Aeroportos

Governo Federal e Aena anunciam R$ 9,2 bilhões para modernizar aeroportos no Brasil

O Governo Federal e a Aena Brasil anunciaram, nesta quarta-feira (11), um pacote de R$ 9,2 bilhões em investimentos em aeroportos voltado à modernização da infraestrutura aeroportuária nacional. O anúncio foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e do presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, entre outras autoridades.

O plano contempla aeroportos localizados em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais e reforça a estratégia de ampliação da capacidade operacional e melhoria dos serviços em terminais considerados estratégicos para a aviação civil.

Bloco de 11 aeroportos concentra R$ 5,7 bilhões

O eixo central do anúncio é o bloco de 11 aeroportos concedido à Aena na mais recente rodada de concessões, que receberá R$ 5,7 bilhões em aportes. Desse montante, R$ 4,7 bilhões serão financiados pelo BNDES, cerca de R$ 1 bilhão virá do Grupo Santander, e o valor restante será investido ao longo do contrato de concessão.

A proposta busca enfrentar gargalos históricos da aviação brasileira, com foco tanto na saturação do Aeroporto de Congonhas quanto na ampliação da conectividade aérea em regiões fora dos grandes centros.

Aviação regional ganha protagonismo

O ministro Silvio Costa Filho afirmou que o país vive o maior ciclo de investimentos em aviação regional já registrado. Segundo ele, além das melhorias em aeroportos centrais, a prioridade do governo é levar desenvolvimento ao interior e ampliar a integração entre regiões.

Para o ministro, os novos investimentos fortalecem a interiorização da aviação, conectando cidades médias e regiões estratégicas aos principais polos econômicos do país.

BNDES destaca novo ciclo de expansão da infraestrutura

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou o papel do banco público como indutor do crescimento da infraestrutura aeroportuária. Ele destacou que as novas modalidades de financiamento têm ampliado a capacidade de execução dos projetos, com impacto direto na geração de empregos e na atração de investimentos privados.

Mercadante também atribuiu os resultados positivos ao ambiente institucional e à condução econômica do governo federal, que tem garantido previsibilidade e confiança ao mercado.

Entenda o valor total dos aportes

O montante de R$ 9,2 bilhões anunciado pela Aena engloba tanto os investimentos em obras e ampliações (Capex) quanto os custos operacionais obrigatórios (Opex) ao longo do contrato. Além dos recursos destinados ao novo bloco de aeroportos, a concessionária também aplica R$ 3,1 bilhões nos terminais que já administra no Nordeste.

Com isso, a Aena consolida uma carteira de investimentos compatível com sua relevância no setor, já que responde por cerca de 20% do tráfego aéreo nacional.

Congonhas lidera pacote de obras

O maior investimento individual do programa será realizado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que receberá R$ 2,6 bilhões. O projeto prevê a ampliação do terminal de passageiros para 135 mil metros quadrados, aumento do número de pontes de embarque de 12 para 19, expansão dos pátios operacionais e reforço da área comercial. A conclusão das obras está prevista para junho de 2028.

Aeroportos regionais ampliam capacidade até 2026

Também serão beneficiados, com obras previstas para conclusão em 2026, os aeroportos de Uberlândia, Uberaba e Montes Claros (MG); Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá (MS); e Santarém, Marabá, Carajás e Altamira (PA).

Com os investimentos em andamento, esse conjunto de terminais deverá elevar sua capacidade anual de 29 milhões para mais de 40 milhões de passageiros, fortalecendo a malha aérea regional.

Aena reforça compromisso com o Brasil

O diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, classificou o anúncio como um marco para a aviação civil. Segundo ele, trata-se da maior operação de financiamento já realizada para infraestrutura aeroportuária no país.

Para o executivo, os investimentos demonstram a confiança da companhia no crescimento do Brasil e no papel dos aeroportos como vetores de integração nacional e conexão com o mercado internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Aeroportos

Galeão vai a leilão por quase R$ 1 bilhão e mira retomada como principal aeroporto do Rio

O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, terceiro maior do Brasil em volume de passageiros, será leiloado no dia 30 de março. O certame terá lance mínimo de R$ 932 milhões e integra o plano do Governo Federal para ampliar investimentos e modernizar a infraestrutura aeroportuária do país.

Segundo informações oficiais, ao menos seis empresas já sinalizaram interesse na concessão, vista pelo mercado como estratégica para reposicionar o terminal no cenário nacional e internacional.

Leilão do Galeão busca modernização e eficiência

Com foco em atrair investidores, o governo promoveu um roadshow para apresentar os ativos do aeroporto e os detalhes do novo modelo de concessão. A iniciativa foi coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em conjunto com a Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Também está prevista uma audiência pública de esclarecimentos no dia 26 de fevereiro, etapa essencial para sanar dúvidas técnicas, regulatórias e jurídicas das empresas interessadas na disputa pelo leilão do Galeão.

Fim do modelo atual de gestão

Atualmente, a administração do aeroporto é compartilhada entre um consórcio formado por investidores da Singapura e da França, que detém 51% da operação, e a Infraero, com 49%. Com a nova concessão, esse formato será encerrado.

A vencedora do leilão assumirá 100% da gestão do aeroporto, o que é apontado como um dos principais atrativos do projeto. A mudança garante maior autonomia decisória e liberdade para execução de investimentos em infraestrutura, serviços e ampliação de rotas.

Fluxo de passageiros volta a crescer

Após anos de retração, o movimento de passageiros no Galeão voltou a apresentar crescimento. Em 2025, o terminal registrou a passagem de 17,5 milhões de usuários, número considerado positivo pelo setor.

A projeção é que o aeroporto supere a marca de 20 milhões de passageiros nos próximos anos, especialmente com a expansão de destinos e melhorias operacionais previstas no novo contrato.

Contrato vai até 2039 e prevê receita variável

A concessão terá vigência até 2039 e estabelece, além do valor pago no leilão, uma contribuição variável anual de 20% sobre a receita bruta da operação.

Apesar do cenário de recuperação, especialistas do setor avaliam que o sucesso do projeto dependerá diretamente da capacidade técnica e financeira da concessionária vencedora. Uma gestão experiente será determinante para evitar gargalos operacionais e consolidar o Galeão como o principal hub aéreo do Rio de Janeiro.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/RIOGaleão

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Aeroportos

Mega-aeroporto na Etiópia promete ser o maior da África e reforçar conexões globais

A Etiópia deu início, em janeiro, à construção de um empreendimento que pode redefinir o mapa da aviação africana. Localizado a cerca de 40 quilômetros de Adis Abeba, o Aeroporto Internacional de Bishoftu (BIA) foi projetado para se tornar o maior aeroporto da África, com investimentos estimados em US$ 12,5 bilhões — o equivalente a mais de R$ 65 bilhões.

As obras serão executadas em etapas, com previsão de entrega da primeira fase em 2030. O projeto busca consolidar o país como um importante hub aéreo entre a África, a Ásia e o Oriente Médio, além de fortalecer a conectividade regional no próprio continente.

Capacidade inicial para 60 milhões de passageiros

Na fase inicial, o novo terminal contará com duas pistas e um edifício de 660 mil metros quadrados, dimensionado para receber até 60 milhões de passageiros por ano. As etapas seguintes preveem a ampliação para quatro pistas, estacionamento para 270 aeronaves e capacidade total de 110 milhões de passageiros anuais.

Durante a cerimônia de lançamento das obras, em 10 de janeiro, o primeiro-ministro Abiy Ahmed Ali destacou a dimensão do empreendimento. Segundo ele, o aeroporto será o maior projeto de infraestrutura aeroportuária já realizado na África, superando em mais de quatro vezes a capacidade do atual principal aeroporto etíope, que deve atingir seu limite operacional nos próximos dois a três anos.

Arquitetura assinada por Zaha Hadid Architects

O desenho do Aeroporto Internacional de Bishoftu é assinado pelo renomado escritório Zaha Hadid Architects, com sede em Londres. A empresa acumula mais de 950 projetos em 44 países e é responsável por obras emblemáticas, como o Aeroporto Internacional de Pequim-Daxing e a Casa de Ópera de Guangzhou, na China.

De acordo com os arquitetos, o aeroporto foi concebido para atender majoritariamente passageiros em trânsito, funcionando como principal base da Ethiopian Airlines, maior e uma das mais antigas companhias aéreas do continente. A empresa, controlada pelo governo etíope, opera atualmente voos para cerca de 150 destinos em cinco continentes.

Hub internacional com foco em passageiros em conexão

A expectativa é que até 80% dos usuários do novo aeroporto sejam passageiros em conexão internacional, que não precisarão deixar o terminal. Para atender esse público, o projeto inclui um hotel com 350 quartos, além de áreas voltadas à gastronomia, entretenimento e serviços.

Essa configuração reforça o papel do Bishoftu como um dos principais centros de conexão aérea da África, voltado ao fluxo global de passageiros.

Sustentabilidade e integração urbana no projeto

O plano paisagístico prevê o uso de plantas nativas resistentes à seca, com reaproveitamento de árvores replantadas. O projeto também contempla a integração de parques públicos destinados à população local, além de jardins e pátios externos para os viajantes.

No interior, o terminal será estruturado em um eixo central único, com ventilação natural, facilitando a circulação de passageiros entre o edifício principal e os píeres de embarque. O conceito é inspirado no Vale do Rift, formação geológica que atravessa a Etiópia e outros países da região.

Energia limpa e ligação ferroviária de alta velocidade

A infraestrutura inclui sistemas de captação e reaproveitamento de água da chuva, coletada das pistas, pátios e coberturas. A geração de energia contará com painéis fotovoltaicos, reforçando o compromisso com práticas sustentáveis.

Segundo o escritório responsável pelo projeto, o aeroporto será conectado ao centro de Adis Abeba e ao atual Aeroporto de Bole por meio de uma linha ferroviária de alta velocidade, ampliando a integração entre os dois polos aeroportuários do país.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/X-Universe

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Aeroportos

Aeroportos regionais do Sudeste terão R$ 310 milhões para modernização e segurança operacional

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou investimentos de R$ 310,1 milhões para a modernização e o reforço da segurança operacional dos aeroportos regionais do Sudeste no ciclo 2026-2027. Os recursos integram a carteira pública de investimentos da pasta e têm como objetivo ampliar a eficiência da aviação regional, considerada estratégica para a integração entre capitais, polos produtivos e cidades do interior.

A região Sudeste concentra grande parte do fluxo aéreo nacional, com papel central no transporte de passageiros, cargas e no suporte à atividade econômica. Diante desse cenário, os aportes buscam enfrentar gargalos históricos, adequar a infraestrutura aeroportuária ao crescimento da demanda e permitir a diversificação das operações aéreas.

Aviação regional como vetor de desenvolvimento

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os investimentos seguem uma estratégia de desenvolvimento equilibrado. Para ele, fortalecer os aeroportos regionais do Sudeste é essencial para aproximar o interior dos grandes centros urbanos, estimular novos negócios e ampliar oportunidades econômicas.

“A aviação regional é fundamental para garantir crescimento com integração e competitividade, especialmente em uma região que concentra grande parte da atividade econômica do país”, destacou o ministro.

Estudos e projetos estruturam futuras obras

Parte dos recursos, cerca de R$ 13 milhões, será destinada à elaboração de estudos e projetos básicos nos aeroportos de Angra dos Reis e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, além de Salinas, Varginha e Patos de Minas, em Minas Gerais. Essa fase é considerada essencial para garantir intervenções mais eficientes, alinhadas às características operacionais de cada terminal e com maior agilidade na execução das obras.

Estações meteorológicas ampliam segurança dos voos

Outro eixo relevante do programa é a instalação de estações meteorológicas, com investimento de R$ 33,6 milhões. Os equipamentos serão implantados nos aeroportos de Pará de Minas, Pouso Alegre, Teófilo Otoni e Ubaporanga (MG), além de Americana e Piracicaba (SP) e Paraty (RJ).

A ampliação da cobertura meteorológica contribui diretamente para a regularidade dos voos, o planejamento aéreo e a tomada de decisões operacionais, especialmente em uma região com alta densidade de tráfego.

Obras e novo aeroporto ampliam capacidade regional

A carteira de investimentos também prevê obras de infraestrutura aeroportuária em Varginha (MG) e no eixo Rio Claro–Piracicaba (SP), onde está prevista a implantação de um novo aeroporto. A iniciativa deve ampliar a capacidade regional e criar condições para novos fluxos de passageiros e cargas.

O secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, ressaltou o caráter técnico das ações. Segundo ele, o foco está em planejamento, infraestrutura e dados, pilares que aumentam a segurança operacional e a eficiência da malha aérea regional, especialmente em um ambiente operacional complexo como o Sudeste.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Investimentos em aeroportos do Nordeste somam R$ 424,2 milhões em novo pacote federal

O Nordeste será contemplado com R$ 424,2 milhões em investimentos em aeroportos, dentro da nova carteira pública de empreendimentos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para o ciclo 2026/2027. O montante integra um pacote nacional estimado em quase R$ 1,8 bilhão, voltado ao fortalecimento da infraestrutura aeroportuária regional e à ampliação da conectividade aérea.

Estudos, projetos e obras em aeroportos regionais

Os recursos destinados à região serão aplicados em diferentes frentes. Estão previstos estudos e projetos básicos para os aeroportos de Feira de Santana (BA), para o novo aeroporto de Conde (BA) e para o terminal de Iguatu (CE).

Também será realizada a instalação de estações meteorológicas nos aeroportos de Patos (PB), Sobral (CE), Balsas (MA) e Gurupi (TO), medida essencial para reforçar a segurança operacional e a regularidade dos voos.

Além disso, já há verbas destinadas para obras e melhorias de infraestrutura nos aeroportos de Barra do Corda (MA), Bacabal (MA), Santa Inês (MA), Picos (PI) e Ilhéus (BA).

Planejamento para crescimento e desenvolvimento regional

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o objetivo é preparar os aeroportos regionais para acompanhar o crescimento da demanda e impulsionar o desenvolvimento local. “Estamos estruturando uma carteira consistente, com foco em segurança, eficiência e no fortalecimento das cidades atendidas pelos aeroportos”, afirmou.

O secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, destacou que o investimento antecipado em estudos e projetos garante mais agilidade e qualidade na execução das obras. Segundo ele, a adoção de tecnologias modernas reduz riscos e melhora os resultados das intervenções.

Metodologia BIM amplia eficiência das obras

A nova carteira pública de investimentos prevê 34 empreendimentos em 31 aeroportos, distribuídos por 16 estados brasileiros. Um dos diferenciais do programa é a aplicação da Metodologia BIM (Building Information Modelling) em cerca de 65% dos projetos, alinhada à Estratégia BIM BR e à Lei nº 14.133/2021, que rege as contratações públicas.

A metodologia BIM utiliza modelos digitais inteligentes que integram informações como custos, prazos, materiais e manutenção, permitindo maior precisão no planejamento e na execução das obras. Essa abordagem contribui para a redução de erros, aumento da eficiência e melhor gestão dos empreendimentos ao longo de todo o seu ciclo de vida.

Aviação regional como vetor de desenvolvimento

Com os novos investimentos, o Nordeste reforça sua posição estratégica na aviação regional, ampliando a conectividade, estimulando o desenvolvimento econômico e fortalecendo a integração entre cidades de médio e pequeno porte.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fernando Santos Cunha Filho

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Aeroportos

Aeroporto do Recife recebe R$ 60 milhões para obras do terminal intermodal

O Aeroporto Internacional do Recife está recebendo um investimento de R$ 60 milhões para a construção do terminal intermodal, projeto considerado estratégico para a mobilidade urbana e para a integração do aeroporto com a cidade. A obra faz parte de um pacote mais amplo de intervenções que totalizam cerca de R$ 640 milhões, voltadas à ampliação da capacidade operacional, à melhoria da experiência dos passageiros e ao fortalecimento da economia regional.

Investimentos ampliam infraestrutura e conectividade

Durante visita técnica realizada nesta quinta-feira (15), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou que os recursos estão distribuídos em diferentes frentes, como infraestrutura aeroportuária, mobilidade e qualificação urbana. O terminal intermodal, que terá aproximadamente 20 mil metros quadrados de área construída, é uma das principais iniciativas desse conjunto de obras.

Segundo o ministro, os investimentos contribuem diretamente para a modernização do equipamento e para a geração de empregos. “Esse pacote transforma o Aeroporto do Recife em um terminal cada vez mais moderno e conectado à cidade, impulsionando o turismo, os negócios e a economia da Região Metropolitana”, afirmou.

Cronograma e integração com a cidade

O diretor-geral da Aena Brasil, concessionária responsável pela administração do aeroporto, Joaquín Rodríguez, destacou o avanço do cronograma do projeto. A empresa que executará a obra deve ser contratada em março, permitindo maior agilidade na execução dos trabalhos.

Rodríguez enfatizou que o terminal intermodal foi planejado com foco no longo prazo, priorizando a acessibilidade, a integração urbana e a valorização do entorno. O projeto também prevê cuidados especiais com o patrimônio histórico da área, respeitando os critérios de preservação exigidos.

Mobilidade urbana e experiência do passageiro

O novo terminal intermodal reunirá, em um único espaço, o acesso a ônibus urbanos, táxis, transporte por aplicativo e veículos particulares, organizando o fluxo de passageiros no embarque e desembarque. A proposta inclui ainda a integração com ciclovias e melhorias no entorno, incentivando a mobilidade ativa e facilitando o deslocamento até o aeroporto.

Recife se consolida como polo logístico do Nordeste

Para o prefeito do Recife, João Campos, o empreendimento representa um avanço estrutural para a capital pernambucana. Ele destacou que o aeroporto já movimenta quase 10 milhões de passageiros por ano, consolidando-se como um dos principais terminais do país fora do eixo Sudeste.

“O terminal intermodal qualifica a experiência de quem chega à cidade, organiza o sistema de transporte e reforça o Recife como capital logística do Nordeste”, afirmou.

Preservação histórica e desenvolvimento regional

Além das melhorias operacionais, o conjunto de obras contempla ações de preservação do patrimônio histórico e cultural, já que a área possui tombamento federal e estadual. Estão previstas a recuperação de painéis artísticos, o restauro da Praça Ministro Salgado Filho e a implantação de uma ciclovia no entorno, em parceria com a prefeitura.

Com esses investimentos, o Aeroporto do Recife reforça seu papel estratégico na conectividade aérea do Nordeste, na atração de novos negócios e na consolidação do terminal como vetor de desenvolvimento urbano, logístico e turístico de Pernambuco.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Aeroportos

Aeroporto de Guarulhos recebe novo plano de investimentos de R$ 2,5 bilhões

O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, terá um novo ciclo de investimentos estimado em R$ 2,5 bilhões até 2029. O plano foi apresentado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a concessionária GRU Airport e tem como foco a ampliação da capacidade operacional, o reforço da segurança e a melhoria da experiência dos passageiros.

As intervenções buscam preparar o maior aeroporto do Brasil para o crescimento da demanda aérea nacional e internacional, mantendo o terminal como principal porta de entrada de turistas estrangeiros no país.

Guarulhos concentra grande parte do fluxo aéreo do Brasil

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que o aeroporto responde atualmente por 15% da movimentação aérea nacional e por 29% do fluxo internacional de passageiros. Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o terminal tem papel estratégico para o desenvolvimento do setor.

Segundo o ministro, cada melhoria em Guarulhos gera impacto direto na economia, com mais empregos, renda e oportunidades. Ele destacou ainda que o atual ciclo de investimentos representa uma retomada após anos sem obras estruturantes relevantes, elevando o nível de conforto e competitividade da aviação brasileira.

Investimentos privados elevam aportes para mais de R$ 4 bilhões

Além do plano anunciado pela concessionária, o ministro ressaltou que os investimentos privados mobilizados pela Portaria 93 e pelo programa Investe+ Aeroportos somam cerca de R$ 1,8 bilhão. Com isso, o volume total de aportes em Guarulhos ultrapassa R$ 4 bilhões.

Para o governo federal, esse conjunto de obras consolida o aeroporto como um dos principais hubs aéreos do hemisfério sul, fortalecendo o turismo e impulsionando a economia em diferentes regiões do país.

Maior ciclo de obras desde a inauguração do aeroporto

Durante a apresentação, o diretor-presidente da GRU Airport, Osvaldo Garcia, afirmou que o novo plano representa o maior volume de investimentos desde a inauguração do aeroporto, há mais de 40 anos. Estão previstas mais de 25 intervenções, incluindo expansão de terminais, modernização dos sistemas de bagagens, obras em pistas e pátios e o retrofit completo do Terminal 2.

O pacote também contempla a renovação da frota de ônibus internos e a atualização do sistema elétrico, seguindo padrões internacionais de segurança e eficiência operacional.

Repactuação do contrato viabiliza retomada de obras

A execução do novo plano foi viabilizada após a repactuação do contrato de concessão, homologada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em outubro de 2024. A medida permitiu retomar obras estruturantes e estender o contrato até novembro de 2033.

Esse novo marco regulatório fortaleceu a relação entre o governo federal, o TCU e as concessionárias e resultou na criação do Programa AmpliAr, que já leiloou 13 aeroportos no Nordeste e na Amazônia Legal, com previsão de R$ 730 milhões em investimentos para ampliar a aviação regional.

Segurança reforçada e novas tecnologias

O plano de investimentos inclui ainda a ampliação da Delegacia da Polícia Federal no aeroporto, com a instalação de scanners corporais, sistemas de leitura facial, 98 equipamentos de raio-x e 16 unidades EDS Standard 3, elevando o nível de controle e segurança do terminal.

Também estão previstas melhorias nos pátios, pistas de táxi e a adoção de tecnologias avançadas de monitoramento e resposta a emergências, contribuindo para maior eficiência operacional e qualidade no atendimento aos passageiros.

Com esse conjunto de ações, o Governo Federal e a concessionária buscam garantir que o Aeroporto Internacional de Guarulhos mantenha padrões elevados de segurança, eficiência e conectividade, reforçando sua posição como um dos principais aeroportos da América Latina.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Evento

Aviation Infra Summit 2025 reforça debate sobre infraestrutura aeroportuária no Brasil

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em parceria com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), promoveu em 26 de novembro o Aviation Infra Summit (AIS) 2025, encontro dedicado aos principais desafios e tendências da infraestrutura aeroportuária brasileira. O evento ocorreu no auditório da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em Brasília, e reuniu representantes da academia, especialistas e lideranças do setor privado.

Integração do ecossistema e comunicação com a sociedade
Durante a abertura, o diretor-presidente Tiago Faierstein destacou a importância da integração entre os atores da aviação civil para o desenvolvimento sustentável do setor. Segundo ele, nenhum sistema de aviação é bem-sucedido sem cooperação e apoio estatal. Faierstein também enfatizou a adoção de linguagem simples como ferramenta essencial para aproximar a sociedade das discussões sobre políticas e serviços aéreos.

Ambiente colaborativo e boas práticas regulatórias
O AIS 2025 foi estruturado para promover um ambiente de colaboração e troca de experiências, incentivando a disseminação de boas práticas regulatórias, o fortalecimento da segurança operacional e o debate sobre políticas públicas, investimentos e gestão de risco. A proposta foi aprofundar temas que impactam diretamente a eficiência e a sustentabilidade das operações aéreas no país.

Programação abrange políticas públicas e aviação regional
A programação começou com uma mesa-redonda sobre os principais entraves e oportunidades das políticas públicas de aviação. Em seguida, foram apresentados estudos e planejamentos voltados ao investimento em aeroportos regionais, ampliando o debate sobre o fortalecimento da aviação regional no Brasil.

A visão acadêmica trouxe análises sobre tendências e perspectivas para o segmento, preparando o público para um painel focado nos desafios operacionais sob a ótica da gestão aeroportuária e da segurança operacional, com destaque para estratégias de mitigação de riscos.

Gestão de risco e responsabilidade compartilhada
No período da tarde, dois novos painéis reforçaram a importância da integração entre operadores aéreos e aeroportuários. O primeiro tratou de boas práticas de gerenciamento de risco, reunindo diferentes visões do setor. O painel de encerramento trouxe reflexões sobre a responsabilidade compartilhada como elemento chave para operações mais eficientes e seguras.

Tendências regulatórias da Anac
O evento foi finalizado com a apresentação dos Trend Topics Anac, espaço dedicado às prioridades regulatórias da agência e às diretrizes que orientam suas ações futuras.

Direcionado a profissionais da área, o AIS 2025 consolidou-se como um fórum estratégico para o intercâmbio de conhecimento técnico e o fortalecimento das relações institucionais no debate sobre infraestrutura aeroportuária no Brasil.

FONTE: Anac
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Anac

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Aeroportos

Aviação regional no Sul do Brasil já representa um terço do tráfego aéreo em 2025

Setor registra 33,77% da movimentação nacional; capitais lideram, mas aeroportos regionais ampliam a conectividade e impulsionam turismo e economia.

A aviação regional no Sul do Brasil consolidou seu crescimento em 2025 e já responde por 33,77% de todo o tráfego aéreo nacional. O avanço é resultado da combinação entre a movimentação intensa nas capitais — Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis — e a expansão dos aeroportos de menor porte, que fortalecem o turismo, os negócios e a logística em cidades estratégicas.

Capitais lideram fluxo de passageiros

Somente em agosto, o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, registrou 599,4 mil passageiros. Curitiba aparece em seguida, com 495,2 mil embarques e desembarques, e Florianópolis contabilizou 310,4 mil passageiros no período.
Esses terminais seguem como os principais hubs da aviação regional no Sul do Brasil, com operações domésticas e internacionais cada vez mais estruturadas.

Aeroportos regionais reforçam integração

Além das capitais, aeroportos regionais vêm ganhando protagonismo na conectividade aérea. Entre os destaques, estão:

  • Navegantes – 180 mil passageiros
  • Maringá – 78,7 mil
  • Londrina, Joinville e Chapecó – entre 44 mil e 57 mil passageiros cada

Esses terminais têm papel estratégico na integração entre os estados, no escoamento da produção local e no estímulo ao turismo regional.

Investimentos federais e parcerias aceleram expansão

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a evolução do setor reflete os investimentos realizados em infraestrutura. Ele destaca que a modernização dos aeroportos melhora a qualidade dos serviços, aumenta a conectividade e favorece o desenvolvimento econômico das regiões atendidas.

Entre as ações em andamento estão:

  • R$ 13,6 milhões destinados a sistemas de aproximação de precisão (PAPIs) em 13 aeroportos regionais;
  • Melhorias estruturais voltadas à segurança operacional;
  • Concessões e parcerias público-privadas para manutenção e ampliação de terminais, como:
    • Passo Fundo (R$ 66,24 milhões)
    • Santo Ângelo (R$ 35,99 milhões)
  • Obras de acesso para facilitar o transporte de cargas e passageiros.

Voos internacionais fortalecem conexões

A expansão da aviação regional no Sul do Brasil também se estende ao mercado internacional. Em agosto, Florianópolis concentrou 52,47% da movimentação aérea internacional da região, seguida por Porto Alegre (31,27%) e Curitiba (13,26%).

Com fluxo voltado ao turismo, logística e negócios, os terminais do Sul intensificam a integração com grandes centros econômicos do Brasil e do exterior.

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: Julio Cavalheiro/Divulgação

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