Logística

China reforça apoio financeiro ao Corredor Internacional Terra-Mar para impulsionar comércio exterior

Autoridades chinesas anunciam pacote com 21 medidas para fortalecer financiamento, integração regional e uso do yuan em transações internacionais

A China anunciou um novo pacote de políticas para ampliar o apoio financeiro ao Novo Corredor Internacional Terra-Mar, iniciativa estratégica voltada à integração logística e ao fortalecimento do comércio exterior. As diretrizes foram divulgadas pelo Banco Popular da China (PBoC), em conjunto com outros sete órgãos governamentais, incluindo a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) e o Ministério das Finanças.

O documento reúne 21 medidas voltadas à ampliação do financiamento e à melhoria dos sistemas de liquidação, com foco no desenvolvimento de alta qualidade do corredor logístico. Segundo especialistas, a iniciativa representa um passo relevante para estabilizar o comércio e os investimentos estrangeiros, em um contexto de diversificação das parcerias comerciais da China, especialmente com países da Iniciativa Cinturão e Rota e nações vizinhas.

Fortalecimento da estrutura financeira e integração internacional

As diretrizes priorizam o aprimoramento da coordenação institucional e da qualidade dos serviços financeiros ao longo do corredor. Entre os objetivos está o fortalecimento da conexão entre os sistemas financeiros domésticos e internacionais, além do incentivo à expansão das operações externas de instituições financeiras chinesas.

O plano também prevê a ampliação da presença de instituições financeiras estrangeiras, permitindo que bancos da ASEAN e das Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e Macau atuem em cidades e províncias estratégicas por meio da abertura de filiais, subsidiárias ou estruturas especializadas.

Facilitação de pagamentos e investimentos transfronteiriços

Outro eixo central das medidas é a simplificação das liquidações financeiras internacionais. O governo pretende facilitar pagamentos comerciais transfronteiriços, ampliar a conveniência para investimentos externos e testar modelos integrados de gestão de moedas onshore e offshore para multinacionais. Também será estimulada a reinversão doméstica de empresas com capital estrangeiro.

Segundo Li Changan, professor da Universidade de Economia e Negócios Internacionais da China, as políticas ajudam a resolver gargalos de financiamento em projetos de infraestrutura e cooperação regional, além de fortalecer o uso internacional do yuan. Ele destaca que empresas de logística, comércio exterior e manufatura devem ser diretamente beneficiadas.

Expansão do uso do yuan e cooperação financeira

O plano prevê a ampliação do uso transfronteiriço da moeda chinesa, com ações como:

  • fortalecimento da cooperação monetária com países do Sudeste e da Ásia Central;
  • incentivo ao uso do yuan em comércio exterior e investimentos;
  • apoio a transações em yuan por empresas estrangeiras, investidores da ASEAN e no comércio de commodities;
  • estímulo ao uso da moeda chinesa em financiamentos, garantias e transferências internacionais.

Também estão previstas iniciativas de cooperação financeira internacional, como a participação no projeto de moeda digital de bancos centrais (m-CBDC) e testes de pagamentos transfronteiriços com yuan digital em parceria com Tailândia, Hong Kong, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Singapura.

Crescimento do corredor e impacto econômico

O documento também reforça a importância da prevenção de riscos financeiros e da criação de mecanismos de segurança para sustentar a expansão do corredor.

Segundo a agência estatal Xinhua, o plano geral do Corredor Internacional Terra-Mar foi lançado em 2019 com o objetivo de impulsionar a abertura econômica do oeste chinês. Entre janeiro e outubro deste ano, o valor total de importações e exportações pelo corredor alcançou 1,35 trilhão de yuans, crescimento de 17,9% na comparação anual.

Em Chongqing, um dos principais polos logísticos da rota, o comércio exterior somou 48,96 bilhões de yuans nos primeiros 11 meses de 2025, alta de 170% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Atualmente, o corredor conecta 157 nós logísticos em 73 cidades de 18 províncias e regiões chinesas, alcançando 555 portos em 127 países e regiões ao redor do mundo.

FONTE: Global Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Zhang Ailin

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Investimento

Investimento estrangeiro no Brasil atinge US$ 74,3 bilhões e supera total de 2024

O Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil somou US$ 74,3 bilhões entre janeiro e outubro de 2025, ultrapassando todo o volume registrado em 2024 (US$ 74,1 bilhões), segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC). Somente em outubro, o país recebeu US$ 10,9 bilhões, uma alta de 64% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o montante havia sido de US$ 6,7 bilhões.

Nos últimos 12 meses, o total acumulado alcançou US$ 80,1 bilhões, crescimento de 9,8% frente ao período encerrado em setembro (US$ 72,9 bilhões). O desempenho coloca o Brasil no caminho para registrar um dos maiores volumes de investimento externo da série histórica iniciada em 1995.

Governo vê números como sinal de confiança

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, celebrou o resultado, afirmando que 2025 tende a ser “um dos melhores anos da série histórica”. Para ele, os números refletem a combinação de crescimento econômico, responsabilidade fiscal e políticas industriais mais robustas, como a Nova Indústria Brasil (NIB).

Alckmin destacou ainda que fatores como previsibilidade jurídica e segurança institucional têm reforçado o interesse de investidores internacionais em ampliar sua presença no país.

Histórico reforça retomada do investimento estrangeiro

Desde 1995, apenas quatro anos superaram a marca de US$ 80 bilhões em IED: 2010, 2011, 2012 e 2014. Os números atualizados, assim como outras informações sobre comércio exterior e investimentos, podem ser consultados na plataforma InvestVis, desenvolvida pela Secretaria-Executiva da Camex e disponível no site do MDIC.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Economia

Brasil atrai mais investimentos estrangeiros do que a média global

O Investimento Direto Estrangeiro (IDE) destinado a novos projetos produtivos no Brasil cresceu 67% entre 2022 e maio de 2025, na comparação com o período entre 2015 e 2019. O dado integra um estudo da consultoria McKinsey, que analisou o comportamento de grandes multinacionais em meio ao atual cenário de fragmentação política e mudanças geoeconômicas. No mundo, o crescimento médio do IDE no mesmo intervalo foi de 24%.

O movimento acontece mesmo com o aumento de barreiras comerciais e da disputa geopolítica entre grandes potências. Países desenvolvidos, como Estados Unidos e Europa, passaram a direcionar mais capital entre si, enquanto reduziram aportes na China. Já o país asiático intensificou investimentos em outras regiões, principalmente na Europa, América Latina e Oriente Médio.

Vantagem brasileira: distância geopolítica menor

O estudo mostra que economias emergentes têm atraído investimentos de diversos blocos políticos, especialmente aquelas consideradas neutras — caso do Brasil. Segundo a McKinsey, cerca de 65% das empresas que anunciaram aportes no Brasil, Singapura e Emirados Árabes Unidos mantiveram o mesmo “alcance geopolítico” de investimento, índice significativamente maior do que o registrado em países como EUA, Japão e China.

“O Brasil é historicamente neutro do ponto de vista geopolítico, e isso se tornou um ativo importante. Observamos uma diversificação da origem dos investimentos, com novos fluxos vindos da Ásia e do Oriente Médio”, afirma Nelson Ferreira, sócio sênior da McKinsey.

A Europa lidera o volume de aportes no Brasil desde 2022, responsável por aproximadamente 50% do investimento estrangeiro anunciado. Os Estados Unidos aparecem em seguida, com cerca de 15%.

Aportes brasileiros no exterior diminuem

Enquanto a entrada de investimentos aumentou, a saída seguiu direção oposta. O volume de IDE de empresas brasileiras no exterior caiu 19%, passando de US$ 2,9 bilhões (2015–2019) para US$ 3,2 bilhões (2022–maio/2025).

A pesquisa considera apenas investimentos greenfield — isto é, novos projetos produtivos — e não inclui fusões, aquisições ou reinvestimentos de lucro.

Energia lidera os aportes estrangeiros no Brasil

O setor de energia é o principal destino dos recursos internacionais, concentrando 46% dos investimentos estrangeiros anunciados para o Brasil desde 2022. Entre os projetos de maior destaque estão:

  • Usina de hidrogênio verde no Ceará
  • Projetos de petróleo e gás na Bacia de Campos

Esses investimentos fazem parte de uma tendência de meganegócios: embora representem apenas 1% dos anúncios globais, são responsáveis por 50% do valor total investido — proporção que vem crescendo nos últimos cinco anos.

Próximos passos para ampliar a competitividade

Para avançar na atração de capital produtivo, o Brasil ainda enfrenta desafios, especialmente relacionados a custos e ambiente de negócios. De acordo com Ferreira, juros elevados e custo de capital alto limitam a expansão da indústria de manufatura avançada. “Para ganhar competitividade em indústrias estratégicas, o país precisa de um novo ciclo de investimento e modernização com tecnologias como digitalização, automação e inteligência artificial.”

A combinação de energia renovável abundante, grande mercado consumidor e mão de obra disponível coloca o Brasil em posição de destaque para setores de agricultura, energia e commodities.

FONTE: INFOMONEY

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO INFOMONEY

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Economia, Informação, Investimento, Negócios, Notícias

OCDE diz que Brasil é 2º país com mais investimento estrangeiro direto, atrás dos EUA

Segundo a organização, Brasil teve no primeiro semestre mais empréstimos intracompanhias e maiores lucros reinvestidos, que compensaram uma diminuição nos fluxos de capital

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) informou que o Brasil é o segundo país que mais recebeu fluxos de investimento estrangeiro direto (IED) nos primeiros seis meses do ano, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo relatório publicado nesta quinta-feira (31).

Na perspectiva global, o fluxo de IED se recuperou para US$ 802 bilhões no primeiro semestre de 2024.

“Os fluxos de IED no Brasil permaneceram estáveis, pois os movimentos em empréstimos intraempresariais e maiores lucros reinvestidos compensaram uma diminuição nos fluxos de capital”, explica a OCDE.

No documento, a OCDE menciona que os fluxos de IED para a China continuaram diminuindo, isso por conta do contexto de risco geopolítico e pela incerteza econômica do país.

Na visão da organização, esses fatores impactam a confiança dos investidores estrangeiros.

 

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