Evento

FIESC promove Encontro de Negócios Espanha x Santa Catarina em abril

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) organiza, entre os dias 17 e 26 de abril, o Encontro de Negócios Espanha x SC – Aliança Estratégica Global, com o objetivo de aproximar empresas catarinenses do mercado europeu. O evento acontecerá em Madri e em Las Palmas, nas Ilhas Canárias, reunindo instituições e empresas multissetoriais, com foco especial no setor de máquinas e equipamentos.

Geração de negócios e cooperação tecnológica

A iniciativa visa fomentar negócios, fortalecer redes de relacionamento e identificar sinergias estratégicas, além de potenciais parceiros para cooperação tecnológica. Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 98,75 milhões para a Espanha, destacando-se carnes de aves, motores elétricos, madeira serrada e compensada e móveis. No mesmo período, as importações espanholas chegaram a US$ 322 milhões, puxadas por pigmentos, azeite de oliva, produtos de beleza e medicamentos.

Com a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, a FIESC identificou produtos catarinenses com maior potencial de crescimento na Espanha, reforçando a importância da missão.

Etapas do evento: Madri e Las Palmas

Na primeira etapa, em Madri, as indústrias catarinenses participarão de reuniões com potenciais compradores, agendas institucionais em entidades do setor produtivo e na Embaixada do Brasil, além de visitas técnicas.

Na segunda etapa, em Las Palmas, os participantes terão encontros com associações empresariais e visitas ao porto local, ampliando oportunidades de parcerias e logística para exportação.

Indústrias catarinenses do segmento de máquinas e equipamentos interessadas em participar podem se inscrever por meio dos canais da FIESC.

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FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Industria

Vendas de máquinas e equipamentos no Brasil crescem 11,2% em setembro, aponta Abimaq

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou crescimento em setembro, com receita líquida de vendas subindo 11,2% na comparação anual, atingindo R$ 27,2 bilhões, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

As exportações também registraram alta de 1,8% em relação a setembro de 2024. No acumulado do ano, porém, o setor manteve-se no mesmo patamar do ano passado.

Mudança nos destinos das exportações

Houve mudanças nos principais destinos das vendas externas: as exportações para a América do Norte caíram 8,9%, enquanto a Europa e a América do Sul apresentaram crescimento de 4,8% e 18,5%, respectivamente. Na América do Sul, a Argentina foi destaque, com aumento de 44,3% nas importações de máquinas brasileiras, puxado pelos setores de agricultura e construção civil.

Nos Estados Unidos, o volume exportado caiu 10% em setembro na comparação com agosto, acumulando uma queda de 8,2% no ano, impactado pelo aumento das tarifas de importação aplicadas pelo governo norte-americano.

“O efeito do tarifaço é muito recente. As empresas estão aguardando os próximos meses e não esperamos impactos muito fortes no final do ano”, afirmou Leonardo Gatto, coordenador de economia e estatística da Abimaq.

Projeções e cenário futuro

Inicialmente, a Abimaq estimava queda de 15% nas exportações para 2025, considerando que as vendas para os EUA poderiam praticamente zerar devido às tarifas. Agora, a previsão é de queda total de 4,2%, com exportações para os Estados Unidos caindo 24,4%.

A associação alertou que, caso o tarifaço de Donald Trump se prolongue, os impactos podem ser mais severos.

Recentemente, o Senado dos EUA, controlado por republicanos, aprovou um projeto para anular as tarifas contra o Brasil. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados, também republicana, onde a expectativa é de que seja arquivado, mantendo as tarifas vigentes.

Importações e carteira de pedidos

As importações de máquinas e equipamentos também cresceram em setembro, tanto na comparação mensal (8,1%) quanto anual (8,4%), totalizando US$ 2,78 bilhões. No acumulado do ano, o aumento foi de 9%, com US$ 23,97 bilhões importados.

A carteira de pedidos do setor, que havia recuado 1,9% em agosto, se estabilizou em 8,9 semanas, embora tenha apresentado piora em segmentos de logística, construção civil e componentes para bens de capital, segundo a Abimaq.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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