Evento

Encontro das Divas destaca carreira, liderança feminina e controle emocional em Itajaí

O fortalecimento do protagonismo feminino no mercado de trabalho será o eixo central do Encontro das Divas, que acontece no dia 31 de março, a partir das 18h30, no Absolute Business & Hotel, no Centro de Itajaí.

A iniciativa integra a programação especial do mês em celebração ao Dia Internacional da Mulher, data que simboliza a luta histórica das mulheres por igualdade de direitos, reconhecimento profissional e ampliação de oportunidades.

Desenvolvimento de carreira em pauta

A palestra principal será conduzida por Jaqueline Brenner, especialista em desenvolvimento de carreira e liderança, com mais de 35 anos de experiência na área de gestão de pessoas e desenvolvimento organizacional.

Com trajetória construída em posições executivas, Jaqueline atua atualmente como mentora de líderes e empresas, com foco em performance, posicionamento estratégico e fortalecimento de competências comportamentais — habilidades cada vez mais exigidas em ambientes corporativos dinâmicos e competitivos.

Mulheres no mercado: avanços e desafios

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres representam mais de 50% da população brasileira e já são maioria entre as pessoas com ensino superior completo.

Apesar disso, relatório da Grant Thornton aponta que as mulheres ocupam cerca de 38% dos cargos de liderança no Brasil. Em posições de alta gestão, como diretorias e cargos executivos (C-level), a presença feminina varia entre 20% e 25%, segundo levantamentos de mercado.

No cenário global, dados do Fórum Econômico Mundial indicam que a equidade de gênero no ambiente corporativo ainda avança em ritmo gradual, exigindo iniciativas que fortaleçam qualificação, confiança e preparo emocional.

É nesse contexto que o Encontro das Divas amplia o debate para além da técnica e da estratégia.

Abertura com Breathwork e foco na autorregulação emocional

Antes da palestra principal, o evento contará com a participação de Georgiana Dadam, fisioterapeuta há 26 anos e condutora de Breathwork, que conduzirá uma vivência prática de respiração consciente.

O Breathwork — técnica baseada na autorregulação do sistema nervoso — propõe o uso estratégico da respiração como ferramenta para gestão emocional. A prática busca equilibrar os estados internos, reduzindo ansiedade e estresse, além de favorecer foco, energia e clareza mental.

Segundo especialistas da área, o dia a dia corporativo é marcado por respostas automáticas ligadas ao sistema nervoso simpático, responsável por estados de alerta e reação. A respiração consciente atua como mecanismo de regulação, permitindo que a pessoa retome o controle das próprias emoções e responda de forma mais estratégica às pressões profissionais.

Espaço para posicionamento institucional

Para Renata Palmeira, CEO do ReConecta News, “quando falamos sobre desenvolvimento de carreira, estamos falando sobre estratégia, preparo emocional e construção de autoridade. Queremos proporcionar uma noite em que cada mulher saia mais consciente do seu potencial e mais preparada para crescer.”

O Encontro das Divas deve reunir empreendedoras, executivas e profissionais de diferentes setores para uma noite de conteúdo, conexão e fortalecimento da liderança feminina, unindo estratégia de carreira e inteligência emocional em um mesmo ambiente.

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Gestão

Flávia Takafashi deixa diretoria da Antaq após cinco anos e marca trajetória histórica na agência

A diretora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Flávia Takafashi, deixará o cargo em 10 de fevereiro de 2026, após cinco anos de atuação. Servidora pública de carreira, ela entrou para a história ao se tornar a primeira mulher a integrar a diretoria colegiada da agência reguladora — posto que, até o momento, segue sendo ocupado exclusivamente por ela.

Reconhecida como referência no setor portuário, Flávia avalia que, apesar dos avanços, a presença feminina em cargos de liderança ainda enfrenta barreiras estruturais tanto no setor público quanto no privado.

Representatividade feminina ainda é desafio

Durante o encontro Mulheres a Bordo, promovido pelo Grupo Tribuna nesta sexta-feira (5), Flávia destacou que a desigualdade de gênero ainda é visível nos espaços decisórios. “Muitas vezes, eu ainda sou a única mulher à mesa. Precisamos ocupar mais esses lugares”, afirmou, diante de cerca de 30 executivas do setor portuário.

Na ocasião, ela foi homenageada pelo Grupo Tribuna com uma placa em reconhecimento à sua contribuição institucional. Segundo o diretor comercial do grupo, Demetrio Amono, a homenagem simboliza o legado deixado por Flávia Takafashi à frente da Antaq.

Avanços e responsabilidade coletiva

Nomeada para a diretoria em 2021, Flávia relembra que a ausência de mulheres em posições estratégicas era ainda mais acentuada naquele período. Embora reconheça uma maior participação feminina em fóruns e debates, ela ressalta que o fortalecimento dessa presença exige esforço coletivo.

“Se antes a luta era por inclusão, hoje o desafio é garantir uma participação qualificada, consistente e forte”, pontuou.

Igualdade de gênero vai além do setor portuário

Segundo a diretora, o debate sobre a presença feminina no setor aquaviário reflete um contexto social mais amplo. Ela citou o aumento de casos de feminicídio como um alerta sobre a urgência de aprofundar as discussões sobre igualdade de gênero no país.

Mãe de dois meninos, Flávia destacou a importância da formação dentro de casa. “Não vou criar meninas fortes, mas homens fortes e respeitosos. Isso é tão desafiador quanto”, afirmou.

Sucessão ainda indefinida

Flávia disse não saber se outra mulher será indicada para ocupar uma cadeira na diretoria da Antaq, mas defendeu que essa representatividade seja mantida. Para ela, a presença feminina tem efeito multiplicador em setores historicamente dominados por homens.

“Esse é um espaço que já ocupamos e que precisa continuar sendo ocupado por mulheres”, reforçou.

Atuação no setor continuará

Ao se despedir da função, Flávia afirmou que seguirá atuando no setor portuário e marítimo. “Continuarei falando de porto, de navio e de Direito Marítimo. Estarei entre vocês”, disse, ao agradecer o apoio de colegas e entidades do setor.

Legado marcado por combate ao assédio

Entre as iniciativas de maior impacto de sua gestão, Flávia destacou o Guia de Enfrentamento ao Assédio, lançado em 2023. A ação teve reconhecimento internacional e rendeu à diretora um prêmio da Organização Marítima Internacional (IMO).

O material ampliou o debate sobre prevenção ao assédio e respeito à mulher não apenas no setor aquaviário, mas em outras áreas da infraestrutura, além de incentivar a produção de dados e estudos sobre o tema.

Próximos passos

Após deixar a diretoria, Flávia retornará ao seu cargo de origem como especialista em regulação de transportes aquaviários, mas não descarta novos caminhos. Segundo ela, já há convites dos setores público e privado, ainda em fase de avaliação.

“Até fevereiro sigo como diretora. Depois, vamos definir os próximos passos”, afirmou, mantendo discrição sobre as propostas recebidas.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sílvio Luiz/AT

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Negócios

CNI lança mapeamento sobre desafios das mulheres no comércio internacional na América Latina

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) iniciou nesta quinta-feira (29) uma consulta empresarial voltada para identificar obstáculos que limitam a participação de mulheres no comércio internacional, com foco na América Latina e Caribe. O projeto é conduzido pelo Fórum Nacional da Mulher Empresária (FNME) e acontece durante a missão empresarial da CNI no Panamá, dando continuidade a um mapeamento semelhante realizado no B20 Brasil no ano passado.

“No Brasil, apenas 14% das empresas exportadoras têm liderança feminina. Ampliar esse número é essencial para fortalecer competitividade e inovação na indústria”, afirma Janete Vaz, vice-presidente do FNME e presidente do Conselho de Administração do Grupo Sabin.

Parcerias estratégicas para identificar gargalos

A consulta será realizada em colaboração com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e a OCDE, e tem como objetivo identificar demandas de suporte, barreiras e oportunidades para orientar políticas públicas e investimentos voltados à liderança feminina no setor exportador.

O que é o Fórum Nacional da Mulher Empresária

O FNME é coordenado pela CNI e atua na promoção da diversidade de gênero, liderança feminina e empreendedorismo no setor industrial brasileiro. Composto por conselheiras de destaque, o fórum desenvolve políticas de igualdade, programas de capacitação e apoio para mulheres em cargos de gestão, reforçando a presença feminina na indústria.

Comitiva de destaque na missão empresarial

Além de Janete Vaz, integram a comitiva no Panamá as empresárias e conselheiras do FNME: Elisa Kovalski, consultora da Dom Cabral; Laura Oliveira, CEO do Grupo Levvo; Marianne Feldmann, CEO da FIB Assessoria em Negócios Internacionais; e Glória Guimarães, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS).

Missão empresarial no Panamá reforça protagonismo brasileiro

Entre os dias 27 e 30 de janeiro, a CNI lidera a Missão Empresarial ao Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe (ALC), reunindo mais de 100 empresários brasileiros. O objetivo é fortalecer a presença do setor produtivo brasileiro em um dos principais espaços de diálogo regional sobre crescimento sustentável, inclusão e competitividade.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Pinheiro/CNI

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Transporte

Elas Transformam: mulheres debatem desafios e avanços na infraestrutura de transportes

O Instituto Brasileiro de Infraestrutura Social (IBI Social) realizou, na quinta-feira (11), a mesa redonda Elas Transformam, dedicada a discutir a participação feminina na infraestrutura de transportes. O encontro celebrou os seis meses de atuação do instituto e reuniu lideranças para debater barreiras, oportunidades e caminhos para ampliar a presença das mulheres em todas as esferas do setor, da operação à liderança estratégica.

União feminina como motor de transformação

A presidente do IBI Social, Eliane Sammarco, abriu o evento destacando a rápida consolidação do instituto e a importância das conexões construídas entre as participantes. Segundo ela, o fortalecimento do setor passa pela colaboração entre mulheres, capaz de gerar impacto real e sustentável. A dirigente ressaltou que nenhuma transformação acontece de forma isolada e que a troca de experiências é essencial para superar desafios históricos da área.

Autonomia, representatividade e pressão política

A diretora de Relações Internacionais do Instituto Global SG, Paola Comim, compartilhou sua trajetória profissional e defendeu que mulheres não devem buscar validação externa para ocupar espaços de poder. Já Núria Bianco, diretora de Inteligência de Mercado do Grupo Brasil Export, chamou atenção para a dificuldade de incluir mulheres em painéis e cargos estratégicos, defendendo uma atuação mais firme para garantir indicações femininas, especialmente após a legislação que estabelece 30% de mulheres nos conselhos de administração (CONSAD).

Liderança feminina ainda é solitária

A coordenadora-geral de Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos, Rafaela Gomes, descreveu a liderança feminina como um exercício solitário em ambientes majoritariamente masculinos, reforçando a necessidade de redes de apoio. A diretora da Cine Group, Patrícia Monteiro, acrescentou que dar visibilidade a mulheres qualificadas é fundamental para quebrar ciclos de exclusão.

Ocupar espaços e ampliar a voz

Para Ana Clara Moura, diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Grupo Arnone, a presença feminina precisa ser ativa e constante. Ela defendeu que mulheres aceitem convites, participem de debates e ampliem sua voz nos espaços de decisão, fortalecendo a atuação coletiva.

Diversidade como vantagem estratégica

A diretora de Programa da Secretaria Adjunta de Infraestrutura Econômica, Patrícia Gravina, destacou que fatores culturais contribuem para o desenvolvimento de habilidades femininas como colaboração, criatividade e resolução de problemas. Segundo ela, ampliar a presença das mulheres em conselhos e lideranças não é apenas uma questão de equidade, mas um ganho direto para a inovação e eficiência das organizações.

Apoio mútuo e quebra de estigmas

A chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Portos, Rebecca Ferreira, reforçou a importância do apoio entre mulheres, alertando para a necessidade de substituir a rivalidade pela valorização mútua. Ela também defendeu que características como ambição, frequentemente associadas aos homens, sejam reconhecidas como qualidades legítimas nas mulheres.

Síndrome da impostora e diálogo com lideranças masculinas

A sócia da Salomão Advogados, Nathália Fritz, abordou a síndrome da impostora e destacou a importância da capacitação contínua e do diálogo com homens em cargos de gestão. A advogada Maíra observou que, apesar de avanços, o setor portuário ainda apresenta baixa presença feminina em posições de diretoria.

Propósito social e inovação no setor portuário

A superintendente de ESG e Inovação da ANTAQ, Cristina Castro, compartilhou sua trajetória no setor portuário e o engajamento com temas como transição energética, descarbonização e projetos sociais. Ela também revelou a criação da inteligência artificial Glória, voltada ao combate à violência contra mulheres, com atuação em 194 países.

Políticas públicas e equidade no cotidiano

A ouvidora do Ministério de Portos e auditora da CGU, Maíra Nascimento, defendeu políticas públicas que apoiem a mulher multitarefa, destacando iniciativas como a coalizão pela paternidade, que busca ampliar a licença paterna. Também citou projetos de enfrentamento ao escalpelamento e à exploração sexual infantil.

Representatividade além do discurso

A engenheira Karenina, assessora do Ministério das Cidades, criticou a ausência de promoção feminina no dia a dia, mesmo com a pauta de gênero presente em debates institucionais. Já Carol, chefe de gabinete da Diretoria-Geral da ANTAQ, relatou sua experiência em ambientes masculinos e o reconhecimento tardio da importância da representatividade feminina.

Caminho para a transformação do setor

A mesa redonda Elas Transformam reforçou a necessidade de converter indignação em ações concretas, utilizando a articulação política e a construção de redes para promover a equidade de gênero. As participantes convergiram na avaliação de que ampliar a inserção feminina na infraestrutura de transportes é essencial não apenas para justiça social, mas para impulsionar inovação, criatividade e desenvolvimento sustentável.

FONTE: Jornal dos Associados
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal dos Associados

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Portos

Oquerlina Costa é a nova presidente do Porto do Itaqui e marca liderança feminina inédita

Primeira mulher a comandar o porto público maranhense assume com foco em sustentabilidade e inovação

O Porto do Itaqui, considerado um dos principais hubs logísticos do Brasil, vive um marco histórico. Após indicação do governador Carlos Brandão, o Conselho de Administração (Consad) aprovou a nomeação de Oquerlina Costa para a presidência da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), responsável pela gestão do terminal.

No dia 7, a nova presidente foi recebida pela diretoria da Emap na sede da empresa, tornando-se oficialmente a primeira mulher efetivada no mais alto cargo de gestão do Porto do Itaqui.

Trajetória e liderança feminina no setor portuário

A escolha de Oquerlina Costa reforça o avanço da liderança feminina na gestão portuária. Ela sucede Isa Mary Pinheiro Mendonça, diretora de Administração e Finanças, que ocupava interinamente a presidência nos últimos meses.

Com carreira consolidada no setor público, Oquerlina já atuou como secretária-adjunta de Recursos Ambientais da Sema (Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais) e participou de projetos ligados à logística e sustentabilidade, áreas estratégicas para o desenvolvimento do setor portuário.

Desafios de gênero no setor aquaviário

A nomeação tem ainda maior relevância diante do cenário nacional. Segundo a 2ª Pesquisa sobre Equidade de Gênero no Setor Aquaviário, divulgada pela ANTAQ em parceria com a Wista Brazil, as mulheres representam apenas 17,8% da força de trabalho nos portos.

Nos cargos de liderança, a presença feminina cai para 15%, e em funções operacionais, atinge apenas 10%. O ingresso de Oquerlina Costa na presidência do Itaqui simboliza um avanço na inclusão e diversidade em um setor historicamente masculino.

Porto do Itaqui: recordes e papel estratégico

O Porto do Itaqui é um ativo estratégico para o Maranhão e para o Brasil. Integrante do maior complexo portuário da América Latina, é reconhecido como o principal porto do Arco-Norte, essencial no escoamento de grãos e minérios.

Com localização estratégica, garante logística mais rápida e econômica para mercados como Estados Unidos e Europa, competindo com vantagem em relação a portos do Sul e Sudeste.

Em 2025, o terminal registrou recordes históricos:

  • Agosto de 2025: maior movimentação mensal da história, com 3,85 milhões de toneladas (+7% em relação a 2024).
  • Janeiro a agosto de 2025: 24,9 milhões de toneladas movimentadas, crescimento de 8% frente ao mesmo período do ano anterior.

Compromisso com inovação e sustentabilidade

Sob a liderança de Oquerlina Costa, o Porto do Itaqui reforça sua estratégia de investir em inovação, sustentabilidade e inclusão, consolidando-se como referência em eficiência logística e gestão moderna no setor portuário brasileiro.

FONTE: Porto do Itaqui
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto do Itaqui

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Comércio Exterior

Participação feminina no comércio internacional ganha força com apoio do MDIC

Participação feminina no comércio internacional ganha força com apoio do MDIC

Brasília foi palco de um importante avanço na inclusão de gênero no comércio exterior, durante o 11º Encontro da Convergência Empresarial de Mulheres do Mercosul (CEMM), realizado em 8 de outubro. A secretária em exercício de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Daniela Matos, destacou o compromisso do governo federal em ampliar a presença feminina nas exportações brasileiras e incorporar a pauta de gênero nos acordos comerciais.

Diagnóstico revela desafios e avanços na liderança feminina

Segundo Daniela Matos, fortalecer a participação das mulheres no comércio internacional é uma das prioridades da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Um estudo realizado pela Secex em 2023 revelou que apenas 14% das empresas exportadoras brasileiras tinham liderança feminina em sua composição societária. Embora um novo levantamento divulgado em 2025 indique avanços, os obstáculos ainda são significativos.

“Esse diagnóstico nos mostrou o tamanho do desafio. As mulheres continuam sendo minoria entre as exportadoras e enfrentam barreiras maiores que os homens. Por isso, o MDIC passou a tratar o tema como prioridade, com iniciativas como o programa Elas Exportam e a inclusão da perspectiva de gênero em acordos comerciais”, afirmou Daniela.

Acordo Mercosul–União Europeia inclui capítulo sobre empoderamento feminino

Um dos destaques do evento foi a menção ao novo capítulo do Acordo Mercosul–União Europeia, que trata especificamente de comércio e empoderamento feminino. O texto prevê ações de cooperação, intercâmbio de experiências e políticas voltadas à ampliação da participação das mulheres no comércio internacional.

“Esses dispositivos são fundamentais para garantir que os benefícios do acordo cheguem às empresas brasileiras, especialmente aquelas lideradas por mulheres. A diversidade precisa estar refletida no comércio exterior, promovendo oportunidades mais justas e inclusivas”, completou Daniela.

Lideranças do Mercosul celebram protagonismo feminino

A coordenadora executiva da Convergência Empresarial de Mulheres do Mercosul, Laura Velásquez, classificou a inclusão da pauta de gênero como um marco histórico. “As mulheres empresárias têm papel essencial na economia dos nossos países. É fundamental que elas também ocupem espaço nos acordos comerciais. Esse novo capítulo é um avanço significativo”, declarou.

O embaixador da Argentina no Brasil, Guillermo Daniel Raimondi, também participou do painel e destacou o progresso nas negociações do acordo entre os blocos. “As disciplinas jurídicas estão compatibilizadas e há disposição total do Mercosul para que o acordo entre em vigor ainda sob a presidência brasileira”, afirmou.

Evento reúne lideranças femininas do setor produtivo

O painel de abertura do CEMM, com o tema “Atualizações sobre o Acordo Mercosul–União Europeia”, foi conduzido por Lilian Schiavo, diretora executiva da Convergência Empresarial de Mulheres do Brasil. O encontro reuniu empresárias da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além de representantes governamentais, instituições financeiras e entidades do setor produtivo.

FONTE: Com informações de Agência Gov, Conexão Maríliaconexaomarilia.com.br e Rádio Itatiaia.
TEXTO: REDAÇÃO

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Mercado de trabalho

Ferrovias ampliam presença feminina e miram 30% dos cargos de liderança ocupados por mulheres

Crescimento da participação feminina no setor ferroviário.

Tradicionalmente dominado por homens, o setor ferroviário brasileiro tem registrado um avanço significativo na inserção das mulheres. Profissionais femininas vêm conquistando espaço em funções antes restritas, como maquinistas, manobradoras, mecânicas e eletricistas, além de ampliarem sua presença em cargos de gestão.

Empresas de transporte de cargas e de passageiros já definiram metas para aumentar a participação feminina, especialmente nas posições de liderança.

VLI aposta em metas ousadas

Na VLI, a projeção é clara: até dezembro, 30% dos cargos de alta liderança deverão estar sob responsabilidade de mulheres. O índice atual está em 27%.
Segundo Danny Marchesi, gerente-geral de sustentabilidade e comunicação, a companhia também busca aumentar a presença feminina no quadro geral. Há dez anos, apenas 9% da equipe era formada por mulheres; hoje, o número dobrou para 19%.

Na operação, elas já atuam diretamente na condução dos trens. Do total de 1.576 maquinistas da empresa, 101 são mulheres. Um exemplo é Vanessa Alves Batista, que iniciou sua trajetória na portaria e, após treinamento, tornou-se maquinista há pouco mais de um ano.

Rumo amplia contratações femininas

Na Rumo, maior concessionária ferroviária de cargas do país, o crescimento também é expressivo. No primeiro trimestre deste ano, a empresa registrou 1.250 mulheres em postos de trabalho, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. Em 2022, eram 830 profissionais.

No quesito liderança, a companhia já alcançou a marca de 30% de mulheres em cargos de gestão, com 90 das 300 posições ocupadas por elas.

CCR Metrô Bahia segue na mesma direção

Outro destaque é a CCR Metrô Bahia, onde 32% das funções de liderança já são ocupadas por mulheres. A empresa mantém como foco ampliar ainda mais esse percentual.

Diversidade e inclusão como estratégia

Além do incentivo à equidade de gênero, as empresas ferroviárias têm investido em políticas de diversidade e inclusão, voltadas também para pessoas negras e profissionais com deficiência.

A VLI, que administra 8 mil quilômetros de trilhos, 600 locomotivas e 21 mil vagões, reforça que a representatividade feminina é parte de um compromisso público. O objetivo é refletir na empresa o perfil da sociedade brasileira.

No primeiro semestre deste ano, a companhia registrou lucro líquido de R$ 1,08 bilhão, crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior.

FONTE: Folhapress
TEXTO: Redação
Imagem: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

Protagonismo feminino no comércio exterior: programa da ApexBrasil vence prêmio internacional na África do Sul

Iniciativa “Mulheres e Negócios Internacionais” (MNI) é reconhecida como a melhor do mundo em inclusão e sustentabilidade de negócios pelo WTPO Awards 2024

O programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), conquistou mais um reconhecimento global ao vencer o WTPO Awards 2024 – na categoria “Melhor iniciativa que garante a inclusão e sustentabilidade de um negócio”. A premiação, promovida pelo International Trade Centre (ITC), foi entregue nesta terça-feira (22) em Joanesburgo, África do Sul, durante a primeira Reunião Ministerial Global de Pequenas e Médias Empresas.

A premiação destaca o impacto transformador do programa no fortalecimento da presença feminina no comércio exterior, tornando o Brasil referência em iniciativas de inclusão de gênero e empoderamento feminino no mercado internacional.

Mulheres liderando negócios globais

Idealizado por Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil, o MNI foi criado em 2023 com o propósito de inserir mais mulheres no ecossistema de exportações e promover a equidade de gênero no comércio exterior. “A aspiração de trazer mais mulheres para os negócios internacionais está se concretizando em ações efetivas, impactando centenas de empresárias e ecoando no trabalho de diferentes entidades e parceiros governamentais”, afirmou Repezza.

Com ações estruturadas e parcerias estratégicas, o MNI já transformou a trajetória de mais de 1.400 empresas lideradas por mulheres, com 63% dessas empresas sendo de micro e pequeno porte, segmento prioritário para o desenvolvimento inclusivo do Brasil.

Reconhecimento global e impacto local

Esse é o terceiro prêmio internacional que a iniciativa recebe. Em 2024, o programa também foi laureado com o Prêmio de Boas Práticas do Movimento Elas Lideram 2030, da Rede Brasil do Pacto Global da ONU. Além disso, o programa “Elas Exportam”, do MDIC – vinculado ao MNI – ganhou o Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio, da OMC, na Suíça.

Segundo Repezza, combate à desigualdade de gênero exige ações permanentes: “Incluir mulheres nos fluxos de comércio exterior gera riqueza, renda e impactos intergeracionais. Cada reconhecimento reforça nosso compromisso com uma economia mais inclusiva.”

MNI: inclusão de gênero como estratégia institucional

Desde sua criação, o MNI tornou-se ação transversal na ApexBrasil, influenciando todos os projetos da Agência com a aplicação de uma lente de gênero. O objetivo é ampliar as oportunidades para empreendedoras brasileiras nos mercados internacionais, com apoio estruturado em capacitação, inteligência de mercado e inserção em feiras e rodadas de negócio.

MPEs ganham protagonismo na exportação brasileira

O apoio às micro e pequenas empresas (MPEs) tem sido uma das prioridades da ApexBrasil. Em 2024, a Agência apoiou 20.596 empresas, sendo 54,2% de micro e pequeno porte – um aumento de mais de 50% em relação a 2023. O Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) capacitou 5.071 empresas este ano, 70% delas MPEs.

Dados da Secex/MDIC mostram que o número de pequenas empresas exportadoras cresceu 112,45% nos últimos 10 anos.Em 2024, foram 5.952 microempresas e MEIs e 5.480 pequenas empresas exportando ativamente.

No entanto, o desafio permanece: as MPEs respondem por menos de 1% do valor total exportado pelo Brasil (US$ 2,6 bilhões dos US$ 337 bilhões). Por isso, ações como o MNI são fundamentais para quebrar barreiras de entradaconectar empresárias a compradores internacionais e incentivar a internacionalização de negócios liderados por mulheres.

Próximos passos: interseccionalidade e redes globais

De acordo com Maira Cauchioli, especialista líder do programa MNI, o foco agora é expandir as ações para além da questão de gênero: “Vamos atuar na interseccionalidade com raça/etnia e fortalecer redes de relacionamento internacionais. Também vamos mapear mulheres atuantes no comércio exterior e conectá-las a compradores e investidores inclusivos.”

A ApexBrasil acredita que o comércio exterior pode ser uma ferramenta poderosa de transformação social, e que mulheres protagonistas nos negócios internacionais representam uma força crescente na economia brasileira.

Texto: REDAÇÃO / FONTE: APEX BRASIL

Imagem: DIVULGAÇÃO

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