Transporte

Transnordestina avança no Ceará e reforça logística e desenvolvimento do Nordeste

A Transnordestina segue como um dos principais projetos de infraestrutura ferroviária do país, essencial para o escoamento da produção do Nordeste brasileiro. Para acompanhar o andamento das obras, o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, vistoriou os Lotes 9 e 10, trechos estratégicos da fase 1 do empreendimento no Ceará.

Em dezembro, o Governo Federal liberou R$ 2 bilhões pelo Novo PAC para este trecho, garantindo 100% de liberação das obras no estado.

“O avanço dessas obras demonstra a importância da Transnordestina para o Nordeste. A ferrovia permitirá transporte de cargas mais eficiente, descarbonizando o setor logístico”, afirmou Ribeiro.

Trecho cearense e impacto regional

O trecho visitado atravessa os municípios de Baturité, Aracoiaba, Redenção, Acarape, Guaiúba, Palmácia, Maranguape e Caucaia, somando 97 quilômetros. Ele integra a fase 1 da ferrovia, conectando o Piauí ao litoral cearense.

Para o governador do Ceará, Elmano de Freitas, a ferrovia vai muito além da geração de empregos: “É a principal obra de logística da história do estado, ligando regiões produtoras de grãos e minérios ao Porto do Pecém, conectando o Ceará aos mercados internacionais.”

A fase 1 da Transnordestina conta com 727 quilômetros finalizados de um total de 1.053 quilômetros, representando 80% de conclusão, enquanto os 326 quilômetros restantes seguem em execução. O investimento já aplicado soma R$ 11,3 bilhões.

Testes operacionais avançam

Neste mês, a ferrovia deu mais um passo rumo à operação plena com o segundo teste operacional, transportando 946,12 toneladas de sorgo do Terminal Intermodal do Piauí (TIPI) até o Terminal Logístico de Iguatu (TLI), no Ceará, em 16 horas e 34 minutos.

Os testes começaram em dezembro de 2025 e devem incluir, em etapas futuras, diversificação de mercadorias transportadas pela linha férrea.

“Essa obra vai transformar o Nordeste. Com mais de 1.200 quilômetros de ferrovia, todos os lotes contratados e infraestrutura de primeiro mundo, a região terá um grande desenvolvimento econômico”, destacou Tufi Daher Filho, diretor-executivo de Infraestrutura e Logística da CSN.

Integração econômica e logística do Nordeste

A Transnordestina terá 1.206 quilômetros na linha principal e 73 quilômetros em ramais secundários, atravessando 53 municípios. Do total, 608 quilômetros estão em solo cearense, beneficiando 28 municípios, enquanto 18 piauienses e 7 pernambucanos também serão contemplados.

Segundo Ribeiro, a ferrovia é um motor de desenvolvimento: “Além de escoar a produção agrícola com mais eficiência e menor emissão de gases, gera emprego, renda e infraestrutura logística no entorno, como terminais e portos secos, fortalecendo a competitividade brasileira no mercado internacional.”

Com papel central no escoamento da produção do Matopiba — região que inclui Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins — a Transnordestina reduz custos logísticos e impulsiona o desenvolvimento econômico regional, redesenhando o mapa da logística do Nordeste.

FONTE: Ministério dos Transportes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Michel Corvello/MT

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Transporte

Transnordestina inicia operações comerciais após quase 20 anos de obras

Primeiros trens começam a circular em outubro

Após quase duas décadas de atrasos, disputas políticas e investimentos acima do previsto, a ferrovia Transnordestina dará início às suas operações comerciais neste mês de outubro. A circulação inicial será reduzida, mas representa um marco para um dos maiores projetos de infraestrutura do Brasil.

Idealizada ainda no século XIX, no governo de Dom Pedro II, a Transnordestina teve suas obras iniciadas apenas em 2006, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A conclusão total está prevista para 2027.

Investimento bilionário e mudanças no traçado

O projeto original previa 1.728 km de trilhos, ligando o Piauí aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE). Porém, após anos de entraves e revisões, o traçado atual terá 1.200 km, conectando Eliseu Martins (PI) ao Porto de Pecém. O trecho até Suape foi descartado pela CSN, responsável pela execução e futura exploração da ferrovia.

O orçamento inicial, de R$ 4,5 bilhões, já ultrapassa R$ 15 bilhões. Mesmo com a redução no traçado, a obra segue sendo estratégica para o escoamento da produção agrícola da região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e para o transporte de insumos industriais ao sertão nordestino.

Obras avançam com 75% de execução

Segundo a Transnordestina Logística, subsidiária da CSN, cerca de 600 km já estão prontos para operação, entre Paes Landim (PI) e Acopiara (CE). A empresa estima que 75% das obras foram concluídas, principalmente nas áreas de infraestrutura mais complexas, como pontes, viadutos e nivelamento do terreno.

Mais de 4 mil trabalhadores atuam atualmente na construção, enfrentando o solo rochoso do sertão cearense. A previsão é que até outubro seja contratada a execução dos últimos 100 km.

Expectativa do setor produtivo

Em cidades como Quixeramobim (CE), empresários aguardam com ansiedade a chegada da ferrovia. Um dos beneficiados será o setor agroindustrial local, que enfrenta dificuldades logísticas para armazenar e distribuir insumos. O terminal intermodal em construção promete reduzir gargalos, ampliar a previsibilidade e aumentar a capacidade de produção em até 50%.

O governo federal também liberou R$ 1 bilhão em linhas de crédito para empresas interessadas em investir em uma área de 360 hectares ao redor do terminal. A segunda fase, prevista para 2027, inclui estrutura alfandegária, o que deve transformar a região em um importante polo de importação e exportação.

Operação inicial e projeções de crescimento

Na fase de testes, chamada de comissionamento, os trens transportarão entre 10 mil e 15 mil toneladas de grãos, ligando São Miguel do Fidalgo (PI) a Iguatu (CE).

A expectativa é que até 2028 o volume transportado chegue a 4 milhões de toneladas, incluindo fertilizantes e minério. Para 2030, a meta é alcançar 20 milhões de toneladas.

O presidente da Transnordestina Logística, Tufi Daher, afirma que não há risco de paralisações:

“Agora não tem mais volta. Os recursos estão garantidos e a obra será concluída até 2027, independentemente do cenário político”, declarou.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

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