Tecnologia

Robôs humanoides em fábrica de aço nos EUA marcam avanço da automação industrial

A entrada de robôs humanoides na indústria do aço nos Estados Unidos inaugura uma nova fase da automação industrial e reacende o debate sobre o futuro do trabalho nas fábricas. Um programa piloto firmado no estado da Louisiana levará essas máquinas para o chão de fábrica, com foco em manufatura avançada, inteligência artificial incorporada e transformação da força de trabalho.

Acordo leva humanoides para fábrica na Louisiana

A empresa de robótica Persona AI assinou um Memorando de Entendimento com o Estado da Louisiana para iniciar testes com robôs humanoides na unidade da SSE Steel Fabrication, localizada na paróquia de St. Bernard. A iniciativa prevê a atuação das máquinas em um ambiente real de produção de aço, ao lado de trabalhadores humanos.

O projeto conta com o apoio da Louisiana Innovation, braço da Louisiana Economic Development, e da Greater New Orleans Inc., com o objetivo de posicionar o estado como referência em manufatura avançada com IA.

Testes no chão de fábrica e coleta de dados

Durante o programa piloto, os robôs humanoides serão avaliados em operações industriais pesadas, permitindo analisar como percebem o ambiente, se deslocam e executam tarefas em conjunto com pessoas. A proposta é coletar dados operacionais reais, ampliando o uso dessas tecnologias para além de ambientes controlados de laboratório.

Para Josh Fleig, diretor de Inovação da Louisiana Economic Development, o projeto representa um exemplo de inovação aplicada, capaz de gerar referências práticas para o desenvolvimento de tecnologias industriais de próxima geração.

Movimento global e investimentos no setor

O uso de robôs humanoides na indústria acompanha uma tendência global. A Persona AI recebeu recentemente um investimento de US$ 3 milhões da sul-coreana POSCO DX, sinalizando o interesse crescente do setor siderúrgico e industrial nessas soluções.

Outras empresas também avançam nesse caminho. A Hyundai, por exemplo, já implementou iniciativas semelhantes em fábricas nos Estados Unidos e apresentou um robô humanoide na CES 2026, movimento que gerou críticas de sindicatos preocupados com possíveis impactos sobre empregos.

Tecnologia pensada para ambientes humanos

Diferentemente dos robôs industriais tradicionais, os humanoides da Persona AI são projetados para atuar em espaços feitos para pessoas. Eles utilizam ferramentas comuns, caminham em terrenos irregulares e se adaptam a mudanças constantes no ambiente, características que ampliam sua aplicação em indústrias pesadas, como a siderurgia.

Segundo Justin Airhart, diretor de operações da SSE Steel Fabrication, a parceria permite testar tecnologias emergentes diretamente no chão de fábrica, com foco em segurança, produtividade e sustentabilidade da força de trabalho.

Trabalhos 4D e próximos passos do projeto

A Persona AI desenvolve seus robôs para os chamados empregos 4D — tarefas monótonas, perigosas, em declínio e sujas. A proposta é um modelo colaborativo, no qual as máquinas assumem atividades manuais repetitivas, enquanto os humanos se concentram em funções de maior valor agregado.

Nesta fase, o programa piloto irá treinar robôs humanoides soldadores para aplicações em fabricação industrial e construção naval. Autoridades estaduais e regionais veem a iniciativa como o primeiro passo para ampliar o uso da robótica humanoide na Louisiana, com novas informações previstas à medida que o projeto evoluir.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Exportação

Exportações da China sobem 5,9% em novembro enquanto envios para EUA caem 29%

As exportações da China cresceram 5,9% em novembro na comparação anual, recuperando-se da contração de 1,1% registrada em outubro, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas. O valor total das vendas externas alcançou US$ 330,3 bilhões, superando as expectativas dos economistas e indicando uma melhora frente ao mês anterior.

O resultado reforça o aumento do superávit comercial, que nos primeiros 11 meses de 2025 ultrapassou US$ 1,08 trilhão, maior nível anual da série histórica, acima do excedente de US$ 992 bilhões registrado em 2024.

Exportações para os EUA em queda

Apesar do crescimento geral, as exportações chinesas para os Estados Unidos recuaram quase 29% em novembro, marcando o oitavo mês consecutivo de quedas de dois dígitos. O declínio reflete o impacto de tarifas aplicadas durante a guerra comercial, embora a trégua anunciada em outubro entre Xi Jinping e Donald Trump abra espaço para recuperação nos próximos meses.

Economistas apontam que os efeitos do corte de tarifas ainda não foram totalmente refletidos nos números de novembro, e o desempenho futuro dependerá do avanço do acordo e da demanda externa.

Exportações para outros mercados se fortalecem

Enquanto os envios para os EUA caíram, as exportações chinesas dispararam para outras regiões, incluindo Sudeste Asiático, América Latina, África e União Europeia, diversificando os mercados e compensando parcialmente o recuo no principal parceiro comercial.

As importações da China também apresentaram crescimento de 1,9% em novembro, atingindo US$ 218,6 bilhões, melhorando frente à alta de 1% de outubro, apesar da crise persistente no setor imobiliário e da desaceleração nos investimentos empresariais.

Foco em manufatura avançada e crescimento interno

Em paralelo, o governo chinês reforçou a aposta no fabrico avançado como motor de crescimento para os próximos anos. Durante a reunião anual de planejamento econômico, liderada por Xi Jinping, foi destacado o compromisso com “prosseguir o progresso garantindo a estabilidade”, priorizando novas tecnologias e indústrias emergentes.

Apesar das tensões comerciais e do protecionismo internacional, especialistas esperam que a China continue ganhando quota de mercado global. A Morgan Stanley projeta que, até 2030, o país alcance 16,5% da participação nas exportações mundiais, impulsionado por setores de alto crescimento, como veículos elétricos, robótica e baterias.

Perspectivas para a economia chinesa

Mesmo com a trégua comercial temporária, analistas destacam que o ambiente global de comércio permanece incerto, com relações entre China e EUA ainda fragilizadas. No entanto, o crescimento das exportações fora do mercado americano e o foco em inovação tecnológica reforçam a capacidade do país em manter a liderança no comércio internacional nos próximos anos.

FONTE: Euronews
TEXTO: Redação
IMAGEM: AP/Chinatopix

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