Comércio Exterior

As compras no exterior aumentaram 300% desde o novo limite de US$ 3.000

Marcelo García, da Galeón Logistics Solutions, explicou à Cadena 3 que, com o novo limite de dólares por envio, os argentinos estão optando por importar produtos mais baratos

Marcelo García, especialista em comércio exterior e sócio da Galeón Logistics Solutions, destacou em entrevista à Cadena 3 uma mudança significativa nas compras do exterior por parte dos argentinos. Desde dezembro de 2024, o limite de compra por envio aumentou para 3.000 dólares, o que facilitou o processo de importação.

García comentou que “há uma situação negativa de defasagem cambial, o que faz com que os produtos no mercado local fiquem mais caros do que os que podem ser adquiridos no exterior”.

O aumento no uso de serviços de courier tem sido notável. Segundo García, o crescimento no volume de envios é estimado em 300% em comparação com o ano anterior. “Em junho deste ano, foram importados pouco mais de 70 milhões de dólares, com quase 400.000 envios e um preço médio próximo de 200 dólares”, detalhou.

Aproximadamente 70% das compras realizadas correspondem a celulares, computadores e tablets. “A única explicação é que sai mais barato comprar e trazer de fora do que adquirir localmente”, afirmou García.

Os limites estabelecidos permitem até 3.000 dólares por envio e até 50 quilos por volume. Além disso, os usuários podem realizar até cinco envios por ano por pessoa, sendo que alguns deles contam com envio gratuito. Para facilitar o processo, os clientes compram em plataformas que têm operadores logísticos associados, como FedEx ou DHL.

García detalhou que o volume de envios aumentou, com uma média no aeroporto de Ezeiza que passou de 400 para quase 900 toneladas mensais. “No aeroporto de Córdoba também há um crescimento exponencial”, acrescentou.

Quanto aos impostos, os compradores devem considerar que há uma franquia de até 400 dólares isenta de tarifas de importação. O que excede esse valor enfrenta uma carga tributária que pode chegar a até 35%.

A simplificação dos trâmites e a possibilidade de comprar produtos mais baratos do que no mercado local têm levado cada vez mais argentinos a optarem por compras internacionais.

Entrevista do programa Informados al regreso.

Fonte: Cadena 3

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