Exportação

Brasil e Indonésia assinam acordo para início de exportação de carne bovina

Com cerca de 283 milhões de habitantes, país asiático tem a quarta maior população do mundo

governo do Brasil e da Indonésia assinaram nesta terça-feira (19) um acordo com os requisitos sanitários necessários para começar a exportação de carne bovina com osso, miúdos bovinos, produtos cárneos e preparados de carne brasileiros para o país asiático.

Segundo o MRE (Ministério das Relações Exteriores) e o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), a medida representa “uma conquista importante” para o país, que já é o maior exportador de carne bovina do mundo.

Além disso, “fortalece a parceria comercial com a Indonésia, que em 2024 importou US$ 4,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, especialmente dos complexos sucroalcooleiro e da soja, fibras e produtos têxteis”.

Com cerca de 283 milhões de habitantes, a Indonésia é o quarto país mais populoso do mundo. O aumento da renda da população e a expansão da classe média urbana impulsionou o consumo de carne bovina no país nos últimos anos.

O governo federal afirma que, com a inclusão da Indonésia, o Brasil chegou a 402 mercados abertos desde o início de 2023.

Fonte: R7

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Internacional

Peru e Indonésia assinam acordo comercial para fortalecer laços econômicos

O Ministério de Comércio Exterior e Turismo (Mincetur) informou que o Peru e a Indonésia assinaram um Acordo Abrangente de Parceria Econômica (CEPA), marcando assim um marco nas relações comerciais entre ambos os países e ampliando as oportunidades para os produtos peruanos nesse mercado asiático.

Com a presença da presidenta da República, Dina Boluarte, e do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, a ministra de Comércio Exterior e Turismo, Desilú León, e o ministro de Comércio da Indonésia, Budi Santoso, assinaram o CEPA em uma cerimônia realizada na cidade de Jacarta, Indonésia, como parte da Visita de Estado da delegação peruana.

“O CEPA representa uma nova era para o comércio, na qual ambos os países buscam fortalecer seus laços econômicos. Com esse novo mercado para os exportadores peruanos, estimamos um impacto positivo em setores como o agrícola, manufatura, químicos, entre outros”, destacou Desilú León.

“Desde o Mincetur, continuaremos abrindo mercados com preferências tarifárias, que permitam ampliar o desenvolvimento econômico e a geração de empregos em nível nacional”, acrescentou.

O acordo comercial com a Indonésia abre oportunidades para que as exportações peruanas cheguem a um mercado de mais de 270 milhões de consumidores em condições preferenciais.

O tratado abrange nove capítulos, como: Tratamento Nacional e Acesso ao Mercado de Bens; Regras de Origem e Procedimentos de Origem; Defesa Comercial; Barreiras Técnicas ao Comércio; Medidas Sanitárias e Fitossanitárias; Procedimentos Aduaneiros e Facilitação do Comércio; Cooperação; Solução de Controvérsias; Transparência e Assuntos Institucionais e Legais.

Entre os principais benefícios desse acordo, uma vez que entre em vigor, está o fato de que 56% dos produtos que o Peru exporta para a Indonésia terão acesso imediato com tarifa zero, incluindo as principais mercadorias como cacau, mirtilos (blueberries), abacates, café, mangas, zinco, entre outros. Outros produtos terão um período de eliminação gradual de tarifas de 5, 7 e 10 anos, após os quais 86% dos produtos peruanos entrarão na Indonésia livres de tarifas.

“Com isso, os produtos peruanos melhorarão suas condições de entrada no mercado indonésio com preços mais competitivos”, acrescentou a ministra Desilú León.

O acordo foi resultado de quatro rodadas de negociação realizadas durante 2024, no contexto da reunião de Líderes da APEC Peru, onde os presidentes do Peru e da Indonésia anunciaram a conclusão da negociação dos capítulos do CEPA, restando apenas a negociação dos anexos. Durante 2025, foram realizadas mais três rodadas adicionais para sua finalização.

Antes da assinatura do acordo comercial, a ministra Desilú León participou do Fórum de Negócios Peru–Indonésia, liderado pela presidenta Dina Boluarte, e que contou com a participação da vice-ministra de Comércio da Indonésia, Dyah Roro Esti Widya Putri; do ministro das Relações Exteriores, Elmer Schialer; do ministro da Economia e Finanças, Raúl Pérez-Reyes; do ministro do Desenvolvimento Agrário e Irrigação, Angel Manero; do presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Indonésia (KADIN), Anindya Bakrie; além de líderes empresariais e representantes do setor privado indonésio.

Em 2024, o comércio com a Indonésia alcançou 646 milhões de dólares, um aumento de 25% em relação a 2023. Nesse mesmo ano, as exportações peruanas para a Indonésia somaram 191 milhões de dólares, um aumento de 210% em relação a 2023. Isso se deve ao aumento das exportações agrícolas, em particular do cacau e seus derivados (74% do total exportado), bem como taya, quinoa, chia, castanhas, uvas, entre outros.

Fonte: Portal Portuário

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Comércio Exterior, Tecnologia

Toyota aposta em novo membro do BRICS como 3ª polo global de elétricos

A Toyota confirmou que começará a produzir o SUV elétrico bZ4X na Indonésia até o fim de 2025. A decisão foi anunciada durante o Salão de Jacarta (GIIAS 2025) e marca a entrada do país como terceiro polo de produção de EVs da Toyota, ao lado de China e Japão. A empresa também confirmou que fabricará uma picape elétrica na Tailândia ainda neste ano, em resposta à rápida expansão de marcas chinesas na região.

A decisão de produzir o bZ4X localmente está diretamente ligada à política de incentivos fiscais criada pela Indonésia em 2023. O governo reduziu o imposto sobre valor agregado (VAT) de 11% para apenas 1% em veículos elétricos com ao menos 40% de conteúdo local. Marcas que se comprometem com a produção doméstica também ganham isenção de tarifas de importação e outros tributos.

A iniciativa faz parte do esforço da Indonésia para atrair investimentos em mobilidade elétrica, especialmente de países asiáticos como China e Japão, com os quais mantém acordos comerciais e cooperação tecnológica. A recente entrada do país no BRICS reforça esse posicionamento estratégico, buscando maior protagonismo industrial e energético no cenário global.

A Toyota ainda não divulgou o nível de nacionalização da produção do bZ4X, mas o modelo será montado pela joint venture local Toyota Astra Motor, em versão com tração dianteira (FWD). A expectativa é de que a produção local ajude a reduzir preços, ampliar o acesso ao modelo e melhorar a disponibilidade de peças e serviços.

Segundo Hiroyuki Ueda, presidente da Toyota Astra Motor, o projeto representa uma “contribuição para a independência tecnológica, criação de empregos e uma mobilidade mais verde na Indonésia”.

Na Europa, o bZ4X com tração dianteira é vendido em duas versões: uma com bateria de 57,7 kWh e motor de 123 kW (167 cv), que vai de 0 a 100 km/h em 8,6 s e tem autonomia de até 444 km; e outra com bateria de 73,1 kWh e motor de 165 kW (224 cv), que acelera em 7,4 s, atinge 568 km de alcance e velocidade máxima de 160 km/h.

Ainda não foi confirmado qual dessas configurações será adotada na Indonésia, mas espera-se foco na acessibilidade e uso urbano, priorizando eficiência e custo-benefício.

Além do bZ4X, a Toyota também apresentou no GIIAS o novo Urban Cruiser EV, um SUV compacto elétrico que pode chegar às lojas em 2026, após a estreia do Suzuki e-Vitara.

A outra novidade revelada pela Toyota é a intenção de iniciar ainda em 2025 a produção de uma picape elétrica na Tailândia, onde a montadora já mantém centros produtivos importantes, como os da Hilux. O movimento visa enfrentar rivais como a BYD, que também planeja atuar nesse segmento com força no Sudeste Asiático.

E o Brasil?

Enquanto a Toyota acelera a eletrificação em mercados emergentes com apoio de políticas públicas, o Brasil não tem nenhum modelo 100% elétrico da marca à venda, ainda que conte com a produção local dos híbridos-plenos Corolla e Corolla Cross, se preparando para estrear o SUV compacto Yaris Cross, também com versão híbrida. A produção do bZ4X na Indonésia mostra que, com incentivos e planejamento adequados, mesmo fabricantes mais conservadores conseguem investir na mobilidade elétrica. 

Fontes: Nikkei, Toyota Indonésia, Electrek

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Internacional, Mercado Internacional

Trump anuncia acordo comercial com Indonésia, membro pleno do Brics

Segundo ele, produtos dos EUA serão vendidos ao país com tarifa zero

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na tarde desta terça-feira (22) que os Estados Unidos fizeram um acordo comercial com a Indonésia, país membro pleno do Brics. O conjunto de países conta também com Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã.

“Ficou acordado que a Indonésia abrirá seu mercado para produtos industriais, tecnológicos e agrícolas dos Estados Unidos, eliminando 99% de suas barreiras tarifárias. Os Estados Unidos da América passarão a vender produtos fabricados em solo americano para a Indonésia com tarifa ZERO, enquanto a Indonésia pagará 19% de tarifa sobre todos os seus produtos que entrarem nos EUA — o melhor mercado do mundo!”.

O comunicado, feito pela rede Truth Social, ainda diz que a Indonésia fornecerá aos Estados Unidos “preciosos minerais críticos” e irá assinar “grandes acordos, no valor de dezenas de bilhões de dólares, para a compra de aeronaves da Boeing, produtos agrícolas americanos e energia dos EUA”.

Trump acrescentou que o acordo beneficiará os fabricantes estadunidenses de automóveis, empresas de tecnologia, trabalhadores, agricultores, pecuaristas e indústrias em geral.

Trump x Brics

Na última sexta-feira (18), Trump voltou a ameaçar impor tarifas contra os membros do Brics ou quaisquer países que se alinhem com o que ele chamou de “políticas antiamericanas”. O presidente estadunidense tem afirmado, sem provas, que o grupo de países foi criado para prejudicar os EUA e o dólar como moeda de reserva mundial. Os líderes do Brics rejeitam as alegações de Trump e defendem que o grupo é guiado pelo multilateralismo.

Fonte: Agência Brasil

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