Logística

Falhas logísticas comprometem até 20% dos medicamentos sensíveis e geram prejuízo bilionário, aponta IATA

Problemas no transporte e armazenamento de medicamentos sensíveis à temperatura continuam sendo um grande desafio para o setor farmacêutico. De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), cerca de 20% dos fármacos termossensíveis sofrem danos devido a variações térmicas durante o trajeto, o que representa perdas anuais entre US$ 2,5 bilhões e US$ 12,5 bilhões — o equivalente a R$ 13,49 bilhões a R$ 67,45 bilhões.

Controle de temperatura é questão de saúde pública

A manutenção da temperatura ideal em toda a jornada logística é essencial não apenas para a eficiência operacional, mas também para a segurança dos pacientes, ressalta AliceAna Paiva, diretora Comercial da Tragetta.

“Garantir que os medicamentos cheguem em condições seguras é uma questão de saúde pública. Cada etapa do processo precisa ser conduzida com rigor para evitar perdas financeiras e riscos à integridade dos produtos”, afirmou a executiva.

Soluções tecnológicas para reduzir perdas

Os desafios enfrentados pelas empresas vão desde falhas no transporte farmacêutico até o risco de interrupção no fornecimento de medicamentos e vacinas essenciais. Segundo Paiva, é indispensável adotar práticas eficazes de monitoramento e rastreamento para proteger as cargas.

A Tragetta, por exemplo, oferece soluções personalizadas para cada tipo de produto — seja carga seca, monitorada ou controlada. O processo conta com equipamentos de ponta para medir temperatura, umidade e movimento, além de monitoramento em tempo real e gestão de riscos.

“Essas iniciativas permitem reduzir variações de temperatura, garantir entregas seguras e proporcionar previsibilidade nas operações”, destacou Paiva.

Integração entre tecnologia e logística é o futuro do setor

Para a executiva, a integração entre tecnologia e logística farmacêutica vai além da eficiência: trata-se de gerar confiança em toda a cadeia.

“Com sistemas de rastreamento e controle contínuo, conseguimos identificar falhas antecipadamente e assegurar que cada medicamento chegue ao destino em condições ideais, protegendo tanto os pacientes quanto os recursos investidos”, completou.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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ANVISA, Comércio Exterior, Importação, Logística, Saúde

Importação no setor de saúde exige adaptação a novas regras e desafios 

A importação de insumos para o setor de saúde está cada vez mais condicionada ao cumprimento de normas regulatórias rigorosas e procedimentos aduaneiros específicos. Com a ampliação das exigências sanitárias, a adaptação a novos marcos legais e o aumento da fiscalização, os desafios enfrentados por empresas importadoras se intensificam. 

Entre os principais obstáculos do setor, destacam-se a necessidade de adaptação às regulamentações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a adequação ao novo cronograma de implementação da Declaração Única de Importação (DUIMP) e as dificuldades operacionais no transporte e desembaraço aduaneiro de cargas hospitalares e farmacêuticas. 

“O planejamento logístico e a conformidade documental são fatores essenciais para assegurar que os insumos cheguem ao destino final dentro dos prazos estabelecidos”, afirma Daniel Cruz, diretor comercial da Unia. Ele explica que “a importação de insumos para o setor de saúde exige um alinhamento rigoroso com as normas vigentes, garantindo que todos os produtos atendam às exigências regulatórias sem comprometer o abastecimento”. 

Segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), cerca de 60% dos insumos utilizados no setor hospitalar brasileiro são importados. Isso reforça a importância de estratégias eficazes para minimizar riscos logísticos e regulatórios, sobretudo em um contexto de mudanças constantes. 

Segundo Daniel Cruz, o monitoramento contínuo das atualizações normativas, aliado à adoção de boas práticas no processo de importação, tem se mostrado uma ferramenta importante para garantir maior previsibilidade e segurança operacional às empresas do setor. 

TEXTO: DIVULGAÇÃO UNIA 

IMAGEM: DIVULGAÇÃO UNIA 

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