Tecnologia

Carros elétricos com maior autonomia no Brasil em 2026: veja o top 10

O mercado de carros elétricos no Brasil segue em ritmo acelerado. Em 2025, as vendas cresceram 30% na comparação com o ano anterior, somando 80.178 unidades emplacadas. O avanço continua em 2026: apenas em janeiro, a alta foi de 88% sobre o mesmo mês do ano passado.

Com a expansão do segmento, cresce também a oferta de modelos, que variam em potência, tecnologia de recarga e, principalmente, autonomia — fator decisivo para muitos consumidores na hora da compra.

Ranking considera dados oficiais do Inmetro

Para listar os modelos com maior alcance, foram considerados os dados mais recentes do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), por meio do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), que avalia a eficiência energética dos veículos vendidos no país.

O ranking leva em conta a maior autonomia declarada para cada modelo. Em casos de empate, o critério de desempate adotado foi o menor consumo energético (MJ/km). Apenas a versão mais eficiente de cada veículo entrou na lista.

Os 10 carros elétricos com maior autonomia em 2026

10º) Audi SQ6 Sportback e-tron Quattro — 428 km

Preço: a partir de R$ 684.990
Potência: 517 cv
Torque: 80 kgfm
Consumo energético: 0,60 MJ/km
Autonomia: 428 km

9º) BYD Tan GS 700EV — 430 km

Preço: a partir de R$ 536.800
Potência: 517 cv
Torque: 69,4 kgfm
Consumo energético: 0,73 MJ/km
Autonomia: 430 km

8º) GAC Hyptec HT Ultra — 431 km

Preço: a partir de R$ 536.800
Potência: 517 cv
Torque: 69,4 kgfm
Consumo energético: 0,53 MJ/km
Autonomia: 431 km

7º) Kia EV9 GTL — 434 km

Preço: a partir de R$ 749.990
Potência: 385 cv
Torque: 71,4 kgfm
Consumo energético: 0,65 MJ/km
Autonomia: 434 km

6º) Porsche Macan E4 — 443 km

Preço: a partir de R$ 690.000
Potência: 387 cv (408 cv com Overboost)
Torque: 66,2 kgfm
Consumo energético: 0,61 MJ/km
Autonomia: 443 km

5º) Chevrolet Equinox EV — 443 km

Preço: a partir de R$ 349.900
Potência: 292 cv
Torque: 46 kgfm
Consumo energético: 0,56 MJ/km
Autonomia: 443 km

4º) Audi A6 e-tron — 445 km

Preço: a partir de R$ 649.990
Potência: 367 cv
Torque: 59,1 kgfm
Consumo energético: 0,59 MJ/km
Autonomia: 445 km

3º) Volvo EX90 — 459 km

Preço: a partir de R$ 849.950
Potência: 524 cv
Torque: 92,8 kgfm
Consumo energético: 0,68 MJ/km
Autonomia: 459 km

2º) BMW i7 xDrive60 — 467 km

Preço: a partir de R$ 1.373.950
Potência: 544 cv
Torque: 75,9 kgfm
Consumo energético: 0,65 MJ/km
Autonomia: 467 km

1º) Chevrolet Blazer EV — 481 km

Preço: a partir de R$ 503.190
Potência: 347 cv
Torque: 44,9 kgfm
Consumo energético: 0,63 MJ/km
Autonomia: 481 km

Autonomia se consolida como fator decisivo

A crescente procura por veículos elétricos tem relação direta com a evolução das baterias e com o aumento da infraestrutura de recarga no país. Nesse cenário, a autonomia elevada tornou-se um dos principais argumentos de venda, especialmente para quem percorre longas distâncias ou busca mais independência entre as recargas.

O levantamento mostra que, além de diversidade de preços — do segmento médio ao luxo —, o mercado brasileiro já oferece opções capazes de rodar mais de 480 km com uma única carga.

FONTE: AutoEsporte
TEXTO: Redação
IMAGEM: Renato Durães/Autoesporte

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Indústria

Brasil entra na disputa global pela indústria dos carros elétricos

O Brasil passou a integrar a corrida internacional pela nova indústria dos carros elétricos, em um momento em que a eletrificação deixou de ser apenas uma tendência ambiental e se transformou em um eixo central de reorganização da indústria automotiva global. Um relatório recente da Carbon Tracker aponta que o avanço dos veículos elétricos a bateria (BEVs) vem alterando custos, cadeias de suprimentos e decisões de investimento em todo o mundo.

Escala chinesa redefine o mercado global

O estudo destaca que a principal mudança estrutural ocorreu a partir da escala produtiva da China, que conseguiu reduzir de forma expressiva o custo das baterias elétricas ao longo da última década. Com isso, os carros elétricos deixaram de ser um produto restrito a nichos e passaram a disputar o mercado de massa.

Atualmente, a China concentra a maior parte da produção global de BEVs e seus fabricantes avançam para mercados internacionais, ampliando a competição e pressionando montadoras tradicionais.

Tarifas em países ricos impulsionam emergentes

Ao mesmo tempo, Estados Unidos e Europa elevaram tarifas para proteger suas indústrias locais, o que tem redirecionado investimentos para economias emergentes. Nesse contexto, o Brasil surge como um dos destinos mais estratégicos para a expansão industrial ligada à eletrificação.

Segundo a Carbon Tracker, essa dinâmica transforma a transição energética em uma disputa industrial, na qual países que atraem produção local tendem a concentrar empregos, tecnologia e capital, enquanto aqueles que se limitam ao consumo correm o risco de perder relevância.

Vantagens competitivas do Brasil

O relatório aponta que o Brasil reúne condições favoráveis para capturar parte dessa nova cadeia produtiva. Entre os principais fatores estão:

  • Matriz elétrica majoritariamente limpa
  • Reservas de minerais estratégicos
  • Base industrial automotiva consolidada

Esses elementos ampliam a capacidade do país de receber fábricas, centros de desenvolvimento e investimentos ligados aos veículos elétricos.

Riscos regulatórios e sinais contraditórios

Apesar das oportunidades, o estudo alerta que atrasos regulatórios e mensagens pouco claras de política industrial podem comprometer o ritmo da transição. Segundo a Carbon Tracker, a falta de direcionamento aumenta o risco de o Brasil permanecer atrelado a tecnologias que o mercado global começa a deixar para trás.

Nesse cenário, a crescente presença de fabricantes chineses no país passa a representar mais do que uma estratégia comercial: é um indicativo de uma mudança estrutural na indústria automotiva brasileira.

Eletrificação como caminho inevitável

Para a Carbon Tracker, a eletrificação já não é mais uma hipótese futura, mas uma transformação inevitável. O diferencial entre os países passa a ser a velocidade de adaptação e a capacidade de se posicionar estrategicamente na nova configuração do setor.

Após protagonizar duas grandes mudanças — com o etanol e os veículos flex —, o Brasil se depara com mais uma inflexão tecnológica. Desta vez, impulsionada pelos carros elétricos e pela reorganização global da produção automotiva.

No fim, a discussão vai além dos veículos. Trata-se de definir onde estarão os empregos, as fábricas e os investimentos do futuro. Para o Brasil, a questão central já não é se os elétricos vão dominar o mercado, mas qual papel o país pretende desempenhar na próxima fase da indústria automotiva.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BYD

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Tecnologia

Carros eletrificados já representam 14% das vendas no Brasil em janeiro de 2026

O mercado automotivo brasileiro iniciou janeiro de 2026 sem grandes rupturas, repetindo um comportamento já esperado após o pico artificial registrado em dezembro. Com o fim das campanhas promocionais e a sazonalidade típica do começo do ano, os emplacamentos retornaram a um nível mais próximo da média histórica. Ainda assim, a eletrificação de veículos segue como o principal vetor de transformação do setor, avançando de forma gradual e estrutural.

Mercado volta à normalidade após dezembro inflado

Segundo dados da Bright Consulting, foram vendidos 161.803 veículos leves no Brasil em janeiro. O volume representa uma queda de 38,9% em relação a dezembro, quando os emplacamentos chegaram a 264.946 unidades. Na comparação anual, houve crescimento discreto de 1,4% frente a janeiro de 2025.

Com 21 dias úteis, a média diária ficou em aproximadamente 7,7 mil veículos, superior à do mesmo mês do ano anterior, mas bem distante do ritmo excepcional observado no fim de 2025. O cenário indica uma normalização sazonal, e não uma retomada consistente da demanda.

Eletrificados já somam 16,3% dos emplacamentos

Os carros eletrificados totalizaram 26.361 unidades em janeiro, o que equivale a 16,3% do mercado. Embora o número seja inferior ao de dezembro, quando foram registrados 37.822 emplacamentos, a comparação anual revela avanço expressivo sobre janeiro de 2025.

A retração mensal é atribuída principalmente ao encerramento de incentivos comerciais e ao comportamento tradicionalmente mais fraco do início do ano, sem comprometer a tendência de crescimento do segmento.

Eletrificação real ganha espaço no Brasil

Ao excluir os MHEV (micro-híbridos) da conta, a eletrificação no Brasil mostra um retrato ainda mais relevante. Os chamados eletrificados reais, que contam com tração elétrica parcial ou integral, somaram 23.025 unidades no mês.

Isso significa que cerca de 90% dos eletrificados vendidos já oferecem participação efetiva do motor elétrico. Em relação ao mercado total, esses modelos representam aproximadamente 14,2% dos emplacamentos, um patamar que até poucos anos atrás parecia distante da realidade brasileira.

Modelos eletrificados mais vendidos em janeiro

Entre os destaques por categoria, alguns modelos concentraram a liderança:

  • BEV (100% elétrico): BYD Dolphin Mini – 2.840 unidades
  • PHEV (híbrido plug-in): BYD Song Pro – 2.230 unidades
  • HEV (híbrido convencional): Toyota Corolla Cross
  • MHEV (micro-híbrido): Fiat Fastback – 1.309 unidades

Nesse cenário, a BYD se consolida como a principal marca de eletrificados entre as montadoras generalistas, com volumes cada vez mais próximos aos das fabricantes tradicionais.

Transição energética avança apesar da demanda fraca

O início de 2026 confirma um mercado automotivo que cresce pouco e segue pressionado por fatores macroeconômicos. Ainda assim, a mudança no perfil da frota avança de forma consistente, com os SUVs dominando o mix e a eletrificação deixando de ser um nicho para se tornar parte estrutural do setor.

Mesmo em um ambiente de consumo moderado, os números indicam que a transição energética no Brasil já ocorre em ritmo próprio, cada vez mais integrada ao volume regular de vendas.

FONTE: InsideEvs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Exportação

China lança navio Glovis Leader com capacidade para quase 11 mil veículos e fortalece exportações automotivas

A China estreou um novo navio RoRo (roll-on/roll-off), o Glovis Leader, capaz de transportar até 10.800 veículos por viagem. Considerada uma das maiores embarcações do mundo para transporte automotivo, a iniciativa reforça a estratégia chinesa de ampliar a presença internacional de carros elétricos e híbridos, principalmente em rotas para a Europa e Américas.

Navio de grande porte e alta flexibilidade

Construído no estaleiro Guangzhou Shipyard International pela Hyundai, o Glovis Leader supera em cerca de 1.800 veículos os maiores transportadores atualmente em operação, incluindo os utilizados pelas principais montadoras chinesas.

A embarcação mede aproximadamente 230 metros de comprimento e 40 metros de largura, contando com 14 conveses para veículos, sendo cinco móveis, o que garante flexibilidade para diferentes tipos de cargas e otimiza a operação logística.

China reforça exportações de carros elétricos e híbridos

O lançamento do navio coincide com o fortalecimento da indústria automotiva chinesa no mercado internacional. A BYD, uma das maiores exportadoras mundiais de veículos eletrificados, já mantém frota própria de navios RoRo que transportam milhares de unidades para o Brasil, Argentina e outros países da América Latina.

Em 2025, o navio BYD Shenzhen, um dos maiores porta-carros em operação, iniciou sua primeira viagem ao Brasil com mais de 7.000 veículos elétricos e híbridos, consolidando a estratégia da marca de controlar diretamente grande parte da cadeia logística de exportação.

Navios próprios como estratégia logística

Especialistas destacam que o uso de embarcações próprias tem se tornado essencial para fabricantes chineses. Além de reduzir custos logísticos, essa prática aumenta a previsibilidade das entregas e permite atender à crescente demanda por veículos eletrificados fora da China.

Navios de grande porte, como o Glovis Leader, têm capacidade para aportar em terminais brasileiros, incluindo Vitória e Itajaí, potencializando o fluxo de importação de carros automotivos chineses no país.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Glovis/Reprodução

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Comércio

Vendas de carros no Brasil devem alcançar 2,5 milhões em 2026, projetam concessionárias

Mercado automotivo fecha 2025 abaixo do esperado
As vendas de veículos no Brasil encerraram 2025 em um patamar inferior às projeções iniciais. Foram licenciados 2,54 milhões de automóveis e comerciais leves, crescimento de 2,6% na comparação com o ano anterior, segundo dados divulgados pela Fenabrave, entidade que representa os concessionários.

O resultado ficou levemente abaixo da estimativa anterior, que apontava avanço de 3%, mas ainda assim manteve o mercado em trajetória de crescimento.

Expectativa positiva para 2026
Apesar do desempenho mais moderado em 2025, a perspectiva para o próximo ano é otimista. A Fenabrave estima que o Brasil deve vender cerca de 2,52 milhões de carros em 2026, o que representaria um crescimento de 3% sobre o volume atual.

De acordo com o vice-presidente da entidade, Sérgio Dante Zonta, trata-se de um número expressivo, embora ainda distante do recorde histórico do setor.

Mercado segue abaixo do pico histórico
O maior volume de vendas da história do mercado automotivo brasileiro foi registrado em 2012, quando os emplacamentos somaram 3,63 milhões de veículos. Mesmo com a recuperação gradual, a expectativa para 2026 ainda é cerca de 30% inferior a esse patamar.

Segundo Zonta, a principal limitação continua sendo o ambiente de juros elevados, que afeta diretamente o crédito e o poder de compra dos consumidores.

Desempenho forte em dezembro
Em dezembro, os emplacamentos de veículos alcançaram 267,1 mil unidades. O número representa alta de 17,6% em relação a novembro e crescimento de 9,6% na comparação com dezembro do ano anterior.

O desempenho mensal ajudou a sustentar o crescimento anual, mesmo em um cenário macroeconômico desafiador.

Salão do Automóvel teve impacto limitado
Na avaliação da Fenabrave, a realização do Salão do Automóvel, que voltou a ocorrer após sete anos de hiato, não teve influência significativa sobre as vendas.

O evento, realizado em novembro, registrou bom público, mas não foi suficiente para impulsionar os emplacamentos em um ano marcado por crédito restrito e taxas de juros elevadas, segundo o diretor executivo da entidade, Marcelo Franciulli.

Endividamento das famílias freia consumo
Embora a renda per capita esteja em crescimento no país, o alto nível de endividamento das famílias limita a decisão de compra de bens de maior valor, como automóveis.

Esse fator tem funcionado como um freio adicional à expansão mais acelerada do mercado.

Carro Sustentável deve estimular demanda
Como contrapeso, a Fenabrave avalia que o programa Carro Sustentável seguirá estimulando as vendas em 2026. A iniciativa prevê isenção de IPI para veículos com menor nível de emissões e preços mais acessíveis.

Segundo a economista e consultora da entidade, Tereza Fernandez, a expectativa é ampliar o programa para incluir veículos elétricos e híbridos de maior valor agregado, o que pode impulsionar novos segmentos do mercado.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Estadão

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Negócios

Concorrência com a China na indústria automotiva é desigual, afirma CEO da Ford

Concorrer com a China no setor automotivo se assemelha a disputar uma partida em condições desiguais. Essa é a avaliação de Martín Galdeano, CEO da Ford para a América do Sul, que compara o cenário atual a “jogar futebol em um campo inclinado”, em referência às diferenças regulatórias e ao peso do apoio estatal chinês.

Regras assimétricas afetam a competição global

Em entrevista recente, Galdeano afirmou que a concorrência com fabricantes chineses ainda não é totalmente compreendida pelas montadoras tradicionais. Segundo ele, há um conjunto de regras e práticas que não são equivalentes entre os mercados, especialmente no que diz respeito à atuação dos governos.

O executivo questiona o nível de envolvimento estatal nas condições de competição, citando possíveis subsídios governamentais, incentivos fiscais e barreiras indiretas que favorecem empresas chinesas no mercado global.

Produzir na China não é exclusividade de marcas locais

Apesar das críticas, Galdeano pondera que produzir na China não é uma vantagem restrita às montadoras chinesas. Grandes fabricantes globais também utilizam o país como base industrial.

A Ford, por exemplo, produz a Ranger tanto na América do Sul quanto em território chinês. Para o CEO, o desafio central está menos na origem do concorrente e mais na capacidade das empresas tradicionais de se tornarem mais eficientes em um ambiente global distorcido por práticas assimétricas.

Subsídios chineses geram reações internacionais

Estudos recentes apontam que a China mantém níveis de subsídio industrial superiores aos registrados em países da OCDE, por meio de aportes diretos, crédito com juros abaixo do mercado e benefícios tributários. Esse cenário levou diversos setores a pressionarem por medidas compensatórias.

Na Europa, a Comissão Europeia abriu, em 2023, uma investigação específica sobre subsídios a fabricantes chineses de veículos elétricos. A apuração resultou na aplicação de tarifas compensatórias que variam entre 17% e 35%.

No Brasil, entidades como a Anfavea também dialogam com o governo federal sobre práticas consideradas de dumping e concorrência desleal, especialmente diante do aumento das importações de veículos chineses.

Exportações de elétricos chineses disparam

O debate ocorre em meio a uma forte expansão das exportações chinesas. Entre janeiro e setembro de 2025, as vendas externas de carros elétricos cresceram 89%, alcançando cerca de 1,76 milhão de unidades, o que intensificou a pressão sobre mercados tradicionais.

Leis trabalhistas entram no debate

Além das regras comerciais, Galdeano destaca a necessidade de um marco regulatório global mais rígido, que inclua também aspectos trabalhistas. Embora considere o impacto menor, ele avalia que diferenças nesse campo também afetam a concorrência.

A China é frequentemente citada por ONGs internacionais por condições de trabalho consideradas precárias. Um relatório divulgado em julho de 2025 pela China Labor Watch apontou jornadas superiores a 10 horas diárias, sete dias por semana, em oficinas fornecedoras da Shein, além de pagamento por produção e retenção parcial de salários.

Estratégia da Ford na América do Sul

Apesar do cenário competitivo, a Ford projeta crescimento de dois dígitos em 2025 e nos anos seguintes na América do Sul. No Brasil, as vendas avançaram 68% em 2024, totalizando 48.498 unidades.

Entre janeiro e novembro de 2025, a montadora emplacou cerca de 49 mil veículos, alta de 12,6% na comparação anual, desempenho muito superior ao crescimento médio da indústria, de 1,3%.

No continente, a Ford somou 123.700 emplacamentos, com crescimento de 21%, mais que o dobro do registrado pelo mercado sul-americano.

Foco em picapes e SUVs impulsiona resultados

Há alguns anos, a Ford deixou de fabricar carros de entrada e modelos compactos, como o Fiesta, descontinuado em 2019. A estratégia passou a priorizar picapes e SUVs, alinhada ao redesenho global da companhia.

O movimento acompanha o mercado brasileiro, que registrou recorde de vendas de SUVs no primeiro semestre de 2025, com cerca de 469 mil unidades, segundo a Fenabrave. No período, os utilitários esportivos representaram 53% dos emplacamentos de veículos 0 km no país.

Produção fora do Brasil e foco em tecnologia

A Ford encerrou a produção industrial no Brasil há cerca de quatro anos e avalia positivamente a decisão, embora não descarte um eventual retorno no futuro, dependendo da estratégia global.

Atualmente, o Brasil responde por mais de 50% do faturamento da montadora na América do Sul. Os veículos vendidos no país são importados de mercados vizinhos onde a empresa mantém fábricas.

Sem produção local, a operação brasileira passou a ter foco estratégico em engenharia e inovação, com cerca de 1,5 mil engenheiros atuando no Centro de Desenvolvimento e Tecnologia e no Campo de Provas de Camaçari (BA) e Tatuí (SP).

FONTE: Istoé Dinheiro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Leo Monteiro

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Tecnologia

Mercado chinês de veículos elétricos cresce em ritmo acelerado em novembro de 2025

O mercado chinês de veículos elétricos voltou a mostrar força em novembro de 2025, registrando mais um mês de expansão expressiva entre os NEVs (veículos de nova energia). Segundo dados da CarNewsChina, a BYD ampliou sua liderança ao alcançar 480.186 unidades somando modelos totalmente elétricos e híbridos plug-in — um resultado que reforça sua estratégia baseada em alto volume e diversidade de portfólio.

Disputa entre montadoras nacionais
Na segunda posição aparece a Geely, com 132.661 unidades, mantendo crescimento consistente impulsionado por sua gama de híbridos e elétricos distribuídos entre diversas submarcas. Logo atrás, a HIMA surpreendeu novamente ao registrar 81.864 veículos, consolidando-se entre as principais novas forças do setor automotivo chinês.

Avanços de marcas emergentes e premium
A Leapmotor, fortalecida pela parceria estratégica com a Stellantis, somou 70.327 unidades no mês. Já a Zeekr, marca premium da Geely focada em veículos elétricos, fechou novembro com 55.146 unidades, reforçando a maturidade e competitividade do mercado local, onde tanto fabricantes tradicionais quanto startups avançam rapidamente.

China amplia vantagem global na eletrificação
Os números de novembro confirmam que a China segue ampliando sua vantagem frente a outros mercados no desenvolvimento de veículos elétricos e híbridos. A combinação de forte competição, protagonismo das montadoras nacionais e políticas públicas voltadas à eletrificação impulsiona a consolidação do país como principal polo mundial do setor.

FONTE: Vrum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Vrum

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Negócios

BYD celebra 10 mil veículos produzidos na Bahia e acelera expansão no Brasil

A BYD Auto do Brasil alcançou um marco relevante: 10 mil veículos montados no complexo industrial de Camaçari (BA). O número foi atingido apenas seis semanas após a inauguração oficial da fábrica, realizada em 9 de outubro. No local, atualmente saem da linha de produção três modelos da marca: BYD Dolphin Mini, BYD King e BYD Song Pro.

O avanço da produção ganhou reforço neste mês, com a abertura do segundo turno de trabalho. O período noturno, formado por 120 colaboradores, marca uma etapa estratégica para ampliar a capacidade fabril e fortalecer a geração de empregos na região.

Capacidade ampliada e metas ambiciosas
Projetado para ser um dos maiores polos automotivos do país, o complexo de Camaçari pode fabricar 150 mil veículos por ano na fase inicial e chegar a 300 mil na etapa seguinte. Durante a inauguração, o fundador e CEO global da BYD, Wang Chuanfu, anunciou que a companhia irá dobrar a meta prevista. Em plena operação, a planta será capaz de produzir 600 mil veículos anuais.

Para Tyler Li, presidente da BYD Brasil, o ritmo acelerado confirma o potencial da operação baiana. Ele destaca que o volume alcançado em tão pouco tempo demonstra o comprometimento dos colaboradores, o foco em qualidade e a confiança do consumidor na marca.

Avanço dos elétricos e liderança no mercado
Enquanto ergue o maior complexo fabril da empresa fora da China, a BYD mantém forte aceleração na entrega de veículos às concessionárias de todas as regiões do país. Em pouco mais de três anos de atuação nacional, a marca já superou 100 mil carros 100% elétricos emplacados e consolidou liderança absoluta entre os BEVs no Brasil. De acordo com a Fenabrave, o desempenho da montadora supera em mais de sete vezes o da segunda colocada e representa quase o triplo da soma das marcas que ocupam da segunda à décima posição no ranking.

Para Alexandre Baldy, vice-presidente sênior e head de marketing e comercial da companhia, cada veículo elétrico BYD nas ruas significa menor emissão de poluentes, mais tecnologia e avanço da mobilidade sustentável. Ele afirma que o crescimento dos elétricos reflete uma transformação no comportamento do consumidor brasileiro e marca o início de uma nova era no setor automotivo.

Expansão da rede de concessionárias
A BYD segue ampliando sua presença no território nacional. Atualmente, a empresa contabiliza 200 concessionárias ativas em todos os estados e prevê alcançar 250 unidades nos próximos meses.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco/BYD

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Tecnologia

Carros eletrificados já representam 30% das versões no Brasil e aceleram transformação do mercado automotivo

O crescimento dos carros elétricos e híbridos no Brasil confirma uma mudança estrutural no setor automotivo. Entre 2023 e 2025, as versões eletrificadas — que incluem veículos 100% elétricos (BEVs) e híbridos (HEVs e PHEVs) — passaram a representar mais de 30% dos modelos disponíveis no país, segundo dados da Bright Consulting, especializada em consultoria automotiva.

Embora o número total de versões no mercado tenha se mantido praticamente estável, passando de 1.067 em 2023 para 1.038 em 2025, o estudo revela uma profunda reestruturação no portfólio nacional.

Motores a combustão perdem espaço

As tecnologias tradicionaisFlex, Diesel e gasolina — ainda dominam a oferta, mas perderam representatividade. Em 2023, esses motores somavam 75,9% das versões disponíveis; em 2025, a participação caiu para 69%. O Flex, que por décadas liderou o mercado, recuou de 44,9% para 39,9%. O Diesel manteve-se estável em torno de 12%, concentrado em SUVs e utilitários, enquanto a gasolina pura ficou próxima de 17%, especialmente em modelos importados e premium.

Elétricos e híbridos crescem acima da média

No lado oposto, os veículos elétricos apresentaram avanço expressivo. Os 100% elétricos (BEVs) saltaram de 7,9% para 12% entre 2023 e 2025 — um crescimento superior a 50%. Já os híbridos plug-in (PHEVs) subiram de 5,2% para 7,3%, consolidando-se como ponte tecnológica entre os motores convencionais e os elétricos puros. Os híbridos leves e completos também ampliaram sua presença, passando de 11,1% para 11,8%, com destaque para o custo mais acessível.

Expansão impulsionada por novos players e incentivos

A expansão das versões eletrificadas é resultado de uma combinação de fatores: entrada de novas montadoras, especialmente chinesas, avanço da infraestrutura de recarga, incentivos do programa MOVER e benefícios fiscais estaduais. A previsibilidade regulatória e as políticas públicas de eletrificação também têm estimulado investimentos no setor.

Montadoras reduzem combustão e preparam transição elétrica

Apesar da estabilidade no total de versões, as montadoras estão simplificando seus portfólios a combustão para abrir espaço a plataformas elétricas e híbridas. Essa reorganização estratégica visa preparar o terreno para a nova era da mobilidade sustentável, ao mesmo tempo em que concessionárias se adaptam com treinamentos e mudanças nos processos de venda e pós-venda.

Eletrificação deixa de ser tendência e vira realidade

O avanço dos carros elétricos e híbridos no Brasil mostra que a eletrificação automotiva já é uma realidade de mercado. Mesmo diante de desafios de infraestrutura e custos, o setor segue equilibrando inovação, sustentabilidade e eficiência sem abrir mão da competitividade e rentabilidade.

FONTE: Bright Consulting
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio

BYD foca em internacionalização e espera exportar 20% das vendas globais em 2025

A montadora chinesa de veículos elétricos BYD estima que as exportações respondam por aproximadamente 20% de suas vendas globais em 2025, impulsionadas pelo lançamento de novos modelos, segundo o South China Morning Post nesta segunda-feira (29).

Expectativa de entregas internacionais

De acordo com o jornal, a empresa prevê entre 800 mil e 1 milhão de veículos vendidos fora da China continental no próximo ano, dentro de um total projetado de 4,6 milhões de unidades. A informação foi confirmada por Li Yunfei, gerente-geral de branding e relações públicas da BYD.

Ajuste na meta global de vendas

A projeção reforça reportagem da Reuters, divulgada no início do mês, que apontou redução de até 16% na meta de vendas da BYD para 2025. A revisão reflete o crescimento anual mais lento em cinco anos e sinais de que a fase de expansão acelerada da empresa pode estar se estabilizando.

Internacionalização como estratégia de crescimento

Li Yunfei destacou que “as entregas internacionais terão uma contribuição maior nos próximos anos”, citando que a frota própria de navios porta-carros da BYD tem impulsionado o aumento das exportações.

Em 2024, as vendas fora da China representaram menos de 10% das 4,26 milhões de unidades entregues pela fabricante, segundo o SCMP. A mudança estratégica evidencia o foco crescente da BYD na internacionalização, em meio à intensificação da concorrência no mercado interno chinês de veículos elétricos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Claudia Greco

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