Logística

Logística digital deve crescer mais de 18% ao ano até 2030, aponta estudo

O mercado de logística digital segue em ritmo acelerado de expansão e deve registrar crescimento superior a 18% ao ano até 2030, impulsionado pelo avanço da transformação digital nas cadeias de suprimentos. A projeção consta no relatório “Infor Reports 2025 – Inovação na Logística 2025”, divulgado pela Infor Brasil, com base em estimativas do Grand View Research.

Transformação digital ganha espaço na gestão logística

O estudo indica que a maturidade tecnológica está cada vez mais presente na gestão do supply chain no Brasil. A adoção de soluções como WMS (Warehouse Management System), automação de armazéns, gestão da força de trabalho e ferramentas de planejamento estratégico tem sido decisiva para a modernização do setor.

De acordo com a Infor, o Brasil acompanha a tendência global, com previsão de alta de 23% nos investimentos em logística ainda em 2025. O movimento é impulsionado pela necessidade de maior eficiência diante da fragmentação das cadeias logísticas, acelerada pela expansão do e-commerce no país.

Logística deixa modelo reativo e ganha inteligência

Para o vice-presidente de Sales e Country Manager da Infor Brasil e South Latam, Waldir Bertolino, o setor vive uma mudança estrutural. Segundo ele, a logística nacional está migrando de um modelo reativo para uma operação baseada em dados, automação e inteligência estratégica.

“A maturidade tecnológica é um fator essencial para a competitividade das empresas em um mercado cada vez mais dinâmico”, destacou o executivo.

Desafios ainda limitam a digitalização plena

Apesar do avanço, o estudo aponta entraves relevantes. Um levantamento de 2023 da Fundação Dom Cabral, citado no relatório, mostra que a transformação digital no Brasil ainda é parcial para a maioria das empresas. Mais de 52% das organizações realizam apenas investimentos pontuais em tecnologia.

O cenário revela um mercado desigual, com empresas que avançam rapidamente na adoção de inovações e outras que enfrentam barreiras culturais e falta de profissionais qualificados. Dados do Instituto Semesp indicam que 18,9% dos profissionais formados em logística estão desempregados, evidenciando o desalinhamento entre formação acadêmica e demandas do mercado.

“Existe um descompasso entre as competências exigidas e a capacitação disponível. O desafio está em integrar tecnologia, processos e pessoas de forma contínua”, reforçou Bertolino.

Armazém do futuro enfrenta obstáculos

A segunda edição da pesquisa “O Armazém do Futuro”, realizada pela Infor com 51 empresas do setor logístico, também aponta desafios à digitalização dos armazéns. Entre os principais entraves estão o alto investimento inicial (71%) e a necessidade de requalificação das equipes (71%), além dos custos contínuos de manutenção e atualização tecnológica (61%).

Questões culturais também pesam: 51% das empresas citaram resistência à mudança por parte das lideranças, enquanto 37% apontaram dificuldades entre os colaboradores.

Ganhos de eficiência impulsionam a adoção tecnológica

Mesmo diante dos desafios, a digitalização é vista como um caminho estratégico para ganhos operacionais. Segundo a pesquisa, 78% dos participantes esperam redução de erros e retrabalho, e 63% destacam o acesso a dados mais confiáveis para tomada de decisão.

Outros benefícios incluem otimização das rotinas de trabalho (61%), maior precisão nos inventários (57%) e melhoria da experiência do consumidor (24%).

Inovação como processo contínuo

O relatório conclui que a maturidade tecnológica não representa um ponto final, mas um processo contínuo de evolução. Organizações que investirem de forma integrada em inovação, capacitação e tecnologia estarão mais preparadas para competir em um cenário global cada vez mais exigente.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Inovação, Logística

Fractal Security Intelligent apresenta lacre eletrônico no ComexTech e reforça segurança na cadeia logística

A Fractal Security Intelligent foi destaque no ComexTech 2025, realizado no último dia 17, ao apresentar o lacre eletrônico inteligente. A solução chamou atenção de profissionais e empresas do comércio exterior por unir inovação tecnológica, segurança e eficiência no monitoramento da cadeia logística.

Lacre eletrônico: segurança do início ao fim da operação

De acordo com Francisco Mascaro, Operations Manager da Fractal, o diferencial da tecnologia está na capacidade de rastrear todo o processo logístico, desde a inspeção do contêiner vazio até a ativação do lacre e a geração de evidências. “O lacre eletrônico permite monitorar a cadeia logística desde o início da estufagem até a troca de custódia, garantindo um ecossistema seguro alinhado às premissas da OEA. Ele agrega segurança e logística, otimizando custos e trazendo eficácia para identificar pontos de vulnerabilidade”, destacou.

Painel de debate: segurança como ecossistema

Além da demonstração tecnológica, a Fractal participou dos debates do evento. Mary Anne de Amorim, cofundadora e CCO da empresa, reforçou a importância de tratar a segurança no comércio exterior como um ecossistema integrado. “É essencial trazer esses problemas à tona e reforçar que a segurança deve ser tratada como um ecossistema, onde cada elo da cadeia precisa ser forte. Nossa solução não só combate a clonagem de lacres, mas também oferece interoperabilidade entre todos os atores: cliente, transportador, retroporto, porto e armador”, afirmou.

Mary Anne destacou ainda que, com a tecnologia da Fractal, o dono da carga passa a ser protagonista da gestão de sua cadeia de custódia, controlando a performance com base em evidências digitais coletadas pelo sistema.

Tecnologia patenteada: NFC e RFID em um só dispositivo

Outro ponto inovador é a combinação de tecnologias no lacre, como explicou Elio Santos, gerente comercial da Fractal. “Nosso lacre combina RFID, usado em sistemas como o Sem Parar, e NFC, presente nos cartões bancários por aproximação. Conseguimos unir as duas tecnologias sem conflito, o que nos garantiu a patente do produto”, revelou.

Com essa solução, a Fractal Security Intelligent reafirma seu compromisso em trazer inovação para o setor logístico e em garantir mais transparência, rastreabilidade e segurança às operações de importação e exportação.

TEXTO: REDAÇÃO

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Comércio, Comércio Exterior, Informação, Logística, Oportunidade de Mercado, Portos

Fractal apresenta tecnologia de lacres eletrônicos no PortoTechBR e projeta quebra de paradigma para a logística portuária

O futuro dos portos passa por Navegantes. Nos dias 02 e 03 de setembro, o Teatro Municipal da cidade recebeu a 2ª edição do PortoTechBR, evento que reúne profissionais de tecnologia, inovação, cibersegurança e segurança portuária de todo o Brasil. Organizado pelo Núcleo de Tecnologia e Inovação da ACIN (Associação Empresarial de Navegantes), em parceria com a Prefeitura, o encontro se consolida como um dos mais importantes espaços de debate sobre soluções aplicadas ao setor portuário.

De acordo com Jardel Fischer, coordenador do Núcleo e gerente de TI da Portonave, a proposta é aproximar tecnologia e operação. “É um evento técnico, nasceu pra atender os profissionais de tecnologia, inovação, cibersegurança e segurança portuária de todo o Brasil. Temos representantes de portos de todo o país, discutindo assuntos de interesse comum. No ano passado mapeamos dores críticas dos terminais e, nesta edição, estamos compartilhando soluções que melhoram eficiência, segurança e produtividade”, destaca.

Entre as 19 empresas participantes, a Fractal Securitychamou atenção ao apresentar seus lacres eletrônicos de uso único — uma inovação 100% brasileira que promete revolucionar a logística portuária e a gestão da cadeia de custódia. Segundo Mary Anne de Amorim, Co-founder e CCO Fractal Security, o produto foi pensado para unir viabilidade econômica, segurança e eficiência logística. “O nosso desafio era criar um lacre que fizesse sentido economicamente para o cliente, de uso único, e que proporcionasse uma gestão protagonista da cadeia de custódia. Hoje não existe concorrência direta para o que desenvolvemos. Estar no PortoTechBR é importante para mostrar que há um caminho possível, que beneficia não só o cliente ou o armador, mas também o porto, que ganha em eficiência e integração”, explica.

Para Fischer, coordenador do PortoTechBR, tecnologias como essa mostram o quanto a inovação já é uma realidade indispensável nos portos brasileiros. “A inteligência artificial não é mais moda, é realidade. E o desafio é justamente aplicar essas soluções ao nosso dia a dia de operação, de forma aderente, para garantir segurança e eficiência.”

Com debates, networking e exposição de soluções de ponta, o PortoTechBR reforça seu papel como ponto de encontro onde o futuro dos portos começa a ser construído.

Como funciona o lacre eletrônico

A tecnologia da Fractal combina NFC (Near Field Communication) e RFID (Radio-FrequencyIdentification), permitindo monitoramento em curta e longa distância sem necessidade de bateria, o que elimina custos com logística reversa. Integrados a um sistema central de gestão de dados, os lacres permitem que cada etapa da operação seja acompanhada de forma segura e centralizada. A plataforma emite alertas proativos em caso de violações ou inconsistências, reduzindo riscos de perdas e atrasos, além de otimizar a tomada de decisão. 

Ainda segundo Mary Anne, outro diferencial é a interoperabilidade, que possibilita a integração dos lacres com sistemas de logística e compliance já existentes, simplificando a adoção da tecnologia. A gestão da cadeia de custódia também ganha robustez, com registros precisos em cada ponto de contato e maior transparência em todo o processo.

Saiba mais sobre a Fractal: https://fractal-security.com/pt/

TEXTO E IMAGENS: REDAÇÃO

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Aeroportos, Logística, Portos

Logística brasileira avança, mas ainda enfrenta desafios estruturais

Santa Catarina se consolida como hub estratégico e o Logistique Summit debate o futuro do setor

A logística brasileira desempenha um papel estratégico no desenvolvimento econômico do país e na sua integração ao mercado global. Desde a construção das primeiras rodovias e ferrovias até a adoção de tecnologias avançadas nos centros de distribuição e portos, o setor tem buscado se modernizar para lidar com uma demanda crescente, cada vez mais complexa, e manter-se competitivo.

O Brasil conta com uma das maiores malhas rodoviárias do mundo, com mais de 1,7 milhão de quilômetros de estradas — sendo apenas 12,3% pavimentada. Esse modal ainda é responsável por cerca de 60% do transporte de cargas no país. No entanto, especialistas apontam a necessidade urgente de diversificação e maior integração entre os diversos modais de transporte.

A malha ferroviária ainda está muito aquém do ideal, enquanto portos e aeroportos ganham protagonismo. O Brasil opera mais de 36 portos públicos e terminais privados, que juntos movimentam cerca de 1,1 bilhão de toneladas de cargas por ano. Investimentos recentes em automação, ampliação de terminais e melhorias operacionais têm impulsionado a competitividade brasileira no comércio internacional.

Já o transporte aéreo representa apenas 1% do volume total de cargas, mas é responsável por 10% do valor das mercadorias transportadas, especialmente em segmentos de alto valor agregado. Com mais de 100 aeroportos com operações regulares de carga, o país vem ampliando sua conectividade com os principais mercados globais.

Desafios persistem

Apesar dos avanços, os desafios persistem. A precariedade da malha rodoviária, especialmente em regiões remotas, continua elevando os custos logísticos — que hoje representam cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Esse índice é superior ao observado em países desenvolvidos, comprometendo a competitividade das empresas nacionais.

Além disso, a burocracia e a lentidão nos processos aduaneiros dificultam tanto o fluxo interno quanto as operações de importação e exportação. A falta de integração entre os modais também gera gargalos operacionais e perdas econômicas. Para especialistas, o futuro da logística no Brasil passa por investimentos sustentados em infraestrutura, ampliação do transporte ferroviário e hidroviário, digitalização de processos e incentivos à intermodalidade. A eficiência logística é considerada peça-chave para a redução de custos, aumento da produtividade e conquista de novos mercados.

“Um estado com infraestrutura logística eficiente atrai investimentos, reduz os custos operacionais das empresas, melhora a competitividade de seus produtos e impulsiona setores como indústria, agronegócio, comércio e serviços. A logística também é vetor de geração de empregos, inovação tecnológica e desenvolvimento regional”, destaca o CEO da Logistique 2025, Leonardo Rinaldi.

Rumos da logística em debate

Nesse contexto, o Logistique Summit assume papel determinante nas discussões sobre o futuro da logística brasileira. O evento ocorre em paralelo à Logistique 2025, de 12 a 14 de agosto, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Consolidada como uma das principais feiras e congressos do setor no país, a Logistique reúne grandes nomes para debater também comércio exterior, relações internacionais, macroeconomia e geopolítica. O Summit já tem confirmadas as presenças de importantes nomes do mercado, entre eles, o ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Marcos Troyjo.

“Mais do que uma feira, a Logistique é uma plataforma de articulação entre o poder público, a iniciativa privada, a inovação e o conhecimento técnico. Reúne os principais players da cadeia logística para debater soluções, apresentar tecnologias, formar parcerias e criar oportunidades reais de negócios”, acrescenta Rinaldi.

Estado de excelência

O fato do evento ser realizado em Santa Catarina, um dos estados mais produtivos do Brasil, também reforça seu papel catalisador no avanço da logística nacional de forma mais integrada e eficiente. Com crescimento de 12% em 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor logístico catarinense vive um momento de expansão e consolidação. O Estado se destaca não apenas por sua localização estratégica — que facilita a conexão com os principais mercados nacionais e internacionais —, mas também por sua capacidade de inovação e investimentos contínuos em infraestrutura e tecnologia.

Em 2024, Santa Catarina movimentou mais de US$ 11,6 bilhões em exportações e US$ 33,7 bilhões em importações, consolidando-se como o segundo maior importador do país. A modernização dos portos e aeroportos, somada ao bom desempenho da indústria — que cresceu 6,3% até setembro, segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) —, reforça o papel do estado como um dos principais hubs logísticos do Brasil.

O crescimento da produção industrial, puxado por setores como metalurgia, alimentos e tecnologia, eleva ainda mais a demanda por soluções logísticas eficientes. Cidades como Joinville, Itajaí e Chapecó atraem investimentos produtivos; enquanto polos como Balneário Camboriú, Blumenau e novamente Joinville vivem um varejo aquecido, ampliando a necessidade por transporte e armazenagem qualificados.

A combinação entre localização estratégica, infraestrutura moderna, base industrial diversificada e capacidade de adaptação às demandas globais posiciona Santa Catarina como referência nacional em logística.

SAIBA MAIS EM: https://logistique.com.br/ 

TEXTO E IMAGEM: ASSESSORIA DE IMPRENSA LOGISTIQUE

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