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Fazenda sugere alívio nas restrições de leilão em megaterminal de Santos

Pasta comandada pelo ministro Fernando Haddad recomendou que o certame não restrinja a participação de empresas que já operam no Porto de Santos

O Ministério da Fazenda recomendou que o leilão do Tecon Santos 10 não restrinja a participação de empresas que já operam no Porto de Santos, como orientou a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

O parecer da Subsecretaria de Acompanhamento Econômico e Regulação da Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda recomenda que o certame seja feito em uma única etapa, com exigência de desinvestimento caso a empresa vencedora já tenha operação no porto.

A proposta da Antaq estabelece restrições à participação, na primeira fase do leilão, de empresas controladas, total ou parcialmente, por operadores que já atuam no complexo. Na avaliação da agência, a restrição é necessária para evitar a concentração de mercado no complexo.

No entanto, o Ministério da Fazenda avalia que a realização do leilão em fases, como propôs a diretoria da Antaq, vai além do necessário para mitigar os riscos apontados, sugerindo que a obrigação de desinvestimento dos ativos pelas empresas que já operam no porto já seria suficiente.

“O MF avalia que a Antaq acerta ao prever regras para impedir que isso aconteça, mas considera ‘excessivamente gravosa’ a proibição de participação, avaliando que o desinvestimento já seria suficiente para prevenir o aumento de concentração”, disse a Fazenda em nota enviada à CNN.

A nota técnica da pasta comandada pelo ministro Fernando Haddad foi encaminhada para a Antaq e o TCU (Tribunal de Contas da União) na última segunda-feira (18). O tribunal está avaliando a proposta para a licitação, entre elas as restrições impostas na modelagem.

Entenda

A Antaq propôs que o certame do Tecon Santos 10 seja realizado em duas etapas. Na primeira fase, há restrições à participação de empresas controladas, total ou parcialmente, por operadores que já atuam no complexo.

Caso não haja propostas válidas na primeira fase do leilão, os operadores já atuantes no mercado de contêineres no porto poderão participar da segunda etapa, desde que apresentem compromisso de saírem das participações que atualmente ocupam em Santos.

Na prática, a proposta impede a participação de empresas como Maersk e MSC, sócias no terminal BTP, e também a DP World e a Santos Brasil, adquirida em 2024 pela CMA CGM. Por outro lado, a restrição favorece novos entrantes no porto.

Fonte: CNN Brasil

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Megaterminal de Santos atrai gigantes globais com interesse de dez países

Leilão bilionário do porto de Santos gera embate por concorrência

O Jornal Portuário, teve acesso a nomes de algumas empresas. Entre elas estão a brasileira CPN, que atua no setor portuário nacional, e a TCP, operadora do terminal de Paranaguá controlada pela chinesa China Merchants Port.

O leilão do Tecon Santos 10, futuro terminal de contêineres no porto de Santos (SP), atraiu a atenção de mais de dez companhias internacionais de países como China, Japão, Alemanha, Coreia do Sul e Filipinas. Considerado o maior certame portuário da história do Brasil, o projeto promete ampliar significativamente a capacidade de movimentação de cargas no país.

Empresas de peso, como a PSA de Singapura, a americana Hudson Ports, a chinesa Cosco (que pode formar consórcio com as estatais China Merchants Ports e China Communications Construction Company), a japonesa ONE, a alemã Hapag-Lloyd, a filipina ICTSI e a sul-coreana HMM, já manifestaram interesse.

Há rumores de que a brasileira JBS, em parceria com uma multinacional, também possa entrar na disputa. Além disso, companhias como a brasileira CPN e a TCP, do terminal de Paranaguá, controlada pela China Merchants Port, estão entre os nomes cotados.

O terminal, localizado estrategicamente próximo à BTP (controlada pela MSC), será multipropósito, com capacidade para movimentar 3,5 milhões de TEUs por ano, um aumento de mais de 50% na capacidade atual do porto. O projeto prevê investimentos de R$ 5,6 bilhões nos primeiros 25 anos de concessão, gerando cerca de 3.300 empregos diretos.

A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) estruturou o leilão em duas fases para evitar concentração de mercado. Na primeira etapa, apenas empresas que ainda não operam em Santos podem concorrer. Caso não haja propostas viáveis, uma segunda fase permitirá a participação de companhias como MSC, CMA CGM e DP World, desde que abram mão do controle de seus terminais atuais no porto. A agência defende que o modelo promove concorrência e equilíbrio, mas a decisão gerou controvérsias.

A Maersk, por exemplo, entrou com um mandado de segurança na Justiça Federal para contestar as restrições, mas teve a liminar negada. O Tribunal de Contas da União (TCU) analisa a modelagem do leilão e já expressou preocupação com o risco de monopólio. Durante consulta pública, foram recebidas 513 contribuições, sendo 53 sobre questões de concorrência.

O governo de São Paulo, liderado por Tarcísio de Freitas, defende um leilão em fase única, enquanto o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apoia o modelo da Antaq. Críticas do setor apontam para um debate “enviesado”, e há tensões políticas e diplomáticas, já que empresas da China e da Europa disputam influência no porto.

Fonte: Jornal Portuário

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Sul-coreana HMM declara interesse em leilão de megaterminal no porto de Santos

Lista de interessados tem também a filipina ICTSI, que apresentou estudo ao Ministério da Fazenda

Em reunião na última quarta-feira (9) com Caio Farias, diretor-geral da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), executivos da armadora sul-coreana HMM (Hyundai Merchant Marine) informaram que vão participar do leilão do megaterminal Tecon 10, no porto de Santos.

A multinacional, que opera no Brasil desde 2006, é a última empresa do setor a sinalizar a disposição em participar do certame que, na teoria, deve acontecer até o final deste ano.

A Antaq recomendou ao TCU (Tribunal de Contas da União), que o leilão seja feito em duas fases. Na primeira, armadores (os donos dos navios) que já possuam terminais em Santos estariam proibidos de fazer ofertas. Estariam liberados apenas em uma eventual segunda rodada.

A restrição atinge os três maiores nomes do mundo no setor: MSC e Maersk são sócias na BTP, um terminal que está dentro do porto organizado, e a CMA CGM, que no ano passado adquiriu a Santos Brasil, o maior espaço de movimentação de contêineres da região.

Se a decisão do TCU seguir a recomendação da Antaq, Maersk e MSC deverão tentar barrar o leilão na Justiça. Este é o temor das demais participantes, segundo relatos ouvidos pela reportagem. Uma briga judicial pode atrasar ainda mais a concessão que deveria ter acontecido há dois anos. Ao mesmo tempo, conta com uma eventual pressão em favor do leilão pelo governo federal.

“A HMM tem como objetivo não somente aumentar seus serviços regulares de contêineres para o Brasil, mas principalmente suas atividades como operadora de terminais de contêineres no país. Assim como já atuamos em outros países, como Holanda, Estados Unidos, Cingapura e Coreia do Sul, entre outros. Desejamos ampliar nossa presença no mercado brasileiro”, disse à Folha, o CEO da Hyundai Brasil, Shangdai Lim.

Em capacidade de transporte de TEUs (sigla para o contêiner de 20 pés), é a oitava maior empresa do mundo no setor.

Outro armador que está interessado no processo é o filipino ICTSI, que tem terminais no Rio de Janeiro e no porto de Suape, em Pernambuco.

Na semana passada, a empresa apresentou à Subsecretaria de Acompanhamento Econômico e Regulação do Ministério da Fazenda estudo encomendado à LCA Consultoria Econômica. O documento apresenta números e dados para corroborar a tese da Antaq de que o melhor modelo para o Tecon 10 é o leilão em duas fases.

“A realização do certame em duas etapas, conforma recomendação unânime da diretoria colegiada da Antaq e de seu corpo técnico, com respaldo do Ministério dos Portos e Aeroportos, é pró-competitiva e resta não apenas alinhada, mas essencial à consecução da política pública de fomento à maior concorrência e eficiência no mercado de contêineres no porto de Santos”, diz o documento.

“Quando a gente olha operações desse tipo, uma das primeiras coisas é perguntar: haveria algum incentivo para elas [Maersk, MSC e CMA CGM] restringirem o mercado? Sim. Elas teriam estímulos econômicos”, afirma Bernardo Gouthier, sócio-diretor da LCA.

O principal argumento da Antaq pela restrição é a questão concorrencial, de evitar que exista concentração de mercado no porto de Santos nas mãos de apenas uma companhia.

Outras empresas nacionais e estrangeiras se movimentam para apresentar lances no leilão. Isso confirma os temores dos armadores barrados da primeira fase de que eles estarão, de fato, alijados da disputa. Não haverá segunda rodada.

DPW, que tem terminal em Santos, mas não é armador, a chinesa Cosco e a JBS Terminais também estão interessadas, segundo apurou a Folha. Se a restrição cair, a CMA CGM não descarta participação.
Há a possibilidade de que se apresentem sozinhos ou em consórcios com outros operadores portuários.

Maersk e MSC, atingidos pelo modelo da Antaq, argumentam que a restrição não faz nenhum sentido porque diminui a disputa e o valor de outorga a ser recebido pelo governo federal. Apontam que, na prática, a concentração de mercado não existe, já que seus navios continuam levando cargas para outros terminais em Santos que não a BTP. A Maersk é, por exemplo, a maior cliente da Santos Brasil.

O governo do estado de São Paulo enviou correspondência ao Ministério dos Portos e Aeroportos condenando a restrição e o leilão em duas fases. Pediu a livre concorrência. O presidente da Autoridade Portuária em Santos, Anderson Pomini, também é a favor de que todos os interessados participem já na primeira rodada.

A dinamarquesa Maersk e a suíça MSC buscam pressionar também o governo federal, principalmente o Ministério dos Portos e Aeroportos. Menos de 60 minutos antes do horário marcado para conversa, em 25 de junho, com embaixadores de Dinamarca, Suíça e Holanda, representando a União Europeia, o ministro Silvio Costa cancelou sua presença.

A explicação oficial do ministério foi que ele havia sido convocado pelo presidente Lula para uma reunião institucional com o presidente do Benin.

Um representante da Maersk achou a explicação curiosa, já que o Brasil não tem interesse em portos ou aeroportos no país africano.

Silvio Costa também foi chamado para prestar esclarecimentos à Comissão Nacional de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Congresso sobre impactos diplomáticos e econômicos no processo de licitação do Tecon 10. O ministro voltou a defender o modelo.

O Tecon 10 será instalado em uma área no bairro do Saboó, em Santos, de 622 mil metros quadrados. O projeto é que seja multipropósito, movimentando contêineres e carga solta. O vencedor do leilão será pelo modelo da maior outorga: ganha quem oferecer mais dinheiro pelo direito de construí-lo e operá-lo.
A capacidade vai chegar a 3,5 milhões de TEUs por ano (cada TEU representa um contêiner de 20 pés, ou cerca de 6 metros). Será o maior terminal do tipo no país.

Serão quatro berços (local de atracação do navio para embarque e desembarque). A previsão de investimento nos 25 anos de concessão pode chegar a R$ 40 bilhões.

Fonte: Folha de São Paulo

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Maersk faz apelo contra restrições a armadores no leilão do Tecon Santos 10

O vice-presidente de Políticas Públicas e Regulatórias da Maersk, Danilo Veras, fez um apelo ao governo e ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que não imponham restrições à participação de armadores (companhias de navegação) no leilão do Tecon Santos 10 — novo megaterminal de contêineres do maior porto da América Latina, previsto para novembro deste ano.

O terminal, antes batizado de STS 10 e agora renomeado, será o maior arrendamento portuário já realizado no país.

O projeto prevê investimentos de R$ 5,6 bilhões em 25 anos de contrato e a movimentação de até 3,5 milhões de TEUs, aumentando em 50% a capacidade do Porto de Santos (SP), que está à beira do esgotamento da capacidade de movimentação desse tipo de carga.

O executivo defende que o megaterminal de contêineres deve possa seguir o modelo de leilão aberto.

Para Veras, a tentativa de promover a concorrência por meio de desverticalização não teve os efeitos esperados no país.

“No Brasil, a experiência mostrou que a ideia de que a desverticalização aumentaria a concorrência, por meio de um terminal ‘bandeira branca’, nunca se concretizou. Precisamos ser responsáveis ao impor restrições. Isso sim pode enfraquecer a competição e direcionar a licitação para um player específico”, afirmou.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres de longo curso no Porto de Santos (não inclui cabotagem). Os dados são do DataLiner:

Movimentação de contêineres no Porto de Santos| JAN 2021- JAN 2025 |TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

O projeto está em consulta pública pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Depois, será remetido para o TCU.

O órgão de controle pode, em tese, determinar mudanças no modelo — por isso o pedido do executivo da Maersk também ao presidente do Tribunal de Contas da União.

O cenário mudou significativamente desde a primeira tentativa de leilão do Tecon Santos 10, em 2022, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Desde a então, a Santos Brasil — uma das grandes operadoras de contêineres em Santos — teve o controle adquirido pela companhia francesa de navegação CMA CGM. Ela era a maior opositora à possibilidade de verticalização.

Outra operadora “bandeira branca”, a Wilson Sons, foi vendida à italiana MSC. Ela não está no estuário santista, mas reforça essa nova tendência no mercado brasileiro de contêineres.

Também operam, no maior porto da América Latina, a BTP (controlada pela própria Maersk e pela MSC) e a DP World.

Fonte: CNN
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Maersk faz apelo contra restrições a armadores no leilão do Tecon Santos 10

Vice-presidente da gigante dinamarquesa defende um leilão aberto para novo megaterminal no Porto de Santos, que deve dobrar capacidade de movimentação de contêineres no país

O vice-presidente de Políticas Públicas e Regulatórias da Maersk, Danilo Veras, fez um apelo ao governo e ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que não imponham restrições à participação de armadores (companhias de navegação) no leilão do Tecon Santos 10 — novo megaterminal de contêineres do maior porto da América Latina, previsto para novembro deste ano.

O terminal, antes batizado de STS 10 e agora renomeado, será o maior arrendamento portuário já realizado no país.

O projeto prevê investimentos de R$ 5,6 bilhões em 25 anos de contrato e a movimentação de até 3,5 milhões de TEUs (contêineres-padrão de 20 pés), aumentando em 50% a capacidade do Porto de Santos (SP), que está à beira do esgotamento da capacidade de movimentação desse tipo de carga.

O executivo defende que o megaterminal de contêineres deve possa seguir o modelo de leilão aberto.

Para Veras, a tentativa de promover a concorrência por meio de desverticalização não teve os efeitos esperados no país.

“No Brasil, a experiência mostrou que a ideia de que a desverticalização aumentaria a concorrência, por meio de um terminal ‘bandeira branca’, nunca se concretizou. Precisamos ser responsáveis ao impor restrições. Isso sim pode enfraquecer a competição e direcionar a licitação para um player específico”, afirmou.

O projeto está em consulta pública pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Depois, será remetido para o TCU.

O órgão de controle pode, em tese, determinar mudanças no modelo — por isso o pedido do executivo da Maersk também ao presidente do Tribunal de Contas da União.

O cenário mudou significativamente desde a primeira tentativa de leilão do Tecon Santos 10, em 2022, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Desde a então, a Santos Brasil — uma das grandes operadoras de contêineres em Santos — teve o controle adquirido pela companhia francesa de navegação CMA CGM. Ela era a maior opositora à possibilidade de verticalização.

Outra operadora “bandeira branca”, a Wilson Sons, foi vendida à italiana MSC. Ela não está no estuário santista, mas reforça essa nova tendência no mercado brasileiro de contêineres.

Também operam, no maior porto da América Latina, a BTP (controlada pela própria Maersk e pela MSC) e a DP World.

FONTE: CNN Brasil
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Megaterminal bilionário no Porto de Santos pode receber os maiores navios do mundo

A proposta para o Terminal de Contêineres (Tecon) Santos 10, que ficará na área STS10, a ser arrendada no cais do Saboó, ao lado do Parque Valongo, no Porto de Santos, prevê que a empresa vencedora construa no local a infraestrutura necessária para receber os maiores navios do mundo.

São embarcações da classe Triple E, com 400 metros de comprimento, por 59 de largura, 73 de altura, com capacidade para transportar até 18 mil TEU.

Conforme consta na minuta do contrato, entre os investimentos obrigatórios do concessionário está a construção de um cais de atracação compatível com esses navios gigantes, ainda inéditos em Santos. Atualmente o cais santista já recebe os da classe New Panamax (366 metros e 14 mil TEU), mas não com capacidade total devido à falta de estrutura e profundidade necessárias. No Tecon Santos 10, haverá exigência de extensão de cais suficiente para atracação simultânea de três navios da classe New Panamax e um da classe Panamax (294 metros e 5 mil TEU). A profundidade dragagem precisará ser de 17 metros.

Ainda conforme os documentos liberados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o cais do Tecon Santos 10 deverá ter dois berços de 823 metros até o quarto ano de contrato, um terceiro berço de 1,2 km até o sexto ano e o quarto berço, de 1,5 km, até o oitavo ano de arrendamento. O investimento estimado é no terminal é de R$ 5,6 bilhões para um contrato de 25 anos, que pode ser prorrogado.

O gráfico a seguir coloca em perspectiva as exportações e importações de contêineres entre janeiro de 2022 e janeiro de 2024 no Porto de Santos. Essas informações vêm do DataLiner, um produto de inteligência da Datamar.

Exportações e Importações de Contêineres | Porto de Santos | Jan 2022 – Jan 2024 | TEUs

Mais infraestrutura

O arrendatário também terá que investir, até o final do oitavo ano de contrato, em um pátio de contêine-res e carga geral e vias de circulação para 3,5 milhões TEU/ano, além de novos pátios (retroárea) de, no mínimo, 130 mil metros quadrados (m²), drenagem, pavimentação, rede elétrica, iluminação e combate a incêndio. Também estão previstas vigas de rolamento para atender ao trânsito de transtêineres (guindastes para cargas).

A empresa que assumir o terminal terá, ainda, que construir um pátio regulador de tráfego, de 87,8 mil m2, a 50 km de distância do terminal, até o sexto ano de contrato e investir em área de recepção e expedição de caminhões até o oitavo ano. Essa área deverá conter gates automatizados e sistema de agendamento para evitar filas nas vias externas de acesso ao Porto.

Ramal ferroviário

A minuta de contrato do Tecon Santos 10, divulgada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), também prevê a implantação de um ramal ferroviário de conexão com o Porto, obra que poderá ser substituída pelo pagamento de outorga adicional de R$ 24,5 milhões à Autoridade Portuária de Santos (APS). O prazo para construir o ramal ou pagar o valor termina no oitavo ano de arrendamento.

Além disso, o arrendatário terá que, até o quarto ano de contrato, instalar um sistema de tratamento de água e outro sistema de subestação de energia, com fácil acesso para a Autoridade Portuária. A nova infraestrutura deverá suprir a demanda de iluminação pública no trecho da Avenida Engenheiro Augusto Barata, conhecida como Retão, no bairro da Alemoa.

Audiência pública virtual

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) realiza nesta terça (18), às 14h30, a audiência pública virtual sobre o arrendamento do Terminal de Contêineres (Tecon) Santos 10, na área do STS10, no Porto de Santos. A transmissão ao vivo será pelo canal da agência no YouTube.

Conceituado como um megaterminal, o ativo deverá ampliar a movimentação de contêineres do Porto de Santos em 50%. O leilão está previsto para acontecer entre outubro e dezembro deste ano.

A licitação será presencial e o maior valor de outorga será o critério de escolha da proposta mais vantajosa para o arrendamento da área de 621,9 mil metros quadrados (m2) no cais do Saboó, na Margem Direita do complexo portuário. O contrato estabelece investimentos obrigatórios e uma movimentação anual de 3,5 milhões de TEU (unidade de medida de um contêiner padrão).

“O empreendimento foi reestruturado recentemente pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e pela Antaq e está desenhado para ser o maior terminal do Porto de Santos, consolidando-se como essencial para atender à demanda de movimentação e armazenagem de contêineres e carga geral no complexo portuário”, afirma o MPor, em nota.

Ajustes

O diretor da Graf Infra Consulting e professor de MBA de Gestão Portuária da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Rodrigo Paiva afirma que são importantes alguns ajustes na modelagem disponibilizada para garantir a capacidade desejada e atendimento rápido aos navios.

“Um estudo de manobras será essencial para viabilizar a implantação do terminal versus expansões programadas de outros players. Será necessário garantir também um giro eficiente do pátio para se atingir a capacidade projetada”.

Consulta

O período de consulta pública continua aberto e se estenderá até as 23h59 do dia 24 de março exclusivamente por meio do formulário eletrônico disponível no site da Antaq.

As minutas jurídicas e documentos técnicos do Tecon Santos 10 estão disponíveis no link bit.ly/3ReoYvx.
Será permitido anexar imagens digitais, tais como mapas, plantas e fotos exclusivamente pelo e-mail anexo_audiencia022025@antaq.gov.br mediante identificação do contribuinte e no prazo estipulado.

Terminal de cruzeiros

O futuro concessionário do Tecon Santos 10 terá que arcar com um valor de outorga inicial de R$ 1,19 bilhão destinado a subsidiar a transferência do Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, administrado pelo Concais, de Outeirinhos para o Valongo. O equipamento turístico para cruzeiros será instalado ao lado do STS10, na água, em frente ao Parque Valongo.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) retomou em outubro esse projeto na água, que era a proposta inicial, apresentada em 2022, porque o Governo Federal decidiu fazer o leilão de todo o STS10 para contêineres, não sobrando espaço para o Concais em terra.

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