Exportação

Exportação mundial de café cresce 10,45% em dezembro, aponta OIC

A exportação mundial de café registrou forte avanço em dezembro, alcançando 11,94 milhões de sacas de 60 kg. O volume corresponde ao terceiro mês da safra 2025/26 e representa um crescimento de 10,45% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 10,81 milhões de sacas.

Os dados constam do relatório mensal divulgado pela Organização Internacional do Café (OIC), que acompanha o desempenho do comércio global do produto.

Desempenho no início da safra 2025/26

No acumulado dos três primeiros meses da safra atual, as exportações globais de café somaram 33,76 milhões de sacas. O resultado indica uma alta de 5,5% frente ao mesmo intervalo do ciclo anterior, que havia registrado 31,99 milhões de sacas.

O desempenho reforça a recuperação gradual do fluxo internacional do grão no início da temporada.

Exportações de café arábica recuam

Considerando os 12 meses encerrados em dezembro, o volume exportado de café arábica totalizou 84,67 milhões de sacas. O número representa uma retração de 1,12% na comparação com a temporada anterior, quando os embarques atingiram 85,72 milhões de sacas.

Robusta mantém trajetória de alta

Em sentido oposto, as exportações de café robusta apresentaram crescimento expressivo no período analisado. Os embarques avançaram 8,83% em base anual, passando de 52,89 milhões para 57,56 milhões de sacas, evidenciando maior participação da variedade no comércio internacional.

FONTE: Compre Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Comércio

Brasil lidera o mercado mundial de café enquanto Índia avança no segmento premium

O café brasileiro segue como pilar do mercado global e sustenta uma liderança construída ao longo de décadas. Ao mesmo tempo, o crescimento acelerado da indústria cafeeira da Índia começa a atrair a atenção de analistas e investidores, especialmente por estratégias focadas no mercado premium. Apesar do movimento indiano, o Brasil mantém ampla vantagem em volume, estrutura produtiva e influência sobre os preços internacionais.

Avanço da indústria cafeeira da Índia chama atenção

Nos últimos anos, a produção de café na Índia registrou expansão relevante, impulsionada por variedades específicas de grãos e por um reposicionamento estratégico no comércio internacional. Projeções setoriais divulgadas até 2024 indicam que o mercado indiano deve crescer 8,9% até 2028.

Como reflexo direto, o mercado de café da Índia pode alcançar cerca de US$ 3,2 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 16 bilhões. Em horizontes mais longos, estimativas apontam que a produção indiana pode chegar a 9 milhões de toneladas até 2047, reforçando o planejamento de expansão do país.

Ainda assim, especialistas destacam que esse avanço ocorre a partir de uma base produtiva menor, o que reduz impactos imediatos sobre o equilíbrio global entre oferta e demanda.

Brasil mantém domínio histórico no mercado de café

Enquanto a Índia cresce, o Brasil segue como maior produtor e exportador de café do mundo. O país lidera o setor há décadas, apoiado em uma cadeia produtiva robusta, infraestrutura consolidada e presença estratégica nos principais mercados consumidores.

Dados amplamente utilizados pelo mercado internacional mostram que a produção brasileira de café gira em torno de 69,9 milhões de sacas por ano. Cada saca corresponde a 60 quilos, padrão internacional que evidencia a escala e a regularidade da oferta nacional.

Além do volume, o Brasil exerce papel central na formação dos preços globais do café, combinando diversidade de grãos, previsibilidade de produção e capacidade logística.

Ranking global evidencia vantagem brasileira

O cenário internacional reforça a distância entre o Brasil e seus concorrentes. De acordo com dados consolidados entre 2020 e 2024, os maiores produtores e exportadores de café são:

Brasil: cerca de 69,9 milhões de sacas
Vietnã: aproximadamente 31,3 milhões de sacas
Colômbia: cerca de 11,6 milhões de sacas
Indonésia: em torno de 11,0 milhões de sacas
Etiópia: aproximadamente 8,5 milhões de sacas
Índia: entre 6 e 7 milhões de sacas
Honduras: cerca de 5 milhões de sacas
Peru: aproximadamente 4 milhões de sacas
México: em torno de 3,8 milhões de sacas

Os números, recorrentes em relatórios e análises do mercado cafeeiro internacional, confirmam a liderança isolada do Brasil.

Crescimento da Índia não ameaça hegemonia brasileira

Apesar do avanço indiano no médio e longo prazo, o Brasil permanece em patamar superior em volume, influência e estabilidade produtiva. As projeções até 2028 e 2047 indicam expansão da Índia, mas sem força suficiente para alterar, no curto ou médio prazo, a hegemonia brasileira no mercado mundial de café.

Dessa forma, o setor acompanha com atenção a evolução da produção indiana, enquanto o café do Brasil continua como principal referência global e base para o equilíbrio do mercado internacional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Exportação

Exportações de café recuam em volume, mas faturamento cresce com preços altos no mercado internacional

As exportações brasileiras de café apresentam um comportamento contraditório na safra 2025/26. Embora o país tenha embarcado menos produto, a receita com vendas externas avançou de forma expressiva, sustentada pela valorização das cotações internacionais. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), analisados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Menor volume exportado e faturamento em alta

Entre julho e novembro, o Brasil enviou ao exterior 17,43 milhões de sacas de 60 quilos, volume 21,7% inferior ao registrado no mesmo intervalo da safra anterior. Em contrapartida, o faturamento alcançou US$ 6,72 bilhões, alta de 11,6% na comparação anual, impulsionada pelos preços elevados do café no mercado global.

Pesquisadores do Cepea apontam que a retração nos embarques está diretamente relacionada à redução das vendas para os Estados Unidos, principal destino do café brasileiro. A tarifa aplicada pelo governo norte-americano entre agosto e novembro de 2025, somada à menor oferta interna e à demanda mais fraca diante dos preços altos, contribuiu para o recuo do volume exportado.

Mercado internacional de café opera sob pressão

Apesar do avanço na receita brasileira, o mercado internacional de café iniciou esta quarta-feira (17) em baixa. As cotações do café arábica e do café robusta recuaram nas principais bolsas, refletindo tanto o avanço da safra no Vietnã quanto a previsão de chuvas nas regiões produtoras do Brasil.

Segundo o Escritório Carvalhaes, a entrada da nova safra vietnamita de robusta e a expectativa de aumento das precipitações em Minas Gerais e São Paulo pressionam os preços em Nova York e Londres, reduzindo o ritmo das negociações no mercado físico nacional.

Safra vietnamita amplia oferta global

O Escritório Nacional de Estatísticas do Vietnã informou que as exportações de café do país cresceram 39% em novembro de 2025, somando 88 mil toneladas. De janeiro a novembro, os embarques atingiram 1,398 milhão de toneladas, avanço de 14,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A Bloomberg acrescenta que a produção de café do Vietnã na safra 2025/26 deve ser cerca de 10% maior que a anterior, reforçando a oferta global e intensificando a pressão negativa sobre os preços.

Relatório do Itaú BBA indica ainda que o próximo ciclo deve registrar recuperação relevante da produção de café arábica e estabilidade ou leve retração no robusta, o que pode resultar em um superávit global próximo de 7 milhões de sacas entre produção e consumo.

Cotações do café recuam nas bolsas internacionais

Por volta das 10h (horário de Brasília), o arábica caía 840 pontos no contrato dezembro/25, negociado a 379,30 cents por libra-peso. O vencimento março/26 recuava 95 pontos, para 351,15 cents/lbp, enquanto maio/26 era cotado a 335,60 cents/lbp, com baixa de 90 pontos.

No caso do robusta, as perdas variavam entre US$ 48 e US$ 62 por tonelada. O contrato janeiro/26 era negociado a US$ 3.887 por tonelada, enquanto o vencimento maio/26 marcava US$ 3.706 por tonelada, conforme dados do mercado internacional.

Chuvas no Sudeste podem afetar produção e qualidade

De acordo com o Climatempo, uma frente fria avança pelo oceano na altura da costa Sudeste desde terça-feira (16), favorecendo a formação de chuvas intensas e persistentes nas principais áreas cafeeiras, especialmente em Minas Gerais e São Paulo.

A previsão indica manutenção da instabilidade até o fim da semana, com posterior redução do volume de precipitações. Embora o cenário traga alívio hídrico aos cafezais, o excesso de chuva pode atrasar etapas da colheita e afetar a qualidade do café, fator acompanhado de perto por produtores e exportadores.

Receita maior, mas cenário global segue desafiador

O desempenho do café brasileiro evidencia um ambiente de contrastes. O país se beneficia de preços internacionais mais altos, elevando o faturamento, mas enfrenta queda no volume exportado e um mercado global pressionado pela maior oferta e pela instabilidade climática.

Analistas avaliam que a volatilidade nas cotações do café deve persistir nas próximas semanas, até que haja maior definição sobre a safra 2025/26 do Vietnã e os efeitos do clima no Brasil, elementos-chave para o equilíbrio entre oferta e demanda mundial.

FONTE: Portal do Agronegócio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Diego Vargas

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Comércio Exterior

Brasil ganha novo aliado na Europa após conflito comercial com os EUA

O recente conflito comercial entre Brasil e Estados Unidos, desencadeado pelo aumento das tarifas americanas sobre o café brasileiro, está redesenhando o cenário global de exportações do grão. Em agosto, as vendas externas do Brasil caíram 17,5% em comparação ao mesmo mês de 2024, mas o país conquistou um novo parceiro estratégico: a Alemanha, que ultrapassou os EUA como principal comprador do café nacional.

Alemanha assume liderança nas importações

De acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), os Estados Unidos importaram 301 mil sacas de café em agosto, 46% menos que no mesmo período do ano anterior. A Alemanha, por sua vez, adquiriu 414 mil sacas, consolidando-se como o maior destino mensal do produto brasileiro.

“Os americanos deixaram de ser nossos maiores compradores em agosto, descendo para o segundo lugar. Essa queda já reflete o impacto das tarifas impostas”, explica Márcio Ferreira, presidente do Cecafé. Ele ressalta que, apesar dos EUA ainda liderarem o acumulado anual, a tendência é que haja maior diversificação de destinos nos próximos meses.

Colômbia surpreende com alta nas compras

Contrariando a tendência de queda dos EUA, a Colômbia — tradicional concorrente do Brasil na exportação de café — ampliou significativamente suas aquisições do grão brasileiro. O volume comprado passou de 16 mil para 112 mil sacas de 60 kg, um aumento de 578% em relação a agosto de 2024.

O crescimento expressivo se deve à necessidade do país de suprir o mercado interno e reexportar parte do café, aproveitando o regime de drawback, que oferece benefícios fiscais para importações destinadas à produção de produtos exportáveis.

Tarifaço provoca volatilidade no mercado global

Segundo Márcio Ferreira, o aumento tarifário imposto pelos EUA gerou forte volatilidade nos preços internacionais, em um cenário já pressionado pela oferta limitada e por safras afetadas por condições climáticas adversas.

“Os fundamentos já apontavam alta, mas as tarifas desorganizaram o mercado e abriram espaço para movimentos especulativos”, afirma Ferreira. Apesar da queda nas exportações em agosto, o setor mostra sinais de recuperação: em setembro, os embarques somaram 3,75 milhões de sacas, representando uma redução menor, de 18,4%, em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Europa e Ásia se consolidam como novos mercados

Marcos Matos, diretor-executivo do Cecafé, destaca a importância da expansão para novos destinos. Além da Alemanha, países como Itália, Japão, China, Rússia e Turquia vêm ampliando sua participação nas importações de café brasileiro.

“Há uma grande realocação. Menor disponibilidade eleva o preço, mas também diversifica nossos mercados. Os países europeus e asiáticos estão garantindo seus estoques e aumentando a demanda por café do Brasil”, afirma Matos.

FONTE: Diário do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: iStock

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