Portos

Panamá assume controle de portos de Hong Kong no Canal do Panamá

O governo do Panamá assumiu nesta segunda-feira (23) o controle de dois portos estratégicos no Canal do Panamá que eram operados pela empresa CK Hutchison, sediada em Hong Kong. Os terminais de Balboa, no lado do Pacífico, e de Cristóbal, no Atlântico, estavam sob gestão da companhia desde 1997.

A decisão foi tomada após a Suprema Corte do Panamá declarar a concessão inconstitucional em janeiro de 2026, alegando que o contrato apresentava “viés desproporcional em favor da empresa”, prejudicando os interesses do Estado. A concessão havia sido renovada por mais 25 anos em 2021.

Reações internacionais e contexto político

A revogação ocorre em meio a tensões internacionais. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ameaçou retomar o controle do canal, alegando que a via estratégica estaria sob influência chinesa.

Em nota, a CK Hutchison classificou a tomada dos portos como ilegal, afirmando que “as ações do governo panamenho representam sérios riscos às operações, bem como à saúde e segurança nos terminais de Balboa e Cristóbal”.

Importância estratégica dos portos

Os terminais são cruciais para o comércio global, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico e representando aproximadamente 5% do transporte marítimo mundial.

Durante o período de transição de 18 meses, a operação ficará a cargo de empresas internacionais:

  • O porto de Balboa será administrado pela APM Terminals, subsidiária da dinamarquesa Maersk, em contrato de US$ 26 milhões;
  • O porto de Cristóbal será operado pela Investment Limited, do grupo MSC, com contrato de US$ 16 milhões.

A CK Hutchison deve recorrer da decisão na Câmara de Comércio Internacional (CCI). A China ameaçou multar o Panamá pelo cancelamento da concessão, enquanto o embaixador dos EUA no país, Kevin Cabrera, afirmou que a empresa não estava desempenhando suas funções de maneira satisfatória.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Portos

JBS Terminais investe R$ 220 milhões e consolida Porto de Itajaí como hub logístico no Sul

Com um investimento de R$ 220 milhões, a JBS Terminais promoveu uma virada operacional no Porto de Itajaí, em Santa Catarina, reposicionando o terminal como um dos principais hubs logísticos do Sul do Brasil. Desde que assumiu a gestão da área arrendada, em outubro de 2024, a companhia acelerou ganhos de eficiência e devolveu protagonismo ao complexo portuário.

Movimentação de contêineres supera níveis pré-paralisação

O primeiro ano completo sob a nova administração, em 2025, marcou a retomada consistente das operações. O terminal movimentou quase 390 mil TEUs, volume 11% superior ao registrado em 2022, antes da paralisação das atividades. Considerando os primeiros 15 meses de gestão, a movimentação já ultrapassa 430 mil TEUs, com atendimento a cerca de três mil clientes de diferentes segmentos.

Investimentos em tecnologia e infraestrutura ampliam competitividade

Para sustentar o crescimento e reforçar a conectividade internacional, a JBS Terminais direcionou os recursos para modernização tecnológica e expansão da infraestrutura. Entre os destaques estão dois guindastes móveis MHC Konecranes Gottwald ESP.9, com capacidade de até 125 toneladas e alcance para 20 fileiras de contêineres.

O terminal também ampliou sua atuação em cargas refrigeradas, com a instalação de 1.708 tomadas para reefers, além da implantação de oito gates reversíveis, medida que otimiza o fluxo de caminhões e melhora a logística terrestre.

Estratégia busca recuperar protagonismo regional

Segundo o presidente da JBS Terminais, Aristides Russi Junior, o plano de investimentos foi estruturado para recolocar o Porto de Itajaí no centro da logística regional. Para o executivo, a retomada de volumes acima dos patamares anteriores à paralisação confirma a consistência da estratégia adotada desde o início da gestão e a robustez do ativo portuário.

Infraestrutura robusta garante conexões globais

Atualmente, o terminal conta com 180 mil metros quadrados de área operacional, 1.030 metros de cais e quatro berços com profundidade de 14 metros. Essa estrutura viabiliza a operação de 10 linhas regulares de navegação e sete escalas semanais, conectando Santa Catarina a mercados da Ásia, Europa, Américas, Oriente Médio e África.

Ao longo de 2025, o terminal recebeu 384 embarcações e ampliou o portfólio de serviços, com destaque para o serviço LUX, que conecta o Brasil ao Norte da Europa com escalas semanais em Itajaí.

Perfil das cargas reflete a força econômica catarinense

A diversidade das cargas movimentadas acompanha o perfil produtivo de Santa Catarina. As exportações de carnes lideram a pauta, seguidas por madeira, enquanto plásticos, alimentos para animais e máquinas de alto valor agregado se destacam nas operações de importação e exportação. Para a empresa, o terminal é um facilitador do desenvolvimento econômico regional, ao garantir previsibilidade e agilidade logística às indústrias locais.

Geração de empregos e impacto social

Além dos resultados operacionais, a atuação da JBS Terminais também gera impacto social relevante. Atualmente, a operação mantém 345 colaboradores diretos e mobiliza cerca de 600 Trabalhadores Portuários Avulsos diariamente, consolidando o Porto de Itajaí como um importante polo de emprego e renda. A companhia afirma que a gestão busca se tornar referência em excelência portuária, combinando conectividade global e desenvolvimento local sustentável.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Portos

ICTSI anuncia investimento de R$ 950 milhões para ampliar terminal no Porto do Rio

O setor portuário brasileiro avança em mais um movimento estratégico de modernização da infraestrutura. A International Container Terminal Services Inc. (ICTSI), operadora global de terminais portuários, Um investimento de R$ 950 milhões para a ampliação e modernização de seu terminal localizado no Porto do Rio de Janeiro.

Autorização federal e anúncio oficial

O anúncio será feito durante evento no próprio terminal da ICTSI, no porto público do Rio, com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Na ocasião, o ministro deverá formalizar a autorização governamental que viabiliza a execução do pacote de investimentos.

Modernização e ampliação da capacidade operacional

Os recursos serão direcionados à modernização de equipamentos, ampliação das áreas operacionais e aprimoramento dos sistemas de automação e movimentação de cargas. A iniciativa deve elevar de forma expressiva a capacidade de atendimento do terminal, ampliando sua competitividade logística e participação na movimentação de contêineres no Brasil.

Impactos logísticos e regionais

Segundo fontes do setor, o novo aporte tende a impulsionar a eficiência logística da região metropolitana do Rio de Janeiro, contribuindo para o aumento do fluxo de cargas e a redução de gargalos operacionais. A expectativa é de ganhos diretos em produtividade e integração da cadeia logística.

Política de atração de investimentos nos portos

A participação do ministro Silvio Costa Filho no evento reforça a estratégia do governo federal de estimular a modernização dos portos públicos, com foco na atração de investimentos privados, geração de empregos e fortalecimento do sistema portuário nacional.

Nos últimos meses, o Ministério de Portos e Aeroportos tem intensificado o diálogo com operadores e investidores, priorizando parcerias voltadas à melhoria estrutural e ao aumento da competitividade logística do país.

Porto do Rio como hub estratégico

Com o novo investimento, a ICTSI deverá ampliar sua capacidade anual de movimentação e incorporar tecnologias de ponta para otimizar operações e o uso do espaço portuário. A iniciativa também pode estimular novos negócios logísticos no estado, consolidando o Porto do Rio como um dos principais hubs portuários do Sudeste e atraindo cargas que hoje são direcionadas a outros estados.

O evento contará ainda com a presença de autoridades locais, executivos da ICTSI e representantes do setor portuário.

Fonte: Com informações do setor portuário.
Texto: Redação

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Portos

ICTSI defende restrições no leilão do megaterminal de Santos para garantir concorrência

Empresa questiona recomendação do TCU

A ICTSI (International Container Terminal Services Inc.), interessada no megaterminal de contêineres STS-10 no Porto de Santos, protocolou um pedido junto ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) em defesa das restrições impostas pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) no leilão.

Segundo a companhia filipina, limitar a participação de operadores já presentes no porto durante a primeira fase do certame é legal, eficiente e a única maneira de assegurar concorrência efetiva em um dos maiores portos do Brasil.

A ICTSI criticou a recomendação do TCU de realizar o leilão em fase única, qualificando-a como “contra legem [contra a lei]” e potencialmente ineficiente. A empresa alerta que permitir a participação de todas as operadoras favoreceria grupos dominantes, como Maersk e MSC, afastando novos investidores e criando uma “falsa isonomia”.

“MSC e Maersk são praticamente imbatíveis, pois, devido ao seu domínio no terminal, no transporte de longo curso e na cabotagem, podem superar qualquer lance de concorrentes”, declarou a empresa.

Comparação com o leilão do 5G

A manifestação inclui parecer jurídico do professor Carlos Ari Sundfeld (FGV), que reforça a legalidade e proporcionalidade do modelo adotado pela Antaq. Sundfeld destaca que a agência tem competência para estruturar leilões com salvaguardas, evitando a concentração de mercado e incentivando novos entrantes.

O especialista cita como precedente o leilão do 5G em 2021, quando a Anatel impediu a participação de operadoras já detentoras de frequências na fase inicial, estimulando a competição futura. Segundo Sundfeld, o modelo bifásico da Antaq é “juridicamente sólido, pondera consequências práticas e busca o maior grau de competição futura possível”.

Riscos de concentração de mercado

A ICTSI também baseia sua argumentação em pareceres do Cade e do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), que identificam riscos concorrenciais caso empresas já instaladas em Santos vençam o leilão.

O Cade alertou para a sobreposição horizontal e integração vertical, que podem resultar em fechamento de mercado e controle de informações estratégicas. Já o MPor reforçou que o foco do arrendamento público deve ser eficiência e competitividade, e não apenas arrecadação. Para o órgão, a entrada de um operador independente é a forma mais eficaz de evitar concentração.

Análise técnica do TCU e próximos passos

A manifestação da ICTSI surge após técnicos do TCU recomendarem que o edital permita a participação de incumbentes, como MSC, Maersk, CMA CGM e DP World, alegando que a restrição inicial violaria princípios de isonomia e eficiência.

O caso está sob relatoria do ministro Antonio Anastasia e deve ser levado ao plenário do TCU. O governo federal pressiona para que o leilão ocorra ainda em 2025, com investimentos estimados em até R$ 6 bilhões, capazes de aumentar em 50% a capacidade de movimentação de contêineres no Porto de Santos.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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