Sustentabilidade

FIESC debate impactos dos acordos da COP30 para a indústria catarinense

Indústria discute compromissos climáticos da COP30
A FIESC promoverá, em 3 de dezembro, uma reunião conjunta da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade e do Comitê de Logística Reversa para detalhar aos industriais os impactos dos acordos firmados na COP30. O encontro busca esclarecer como as novas diretrizes ambientais podem influenciar processos produtivos e estratégias empresariais em Santa Catarina.

Análise técnica dos acordos de Belém
O evento, realizado de forma online, contará com a participação de Rafaela Aloise de Freitas, especialista em políticas industriais da CNI. Ela apresentará um panorama dos compromissos assumidos durante a conferência em Belém (PA), destacando pontos que devem gerar mudanças regulatórias, desafios e oportunidades para a indústria.

Para participar, faça sua inscrição aqui.

SERVIÇO:
O que: Reunião conjunta Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade e o Comitê de Logística Reversa
Formato: Online via zoom
Data: 03/13
Horário: 14h
Inscrições

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Logística

Ações de logística reversa garantem prêmio à Condor

Projeto de logística reversa da empresa catarinense foi reconhecido no 31º Prêmio Expressão de Ecologia

Após atingir a marca de 57% da matéria prima de plástico de origem reciclada, a Condor implementou tecnologias de reaproveitamento de embalagens e realizou a compensação de 22% do total de embalagens no mercado por meio de parcerias com cooperativas e o uso de plataformas como a Eureciclo.

Tais ações renderam à indústria de São Bento do Sul o reconhecimento no 31º Prêmio Expressão de Ecologia, na categoria “Práticas de Economia Circular”.

“Este prêmio é um reflexo do trabalho incansável da Condor em promover a sustentabilidade e a responsabilidade social”, destaca o CEO da empresa, Alexandre Wiggers. Entre as fontes de material reciclado utilizado pela empresa estão as garrafas PET. Em 2023, o equivalente a 39 milhões dessas garrafas ganharam uma segunda utilização como vassouras produzidas pela Condor.

Soluções Sustentáveis e Impacto Positivo

A Condor tem se destacado por suas práticas inovadoras, que não só atendem às expectativas do mercado e às exigências regulatórias, mas também promovem um impacto ambiental positivo. A utilização de lâmpadas de alta eficiência nas unidades industriais e a redução de consumo de água e plásticos são algumas das iniciativas que visam melhorar o desempenho ambiental da empresa, sem comprometer sua competitividade no mercado.

Prêmio Expressão de Ecologia

A premiação contou com a participação de 151 projetos inscritos nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A Condor receberá o Troféu Onda Verde na cerimônia que acontecerá no dia 30 de agosto de 2025, no Jurerê Beach Village, em Florianópolis (SC). Durante o evento, será lançado o anuário Revista Líderes de Expressão, com os resumos dos projetos vencedores, ampliando ainda mais a visibilidade das boas práticas ambientais reconhecidas.

Conheça os projetos vencedores do 31º Prêmio Expressão de Ecologia: 
editoraexpressao.com/ecologia/vencedores-por-edicao/

Com informações da Editora Expressão.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Logística

Decreto de SC para logística reversa deve fortalecer mercado de recicláveis

Expectativa do governo do estado é incentivar economia circular; emissões de gases pela produção de resíduos em aterros e de transportes são as que mais crescem em SC

O secretário-adjunto do Meio Ambiente e Economia Verde, Guilherme Dallacosta, destacou em reunião na Federação das Indústrias de SC (FIESC) que o decreto estadual que regulamenta a logística reversa de embalagens pós-consumo tem como objetivo alinhar normas federais e de outros estados em uma política para SC.

Além disso, afirmou que a nova legislação estabelece um prazo de 1 ano para que os atores envolvidos façam o cadastro no sistema do IMA e também estabelece que o cumprimento das normas e uma eventual compensação ambiental ocorram dentro do estado, de maneira a fortalecer a economia circular e o mercado de recicláveis em Santa Catarina.

Dallacosta explicou que o estado apresentou crescimento nas emissões de gases do efeito estufa nos últimos anos. A produção de resíduos em aterros sanitários liderou o crescimento das emissões, diante do crescimento populacional e da atividade turística. Isso reforça a necessidade de um sistema eficiente de logística reversa, para que materiais que poderiam ser reciclados acabem em aterros. Estimativas do governo estadual apontam que o potencial de crescimento do material recuperado é de 50% em 2 anos.

As emissões avançaram também nas atividades de transporte, com aumento da frota e de transporte de cargas, explicou Dellacosta. “O setor de transportes teve o incremento minimizado por adoção de biocombustíveis verdes, renovação e otimização de frotas e motores mais eficientes”, afirmou.

O consultor Fabricio Soler lembrou que a gestão de resíduos tem responsabilidade compartilhada, incluindo o setor público e o consumidor, além de indústria, comércio, importação e distribuição. Entre os principais desafios para a logística reversa, na visão dele, estão os custos, a necessidade de assegurar uma concorrência justa entre o material reciclado e o virgem e a fraca governança, entre outros. “A isonomia entre todos os atores responsáveis é um dos principais desafios. Hoje, muitos pegam carona nas iniciativas executadas e não fazem sua parte como co-responsáveis”, sinalizou.

Na visão de Jéssica Doumit, diretora do Instituto Giro, SC tem grande potencial de geração de renda para coletores e cooperativas, com a entrada da nova regulamentação estadual em vigor. Ela destacou que hoje existem 17 operadores ativos em SC, mas que a organização tem mapeados 70. O grande número de inativos se justifica pela falta de demanda e de documentação suficiente, segundo ela. “Precisamos de investimentos na cadeia para fazer projetos estruturantes para expandir o número de operadores em SC, e consequentemente, a renda gerada e o volume de materiais reciclados que deixam de ir para os aterros”, salientou.

O presidente do Comitê de Logística Reversa da FIESC, Albano Schmidt, destacou a necessidade de incentivos ao uso de material reciclado no processo produtivo das empresas. Isso porque o custo do material reciclado supera o da matéria-prima virgem. “Sem apoio, não teremos uma adesão maior ao uso de insumos reciclados porque o custo não é competitivo”, afirmou.

O presidente da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Federação, José Lourival Magri comentou sobre os vetos presidenciais à nova lei do licenciamento ambiental, aprovada na Câmara dos Deputados e detalhou a MP que trata do licenciamento especial, para atividades estratégicas. A reunião conjunta ocorreu nesta terça-feira (12) na sede da FIESC, com transmissão pelo Youtube

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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