Internacional

Maquila de serviços no Paraguai deve ultrapassar 50 mil empregos formais

O setor de maquila de serviços no Paraguai mantém trajetória de crescimento e projeta superar a marca de 50 mil empregos formais nos próximos meses. A expansão consolida o segmento como um dos principais motores de geração de trabalho qualificado e de atração de investimentos estrangeiros no país.

Crescimento impulsiona economia e exportações

Dados recentes divulgados por representantes do setor indicam que a maquila de serviços tem ampliado sua relevância dentro da economia paraguaia. O modelo abrange atividades como tecnologia da informação, suporte técnico, marketing digital e outros serviços especializados voltados principalmente ao mercado internacional.

Com isso, o Paraguai fortalece sua base exportadora de serviços, reduzindo a dependência de setores tradicionais e ampliando a oferta de soluções com maior valor agregado.

Geração de empregos qualificados

Além do impacto econômico, a expansão do regime de maquila favorece a inserção de profissionais em áreas estratégicas. O avanço do setor abre espaço para capacitação profissional, desenvolvimento de novas competências e acesso a oportunidades em segmentos mais tecnológicos e competitivos.

A expectativa de ultrapassar 50 mil postos formais reforça o papel do segmento como alternativa relevante para o mercado de trabalho paraguaio.

Fatores de competitividade

Empresas que operam sob o regime de maquila de serviços apontam como diferenciais os custos operacionais competitivos, o ambiente regulatório favorável e a disponibilidade de mão de obra qualificada em áreas-chave.

Esses elementos fortalecem o posicionamento do Paraguai como destino estratégico para a instalação de operações voltadas a serviços globais, ampliando sua competitividade no cenário regional.

FONTE: ABC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CCBP

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Comércio Internacional

Argentina e EUA firmam acordo comercial e de investimentos com foco em acesso a mercados e cooperação estratégica

A Argentina e os Estados Unidos assinaram um acordo recíproco de comércio e investimentos que prevê acesso preferencial ao mercado argentino para produtos norte-americanos, além de regras que vedam barreiras ao comércio digital e fortalecem a cooperação econômica e em segurança nacional. A informação foi divulgada na última quinta-feira, 5 de fevereiro, pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).

O documento foi assinado pelo representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e pelo ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno. O texto formaliza um acordo-quadro que já havia sido definido preliminarmente em novembro do ano passado.

Redução de tarifas e padronização regulatória

Segundo o USTR, o acordo prevê a redução ou eliminação de tarifas sobre uma ampla lista de produtos dos Estados Unidos, incluindo medicamentos, dispositivos médicos, produtos químicos, máquinas, veículos automotores, tecnologia da informação e diversos produtos agrícolas.

A Argentina também se comprometeu a reconhecer padrões regulatórios e de segurança dos EUA para bens importados, como automóveis e equipamentos médicos. No setor alimentício, o país adotará os padrões de segurança do USDA para carnes bovinas e de aves.

No ambiente digital, o acordo estabelece que não haverá tarifas sobre a transmissão internacional de dados, nem a criação de impostos sobre serviços digitais direcionados a empresas de tecnologia dos Estados Unidos.

Abertura do mercado agrícola

No campo agrícola, a Argentina deverá abrir seu mercado, em até um ano, para aves e produtos avícolas dos EUA. O país também trabalhará para simplificar processos burocráticos que afetam exportações norte-americanas de carne bovina e suína.

Outro ponto do acordo envolve a proteção de marcas e denominações. A Argentina concordou em não restringir o uso, por exportadores dos EUA, de nomes como asiago, feta e camembert, considerados pela União Europeia como indicações geográficas exclusivas.

Segurança, tecnologia e comércio internacional

O texto também amplia a cooperação bilateral no controle de exportações de bens sensíveis de uso duplo, que podem ter aplicações civis e militares. Além disso, estabelece compromissos para garantir a segurança da infraestrutura de telecomunicações argentina.

Embora o acordo não cite países específicos, o USTR afirmou que a iniciativa fortalece a atuação conjunta de Argentina e Estados Unidos contra práticas comerciais desleais de terceiros países, em referência indireta à China.

Parceria em minerais críticos

A Argentina se comprometeu ainda a articular com governos provinciais medidas para facilitar investimentos de empresas dos EUA em projetos de minerais críticos, como cobre, lítio e outros insumos estratégicos. O acordo prioriza os Estados Unidos como parceiro comercial nesses setores, em detrimento de economias acusadas de manipulação de mercado.

Contexto político e reações

Em outubro, o Tesouro dos EUA anunciou uma linha de swap cambial de US$ 20 bilhões para apoiar o governo do presidente argentino Javier Milei na estabilização do peso. A iniciativa foi elogiada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, como um passo relevante para a recuperação econômica da Argentina.

Em comunicado, Jamieson Greer afirmou que o fortalecimento da parceria entre Trump e Milei serve como exemplo de integração econômica e proteção da segurança econômica e nacional no continente americano. Já Pablo Quirno classificou o acordo como uma “grande conquista” para ambos os países.

Por outro lado, a senadora norte-americana Elizabeth Warren, principal democrata no Comitê Bancário do Senado, solicitou nesta quinta-feira o encerramento da linha de swap, defendendo que a medida deveria ter caráter temporário.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Investimento

Interesse chinês em Santa Catarina cresce e mira seis áreas estratégicas de investimento

Uma comitiva de empresários chineses esteve em Santa Catarina para analisar oportunidades de investimento em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento regional. A agenda incluiu um encontro promovido pela Fecomércio SC, em parceria com o Governo do Estado, além de uma recepção oficial realizada pelo governador Jorginho Mello na noite anterior.

Educação, infraestrutura e inovação no radar

Durante as reuniões, os investidores demonstraram interesse em educação, infraestrutura, turismo, cultura, tecnologia e inovação. Os setores foram apresentados como áreas com potencial de expansão, alinhadas ao perfil produtivo e à estratégia de crescimento de Santa Catarina.

China é principal parceiro comercial de SC

De acordo com a Fecomércio SC, o fortalecimento das relações com a China é visto como um movimento estratégico. O país asiático ocupa atualmente a posição de principal parceiro comercial de Santa Catarina, com destaque para o volume de importações.

O presidente da entidade, Hélio Dagnoni, afirmou que a iniciativa teve como objetivo apresentar aos investidores estrangeiros o ambiente econômico catarinense, ressaltando fatores como segurança jurídica, competitividade e estabilidade do estado no contexto nacional.

Ambiente favorável para novos investimentos

A aproximação com o mercado chinês busca ampliar parcerias e atrair capital estrangeiro para projetos estruturantes, reforçando a posição de Santa Catarina como um dos polos mais dinâmicos da economia brasileira.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Fecomércio

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Internacional

Evento na Suíça fortalece Santa Catarina como plataforma internacional de inovação e negócios

O SC Day em Berna consolidou Santa Catarina como um ambiente confiável para cooperação tecnológica, atração de investimentos e internacionalização de empresas. A avaliação compartilhada por autoridades suíças, lideranças empresariais e representantes do governo catarinense indica que o encontro avançou da apresentação institucional para a construção de relações comerciais e técnicas com potencial de desdobramentos concretos no curto e médio prazo.

A vice-governadora Marilisa Boehm destacou que a missão teve como foco gerar oportunidades concretas de negócios e investimentos. “Santa Catarina tem uma história conectada à Suíça e uma vocação clara para inovação, tecnologia e empreendedorismo. E a pedido do governador Jorginho Mello, estamos aqui para apresentar o nosso estado, abrir mercados para os empresários catarinenses e, ao mesmo tempo, atrair investidores suíços interessados em crescer junto conosco”, ressaltou.

A avaliação positiva foi compartilhada pelo setor produtivo. Para Luiz Gonzaga Coelho, representante da FIESC, o SC Day consolida um processo iniciado em Santa Catarina e posiciona o estado como uma porta de entrada estratégica para o mercado latino-americano. “Essa troca é extremamente importante para o desenvolvimento econômico do nosso estado”, avaliou.

Cantão de Berna retribui visita a Santa Catarina em Março

Para o diretor da Bern Invest, Jean-Philippe Devaux, o evento representou um marco na relação entre Santa Catarina e o Cantão de Berna, construída ao longo de mais de uma década. Segundo ele, a primeira visita oficial da vice-governadora catarinense ao Cantão, após a assinatura do memorando de entendimento em 2024, aprofundou a cooperação entre os ecossistemas de inovação.

“A jornada foi muito produtiva. Visitamos ambientes de inovação, conhecemos avanços em áreas como smart manufacturing, saúde e reciclagem de baterias. Ficamos impressionados com a qualificação das apresentações da delegação catarinense e confiantes no desenvolvimento de colaborações frutíferas”, afirmou. 

Devaux também confirmou a organização de uma missão empresarial suíça a Santa Catarina no início de março.

Empresa catarinense anuncia centro de P&D no país

O CEO da Nanovetores, Ricardo Ramos, destacou o potencial de expansão internacional a partir da cooperação com a Suíça. A empresa catarinense, sediada no Sapiens Parque, é especializada em nanotecnologia aplicada aos setores cosmético, farmacêutico e veterinário, desenvolvendo sistemas avançados de liberação de ativos. Durante o SC Day, a Nanovetores anunciou a abertura de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento na Suíça. “Foi uma tarde de muitas trocas e oportunidades reais para levar produtos brasileiros a novos mercados, agregando valor e reputação”, afirmou.

Já Dieter Borget, CEO da Q-Assist e representante do Instituto Nexus de Inteligência Artificial, ressaltou o contato com um dos ecossistemas mais avançados do mundo. “O Swiss Innovation Park é um ambiente riquíssimo em manufatura avançada, robótica cognitiva e saúde. A Suíça lidera há mais de duas décadas o ranking global de inovação e está muito aberta a parcerias com Santa Catarina”, declarou.

Elo com a Europa

Encerrando a avaliação da missão, o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que o SC Day cumpriu seu principal objetivo estratégico. “Apresentamos Santa Catarina como um estado aberto ao mundo, preparado para receber investimentos, tecnologia e parcerias. Saímos de Berna com conexões fortalecidas e perspectivas reais de negócios, reforçando Santa Catarina como um elo entre a Europa e a América do Sul”, concluiu.

Agenda de quarta-feira

Nesta quarta-feira, 28, a delegação catarinense visitou a Fritz Studer AG, empresa suíça de referência internacional em máquinas-ferramenta de alta precisão, reconhecida pelo foco em inovação e engenharia de excelência. À tarde, a convite da Bern Invest, a comitiva participou de programação institucional no Monte Stockhorn, voltada ao relacionamento e ao aprofundamento do diálogo entre autoridades e empresários. A missão ao Cantão de Berna vai até esta quinta-feira, 29, quando a vice-governadora retorna a Santa Catarina.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Berna Invest / Divulgação

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Economia

Brasil fecha 2025 com maior déficit em conta corrente desde 2014

O déficit em conta corrente do Brasil alcançou US$ 68,8 bilhões em 2025, o maior resultado negativo desde 2014, quando o déficit chegou a US$ 110,5 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O principal fator para a ampliação do déficit foi a redução do superávit comercial, que caiu de US$ 65,8 bilhões em 2024 para US$ 60 bilhões em 2025. Em relação ao PIB, o indicador se manteve praticamente estável, passando de 3,03% para 3,02%.

Investimentos estrangeiros cobrem déficit

O Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil totalizou US$ 77,6 bilhões em 2025, equivalente a 3,41% do PIB, valor suficiente para financiar integralmente o déficit em conta corrente. No entanto, em dezembro, o IED registrou saldo negativo de quase US$ 5,2 bilhões, o pior resultado mensal da série histórica do Banco Central.

O que são as contas externas

As transações em conta corrente fazem parte do balanço de pagamentos, registrando entradas e saídas do país relacionadas a comércio de bens e serviços, renda (como lucros, dividendos e juros) e transferências unilaterais. Quando as saídas superam as entradas, ocorre déficit. Um déficit elevado pode refletir crescimento econômico, mas também indicar gargalos estruturais, como baixa poupança interna.

O IED representa investimentos produtivos de longo prazo realizados por estrangeiros no país, sendo a principal fonte de financiamento do déficit em conta corrente.

Contexto do IED em dezembro

Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, explicou em coletiva que o resultado negativo de dezembro estava acima das expectativas de mercado. Segundo ele, é comum ocorrer remessas de lucros ao exterior no fim do ano, mas em 2025 o volume foi maior, refletindo lucros mais elevados ao longo do ano e antecipação de remessas.

Rocha reforçou que o balanço de pagamentos em 2025 demonstra contas externas sólidas, com o déficit em conta corrente totalmente financiado por IED.

Perspectiva de instituições financeiras

Em nota, o Bradesco afirmou que, embora o déficit em conta corrente tenha componentes estruturais, os investimentos diretos estrangeiros continuam crescendo e devem permanecer robustos.

O Itaú destacou que o déficit de dezembro foi menor do que o esperado, com resultados mais fortes em renda, especialmente lucros e dividendos. O saldo do mês foi de US$ 3,3 bilhões. Segundo o banco, “o forte fluxo de lucros remetidos ao exterior foi parcialmente compensado por significativos reinvestimentos de lucros, que não geram fluxo cambial, mas impactam o déficit em conta corrente e o IED. Em 2025, o movimento de saídas líquidas no mês foi maior, alinhado ao volume elevado de distribuição de lucros”.

Para 2026, o Itaú revisou a previsão do déficit em conta corrente para US$ 70 bilhões, ante US$ 76,7 bilhões, considerando um superávit comercial mais forte do que o projetado anteriormente.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Beto Nociti/BCB

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Negócios

SC Day em Berna reúne 40 empresários suíços e brasileiros em torno de potenciais parcerias com Santa Catarina

O Governo de Santa Catarina realizou nesta terça-feira, 27, o SC Day in Bern, no Switzerland Innovation Park Biel/Bienne, reunindo mais de 40 empresários catarinenses e suíços, autoridades governamentais e representantes do ecossistema europeu de inovação. A iniciativa integrou a missão oficial liderada pela vice-governadora Marilisa Boehm e marcou a ativação prática do memorando de entendimento firmado entre Santa Catarina e o Cantão de Berna, em junho de 2025.

Durante a programação do SC Day, empresas catarinenses apresentaram seus cases de inovação e internacionalização, compartilhando experiências concretas de inserção em mercados globais e demonstrando a capacidade do Estado de gerar soluções competitivas em áreas estratégicas como indústria avançada, inteligência artificial, novos negócios e tecnologia aplicada.

Na abertura do evento, a vice-governadora Marilisa Boehm apresentou indicadores econômicos e sociais de Santa Catarina, destacando o desempenho do estado em geração de emprego, industrialização, inovação e qualidade de vida, além do ambiente favorável à atração de investimentos estrangeiros. A InvestSC também participou da programação, com a apresentação de dados sobre competitividade, segurança jurídica e ambiente de negócios, reforçando Santa Catarina como um destino atrativo para parcerias e investimentos internacionais.

“Não foi à toa que assinamos um memorando de entendimento com o Cantão de Berna no ano passado. O Estado de Santa Catarina e a Suíça têm muito em comum em termos de inovação, tecnologia, governança e qualidade de vida. E hoje ficou ainda mais claro para nós que existem múltiplas possibilidades de cooperação e intercâmbio”, avaliou a vice-governadora.

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) apoiou institucionalmente o SC Day em Berna, contribuindo para a articulação com o setor produtivo e para o fortalecimento das relações empresariais entre Santa Catarina e a Suíça.

Oportunidades em tecnologia, inovação e educação

Para o secretário executivo de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, o encontro representou um avanço concreto na relação entre os dois territórios. “Reunimos em Berna mais de 40 empresários catarinenses e suíços para apresentar Santa Catarina, ouvir o ecossistema de negócios local e promover uma aproximação estratégica. Essa agenda, liderada pela vice-governadora Marilisa Boehm e alinhada à visão do governador Jorginho Mello, marca a ativação prática do memorando com o Cantão de Berna e abre caminho para novas parcerias, especialmente nas áreas de inovação, educação e tecnologia.”

No período da tarde, a vice-governadora e a delegação catarinense realizaram visitas técnicas a centros de excelência do Switzerland Innovation Park, incluindo a Swiss Smart Factory, referência em Indústria 4.0 e transformação digital; o Swiss Advanced Manufacturing Center e o Swiss Battery Technology Center, voltados à manufatura avançada e tecnologias de armazenamento de energia; além do Swiss Health Tech Center e do Swiss Cobotic Competence Center, especializados em saúde, biotecnologia e robótica colaborativa.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM:  Bern Economic Development Agency l Divulgação

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Importação, Investimento

Camex360 centraliza dados sobre tarifas de importação, investimentos e decisões da Camex

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou a plataforma Camex360, criada para concentrar e organizar informações estratégicas do comércio exterior brasileiro. A iniciativa é coordenada pela Secretaria-Executiva da Camex e oferece, em um único ambiente digital, acesso facilitado a dados antes dispersos em diferentes bases oficiais.

A nova página reúne painéis interativos com informações sobre tarifas de importação, regimes preferenciais, listas de exceções, histórico tarifário e investimentos estrangeiros no Brasil. O objetivo é ampliar a transparência, reduzir custos de busca por informação e apoiar a tomada de decisão de empresas e agentes públicos.

Painel Tarifário e rastreamento de NCMs

Entre os recursos disponíveis nesta primeira fase estão três painéis de dados. O destaque é o Painel Tarifário, ferramenta inédita que sistematiza regras e alíquotas de importação, com foco em simplificar processos e diminuir tempo e custos para empresas importadoras, especialmente micro e pequenas empresas (MPEs).

A plataforma também conta com um Rastreador de NCMs, que permite consultar e acompanhar códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), facilitando a identificação de produtos e suas respectivas exigências tarifárias.

Acesso a dados de investimentos e decisões colegiadas

Outro componente integrado ao Camex360 é o InvestVis, sistema criado em 2024 para ampliar o acesso a dados sobre Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no país. A ferramenta permite visualizar informações consolidadas e atualizadas sobre a entrada de capital externo no Brasil.

Além disso, a página centraliza o acesso às deliberações e notas técnicas públicas do Comitê Executivo de Gestão (Gecex), tornando mais ágil a consulta às decisões colegiadas que impactam a política comercial brasileira.

FONTE: MDIC e Fecomércio MG
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Fecomércio MG

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Economia

Paraguai mira capital brasileiro após alta de impostos no Brasil e aposta em maquila para ampliar ganhos

A nova política fiscal brasileira, que entra em vigor a partir de 2026 e amplia a tributação sobre altas rendas, já provoca efeitos além das fronteiras. No Paraguai, o tema vem sendo tratado como uma oportunidade estratégica para atrair investidores, empresas e profissionais brasileiros em busca de um ambiente tributário mais estável e competitivo.

A expectativa é de que o aumento da carga tributária no Brasil acelere a migração de capitais para países vizinhos, com destaque para o Paraguai, que mantém impostos mais baixos e regras fiscais previsíveis.

Tributação sobre altas rendas pode estimular migração de investimentos

As mudanças na legislação brasileira atingem pessoas físicas e jurídicas com rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil. A alíquota adicional pode chegar a 10%, aplicada de forma progressiva sobre a parcela que excede o limite definido em lei.

Segundo estimativas oficiais, cerca de 140 mil brasileiros serão impactados diretamente pela medida. Embora o governo afirme que não haverá prejuízo fiscal nem cortes de gastos públicos, especialistas apontam que o novo modelo altera a lógica de planejamento patrimonial e empresarial no país.

Imprensa paraguaia vê “janela de oportunidade”

Veículos de comunicação do Paraguai, como o jornal El Nacional, destacaram que o endurecimento fiscal brasileiro cria um cenário favorável para o país captar recursos estrangeiros. Analistas tributários locais avaliam que empresários e investidores devem buscar alternativas para preservar rentabilidade e previsibilidade, favorecendo o ambiente paraguaio.

O movimento já é perceptível. Apenas em 2025, cerca de 22 mil brasileiros deram entrada em pedidos de residência no Paraguai, número considerado recorde pelas autoridades locais.

Regime de maquila impulsiona comércio bilateral

Um dos principais atrativos do Paraguai é o regime de maquila, que oferece incentivos fiscais para empresas estrangeiras que produzem no país com foco na exportação. Em 2025, as exportações realizadas por meio desse modelo superaram US$ 1 bilhão até novembro, segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio paraguaio.

O Brasil é o principal destino dessa produção, absorvendo 64% das exportações maquiladoras. O crescimento anual do setor foi de 15%, o equivalente a US$ 117 milhões a mais em relação a 2024.

Setores exportadores e superávit comercial

Entre os produtos mais exportados pelas maquiladoras estão peças automotivas (34%), vestuário e têxteis (17%), produtos de alumínio (13%) e alimentos processados (12%). O modelo mantém um superávit expressivo: as exportações superam as importações em 83%.

Esse desempenho reforça o papel do Paraguai como polo industrial regional e amplia sua integração às cadeias produtivas do Mercosul.

Governo paraguaio promete estabilidade tributária

Diante do interesse crescente de empresas brasileiras, o governo do Paraguai reforçou o compromisso com a previsibilidade fiscal. O subsecretário de Estado de Tributação, Óscar Orué, afirmou que não há previsão de aumento de impostos no país até 2028.

O presidente da Câmara de Comércio Paraguai-Brasil, Fabio Fustagno, destaca que a combinação de carga tributária menor, custos operacionais competitivos e mão de obra disponível cria um ambiente favorável para novos investimentos.

Empregos e integração regional em expansão

As indústrias maquiladoras empregam mais de 35 mil trabalhadores diretamente no Paraguai, com crescimento anual de 23% na geração de vagas. A maior concentração está nas regiões de Alto Paraná, Central e Assunção, áreas estratégicas para a logística e a conexão com o sul do Brasil.

Atualmente, 81% das exportações paraguaias têm como destino países do Mercosul, consolidando o Brasil como principal parceiro comercial.

Estratégia clara: atrair o capital que deixa o Brasil

Enquanto o Brasil amplia a tributação sobre altas rendas para financiar a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda — que deve beneficiar cerca de 15 milhões de brasileiros — o Paraguai aposta em um modelo oposto: estabilidade fiscal e incentivos à produção.

Para o governo paraguaio, quanto maior a pressão tributária no Brasil, maior a chance de captar investimentos, empresas e profissionais qualificados, fortalecendo sua economia e ampliando o protagonismo regional.

FONTE: ClickPetróleo e Gás com informações de El Nacional.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGENS: REPRODUÇÃO CLICK PETRÓLEO E GÁS

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Investimento

CIM-Amfri recebe empresários da China e avança em negociações para investimentos na região

A região da foz do rio Itajaí-Açu foi palco, no último fim de semana, de uma agenda institucional com representantes de grupos empresariais da China. A recepção foi conduzida pelo prefeito de Itajaí e presidente do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Região da Amfri (CIM-Amfri), Robison Coelho (PL).

Desdobramento de missão oficial à China
A visita é resultado direto da missão internacional à China, realizada no mês passado com a participação de prefeitos da região e coordenação do CIM-Amfri. Estiveram presentes no encontro em Itajaí Liu Xinghua, presidente dos grupos Wanlong Logística, Sempre Verde Exportação e Espaço Trading, além de Zhuang Sidi, assistente da presidência, e Paulo Evaristo, vice-presidente da Espaço Trading.

Cooperação econômica e industrial em pauta
Em nota, o consórcio destacou que a agenda representa avanços concretos da atuação internacional dos municípios. A iniciativa transforma a diplomacia subnacional em negociações presenciais voltadas à cooperação econômica, reforçando o papel do CIM-Amfri na atração de investimentos estrangeiros e no fortalecimento da base produtiva regional.

Interesse em industrialização da cadeia da madeira
Durante as reuniões, os empresários chineses sinalizaram interesse na instalação de operações de beneficiamento de madeira na região. Atualmente, o setor atua majoritariamente na exportação de toras, com baixo valor agregado.

A proposta apresentada prevê, no médio prazo, a criação de uma zona industrial dedicada, com potencial para geração de empregos, estímulo à industrialização local, transferência de tecnologia e fortalecimento da economia regional.

Agenda estratégica do CIM-Amfri
Além de Robison Coelho, participou do encontro o diretor-executivo do CIM-Amfri, Jaylon Cordeiro. Ambos conduzem as agendas estratégicas voltadas ao desenvolvimento econômico regional e à promoção de oportunidades para os municípios consorciados.

Segundo o consórcio, a visita integra uma série de agendas técnicas programadas, que aprofundam os vínculos estabelecidos durante a missão à China e reforçam a importância da cooperação internacional entre governos locais como instrumento de governança e desenvolvimento territorial.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CIM-Amfr

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Economia

Déficit das contas externas do Brasil recua 31% em 12 meses, aponta Banco Central

O Banco Central informou que as contas externas brasileiras encerraram outubro com déficit de US$ 5,1 bilhões, resultado melhor que o registrado no mesmo mês de 2024, quando o rombo havia alcançado US$ 7,4 bilhões. O desempenho mais sólido da balança comercial ajudou a amenizar o resultado negativo.

No acumulado dos últimos 12 meses, o déficit em transações correntes totalizou US$ 76,7 bilhões, equivalente a 3,48% do PIB, ligeiramente abaixo dos 3,61% observados em setembro.

Balança comercial sustenta melhora do resultado
A balança comercial — que reúne exportações e importações — foi novamente o principal fator que evitou um déficit maior. O saldo ficou positivo em US$ 6,2 bilhões, quase o dobro dos US$ 3,2 bilhões registrados um ano antes.

Os dados mostram:

  • Exportações: US$ 32,1 bilhões (+8,9%)
  • Importações: US$ 25,9 bilhões (–1,3%)

O avanço das vendas externas e a queda das compras de produtos importados compensaram fraquezas em outras contas do balanço.

Serviços seguem pressionados por turismo e tecnologia
A conta de serviços manteve déficit de US$ 4,4 bilhões, repetindo o nível de outubro de 2024. Alguns segmentos mostraram melhora, como transporte, cujo déficit caiu 18,5% e ficou em US$ 1,3 bilhão.

Outras áreas, porém, tiveram alta expressiva:

  • Viagens internacionais: déficit de US$ 1,3 bilhão (+14,5%)
    • gastos de brasileiros no exterior: US$ 1,9 bilhão
    • receitas com estrangeiros no Brasil: US$ 573 milhões
  • Serviços de propriedade intelectual: déficit de US$ 995 milhões (+35,6%)
  • Serviços de TI, telecomunicação e informação: déficit de US$ 591 milhões (+142%)

O desempenho desses segmentos anulou as reduções registradas em outras subcontas e manteve o setor no vermelho.

Renda primária tem piora com remessa de lucros e juros mais altos
A conta de renda primária foi o componente de maior pressão negativa em outubro. O déficit chegou a US$ 7,4 bilhões, alta de 12,7% na comparação anual.

Veja os destaques:

  • Juros pagos ao exterior: US$ 2,2 bilhões (+31,7%)
  • Lucros e dividendos remetidos: US$ 5,3 bilhões (ante US$ 5,0 bilhões em 2024)

O aumento das saídas de recursos amenizou os efeitos do forte superávit comercial.

Investimento estrangeiro direto permanece robusto
Os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 10,9 bilhões em outubro, bem acima dos US$ 6,7 bilhões registrados no mesmo mês de 2024.

Composição dos investimentos:

  • Participação no capital: US$ 10,1 bilhões
    • novos aportes: US$ 6,6 bilhões
    • lucros reinvestidos: US$ 3,5 bilhões
  • Operações intercompanhia: US$ 855 milhões

Em 12 meses, o IDP acumulado atingiu US$ 80,1 bilhões (3,63% do PIB).
Já os investimentos em carteira registraram ingresso líquido de US$ 3,2 bilhões, puxados por compras de títulos de dívida.

Reservas internacionais sobem para US$ 357,1 bilhões
As reservas internacionais encerraram outubro em US$ 357,1 bilhões, aumento de US$ 521 milhões em relação ao mês anterior.

O avanço foi impulsionado por:

  • receita de juros: US$ 809 milhões
  • ganhos de preços: US$ 736 milhões

Vendas de US$ 1 bilhão no mercado à vista e efeitos cambiais atenuaram parte da alta.

BC atualiza metodologia e passa a separar tipos de criptoativos
O Banco Central também revisou a forma de registrar operações com criptoativos. Agora, as estatísticas diferenciam ativos sem emissor (como Bitcoin) — classificados como ativos não financeiros — e criptoativos com emissor, como stablecoins, que passam a ser registrados como ativos financeiros.

A mudança segue orientações atualizadas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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