Comércio Internacional

Acordo Mercosul–União Europeia pode criar maior área de livre comércio do mundo, diz ministro

O acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode estabelecer a maior área de livre comércio do planeta, segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

De acordo com o ministro, o entendimento aprovado no Senado Federal representa um avanço significativo para o comércio internacional e abre novas oportunidades para a economia brasileira. Ele ressaltou que a negociação foi viabilizada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Integração comercial entre Mercosul e União Europeia

O tratado prevê a criação de um amplo mercado envolvendo os países do Mercosul e da União Europeia. Segundo Teixeira, o acordo estabelece um período de transição para adaptação gradual das economias envolvidas.

Durante esse intervalo, o mercado brasileiro passará por um processo de abertura para produtos europeus, enquanto as nações europeias ampliarão o acesso a produtos brasileiros. Para o ministro, essa etapa permitirá que os setores produtivos se preparem para as novas condições comerciais.

Ele também afirmou que a agricultura familiar brasileira não deve ser prejudicada. Pelo contrário, o acordo pode ampliar as oportunidades de exportação.

De acordo com o ministro, cerca de 700 milhões de consumidores terão potencial acesso aos alimentos produzidos no Brasil.

Impacto do cenário internacional no preço dos alimentos

Na entrevista, o ministro também comentou que fatores externos podem influenciar diretamente os preços dos alimentos no Brasil. Entre os elementos citados estão conflitos internacionais e oscilações em commodities globais.

Segundo ele, produtos como carne, soja e milho têm valores definidos em dólar no mercado internacional. Além disso, o custo do petróleo afeta a cadeia produtiva agrícola. Dessa forma, variações cambiais ou mudanças nos preços globais acabam refletindo no valor final dos alimentos consumidos no país.

Apesar dos desafios, Teixeira afirmou manter uma visão otimista sobre o futuro econômico e social do Brasil, destacando a importância de políticas baseadas em sustentabilidade, inclusão e cooperação internacional.

Reforma agrária e fortalecimento da agricultura familiar

Outro tema abordado pelo ministro foi a necessidade de avançar na reforma agrária no Brasil. Segundo ele, a política é fundamental para reduzir desigualdades sociais e estimular o desenvolvimento rural.

Teixeira afirmou que programas ligados à reforma agrária contribuem para ampliar a produção de alimentos, incentivar a permanência dos jovens no campo e promover desenvolvimento regional.

Entre as iniciativas mencionadas estão o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) e as Escolas Família Agrícola, que incentivam formação educacional voltada ao meio rural.

O ministro participou recentemente da Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (ICARRD+20), realizada em Cartagena. Durante o encontro, foi firmado um memorando de entendimento com o Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais para ampliar a cooperação técnica em políticas de acesso à terra e fortalecimento da agricultura familiar na América Latina.

Apoio a agricultores após chuvas em Minas Gerais

O ministro também comentou as medidas de apoio aos agricultores atingidos pelas fortes chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais.

Segundo ele, produtores que tiveram perdas e possuem financiamento agrícola poderão contar com cobertura do seguro rural. Além disso, contratos de crédito poderão ser renegociados conforme a extensão dos prejuízos comprovados.

A medida faz parte das ações do governo federal para apoiar famílias que perderam produção ou bens em decorrência das enchentes.

FONTE: Secretaria da Comunicação Social
TEXTO: Redação
IMAGEM: Diego Campos/Secom-PR

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Comércio Exterior

Mercosul–União Europeia: Senado aprova acordo comercial que cria maior zona de livre comércio do mundo

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (4), o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, concluindo a tramitação do tratado no Congresso Nacional. A votação ocorreu de forma unânime entre os parlamentares.

O texto foi formalizado por meio do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 41/2026 e agora aguarda apenas a promulgação pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Com essa etapa final, o pacto será oficialmente internalizado no ordenamento jurídico brasileiro.

Redução de tarifas impulsiona comércio internacional

O acordo prevê uma ampla redução de tarifas entre os dois blocos econômicos. Pelo cronograma estabelecido, os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — eliminarão tarifas sobre 91% dos produtos europeus em um prazo de até 15 anos.

Em contrapartida, a União Europeia deverá retirar tarifas de 95% dos bens exportados pelo Mercosul em um período de até 12 anos. A medida tende a ampliar o fluxo de comércio entre os blocos e fortalecer as relações econômicas entre América do Sul e Europa.

Maior zona de livre comércio do planeta

Com a implementação do tratado, será formada a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo um mercado com mais de 720 milhões de habitantes.

A expectativa é de que a abertura comercial favoreça o aumento das trocas internacionais, além de estimular investimentos e parcerias estratégicas entre empresas dos dois blocos.

Impacto nas exportações brasileiras

Estimativas da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) indicam que o acordo pode gerar um crescimento de aproximadamente US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras.

Além do aumento nas vendas externas, o tratado também deve contribuir para diversificar a pauta exportadora do país, abrindo novas oportunidades para diferentes setores produtivos, incluindo a indústria.

Na semana passada, os parlamentos de Argentina e Uruguai já haviam aprovado o acordo, reforçando o avanço da implementação do tratado dentro do Mercosul.

União Europeia avalia aplicação provisória

Do lado europeu, o Parlamento Europeu solicitou, em janeiro, uma análise jurídica do acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia. Mesmo com a avaliação em andamento, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou recentemente que o bloco pretende aplicar o tratado de forma provisória a partir de maio.

O acordo conta com forte apoio de países como Alemanha e Espanha, mas enfrenta resistência principalmente da França, que teme impactos competitivos no setor agropecuário europeu.

Fonte: Agência Brasil.

TEXTO: Conteúdo produzido com suporte de IA, sob curadoria editorial da equipe ReConecta News.

IMAGEM: ILUSTRATIVA / ARQUIVO / RECONECTA NEWS

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Internacional

Acordo Mercosul-UE avança no Congresso e entra na pauta de comissão da Câmara

O acordo Mercosul-União Europeia deu o primeiro passo no Congresso Nacional e pode ser analisado nesta terça-feira (10) por uma comissão da Câmara dos Deputados. O tratado está na pauta do colegiado responsável por representar o Brasil no Parlamento do Mercosul (Parlasul).

A expectativa entre parlamentares é de uma votação sem grandes debates, abrindo caminho para que o texto avance às próximas etapas de tramitação. A apreciação em plenário, no entanto, deve ocorrer apenas após o Carnaval.

Relatório defende aprovação do tratado

O parecer em análise foi elaborado pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente da comissão, e recomenda que o Congresso aprove o acordo firmado entre os dois blocos econômicos. O posicionamento foi apresentado pelo parlamentar durante reunião com líderes partidários da Câmara, realizada na segunda-feira (9).

Segundo Chinaglia, os deputados não poderão alterar o conteúdo do tratado, já negociado entre o Mercosul e a União Europeia, cabendo ao Legislativo apenas aprovar ou rejeitar o texto. A votação pode ser adiada caso algum parlamentar apresente pedido de vista, o que ampliaria o prazo de análise.

Apoio político e do agronegócio

Nos bastidores do Congresso, a avaliação é de que a aprovação do acordo é provável. O tratado reúne apoio de parlamentares de diferentes correntes políticas e conta com respaldo expressivo do agronegócio, setor que vê no acordo uma oportunidade de ampliação de mercados.

Em entrevista, Arlindo Chinaglia afirmou que o tratado tende a impulsionar a economia brasileira ao ampliar as trocas comerciais e reduzir tarifas. Segundo ele, o acordo elimina 95% das tarifas sobre produtos importados pela União Europeia, o que pode resultar em mais investimentos e geração de empregos no país.

“O acordo garante acesso preferencial a um mercado de 450 milhões de consumidores e a um PIB superior a US$ 22 trilhões, o que significa mais exportações, mais investimentos e mais postos de trabalho no Brasil”, afirmou o deputado.

Tramitação e próximos passos

Após mais de 26 anos de negociações, o acordo Mercosul-UE foi oficialmente assinado em 17 de janeiro, durante cerimônia realizada em Assunção, no Paraguai. O tratado cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e reforça as relações comerciais entre a América do Sul e a Europa.

Para entrar em vigor, o documento precisa ser ratificado pelos parlamentos de todos os países do Mercosul. No Brasil, a tramitação começa pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, segue para o Senado Federal.

Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) estima que o acordo pode elevar o PIB brasileiro em 0,46% até 2040.

Principais pontos do acordo Mercosul-UE

Eliminação de tarifas alfandegárias

  • Redução gradual de tarifas sobre a maior parte de bens e serviços
  • Mercosul: tarifa zero para 91% dos produtos europeus em até 15 anos
  • União Europeia: eliminação de tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul

Impacto imediato para a indústria

  • Tarifa zero para produtos industriais como máquinas e equipamentos

Acesso ampliado ao mercado europeu

  • Preferência para empresas do Mercosul
  • Mais previsibilidade e redução de barreiras técnicas

Compromissos ambientais obrigatórios

  • Produtos beneficiados não podem estar ligados a desmatamento ilegal
  • Possibilidade de suspensão do acordo em caso de descumprimento do Acordo de Paris

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-União Europeia: aprovação no Congresso brasileiro pode acelerar processo na Europa

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços afirmou nesta quinta-feira (22) que o governo brasileiro segue empenhado em garantir a rápida ratificação do acordo Mercosul-União Europeia pelo Congresso Nacional. Segundo ele, o avanço do processo legislativo no Brasil e nos demais países do bloco sul-americano pode influenciar positivamente a tramitação do tratado no continente europeu.

A declaração ocorre após o Parlamento Europeu decidir, por maioria simples, acionar a Justiça para questionar aspectos da tramitação legislativa do acordo, movimento que pode retardar sua aprovação e entrada em vigor na União Europeia.

Brasil busca dar exemplo na ratificação do acordo

Durante coletiva de imprensa, Alckmin destacou que o país pretende liderar pelo exemplo ao acelerar a análise do texto no Legislativo brasileiro. Ao lado do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, o ministro reforçou que o governo trabalha para que o Senado avance rapidamente na ratificação.

“O Brasil deve ser o exemplo e buscar uma aprovação célere”, afirmou. Para Alckmin, embora o impasse europeu não esteja sob controle do governo brasileiro, a atuação interna pode contribuir para destravar o processo internacional.

Impasse europeu e expectativa de superação

O vice-presidente reconheceu que a decisão do Parlamento Europeu representa um obstáculo momentâneo, mas demonstrou otimismo quanto à superação do impasse. Segundo ele, o objetivo é criar condições para que a Comissão Europeia avance com mais agilidade na condução do acordo.

Alckmin ressaltou que o Brasil continuará colaborando institucionalmente para que o tratado avance, mesmo diante das dificuldades enfrentadas no cenário europeu.

Acordo é visto como estratégico em cenário global instável

Ao comentar o contexto internacional, o ministro classificou o acordo Mercosul-UE como estratégico em um momento marcado por instabilidade geopolítica e crescimento do protecionismo. Para ele, trata-se de uma iniciativa histórica por envolver dois grandes blocos econômicos e por reforçar o diálogo multilateral.

O acordo, segundo Alckmin, tem potencial para ampliar mercados, estimular investimentos recíprocos, fortalecer o multilateralismo e gerar avanços em sustentabilidade, além de aproximar sociedades dos dois continentes.

Congresso promete acelerar tramitação

Na mesma coletiva, o senador Nelsinho Trad afirmou que o Parlamento brasileiro está disposto a colaborar para dar celeridade ao processo. Ele destacou que há alinhamento também entre os países do Mercosul, como Argentina, Uruguai e Paraguai, no sentido de acelerar a tramitação legislativa.

De acordo com o senador, o ambiente político é favorável para que o acordo avance de forma mais rápida nos parlamentos do bloco sul-americano.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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Internacional

Davos 2026: Brasil busca se posicionar como porto seguro para investimentos

O Fórum Econômico Mundial 2026, iniciado nesta segunda-feira (19) em Davos, na Suíça, reúne líderes globais sob o tema “A Spirit of Dialogue”. Em um ambiente marcado por tensões geopolíticas e incertezas econômicas, o Brasil chega ao encontro com a estratégia de reforçar uma imagem de previsibilidade e segurança para negócios, priorizando uma agenda técnica em vez de discursos políticos.

Agenda brasileira sem protagonismo presidencial

Diferentemente de outras edições, o país não conta com uma comitiva liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nem com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ou do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Ainda assim, o governo tenta utilizar o WEF como extensão de uma agenda construída ao longo dos últimos meses, centrada em três eixos considerados estratégicos: acesso a mercados, segurança institucional e infraestrutura digital do Estado.

Acordo Mercosul–UE reforça credenciais comerciais

O primeiro pilar da estratégia brasileira chega fortalecido a Davos com a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, firmada na sexta-feira (17), após mais de 25 anos de negociações. O anúncio ocorre em um momento sensível, já que o próprio WEF aponta o confronto geoeconômico como um dos principais riscos globais de curto prazo, com comércio, tecnologia e finanças cada vez mais utilizados como instrumentos de disputa entre países.

Para o Brasil, o acordo funciona como um sinal concreto de abertura comercial e integração às cadeias globais, em um fórum onde investidores e governos reavaliam riscos e redesenham estratégias internacionais.

Previsibilidade institucional entra no centro do discurso

O segundo eixo apresentado pelo país é institucional. Em meio ao debate recorrente sobre a queda de confiança em governos, empresas e meios de comunicação — tema frequente em relatórios como o Edelman Trust Barometer —, o Brasil busca se afastar da imagem de instabilidade.

A mensagem levada a Davos é pragmática: o país pretende ser visto como um grande mercado com regras claras, segurança jurídica e contratos previsíveis, capazes de sustentar decisões de investimento de longo prazo em um cenário global cada vez mais seletivo.

Infraestrutura digital como ativo econômico

A terceira frente é a agenda digital, que explica a participação da ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck. Ela integra uma programação paralela ligada à Colaboração Digital Global do WEF, iniciativa na qual o Brasil assumiu a presidência de um dos grupos estratégicos.

O foco está no fortalecimento da infraestrutura digital do Estado, incluindo sistemas de identidade, credenciais e serviços públicos digitais. Esse tema ganha relevância para o setor privado por impactar diretamente processos como abertura de empresas, compliance, contratações públicas e acesso a serviços, posicionando a eficiência administrativa como diferencial competitivo.

Crescimento e produtividade no debate regional

A participação brasileira também se dá por meio do debate sobre crescimento econômico e produtividade na América Latina. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, participa da sessão “Breaking Latin America’s Growth Ceiling”, ao lado de lideranças como Ilan Goldfajn, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e Julio Velarde, presidente do Banco Central do Peru.

O pano de fundo das discussões regionais em Davos é o desafio de atrair investimentos e sustentar o crescimento em um mundo mais protecionista, fragmentado e cauteloso ao risco.

Mensagem final: foco em negócios

Em Davos 2026, o Brasil busca menos visibilidade política e mais credibilidade econômica. A estratégia é demonstrar, por meio de acordos, reformas e agendas técnicas, que o país está disposto a fazer negócios em um cenário internacional no qual a política voltou a influenciar diretamente o fluxo de comércio e investimentos.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: World Economic Forum/Chris_Heeney

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Comércio Internacional

FIESC aponta acordo Mercosul-União Europeia como avanço estratégico para a indústria

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) avalia como um avanço estratégico a assinatura do Acordo Interino de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia, formalizada neste sábado (17). Para a entidade, o acordo fortalece a inserção internacional do Brasil em um dos maiores mercados consumidores do mundo, com impacto positivo direto sobre a indústria catarinense.

Negociado ao longo de mais de 26 anos, o acordo envolve um universo de 720 milhões de consumidores, ampliando o potencial de acesso a mercados para produtos e serviços brasileiros.

União Europeia lidera destino das exportações catarinenses

Levantamento da FIESC mostra que, em 2025, a União Europeia superou a China e se tornou o principal destino das exportações de Santa Catarina. Em 2024, as vendas do estado ao bloco europeu somaram US$ 1,35 bilhão, alta de 10,66% em relação ao ano anterior, representando 11,1% das exportações catarinenses.

Diversificação reduz riscos comerciais

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a assinatura ocorre em um momento oportuno, marcado por tensões geopolíticas e reconfiguração das cadeias globais de produção. Segundo ele, acordos comerciais desse porte contribuem para diversificar destinos de exportação e reduzir a exposição a mudanças abruptas no cenário internacional.

Seleme cita como exemplo impactos recentes de medidas protecionistas, como o tarifaço norte-americano, que reforçam a necessidade de ampliar parcerias comerciais.

Santa Catarina ganha protagonismo estratégico

Na avaliação da FIESC, o acordo tende a ampliar as parcerias econômicas e tecnológicas com o bloco europeu. Santa Catarina é apontada como um hub logístico e produtivo, com destaque para a infraestrutura portuária, o setor de serviços, o turismo e a integração física proporcionada pela localização geográfica.

Além do comércio, o entendimento pode estimular intercâmbio tecnológico e alianças estratégicas em setores industriais relevantes.

Acordo vai além do comércio

O Acordo de Parceria União Europeia-Mercosul é considerado o mais moderno já negociado pelo bloco sul-americano. O texto completo abrange áreas como defesa, tecnologia, direitos humanos, relações do trabalho, sustentabilidade e mudanças climáticas.

Diante da complexidade para aprovação integral, a União Europeia optou por priorizar a parte comercial, resultando no chamado Acordo Interino de Comércio.

Próximos passos para ratificação

Após a assinatura, o acordo interino seguirá para ratificação no Parlamento Europeu, por maioria simples. Nos países do Mercosul, o texto será submetido aos respectivos Congressos nacionais antes da aprovação final pelo Poder Executivo. Posteriormente, o acordo será incorporado ao Acordo de Parceria Mercosul-UE (EMPA), quando este for aprovado.

Impacto econômico e geração de empregos

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que, em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil para a União Europeia, foram gerados 21,8 mil empregos, além da movimentação de R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção no país.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: FIESC

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Exportação

Exportações impulsionam economia de Santa Catarina e ampliam oportunidades com Mercosul-UE

Potência exportadora fortalece indústria catarinense
A força das exportações de Santa Catarina é um dos principais fatores que colocam o estado entre as economias mais dinâmicas do Brasil. Esse perfil internacionalizado tem ajudado empresas catarinenses a diversificar mercados externos, especialmente diante do aumento de tarifas dos Estados Unidos, e tende a ganhar novo impulso com o acordo Mercosul-União Europeia. Atualmente, Santa Catarina conta com 14 polos industriais com inserção internacional.

O destaque exportador é detalhado no estudo “Polos Industriais de Referência”, elaborado pelo Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina, em parceria com a Rede de Observatórios do Sistema Indústria e a CNI. A pesquisa foi coordenada pelo economista Marcelo Albuquerque.

Setores industriais com presença global
Segundo o levantamento, os 14 polos catarinenses atuam no comércio exterior principalmente em sete segmentos industriais:
madeira e móveis, papel e celulose, máquinas e equipamentos, equipamentos elétricos, alimentos e bebidas, minerais não metálicos e veículos, embarcações e aeronaves.

O setor de madeira e móveis lidera em número de polos, com presença em cinco regiões do estado: Oeste, Norte, Vale do Itajaí, Serra e Sul. O estudo também aponta que os três estados da Região Sul possuem o mesmo número de polos internacionais (14 cada), ficando atrás apenas de São Paulo no ranking nacional.

Norte de SC lidera em polos internacionais
A mesorregião Norte de Santa Catarina concentra o maior número de polos com inserção internacional: são quatro, distribuídos entre os setores de madeira e móveis, papel e celulose, máquinas e equipamentos e equipamentos elétricos. Florianópolis aparece com dois polos: cerâmica de revestimento e embarcações náuticas.

No Vale do Itajaí, destacam-se os polos de embarcações e produtos de madeira. Já o Oeste catarinense reúne polos de alimentos e bebidas e madeira e móveis, enquanto o Sul concentra polos de cerâmica e produtos madeireiros. A Serra Catarinense se projeta com polos de madeira e móveis e papel e celulose.

Exportar fortalece empresas e regiões
Empresas inseridas no mercado internacional tendem a ganhar competitividade, ampliar a base de clientes e reduzir riscos ligados à sazonalidade. Além disso, a exportação estimula produtividade, inovação e geração de empregos, fortalecendo as economias regionais.

Desempenho do Norte catarinense na balança comercial
Com quatro polos internacionais, o Norte do estado apresenta os melhores resultados da balança comercial catarinense. A região abriga empresas de destaque global como WEG, Nidec, Tupy e Tigre. Em 2024, os polos da mesorregião exportaram US$ 4,97 bilhões.

Segundo o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, a região combina tradição industrial, diversidade produtiva e forte investimento em inovação e qualificação profissional, fatores que sustentam sua competitividade global.

Oeste, Serra e Sul: força regional nas exportações
Reconhecido como fornecedor global de proteína animal, o Oeste de Santa Catarina se destaca nas exportações de alimentos e bebidas, além de madeira e móveis. Em 2024, a região exportou US$ 1,45 bilhão, sendo US$ 638 milhões do polo de alimentos e bebidas e US$ 385,9 milhões de madeira e móveis.

A região abriga unidades de grandes grupos do setor, como BRF (Sadia e Perdigão), JBS (Seara) e Aurora Coop, referências no mercado internacional.

Na Serra Catarinense, os polos de base florestal somaram exportações expressivas em 2024: US$ 381,8 milhões em madeira e móveis e US$ 166,5 milhões em papel e celulose.

Já o Sul do estado se destaca pelos polos de cerâmica de revestimento e produtos de madeira, com exportações de US$ 105,9 milhões no setor cerâmico e US$ 54,3 milhões em madeira no último ano.

Florianópolis e Vale do Itajaí no comércio exterior
A região de Florianópolis mantém dois polos com atuação internacional — cerâmica de revestimento e indústria náutica — e exportou cerca de US$ 252,45 milhões em 2024.

O Vale do Itajaí também conta com dois polos internacionais: produtos de madeira e embarcações. No último ano, o setor madeireiro alcançou US$ 413,75 milhões em exportações, enquanto o segmento náutico somou US$ 26,23 milhões.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Patrick Rodrigues, NSC

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