Portos

Draga Strandway amplia atuação ambiental e fortalece parceria com o Porto de Roterdã

A Boskalis mantém uma atuação praticamente permanente ao longo da costa holandesa por meio de suas dragas de sucção rebocadas Causeway, Freeway, Shoalway e Strandway. As embarcações operam em projetos de reabastecimento de praias e proteção do litoral, contribuindo para a adaptação costeira diante dos impactos das mudanças climáticas. As atividades se estendem da Zelândia, no sul, até as Ilhas Frísias Ocidentais, no norte do país.

Strandway se consolida como parceira do Porto de Roterdã
Entre as dragas da frota, a Strandway vem se destacando por ampliar sua atuação para além das operações costeiras. Nos últimos anos, a embarcação passou a desempenhar um papel relevante em dragagens de manutenção de longo prazo nos canais de navegação do Porto de Roterdã, além de participar do projeto de recuperação de áreas urbanas em Rijnhaven, uma das regiões em processo de transformação na cidade.

Operações garantem segurança e eficiência logística
Mais recentemente, a draga Strandway atuou na região de Maasmond, onde realizou a remoção de lodo dos canais de acesso ao Porto de Roterdã. Esse tipo de intervenção é considerado essencial para assegurar a segurança da navegação e manter a eficiência logística do maior complexo portuário da Europa.

Atuação se estende a outros projetos nacionais e internacionais
Embora Roterdã tenha se tornado um ponto recorrente de operação, a embarcação também esteve envolvida em projetos em Ameland e Vlissingen, ao longo da costa da Holanda. No cenário internacional, a Strandway atuou em Emden, na Alemanha, e em Southsea, na região de Portsmouth, no Reino Unido.

Capacidade de resposta ambiental é diferencial da embarcação
Um dos destaques da Strandway é sua configuração com equipamentos especializados para resposta rápida a derramamentos de óleo. Essa estrutura permite à Boskalis atuar de forma imediata em emergências ambientais, contribuindo para a contenção de danos e a redução de impactos ao ecossistema portuário.

Presença constante no Mar do Norte deve continuar
Com a continuidade das operações no Mar do Norte, a expectativa é que as quatro dragas de sucção rebocadas da Boskalis sigam como presença frequente na região nos próximos anos. A tendência é que a Strandway continue integrando o cotidiano urbano e portuário de Roterdã, consolidando uma relação que ultrapassa a dragagem convencional.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Informação

Tilápia no reservatório de Itaipu: governo projeta produção de até 400 mil toneladas por ano

O cultivo de tilápia no reservatório de Itaipu entrou no radar dos governos do Brasil e do Paraguai após a sanção, em 22 de dezembro, de uma lei paraguaia que autoriza a criação de espécies exóticas em corpos d’água fechados e semiabertos. A mudança legal abre caminho para a tilapicultura no lago da usina binacional, prática que até então era impedida por restrições normativas.

Com a legislação paraguaia em vigor, o avanço do projeto passa agora a depender das autoridades brasileiras e de ajustes no marco jurídico que rege o uso do reservatório.

Capacidade produtiva estimada em 400 mil toneladas

Há sinalização positiva tanto da direção de Itaipu Binacional quanto do governo federal, por meio do Ministério da Pesca. Projeções da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), divulgadas pelo Palácio do Planalto, indicam que o reservatório teria capacidade para suportar uma produção anual de até 400 mil toneladas de peixe.

Apesar do potencial produtivo, a liberação da atividade depende da revisão do Acordo Bilateral Brasil–Paraguai, que atualmente proíbe o uso de espécies exóticas — aquelas fora da bacia hidrográfica — no reservatório. Qualquer alteração no acordo precisa ser submetida à aprovação do Congresso Nacional.

Congresso ainda não discute revisão do acordo

No Legislativo, o tema ainda não avançou. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) informou que, no momento, não há articulações, propostas em tramitação ou discussões formais para revisar o acordo binacional.

Segundo a bancada, cabe ao governo federal conduzir as etapas técnicas iniciais, como estudos de capacidade de suporte do reservatório e a elaboração de um protocolo para concessão de áreas aquícolas. Para os parlamentares, qualquer autorização deve estar condicionada a critérios rigorosos, incluindo licenciamento ambiental, monitoramento permanente e governança binacional.

A FPA também defende que o Ministério da Pesca apresente um cronograma claro, oferecendo previsibilidade regulatória para que o setor produtivo possa planejar investimentos.

Especialistas alertam para riscos ambientais

Pesquisadores da área ambiental apontam riscos associados à introdução da tilápia no reservatório. O biólogo e professor de ecologia Jean Vitule, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), afirma que há registros de escape de peixes em praticamente todos os sistemas de cultivo em tanques-rede, modelo previsto para Itaipu.

Segundo ele, por se tratar de um poluente biológico, a tilápia pode se dispersar para rios adjacentes, inclusive no sentido contrário ao fluxo natural das águas, ampliando impactos dentro e fora do reservatório. Eventos climáticos extremos, controle de vazão ou colisões com troncos podem danificar as estruturas de cultivo e facilitar esses escapes.

Vitule também destaca o risco de proliferação de outras espécies invasoras, como o mexilhão-dourado, já presente em Itaipu. O aumento de nutrientes e superfícies artificiais pode favorecer a espécie, gerando problemas operacionais, elevação de custos de manutenção e até o uso de reagentes químicos.

A bióloga Gilmara Junqueira, conhecida como “Doutora dos Peixes”, reforça que a tilápia é altamente resistente e adaptável, o que a torna competitiva em ambientes alterados, como reservatórios. Em caso de fuga, a espécie pode competir com peixes nativos, provocar desequilíbrios ecológicos e disseminar parasitas. O comportamento territorialista e a alta taxa de reprodução ampliam esse risco.

Itaipu diz que operação não será afetada

Em resposta aos questionamentos, a Itaipu Binacional informou que a eventual introdução da tilápia não deve impactar a geração de energia nem gerar conflitos entre os diferentes usos da água. O reservatório, com área de 1.350 quilômetros quadrados, já é considerado de uso múltiplo, atendendo à geração elétrica, armazenamento de água, sedimentação e produção comercial, além de sustentar a fauna local.

Sobre os cuidados ambientais, a usina afirma que a principal diretriz será a manutenção da qualidade da água, influenciada diretamente pelas atividades no entorno, como agropecuária, agroindústria, ocupação urbana e ações de conservação.

Entre as medidas previstas estão monitoramento ambiental contínuo, uso de rações de alta eficiência, controle da reprodução por meio de populações monossexo, protocolos sanitários com vacinas, rastreabilidade genética, estruturas de cultivo robustas com automação, cumprimento das exigências das licenças ambientais e priorização de áreas com maior resiliência ambiental.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Informação

Vazamento de fluido de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas é confirmado pela Petrobras

A Petrobras confirmou que identificou no último domingo um vazamento de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares da sonda que conecta ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 km da costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas.

Em nota, a estatal afirmou que a perda do fluido foi contida rapidamente e que as linhas afetadas serão retiradas do mar para avaliação e reparo. Segundo o Ibama, o incidente não é considerado grave e não apresenta risco ambiental, já que o fluido liberado é biodegradável e possui baixa toxicidade.

A empresa reforçou que tanto o poço quanto a sonda permanecem em total segurança e que a operação de perfuração não sofre impactos de segurança com o episódio.

Medidas de controle e licenciamento ambiental

A Petrobras informou que notificou os órgãos competentes e aplicou todas as medidas de controle exigidas. O fluido utilizado está dentro dos limites de toxicidade permitidos e não oferece riscos ao meio ambiente ou à população, segundo a companhia.

O Ibama concedeu licença à Petrobras para perfuração do primeiro poço na região em 20 de outubro, após o início do processo em 2020. O poço Morpho possui profundidade total de 7.081 metros, sendo 2.880 metros de profundidade da água.

Localizado no bloco FZA-M-059, a 500 km da foz do Rio Amazonas e 175 km da costa, o empreendimento em águas profundas tem gerado críticas de ambientalistas. A região abriga grande diversidade de fauna e flora marinha, manguezais e comunidades indígenas.

Potencial de reservas e histórico de vazamentos

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a porção noroeste da Bacia da Foz do Amazonas pode conter até 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). Para comparação, as reservas provadas da Petrobras somam 11,4 bilhões de boe.

Fontes da empresa indicam que o reparo das linhas afetadas deve levar de 10 a 15 dias. Vazamentos desse tipo são relativamente comuns nas atividades de exploração da estatal, ocorrendo em metade das últimas seis perfurações.

Especialistas do setor ressaltam que, por ser biodegradável e não conter petróleo, o fluido não causa impactos ambientais e está dentro das normas do Ibama. Porém, ambientalistas continuam preocupados. O Instituto Internacional Arayara alertou que incidentes como este evidenciam os riscos da exploração em uma região de alta biodiversidade, com forte dependência de comunidades costeiras e tradicionais.

“Assim que foi anunciada a liberação, entidades indígenas e organizações da sociedade civil, incluindo o Instituto Arayara, entraram com ação civil pública solicitando a anulação da licença”, disse o instituto em nota. Para a entidade, o vazamento confirma os riscos que essas comunidades vêm alertando há anos.

Etapas da perfuração e expansão da Petrobras

A Petrobras estima que a perfuração do poço Morpho dure cerca de cinco meses, dentro da fase exploratória. Nessa etapa, o objetivo é obter informações geológicas e avaliar o potencial de petróleo e gás na região; ainda não há produção comercial.

Além da Bacia da Foz do Amazonas, a empresa mantém operações exploratórias na Bacia Potiguar, no litoral do Rio Grande do Norte, onde perfurou dois poços sem comprovação de reservas. A Petrobras planeja iniciar em breve a perfuração de um terceiro poço na região.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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Sustentabilidade

Reflorestamento na China altera ciclo da água e redistribui recursos hídricos no país

A China promoveu, ao longo das últimas décadas, um dos maiores programas de reflorestamento do mundo, com o objetivo de conter a desertificação, recuperar áreas degradadas e enfrentar as mudanças climáticas. No entanto, um novo estudo aponta que essa expansão florestal provocou um efeito inesperado: a redistribuição da água em escala nacional.

Estudo revela impacto do reflorestamento no ciclo hidrológico

Pesquisa publicada na revista científica Earth’s Future indica que as mudanças na cobertura vegetal entre 2001 e 2020 alteraram a forma como a água circula pelo território chinês. Segundo os pesquisadores, a água passou a permanecer mais tempo na atmosfera antes de retornar ao solo — e nem sempre nas mesmas regiões de origem.

“O que observamos é que as mudanças na cobertura do solo redistribuem a água”, explicou Arie Staal, professor da Universidade de Utrecht, ao site Live Science. Ele destaca que o processo de reflorestamento em larga escala, especialmente em áreas como o Planalto de Loess, reativou o ciclo hidrológico em diferentes níveis.

Árvores intensificam a evapotranspiração

O principal fator por trás dessa mudança é o aumento da evapotranspiração, processo pelo qual as plantas absorvem água do solo e a liberam para a atmosfera. As árvores desempenham papel central nesse mecanismo, sobretudo por possuírem raízes profundas que acessam água mesmo em períodos de seca.

De acordo com o estudo, a evapotranspiração na China cresceu, em média, 1,71 milímetro por ano entre 2001 e 2020. Embora a precipitação também tenha aumentado, o ritmo foi menor, resultando em uma redução líquida da disponibilidade hídrica em diversas regiões.

Água migra para o Planalto Tibetano

O impacto do reflorestamento não foi homogêneo. Regiões do leste e noroeste da China, que juntas representam cerca de 74% do território nacional, registraram queda na disponibilidade de água. Em contrapartida, o Planalto Tibetano passou a receber mais precipitação.

Segundo os pesquisadores, florestas plantadas em áreas de monções no leste e a recuperação de pastagens no noroeste intensificaram o consumo de água. Parte dessa umidade foi transportada pelos ventos e acabou se concentrando no planalto. “Mesmo com um ciclo da água mais ativo, localmente há perda de disponibilidade”, explicou Staal.

A situação mais crítica foi observada na Região Árida do Noroeste, onde a redução média da água disponível chegou a 1,14 milímetro por ano.

Desafios para a gestão hídrica e a agricultura

O fenômeno preocupa especialistas porque a distribuição de água na China já é desigual. O norte do país abriga cerca de 46% da população e 60% das terras agrícolas, mas dispõe de apenas 20% dos recursos hídricos nacionais.

Embora o governo invista em grandes projetos de gestão da água, os pesquisadores alertam que essas iniciativas podem falhar se não considerarem os impactos do reflorestamento sobre o ciclo hidrológico.

“É essencial avaliar caso a caso se mudanças na cobertura do solo são realmente benéficas, levando em conta onde a água retorna como precipitação”, afirmou Staal.

Segundo o estudo, a China foi responsável por aproximadamente 25% do aumento global da área verde registrado entre 2000 e 2017, reforçando seu papel central nas transformações ambientais globais.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pang Zhengzheng/Getty Images

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Portos

Portonave conquista Certificação de Responsabilidade Social da ALESC

Iniciativa reconhece compromisso com práticas que unem governança, sustentabilidade e valorização das pessoas

Guiada pelas práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança), a Companhia recebeu a Certificação de Responsabilidade Social da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) na 14ª edição realizada na última quarta-feira, 10 de dezembro, em Florianópolis. A iniciativa homenageia organizações com boas práticas em governança, sustentabilidade e ações sociais. Para a conquista, o Poder Legislativo Estadual avaliou indicadores internos e externos de desenvolvimento econômico, ambiental e o balanço social.

As ações de sustentabilidade abrangem práticas de inclusão, bem-estar e desenvolvimento comunitário. Em 2024, a empresa destinou R$ 10,8 milhões para iniciativas sociais que promovem inclusão socioeconômica, educação, cultura, esporte, saúde e engajamento comunitário, por meio de recursos próprios e leis de incentivo fiscal. Além disso, internamente, investiu R$ 1,8 milhão em subsídios educacionais para o desenvolvimento dos próprios profissionais.

A edição deste ano registrou um recorde de 200 inscrições, demonstrando o crescente engajamento das organizações catarinenses com a sustentabilidade. Na ocasião, acompanhado por profissionais de diversas áreas da empresa (todos voluntários do Instituto Portonave), o Diretor-Superintendente Administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, participou da cerimônia, representando o Terminal Portuário.

Práticas sociais

Um país desenvolvido se constrói com inclusão, educação e cuidado com as pessoas. Por isso, a empresa mantém o Instituto Portonave, que realiza ações em parceria com instituições, escolas e projetos locais, com o objetivo de reduzir desigualdades. Em 2024, cerca de 138 mil pessoas foram beneficiadas por meio de 50 iniciativas realizadas na região.

Entre as ações apoiadas estão programas que promovem formação, cultura e bem-estar, como o Embarca Aí, voltado à qualificação profissional de jovens do ensino médio; o Brigadista Mirim, que oferece noções de segurança e primeiros socorros para filhos de profissionais; o Surf sem Limites, que ensina o esporte a alunos da APAE e crianças da AMA de Navegantes; o Instituto Nadar, que viabilizou a construção de uma piscina comunitária em Navegantes; o Musicalizando nas Escolas, com oficinas e festivais musicais em escolas públicas; e as Aulas de Língua Portuguesa para Migrantes.

Além disso, o papel se estende à preservação ambiental e à valorização do patrimônio local, com iniciativas como o projeto de proteção das corujas-buraqueiras, o Corujar. Também, como medida de compensação ambiental, a Portonave realiza a recuperação da área de restinga na orla do município de Navegantes, conforme previsto no Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD).

Governança que valoriza pessoas

Com 1,3 mil profissionais diretos e 5,5 mil indiretos, a Portonave coloca as pessoas no centro de sua estratégia ESG e mantém cerca de 20 iniciativas voltadas à valorização dos profissionais, que abrangem inclusão, meio ambiente, segurança, saúde e bem-estar. Entre os principais destaques estão:

Programa Saúde em Equilíbrio — reúne ações voltadas à qualidade de vida, como a Semana da Saúde com oficinas, palestras e atividades que incentivam hábitos saudáveis, ginástica laboral diária, equipes de corrida, serviços de massoterapia; o Programa Cuidar – com a formação de Multiplicadores do Cuidado, profissionais capacitados para oferecer acolhimento inicial e combater estigmas relacionados à saúde mental; acompanhamento psicológico e nutricional, entre outras ações.

Ações de integração social — incluem iniciativas como Café dos Aniversariantes, Festa de 5, 10, 15 e 20 anos que celebra a trajetória dos profissionais e os Jogos Internos com competições de futebol, vôlei, tênis de mesa e xadrez.

Sobre o Certificado de Responsabilidade Social

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), com base na Lei nº 12.918, de 23 de janeiro de 2004, instituiu o Certificado de Responsabilidade Social de Santa Catarina e o Troféu Responsabilidade Social – Destaque SC, com o objetivo de reconhecer e valorizar empresas privadas, empresas públicas e organizações sem fins lucrativos que atuam em território catarinense e que adotam práticas de responsabilidade socioambiental em suas políticas de gestão.

FONTE E IMAGEM: Assessoria de Imprensa Portonave

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Agronegócio

Governo suspende lista que classificava a tilápia como espécie invasora após pressão do agronegócio

A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), ligada ao Ministério do Meio Ambiente, suspendeu temporariamente a Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras, que incluía a tilápia, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (4). A decisão ocorre após forte pressão de produtores e entidades do agronegócio, preocupados com possíveis impactos na piscicultura — a tilápia é atualmente o peixe mais cultivado do país.

A espécie, originária da bacia do rio Nilo, na África, é considerada exótica no Brasil e, segundo o ministério, tem sido encontrada em ambientes naturais fora das áreas de cultivo, característica que leva à classificação como espécie invasora devido ao risco de desequilíbrios ambientais.

Governo fará novas consultas antes de definir medidas

De acordo com a Conabio, a suspensão permitirá uma nova rodada de consultas com setores econômicos “para definir medidas adequadas de controle de escapes no ambiente natural, compatíveis com a atividade produtiva”.

O ministério ressalta que a lista tem caráter preventivo e não implica proibição, banimento ou restrição automática ao cultivo. O objetivo é possibilitar detecção precoce de invasões biológicas e reduzir riscos à biodiversidade nativa.

O governo, porém, não divulgou oficialmente a lista completa — o g1 solicitou o documento, mas não obteve retorno. No site do Ministério do Meio Ambiente, apenas exemplos isolados estavam disponíveis, como abelha africanizada, manga, goiabeira e javali.

Inclusão da tilápia gerou impasse dentro do governo

A classificação da tilápia como invasora também provocou divergências internas. O Ministério da Pesca e Aquicultura preparou um parecer pedindo a retirada da espécie da lista, segundo Juliana Lopes da Silva, diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União.

Para o setor, a medida poderia gerar impactos como:

  • Aumento de custos: licenciamento ambiental mais caro;
  • Dificuldades na exportação: risco à imagem do Brasil em negociações internacionais;
  • Insegurança jurídica: falta de legislação específica para produção de espécies invasoras;
  • Atraso em novas licenças: abertura de criadouros ficaria mais demorada.

Por que a tilápia foi classificada como invasora

Especialistas reforçam que a tilápia reúne características típicas de uma espécie com alto potencial de invasão. O professor Jean Vitule, da UFPR, aponta quatro principais motivos:

  • Comportamento territorialista, que interfere na fauna nativa;
  • Predação: por ser onívora, compete por recursos com espécies locais;
  • Alteração do ecossistema, afetando nutrientes e produtividade dos lagos;
  • Escapes frequentes de criadouros, inclusive para áreas de preservação.

Vitule relata que o peixe foi identificado até em ambientes marinhos, embora seja de água doce — uma prova da sua elevada resistência e capacidade de adaptação. As tilápias fugidas também podem carregar parasitas, contaminando peixes nativos.

Eventos climáticos extremos aumentam o problema. “Mesmo com tanques 100% seguros, situações como a cheia no Rio Grande do Sul no ano passado liberaram milhares de tilápias”, afirma o pesquisador.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Notícias

Apreensão de barbatanas de tubarão no Aeroporto de Guarulhos impede envio ilegal a Hong Kong

Uma operação de combate ao tráfico internacional de animais silvestres realizada no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) resultou na apreensão de cerca de 48 kg de barbatanas de tubarão. O material, seco e desidratado, estava distribuído em quatro malas despachadas por uma cidadã chinesa residente legalmente no Brasil.

A ação conjunta do Ibama e da Receita Federal, dentro da Operação Hermes, identificou que a passageira embarcaria com destino a Hong Kong. As bagagens continham apenas sacos plásticos de aproximadamente 1 kg cada, sem qualquer peça de roupa, reforçando o caráter ilícito da carga de alto valor comercial.

Nova apreensão no mesmo dia amplia prejuízo ao tráfico

Ainda durante a fiscalização em Guarulhos, agentes do Ibama localizaram mais 14 kg de barbatanas de tubarão e cerca de 70 kg de carcaças de celulares, ambos considerados produtos irregulares. As autuações aplicadas no conjunto das infrações somam R$ 84,7 mil, fortalecendo a repressão a práticas ilegais no comércio internacional.

Material será destruído após análise técnica

As barbatanas apreendidas serão destruídas. Antes disso, equipes técnicas do Ibama coletarão amostras para identificar as espécies envolvidas e reunir dados que subsidiem futuras ações de fiscalização e controle ambiental.

Operação Hermes intensifica combate ao tráfico ambiental

A Operação Hermes tem como foco o controle rígido de cargas sujeitas à autorização ambiental, visando impedir o envio ilegal de patrimônio genético, o transporte irregular de resíduos e o comércio clandestino de espécimes da fauna e flora brasileiras.

A iniciativa reforça o compromisso do Ibama com a preservação da biodiversidade, o cumprimento da legislação ambiental e o enfrentamento direto ao tráfico internacional de animais, resíduos e derivados.

FONTE: Ibama
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ibama

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Sustentabilidade

Portonave recebe navio sustentável da ONE em sua primeira viagem à América Latina

O ONE Strength se destaca por recursos inovadores em prol da eficiência energética e da descarbonização do segmento portuário

O navio da nova geração do armador Ocean Network Express (ONE), o ONE Strength, atracou no Terminal Portuário nesta segunda-feira (17). A vinda representa um marco importante para a descarbonização no segmento portuário – sendo a primeira viagem à costa leste da América Latina. A embarcação porta-contêiner é projetada para aliar eficiência operacional a um alto desempenho ambiental.

Durante a operação na Portonave, foram realizadas 1.311 descargas e 27 embarques de contêineres. O navio faz parte da linha marítima SX1 do leste da Ásia – com atracações regulares em Navegantes. Além do Brasil, a linha passa pela China, Hong Kong, Singapura, Uruguai e Argentina.

O ONE Strength incorpora tecnologias inovadoras e recursos que garantem redução no consumo de energia e nas emissões de gases poluentes. Pode utilizar fontes de combustíveis alternativos, como amônia e metanol, possui casco otimizado para mais eficiência durante a navegação, dispositivos de economia de energia de última geração, integração de tecnologia inteligente para desempenho operacional otimizado, sistema de Recirculação de Gases de Exaustão (EGR) e shore power – sistema que permite que o navio se conecte à energia elétrica em terra, enquanto atracado.

Em breve, no cais da Portonave, inclusive, a tecnologia shore power estará disponível não apenas para o ONE Strength, mas para todas as embarcações que dispuserem do sistema. Isso porque o Terminal Portuário também investe constantemente para contribuir com o desenvolvimento sustentável. Atualmente, o cais passa por obra de adequação, um investimento de R$ 1 bilhão, para receber navios de 400 metros de comprimento e 17 metros de profundidade. Com a nova infraestrutura, será possível realizar a instalação do shore power – essencial para o avanço da descarbonização no setor. Com isso, a empresa será a primeira a incorporar essa tecnologia no país.

Recentemente, em abril, a Portonave adquiriu equipamentos com menor emissão de gases poluentes, como 2 novos guindastes Ship-to-Shore (STS) e 14 guindastes Rubber Tyred Gantry (RTG) para movimentação de contêineres – previstos para serem instalados em 2026. Neste ano, recebeu o Prêmio Marítimo das Américas, reconhecimento internacional pela redução nas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) nas operações.

Sobre a Ocean Network Express (ONE)
A Ocean Network Express (ONE), com sede em Singapura, é uma das principais empresas de transporte marítimo do mundo. Ela opera uma frota de mais de 260 navios com capacidade superior a 2,0 milhões de TEUs. Por meio de sua extensa rede global, a ONE oferece serviços confiáveis de transporte de containers para mais de 120 países. Para mais informações, acesse: www.one-line.com

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Para mais informações, acesse: https://www.portonave.com.br/pt

FONTE: Assessoria de Imprensa Portonave
IMAGENS: Assessoria de Imprensa Portonave

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Portos

Portos do Paraná recebe Selo Prata de Sustentabilidade durante a COP30

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) concedeu à Portos do Paraná o Selo Prata de Sustentabilidade durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). A cerimônia de entrega fez parte do lançamento do Selo de Sustentabilidade 2025, iniciativa que valoriza boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) no setor portuário.

O evento também marcou o lançamento do livro “Nós e a natureza: somos um com o planeta”, da escritora Aline Campos, com ilustrações de Luana Chinaglia.

Pacto pela Sustentabilidade reconhece boas práticas

A premiação integra o Pacto pela Sustentabilidade, criado pela Portaria nº 58/2025, que tem como objetivo estimular a adoção de políticas ESG nas operações portuárias brasileiras.

Para a avaliação, as empresas apresentaram planos de ação baseados nos eixos Meio Ambiente, Desenvolvimento Social e Governança. O desempenho técnico foi analisado pelo MPor, resultando na concessão dos selos Bronze, Prata, Ouro ou Diamante. Nesta primeira edição, 63 organizações participaram do programa e 36 foram premiadas.

Compromisso com cidades sustentáveis

Durante a COP30, o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Santana, participou do painel “Ação climática urbana e cidades sustentáveis”, onde apresentou o Inventário da Pegada de Carbono da Portos do Paraná, elaborado pela Fundación Valenciaport. O estudo mensura as emissões de gases de efeito estufa (GEE) do complexo portuário paranaense.

Emissões e próximos passos para descarbonização

Segundo o levantamento, em 2023 as atividades dos portos do Paraná geraram cerca de 678 mil toneladas de CO₂, distribuídas em três escopos:

  • Escopo 1: emissões diretas da Autoridade Portuária, representando 2,7% do total;
  • Escopo 2: emissões indiretas pelo consumo de energia elétrica, com 0,1%;
  • Escopo 3: emissões indiretas de terminais, transportes terrestres, serviços de apoio e navios, responsáveis por 97,1% das emissões.

A próxima fase do projeto será o Plano de Descarbonização da Comunidade Portuária, que busca reduzir as emissões e alinhar o setor às metas da Agenda 2030 e 2050.
“Estamos somando esforços para avançar na redução dos gases de efeito estufa e garantir um futuro mais sustentável”, destacou o diretor João Paulo Santana.

FONTE: Portos de Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos de Paraná

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Portos

Portonave investe R$ 1,5 bilhão para ampliar eficiência e sustentabilidade no Porto de Navegantes

A Portonave, terminal portuário localizado em Navegantes (SC), está realizando um dos maiores investimentos de sua história: R$ 1,5 bilhão, totalmente com recursos privados. O projeto, focado em eficiência operacional e sustentabilidade ambiental, marca um novo ciclo de inovação na infraestrutura portuária brasileira.

Modernização e tecnologia de ponta

A obra não tem caráter de ampliação, mas de adequação estrutural. O objetivo é preparar o terminal para receber embarcações de até 400 metros de comprimento, alinhando-se aos padrões internacionais dos maiores portos do mundo.

“O projeto garante mais eficiência, segurança e competitividade, reforçando o papel da Portonave como hub estratégico do comércio exterior brasileiro”, destacou a empresa.

Entre as principais etapas estão a modernização dos sistemas de atracação e operação, a instalação de infraestrutura para o shore power — tecnologia inédita no Brasil que permitirá o fornecimento de energia elétrica a navios atracados — e a aquisição de novos equipamentos, incluindo dois guindastes Ship-to-Shore (STS) e 14 Rubber Tyred Gantry (RTG), que aumentarão a produtividade do terminal.

A primeira fase, iniciada em janeiro de 2024, foi concluída em setembro de 2025. A segunda etapa segue em andamento, com entrega prevista para o segundo semestre de 2026, sem interrupções operacionais. Após a conclusão, a Portonave deve ampliar sua capacidade de movimentação, reduzir emissões atmosféricas e consolidar-se como o porto mais eficiente do Brasil, já reconhecido pela Antaq, com 118 movimentos por hora.

Sustentabilidade e gestão ambiental

O projeto incorpora um amplo conjunto de ações ambientais. Entre as medidas, estão o reaproveitamento de água da chuva e efluentes no processo de concretagem e controle de poeira, além da instalação de torres de iluminação movidas a energia solar. Essas práticas garantiram à companhia o Prêmio Expressão de Ecologia 2025.

A Portonave também mantém um Plano de Controle Ambiental, com programas de monitoramento, educação ambiental e compensações ambientais que ultrapassam R$ 5 milhões em todo o Estado.

Geração de empregos e impacto social

Com 18 anos de atuação, a Portonave mantém uma sólida relação porto-cidade, marcada pela geração de empregos e desenvolvimento local. Atualmente, são 1,3 mil colaboradores diretos — 70% residentes de Navegantes — e 5,5 mil indiretos. No último ano, a empresa ainda ampliou seu quadro de pessoal em 10%.

Em 2024, o Instituto Portonave, junto a leis de incentivo, destinou R$ 10,5 milhões a projetos sociais, beneficiando cerca de 138 mil pessoas na região. A companhia também foi responsável por R$ 37 milhões em ISS, valor equivalente a 42% da arrecadação municipal de Navegantes.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Portonave

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