Comércio Internacional

Maersk fecha 2025 com receita de US$ 54 bilhões e reforça estratégia de eficiência operacional

A Maersk, uma das maiores companhias globais de transporte marítimo e logística integrada, encerrou 2025 com receita de US$ 54 bilhões, segundo balanço divulgado no último dia 05. O resultado operacional medido pelo EBITDA atingiu US$ 9,5 bilhões, enquanto o EBIT totalizou US$ 3,5 bilhões.

O desempenho foi impulsionado pelo aumento dos volumes transportados, ajustes operacionais e um rigoroso controle de custos, mesmo diante de um cenário internacional marcado por volatilidade econômica e excesso de oferta no transporte marítimo.

Corte de custos e reestruturação corporativa

Dentro da política de disciplina financeira, a companhia anunciou a redução de US$ 180 milhões em despesas corporativas. A medida inclui o encerramento de aproximadamente 1.000 posições administrativas, o que representa cerca de 15% do quadro corporativo global.

A iniciativa faz parte de um plano mais amplo voltado à otimização da estrutura organizacional e à preservação da competitividade em um mercado pressionado por margens mais estreitas.

Segmento de Terminais registra melhor resultado da história

O braço de Terminais apresentou o melhor desempenho desde o início da série histórica da empresa, com crescimento de 20% na receita. O avanço foi impulsionado pelo aumento no volume de cargas, reajustes tarifários e expansão das receitas com armazenagem.

Somente no quarto trimestre, os volumes operados cresceram 8,4%, com destaque para os mercados das Américas e da Europa, que lideraram a expansão.

Divisão Ocean cresce em volume, mas enfrenta pressão nas tarifas

A divisão Ocean, responsável pelo transporte marítimo de contêineres, registrou alta de 4,9% nos volumes em 2025, acompanhando a média do mercado global de contêineres.

Apesar do crescimento operacional, a rentabilidade do segmento foi impactada pela queda nas tarifas de frete, reflexo do excesso de capacidade da frota mundial. Ainda assim, a Maersk destacou ganhos de produtividade com a implementação da nova rede Leste-Oeste, que alcançou mais de 90% de pontualidade, contribuindo para maior confiabilidade e redução de custos operacionais.

Logística & Serviços avança em eficiência

O segmento de Logística & Serviços apresentou melhora consistente nas margens e na eficiência, especialmente nas operações de armazenagem e e-fulfillment.

Em 2025, a área passou por uma reorganização estrutural e foi dividida em três frentes:

  • Landside, com gestão local;
  • Forwarding, sob coordenação global;
  • Solutions, também com gestão global.

Apesar da evolução, a companhia reconhece que ainda há espaço para ampliar o potencial do negócio.

Projeções para 2026 e revisão contábil da frota

Para 2026, a Maersk projeta que o mercado global de contêineres cresça entre 2% e 4%, e pretende acompanhar o ritmo do setor.

A empresa também anunciou a ampliação da vida útil contábil de seus navios, passando de 20 para 25 anos. A medida deve gerar uma redução de aproximadamente US$ 700 milhões em custos, fortalecendo a estratégia de eficiência financeira no médio e longo prazo.

Fonte: Balanço corporativo da Maersk.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: Divulgação / Maersk

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Maersk reestrutura rede marítima, corta custos e sustenta crescimento mesmo com queda nas tarifas

A Maersk, uma das maiores empresas globais de transporte marítimo e logística integrada, fechou 2025 com receita de US$ 54 bilhões, mantendo trajetória de crescimento apesar da pressão sobre as tarifas de frete. O EBITDA somou US$ 9,5 bilhões, enquanto o EBIT alcançou US$ 3,5 bilhões, segundo balanço divulgado na quinta-feira (5).

De acordo com a companhia, o resultado foi impulsionado pelo aumento dos volumes transportados, ajustes na rede marítima e uma política rigorosa de controle de custos, em um cenário internacional marcado por volatilidade e excesso de capacidade no setor.

Corte de custos e ajuste da estrutura corporativa

Como parte da estratégia de disciplina financeira, a Maersk anunciou a redução de US$ 180 milhões em custos corporativos. A medida inclui o encerramento de cerca de 1.000 cargos administrativos, o equivalente a aproximadamente 15% das posições corporativas globais.

A empresa afirma que a iniciativa visa tornar a operação mais enxuta e preparada para ciclos de mercado mais desafiadores.

Terminais registram melhor desempenho histórico

O segmento de Terminais apresentou o melhor resultado de sua série histórica, com crescimento de 20% na receita. O desempenho foi impulsionado pelo aumento dos volumes operados, reajustes tarifários e maior receita com armazenagem.

No quarto trimestre, os volumes avançaram 8,4%, com destaque para as operações nas Américas e na Europa, reforçando a relevância desses mercados para o grupo.

Divisão Ocean cresce em volume, mas sofre com tarifas

Na divisão Ocean, responsável pelo transporte marítimo de contêineres, os volumes cresceram 4,9% em 2025, acompanhando o ritmo do mercado global. A rentabilidade, porém, foi impactada pela queda das tarifas de frete, consequência direta da elevada oferta de navios no mercado internacional.

Mesmo diante desse cenário, a Maersk destacou ganhos operacionais com a nova rede Leste-Oeste, que atingiu mais de 90% de pontualidade, contribuindo para maior confiabilidade do serviço e redução de custos.

Logística avança em eficiência e passa por reorganização

O segmento de Logística & Serviços apresentou evolução gradual nas margens e na eficiência operacional, especialmente nas áreas de armazenagem e e-fulfillment. A companhia reconhece, no entanto, que o negócio ainda não atingiu todo o seu potencial.

Em 2025, a divisão passou por uma reorganização e foi estruturada em três frentes: Landside, com gestão local; Forwarding, sob gestão global; e Solutions, também com comando global.

Perspectivas para 2026 e foco no longo prazo

Para 2026, a Maersk projeta crescimento do mercado global de contêineres entre 2% e 4%, com a expectativa de acompanhar o desempenho do setor. A empresa também anunciou a revisão da vida útil contábil de seus navios, ampliando o período de 20 para 25 anos.

A mudança deve gerar uma redução de custos estimada em US$ 700 milhões, reforçando a estratégia de eficiência financeira e sustentabilidade dos resultados no médio e longo prazo.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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