Informação

Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários debate qualificação e fortalecimento do setor no Rio

A terceira reunião do Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários (FPTA) foi realizada nesta quinta-feira (26), no Rio de Janeiro, reunindo representantes do governo, empresas e trabalhadores do setor. O encontro teve como foco principal a qualificação profissional e a valorização dos aquaviários no Brasil.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos, e integra a estratégia do governo federal para fortalecer o transporte aquaviário brasileiro.

Encontro na Marinha reforça diálogo institucional

A reunião ocorreu na sede da Diretoria de Portos e Costas, órgão da Marinha do Brasil. Durante os debates, foram discutidas diretrizes para modernizar a formação dos profissionais da navegação e alinhar políticas públicas às demandas atuais do setor.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, que coordena o Fórum, destacou a importância do espaço como canal permanente de diálogo entre poder público, setor produtivo e trabalhadores. Segundo ele, a iniciativa contribui para consolidar o crescimento do setor com foco na valorização profissional.

Já o diretor de Navegação e Fomento, Daniel Aldigueri, ressaltou que a continuidade das reuniões permite acompanhar de perto as necessidades da navegação nacional e manter ativa a interlocução entre os diversos atores envolvidos.

Representação ampla do setor aquaviário

O encontro contou com representantes de entidades empresariais como:

  • Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo
  • Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem
  • Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior

Também participaram representantes dos trabalhadores indicados por:

  • Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos, na Pesca e nos Portos
  • Sindicato Nacional dos Marinheiros e Moços de Máquinas em Transportes Marítimos e Fluviais
  • Sindicato Nacional dos Tripulantes Não Aquaviários

Além disso, estiveram presentes integrantes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, do Ministério do Trabalho e Emprego, da Transpetro, da Petrobras, do Ministério de Minas e Energia e da Casa Civil.

Perfil da categoria e investimentos em capacitação

Durante a reunião, a Marinha apresentou dados atualizados sobre a estrutura profissional do setor. Atualmente, o Brasil possui 73.238 marítimos ativos.

Desse total:

  • 59.331 atuam na área de convés, responsável pela navegação e operações das embarcações;
  • 13.907 são habilitados na área de máquinas, voltada à operação de motores e sistemas técnicos.

Os números evidenciam a dimensão estratégica da categoria e reforçam a necessidade de investimentos contínuos em formação técnica, atualização profissional e modernização da estrutura de ensino.

Ao final do encontro, os participantes visitaram a academia da Transpetro, onde conheceram simuladores de náutica e de máquinas utilizados na capacitação de profissionais embarcados.

Próximas reuniões já têm calendário definido

A agenda do Fórum prevê novos encontros na segunda quinzena de maio, agosto e novembro de 2026. A definição antecipada do calendário busca garantir a continuidade das discussões e o acompanhamento das ações voltadas ao desenvolvimento profissional dos aquaviários.

Fórum foi criado em 2025

Instituído pela Portaria nº 185, de 11 de março de 2025, o Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários foi criado para consolidar o diálogo entre governo, setor produtivo e trabalhadores do transporte aquaviário.

A iniciativa integra a política do Ministério de promover organização, qualificação e valorização da categoria, considerada estratégica para a logística e o comércio exterior do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Victor Cassiano/Diretoria de Portos e Costas

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Portos

Colisão no Porto de Santos: Marinha investiga velocidade, comunicação e manobras de navio e balsas

A Marinha do Brasil instaurou inquérito para apurar as causas da colisão entre um navio porta-contêineres e duas balsas no canal do Porto de Santos, no litoral paulista. A investigação será conduzida pela Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP).

Segundo o Capitão de Mar e Guerra Leandro Gomes Mendes, o procedimento irá analisar elementos testemunhais, periciais e documentais para esclarecer o que provocou o acidente.

O que será apurado no inquérito

O caso está sendo tratado por meio de um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), aberto na terça-feira (17). Entre os principais pontos que serão investigados estão:

  • se o navio e as balsas estavam aptos à navegação;
  • cumprimento das normas nacionais e internacionais;
  • possíveis falhas humanas;
  • velocidade das embarcações no momento da colisão;
  • existência e registro de comunicação via rádio;
  • autorizações e tratativas prévias para as manobras realizadas.

Embora as Normas e Procedimentos das Capitanias dos Portos (NPCP) estabeleçam prioridade para embarcações de maior porte, devido à manobra restrita, o capitão ressaltou que a conclusão depende da análise técnica completa.

Dinâmica do acidente no canal

O acidente ocorreu na noite de segunda-feira (16), quando o navio deixava o canal em direção à área de fundeio por não haver vaga para atracação. Durante a manobra, a embarcação atingiu as balsas FB-15 e FB-14.

A FB-15 rebocava a FB-14, que estava fora de operação, em deslocamento sentido Guarujá. Quatro tripulantes — o comandante e três marinheiros — saltaram ao mar instantes antes do impacto. Não houve feridos.

As balsas estavam sem passageiros ou veículos no momento da colisão.

Resgate mobilizou equipes e populares

Imagens registradas por testemunhas mostram os tripulantes nadando até o cais após pularem na água. Pessoas que estavam em terra auxiliaram no resgate, lançando boias e coletes e ajudando a puxar os marinheiros para a margem.

A Praticagem enviou lanchas de apoio, e todos foram retirados da água em segurança.

Discussão sobre autorização de atracação

Outro ponto que poderá ser analisado é a ausência de espaço para atracação do navio no momento da manobra.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que, em caso de terminais privados, cabe à própria operadora verificar a disponibilidade de berço, equipamentos e metragem adequada para receber a embarcação, com margem de segurança.

A APS destacou que sua atuação nesses casos se dá por meio da análise documental no sistema Porto Sem Papel (PSP), que reúne anuências de órgãos como a própria autoridade portuária, Anvisa, Polícia Federal e Capitania dos Portos.

A verificação direta da compatibilidade entre o tamanho do navio e o cais ocorre apenas em estruturas públicas. A DP World, responsável pelo terminal envolvido, não se manifestou sobre o episódio.

Investigação segue sem conclusões antecipadas

De acordo com a Capitania dos Portos, não é possível apontar responsabilidades antes da conclusão do IAFN. O comandante destacou que a prioridade de navegação para navios de grande porte não é suficiente para encerrar a análise.

O relatório final deverá esclarecer as circunstâncias da colisão no Porto de Santos, identificar eventuais falhas e indicar medidas para evitar novos acidentes no maior complexo portuário da América Latina.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Portos

Acidente no Porto de Santos: navio cargueiro colide com balsas no canal de navegação

Um acidente no Porto de Santos mobilizou equipes de resgate e autoridades marítimas na noite desta segunda-feira (16), no litoral de São Paulo. Um navio cargueiro se envolveu em uma colisão com duas balsas que operam na travessia entre Santos e Guarujá. Apesar do impacto e do susto, não houve registro de feridos.

Como ocorreu a colisão no canal do Porto de Santos

O navio Seaspan Empire seguia em direção ao terminal da Embraport quando precisou alterar a rota devido à indisponibilidade de berço para atracação. A embarcação iniciou manobra de retorno em direção à barra por volta das 22h, nas proximidades do Armador 35, quando ocorreu o incidente.

Durante a navegação, houve comunicação por rádio com as balsas que realizam a travessia Santos-Guarujá. Ainda assim, duas embarcações cruzaram à frente do cargueiro. Uma delas estava em manutenção e era rebocada no momento.

Com a aproximação do navio, tripulantes das balsas se lançaram ao mar por precaução.

Tripulantes resgatados e situação das embarcações

Quatro profissionais que estavam nas balsas — um comandante e três marinheiros — pularam na água como medida de segurança. Eles foram rapidamente resgatados por lanchas da Praticagem e não sofreram ferimentos.

As embarcações envolvidas são as balsas FB-14 e FB-15. Ambas estavam vazias, sem veículos ou passageiros a bordo no momento do abalroamento.

Após a colisão, o navio deixou o canal de navegação e permaneceu na área externa do porto, aguardando nova autorização para atracar. Até o momento, não há indícios de danos estruturais significativos nas embarcações envolvidas.

Operação da travessia e posicionamento das autoridades

A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo informou que as balsas permanecem fora de operação no lado de Santos e aguardam deliberação da Capitania dos Portos. A Coordenadoria de Travessias acompanha a apuração do caso junto às autoridades marítimas.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Marinha foram acionadas para prestar apoio na ocorrência. Apesar do acidente, a travessia entre Santos e Guarujá segue operando com quatro embarcações e tempo médio de espera de aproximadamente 15 minutos em ambos os sentidos.

Já a Autoridade Portuária de Santos informou, em nota, que pelas normas de navegação, as embarcações maiores têm prioridade e que a balsa não deveria estar em deslocamento naquele horário.

Vídeo mostra momento do acidente

Imagens que circulam em grupos de WahtsApp e divulgadas por portais de notícias registram o momento da colisão no canal do Porto de Santos. As causas do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes.

FONTE: Com informações de portais locais.

TEXTO: REDAÇÃO

VÍDEO: INTERNET

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Notícias

Navio chinês com capacidade de vigilância provoca apreensão entre militares brasileiros

O navio chinês Ark Silk Road, oficialmente classificado como navio-hospital, deixou o porto do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (15), após uma permanência iniciada em 8 de janeiro. Apesar do discurso humanitário, a presença da embarcação gerou desconforto entre autoridades militares brasileiras, diante da suspeita de que o navio possui capacidade de vigilância e coleta de dados estratégicos ao longo do litoral nacional.

Segundo fontes militares ouvidas pelo Poder360, o Ark Silk Road dispõe de equipamentos capazes de mapear infraestrutura portuária, rotas marítimas e características geográficas sensíveis do país, o que despertou atenção da Marinha e de setores do governo federal.

Pedido diplomático não detalhou objetivos da missão

A autorização para atracação foi solicitada pela China em setembro de 2025, por meio de uma nota diplomática enviada em 15 daquele mês. O documento previa a permanência entre 8 e 15 de janeiro, mas não esclarecia os objetivos da viagem nem mencionava a chamada Missão Harmony 2025, posteriormente apresentada como a primeira operação humanitária internacional do navio.

A falta de informações detalhadas desde o início contribuiu para um clima de cautela diplomática em Brasília, especialmente em um contexto de tensões geopolíticas na América Latina, conforme apuração do portal.

Estrutura do navio reforça suspeitas

Autoridades brasileiras também chamaram atenção para as características técnicas incomuns do Ark Silk Road. Embora classificado como navio-hospital, ele apresenta sensores, antenas e radares externos, tecnologias que ampliam significativamente sua capacidade de monitoramento e inteligência marítima.

De acordo com fontes ouvidas, o uso desse tipo de embarcação como plataforma de reconhecimento é mais frequente entre países que mantêm acordos bilaterais de cooperação militar, o que não é o caso da relação entre Brasil e China, tornando a visita ainda mais sensível do ponto de vista diplomático.

Não houve atendimento médico durante a estadia

A Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro informou ao g1 que nenhum atendimento médico foi realizado no navio durante sua permanência. Segundo o órgão, o governo estadual apenas recepcionou os comandantes da embarcação no dia da atracação.

Em nota, o Pier Mauá reforçou que a visita não teve caráter humanitário. “Não há e não haverá atendimento médico no navio, tratando-se apenas de uma visita da delegação chinesa ao país para estreitar laços de amizade entre as duas nações”, informou o terminal portuário.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM:Reprodução/InfoMoney

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Saúde

Hidrovias na Amazônia fortalecem acesso à saúde com apoio do MPor e da Marinha do Brasil

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com a Marinha do Brasil, vem reforçando o acesso à saúde pública na região amazônica por meio da manutenção e da navegabilidade das hidrovias da Amazônia. A atuação conjunta garante o deslocamento dos Navios de Assistência Hospitalar (NAsH), responsáveis por levar atendimento médico e odontológico a comunidades ribeirinhas que vivem em áreas de difícil acesso terrestre.

Com apoio técnico do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o trabalho assegura que rios estratégicos permaneçam navegáveis ao longo do ano, inclusive durante os períodos de cheia e vazante, quando as condições naturais impõem maiores desafios à navegação.

Hidrovias garantem acesso contínuo aos serviços de saúde

A atuação integrada entre o MPor, o Dnit e a Marinha do Brasil envolve monitoramento permanente dos rios, organização das rotas fluviais, sinalização náutica e intervenções em trechos críticos. Essas ações permitem que os navios hospitalares cheguem com segurança às comunidades ribeirinhas, muitas vezes isoladas e dependentes exclusivamente dos rios para acessar serviços essenciais.

A manutenção das hidrovias possibilita consultas médicas, atendimentos odontológicos e ações preventivas de saúde, fortalecendo a presença do Estado em regiões remotas da Amazônia.

Parceria institucional fortalece atendimento à população

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a integração entre os órgãos é fundamental para garantir a continuidade das ações. “Ao assegurar a navegabilidade dos rios, criamos as condições necessárias para que os navios de assistência hospitalar alcancem regularmente as comunidades mais isoladas, ampliando o acesso à saúde na Amazônia”, destacou.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, reforça que a infraestrutura fluvial é essencial para o planejamento das operações. De acordo com ele, o monitoramento constante, a sinalização e a manutenção dos canais permitem que as missões ocorram com segurança mesmo diante das variações naturais dos rios amazônicos.

Navios de Assistência Hospitalar atendem regiões isoladas

Os Navios de Assistência Hospitalar percorrem diversos trechos da malha hidroviária amazônica, com destaque para as rotas entre Porto Velho (RO) e Caracaraí (RR), além do eixo entre Tabatinga (AM) e Santana (AP). Essas rotas alcançam comunidades distantes dos centros urbanos e com acesso terrestre limitado ou inexistente.

As missões são organizadas por Polos de Saúde, definidos conforme os rios atendidos. Entre eles estão Amazonas, Solimões, Madeira, Purus, Juruá, Javari, Negro/Branco, Içá, Japurá, Tapajós, Xingu, Jari e Marajó. Essa divisão facilita o planejamento logístico e assegura a continuidade do atendimento ao longo do ano.

Atendimentos crescem e ampliam presença do Estado na região

Cada missão pode durar até quatro meses, considerando as longas distâncias e as particularidades da navegação amazônica. Desde 2021, os Navios de Assistência Hospitalar realizam, em média, cerca de 25 mil atendimentos por ano, incluindo consultas médicas, atendimentos odontológicos e ações preventivas.

Os dados mostram crescimento progressivo:

  • 2021: 18.928 atendimentos
  • 2022: 19.540 atendimentos
  • 2023: 27.963 atendimentos
  • 2024: 32.468 atendimentos
  • 2025 (até o momento): 25.724 atendimentos

A atuação conjunta do MPor, do Dnit e da Marinha do Brasil tem sido decisiva para garantir a continuidade dessas operações, ampliando o acesso à saúde e promovendo inclusão social em áreas historicamente afastadas dos grandes centros.

Saúde e infraestrutura caminham juntas na Amazônia

A integração entre infraestrutura hidroviária e políticas públicas de saúde fortalece a presença do Estado na Amazônia e assegura atendimento digno às populações ribeirinhas. A iniciativa respeita as características geográficas da região e reafirma o papel estratégico das hidrovias como vetor de desenvolvimento social e humano.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Marinha do Brasil

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Notícias

Fragata Tamandaré passa por testes em alto-mar e avança no Programa Naval Brasileiro

A Fragata Tamandaré, considerada o navio de guerra mais avançado já produzido no Brasil, está em fase intensiva de testes em alto-mar desde 30 de outubro, na costa de Santa Catarina. A embarcação já realizava provas desde agosto de 2025, mas agora inicia uma etapa mais profunda, voltada a operações oceânicas complexas, com idas e retornos ao Porto de Itajaí, onde foi construída.

Primeira unidade do Programa Fragatas Classe Tamandaré, a nave integra um dos maiores projetos da indústria naval nacional, liderado pela Marinha do Brasil em parceria com a alemã TKMS, no Estaleiro Brasil Sul. A previsão oficial é que o navio alcance plena capacidade operacional até dezembro.

Desempenho operacional e testes de navegabilidade

Nessa fase, a Fragata Tamandaré é submetida a avaliações criteriosas de propulsão, sistemas de energia, automação e navegabilidade. Os ensaios incluem análises de estabilidade em diferentes condições de mar e vento, além da validação da capacidade de atingir velocidades superiores a 27 nós.

Segundo o vice-almirante Marcelo da Silva Gomes, o processo é essencial para confirmar os parâmetros de engenharia e realizar ajustes finos: “A etapa permite correções, medições e validações fundamentais para garantir o desempenho previsto em projeto”.

Cerca de 130 militares e civis participam da operação, navegando por trechos estratégicos da costa catarinense e retornando ao estaleiro para revisar dados coletados e implementar melhorias.

Capacidade de combate e impacto econômico

Projetada para atuar simultaneamente em missões de superfície, defesa aérea e operações submarinas, a Fragata Tamandaré representa um salto tecnológico para a frota brasileira. O navio foi lançado oficialmente em agosto de 2024, em cerimônia acompanhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O projeto também movimentou a economia de Itajaí e região. Segundo a Marinha, a construção mobilizou 2 mil profissionais diretos, além de gerar 6 mil empregos indiretos e cerca de 15 mil postos de trabalho induzidos, totalizando 23 mil empregos vinculados ao programa.

O segundo navio da classe, o Jerônimo de Albuquerque, já foi lançado e contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin.

Reforço estratégico para a Marinha do Brasil

A expectativa é que a Fragata Tamandaré esteja totalmente integrada à frota em 2025, ampliando a capacidade de defesa nacional, com atuação em múltiplos ambientes e emprego de sistemas de alta tecnologia.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Grazielle Guimarães/Reprodução/ND Mais

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Portos

Tripulante chinês morre no Porto de Santos após acidente com guindaste

Acidente ocorreu durante manutenção de equipamento

Um tripulante chinês de 35 anos morreu na noite de segunda-feira (29) após ser atingido por um cabo que se rompeu durante a manutenção de um guindaste de bordo no Porto de Santos. O acidente aconteceu por volta das 22h45, quando o cabo se soltou e atingiu o rosto da vítima, segundo informações da Autoridade Portuária de Santos (APS).

Navio descarregava sal a granel

A vítima estava a bordo do navio Forever SW, atracado na Margem Direita do porto para o desembarque de sal a granel. Testemunhas relataram que, mesmo após o impacto e o socorro ao tripulante, parte da operação portuária seguiu em andamento.

Pouco depois, o grabi — equipamento usado para movimentar cargas a granel — também caiu, mas não atingiu nenhum trabalhador. O episódio gerou preocupação, já que a área registra intensa movimentação de veículos e pessoas.

Perícia e investigação foram iniciadas

A Capitania dos Portos enviou peritos ao local para apurar as circunstâncias do acidente e instaurar o Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN). Em nota, a Marinha lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade aos familiares e colegas da vítima.

A APS confirmou que o caso foi registrado no 7º Distrito Policial de Santos e que a investigação será conduzida pela Marinha do Brasil. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) também foi acionada e deve fornecer novas informações em breve.

FONTE: Página 3
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Página 3

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Comércio Exterior, Informação, Notícias, Portos

Navio tanque é apreendido em Paranaguá com documentos falsos e sem bandeira; comandante foi preso

Um navio tanque estrangeiro permaneceu retido por 25 dias em Paranaguá após apresentar documentação irregular à Marinha do Brasil.

Identificada como Agnes, a embarcação foi impedida de deixar o litoral paranaense no dia 2 de março e teve sua apreensão formalizada no dia 6 pela Polícia Federal, que também efetuou a prisão em flagrante do comandante.

Transportando uma carga de óleo de soja, o Agnes foi alvo de fiscalização da Capitania dos Portos do Paraná durante uma inspeção de rotina. Segundo a Marinha, foi nesse momento que se constatou o uso de documentos falsificados e a ausência de registro de bandeira, condição que infringe normas internacionais de navegação e levanta suspeitas sobre a legalidade da operação.

A liberação da embarcação foi confirmada apenas na última quinta-feira (27), quando a Capitania informou que o navio havia cumprido todas as exigências administrativas previstas pelas Normas da Autoridade Marítima. “A embarcação apresentou toda a documentação necessária e encontra-se em condições de sair das Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB)”, diz a nota oficial.

Desde a detecção da irregularidade, o caso foi encaminhado à Polícia Federal, que passou a conduzir as diligências. A prisão do comandante ocorreu em flagrante, mas os detalhes sobre o inquérito policial e a situação jurídica atual do tripulante não foram divulgados até o momento.

Durante o período em que permaneceu retido, o Agnes ficou fundeado sob vigilância, sem autorização para zarpar.

Sem registro de bandeira, navio opera à margem das leis internacionais

No transporte marítimo internacional, toda embarcação deve estar registrada sob a bandeira de um país — o que determina o conjunto de leis e normas que ela deve seguir, incluindo regras de segurança, proteção ambiental e direitos trabalhistas. A ausência de bandeira, ou o uso de bandeiras de conveniência sem respaldo legal, pode indicar tentativas de burlar legislações e comprometer a segurança da navegação global.

FONTE: Ilha do Mel FM
Navio tanque é apreendido em Paranaguá com documentos falsos e sem bandeira; comandante foi preso – Ilha do Mel FM

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Terceira fragata da Marinha começa a ser construída em Itajaí

Novo navio tem previsão de ser lançado em 2026

O terceiro navio do projeto das fragatas militares da Classe Tamandaré já começou a ser construído em Itajaí. Na semana passada, a Marinha do Brasil e o consórcio Águas Azuis fizeram o corte da primeira chapa de aço da fragata “Cunha Moreira” (F202), a terceira das quatro previstas no programa. A construção é feita no Thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul, que já lançou o primeiro navio e toca a produção da segunda embarcação.

A fragata F202 foi batizada em homenagem ao almirante Luís da Cunha Moreira, o Visconde de Cabo Frio, primeiro brasileiro nato a exercer o cargo de Ministro da Marinha do Brasil. Ele combateu nas guerras napoleônicas e participou da conquista da Guiana Francesa.

A fragata “Cunha Moreira” poderá atingir a velocidade de 25 nós, que equivale a cerca de 47 km/h. A previsão é de que o navio seja lançado em 2026 e incorporado à Marinha do Brasil em 2028.

O diretor-executivo do estaleiro, Holger Tepper, destacou o avanço do programa dos navios militares. Essa é a primeira vez que três fragatas são construídas ao mesmo tempo no país.

“Isso reforça nossa posição como fornecedor de defesa e nosso compromisso com a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade. Além disso, a distribuição estratégica da mão de obra e a curva de aprendizagem entre as três fragatas em construção permitem o compartilhamento de profissionais, otimizando recursos e acelerando a produção”, disse.

Programa das fragatas

De acordo com o diretor de gestão de programas da Marinha, contra-almirante Marcelo da Silva Gomes, a construção do terceiro navio seguirá em paralelo à finalização da fragata “Tamandaré” (F200) e à fabricação da fragata “Jerônimo de Albuquerque” (F201), com produção iniciada em 2023. As embarcações têm previsão de entrega para a Marinha em dezembro de 2025 e janeiro de 2027, respectivamente.

“A produção é com, pelo menos, 40% de conteúdo local, o que proporciona uma transferência gradual de tecnologia em engenharia naval para a fabricação de navios militares e sistemas de gerenciamento de combate e de plataforma em solo brasileiro”, comentou Silva Gomes.

O programa das fragatas é considerado o mais inovador projeto de construção naval do país, com mão de obra local e transferência de tecnologia, num investimento de mais de R$ 11 bilhões. A expectativa é de que sejam gerados cerca de 23 mil empregos – dois mil diretos, seis mil indiretos e 15 mil induzidos – durante a construção dos quatro navios. O projeto está incluído no Novo PAC, do governo federal.

A primeira fragata do programa foi lançada em agosto e está em fase de comissionamento, instalação de equipamento e testes de cais. A segunda fragata teve o batimento de quilha em junho, com previsão de ser lançada ao mar em agosto de 2025.

Militares se instalam em Itajaí

A Marinha inaugurou na semana passada em Itajaí os escritórios do Grupo de Recebimento das Fragatas Classe Tamandaré. São 12 módulos, com área de 325 m², onde vão trabalhar os 112 militares que integração a futura tripulação da fragata F200, a primeira lançada pelo programa. O grupo também terá um alojamento de apoio na delegacia da Capitania dos Portos.

Os escritórios funcionam junto ao estaleiro da Thyssenkrupp, com o uso de módulos que já eram da Marinha e que foram trazidos pra Itajaí. “Estes escritórios são importantes, pois suprem a necessidade do Grupo de Recebimento que precisa de um local de trabalho próximo à fragata”, explica o diretor de obras civis da Marinha, contra-almirante Pedro Lima Silva Filho.

FONTE: Diarinho Net
Terceira fragata da Marinha começa a ser construída em Itajaí | DIARINHO

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