Investimento

Empresa chinesa investirá R$ 250 milhões em Santa Catarina para fabricar equipamentos médicos

A multinacional chinesa Neusoft Corporation confirmou um investimento de R$ 250 milhões em Santa Catarina para a implantação de uma fábrica de equipamentos médicos. O projeto será conduzido pela Neusoft Medical Systems e terá como foco a produção de aparelhos de ultrassonografia e ressonância magnética, além de atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Fábrica será instalada em Porto Belo, no Litoral Norte

A unidade industrial será instalada no município de Porto Belo, no Litoral Norte catarinense. Além da fabricação, o empreendimento prevê operações de engenharia, customização de equipamentos e desenvolvimento tecnológico, posicionando o estado como um polo regional voltado à tecnologia aplicada à saúde.

A oficialização do investimento ocorreu nesta semana, em Xangai, durante reunião entre a diretoria da companhia e o escritório asiático da InvestSC, agência de atração de investimentos do governo catarinense, liderado por Caroline Canale.

InvestSC acompanhou projeto ao longo do último ano

Desde a manifestação inicial de interesse, a Neusoft Medical Systems contou com apoio institucional da InvestSC ao longo do último ano. Executivos da empresa participaram de agendas técnicas, institucionais e visitas ao setor de logística portuária de Santa Catarina, avaliando infraestrutura, ambiente de negócios, cadeia de fornecedores e acesso aos mercados do Brasil e da América Latina.

Governo destaca estratégia de internacionalização

Para o governador Jorginho Mello, a confirmação do investimento reforça a inserção de Santa Catarina no cenário econômico global e valida a estratégia de internacionalização do estado.

“Quando o Estado se aproxima das empresas e apresenta suas vantagens competitivas, consegue atrair projetos estratégicos, que geram empregos qualificados e promovem desenvolvimento de longo prazo”, afirmou.

Projeto insere SC nas cadeias globais da saúde

Segundo Caroline Canale, chefe do escritório da InvestSC em Xangai, o investimento vai além da produção industrial.

“Trata-se de uma operação com alto conteúdo tecnológico, que incorpora engenharia e pesquisa. Santa Catarina passa a integrar as cadeias globais de equipamentos médicos, participando não apenas da fabricação, mas também do desenvolvimento da tecnologia”, destacou.

Presença institucional na China acelera investimentos

O presidente da InvestSC, Renato Lacerda, ressaltou a importância de manter uma representação permanente do estado na China para fortalecer a relação com investidores asiáticos.

“A presença local gera confiança, aproxima o investidor e acelera decisões. Esse projeto mostra como a atuação internacional da InvestSC pode atrair investimentos estruturantes para Santa Catarina”, afirmou.

Neusoft é referência em tecnologia médica na Ásia

A Neusoft Medical Systems está entre as principais fabricantes asiáticas de soluções para medicina diagnóstica. A empresa integra a Neusoft Corporation, multinacional chinesa líder em tecnologia, software e engenharia, com atuação global em diversos segmentos industriais e de serviços.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Investimento

China anuncia investimento de R$ 200 milhões para construir fábrica de tratores no Sudeste

A China colocou R$ 200 milhões na mesa para viabilizar a construção de uma fábrica de tratores em Maricá, na Região Metropolitana Leste Fluminense, no Rio de Janeiro. O projeto, resultado de negociações entre representantes brasileiros e chineses, tem como foco impulsionar a agricultura familiar e fortalecer a cadeia produtiva local.

O investimento estrangeiro promete alterar a dinâmica econômica do município, ampliando a circulação de recursos, estimulando o comércio e abrindo espaço para uma nova frente industrial no Sudeste.

Fábrica será construída em Ponta Negra com modelo inovador

Segundo o prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), a unidade industrial será instalada em Ponta Negra, nas proximidades da RJ-106. O empreendimento seguirá o formato de Parceria Público, Privada e Popular (PPPP), um modelo que reúne governo, iniciativa privada e organizações populares, como cooperativas.

Na prática, os tratores fabricados serão direcionados principalmente a pequenas e médias propriedades rurais, atendendo agricultores familiares que hoje dependem de equipamentos considerados defasados.

Projeto prevê geração de empregos e arrecadação de impostos

De acordo com a prefeitura, a fábrica deve gerar empregos diretos e indiretos, além de ampliar a arrecadação municipal por meio de impostos. A expectativa é que os equipamentos produzidos contribuam para modernizar o campo e aumentar a produtividade agrícola em diferentes regiões do país.

Para Quaquá, o projeto representa um uso estratégico dos recursos do petróleo. “Essa fábrica transforma o dinheiro do petróleo em uma indústria que vai revolucionar a agricultura familiar, gerar empregos qualificados em Maricá e fortalecer a produção de alimentos no Brasil”, afirmou o prefeito.

MST destaca caráter histórico da parceria com a China

Apesar da expectativa da população, ainda não há prazo definido para o início das obras. Mesmo assim, o anúncio já é tratado como um marco por lideranças do setor rural. Para João Pedro Stédile, um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a iniciativa inaugura um arranjo societário inédito no país.

Segundo ele, trata-se de um modelo que combina investimento chinês, participação estatal e organização popular. “É uma parceria que desenvolve o país e resolve um problema concreto da agricultura que realmente produz alimentos. É um dia histórico para o Brasil”, declarou.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Matheus Alter

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Negócios

Anta Sports compra 29% da Puma por €1,5 bilhão e ações sobem 10%

A Anta Sports, gigante chinesa do setor esportivo, anunciou a aquisição de 29% da Puma, tornando-se a maior acionista individual da fabricante alemã de artigos esportivos. O acordo, avaliado em 1,5 bilhão de euros, impulsionou as ações da companhia em cerca de 10% e movimentou o mercado global de vestuário esportivo.

Negócio marca redução da participação da família Pinault

A fatia negociada pertencia à Artémis, holding da família Pinault, que passa a reduzir sua exposição à Puma. A operação foi fechada ao preço de 35 euros por ação, com pagamento integral em dinheiro.

Apesar da participação relevante, a Anta informou que não pretende assumir o controle da Puma neste momento, o que evitaria a obrigação de lançar uma oferta pública, conforme as regras do mercado alemão.

Reação do mercado e desempenho das ações

Após o anúncio, os papéis da Puma chegaram a registrar alta de até 20% durante o pregão, embora ainda sejam negociados próximos ao menor patamar dos últimos dez anos. Por volta das 8h11, no horário de Brasília, as ações avançavam 10% na bolsa alemã.

Estratégia de expansão internacional da Anta

A compra reforça a estratégia da Anta Sports de crescer fora da China por meio da aquisição de marcas esportivas ocidentais. Em 2019, a empresa liderou o consórcio que comprou a Amer Sports, controladora de marcas como Wilson, Salomon, Arc’teryx e Atomic.

Com a entrada na Puma, a Anta amplia sua presença nos segmentos de calçados esportivos e roupas esportivas, especialmente em mercados internacionais onde enfrenta concorrência direta de Nike e Adidas.

Potencial de sinergias globais

Segundo Julia Zhu, sócia da consultoria CIC, em entrevista à CNBC, a Puma ocupa um espaço estratégico no mercado de produtos esportivos de grande escala. A marca tem forte atuação na Europa e na América Latina, mas presença limitada na China e na América do Norte, o que abre espaço para sinergias comerciais sem sobreposição direta de operações.

Momento de transição na Puma

A entrada da Anta ocorre em meio a uma fase de reestruturação da Puma. Desde 2023, a empresa é comandada por Arthur Hoeld, ex-executivo da Adidas, que vem conduzindo mudanças focadas na simplificação do portfólio, redução de custos e fortalecimento do marketing global.

Embora não assuma o controle, a Anta sinalizou que pretende iniciar conversas com a atual gestão nos próximos dias, mantendo a independência administrativa da marca alemã.

Impacto financeiro para a Artémis e a Kering

Para a Artémis, a venda contribui para o reforço do balanço financeiro. A holding, controladora da Kering, dona da Gucci, vinha sendo pressionada por investidores devido ao alto nível de endividamento. Segundo análise do UBS, a transação oferece maior flexibilidade ao novo CEO da Kering para executar a estratégia de longo prazo do grupo, mesmo envolvendo apenas uma participação indireta.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sean Gallup/Getty Images

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Investimento

CMOC compra minas de ouro no Brasil por US$ 1 bilhão e amplia presença na mineração

A mineradora chinesa CMOC anunciou a aquisição de quatro minas de ouro no Brasil, em uma operação avaliada em cerca de US$ 1 bilhão. Os ativos pertenciam à canadense Equinox Gold e a transação marca mais um avanço da companhia asiática na expansão de sua atuação internacional, com foco em recursos minerais estratégicos na América do Sul.

A operação amplia o peso da China no setor de mineração aurífera brasileiro, considerado um dos mais relevantes do continente em termos de potencial geológico e infraestrutura produtiva.

Minas estão distribuídas em três estados brasileiros

Os ativos adquiridos pela CMOC estão localizados em Maranhão, Minas Gerais e Bahia. No Maranhão, a empresa passa a controlar a mina de Aurizona. Em Minas Gerais, o negócio envolve a mina RDM. Já na Bahia, entram no pacote as minas Fazenda e Santa Luz.

De forma conjunta, as quatro unidades registram uma produção anual estimada em 7,5 toneladas de ouro e concentram reservas totais próximas de 141 mil toneladas, reforçando a relevância do portfólio adquirido.

Pagamento inicial e aprovação regulatória

Pelos termos do acordo, a CMOC fará um pagamento inicial de US$ 900 milhões no momento da assinatura do contrato. A conclusão definitiva da transação depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável pela análise concorrencial no país.

A expectativa é que o processo regulatório seja concluído até o primeiro trimestre de 2026, permitindo a incorporação plena dos ativos à operação da companhia.

Expansão na América do Sul ganha escala

A movimentação no Brasil ocorre poucos meses após a CMOC anunciar a compra da maior mina de ouro do Equador, em abril, por US$ 421 milhões. Com as duas aquisições, a mineradora deverá alcançar uma produção anual próxima de 20 toneladas de ouro na América do Sul.

Esse volume posiciona a empresa entre os principais grupos do setor mineral na região, fortalecendo sua presença em países-chave da cadeia global de suprimento.

Interesse estrangeiro reacende debates no setor mineral

Analistas avaliam que a ofensiva da CMOC reflete uma estratégia mais ampla da China para ampliar o controle e o acesso a minerais considerados estratégicos, sobretudo em mercados com estabilidade operacional e grande potencial de exploração, como o Brasil.

Para o setor mineral brasileiro, a operação sinaliza a continuidade do interesse estrangeiro por ativos de grande porte, com possíveis impactos positivos em investimentos, modernização tecnológica e geração de empregos nas regiões mineradoras. Ao mesmo tempo, o negócio reabre discussões sobre soberania mineral, regulação e o papel do país na cadeia global de recursos naturais.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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