Internacional, Mercado Internacional

Trump envia cartas a países oficializando tarifaço

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou, nesta segunda-feira (7/7), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviará cartas a parceiros comerciais oficializando o início das tarifas recíprocas impostas por ele assim que assumiu o segundo mandato. As tarifas variam entre 25% e 40%. As primeiras nações que receberam o documento foram o Japão e a Coreia do Sul.

“Haverá aproximadamente 12 outros países que receberão notificações e cartas diretamente do presidente dos Estados Unidos. O presidente ainda planeja criar planos comerciais personalizados para cada país deste planeta”, disse Leavitt.

Países que receberam a carta

Japão: tarifa de 25%
Coreia do Sul: tarifa de 25%
Myanmar: tarifa de 40%
Laos: tarifa de 40%
África do Sul: tarifa de 30%
Cazaquistão: tarifa de 25%
Malásia: tarifa de 25%

A secretária de imprensa também confirmou que Trump estenderia formalmente seu prazo para a imposição de tarifas recíprocas de 9 de julho para 1º de agosto, com a intenção de dar aos países mais tempo para negociar acordos.

“O presidente também assinará um decreto executivo hoje, adiando o prazo de 9 de julho para 1º de agosto. Portanto, a tarifa recíproca, ou essas novas tarifas que serão fornecidas nesta correspondência a esses líderes estrangeiros, serão divulgadas no próximo mês, ou acordos serão firmados, e esses países continuarão a negociar com os Estados Unidos. Vimos muitos desenvolvimentos positivos na direção certa, mas o governo, o presidente e sua equipe comercial querem fechar os melhores acordos para o povo americano e para os trabalhadores americanos. É nisso que eles estão focados”, explicou Leavitt.

Até o momento os acordos anunciados são:

Reino Unido.
Vietnã.
Trégua com a China.
Japão, Coreia do Sul e União Europeia estão em negociação.

Nesta segunda, Donald Trump, publicou duas das múltiplas cartas que seu governo enviará aos parceiros comerciais tributados no chamado “Dia da Libertação”.

Segundo o documento, o governo dos EUA aplicarão a partir do dia 1º de agosto uma tarifa de 25% sobre todos os produtos importados do Japão e da Coreia do Sul.

O presidente dos EUA adotou um tom semelhante nas duas cartas ao afirmar que apesar de ter buscado negociar, as tributações são injustas a seu país e por isso que as tarifas serão impostas e ao destacar que se qualquer uma das nações tentar retaliar os EUA, sofrerão ainda mais com as tarifas norte-americanas.

Quanto ao motivo pelo qual Trump decidiu começar com os dois aliados asiáticos, Leavitt disse que “é prerrogativa do presidente e esses são os países que ele escolheu”.

Fonte: Metrópoles

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Internacional, Mercado Internacional

EUA: tarifas devem entrar em vigor em 1º de agosto para países sem acordos

O governo dos Estados Unidos aplicará a partir de 1º de agosto tarifas aos parceiros comerciais com os quais não tenham alcançado acordos, seja Taiwan ou a União Europeia, afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

As tarifas devem atingir, em alguns casos, os níveis muito elevados que o presidente Donald Trump havia anunciado em 2 de abril, antes de suspender a aplicação das taxas para permitir negociações comerciais e estabelecer um prazo até 9 de julho para alcançar acordos, declarou Bessent ao canal CNN.

Bessent reiterou as declarações feitas por Trump na sexta-feira à imprensa, quando mencionou um novo prazo para a imposição das tarifas alfandegárias.

Em sua plataforma Truth Social, Trump prometeu impor uma tarifa adicional de 10% aos países que “se alinharem” com o Brics, grupo que expressou uma “séria preocupação” com o aumento de tarifas “unilaterais”, embora sem mencionar os Estados Unidos.

“Qualquer país que se alinhe com as políticas antiamericanas do Brics será cobrado com uma tarifa ADICIONAL de 10%. Não haverá exceções para esta política”, afirmou Trump.

O grupo, formado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, foi ampliado recentemente para 11 países e representa quase metade da população mundial e cerca de 40% do PIB.

Trump afirmou no domingo aos jornalistas a bordo do avião presidencial que “provavelmente” começará a aplicar as tarifas em 1º de agosto.

O republicano acrescentou que havia assinado mais de 10 cartas para informar os países sobre os aumentos das tarifas.

“Acredito que teremos a maioria dos países preparados para 9 de julho, seja uma carta ou um acordo”, disse Trump, antes de insistir que alguns acordos foram alcançados.

Ao seu lado, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, confirmou que as tarifas começarão a ser aplicadas em 1º de agosto, “mas o presidente está definindo as tarifas e os acordos agora mesmo”.

Trump anunciou mais tarde na Truth Social que começará a enviar nesta segunda-feira (7) aos parceiros comerciais as primeiras cartas informativas sobre as tarifas que serão impostas ou sobre os acordos alcançados.

“Tenho o prazer de anunciar que as Cartas de Tarifas dos Estados Unidos e/ou Acordos com vários países ao redor do mundo serão entregues a partir das 12h00 (13h00 de Brasília), de segunda-feira, 7 de julho”, anunciou Trump em sua rede social.

Washington mantém negociações com vários países para alcançar acordos comerciais que evitem as tarifas.

Com a China, o governo Trump estabeleceu uma trégua temporária para reduzir as tarifas de até três dígitos que haviam sido impostas de maneira recíproca.

Até o momento, apenas Reino Unido e Vietnã conseguiram concluir acordos comerciais com os Estados Unidos.

Bessent disse que o governo está “próximo de vários acordos”, mas não citou com quais países.

O secretário do Tesouro negou que os Estados Unidos estejam ameaçando os países com sua política tarifária, embora tenha admitido que é necessário aplicar “pressão máxima”.

“Não é um novo prazo. Estamos dizendo que é o que acontecerá. Se você quer acelerar as coisas, siga adiante. Se quiser retornar à tarifa antiga, a escolha é sua”, disse.

O secretário citou como exemplo a União Europeia, ao afirmar que o bloco “está fazendo um progresso muito bom” após uma relutância inicial a modificar o acordo comercial com Washington.

Fonte: Portal UOL

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Internacional, Negócios

Brasil recebe cúpula do Brics em meio a guerras e disputas comerciais de países

Líderes de bloco de nações com economias emergentes se reúnem neste domingo e segunda no Rio de Janeiro com desafios em pauta

O Brasil sedia neste domingo (6) e segunda-feira 7) a cúpula do Brics, grupo de países com economias emergentes que reúne nações como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O encontro ocorre no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (RJ). As informações são do portal g1.

A cúpula dos Brics ocorre em um momento delicado para o bloco, com guerras em andamento envolvendo países do grupo, disputas comerciais e novos integrantes. Segundo especialistas, o desafio do Brasil na edição do encontro sediada pelo país é evitar uma suposta “guinada anti-Ocidente”, após a entrada de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia e Irã no bloco dos Brics.
O encontro deve testar a habilidade do país de governar com democracias e também com governos autoritários de países como Rússia, China e Irã.

Outro assunto a ser abordado na cúpula é a proposta de uma moeda comum entre os países do Brics para transações comerciais. A ideia seria reduzir a dependência do dólar, mas por outro lado poderia causar um desgaste ainda maior com os Estados Unidos.

Entre os assuntos defendidos pelo Brasil devem estar o meio ambiente e o avanço da Inteligência Artificial — conflitos armados entre os países devem ficar em segundo plano na discussão, segundo a agenda brasileira.

Ausência de líderes internacionais

Um fato importante sobre a cúpula do Brics no Brasil é a ausência de algumas lideranças importantes do grupo. O líder chinês Xi Jinping não está presente no encontro do Brasil, em gesto que foi atribuído a resposta a postura do presidente Lula após convite feito a lideranças da Índia. O presidente russo Vladimir Putin também participará apenas por videoconferência — como o Brasil é signatário do Tribunal Penal Internacional (TPI), precisaria prender Putin caso o líder viesse ao país. Sem dois dos principais líderes do bloco, o protagonismo deve ficar com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modri, que virá ao país também como visita de estado.

Ao término do encontro, os países elaboram uma declaração final, que neste ano deve abordar condenação a ataques militares, defesa de reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) e protecionismo cultural.

Fonte: NSC Total

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China mantém sua influência no comércio global

A prolongada disputa entre os Estados Unidos e a China continua sendo um fator-chave na evolução do comércio e das cadeias de suprimentos globais.

Embora o debate sobre reduzir a dependência da manufatura chinesa esteja ganhando força entre as empresas ocidentais, a realidade mostra que essas ambições geopolíticas ainda não se traduziram em mudanças significativas.

De acordo com a Maersk, apesar do aumento das discussões sobre estratégias de relocalização ou “nearshoring” (produção mais próxima dos mercados consumidores), os fluxos comerciais ainda não indicam uma redução real do peso asiático no fornecimento global. No caso da Europa, por exemplo, as importações oriundas do Extremo Oriente não apenas permanecem elevadas, como também cresceram de forma constante nos últimos cinco anos — tanto em volume quanto em participação sobre o total importado.

A empresa dinamarquesa atribui essa tendência a condições de manufatura ainda muito favoráveis na Ásia, especialmente na China. Fatores como a deflação dos preços ao produtor e a dinâmica cambial impulsionaram a competitividade das exportações do país. Em 2024, as importações europeias do Extremo Oriente representaram 51% do total, contra 49% em 2019, reforçando o protagonismo asiático nas rotas comerciais, mesmo sob pressões políticas para diversificar as origens.

Desvinculação parcial

Em contraste, os Estados Unidos têm mostrado avanços rumo a uma desvinculação parcial. Segundo a Maersk, muitos grandes importadores norte-americanos vêm trabalhando deliberadamente para reduzir sua dependência da China — especialmente em setores como têxteis e calçados. No entanto, segmentos como o de artigos para o lar ainda mantêm forte exposição à manufatura chinesa devido à complexidade e escala dos processos produtivos.

A empresa ressalta que essa não é uma resposta tática, mas uma estratégia de longo prazo voltada a fortalecer a resiliência das cadeias de suprimento. O objetivo é garantir a continuidade operacional diante de cenários geopolíticos instáveis. Ainda assim, os desafios persistem: em maio, os EUA registraram uma queda de 1,8% na demanda por bens duráveis, enquanto a confiança do consumidor apresenta sinais de enfraquecimento.

A Maersk antecipa que qualquer mudança nesse cenário terá impacto direto não apenas sobre o comércio bilateral entre EUA e China, mas também sobre a dinâmica geral do comércio global.

Fonte: Todo Logística News

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Internacional

Projeto piloto histórico de captura de carbono é concluído na China

Global Centre for Maritime Decarbonisation (GCMD), de Cingapura, concluiu com sucesso o primeiro projeto piloto do mundo a demonstrar toda a cadeia de valor para o dióxido de carbono (CO₂) capturado a bordo de navios.

O projeto foi realizado em duas fases principais. A primeira envolveu a transferência ship-to-ship (STS) de 25,44 toneladas métricas de CO₂ liquefeito (LCO₂) do porta-contêiner Ever Top para a embarcação receptora Dejin 26, administrada pela Shanghai Qiyao Environmental Technology Co., Ltd. (SMDERI-QET). O CO₂ foi então descarregado do Dejin 26 para um caminhão-tanque em um píer localizado em Zhoushan, na província de Zhejiang.

Ever Top foi adaptado em 2024 com um sistema de captura e armazenamento de carbono a bordo (Onboard Carbon Capture and Storage – OCCS). Desenvolvido pelo Shanghai Marine Diesel Engine Research Institute, que integra a China State Shipbuilding Corporation, o sistema OCCS captura mais de 80% das emissões de carbono da embarcação, com 99,9% de pureza. A tecnologia permite que o gás seja liquefeito e transferido ainda no mar, dispensando infraestrutura portuária especializada e tornando o descarregamento de CO₂ mais flexível e acessível.

A segunda fase, coordenada pelo GCMD, supervisionou o transporte do CO₂ por mais de 2.000 km até a Mongólia Interior. Lá, em uma unidade conjunta da GreenOre e da Baotou Steel, o CO₂ foi utilizado com sucesso na produção de carbonato de cálcio de baixo carbono – um componente essencial em materiais de construção sustentáveis.

O piloto, realizado sob condições reais de regulamentação e logística, marca a primeira vez em que o CO₂ capturado a bordo de um navio foi totalmente rastreado desde a captura até sua aplicação final. Um dos principais desafios foi a classificação do CO₂ capturado. Inicialmente classificado como resíduo perigoso — o que exigiria seu descarte — o gás foi reclassificado como “carga perigosa” após articulações com os reguladores, permitindo assim seu reaproveitamento.

Segundo o GCMD, a iniciativa demonstra como a captura e armazenamento de carbono a bordo (OCCS) pode ser integrada aos caminhos de descarbonização industrial — especialmente na produção de materiais de construção, onde a mineralização do CO₂ pode compensar as emissões intensivas da produção de cimento.

O projeto se baseia em resultados de um estudo anterior do GCMD, que identificou a produção de concreto como um caso de uso de alto impacto para o CO₂ capturado.

Fonte: Splash 247

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Portos

Porto Mejillones lança plataforma preditiva

Porto Mejillones lança plataforma preditiva para antecipar fechamentos operacionais por ressacas, utilizando inteligência artificial e dados oceânicos locais.

A ferramenta prevê fechamentos por agitação marítima com alta precisão, usando IA, dados históricos e variáveis oceanográficas do ambiente. Segundo Dante Battaglia, gerente de Operações, a inovação melhora o planejamento naval e a entrega de informações técnicas.

Trata-se de um avanço fundamental para aumentar a eficiência e reduzir a incerteza nas operações do terminal. O modelo foi desenvolvido com base em fechamentos históricos do porto e parâmetros específicos de ondulação.

O resultado: 98% de sensibilidade a condições adversas e 83% de precisão na previsão de ressacas. Isso permite antecipar melhor os eventos e visualizar com mais clareza possíveis reaberturas. A gestão do tempo de reabertura foi substancialmente otimizada desde a implementação da plataforma.

Além disso, Puerto Mejillones lança a plataforma preditiva em conjunto com um sistema ADCP de medição oceânica em tempo real. Esse equipamento fornece dados sobre correntes marinhas, altura, direção e período das ondas.
Sua integração com a plataforma aumenta a capacidade de análise e a precisão do sistema preditivo.
Ambas as tecnologias fortalecem a estratégia climática do porto diante do aumento de eventos extremos.

A baía de Mejillones costuma registrar ressacas, especialmente no verão. Diante desse cenário, o porto adota uma abordagem de inteligência climática, deixando para trás os prognósticos convencionais.

A plataforma, também utilizada em portos do Brasil e da Europa, permite notificações em tempo real para dispositivos móveis. Puerto Mejillones lança a plataforma preditiva para planejar melhor e se adaptar às mudanças climáticas com inovação tecnológica.

Fonte: Todo Logística News

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China impulsiona alfândegas inteligentes

A China avança com força rumo a um modelo de “aduanas inteligentes” para agilizar o comércio exterior e reforçar o controle de fronteiras. A iniciativa combina inteligência artificial, big data, automação e cooperação internacional.

O projeto vai além da simples digitalização de trâmites, propondo uma transformação profunda baseada em vigilância não intrusiva, gestão automatizada de riscos e processos coordenados.

O sistema também utiliza inteligência artificial para analisar imagens de scanners, detectar produtos ilegais e prever riscos fiscais. Nos primeiros onze meses de 2024, as ferramentas automatizadas alcançaram uma taxa de apreensão 7% superior à da seleção manual.

Centenas de scanners inteligentes foram instalados, e modelos foram desenvolvidos para selecionar operações com maior risco fiscal. Isso aumentou a arrecadação e reduziu a evasão.

Em aeroportos como o de Xangai, foi implementada inspeção inteligente com raios X e robôs. O despacho de um voo com 300 passageiros foi reduzido para 30 minutos.

Também foram testados veículos autônomos na fronteira com a Mongólia e sistemas automatizados para cargas aéreas que realizam o despacho em menos de 20 minutos.

Em nível nacional, a China integra ferramentas locais e centrais. Foram desenvolvidas 132 soluções regionais, 12 projetos transversais e 22 em nível departamental.

No plano internacional, o país promove a Parceria para Aduanas Inteligentes e colabora com a OMA (Organização Mundial das Aduanas). Também foi criado um Centro de Excelência Aduaneira para os países BRICS.

O modelo se baseia em planejamento por fases, integração sistêmica e medição constante em relação a padrões globais. A meta: aduanas mais ágeis, seguras e conectadas.

Essa abordagem transforma as aduanas em nós inteligentes de análise preditiva. A China, assim, oferece um modelo piloto que pode ser replicado em outras regiões do mundo.

Fonte: Todo Logística News

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Internacional, Mercado Internacional

BRICS: um novo capítulo para o Brasil e o mundo

Por Michelle Fernandes, especialista em comércio exterior, CEO da Get Global Trading, professora e mediadora da CAAEB.

Em julho de 2025, o Brasil será palco de um encontro estratégico para as economias emergentes. O Rio de Janeiro sediará a 16ª Cúpula dos BRICS, agora com novos países membros, já apelidado de BRICS+ e reforçando o protagonismo do grupo no cenário global.

Desde que conheci o acrônimo BRICS em 2005, por meio do economista Jim O’Neill, acompanho a transformação da sigla em uma aliança real. O que era apenas previsão se consolidou. Agora, com a entrada de Egito, Irã, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, os BRICS se expandem e se fortalecem, representando quase metade da população mundial e ganhando ainda mais peso no comércio, na energia e na geopolítica.

Essa expansão amplia a pluralidade econômica e cultural do grupo e aponta para um novo equilíbrio global. Os BRICS evoluem como alternativa às instituições ocidentais tradicionais, buscando maior autonomia, inclusão e cooperação entre países em desenvolvimento.

Para o Brasil, sediar essa cúpula reforça sua posição estratégica. Somos um país que constrói pontes, promove o diálogo e mantém relações diplomáticas sólidas. Nossa economia tem avançado, especialmente no agronegócio, na infraestrutura e na exportação de produtos com valor agregado.

O evento no Rio será uma oportunidade para discutir temas-chave, como o uso de moedas alternativas ao dólar, financiamento de projetos sustentáveis, inovação e segurança alimentar.

Estamos em um momento crucial para reposicionar o Brasil no centro das decisões internacionais. A recente reforma tributária é um passo importante, mas ainda precisamos enfrentar desafios internos, como o Custo Brasil e a qualificação da mão de obra. Com uma visão estratégica e integrada, podemos transformar nosso potencial em influência real.

O Brasil segue no radar global e os BRICS, com novos integrantes e novas agendas, são parte fundamental desse caminho.

Fonte: Última Hora

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Internacional, Mercado Internacional

Chile impulsiona o sistema TIR na América do Sul

Chile avança na implementação do sistema TIR, uma ferramenta fundamental para agilizar o comércio terrestre na América do Sul. A frase-chave “sistema TIR” guia esse processo que busca reduzir tempos, custos e burocracia nas passagens de fronteira.

Representantes da IRU e do governo chileno se reuniram recentemente para fortalecer a cooperação aduaneira. Participaram do encontro Lucas Lagier, da IRU, e Alejandra Arriaza, diretora da Aduana do Chile, que discutiram temas como digitalização de documentos, harmonização de normas e melhorias nos processos de fronteira.

O sistema TIR permite que caminhões atravessem várias fronteiras sem inspeções intermediárias, desde que os lacres permaneçam intactos. Essa modalidade, vigente em mais de 60 países, reduz atrasos e melhora a segurança das cadeias logísticas.

Na América do Sul, a adoção do sistema TIR facilitaria o fluxo de mercadorias em rotas chave, como as que conectam o Chile à Argentina, Bolívia e Peru. O Chile poderia se tornar um eixo bioceânico eficiente, ligando portos do Atlântico e do Pacífico e fortalecendo os corredores logísticos regionais.

Segundo a IRU, o uso do sistema TIR pode reduzir os custos logísticos em até 40%. Isso representa uma mudança significativa em regiões onde os atrasos aduaneiros ultrapassam 20 horas.

Além dos benefícios logísticos, a implementação do TIR pode impulsionar o desenvolvimento das economias regionais. Ao conectar polos produtivos do interior com portos estratégicos, criam-se novas oportunidades de exportação, emprego e investimento.

Os desafios incluem ajustes regulatórios, investimento em infraestrutura e capacitação de pessoal. No entanto, a vontade política e a articulação entre os setores público e privado podem consolidar o Chile como líder na integração logística terrestre regional.

Uma América do Sul mais conectada começa com uma logística moderna, interoperável e eficiente.

Fonte: Todo Logística News

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Industria, Internacional

Fraqueza da atividade industrial da China em junho mantém pressão por mais estímulos

A atividade industrial da China encolheu pelo terceiro mês consecutivo em junho, embora em um ritmo mais lento, uma vez que os aumentos em novos pedidos, volumes de compras e prazos de entrega dos fornecedores sinalizaram que as medidas de apoio implementadas desde o final do ano passado está surtindo efeito.

No entanto, a confiança das empresas permanece moderada, segundo a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada nesta segunda-feira, com o emprego, os preços de fábrica e os novos pedidos de exportação ainda enfraquecidos, mantendo vivos os apelos por ainda mais estímulos conforme as autoridades lidam com o ataque tarifário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com a fraqueza crônica do setor imobiliário.

O PMI do Escritório Nacional de Estatísticas subiu de 49,5 em maio para 49,7 em junho, em linha com a mediana das previsões em uma pesquisa da Reuters, mas permanecendo abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração.

“Dois meses de melhorias sucessivas, o que é uma leitura decente, já que junho foi o primeiro mês completo sem as tarifas proibitivas de Trump de 100% ou mais”, disse Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit.

“Ainda há evidências de antecipação no comércio, mas as tarifas estão mais baixas agora e os fabricantes estão se preparando para enviar os produtos da temporada de férias”, acrescentou.

O subíndice de novos pedidos de exportação permaneceu em contração pelo 14º mês consecutivo em junho, subindo de 47,5 em maio para 47,7, enquanto o nível de emprego divergiu dos outros indicadores, deteriorando-se ainda mais.

Entretanto, as novas encomendas domésticas aumentaram de 49,8 para 50,2 e os volumes de compras saltaram de 47,6 para 50,2, oferecendo às autoridades alguma esperança de que a demanda doméstica possa estar começando a se recuperar.

Zichun Huang, economista da Capital Economics para a China, disse que o PMI sugeriu que a segunda maior economia do mundo recuperou algum ímpeto no mês passado, mas alertou que as tensões com o Ocidente continuarão a pressionar suas exportações e que ainda há sinais de pressões deflacionárias.

O PMI não manufatureiro, que inclui serviços e construção, passou de 50,3 para 50,5.

A atividade nos setores de alimentos e bebidas, viagens, hotelaria e logística caiu este mês, disse o estatístico sênior da agência de estatísticas, Zhao Qinghe, em um comunicado. No entanto, essa queda foi compensada por um aumento no PMI de construção, que subiu para 52,8, um recorde de três meses, disse Huang, da Capital Economics.

Fonte: MSN

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