Transporte

Evergreen encomenda 23 navios porta-contêineres de médio porte com entregas entre 2028 e 2029

A Evergreen Marine confirmou a encomenda de 23 navios porta-contêineres de médio porte, com entregas previstas entre 2028 e 2029. O novo programa de construção será executado em estaleiros chineses e amplia a estratégia de crescimento e renovação da frota da armadora, segundo informações divulgadas pela Alphaliner.

Estaleiros chineses concentram o novo programa de construção

Os contratos foram distribuídos entre os estaleiros Yangzijiang Shipbuilding e CSSC Guangzhou Wenchong Shipyard. As encomendas serão formalizadas por meio da Evergreen Marine (Asia), subsidiária da companhia registrada em Singapura.

O plano contempla:

  • 7 navios de 5.900 TEUs, que serão construídos pela Yangzijiang Shipbuilding;
  • 16 navios de 3.100 TEUs, que ficarão a cargo do estaleiro Guangzhou Wenchong.

Com essa nova rodada de investimentos, a Evergreen passa a contar com uma carteira total de 53 navios encomendados, considerando pedidos anteriores.

Propulsão convencional com foco em flexibilidade futura

Apesar de optar por propulsão convencional, a Evergreen pretende que as novas embarcações sejam preparadas para adaptações futuras, possibilitando a conversão para combustíveis alternativos, como metanol ou gás natural liquefeito (GNL). A medida segue a tendência do setor marítimo de buscar maior flexibilidade diante das exigências ambientais e regulatórias.

As primeiras entregas estão previstas para meados de 2028, com conclusão do cronograma ao longo de 2029.

Valores variam conforme porte e especificações técnicas

De acordo com a armadora, os valores dos contratos variam conforme o tamanho e o nível de especificação de cada navio:

  • Entre US$ 67 milhões e US$ 82 milhões para as embarcações maiores;
  • Entre US$ 46 milhões e US$ 56 milhões para os navios de menor porte.

O custo final dependerá das soluções técnicas e dos equipamentos definidos para cada unidade.

Projetos consagrados no segmento de médio porte

O estaleiro Guangzhou Wenchong será responsável por uma variante do projeto “Wenchong Swan 3100”, modelo já conhecido pela Evergreen. Atualmente, a armadora opera 11 navios dessa classe, identificados internamente como “Classe Ever-V”.

Já a Yangzijiang Shipbuilding costuma trabalhar com projetos desenvolvidos pelo Instituto Chinês de Projeto e Pesquisa de Navios Mercantes (MARIC). Nesse segmento, o modelo “MARIC Hercules 6000” é frequentemente adotado, embora o projeto final das novas unidades ainda não tenha sido oficialmente confirmado.

Fonte: Mundo Marítimo (com informações da Alphaliner).

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO MUNDO MARÍTIMO

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Portos

Wilson Sons lança novo rebocador e reforça renovação da frota portuária

A Wilson Sons avançou em seu plano de renovação da frota com o lançamento do rebocador WS Halcyon, realizado no Rio de Janeiro. A embarcação é a primeira de um conjunto de três novos rebocadores desenvolvidos para atuar em manobras de atracação e desatracação de navios de grande porte.

Características técnicas ampliam segurança e desempenho operacional
Construído no estaleiro próprio da Wilson Sons, localizado no Guarujá (SP), o WS Halcyon possui 23 metros de comprimento e 12 metros de boca, além de propulsão azimutal e tração estática de 70 toneladas. O rebocador conta ainda com um avançado sistema de combate a incêndio, capaz de lançar até 2,4 milhões de litros de água por hora, elevando os níveis de segurança nas operações portuárias.

Novas entregas previstas até 2026
Segundo a companhia, outros dois rebocadores da classe 2312 seguem em construção no estaleiro da empresa, com entregas programadas ao longo de 2026. Com a conclusão da série, a Wilson Sons atingirá o total de 155 embarcações construídas em suas próprias instalações, reforçando sua atuação na indústria naval brasileira.

Investimentos sustentam estratégia de crescimento da frota
O CEO da empresa, Arnaldo Calbucci, afirmou que a incorporação das novas unidades integra o plano contínuo de modernização da frota, atualmente composta por mais de 80 embarcações. Para o executivo, o investimento está alinhado ao compromisso da companhia com operações mais seguras, eficientes e sustentáveis.

“Ao iniciar este novo ciclo de construção com o WS Halcyon, reforçamos nossa estratégia de oferecer soluções portuárias cada vez mais confiáveis e alinhadas às melhores práticas ambientais”, destacou Calbucci.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Transporte

Novas embarcações da Petrobras ampliam e triplicam a capacidade de transporte de GLP

A Petrobras, em parceria com a subsidiária Transpetro, anunciou um investimento de R$ 2,9 bilhões para a aquisição de novas embarcações destinadas ao transporte de combustíveis. O pacote inclui cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores, ampliando de forma significativa a estrutura logística da companhia.

Com a incorporação dos novos navios, a frota de gaseiros da Transpetro passará de seis para 14 unidades, o que permitirá triplicar a capacidade de transporte de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) e de outros derivados, segundo a estatal.

Eficiência energética e redução de emissões

De acordo com a Petrobras, os novos gaseiros foram projetados para operar com maior eficiência energética, consumindo até 20% menos energia. As embarcações também devem reduzir em cerca de 30% as emissões de gases de efeito estufa, além de estarem aptas a operar em portos eletrificados, alinhando-se às metas ambientais da companhia.

A ampliação da frota própria tem como objetivo principal diminuir a dependência de embarcações afretadas, aumentando a flexibilidade operacional e a eficiência no escoamento de GLP e outros produtos estratégicos.

Entrada na navegação interior amplia alcance logístico

A aquisição das barcaças e empurradores marca a entrada da Transpetro na navegação interior, que envolve operações em águas abrigadas ou parcialmente abrigadas, como rios, lagos, canais e baías. Com essa estrutura, a empresa passará a contar com frota própria para abastecimento em polos considerados estratégicos, como Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS).

Programa Mar Aberto impulsiona renovação da frota

As novas embarcações integram o Programa Mar Aberto, iniciativa voltada à renovação e ampliação da frota do Sistema Petrobras. Os contratos de construção foram assinados na terça-feira (20), durante cerimônia realizada em Rio Grande (RS), com a presença de autoridades federais.

O programa prevê investimentos estimados em US$ 6 bilhões entre 2026 e 2030, o equivalente a aproximadamente R$ 32 bilhões. O plano inclui a construção de 20 navios de cabotagem, além das 18 barcaças e 18 empurradores, e o afretamento de 40 embarcações de apoio para dar suporte às atividades de exploração e produção (E&P).

Construção distribuída em três estados

As embarcações contratadas serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros localizados em três estados brasileiros. No Rio Grande do Sul, o Estaleiro Rio Grande ficará responsável pela construção dos gaseiros. No Amazonas, o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia produzirá as 18 barcaças. Já em Santa Catarina, a Indústria Naval Catarinense será encarregada da construção dos empurradores.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Investimento

Indústria Naval de SC recebe impulso de R$ 2,3 bilhões para construção de embarcações em Navegantes

Presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, celebra a retomada do setor que deve gerar mais de 1.200 empregos diretos e fortalecer a cadeia de pequenos fornecedores no estado.

O setor naval de Santa Catarina inicia 2026 com um marco histórico para sua economia. O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou a liberação de R$ 2,3 bilhões em recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para a construção de seis embarcações de apoio marítimo (offshore) no estaleiro Navship, localizado em Navegantes. O investimento, operado pelo BNDES, marca a consolidação da retomada da indústria naval catarinense como motor de desenvolvimento nacional.

O projeto foca na construção de embarcações de alta tecnologia, equipadas com sistemas híbridos de combustível, alinhando o polo naval catarinense à agenda global de sustentabilidade e transição energética. Para o presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, o investimento é o reflexo de uma política econômica que voltou a priorizar a produção nacional. “Estamos testemunhando a volta por cima da indústria naval em Santa Catarina. Esse investimento de R$ 2,3 bilhões é uma prova concreta de que o Brasil voltou a acreditar no seu potencial produtivo. Para nós, isso significa estaleiros cheios, tecnologia de ponta e, acima de tudo, dignidade para o trabalhador catarinense que é referência mundial em qualificação”, afirma Lima.

Impacto nos Pequenos Negócios
Além dos 1.200 empregos diretos no estaleiro, a movimentação financeira deve atingir centenas de micro e pequenas empresas catarinenses que compõem a cadeia de suprimentos, desde a metalurgia especializada até serviços de logística e alimentação. Décio Lima reforça que o impacto social é o principal benefício desse aporte: “A retomada da indústria naval não beneficia apenas as grandes empresas; ela irriga toda uma rede de pequenos negócios fornecedores. É um ciclo de prosperidade que gera renda e movimenta o comércio local, garantindo que o valor gerado aqui permaneça em solo catarinense”, completa o presidente do Sebrae.

Ciclo de Investimentos
Durante o anúncio, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que Santa Catarina é peça fundamental no plano estratégico do Governo Federal para o setor portuário e naval até 2029. “Estamos vivendo um ciclo histórico de investimentos. Na indústria naval, mais que dobramos os empregos em menos de três anos. Isso reforça que o maior programa social do país é a geração de emprego e renda, que garante dignidade e desenvolvimento para o Brasil”, pontuou o ministro. Com o desembolso inicial de R$ 134 milhões já realizado, as obras no estaleiro Navship devem ganhar ritmo acelerado nas próximas semanas, consolidando a região da Foz do Rio Itajaí como o principal polo de construção naval do país.

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Informação

Construção de embarcações em Santa Catarina recebe R$ 1,98 bilhão com apoio do Fundo da Marinha Mercante

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou nesta quarta-feira (21), em Navegantes (SC), a liberação de R$ 1,98 bilhão para a construção de embarcações de apoio offshore em Santa Catarina. Os recursos serão financiados pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM), com intermediação do BNDES.

Do total previsto, R$ 134 milhões já tiveram contratação formalizada, dando início aos projetos que integram a política de fortalecimento da indústria naval brasileira.

Seis embarcações vão atender plataformas de petróleo

O financiamento contempla a construção de seis embarcações do tipo PSV (Platform Supply Vessel), utilizadas no suprimento logístico de plataformas de petróleo. Esse tipo de navio é essencial para o transporte de cargas, equipamentos e insumos em operações no mar.

A ampliação da frota de apoio offshore é considerada estratégica para atender à demanda do setor de óleo e gás e para reduzir a dependência de embarcações estrangeiras.

Geração de empregos e impacto regional

A expectativa é de que os projetos gerem cerca de 1.200 empregos diretos durante a fase de construção, com reflexos positivos na economia local, na cadeia produtiva naval e nos serviços associados em Santa Catarina.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o investimento reforça o papel do estado como polo relevante da indústria naval e contribui para o desenvolvimento tecnológico e industrial do setor marítimo nacional.

Credenciamento de imprensa

Veículos de comunicação interessados em acompanhar o evento devem solicitar credenciamento pelo e-mail ascom@mpor.gov.br, informando nome completo, CPF e veículo de imprensa. Não haverá transmissão ao vivo.

Serviço

O quê: Anúncio de financiamento para construção de embarcações de apoio marítimo
Quando: quarta-feira, 21 de janeiro
Horário: 11h
Onde: Estaleiro Navship – Rua Orlando Ferreira, 305 – Machados, Navegantes (SC)

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Portos

Porto de Rio Grande receberá R$ 24 bilhões em investimentos em celulose e logística de exportação

O Porto de Rio Grande (RS) será palco de um dos maiores ciclos de investimentos privados da história do estado. O governo federal anunciou, nesta terça-feira (20), um pacote de aproximadamente R$ 24 bilhões voltado à expansão da indústria de celulose e à modernização da logística de exportação, além de novos aportes na renovação da frota de apoio marítimo.

A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e marcou a formalização do contrato de adesão do Terminal de Uso Privado (TUP) do Projeto Natureza, da empresa CMPC, no Porto de Rio Grande, além da assinatura de contratos do Programa Mar Aberto.

Celulose e logística concentram maior volume de recursos

Do total anunciado, a maior fatia será destinada à implantação de uma nova unidade industrial de produção de celulose em Barra do Ribeiro (RS) e à estruturação da cadeia logística necessária para o escoamento da produção. A expectativa é ampliar significativamente a capacidade de exportação do setor no estado.

Paralelamente, os contratos do Programa Mar Aberto somam R$ 2,8 bilhões e têm como foco a construção de novas embarcações, com efeitos diretos sobre a indústria naval brasileira e a logística marítima.

Governo aposta no porto como motor de desenvolvimento

Durante o evento, o presidente Lula destacou que a estratégia do governo é recolocar o Porto de Rio Grande como um eixo central do desenvolvimento nacional. Segundo ele, investimentos em infraestrutura portuária impactam diretamente a geração de emprego e renda, o fortalecimento da indústria e a redução de custos para a população.

Na mesma linha, o ministro Silvio Costa Filho afirmou que o projeto representa um avanço relevante em eficiência logística, com redução de custos operacionais e aumento da competitividade das exportações brasileiras. Para ele, a integração entre porto e hidrovias cria um ambiente mais atrativo para novos investimentos produtivos.

Impacto regional e geração de empregos

O Projeto Natureza deve alcançar mais de 75 municípios do Rio Grande do Sul. Durante a fase de obras, a previsão é de cerca de 12 mil postos de trabalho, além de aproximadamente 1,5 mil empregos permanentes após a conclusão.

Com a ampliação da produção, o volume anual de escoamento deve ultrapassar 4,3 milhões de toneladas de celulose, o que impulsionou a criação de dois novos Terminais de Uso Privado, em Rio Grande e Barra do Ribeiro, com investimentos estimados em R$ 1,4 bilhão.

Terminal terá alta capacidade operacional

O TUP do Porto de Rio Grande foi projetado para movimentar até 9 milhões de toneladas por ano a partir do 11º ano de operação. A estrutura contará com capacidade de armazenagem de aproximadamente 194 mil toneladas e permitirá a operação simultânea de dois navios.

A estimativa é de geração de mais de 400 empregos diretos, cerca de 2.100 indiretos e outros 1.500 postos de trabalho durante a fase de construção. O contrato de adesão do terminal foi assinado em 7 de janeiro de 2026.

Maior investimento privado da história do RS

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ressaltou que o empreendimento representa o maior investimento privado já realizado no estado. Segundo ele, uma área que permanecia sem uso desde 2014 passa agora a desempenhar um papel estratégico no transporte e exportação de celulose, com reflexos diretos na economia gaúcha.

Programa Mar Aberto fortalece indústria naval

Além do projeto portuário, a cerimônia incluiu a assinatura dos contratos do Programa Mar Aberto, iniciativa da Petrobras voltada à renovação da frota de apoio marítimo. Os recursos serão aplicados na construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores.

As embarcações serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros do Rio Grande do Sul, Amazonas e Santa Catarina, com potencial de geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos.

Para a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, os contratos estão alinhados à estratégia de retomada da indústria naval e offshore, com a estatal atuando como indutora do desenvolvimento econômico e logístico do país.

Habitação integra agenda de desenvolvimento

Ainda em Rio Grande, a agenda oficial incluiu a entrega de 1.276 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades, reforçando a articulação entre investimentos em infraestrutura logística, desenvolvimento regional e políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Indústria

Fundo da Marinha Mercante destina R$ 218 milhões para projetos no Sul do Brasil

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou a destinação de R$ 218,8 milhões para projetos no Sul do país, com foco na ampliação da frota, modernização de estaleiros e fortalecimento da cadeia produtiva naval. Os recursos foram autorizados durante a última reunião de 2025 do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), realizada em 17 de dezembro e coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).

Apoio estratégico ao desenvolvimento industrial

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os investimentos reforçam o papel estratégico do FMM no crescimento da indústria nacional.
“Estamos utilizando o Fundo da Marinha Mercante como instrumento de desenvolvimento. Esses projetos impulsionam inovação, competitividade e geração de empregos, além de fortalecer um setor essencial para o país”, afirmou.

Projetos beneficiam Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Os recursos aprovados contemplam empreendimentos nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, regiões reconhecidas como polos relevantes da indústria naval brasileira.

Em Santa Catarina, os investimentos incluem modernização de estaleiros, construção de embarcações para navegação interior, transporte de passageiros, apoio portuário e operações marítimas. As iniciativas ampliam a capacidade produtiva local e fortalecem atividades como docagem, reparo e construção naval.

Já no Rio Grande do Sul, os recursos serão aplicados na modernização de embarcações voltadas à navegação interior, com foco em eficiência operacional, segurança e confiabilidade do transporte hidroviário.

Impacto regional e geração de empregos

De acordo com o ministro, os aportes reforçam o compromisso do governo federal com o desenvolvimento regional.
“Cada projeto aprovado significa mais empregos, renda e oportunidades, além de fortalecer a logística nacional e a competitividade do setor naval”, destacou.

Ano histórico para o Fundo da Marinha Mercante

A reunião que aprovou os investimentos no Sul encerrou um ano histórico para o FMM. Somente nesta 61ª reunião, foram autorizados R$ 5 bilhões em projetos em todo o país. No acumulado de 2025, o volume aprovado chegou a R$ 32,1 bilhões, com potencial de gerar milhares de empregos diretos e indiretos e impulsionar a indústria naval brasileira.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Detroit Brasil

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Logística

Fundo da Marinha Mercante aprova projetos com R$ 5 bilhões em investimentos para o setor naval

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou novos projetos que somam R$ 5 bilhões em investimentos, reforçando a retomada da indústria naval brasileira e da navegação interior. As decisões foram tomadas durante a 61ª Reunião Ordinária do Conselho Diretor do Fundo (CDFMM), realizada nesta quarta-feira (17), sob coordenação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).

Projetos aprovados impulsionam emprego e logística

Ao todo, o colegiado autorizou 25 novos projetos, que totalizam R$ 3,8 bilhões, além da reapresentação de nove propostas, no valor adicional de R$ 1,2 bilhão. Somadas, as iniciativas têm potencial para gerar 9.662 empregos diretos e ampliar a capacidade logística em diferentes regiões do país.

Com os novos aportes, o volume de projetos aprovados pelo FMM em 2025 alcança R$ 32,1 bilhões, o maior já registrado desde a criação do Fundo, em 1958.

Destaques incluem Arco Norte e frota da Transpetro

Entre os principais projetos está o da Mobile Port Logística e Navegação Ltda., que prevê a construção de 93 embarcações, entre balsas, rebocadores, empurradores e uma estação de transbordo flutuante. O investimento estimado é de R$ 1,07 bilhão, com impacto direto na logística do Arco Norte.

Também foi aprovado o projeto da Transpetro, que contempla a construção de 36 embarcações — 18 barcaças e 18 empurradores — com investimento de R$ 616 milhões. A iniciativa encontra-se atualmente em fase de licitação.

Governo reforça estratégia para a indústria naval

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números confirmam a prioridade dada pelo Governo Federal ao setor. Segundo ele, o Fundo da Marinha Mercante é um instrumento essencial para modernizar a frota nacional, ampliar a eficiência logística e estimular o desenvolvimento regional, com geração de emprego e renda.

O secretário executivo do MPor e presidente do CDFMM, Tomé Franca, destacou que os projetos aprovados estão alinhados às demandas estruturantes do setor. De acordo com ele, o Fundo garante previsibilidade aos investimentos e apoia desde a renovação da frota até melhorias na infraestrutura portuária.

Contratações atingem maior volume em 13 anos

Durante a reunião, também foram apresentados os resultados do FMM em 2025. Até o momento, R$ 7,3 bilhões já foram contratados, o maior montante dos últimos 13 anos. Até novembro, os recursos de crescimento somaram R$ 1,5 bilhão, consolidando a recuperação da indústria naval.

Recursos do Fundo Clima fortalecem agenda ambiental

O FMM destinou ainda R$ 4,2 bilhões ao Fundo Clima (EcoInvest), voltados à modernização de hidrovias e portos, ao apoio a comunidades ribeirinhas e à redução de emissões de carbono no transporte aquaviário.

Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a iniciativa reforça o compromisso ambiental do setor. Ele destacou que a descarbonização da navegação e da infraestrutura aquaviária é um dos eixos centrais da política pública, especialmente com foco na Amazônia e na integração com a bioeconomia.

Próxima rodada de projetos já tem data definida

A próxima análise de propostas pelo CDFMM está prevista para a 62ª Reunião Ordinária, marcada para 19 de março de 2026. Os projetos poderão ser apresentados até 19 de janeiro de 2026.

Após a aprovação, os empreendimentos terão prazo de até 450 dias para formalizar a contratação do financiamento, podendo ser reduzido para 180 dias em casos de prorrogação.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPOR

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Negócios

Indústria naval europeia deverá pagar USD 2,9 bilhões na primeira cobrança do RCDE da UE

O setor naval europeu enfrenta um desembolso estimado de 2,9 bilhões de dólares antes de 30 de setembro, como parte do primeiro pagamento obrigatório do Regime de Comércio de Emissões da União Europeia (RCDE UE), correspondente às emissões de CO₂ reportadas durante 2024, segundo uma análise da Drewry.

O valor é calculado com base no preço atual dos Direitos de Autorização de Emissão (EUA), que gira em torno de 70 euros por tonelada, e representa 40% das emissões totais geradas por aproximadamente 13.000 navios que operaram em rotas com escalas em portos da UE. No total, estima-se que essas embarcações emitiram 90 milhões de toneladas de CO₂ em 2024, um aumento de 14% em relação ao ano anterior.

Grande parte do aumento nas emissões é atribuída a fatores geopolíticos, que forçaram muitos navios a utilizarem rotas mais longas pelo Cabo da Boa Esperança, em vez do Canal de Suez.

De acordo com a análise da Drewry, se as emissões permanecerem estáveis e o alcance do RCDE UE for ampliado para incluir todos os gases de efeito estufa em 2026, o custo total de conformidade poderá chegar a 7,5 bilhões de dólares por ano.

O impacto econômico não será homogêneo. Em média, um navio RoPax (mistos de carga e passageiros) ou de passageiros deverá pagar cerca de 1 milhão de dólares, enquanto os porta-contêineres enfrentarão encargos de cerca de 500 mil dólares por unidade.

Para mitigar o impacto financeiro e ambiental, empresas como Maersk, CMA CGM e Hapag-Lloyd já implementaram sobretaxas específicas e oferecem serviços de transporte com menor pegada de carbono, por meio do uso de biocombustíveis, metanol verde e tecnologias de eficiência energética.

“O aumento das regulamentações sobre gases de efeito estufa sinaliza uma mudança decisiva nas práticas globais do transporte marítimo, marcando o fim da era das reduções voluntárias de emissões e, em seu lugar, exigindo responsabilidade dos poluidores. Para os armadores e operadores, o desafio não está apenas em cumprir esses requisitos, mas também em aproveitá-los como catalisadores de inovação, eficiência e competitividade de longo prazo”, destacou a Drewry no relatório.

“Com a transição para emissões líquidas zero já em andamento, os operadores de navios que agirem antecipadamente posicionarão suas embarcações para uma competitividade sustentável e uma longa vida útil no mercado”, concluiu o documento.

Fonte: Portal Portuário

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Economia, Gestão, Informação, Investimento, Notícias

Porto de Itaguaí, no Rio, terá R$ 3,6 bilhões em investimentos

Terminal vai movimentar 20 milhões de toneladas por ano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta sexta-feira (21), da cerimônia de assinatura do contrato de concessão do terminal ITG02, em Itaguaí, no estado do Rio de Janeiro. Arrematado pela Cedro Participações S.A. em leilão em dezembro passado, o terminal receberá R$ 3,6 bilhões em investimentos iniciais da concessionária para construção e operação.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, é o maior valor já obtido em leilões do setor. Para o governo federal, a implantação do terminal é um marco para o setor portuário no estado do Rio e tem a previsão de gerar até cinco mil empregos diretos e indiretos durante as obras e operação.

Parceria

Em discurso, Lula destacou a importância da parceria do setor público e privado para o desenvolvimento do país e elogiou a visão empreendedora do presidente do conselho da Cedro Participações, Lucas Kallas.

“Desde que ele foi levado na minha sala, […] eu descobri na hora que estava conversando com o empresário sério, com o empresário com uma visão nacional muito interessante, com o empresário que antes de tudo ama o Brasil, acredita no Brasil e torce pelo crescimento do Brasil”, disse o presidente.

“Não é todo empresário que pensa assim. Tem empresário que vai no governo, conversa, pede as coisas e ainda sai falando mal do governo. Tem empresário que recebe bilhões de investimentos e, quando deixa a sala do presidente, a imprensa pergunta: ‘E daí, tudo bem?’, [ele responde:] ‘Foi suficiente’? Ou seja, nunca as pessoas agradecem aquilo que receberam. E o Lucas, ao anunciar esse investimento hoje aqui é uma demonstração que ele começou como pequeno, mas com vontade de ser grande”, acrescentou Lula.

Com 250 mil metros quadrados de área, o terminal da Cedro Participações terá capacidade para movimentar 20 milhões de toneladas por ano e deverá impulsionar a produção portuária local em um terço. As operações deverão se concentrar na movimentação, armazenagem e distribuição de minério de ferro.

Indústria naval

O governo também anunciou, hoje, a utilização dos recursos de 2024 e 2025 do Fundo da Marinha Mercante, destinado a prover financiamento para o desenvolvimento da Marinha Mercante e da indústria de construção naval.

Foram firmados contratos de R$ 5,49 bilhões, o maior valor desde 2012. Esses recursos serão destinados a 15 novos contratos que abrangem 565 obras para navegação interior, apoio marítimo, apoio portuário e cabotagem, além da reparação naval brasileira.

Saúde

Lula dormirá no Rio de Janeiro e, neste sábado (21), está prevista sua participação no evento de 45 anos do Partido dos Trabalhadores (PT). O presidente deve retornar a Brasília ainda no sábado.

Ontem (20), Lula esteve em São Paulo e passou por uma série de exames de rotina.

Eles já estavam programados, mas precisaram ser adiados em razão do procedimento cirúrgico na cabeça, em dezembro de 2024, após o acidente doméstico do presidente.

De acordo com o boletim médico, “todos os exames realizados estão dentro da normalidade, inclusive a tomografia de crânio para controle pós-operatório”. No evento de hoje, Lula falou sobre os resultados.

“Cinco horas e meia dentro do hospital. Fiz exame de tudo, exame da cabeça, do coração, de tudo que vocês possam imaginar. Quando terminei os exames, 11h30 da noite, os médicos falaram: ‘Lulinha, você tem 70, com saúde de 30 e com vontade política de 20’. […] Então, se alguém pensava que eu ia parar de fazer política por causa da cabeça, eu quero dizer…se preparem que o Lulinha está melhor aos 79 do que quando ele tinha 50”, disse o presidente.

FONTE: Agencia Brasil
Porto de Itaguaí, no Rio, terá R$ 3,6 bilhões em investimentos | Agência Brasil

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