Logística

Hub da Louis Dreyfus em Rondonópolis integra fertilizantes e algodão e reforça logística em MT

A Louis Dreyfus Company (LDC) colocou em operação um novo hub logístico em Rondonópolis (MT), unificando as atividades de insumos agrícolas e algodão no mesmo complexo. A estrutura está instalada no terminal rodoferroviário do município e foi desenhada para otimizar o fluxo de cargas, reduzir custos e ampliar a eficiência operacional no estado.

O projeto permite que o produtor rural entregue o algodão em pluma e retorne com fertilizantes, inclusive por meio de operações de barter — modelo de troca de produtos bastante utilizado no agronegócio. A expectativa é diminuir a pegada de carbono por tonelada transportada, além de racionalizar a logística regional.

Estrutura amplia capacidade de armazenagem e mistura

O novo ativo conta com uma misturadora de fertilizantes com capacidade estática superior a 100 mil toneladas. Já o armazém dedicado ao algodão comporta mais de 20 mil toneladas da fibra.

A operação é automatizada e equipada com elevadores, tombadores e esteiras, eliminando o uso de pás carregadeiras no recebimento das cargas. A companhia destaca que a escolha de Rondonópolis se deve ao papel estratégico do município como principal polo logístico de Mato Grosso.

O estado concentra cerca de 70% da área plantada de algodão no Brasil e responde por 22% do consumo nacional de fertilizantes, consolidando-se como referência tanto na produção da fibra quanto na demanda por insumos.

Sincronização entre oferta e demanda no campo

De acordo com Bruno Andrade, diretor comercial de insumos da LDC para a região North Latam, o hub garante maior alinhamento entre fornecimento e necessidade do produtor.

Segundo ele, a nova estrutura assegura a disponibilidade de fertilizantes no momento exato da demanda no campo, ajustando a cadeia de suprimentos ao ritmo da produção agrícola.

Andrade acrescenta que o investimento fortalece o posicionamento da empresa como parceira estratégica de fornecedores e produtores, além de ampliar sua atuação no mercado brasileiro de fertilizantes por meio da expansão geográfica e da oferta de produtos com mistura própria.

Integração fortalece competitividade do algodão brasileiro

Para Dawid Wajs, diretor da plataforma de algodão da LDC, a integração entre originação, armazenagem e logística acompanha o crescimento da produção nacional e contribui para elevar a competitividade da fibra no exterior.

A companhia é reconhecida como uma das líderes globais na comercialização de algodão e aposta na sinergia entre as operações para impulsionar a presença do produto brasileiro no mercado internacional.

O presidente da LDC Brasil, Michel Roy, afirmou que o hub está alinhado à estratégia de longo prazo da empresa, iniciada há 175 anos, com foco no fortalecimento da capacidade de comercialização e na integração com as áreas de logística e fertilizantes.

Durante a inauguração, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, ressaltou o potencial logístico do município para atrair novos investimentos e destacou a vocação da cidade como centro estratégico do agronegócio.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Louis Dreyfus Company/Divulgação

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Logística

Filas de caminhões em Miritituba chegam a 30 km e expõem gargalo logístico no Arco Norte

O porto de Miritituba, em Itaituba (PA), enfrenta um novo colapso logístico. Filas de caminhões carregados com soja e milho já chegam a cerca de 30 quilômetros, dificultando o descarregamento nos terminais portuários e pressionando o frete em plena safra de Mato Grosso.

Arco Norte sofre com gargalos no escoamento de grãos

Em janeiro, Mato Grosso exportou 487,63 mil toneladas de soja para 11 países, sendo que 34% do volume escoou pelos portos do Arco Norte. Em 2025, das 32,06 milhões de toneladas exportadas pelo estado, 49% passaram pelo mesmo corredor logístico.

Paulo Roberto Almeida Ferreira, coordenador técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), aponta que o problema não está na operação do porto, mas sim na logística terrestre. Segundo ele, cerca de 2,5 mil caminhões chegam diariamente ao porto para descarregar grãos, mas a infraestrutura rodoviária da BR-163 não consegue suportar a demanda.

“Qualquer contratempo na estrada, como acidentes ou trechos ruins, gera filas quilométricas que podem ultrapassar 30 quilômetros por dia”, afirma Ferreira.

Expedição técnica avalia situação in loco

No dia 21 de fevereiro, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) iniciou o Estradeiro da BR-163 — Do Campo ao Porto, uma expedição técnica que percorre os principais trechos da rodovia até os portos de Miritituba e Santarém (PA). A comitiva inclui cerca de 20 presidentes de sindicatos rurais e foi acompanhada pelo Canal Rural Mato Grosso.

Nesta segunda-feira (23), o grupo percorreu os 30 km do KM 30 até o porto e constatou o tamanho do gargalo. “É um movimento intenso, mas insuficiente para atender à demanda. Só Mato Grosso enviou 17 milhões de toneladas para cá no ano passado, e o caos logístico é evidente”, disse Vilmondes Tomain, presidente da Famato.

Mais de 30 horas de espera nas filas

O dirigente enfatizou que, apesar da qualidade do transbordo no porto, o acesso terrestre limita a operação. “Alguns caminhões estão há mais de 30 horas na fila. É inadmissível em um país com nosso potencial econômico”, afirmou.

Tomain anunciou que a situação será levada a governantes estaduais e a deputados federais e estaduais, cobrando compromisso com os trabalhadores e produtores rurais que geram riqueza para o país.

Objetivo do Estradeiro

O Estradeiro da BR-163 visa mapear os pontos críticos da rodovia no eixo norte, como trechos sem pavimentação, buracos, atoleiros e desbarrancamentos, além de avaliar a manutenção das vias. As informações obtidas devem subsidiar propostas de melhoria em infraestrutura e segurança viária, fortalecendo o escoamento da produção de grãos do estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lucas Nunes

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Agronegócio

Piso mínimo do frete eleva custos e prejudica competitividade do agronegócio, alerta Aprosoja-MT

A Aprosoja-MT, Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, voltou a chamar atenção para os impactos da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas sobre o agronegócio. Segundo a entidade, a metodologia adotada pela ANTT gera distorções que aumentam os custos logísticos, sobretudo em estados como Mato Grosso, ao desconsiderar a livre concorrência e a realidade do escoamento de grãos.

O modelo, criado em 2018 como resposta à paralisação dos caminhoneiros, é criticado por não ter sido atualizado. Para a Aprosoja-MT, o tabelamento interfere na liberdade de mercado, eleva custos e agrava gargalos históricos, como a limitação de infraestrutura para armazenagem.

Gargalos de armazenagem pressionam custos

O presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, destaca que a escassez de armazéns é um problema estrutural do setor.

“Hoje, no Mato Grosso, maior estado produtor do país, conseguimos armazenar menos da metade da produção, e menos da metade desse armazenamento está na mão dos produtores”, explica.

Sem espaço suficiente, a safra precisa ser escoada rapidamente, concentrando a demanda por transporte no pico da colheita. Com o piso mínimo, isso eleva ainda mais os preços do frete, impactando diretamente o custo final do produtor.

Distúrbios no frete de retorno

Outra crítica refere-se ao fim da lógica do frete de retorno. Antes do tabelamento, caminhões voltavam das regiões portuárias trazendo insumos e fertilizantes a preços mais baixos, equilibrando os custos. O piso mínimo eliminou essa flexibilidade.

“O próprio CADE reconheceu que o frete mínimo gera efeitos semelhantes aos de formação de cartel, afetando todo o mercado. O aumento de custo não é absorvido pelo governo, mas pelo produtor, que não consegue repassá-lo no preço do seu produto”, afirma Beber.

Impactos para caminhoneiros autônomos

A Aprosoja-MT também aponta falhas técnicas na metodologia da ANTT. O cálculo considera caminhões novos, enquanto a frota brasileira tem idade média acima de 15 anos. Além disso, priorizar eixos e distância em vez da tonelagem prejudica veículos menores.

“Caminhoneiros com caminhões de sete ou quatro eixos acabam perdendo competitividade”, explica o presidente da associação.

Revisão da ANTT e decisão do STF

A ANTT informou que revisará a metodologia, mas não incorporará contribuições de estudos técnicos na atualização prevista para este mês, coincidente com o início da colheita. Para a Aprosoja-MT, a demora agrava os prejuízos.

“A produção brasileira mais uma vez será lesada pela ineficiência e morosidade do Estado”, critica Beber.

O impasse aguarda uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a constitucionalidade do piso mínimo. A entidade alerta que a manutenção do modelo atual pode reduzir a competitividade do país frente a concorrentes estrangeiros.

“Se o Brasil não ajustar o modelo, nossos concorrentes vão abocanhar mais mercado, exportar mais e gerar divisas que poderiam ficar aqui”, conclui o dirigente.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agricultura

“Brasil deve se tornar a maior potência agrícola do mundo entre 2035 e 2040”, afirma ex-presidente da Farsul

Após oito anos no comando da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Sistema Farsul), o médico-veterinário e produtor rural Gedeão Silveira Pereira encerra seu mandato deixando a presidência da entidade para Domingos Velho Lopes. A partir de 2026, ele assume o cargo de primeiro vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), onde já atuava como segundo vice e diretor de Relações Internacionais.

Em entrevista ao Correio do Povo, Gedeão revisita os principais desafios enfrentados pelo agronegócio gaúcho e nacional durante sua gestão, analisa entraves estruturais e jurídicos ao desenvolvimento do setor e projeta um cenário de forte crescimento para a agricultura brasileira nas próximas décadas.

Pandemia, clima extremo e impacto na economia gaúcha

Entre os momentos mais desafiadores da gestão, Gedeão destaca a pandemia de Covid-19 e as sucessivas crises climáticas. Segundo ele, apesar das dificuldades, o agronegócio brasileiro demonstrou resiliência e eficiência ao garantir o abastecimento interno, diferentemente do que ocorreu em países desenvolvidos.

No Rio Grande do Sul, os eventos climáticos extremos provocaram perdas significativas na produção agrícola, com impacto direto no Produto Interno Bruto (PIB) estadual. A redução estimada foi de cerca de 0,5%, o equivalente a até 50 milhões de toneladas de grãos que deixaram de ser colhidas, afetando a circulação de renda e o crescimento econômico.

Agricultura como motor da economia e transformação tecnológica

Gedeão reforça que a agricultura é o principal motor da economia gaúcha e brasileira. Ele chama atenção para a evolução do setor, que deixou de ser apenas produtor de alimentos para também se consolidar como gerador de energia renovável, com destaque para etanol e biodiesel.

Segundo o dirigente, o Brasil passou a receber tecnologias agrícolas de ponta simultaneamente aos Estados Unidos e à Europa, o que exige mão de obra altamente qualificada. Nesse contexto, ele aponta o treinamento e a educação profissional como o principal legado de sua gestão.

Qualificação profissional como legado permanente

O ex-presidente da Farsul destaca o papel do Senar na capacitação de trabalhadores rurais e produtores. Para ele, a qualificação permite ascensão social, aumento de renda e melhor aproveitamento das tecnologias disponíveis no campo.

Como marco desse trabalho, Gedeão anuncia a inauguração, prevista para abril, da maior escola de tecnologia agrícola do Brasil, no município de Hulha Negra (RS), voltada à formação de operadores de máquinas e tecnologias de alta complexidade.

Frustrações: infraestrutura precária e falta de investimentos

Entre as principais frustrações do período, Gedeão cita a estagnação da infraestrutura no Rio Grande do Sul, especialmente nas áreas de logística e transporte. Ele aponta a precariedade das rodovias, a desativação de ferrovias e as condições das estradas vicinais como gargalos históricos que limitam o crescimento do agro.

Para o dirigente, o baixo nível de investimento público obriga o país a avançar em concessões e privatizações. Sem melhorias logísticas, o Brasil pode enfrentar sérios problemas para sustentar o crescimento da produção agrícola projetado para os próximos anos.

Insegurança jurídica como principal entrave ao agro

Ao ser questionado sobre os maiores opositores do agronegócio, Gedeão é direto: a insegurança jurídica. Ele afirma que a instabilidade regulatória, as disputas sobre o direito de propriedade, as incertezas ambientais e decisões judiciais imprevisíveis desestimulam investimentos no campo.

Temas como o marco temporal indígena, a burocracia ambiental e as restrições ao uso da propriedade rural são citados como fatores que aumentam o risco para produtores e investidores, afetando o ritmo de desenvolvimento do setor.

Brasil rumo à liderança global na produção de alimentos e proteínas

Apesar dos desafios, Gedeão demonstra otimismo com o futuro. Para ele, o Brasil já é um dos maiores produtores globais de alimentos e proteínas e deve consolidar essa posição entre 2035 e 2040, tornando-se a maior agricultura do mundo.

Ele ressalta o avanço da agricultura tropical, o papel da Embrapa, a produção de múltiplas safras por ano e o crescimento da demanda mundial por proteínas animais. O país já lidera ou ocupa posições de destaque na produção de soja, milho, carne bovina, frango e suínos.

Mudança de percepção da sociedade sobre o agro

Gedeão avalia que a imagem do agronegócio junto à sociedade urbana evoluiu significativamente nas últimas décadas, em grande parte graças ao trabalho da imprensa. Termos pejorativos deram lugar ao reconhecimento da eficiência, sustentabilidade e importância estratégica do setor para a economia nacional.

Hoje, segundo ele, o agro é compreendido como essencial não apenas para garantir alimentos e energia, mas também para sustentar o superávit da balança comercial brasileira.

Novo desafio na CNA e foco na defesa do produtor

Na CNA, Gedeão afirma que sua atuação estará concentrada na defesa do produtor rural, na ampliação da capacitação profissional em nível nacional e na incorporação de novas tecnologias, como a inteligência artificial, ao agronegócio.

Ele destaca o papel da entidade como uma das estruturas mais robustas de representação do setor produtivo no país, atuando desde os sindicatos rurais até a articulação institucional em Brasília e no cenário internacional.

FONTE: CORREIO DO POVO

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: CAMILA CUNHA / REPRODUÇÃO CORREIO DO POVO

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Logística

MT-140: Estrada precária gera prejuízo de R$ 50 mil em única chuva

A MT-140, uma das principais rotas de escoamento agrícola da região, voltou a expor produtores e caminhoneiros a prejuízos elevados após as primeiras chuvas. A falta de infraestrutura adequada provoca tombamentos, atolamentos e paralisações frequentes, interrompendo o transporte de milho, soja, algodão e outras culturas.

Enquanto municípios, consórcios e o governo estadual discutem quem deve assumir a manutenção da rodovia, o impasse prolonga uma rotina de perdas econômicas e compromete a competitividade do setor.

Produtores acumulam perdas e relatam abandono

O agricultor Lucas Pasqualotto foi um dos atingidos. Um caminhão carregado dentro da fazenda tombou ao tentar avançar pelo trecho mais crítico. “Era uma carga de 900 sacos de milho. Com a chuva, perdemos tudo”, afirma. O prejuízo estimado chega a R$ 50 mil.

Para a família Pasqualotto, que cultiva quatro mil hectares, o problema se repete a cada chuva. “De seis meses para cá, já é a terceira vez. Todo ano é a mesma coisa: caminhão atolado, produto perdido, prejuízo atrás de prejuízo”, relata Osvaldo Pasqualotto.

A sensação, diz ele, é de impotência. “Colhemos com cuidado para entregar alimento nas cidades, mas boa parte se perde no caminho por causa da estrada abandonada.”

Falta de infraestrutura reduz competitividade do agronegócio

Produtores destacam que o custo logístico só aumenta. Alberto Chiapinotto, com quatro décadas na região, afirma que uma chuva de 50 milímetros já é suficiente para bloquear a passagem. “Estamos há 40 anos aqui e não houve nenhuma melhoria definitiva.”

Ele reforça que a precariedade impacta até serviços básicos: “As crianças ficam sem poder ir para a escola”. A Agrícola Irmãos Chiapinotto cultiva mais de dois mil hectares de soja e milho em Juscimeira.

O frete, segundo Alberto, chega a custar 50% acima do valor de mercado, reduzindo a margem do produtor. “Perdemos cerca de 12% no preço do grão comparado a outras regiões por causa da logística.”

A estimativa é que a área produtiva atendida pela MT-140 ultrapasse 200 mil hectares, com aproximadamente 50 produtores dependentes da rodovia.

Caminhoneiros enfrentam filas, danos e risco diário

Para garantir o escoamento, fazendas têm mobilizado máquinas próprias. “Precisamos desengatar trator, puxar caminhão, tapar buracos. A chuva mal começou e os problemas já começaram também”, diz Ezequiel Victor, gerente da Girassol Agrícola, que trabalha com 8,2 mil hectares de lavoura e 7,5 mil hectares de eucalipto.

Caminhoneiros ficam horas parados aguardando ajuda. “Já era para eu estar carregando. Todo ano é essa luta”, reclama Dionísio da Silva Campos, que critica a falta de reparos antes do período chuvoso.

Para Daniel Luiz, que também enfrentou um atoleiro, a experiência foi suficiente: “Primeira e última vez que passo aqui. Estraga pneu, mola, tudo.”

Impasse político trava solução definitiva desde 2024

O trecho mais problemático, de pouco mais de 15 km, está oficialmente sob responsabilidade de Santo Antônio de Leverger, mas nunca recebeu manutenção adequada. Como Juscimeira está muito mais próxima, o município tenta assumir o controle para realizar obras.

“Juscimeira já recuperou seus quatro quilômetros na MT-140, mas não temos autorização para avançar. A lei que transfere o trecho está parada desde 2024”, explica o prefeito Alexandre Russi, que destaca possuir recursos, máquinas e equipe pronta para atuar.

A distância é um fator decisivo: são 60 km até Juscimeira e 150 km até Santo Antônio de Leverger, o que torna inviável o atendimento por parte do município responsável.

Segundo o prefeito, há um convênio de R$ 12,8 milhões com o governo estadual, via Cidesasul, para manutenção de diversas MTs, e outro acordo está em andamento para ampliar os serviços na região.

A Aprosoja-MT também acompanha o caso. Para o delegado Rogério Berwanger, a situação é recorrente: “As primeiras chuvas já mostram o mesmo problema de todos os anos, causado pela indefinição administrativa.”

Em nota, a Sinfra-MT informou que há convênio com o Cidesasul para manter trechos não pavimentados da MT-140 e outras rodovias estaduais, sem previsão de pavimentação.

Para os produtores, no entanto, só uma intervenção sólida resolverá o problema. Como resume Osvaldo Pasqualotto: “Tem que ser um trabalho bem-feito, levantar, cascalhar e recuperar de verdade.”

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Comércio Exterior

Novo corredor hidroviário da Amaggi em Roraima impulsiona escoamento de grãos e reduz custos logísticos.

Iniciativa estratégica fortalece logística agrícola em Roraima

Roraima inaugurou um importante corredor hidroviário para dinamizar o escoamento de grãos, marcando um avanço logístico para o agronegócio local. A nova Estação de Transbordo de Cargas (ETC) da Amaggi, instalada na Vila Vista Alegre, em Caracaraí, às margens do Rio Branco, iniciou suas operações com o primeiro embarque de soja produzido no estado.

Redução drástica na dependência do transporte rodoviário

A nova rota encurta significativamente o percurso que antes exigia o transporte rodoviário de 763 quilômetros até Manaus. Com a ETC, essa distância cai para apenas 155 quilômetros até Caracaraí, de onde a carga segue via hidrovia até o porto da Amaggi, em Itacoatiara (AM). No trajeto de retorno, a rota também será usada para trazer fertilizantes e calcário ao estado, promovendo ganhos logísticos e redução de custos para os produtores locais.

Economia de até R$ 80 por tonelada para produtores

Com um investimento de R$ 100 milhões e autorização especial da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a operação piloto da ETC deve movimentar entre 60 mil e 70 mil toneladas de soja. A estimativa é de uma economia de cerca de R$ 80 por tonelada, além de uma redução de até 74% no tráfego rodoviário de grãos, aliviando a infraestrutura viária e tornando o transporte mais eficiente e sustentável.

FONTE: Com informações da Amaggi.
TEXTO: Redação

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Logística

Frota de caminhões no Brasil cresce 23% em 10 anos e desafia logística do agronegócio

Expansão da frota no país

A frota de caminhões no Brasil registrou um aumento de 23% na última década, passando de 2,6 milhões de veículos em dezembro de 2015 para 3,2 milhões em agosto de 2025, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), ligada ao Ministério dos Transportes.

O crescimento se mostra ainda mais expressivo no longo prazo: em 25 anos, o número de caminhões em circulação mais que dobrou. Em 2000, o Brasil contava com apenas 1,4 milhão de registros.

Transporte rodoviário é dominante no agro

De acordo com o Ministério da Agricultura, cerca de 70% do escoamento da produção agrícola é feito por rodovias, consolidando o caminhão como principal modal de transporte do agro.

Segundo o especialista em logística de defensivos agrícolas e diretor de projetos da Luft Agro, Luiz Alberto Moreira da Silva, a distribuição desse tipo de produto depende quase exclusivamente dos caminhões, já que as ferrovias não possuem estrutura básica para atender o setor.

Gargalos da logística de defensivos

Silva destaca que o transporte enfrenta obstáculos como alto custo do diesel, falta de mão de obra qualificada e más condições das estradas. A situação se complica nos períodos de chuvas intensas, quando o acesso às propriedades rurais se torna ainda mais difícil.

Outro desafio é a concentração das aplicações de defensivos, já que os agricultores preferem receber os produtos no momento da utilização, em vez de armazená-los, por motivos de segurança e valor agregado. No caso da soja, que representa metade do mercado de defensivos, a aplicação ocorre praticamente no mesmo período em todo o país, aumentando a pressão sobre a logística.

Além disso, é comum a necessidade de reaplicações (repique), que exigem agilidade para evitar prejuízos na produção.

Controle e sustentabilidade no uso de defensivos

Durante participação no Podcast Ascenza – Edição Especial Andav 2025, Silva ressaltou que o uso de defensivos agrícolas é rigorosamente controlado. Ele explicou que nenhum produtor utiliza além do necessário, pois o produto é caro e impacta diretamente a margem de lucro.

O especialista reforçou também que a comercialização é altamente regulada: nenhum defensivo pode ser vendido sem receituário agronômico.

O Brasil é referência mundial em sustentabilidade no agro, principalmente pela gestão de embalagens de defensivos. Há 21 anos, os agricultores são obrigados a devolver as embalagens utilizadas, que são processadas pelo Inpev (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias). Atualmente, 94% das embalagens retornam para reciclagem, índice considerado modelo internacional.

Novas gerações e futuro do agro

Silva apontou ainda que o retorno dos jovens ao campo tem impulsionado a agricultura de precisão, com maior uso de tecnologia e consciência ambiental. Esse movimento contribui para otimizar o uso de insumos e fortalecer a imagem do Brasil como potência agrícola sustentável.

“O agro é a base da segurança alimentar e o que sustenta a balança comercial brasileira. É preciso aproximar a população urbana dessa realidade e mostrar o papel estratégico do setor”, concluiu o especialista.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Informação, Investimento, Logística, Sustentabilidade

DP World expande a Divulgação do Impacto no Desenvolvimento Sustentável para novos países

A DP World ampliou sua Divulgação do Impacto no Desenvolvimento Sustentável (SDID) para incluir Brasil, Senegal e África do Sul, continuando seu progresso em direção ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Isso ocorre após a publicação do primeiro SDID da empresa em abril de 2024, que se concentrou na Índia e em Somalilândia.

O relatório SDID ampliado destaca o compromisso da DP World com o avanço do desenvolvimento sustentável por meio de investimentos estratégicos e demonstra como a empresa está gerando um impacto tangível em áreas críticas, desde infraestrutura resiliente até engajamento comunitário e igualdade de gênero.

Por exemplo, no Brasil, a DP World está colaborando com a Rumo para desenvolver um novo terminal capaz de operar 12,5 milhões de toneladas de grãos e fertilizantes, consolidando ainda mais Santos como um hub importante para logística agrícola. Da mesma forma, no Senegal, a empresa investiu mais de US$ 300 milhões para modernizar suas operações, aumentando a capacidade de manuseio do terminal de 265.000 TEUs em 2008 para 800.000 TEUs em 2023, melhorando a conectividade do comércio sub-regional e ampliando o acesso a mercados de difícil acesso.

Sultan Ahmed bin Sulayem, Presidente do Grupo e CEO da DP World, disse: “Estamos comprometidos em investir em larga escala globalmente para fortalecer a resiliência do comércio e promover impactos sociais positivos nas comunidades onde operamos. Por isso, estamos imensamente orgulhosos de ampliar esta divulgação e destacar nossas contribuições para avançar nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e preencher lacunas em economias em desenvolvimento importantes. O relatório mostra como os serviços que a DP World oferece criam infraestrutura, melhoram os serviços logísticos e proporcionam oportunidades para as comunidades.”

DP World expande a Divulgação do Impacto no Desenvolvimento Sustentável para novos países – DatamarNews

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