Internacional

Produção de óleo de palma na Malásia deve superar 20 milhões de toneladas pela primeira vez

Colheita mais eficiente impulsiona crescimento
A produção de óleo de palma da Malásia deve ultrapassar, pela primeira vez, a marca de 20 milhões de toneladas em 2024. A projeção é do Conselho de Óleo de Palma da Malásia (MPOB), que atribui o avanço à maior eficiência na colheita, à melhora na disponibilidade de mão de obra e ao aumento da produtividade de plantações em fase de amadurecimento.

Segundo o diretor-geral do MPOB, Ahmad Parveez Ghulam Kadir, o país — segundo maior exportador global da commodity — deve encerrar o ano com produção entre 20 milhões e 20,5 milhões de toneladas, desde que as condições climáticas sigam favoráveis e o ritmo de colheita se mantenha.

Perspectiva positiva para o setor
O órgão regulador ressalta que o desempenho reforça a recuperação gradual do setor após anos de limitações operacionais, especialmente relacionadas à escassez de trabalhadores durante a pandemia. Com operações mais estáveis e pomares em plena produção, a expectativa é de um ciclo mais robusto para a indústria.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Agronegócio

Abertura de Mercado: Brasil conquista novos acordamentos com Malásia e Coreia do Sul

O Brasil garantiu novas aberturas de mercado na Malásia e na República da Coreia, após concluir negociações fitossanitárias que liberam a exportação de DDG, além de amêndoas de macaúba e noz-pecã. A medida reforça a presença do agronegócio brasileiro na Ásia e diversifica o portfólio de produtos enviados ao exterior.

Malásia autoriza importação de DDG
As autoridades sanitárias malásias aprovaram a entrada do DDG brasileiro, coproduto da produção de etanol à base de grãos – especialmente milho –, usado como ingrediente de alta proteína em rações para bovinos, suínos e aves.
Com população superior a 35 milhões de pessoas, a Malásia comprou mais de US$ 1,2 bilhão em itens agropecuários do Brasil no último ano, reforçando um mercado em expansão para produtos com maior valor nutricional.

A nova liberação se soma às autorizações recentes para o envio de pescados, maçãs, melões, ovo em pó e gergelim, ampliando a participação brasileira tanto no setor de alimentos processados quanto no segmento ligado a serviços, turismo e hospitalidade do país asiático.

Coreia do Sul abre mercado para macaúba e noz-pecã
Na República da Coreia, o governo local aprovou a importação de amêndoas de macaúba e de noz-pecã. A macaúba, palmeira típica do território brasileiro, produz frutos com polpa e sementes ricas em óleo utilizado pelas indústrias alimentícia, cosmética e energética. Já a noz-pecã representa cerca de 3% a 4% do mercado global de nozes e castanhas, e sua produção no Brasil cresce rapidamente, especialmente na região Sul — o país já é o quarto maior produtor mundial.

Em 2024, a Coreia do Sul importou mais de US$ 2,8 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, com destaque para grãos, carnes e oleaginosas. A nova abertura para macaúba e noz-pecã se soma às recentes autorizações para gergelim e couro bovino, aprofundando a relação comercial entre os dois países e ampliando o acesso a produtos brasileiros de maior valor agregado.

Expansão de oportunidades para o agronegócio brasileiro
A diversificação de destinos e produtos — de insumos para ração animal a itens de cadeias emergentes da bioeconomia — fortalece o papel do Brasil como fornecedor seguro e competitivo no cenário global. As novas aberturas geram oportunidades para produtores, cooperativas e agroindústrias de diversas regiões.

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 491 novas oportunidades comerciais desde o início de 2023, resultado da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Brasil amplia exportações agropecuárias com novos acordos internacionais

O Brasil fortaleceu sua presença no mercado global ao fechar novos acordos de exportação agropecuária com Colômbia, Malásia e Burkina Faso. As parcerias ampliam o alcance dos produtos brasileiros e reforçam a posição do país como um dos principais fornecedores mundiais de alimentos e insumos para a produção animal.

Expansão comercial com a Colômbia

Na última semana, o governo brasileiro concluiu uma negociação sanitária com a Colômbia, liberando o embarque de farinha de sangue bovino, ingrediente valorizado na produção de ração animal pelo alto teor de proteínas.

Em 2024, as trocas comerciais entre os dois países já somavam US$ 863 milhões (aproximadamente R$ 4,65 bilhões), impulsionadas por produtos como papel e celulose, açúcar refinado e café. A nova autorização promete elevar ainda mais o comércio, especialmente porque mais da metade das famílias colombianas tem animais de estimação, o que aumenta a demanda por rações.

Burkina Faso surge como novo mercado

O Burkina Faso também abriu suas portas para insumos vegetais e animais utilizados na fabricação de rações. Com uma população de 23 milhões de habitantes e um rebanho de 81 milhões de cabeças, o país africano representa uma oportunidade estratégica para o agronegócio brasileiro expandir sua presença no continente.

Malásia amplia compras de produtos brasileiros

A Malásia autorizou a importação de pescado, maçãs, melões, ovo em pó e gergelim produzidos no Brasil. O mercado malaio é tradicionalmente forte no consumo desses alimentos e, apenas no ano passado, importou US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,46 bilhões) em produtos brasileiros.

As novas parcerias reforçam a diversificação das exportações brasileiras e a capacidade do país de atender às exigências sanitárias e de qualidade dos mercados internacionais.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Record News

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Comércio Internacional

Ministro Carlos Fávaro garante avanços históricos para a agropecuária brasileira no Sudeste Asiático

A missão oficial do governo brasileiro à Indonésia e à Malásia, realizada entre 23 e 28 de outubro, trouxe resultados estratégicos para a agropecuária brasileira. Liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a participação do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a agenda reforçou a presença do Brasil no mercado internacional, com a abertura de seis novos mercados, revisão de protocolos sanitários, retomada de exportações e assinatura de acordos de cooperação técnica e científica.
Desde o início do atual governo, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) já contabiliza 466 mercados abertos, consolidando o protagonismo brasileiro na diplomacia agropecuária.

“Encerramos mais uma missão governamental com excelentes resultados. Trabalhamos para abrir mercados, fortalecer laços diplomáticos e garantir oportunidades para os produtores brasileiros. Assim seguimos, com o presidente Lula, ampliando a presença do agro do Brasil no mundo”, afirmou Fávaro.

Novos mercados e produtos brasileiros

Na primeira reunião bilateral dedicada ao setor agropecuário, em Kuala Lumpur, o Brasil conseguiu abrir seis novos mercados para exportação de:

  • Pescados extrativos e de cultivo
  • Gergelim
  • Ovo em pó
  • Melões do Ceará e do Rio Grande do Norte
  • Maçãs do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina

Além disso, houve a retomada do comércio de carne de frango com a Malásia, com atualização do protocolo sanitário, que reduziu de 12 para 3 meses o período de suspensão em casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade. A antecipação da auditoria para habilitação de novos frigoríficos de carne suína também foi confirmada, abrindo caminho para novos negócios.

Cooperação científica e tecnológica

O Mapa, junto à Embrapa e ao Instituto de Pesquisa Agrícola da Malásia (MARDI), assinou acordo de cooperação técnica para desenvolvimento de projetos em biotecnologia e nanotecnologia. O documento ainda prevê intercâmbio técnico nas cadeias de sorgo, soja, milho e coco, reforçando a cooperação científica entre os países.

Avanços na União Europeia e Indonésia

Durante a missão, o Brasil também obteve a retomada do pré-listing para exportações de carne de frango à União Europeia, suspenso desde 2018. Esse mecanismo permite que frigoríficos cumprindo normas europeias exportem sem auditorias individuais, representando avanço significativo para o setor avícola.

“Essa retomada representa uma excelente oportunidade para os criadores e para a agroindústria de frango do Brasil, que seguem demonstrando ao mundo a qualidade e a responsabilidade sanitária da produção nacional”, destacou Fávaro.

Na Indonésia, o país avançou nas negociações para ampliar o mercado de carne bovina, com nova auditoria prevista ainda este ano para habilitação de plantas exportadoras. A Indonésia é o quarto maior mercado agropecuário do mundo, com grande potencial de crescimento nos negócios.

Também foi firmado acordo de cooperação com a autoridade quarentenária da Indonésia, estabelecendo equivalência sanitária, fitossanitária e certificação eletrônica, reforçando a segurança técnica e a confiança mútua entre os países.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Caroline De Vita/Mapa

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Exportação

Brasil retoma exportações de carne de frango e amplia acesso de produtos agropecuários à Malásia

O Brasil oficializou a retomada das exportações de carne de frango para a Malásia e conquistou a abertura de seis novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (24) durante reunião entre o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o ministro da Agricultura e Segurança Alimentar da Malásia, Mohamad Sabu, em Kuala Lumpur.

Parceria reforça presença do agronegócio brasileiro no Sudeste Asiático

O encontro integrou a missão oficial liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visita a Indonésia e a Malásia entre os dias 23 e 28 de outubro, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais e estratégicas do Brasil na região.

Um dos principais resultados da reunião foi a reabertura do mercado malaio para a carne de frango brasileira, suspenso anteriormente devido a medidas sanitárias relacionadas à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP). Fávaro destacou o avanço nas negociações e a agilidade do processo.

“Chegamos da Indonésia à Malásia e viemos direto para o Ministério da Agricultura malaio, onde tivemos ótimas notícias. Conseguimos antecipar a retomada das exportações de frango brasileiro, que poderia levar 12 meses, para apenas três”, afirmou o ministro.

Malásia amplia importação de produtos agropecuários brasileiros

Além da carne de frango, a reunião resultou na autorização para importação de novos produtos brasileiros, ampliando a presença do agronegócio nacional no mercado malaio. Entre os produtos liberados estão pescados extrativos e de cultivo, gergelim, melão e maçã. O governo malaio também formalizou a abertura do mercado para ovos em pó e antecipou a auditoria de 16 plantas brasileiras de carne suína, etapa necessária para o início das exportações.

“Frango, suínos, frutas, grãos, gergelim e ovos — o Brasil está abrindo portas na Malásia e criando novas oportunidades para nossos produtores. É o agronegócio brasileiro se consolidando como referência em qualidade e segurança alimentar”, destacou Fávaro.

Brasil e Malásia fortalecem comércio bilateral

O comércio entre Brasil e Malásia alcançou US$ 487,2 milhões em 2024, com US$ 346,4 milhões em exportações brasileiras e US$ 140,9 milhões em importações. O país asiático ocupa atualmente a 23ª posição entre os principais destinos das exportações do Brasil. No setor do agronegócio, as vendas brasileiras somaram US$ 1,26 bilhão, com destaque para açúcar de cana, milho e algodão.

A retomada das exportações e a ampliação de mercados reforçam o papel estratégico do Brasil na segurança alimentar global, fortalecendo laços comerciais com o Sudeste Asiático e expandindo a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário internacional.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior

Empresários buscam ampliar comércio com Sudeste Asiático em meio a tarifas dos EUA

Com o objetivo de fortalecer as relações comerciais com o Sudeste Asiático, uma comitiva formada por empresários brasileiros embarca nos próximos dias para Indonésia e Malásia. A missão ocorre em um momento de tensões comerciais globais, agravadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump.

A delegação, composta por 94 empresas dos setores industrial e agropecuário, é coordenada pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e conta com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Indonésia é destaque entre as oportunidades de negócios

Segundo estudo da ApexBrasil, apresentado pela CNI, os maiores potenciais de crescimento comercial estão na Indonésia, com destaque para os setores agroindustrial, têxtil e de defesa. O país asiático ocupa atualmente a 19ª posição entre os destinos das exportações brasileiras.

Entre os principais produtos enviados pelo Brasil estão farelo de soja, petróleo bruto, açúcares e melaço. Já as importações brasileiras concentram-se em óleos e gorduras vegetais, calçados e peças automotivas. Além disso, há investimentos bilaterais em áreas como mineração, papel e celulose, tabaco e têxteis.

Malásia também entra no radar das exportações brasileiras

A Malásia aparece como o 23º maior destino das exportações do Brasil e é considerada um parceiro estratégico para a diversificação de mercados, especialmente em meio ao aumento das barreiras comerciais globais.

Para a CNI, a missão empresarial representa uma oportunidade concreta de aproximar o Brasil de economias emergentes asiáticas, reduzindo a dependência de mercados tradicionais.

“Diante das recentes turbulências e das novas taxações norte-americanas, é essencial que o Brasil amplie suas parcerias e consolide uma agenda comercial mais diversificada”, destacou a entidade.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Ajeng Dinar Ulfiana/File Photo

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Comércio, Tecnologia

Malásia realiza primeira visita oficial a Santa Catarina para ampliar comércio, tecnologia e educação

Santa Catarina recebeu, nesta terça-feira (21), a primeira visita oficial do cônsul de Comércio da Malásia no Brasil, Amirul Azman Ahmad, acompanhado de sua equipe diplomática. A comitiva foi recepcionada pelo secretário adjunto de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Emerson Pereira, na sede da Secretaria de Articulação Internacional (SAI), em Florianópolis. Participaram também Renato Lacerda, presidente da InvestSC, e a secretária adjunta de Educação, Kênia Scarduelli, com equipe técnica.

A visita marca o primeiro contato formal da Malásia com o estado desde a instalação da embaixada brasileira em Kuala Lumpur, em 1995, reforçando o esforço do governador Jorginho Mello de diversificar mercados e estreitar relações com países do Sudeste Asiático, região com mais de 680 milhões de consumidores e crescente peso econômico global.

Parcerias estratégicas e oportunidades bilaterais

Segundo o secretário adjunto da SAI, Emerson Pereira, a presença do cônsul destaca o potencial catarinense para atrair investimentos e construir parcerias internacionais focadas em inovação e sustentabilidade.

“O governador Jorginho Mello tem orientado a abertura de Santa Catarina para o mundo, buscando resultados concretos em comércio, tecnologia e educação. A Malásia é um parceiro estratégico da ASEAN, com tradição industrial robusta. Identificamos oportunidades em semicondutores, automação, energia limpa e indústria de proteínas”, afirmou Emerson.

O cônsul Amirul Azman Ahmad reforçou o interesse da Malásia em aproximar-se do Brasil, destacando Santa Catarina como polo industrial e tecnológico. “A ASEAN será a quarta maior economia do mundo até 2030, e a Malásia, como presidente do bloco neste ano, busca fortalecer relações com estados dinâmicos como Santa Catarina. Estamos interessados em joint ventures e intercâmbios tecnológicos, conectando nossa expertise em semicondutores à inovação catarinense”, disse.

Além disso, o cônsul destacou o potencial de cooperação no setor Halal, observando que Santa Catarina já possui destaque global na exportação de proteínas e pode se tornar parceira-chave na produção de alimentos certificados para o mercado muçulmano.

Educação técnica e intercâmbio internacional

A secretária adjunta de Educação, Kênia Scarduelli, ressaltou a importância da visita para ampliar oportunidades acadêmicas e de capacitação profissional.

“Receber a Malásia é uma oportunidade única para discutir intercâmbios e projetos educacionais conjuntos. Santa Catarina tem investido fortemente em educação técnica e profissional, e essa parceria poderá trazer novas práticas de ensino, especialmente nas áreas de tecnologia”, afirmou Kênia.

Agenda e continuidade da missão

A programação do cônsul incluiu reuniões empresariais e visitas a empresas de referência, como WEG, em Jaraguá do Sul, e Eletrobras CGT Eletrosul, em Florianópolis. A comitiva também se reuniu com entidades como FIESC, FACISC, FECOMÉRCIO e ACIF, para apresentar oportunidades de comércio e investimentos bilaterais.

Com a visita, Santa Catarina reforça seu papel como porta de entrada do Brasil para a Ásia, fortalecendo políticas de internacionalização, inovação e geração de negócios lideradas pelo governo estadual.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

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Internacional

No Sudeste Asiático, Lula buscará mercado de 680 milhões de habitantes

Viagem à Malásia e Indonésia pode ampliar exportações brasileiras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta terça-feira (21) para o Sudeste Asiático, onde visitará a Indonésia e Malásia. A programação inclui participações na cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) e no encontro de líderes do Leste Asiático (EAS). Lula também participará de reuniões bilaterais com os países anfitriões e outros chefes de Estado visitantes, incluindo um possível encontro com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que ainda não está confirmado. O presidente retorna ao Brasil no dia 28.

Entre os principais objetivos da viagem, segundo o governo brasileiro, está uma aproximação política com os países da região e a possibilidade de expansão do comércio bilateral.

“É a primeira vez que um presidente brasileiro participa, como convidado, de uma cúpula da Asean”, destacou o embaixador Everton Frask Lucero, que é diretor do Departamento de Índia, Sul e Sudeste da Ásia do Palácio Itamaraty, em conversa com jornalistas para detalhar a viagem.

“É uma oportunidade de encontro e reunião com diversos líderes mundiais, já que todos os grandes países têm algum tipo relação com a Asean e participam da cúpula”, observou. Entre os encontros já confirmados, por exemplo, está o de Lula com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, previsto para domingo (26), em Kuala Lumpur, na Malásia.

Fundada em 1967 pela Indonésia, Malásia, pelas Filipinas, por Singapura e Tailândia, a Asean é uma organização regional que promove a cooperação econômica, política, de segurança e sociocultural entre os seus membros. Além dos países fundadores, o bloco é composto também por Brunei, Laos, Mianmar, pelo Vietnã, Camboja e, durante esta próxima cúpula, receberá formalmente a adesão do Timor Leste, que se tornará o 11º membro.

“Do ponto de vista econômico, os 11 países, considerando o Timor Leste, que agora entra para a associação, eles somam mais de 680 milhões de habitantes com PIB [Produto Interno Bruto] agregado de cerca de US$ 4 trilhões. Considerados em conjunto, então, eles formariam o terceiro maior país em termos populacionais e a quarta maior economia do mundo”, apontou Lucero.

O embaixador ainda destacou que o comércio do Brasil com os países da Asean superou US$ 37 bilhões no ano passado e continua crescendo. Se fosse um único país, a Asean seria o quinto principal parceiro comercial do Brasil, atrás da China, União Europeia, dos Estados Unidos e da Argentina.

Em meio a uma conjuntura de imposição de tarifas unilaterais no comércio internacional, a Asean pode ampliar ainda mais as possiblidades de escoamento de produtos brasileiros exportados, já que os países do bloco responderam, no ano passado, por mais de 20% do superávit de comércio exterior global do Brasil, com um saldo favorável à balança nacional da ordem de US$ 15,5 bilhões, segundo informou o Itamaraty.

Programação na Indonésia

A primeira parada de Lula será Jacarta, capital da Indonésia, a maior economia da região, onde o presidente será recebido em visita de Estado para reafirmar a relação estratégica bilateral. É também uma retribuição da recente visita do presidente indonésio, Prabowo Subianto, ocorrida em julho deste ano, logo após a 17ª Cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro.

A chegada de Lula ao país está prevista para as 15h30 (horário local) desta quarta-feira (22), sem agenda oficial. O fuso horário de Jacarta é de 10 horas à frente do horário de Brasília. No dia seguinte, quinta-feira (23), a partir das 10h30 (0h30 em Brasília), está marcada a cerimônia oficial de recepção a Lula, à primeira-dama Janja da Silva e aos demais integrantes da comitiva brasileira no Palácio Presidencial da Indonésia, seguida de reunião privada entre Lula e Subianto. Os dois presidentes se reúnem posteriormente com ministros dos dois lados, para assinatura de atos oficiais, que devem incluir ao menos um memorando de entendimento na área de energia renovável, segundo informações do Itamaraty. Por fim, fazem uma declaração à imprensa.

“A Indonésia é parceiro estratégico do Brasil desde 2008, é a terceira maior democracia do mundo, a quarta nação mais populosa e a principal economia da Asean. Os contatos de alto nível entre o Brasil e a Indonésia têm se intensificado nos últimos anos.

O ministro Mauro Vieira [chanceler] esteve lá em 2023, no primeiro ano do atual governo, quando foi firmado o plano de ação revitalizado da nossa parceria estratégica, que prevê a aproximação dos dois países em termos de diálogo e cooperação em diversas áreas tanto da pauta bilateral, quanto das negociações multilaterais”, afirmou o embaixador Lucero. Entre as áreas de interesse prioritário do Brasil e da Indonésia estão comércio agrícola, segurança alimentar, bioenergia, desenvolvimento sustentável e defesa.

Após almoço oferecido pelo presidente da Indonésia, Lula continua a tarde em Jacarta, onde participará do encerramento de um fórum empresarial com representantes dos dois países. Apenas entre os brasileiros, estão sendo esperados cerca de 100 empresários. Na sexta-feira (24), o presidente tem encontro marcado com o secretário-geral da Asean, o cambojano Kao Kim Hourn. A sede da entidade fica na capital da Indonésia. À tarde, Lula embarca para Kuala Lumpur, na Malásia.

Asean e Honoris Causa

Na Malásia, a programação de Lula começa sábado (25), com a visita oficial ao país e reunião com o primeiro-ministro malaio Anwar Ibrahim. Os dois líderes vêm desenvolvendo uma aproximação política nos últimos anos, especialmente por compartilharem visões comuns em temas globais como a questão Palestina, a guerra na Ucrânia, o combate à fome e a necessidade de reforma no sistema de governança global.

“O que é interessante notar é que já  somos um parceiro comercial da Malásia de longa data, tradicional, mas nunca tínhamos chegado no ponto de elevar essa parceria para um nível que fosse, digamos, mais político, mais visível politicamente. Então, a viagem à Malásia agora é uma afirmação de que estamos ampliando a nossa presença, estamos com voz ativa e interesses concretos num país que é central na dinâmica de crescimento da região do Sudeste Asiático, uma das mais dinâmicas economicamente deste século”, argumentou o embaixador Everton Frask Lucero.

Na parte de cooperação bilateral, Brasil e Malásia devem assinar memorandos relacionados à produção de semicondutores, segmento em que o país asiático é uma potência, e também em outras matérias de ciência, tecnologia e energia renovável.

Ainda no próximo sábado (25), Lula receberá o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Nacional da Malásia, ocasião que um fará um discurso sobre a visão brasileira das relações sociais, culturais e políticas com a Ásia.

No domingo (26), o presidente participa da sessão de abertura da 47ª Cúpula da Asean, na parte da manhã, horário local. Nesse dia, ele deve participar de dois eventos com empresários brasileiros e malaios e outro com o fórum de empresários da Asean. 

Encontros bilaterais

O período da tarde deste dia está reservado para encontros bilaterais com outros líderes. Até o momento, só há a confirmação da reunião com Narendra Modi, da Índia, mas outros encontros deverão ser confirmados. 

Há ainda a expectativa de uma possível reunião, nesse dia, entre Lula e Trump, em meio a tratativas de reaproximação entre o Brasil e os Estados Unidos desde a imposição de tarifas comerciais pelo governo norte-americano, em agosto. Trump é um dos líderes estrangeiros aguardados na Cúpula da Asean e da Cúpula do Leste Asiático, que ocorrerá em seguida.

A viagem de Lula prossegue na segunda-feira (27), com a participação do presidente na 20ª Cúpula do Leste Asiático, a EAS (na sigla em inglês), também em Kuala Lumpur. Nesse encontro, ele fará um discurso aos demais líderes presentes.

A EAS é um fórum que reúne 18 países da Ásia e da Oceania, incluindo os membros da própria Asean, além da Rússia, dos EUA, da Coreia do Sul, Austrália, Índia, China, do Japão e da Nova Zelândia. Os encontros costumam ser anuais, normalmente após as cúpulas da Asean.

FONTE: Agência Brasil
IMAGEM: Valter Campanato/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Empresas chinesas migram para a Malásia em meio ao endurecimento das tarifas dos EUA

O aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos está provocando uma reorganização no cenário global de produção. Grandes empresas chinesas de tecnologia estão transferindo parte de suas operações para a Malásia, em busca de novos polos industriais fora do alcance direto das sanções norte-americanas. A movimentação é resultado das novas medidas do Departamento de Comércio dos EUA, que ampliaram o alcance das restrições a subsidiárias de empresas incluídas na chamada “lista negra”.

EUA fecham brechas e ampliam controle sobre subsidiárias estrangeiras

A mais recente regra, anunciada pelo Bureau de Indústria e Segurança (BIS) em 29 de setembro, determina que qualquer empresa com participação majoritária (50% ou mais) de uma entidade listada estará sujeita às mesmas restrições de exportação. A medida, segundo o governo norte-americano, fecha uma “brecha significativa” que permitia a empresas sancionadas continuarem operando por meio de afiliadas internacionais.

As novas regras também se estendem às companhias incluídas na Lista de Usuários Finais Militares e a entidades sujeitas a sanções específicas, ampliando o cerco contra conglomerados tecnológicos chineses.

Washington busca reduzir dependência de chips de Taiwan

Em paralelo, o governo dos EUA estabeleceu uma meta ambiciosa de independência tecnológica: reduzir pela metade a dependência de semicondutores avançados de Taiwan, responsável por 95% da produção global desses chips.

O secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou que o objetivo é que 50% dos chips avançados utilizados no país sejam produzidos dentro dos EUA ou em nações aliadas, como Japão e países do Oriente Médio. A medida reflete preocupações com segurança nacional e com a vulnerabilidade das cadeias de suprimento em meio às tensões geopolíticas no Indo-Pacífico.

Malásia emerge como novo polo industrial chinês

A Malásia desponta como um dos principais destinos para o capital chinês em meio à guerra comercial. Segundo Dersenish Aresandiran, diretor comercial do Malaysia Aviation Group, a procura por voos executivos entre China e Malásia aumentou consideravelmente, impulsionada por novos investimentos industriais.

Empresas chinesas têm se instalado no país do Sudeste Asiático para contornar tarifas norte-americanas e aproveitar incentivos fiscais locais. Setores como semicondutores, veículos elétricos e infraestrutura são os mais beneficiados por essa reconfiguração da cadeia global de produção.

Pequim aposta em novo visto para atrair talentos globais

Enquanto os EUA restringem a entrada de profissionais estrangeiros, a China lançou o “visto K”, voltado para jovens talentos estrangeiros das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM).

O programa, anunciado pelo Ministério das Relações Exteriores chinês, tem como objetivo atrair especialistas internacionais e fortalecer a capacidade tecnológica nacional, especialmente em segmentos estratégicos como os semicondutores. A medida faz parte da estratégia de Pequim para contrabalançar as sanções americanas e consolidar sua posição na disputa pela liderança tecnológica global.

Setor de alta tecnologia acelera na economia chinesa

Mesmo sob pressão internacional, a indústria de alta tecnologia chinesa continua em expansão. O Índice da Nova Economia (NEI), calculado pelo Caixin BBD, subiu para 31,2 pontos em setembro, alta de 1,3 ponto em relação a agosto.

O crescimento reflete o aumento dos investimentos em biotecnologia, inovação e mão de obra qualificada, compensando a retração dos aportes de capital. O índice monitora o peso das indústrias emergentes na economia chinesa, que hoje representam 31,2% do total de insumos econômicos do país.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior, Exportação

Abertura de mercado para exportação do guaraná em pó do Brasil para a Malásia

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 395 aberturas de mercado desde o início de 2023

O governo brasileiro e o governo da Malásia concluíram negociação fitossanitária para que o Brasil exporte guaraná em pó para aquele país.

O guaraná em pó, nativo da região amazônica, é um dos produtos da biodiversidade brasileira com maior demanda do mercado internacional. O fruto do guaraná é naturalmente rico em cafeína, taninos, saponinas e catequinas, que contribuem para efeitos estimulantes, antioxidantes e anti-inflamatórios. Por essas características, tem ganhado espaço nas indústrias de bebidas energéticas e suplementos. O Brasil lidera a produção global de guaraná e é o principal exportador do insumo.

A Malásia, com mais de 34 milhões de habitantes e uma indústria alimentícia em expansão, importou do Brasil mais de US$ 1,27 bilhão em produtos agropecuários em 2024, com destaque para o complexo sucroalcooleiro, fibras e produtos têxteis, cereais, farinhas, café e carnes.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 395 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Esse resultado é fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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