Portos

Invest Retroporto destaca importância das atividades retroportuárias e debate desafios ambientais e urbanos

O Invest Retroporto, realizado na sede da Associação Comercial de Santos (SP), reforçou o papel central das atividades retroportuárias, especialmente Redex, Depots e Terminais Alfandegados, para garantir valor agregado e segurança às operações portuárias. Especialistas defenderam que os benefícios do Reporto sejam ampliados para esses segmentos, ampliando a competitividade logística.

Planejamento urbano e ambiental como base para novos negócios
Sob o subtítulo Planejamento Urbano e Ambiental para Novos Negócios, o encontro destacou que a expansão econômica em áreas próximas aos portos depende diretamente das legislações de uso e ocupação do solo e dos licenciamentos ambientais. O avanço de novos empreendimentos traz aumento de arrecadação, fortalecimento do setor de serviços e geração de empregos mais bem remunerados, desde que acompanhado de planejamento integrado entre cidade e porto.

Desafios ambientais e insegurança jurídica
Mesmo com planejamento conjunto, participantes alertaram que questões ambientais precisam ser tratadas com racionalidade, evitando extremismos. Os complexos portuários estão inseridos em áreas de alta sensibilidade ecológica, o que torna frequentes os questionamentos do Ministério Público, mesmo quando há compensações ambientais robustas. Essa dinâmica, segundo os palestrantes, alimenta a instabilidade jurídica e amplia a burocracia, dificultando o desenvolvimento sustentável.

Zoneamento e legislações em debate
A revisão do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) do Estado de São Paulo foi citada com preocupação, pois pode restringir a expansão de atividades ligadas aos portos de Santos e São Sebastião, únicos portos marítimos paulistas. Outras normas, como a Lei da Mata Atlântica, o Código Florestal, o Zoneamento Costeiro e áreas de proteção como o PESM, também influenciam diretamente a expansão econômica. Embora essenciais para a preservação ambiental, alguns especialistas apontaram que compensações acabam sendo aplicadas em áreas pouco visíveis à população, prejudicando empreendimentos formais e incentivando ocupações irregulares. Um dos palestrantes citou ainda dado do Banco Mundial de que a pobreza é a maior fonte de poluição mundial.

Expansão portuária e necessidade de alinhamento institucional
O evento reforçou que a ampliação de áreas portuárias e retroportuárias, a implantação de porto-indústria e os investimentos em acessos terrestres e aquaviários são decisivos para o desenvolvimento sustentado. Embora haja estudos para criação de um órgão ambiental metropolitano, especialistas ponderam que os conflitos permanecerão enquanto leis e normas não forem harmonizadas para reduzir externalidades negativas.

Unidade para promover desenvolvimento sustentável
Para avançar, palestrantes defenderam a união entre governos, iniciativa privada e sociedade civil, acima de interesses setoriais e ideológicos. A convergência dessas forças seria essencial para equilibrar proteção ambiental e crescimento econômico, garantindo resultados estratégicos para o país.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Portos

Novo porto de Itapoá: projeto de R$ 3 bilhões avança no licenciamento em Santa Catarina

O novo porto de Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina, segue avançando na etapa de licenciamento ambiental e desenvolvimento técnico. O empreendimento, orçado em R$ 3 bilhões e liderado pela cooperativa Coamo — uma das maiores do agronegócio brasileiro — promete reforçar a infraestrutura logística da região.

Com previsão de movimentar 11 milhões de toneladas por ano, o terminal deve impulsionar o escoamento de grãos como soja, milho e trigo, além de operar com GLP, granéis, combustíveis líquidos e fertilizantes.

Por que Itapoá?
A ideia de construir um novo porto na região não é recente. Segundo Airton Galinari, presidente executivo da Coamo, o ambiente favorável de negócios em Santa Catarina pesou na escolha do local. Ele também destacou o avanço das obras de aprofundamento da Baía da Babitonga, fundamentais para garantir a capacidade operacional do terminal.

O que ainda falta para o projeto sair do papel?
De acordo com o Governo do Estado, o empreendimento passa por quatro etapas obrigatórias: licenciamento, projetos, execução e operação. A fase atual reúne todas as autorizações ambientais e legais necessárias para iniciar as obras, incluindo a licença ambiental prévia, a licença de instalação e o alvará de construção.

A Coamo afirma que os licenciamentos estão em andamento e que a próxima etapa será a audiência pública. Paralelamente, o período dedicado aos projetos técnicos deve seguir até 2026.

Cronograma previsto
A execução das obras está programada para começar em 2027. Se o cronograma for mantido, o novo porto deve entrar em operação em 2030, ampliando a competitividade logística de Santa Catarina e atendendo à crescente demanda do agronegócio.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Governo de Santa Catarina/ND Mais

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Notícias, Portos

Justiça proíbe obras de dragagem no Porto Aratu

Obras podem causar impactos em dez comunidades quilombolas de Ilha de Maré

A Justiça Federal acolheu uma ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) e determinou a suspensão das obras de dragagem no Porto Organizado de Aratu-Candeias. A medida liminar concedida suspendeu as licenças ambientais emitidas para a intervenção que começaria no último dia 15 de novembro e iria até 12 de dezembro. Em caso de descumprimento da decisão, os responsáveis pelas obras poderão ser multados em R$200 mil por hora.

De acordo com o MPF, a medida visa proteger as comunidades quilombolas e tradicionais da área dos possíveis impactos socioambientais da atividade. A ação do MPF aponta dez comunidades quilombolas que podem ser afetadas, destacando o impacto direto em três delas localizadas em Ilha de Maré: Bananeiras, Porto dos Cavalos/Martelo/Ponta Grossa e Praia Grande. O procurador da República Ramiro Rockenbach alertou que as dragagens podem liberar contaminantes perigosos, o que traria riscos significativos às comunidades, que dependem do meio ambiente local para suas atividades econômicas e modo de vida.

De acordo com a decisão judicial, as obras devem ficar suspensas até que seja elaborado o Estudo do Componente Quilombola (ECQ) e realizada a Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI) às comunidades tradicionais para avaliar os impactos das dragagens sobre esses grupos vulneráveis.

A Justiça Federal também determinou que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) elabore, no prazo de no máximo 30 dias, Termo de Referência Específico (TRE) com o conteúdo necessário para a realização do ECQ de todas as comunidades tradicionais na área de influência do Porto Organizado de Aratu-Candeias.

Licenciamento ambiental

Em relação ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a medida exige que o órgão apresente, no prazo de no máximo 30 dias, informações sobre todo o histórico de licenciamento ambiental em relação ao Porto de Aratu e à Refinaria Landulpho Alves (RLAM)/Refinaria de Mataripe. O órgão federal deverá explicar, ainda, as razões pelas quais o licenciamento ambiental de todas as atividades impactantes realizadas por diversas empresas privadas e agentes econômicos exercidas na referida zona portuária estão a cargo do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Inema), uma vez que a responsabilidade do licenciamento é federal.

A União e a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) deverão assegurar o acesso a todos os documentos e locais necessários para o trabalho a ser feito pelo Incra.

A ação tem como réus a União, o Ibama, o Inema, a Codeba, Incra e a empresa CS Brasil.

Fonte: PS Notícias
Justiça proíbe obras de dragagem no Porto Aratu – PS Notícias

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