Mercado de trabalho

Sindicato Paulista de Estivadores acusa FENOP de tentar barrar julgamento trabalhista no TST

O Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão (Sindestiva) criticou duramente a tentativa da Federação Nacional dos Operadores Portuários (FENOP) de adiar um julgamento considerado histórico no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A ação questionada é o Dissídio Coletivo nº 1000360‑97.2017.5.00.0000, que estava marcado para ser analisado na próxima segunda‑feira, 23.

Embate jurídico antes de decisão histórica

O processo, que já tramita há quase uma década e alcançou estágio avançado no TST, trata de questões centrais para as relações de trabalho no setor portuário. Às vésperas da sessão, a FENOP protocolou um pedido para retirar o caso da pauta e suspender o julgamento, citando como justificativa a existência da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7591 no Supremo Tribunal Federal (STF) e a tramitação do Projeto de Lei nº 733/2025.

Sindicato contesta argumento de suspensão

Em nota, o sindicato questiona a estratégia da FENOP, classificando‑a como manobra jurídica protelatória. Segundo a defesa de Sindestiva, a simples pendência de uma ADI no STF não impede que processos correlatos prossigam, conforme entendimento já consolidado em precedentes da própria Corte. A entidade ressalta ainda que um projeto de lei ainda em tramitação não gera efeitos normativos e não pode ser usado como motivo para suspender julgamentos.

Riscos para trabalhadores e economia

Bruno José dos Santos, presidente do sindicato, afirmou que o julgamento tem impacto direto sobre o modelo de contratação dos trabalhadores avulsos e a estabilidade do sistema portuário. Ele destacou que não se trata apenas de uma questão técnica, mas de assegurar segurança jurídica a um setor responsável por mais de 95% do comércio exterior brasileiro, com reflexos em milhares de empregos e na economia como um todo.

Mobilização para acompanhar o julgamento

A direção do Sindestiva informou que estará em Brasília durante a próxima semana acompanhando de perto a tramitação do dissídio no TST e os desdobramentos na comissão que analisa o PL 733/2025. A entidade defende que o processo está maduro para julgamento e que a legislação vigente deve ser aplicada sem interferências que provoquem indefinição.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Tecnologia

Inteligência artificial no trabalho mais que dobra entre brasileiros, aponta LinkedIn

O uso de inteligência artificial no trabalho cresceu de forma acelerada no Brasil no último ano. Levantamento do LinkedIn mostra que a adoção de ferramentas baseadas em IA mais que dobrou entre 2024 e 2025.

De acordo com o Índice de Confiança do Trabalhador, pesquisa realizada com usuários da plataforma, o percentual de profissionais que utilizam recursos como ChatGPT, Gemini e Copilot saltou de 17% para 35% no período.

Ferramentas de IA ganham espaço na rotina profissional

O avanço indica que soluções de tecnologia e automação estão cada vez mais presentes no dia a dia corporativo. Entre os entrevistados:

  • 79% afirmam que produtos de inteligência artificial aumentam a eficiência no trabalho
  • 78% pretendem desenvolver novas habilidades em IA
  • 56% dizem receber apoio das empresas para ampliar conhecimentos na área

Os dados reforçam a consolidação da IA como ferramenta estratégica para produtividade e inovação nas empresas.

Aprender fazendo: a prática como diferencial

Para a especialista Cris Mendes, Top Voice da plataforma e CEO do Chiefs.Group, a adaptação à tecnologia passa, principalmente, pela experimentação.

Em entrevista ao LinkedIn, ela destacou que cursos e leituras são importantes, mas insuficientes diante da velocidade de transformação da IA. Segundo Mendes, a melhor forma de acompanhar as mudanças é utilizar as ferramentas no cotidiano profissional.

Na avaliação da executiva, o profissional do futuro precisa desenvolver capacidade de aprendizado ágil, baseada em trocas constantes e acesso a conteúdos objetivos.

O que os números revelam sobre o mercado

Os resultados da pesquisa apontam tendências claras no ambiente corporativo:

IA como vantagem competitiva
A expansão do uso demonstra que ferramentas digitais já integram processos em diferentes setores.

Aprendizado contínuo como estratégia de carreira
A maioria dos profissionais planeja investir em capacitação voltada à inteligência artificial e tecnologia.

Apoio das empresas
Mais da metade dos entrevistados relata incentivo corporativo para desenvolver competências ligadas à inovação digital.

Importância da prática
O contato frequente com plataformas de IA e a troca de experiências aceleram o domínio das ferramentas.

O cenário indica que a transformação digital deixou de ser tendência e se tornou realidade consolidada no mercado de trabalho brasileiro.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Mercado de trabalho

Santa Catarina tem a menor taxa de desemprego do país pelo quarto trimestre consecutivo em 2025

Santa Catarina encerrou o ano de 2025 registrando a menor taxa de desemprego do país nos quatro trimestres consecutivos. No quarto trimestre, o estado registrou taxa de desocupação de 2,2%, diante de uma média nacional de 5,1%. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) foram divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira, 20 de fevereiro.

No quarto trimestre de 2025, Santa Catarina manteve a menor taxa de desocupação, seguido pelo Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os três com a média de 2,4%. No cálculo anual, Santa Catarina registrou a taxa de 2,3%, atrás de Mato Grosso (2,2%). Isto porque, neste cálculo, o IBGE usa para os indicadores anuais estimativas que têm como base o dia de 1º de julho. 

“Santa Catarina tem um povo dedicado, trabalhador e que produz muito. E o Governo do Estado tem feito bem o dever de casa, apoiando o empreendedor, quem gera emprego e renda. Eu costumo dizer que Santa Catarina tá voando, com programas que estão passando a limpo todas as áreas, trazendo mais oportunidade e qualidade de vida pra nossa gente. E a gente quer que as obras estruturantes de agora sirvam de base para um futuro com desempenhos ainda melhores”, disse o governador Jorginho Mello.

No referido 4º trimestre em análise, a população desocupada em SC apresentou redução de 19% em relação ao 4º trimestre de 2024, passando de 122 mil para 99 mil pessoas. Em linha com esse resultado o crescimento da população ocupada em SC foi de 1,5% em relação ao mesmo trimestre de 2024.

Complementando esse resultado, o Secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira, informa que Santa Catarina tem a menor taxa de informalidade entre as unidades da Federação, de 25,7%, diante de uma média nacional de 37,6%. “Durante o ano de 2025, o estado atingiu os melhores resultados da série histórica dos últimos 13 anos. Temos a menor taxa de informalidade do país desde 2018, por 31 trimestres seguidos. Os dados convergem para um cenário bastante consistente de crescimento econômico, com geração contínua de oportunidades, pleno emprego e condições de trabalho cada vez mais dignas e inclusivas para a nossa população”, afirmou o Secretário.

Crescimento do rendimento médio

O rendimento médio catarinense habitualmente recebido no trabalho principal no 4º trimestre de 2025 foi de R$4.131, resultado 17,8% superior à média nacional, de R$3.508.  Comparativamente ao mesmo trimestre de 2024, o crescimento  do rendimento médio real (descontando a inflação) em Santa Catarina foi de 7,8%, desempenho acima da média do Brasil (5,1%), Região Sul (6,5%) e do Sudeste (4,2%).  

Em termos setoriais,  o crescimento do rendimento médio catarinense entre 2024 e 2025 foi verificado em todos os segmentos. Dentre estes, o destaque foi do setor de “Transporte, armazenagem e correio”, com um aumento de 12,5%, com uma média de R$4.223. Diante desse crescimento, atualmente o setor de Transporte catarinense possui o segundo maior nível de rendimento médio entre as unidades da Federação, atrás apenas do Distrito Federal. No quarto trimestre de 2024, SC ocupava a quinta posição, atrás de Mato Grosso, Distrito Federal, Paraná e São Paulo. 

Melhores condições de trabalho

Santa Catarina também se destaca nacionalmente ao apresentar a menor taxa composta de subutilização da força de trabalho, de 4,4%, bem abaixo da média nacional de 13,9%. Esse indicador agrupa a proporção de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e as pessoas que deixaram de procurar emprego, apesar de disponíveis. Em outras palavras, os dados evidenciam que SC não só emprega mais, como também apresenta melhores condições de trabalho.

Outro destaque é o baixo percentual de desalentados no estado, de apenas 0,3%, o menor entre todas as unidades da Federação. O percentual está bem abaixo da média nacional, de 2,4%. Essa categoria inclui pessoas que estavam disponíveis para trabalhar, mas deixaram de buscar emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa, geralmente por acreditar que não encontrariam vagas adequadas, devido à idade, qualificação, localidade, ou outros motivos pessoais.

Cabe ressaltar, ainda, as atividades que apresentaram maior crescimento no 4º trimestre de 2025 em relação ao mesmo trimestre de 2024. O primeiro melhor desempenho foi da Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com crescimento de 19,2%. O segundo melhor foi do subsetor de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com 7,5% de crescimento.

A Diretoria de Políticas Públicas da Seplan monitora os dados do mercado de trabalho e em breve lançará a nova edição do Boletim Trimestral de Indicadores do Trabalho – 4º Trimestre de 2025. Acesses todas as edições no site da Seplan.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Marco Fávero/Arquivo SECOM GOVSC

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Internacional

Maquila de serviços no Paraguai deve ultrapassar 50 mil empregos formais

O setor de maquila de serviços no Paraguai mantém trajetória de crescimento e projeta superar a marca de 50 mil empregos formais nos próximos meses. A expansão consolida o segmento como um dos principais motores de geração de trabalho qualificado e de atração de investimentos estrangeiros no país.

Crescimento impulsiona economia e exportações

Dados recentes divulgados por representantes do setor indicam que a maquila de serviços tem ampliado sua relevância dentro da economia paraguaia. O modelo abrange atividades como tecnologia da informação, suporte técnico, marketing digital e outros serviços especializados voltados principalmente ao mercado internacional.

Com isso, o Paraguai fortalece sua base exportadora de serviços, reduzindo a dependência de setores tradicionais e ampliando a oferta de soluções com maior valor agregado.

Geração de empregos qualificados

Além do impacto econômico, a expansão do regime de maquila favorece a inserção de profissionais em áreas estratégicas. O avanço do setor abre espaço para capacitação profissional, desenvolvimento de novas competências e acesso a oportunidades em segmentos mais tecnológicos e competitivos.

A expectativa de ultrapassar 50 mil postos formais reforça o papel do segmento como alternativa relevante para o mercado de trabalho paraguaio.

Fatores de competitividade

Empresas que operam sob o regime de maquila de serviços apontam como diferenciais os custos operacionais competitivos, o ambiente regulatório favorável e a disponibilidade de mão de obra qualificada em áreas-chave.

Esses elementos fortalecem o posicionamento do Paraguai como destino estratégico para a instalação de operações voltadas a serviços globais, ampliando sua competitividade no cenário regional.

FONTE: ABC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CCBP

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Economia

Setor de serviços de Santa Catarina cresce 3,2% em 2025 e supera média nacional no período

Serviços profissionais lideram entre os segmentos

O setor de serviços de Santa Catarina encerrou o ano de 2025 com um crescimento de 3,2%, conforme dados do IBGE divulgados nesta quinta-feira, 12. O desempenho é resultado do aumento da renda e, consequentemente, do consumo das famílias e empresas. O percentual catarinense ficou acima da média nacional do período, que foi de alta de 2,8%.

O governador Jorginho Mello destacou a simplificação dos negócios como fator fundamental para o crescimento. “O Governo do Estado está facilitando a vida do empreendedor, desburocratizando a abertura de empresas, não aumentando impostos e garantindo crédito por meio de programas como o Pronampe SC. Eu não tenho dúvidas de que isso estimula a criação e o crescimento de novos negócios, especialmente no setor de serviços, que compõe grande fatia da economia catarinense”, analisou.

Com a elevação de 3,2%, Santa Catarina obteve o melhor resultado do Sul do Brasil, à frente de Paraná (3%) e Rio Grande do Sul (-4,4%). O estado também superou o Rio de Janeiro (1,7%), Espírito Santo (1,2%) e Minas Gerais (0,2%).

Serviços profissionais e de informação em alta

O crescimento de Santa Catarina foi puxado pelos segmentos de serviços profissionais, administrativos e complementares, com alta de 5,8% entre janeiro e dezembro, e de serviços de informação e comunicação, com 5,1%. Outros segmentos, como serviços prestados às famílias (2,9%) e transportes (1,9%) também cresceram. O segmento de outros serviços oscilou negativamente em 1,3%.

“Santa Catarina possui a menor taxa de desemprego do país, de apenas 2,2%, e está recebendo muitos investimentos privados devido à sua forte competitividade. Isso impulsiona sobretudo o consumo de serviços. Além disso, os números mostram que Santa Catarina é um estado diferenciado que está sempre acima da média nacional. Pelo trabalho bem como pela cultura empreendedora somos um exemplo para o Brasil e para o mundo”, destacou o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Thiago Kaue/SecomGOVSC

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Especialista

A ADAPTABILIDADE vai te levar a um novo nível profissional

O ESPECIALISTA: RENATA PALMEIRA

O mercado mudou. E ele não vai esperar você acompanhar.

As habilidades que te trouxeram até aqui podem não ser as mesmas que vão sustentar sua relevância nos próximos anos. Isso não é alarmismo. É leitura fria de dados, movimentos de mercado e decisões reais que empresas já estão tomando.

Relatórios recentes mostram um padrão claro: profissionais que combinam estratégia, tecnologia e capacidade de adaptação estão avançando. Quem depende apenas de fórmulas antigas, títulos ou experiência passada está ficando vulnerável.

O futuro do trabalho não premia quem sabe mais do mesmo. Premia quem aprende rápido, aplica melhor e evolui continuamente.


A palavra que vai definir o profissional do futuro na área de Logística e Comércio Exterior é ADAPTABILIDADE.

Sim! O profissional que se adapta as mudanças que estão acontecendo na área, será um profissional diferenciado. A capacidade de empresas e profissionais ajustarem estratégias, produtos e processos prontamente em resposta a mudanças tecnológicas, comportamentais ou econômicas será essencial para a sobrevivência, envolve monitorar o consumidor, antecipar tendências e inovar, garantindo vantagem competitiva e relevância a longo prazo. Não é à toa que adaptabilidade é uma das soft skills mais desejadas pelos Headhunters no mercado.

Portanto, compreender a importância da adaptabilidade e aprender a desenvolvê-la é primordial para se destacar e crescer na carreira.

Mas o que é ADAPTABILIDADE?

Por definição, adaptabilidade é a capacidade de se ajustar a novas situações em um determinado ambiente. Porém, quando falamos sobre essa característica no espaço de trabalho, ela vai muito além da flexibilidade ou de simplesmente seguir o fluxo.

Indivíduos adaptáveis desenvolvem um conjunto de habilidades, processos e estruturas para que possam lidar rapidamente com as situações à medida que surgem. São pessoas capazes de aceitar as mudanças, aprender com elas e ainda perceber os pontos positivos dessa transformação.

Existem dois tipos de adaptabilidade: a proativa e a reativa. A primeira envolve a capacidade do profissional de prever e se preparar para oportunidades e desafios, com base na análise de tendências, dados e sua leitura do ambiente que ocupa. Já na reativa, a adaptação só acontece após a mudança de fato.

É importante ressaltar que, assim como muitas outras habilidades sociocomportamentais, a adaptabilidade é uma competência que pode ser aprendida. 

Desenvolver um perfil mais adaptativo pode ser benéfico para todas as áreas da vida, uma vez que indivíduos com essa característica conseguem lidar com situações adversas com mais leveza e paciência.

Características-chave

Sensibilidade cultural, adaptabilidade e uma comunicação eficaz em diferentes contextos são algumas das habilidades essenciais que permitem aos profissionais se destacarem e colaborarem em ambientes multiculturais. Essas características não apenas ajudam a construir relacionamentos de confiança, mas também evitam mal-entendidos e conflitos, promovendo uma convivência harmoniosa e produtiva.


Soft Skils e oportunidade de carreira


78% das empresas no Brasil estão com dificuldade de contratação indica pesquisa, de Indice de confiança Robert Half. Embora o pessimismo esteja em alta, 18% das empresas planejam recrutar mais nos próximos meses, o que demonstra resiliência nas projeções de contratação.


Mas o grande diferencial desses profissionais que tem possibilidade de contratação?

ADAPTABILIDADE que vai elevá-los a um novo nível profissional.

Embora haja instabilidade no mercado, profissionais empregados mantêm confiança em sua empregabilidade individual, indicando percepção de segurança em seus cargos atuais, por estarem se adaptando bem ao atual momento de mercado.   

Assim, tanto a pessoa física como a pessoa jurídica, que tem maior resposta rápida ao momento de mercado e se adapta com flexibilidade e facilidade, irá gerar muitas oportunidades.

Terá um futuro com muitos desafios que rapidamente serão superados.

Renata Palmeira é CEO do RêConecta News, executiva comercial e especialista em Logística, Comércio Exterior e Gestão de Pessoas. Com mais de 25 anos de experiência nos setores de vendas e logística, atua na gestão comercial, desenvolvimento de equipes e soluções logísticas integradas. Fundadora do portal RêConecta News, trabalha para ampliar a visibilidade e o posicionamento estratégico de empresas e profissionais de Comex e Logística, além de atuar como palestrante nas áreas de vendas, marketing e logística.

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Logística

Trabalho temporário cresce 4,5% em 2025 impulsionado pela logística do e-commerce

O trabalho temporário no Brasil encerrou 2025 em alta, com mais de 2,5 milhões de contratos firmados, o que representa um crescimento de 4,5% em comparação com 2024. Os dados são da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (ASSERTTEM), que também aponta que cerca de 500 mil trabalhadores desse total foram efetivados ao longo do ano.

Último trimestre concentra avanço das contratações

Entre outubro e dezembro de 2025, período marcado por maior aquecimento do mercado, foram registrados 522 mil contratos temporários. O volume corresponde a um avanço de 5,1% em relação ao mesmo trimestre de 2024, quando houve 497 mil admissões, segundo levantamento da entidade.

Logística e comércio eletrônico lideram crescimento

De acordo com a ASSERTTEM, o principal motor da expansão do emprego temporário em 2025 foi o comércio eletrônico, especialmente nas áreas de logística e distribuição. O desempenho do setor reflete o avanço da digitalização e a mudança no comportamento do consumidor, que seguem ampliando a demanda por mão de obra flexível.

Além do e-commerce, as grandes redes de varejo também tiveram papel relevante nas contratações, assim como a agroindústria e o turismo, segmentos que mantiveram um ritmo consistente de admissões ao longo do ano.

Flexibilidade explica uso crescente do modelo

Para a associação, o resultado confirma a relevância do regime de trabalho temporário como ferramenta estratégica de gestão de pessoas. O modelo tem sido utilizado para lidar com oscilações econômicas, sazonalidade e a necessidade de flexibilidade operacional em diferentes setores da economia.

Segundo o presidente da ASSERTTEM, Alexandre Leite Lopes, o movimento foi puxado principalmente pelas demandas típicas do fim de ano. “O aumento do consumo, a logística ligada ao e-commerce, o turismo e as datas sazonais tiveram papel central nesse desempenho”, afirmou em nota.

Desempenho individual aumenta chances de efetivação

Lopes destacou ainda que o baixo nível de desemprego no país impõe desafios à contratação de trabalhadores temporários, sobretudo em funções operacionais. Ainda assim, ele ressaltou que as agências de trabalho temporário têm experiência para apoiar as empresas na seleção de profissionais adequados.

O presidente da entidade também afirmou que o desempenho do trabalhador é decisivo para a efetivação. “As empresas valorizam profissionais responsáveis, engajados e dispostos a aprender. Quem demonstra comprometimento tem chances reais de ser efetivado ao fim do contrato ou em um momento posterior”, concluiu.

FONTE: Info Money
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Informação

Davos 2026: o que esperar do Fórum Econômico Mundial e por que o encontro é decisivo para líderes globais

O encontro anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, tem início nesta segunda-feira (19) e volta a reunir representantes de mais de 100 governos, executivos de grandes empresas, formuladores de políticas públicas e lideranças da mídia internacional. Há mais de cinco décadas, o evento se consolidou como um dos principais espaços de debate sobre os rumos da economia global.

Ao longo dos anos, os painéis e discussões do fórum passaram a antecipar transformações que impactam gerações, o mercado de trabalho e a dinâmica dos negócios. Em 2026, temas como inteligência artificial, transição energética e crescimento sustentável ocupam o centro da agenda e devem influenciar decisões que vão além do curto prazo.

Por que Davos 2026 vai além das manchetes

As discussões realizadas em Davos frequentemente servem de base para políticas públicas, estratégias corporativas e acordos internacionais. Em um cenário de rápidas mudanças tecnológicas e geopolíticas, o fórum surge como um termômetro das prioridades globais.

Entre os pontos de atenção deste ano está o avanço acelerado da IA, que evolui em ritmo superior ao da criação de marcos regulatórios. Paralelamente, o mercado de trabalho global passa por uma reconfiguração profunda, com funções sendo redefinidas e uma valorização crescente de certificações e habilidades práticas, em detrimento de diplomas tradicionais.

Os temas centrais do Fórum Econômico Mundial

Segundo o próprio Fórum Econômico Mundial, cinco grandes eixos devem orientar os debates em Davos 2026:

Cooperação em um mundo cada vez mais fragmentado
Geração de novas fontes de crescimento econômico
Investimento contínuo em pessoas e talentos
Implementação da inovação em escala e com responsabilidade
Desenvolvimento econômico respeitando os limites do planeta

Entre esses tópicos, dois ganham destaque especial: investir nas pessoas e implementar a inovação de forma responsável.

IA responsável e o futuro do trabalho

A discussão sobre IA responsável vai além de questões técnicas ou de segurança. Um dos focos centrais é entender como a tecnologia pode coexistir com a geração de empregos e a proteção da força de trabalho.

O Fórum Econômico Mundial projeta que cerca de 800 milhões de jovens entrarão no mercado de trabalho na próxima década. Para absorver esse contingente, a criação de empregos precisará se acelerar, especialmente em áreas ainda inexistentes ou em fase inicial de desenvolvimento.

Estudos da entidade indicam que 22% dos empregos atuais devem mudar nos próximos cinco anos, impulsionados principalmente pela adoção da inteligência artificial. Nesse contexto, investir em requalificação profissional (upskilling) e preparar profissionais para funções emergentes torna-se essencial.

Entre as propostas que podem ganhar força em Davos estão iniciativas de apoio a pequenos negócios, programas estruturados de capacitação para jovens e a inclusão de competências ligadas à IA responsável nos currículos educacionais.

Onde surgirão os novos empregos

Apesar da previsão de extinção de cerca de 92 milhões de postos de trabalho até 2030, o Fórum Econômico Mundial estima a criação de aproximadamente 170 milhões de novas funções, resultando em um saldo positivo no emprego global.

O desafio, no entanto, está em alinhar oferta e demanda por talentos. Sem políticas eficazes de capacitação, o risco é enfrentar demissões em massa ao mesmo tempo em que empresas sofrem com a escassez de profissionais qualificados.

Os debates devem abordar quais setores concentrarão essas novas oportunidades, como cargos tradicionais serão reformulados pela IA e quais regiões do mundo terão maior demanda por determinados perfis profissionais.

Governança da IA e os riscos da “IA sombra”

Outro ponto sensível da agenda é a governança da inteligência artificial. Embora governos e empresas tenham avançado em diretrizes e regulações, ainda há um descompasso entre a adoção acelerada da tecnologia e a implementação de controles eficazes.

A chamada “IA sombra”, caracterizada pelo uso de ferramentas não autorizadas dentro das empresas, já é vista como um risco relevante. Pesquisas indicam que uma parcela significativa das organizações pode sofrer falhas de segurança associadas a esse tipo de prática, muitas vezes sem sequer ter consciência do problema.

Estudos recentes mostram que a maioria dos líderes empresariais demonstra preocupação com o uso de soluções externas de IA sem validação dos departamentos de tecnologia, o que reforça a necessidade de regras claras e alinhamento estratégico.

Um chamado à responsabilidade de longo prazo

Davos 2026 reforça a urgência de equilibrar inovação, responsabilidade e proteção da força de trabalho. Mais do que acompanhar tendências, o encontro convida líderes a repensarem estratégias de talentos, modelos de negócio e a resiliência das organizações diante de transformações cada vez mais rápidas.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: makasana/Getty Images

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Mercado de trabalho

Emprego no comércio Brasil-China cresce mais que nas demais parcerias

A parceria comercial entre o Brasil e a China tem rendido à economia brasileira um crescimento no número de empregos formais maior que as expansões proporcionadas por demais parceiros.

A parceria comercial entre o Brasil e a China tem rendido à economia brasileira um crescimento no número de empregos formais maior que as expansões proporcionadas por demais parceiros.

De 2008 a 2022, o número de empregos ligados a exportações para a China cresceu 62%, superando as expansões identificadas nas parcerias com Estados Unidos (32,3%), Mercosul (25,1%), União Europeia (22,8%) e demais países da América do Sul (17,4%).

No mesmo período, os postos formais de trabalho ligados a atividades de importação proveniente da China cresceram 55,4%, acima das expansões registradas no comércio importador com a América do Sul (21,7%), União Europeia (21%), Estados Unidos (8,7%) e Mercosul (0,3%).

A constatação está no estudo Análise Socioeconômica do Comércio Brasil-China, divulgado esta semana pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O CEBC é uma instituição sem fins lucrativos que promove o diálogo entre empresas dos dois países. O levantamento considerou parceiros no Mercosul a Argentina, Paraguai e Uruguai.

Mais emprego na importação

De acordo com o estudo, nas atividades ligadas a importações, a parceria Brasil-China é a maior empregadora, com mais de 5,567 milhões de postos de trabalho, 145 a mais que a União Europeia (UE). O ano de 2022 foi o primeiro da série histórica (iniciada em 2008) em que o comércio sino-brasileiro atingiu o topo do ranking de empregos.

Já as atividades ligadas ao setor exportador empregavam mais de 2 milhões de pessoas no comércio sino-brasileiro.

Apesar de ter sido o maior aumento ante 2008 (+62%), o comércio exportador para a China fica atrás dos demais parceiros em número absoluto de emprego, perdendo para Mercosul (3,8 milhões), União Europeia (3,6 milhões), América do Sul (3,5 milhões) e os Estados Unidos (3,4 milhões).

A analista do CEBC, Camila Amigo, explica que o comércio sino-brasileiro é o que tem menos empregos na exportação por causa do perfil da pauta exportadora para a China, dominada por produtos agropecuários e minerais.

“Esses setores, embora altamente competitivos e estratégicos, geram proporcionalmente menos postos de trabalho devido ao seu alto nível de mecanização em comparação a segmentos industriais mais diversificados, como aqueles que têm maior peso nas exportações brasileiras para Estados Unidos, União Europeia e Mercosul”, diz à Agência Brasil.

Os dados sobre vagas ocupadas foram colhidos pelos pesquisadores por meio da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), um relatório que empresas fornecem ao Ministério do Trabalho e Emprego. Dessa forma, os dados da pesquisa se referem a empregos formais.

O CEBP separa o número de empregos entre importadoras e exportadoras, pois algumas empresas atuam nas duas pontas, o que causaria duplicidade se os dois contingentes fossem somados.

Metade do superávit brasileiro

A China é o principal parceiro econômico do Brasil, seja nas exportações ou importações. Em 2024 existiam no Brasil cerca de 3 milhões de empresas que exportaram para a China e 40 mil com atividade de importação.

Em 2024, segundo o estudo, o país asiático foi destino de 28% das vendas externas brasileiras e origem de 24% de nossas compras externas.

A parceria tem resultado em superávit no lado brasileiro, isto é, vendemos mais do que compramos. Em dez anos, o Brasil acumulou saldo positivo de US$ 276 bilhões. Esse montante representa metade (51%) do nosso superávit com o mundo como um todo nesse período.

Para os autores do estudo, a relação comercial com a China é estratégica não apenas no comércio exterior, sendo também um pilar da estabilidade macroeconômica.

“A manutenção do superávit comercial do Brasil com a China por tantos anos contribuiu para reduzir a vulnerabilidade externa e elevar as reservas internacionais do país”, assinala trecho.

“Esse cenário favoreceu o equilíbrio do balanço de pagamentos com a entrada líquida de dólares, o que ajudou a suavizar a volatilidade cambial, proteger a economia de choques internacionais e ancorar expectativas em períodos de instabilidade global”, completa o texto.

Futuro da relação

A analista Camila Amigo avalia que no cenário em que o Brasil enfrenta o tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, que aplica taxas de até 50% parte dos produtos brasileiros vendidos aos americanos, o comércio sino-brasileiro apresenta bases sólidas e estruturais e se sustenta na complementaridade entre os dois países.

“A China depende do Brasil como fornecedor estável de alimentos, energia e minerais, enquanto o Brasil garante acesso ao maior mercado consumidor do mundo e importa produtos importantes para a produção nacional”, avalia.

“O futuro da relação comercial sino-brasileira deve estar baseado em confiança, buscar por diversificação das exportações, sustentabilidade e inclusão socioeconômica, aproveitando não apenas a demanda por commodities, mas também o espaço para novos produtos e novas empresas nesse comércio”, conclui.

Fonte: Bem Paraná

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Exportação, Mercado de trabalho

Exportações impulsionam geração de empregos nas empresas brasileiras, aponta estudo da Secex

Foram analisadas mais de três mil empresas exportadoras dos setores da agropecuária e das indústrias extrativa e de transformação

Empresas brasileiras que passam a exportar aumentam, em média, 37,6% o número de empregados. É o que revela o estudo “Efeito aprendizagem nas exportações: como a inserção internacional transforma as empresas brasileiras”, elaborado pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

O levantamento confirma que a entrada no mercado internacional tem impacto direto sobre a geração de empregos formais. O estudo, que analisou dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e da Secex entre 2010 e 2019, mostra que os efeitos positivos são consistentes ao longo do tempo e se mantêm para empresas de diferentes portes, que atuam em diversos setores da economia e exportam para diferentes mercados.

Embora o salário médio não tenha apresentado variação estatisticamente significativa, o aumento no número de contratações fez com que a massa salarial total das exportadoras crescesse proporcionalmente mais. Além disso, uma amostra de empresas ativas em 2011 e 2018 revelou que trabalhadores que permaneceram nas mesmas empresas tiveram aumentos salariais médios mais expressivos do que os de empresas não exportadoras: 31,9% nas exportadoras, contra 29,2% nas não exportadoras.

O estudo considerou o chamado efeito de “autosseleção”, a tendência de empresas mais produtivas se tornarem exportadoras, e confirmou que há um ganho real de emprego associado ao fato de passarem exportação.

Amostra

Foram analisadas mais de três mil empresas exportadoras dos setores agropecuário, extrativo e de transformação. Setores ligados a serviços, comércio e construção civil foram excluídos por não terem como atividade principal a produção de bens para exportação. A amostra incluiu apenas empresas com, pelo menos, cinco empregados em todos os anos, garantindo maior consistência à análise.

A análise também dialoga com o relatório “Perfil das Firmas Exportadoras Brasileiras”, publicado pela Secex em 2023, que mostra que as empresas exportadoras são maiores, mais qualificadas e pagam salários mais altos do que as não exportadoras — mesmo dentro do mesmo setor e porte.

Os novos resultados do estudo apontam que o ato de exportar possui papel fundamental nas diferenças relacionadas ao tamanho das empresas, reforçando que políticas de promoção às exportações têm potencial para impulsionar a geração de emprego formal no país.

Fonte: MDIC

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