e a implantação do túnel de grande extensão devem reduzir o tempo médio de viagem e tornar os deslocamentos mais previsíveis ao longo de todo o ano, inclusive em feriados prolongados.

Ao integrar economia, porto e polos turísticos em um único eixo rodoviário, a Rodovia dos Imigrantes reforça seu papel como artéria estratégica do estado. A expectativa é absorver o crescimento do tráfego com mais segurança e maior capacidade operacional.

Benefícios diretos:

  • Mais previsibilidade para quem utiliza a rodovia diariamente.
  • Menor risco de filas prolongadas em trechos de serra.
  • Integração eficiente entre metrópole, porto e litoral.

FAQ: dúvidas frequentes sobre o túnel entre São Paulo e Santos

Qual é o investimento estimado na obra?
Projetos desse porte costumam envolver investimentos de bilhões de reais, financiados pela concessionária da rodovia em parceria com o Governo do Estado, com retorno baseado em eficiência logística e arrecadação de pedágios.

Haverá aumento de pedágio para financiar o túnel?
Expansões desse tipo geralmente são viabilizadas por aditivos contratuais, que podem resultar em reajustes tarifários ou na prorrogação do prazo de concessão para amortizar os custos.

Como ficará o tráfego durante as obras?
Por se tratar majoritariamente de uma construção subterrânea, o impacto nas pistas atuais tende a ser limitado, com interdições pontuais apenas nas áreas de entrada e saída dos túneis e nos canteiros de obras.

Execução da obra e cuidados ambientais

A execução do novo túnel da Rodovia dos Imigrantes exige estudos geológicos minuciosos e técnicas avançadas de escavação para garantir estabilidade. O projeto inclui monitoramento contínuo das encostas, sistemas eficientes de drenagem e métodos de contenção que reduzem riscos de desmoronamentos e impactos ambientais ao longo de todo o traçado.

FONTE: Terra Brasil Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Terra Brasil Notícias

Ler Mais
Transporte

Brasil anuncia o trem mais rápido da América do Sul e projeta revolução no transporte ferroviário

O Brasil deu um passo ambicioso rumo à modernização da mobilidade ao anunciar a construção do trem de alta velocidade mais rápido da América do Sul. O projeto prevê um sistema capaz de alcançar até 350 km/h, conectando Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas em um trajeto total de 510 quilômetros.

Trem de alta velocidade ligará grandes centros urbanos

Batizado de TAV (Trem de Alta Velocidade), o novo modal ferroviário permitirá que a viagem entre Rio de Janeiro e São Paulo seja realizada em cerca de 1 hora e 45 minutos, reduzindo drasticamente o tempo de deslocamento entre as duas maiores metrópoles do país.

A proposta é oferecer uma alternativa eficiente ao transporte rodoviário e aéreo, com maior regularidade, conforto e previsibilidade para passageiros que circulam diariamente entre esses polos econômicos.

Infraestrutura moderna inspirada em modelos internacionais

O projeto prevê a construção de túneis, viadutos e uma linha férrea com infraestrutura de última geração, inspirada em sistemas consolidados de trens-bala do Japão e da Europa. A expectativa é ampliar significativamente a capacidade do sistema ferroviário nacional, que hoje opera, em muitos trechos, com limitações de velocidade e extensão.

Com a implantação do TAV, a capacidade atual pode ser duplicada ou até triplicada, superando os trechos ferroviários que hoje não ultrapassam 160 quilômetros em operações convencionais.

Impactos na mobilidade e no desenvolvimento regional

A iniciativa deve gerar efeitos positivos diretos na mobilidade urbana, ajudando a reduzir o fluxo de veículos nas rodovias e promovendo um modelo de transporte mais sustentável. O início das obras está previsto para 2027, após a conclusão das etapas de planejamento, com a operação inicial estimada para 2032.

O investimento total do projeto deve variar entre 10 e 20 bilhões de dólares, considerando a complexidade da obra e a tecnologia envolvida. Além de fortalecer a integração econômica entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, o trem de alta velocidade tende a impulsionar o desenvolvimento urbano e regional, facilitando o deslocamento de trabalhadores, empresários e turistas.

Brasil busca protagonismo ferroviário na América do Sul

Com o TAV, o Brasil pretende promover uma mudança estrutural no transporte sul-americano, oferecendo um sistema mais rápido, seguro e eficiente. A iniciativa reforça a ambição do país de se consolidar como referência em inovação ferroviária no continente, elevando o padrão de mobilidade e conectividade regional.

FONTE: Correio do Estado
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shutterstock

Ler Mais
Logística

Via Mar: nova rodovia promete aliviar tráfego da BR-101 e transformar a mobilidade no Litoral Norte de SC

A Via Mar, também chamada de Contorno Litorâneo Norte, é um dos principais projetos de infraestrutura viária em planejamento em Santa Catarina. A rodovia deve ligar Joinville ao Contorno Viário da Grande Florianópolis, criando uma alternativa à BR-101, que atualmente opera acima da capacidade em diversos trechos. A previsão do governo estadual é que as obras tenham início no primeiro semestre de 2026.

Com mais de 145 quilômetros de extensão, a nova rodovia busca ampliar a capacidade logística, melhorar a mobilidade regional e fortalecer o desenvolvimento econômico do litoral catarinense.

Objetivo do projeto

A proposta da Via Mar é estabelecer um novo corredor rodoviário no Litoral Norte de Santa Catarina, reduzindo gargalos históricos da BR-101. A estrada deve facilitar o transporte de cargas, melhorar o deslocamento entre municípios e oferecer uma rota alternativa para motoristas e empresas.

Investimento estimado

O custo total da obra está estimado em cerca de R$ 7 bilhões, valor superior ao investimento feito no Contorno Viário da Grande Florianópolis, que demandou aproximadamente R$ 3,9 bilhões.

Modelo de execução

A construção da Via Mar será realizada por meio de uma parceria público-privada (PPP).
Os estudos técnicos e projetos executivos são financiados integralmente pelo Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Infraestrutura, com investimento superior a R$ 9 milhões. Esses estudos tiveram início em 2024.

A execução da obra ficará sob responsabilidade de uma empresa que será escolhida por licitação. Como forma de retorno financeiro, a concessionária poderá implantar pedágio ao longo do trajeto.

Características da Rodovia Via Mar

O traçado completo terá 145,215 quilômetros, com seis faixas de rolamento em pista dupla ao longo de todo o percurso. A rodovia foi dividida em cinco lotes.

Lote 1
Extensão: 26,85 km
Trecho: entre a BR-101, em Joinville, e a BR-280, em Guaramirim
Obras especiais: quatro pontes e dois viadutos
Execução: Governo de Santa Catarina

Lote 2
Extensão: 21,09 km
Trecho: da BR-280, em Guaramirim, até a SC-415, entre Massaranduba e São João do Itaperiú
Obras especiais: duas pontes e um viaduto

Lote 3
Extensão: 16,77 km
Trecho: entre a SC-415 e a SC-414, passando por Luís Alves e Navegantes
Obras especiais: duas pontes e oito contenções

Lote 4
Extensão: 25,78 km
Trecho: da SC-414, em Luís Alves e Navegantes, até a SC-486, em Itajaí
Obras especiais: quatro viadutos, quatro pontes e três contenções

Trecho remanescente
Extensão: 54,72 km
Trecho: da SC-486, em Itajaí, até o Contorno Viário da Grande Florianópolis
Obras especiais: quatro viadutos, quatro pontes e três contenções

Impacto esperado

A expectativa do governo estadual é que a Via Mar reduza significativamente os congestionamentos da BR-101, melhore a fluidez do tráfego e fortaleça a integração logística entre o Norte e a Grande Florianópolis.

Veja o mapa por onde vai passar a Via Mar:

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ecopik/ND Mais

Ler Mais
Informação

Paulo Lopes recebe investimento de R$ 100 milhões em obras da ViaCosteira na BR-101

Trecho da BR-101 em Paulo Lopes, que passa por intervenções para melhorar a mobilidade e a segurança viária.

O município de Paulo Lopes, na Grande Florianópolis, será contemplado com um dos mais robustos pacotes de obras da ViaCosteira nos próximos dois anos. Com investimento de R$ 100 milhões, as intervenções visam ampliar a fluidez do trânsito, reforçar a segurança viária e otimizar a mobilidade no trecho Sul da BR-101.

Novas vias marginais e iluminação estratégica

Entre 2025 e 2026, estão previstas a entrega de 2,2 quilômetros de vias marginais, além da implantação de iluminação pública em pontos estratégicos da rodovia. O pacote inclui ainda rotatórias, projetadas para facilitar o retorno dos motoristas e reduzir conflitos no tráfego.

Ponte alargada no km 259

Como parte das liberações no município, foi concluído o alargamento da ponte sobre o rio Cova Triste, no km 259, no sentido sul da BR-101. A estrutura já conta com todas as faixas de rolamento e o acostamento liberados, contribuindo para maior segurança e melhor escoamento do fluxo.

Acessos e alças já liberados ao tráfego

As alças de saída no km 252, no sentido norte, e a alça de acesso e saída com rotatória no km 250, também no sentido norte, já estão liberadas para circulação de veículos. Embora algumas frentes de trabalho ainda estejam em fase de finalização, o tráfego nesses pontos ocorre normalmente.

Legenda sugerida da imagem: Rotatória e alças de acesso em Paulo Lopes já liberadas, resultado de obras de melhoria na BR-101.

Viadutos seguem em construção

Com foco na mobilidade urbana da população local e dos bairros próximos à rodovia, dois viadutos continuam em obras nos quilômetros 247 e 251 da BR-101. As estruturas devem facilitar deslocamentos e reduzir retenções após a conclusão.

Atenção redobrada nos trechos em obras

Durante a execução do pacote de obras, a ViaCosteira reforça a orientação para que os motoristas redobrem a atenção, respeitem a sinalização viária e mantenham prudência ao trafegar pelos segmentos em intervenção.

Fonte: Com informações da ViaCosteira.
Texto: Redação

Ler Mais
Investimento

Brasil mapeia R$ 148 bilhões em leilões de infraestrutura previstos para 2026

O Brasil deve manter o ritmo elevado de leilões de infraestrutura em 2026, mesmo com o calendário marcado por eleições nacionais. Levantamento elaborado pelo Santander aponta que pelo menos 40 grandes projetos já estão em estágio avançado e podem ir a leilão no próximo ano, com previsão de R$ 148 bilhões em investimentos.

Projetos maduros concentram maior volume

O estudo considera apenas projetos de grande porte que já avançaram para fases como consulta pública, abrangendo tanto novas concessões quanto renegociações contratuais. O valor total, no entanto, pode sofrer alterações, dependendo da evolução de iniciativas ainda em análise — especialmente no setor ferroviário — ou de entraves em projetos mais maduros.

Um dos exemplos citados é o megaterminal de contêineres Tecon 10, no Porto de Santos, que enfrenta disputas entre agentes do setor sobre as regras do edital, segundo Igor Fonseca, responsável por project finance no Santander e coordenador do estudo.

Energia pode elevar ainda mais o volume

O cálculo não inclui os leilões de reserva de capacidade de energia elétrica, previstos para o início de 2026. De acordo com Fonseca, ainda não há estimativas consolidadas, mas esses certames podem adicionar dezenas de bilhões de reais ao volume total de investimentos.

Ciclo histórico de leilões no país

O setor de infraestrutura brasileira vive um ciclo considerado sem precedentes. Apenas em 2025, os leilões de energia, rodovias e saneamento somaram cerca de R$ 156 bilhões em projetos contratados.

Na última quinta-feira (18), dois leilões de saneamento em Pernambuco garantiram compromissos de investimento de R$ 19 bilhões. Os contratos foram vencidos por um consórcio formado por BRK Ambiental e a espanhola Acciona, responsável pelo maior lote, que abrange 151 municípios, incluindo a capital, e pela Pátria Investimentos, que ingressou no setor ao vencer o bloco do Sertão, com 24 cidades. As outorgas totalizaram R$ 4,25 bilhões, a serem divididas entre o estado e os municípios.

Rodovias lideram a carteira de projetos

O segmento de rodovias segue como o principal motor da atual onda de leilões. Em 2025, novas concessões e contratos repactuados somaram R$ 97,5 bilhões em investimentos. Para 2026, o estudo do Santander identifica um pipeline adicional de ao menos R$ 72,5 bilhões em projetos rodoviários.

Outros dois setores também se destacam: mobilidade urbana, com potencial de R$ 30,9 bilhões, e água e saneamento, com R$ 20,5 bilhões, sem considerar a possível privatização da Copasa, ainda em fase de estruturação.

Eleições não preocupam investidores

Analistas avaliam que o cenário eleitoral não representa um risco relevante para o setor. Para Rafael Vanzella, sócio do escritório Machado Meyer, o mercado amadureceu. Segundo ele, há confiança de que contratos serão respeitados e que as agências reguladoras continuarão atuando de forma autônoma, independentemente do resultado das urnas.

Frederico Barreto, economista-chefe da ABDIB, acredita que as eleições podem até antecipar leilões para o início do ano, antes do agravamento do calendário político.

Incertezas afetam precificação dos ativos

Apesar do otimismo, Igor Fonseca alerta que o ambiente eleitoral pode dificultar a precificação dos projetos. Segundo ele, os investimentos se materializam anos após os leilões, e o fator decisivo é o custo futuro da dívida, influenciado por expectativas fiscais e de juros de longo prazo.

Mesmo com juros elevados, a competitividade dos leilões não foi afetada, avalia Luciene Machado, superintendente do BNDES, instituição responsável pela modelagem de diversos projetos recentes. Para ela, investidores apostam em melhora do cenário macroeconômico e são atraídos por contratos bem estruturados e apoio político consistente.

Desafio é manter o pipeline no longo prazo

Com a consolidação do calendário de 2026, o setor já começa a olhar além do curto prazo. Roberto Guimarães, diretor da ABDIB, afirma que o grande desafio será manter uma carteira robusta de projetos nos próximos 10 a 15 anos.

Segundo ele, áreas como mobilidade urbana e ferrovias tendem a exigir cada vez mais recursos públicos para viabilização, por meio de parcerias público-privadas (PPPs). No caso das ferrovias, embora não haja projetos maduros atualmente, ao menos um leilão é esperado para 2026, impulsionado pelo interesse do governo federal.

Fonseca observa que projetos ferroviários demandam retornos maiores devido aos riscos e ao elevado volume de capital. Ainda assim, o segmento é visto como estratégico. De acordo com a ABDIB, apenas os projetos ferroviários federais somam cerca de R$ 140 bilhões em investimentos potenciais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fernando Martinho/Valor

Ler Mais
Transporte

Viaduto na SC-486 é liberado e deve aliviar trânsito na interseção com a BR-101 em Itajaí

O Governo de Santa Catarina liberou nesta segunda-feira (17) o viaduto da marginal direita na interseção da SC-486 com a BR-101, em Itajaí. A entrega, conduzida pelo secretário de Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper, representa um avanço importante para a mobilidade urbana em uma das áreas mais congestionadas do Litoral Norte.

A obra era aguardada tanto por moradores quanto por motoristas que utilizam diariamente o trecho. Com a liberação da nova estrutura, o tráfego na marginal direita passa a contar com mais uma rota de acesso, o que deve reduzir congestionamentos e melhorar a fluidez entre a SC-486 e a BR-101.

Primeira etapa concluída e segunda prevista para dezembro

Durante a cerimônia, o secretário Jerry reforçou que o investimento em infraestrutura viária é fundamental para a qualidade de vida da população e para o desenvolvimento econômico regional. Ele destacou que o viaduto é apenas uma parte do conjunto de intervenções em andamento no local.

Segundo Comper, o governo já liberou parte dos acessos nas marginais e trabalha para entregar o segundo viaduto até a metade de dezembro, finalizando totalmente o projeto ainda este ano. “Esse trecho tinha muita confusão e lentidão nos horários de pico. Agora começamos a ver a fluidez que a região precisava”, afirmou.

A cerimônia de liberação ocorreu às 8h30, com a presença de autoridades e lideranças locais.

Obra destrava trânsito histórico

O prefeito em exercício de Itajaí, Rubens Angioletti, ressaltou que a solução para o trânsito da Rodovia Antônio Heil é discutida desde 2015, mas só agora saiu do papel. Ele lembrou que os congestionamentos afetavam diretamente o transporte de cargas e a economia local.

Angioletti afirmou que o governo estadual assumiu o compromisso com a região e vem cumprindo o cronograma previsto. A expectativa é que toda a obra esteja concluída antes da temporada de verão, trazendo mais segurança e mobilidade para motoristas e moradores.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook