Comércio Exterior

Duimp completa 90 dias: avanços e desafios marcam o novo processo de importação

A Declaração Única de Importação (Duimp) chegou aos seus primeiros 90 dias de operação no Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex). O balanço inicial aponta avanços relevantes na modernização do fluxo de importações, mas também evidencia desafios, especialmente no que diz respeito à adesão dos importadores ao novo modelo.

Segundo dados da Anvisa, aproximadamente 320 Duimps foram analisadas no período, distribuídas entre os diferentes canais de parametrização previstos na RDC 228/2018. Apesar do progresso, o volume ainda é considerado reduzido frente ao potencial do sistema.

Importadores são peça-chave para o sucesso da Duimp

A consolidação do Novo Processo de Importação depende diretamente da participação ativa dos importadores. A ampliação do uso da Duimp é essencial para validar cenários operacionais, testar funcionalidades e identificar ajustes necessários na plataforma.

Sem uma utilização mais ampla, torna-se limitado o diagnóstico de eventuais falhas e oportunidades de melhoria no sistema.

Funcionalidades avaliadas nos primeiros meses

Ao longo dos três primeiros meses, módulos estratégicos do Portal Único Siscomex passaram por testes práticos, incluindo:

  • Gestão de riscos aplicada às operações de importação
  • Integração do pagamento da taxa ao Pagamento Centralizado de Comércio Exterior (PCCE)
  • Emissão do Relatório de Inspeção Física (RIF)
  • Canal único de parametrização entre os órgãos anuentes

Essas funcionalidades são consideradas pilares para garantir mais eficiência e previsibilidade ao comércio exterior brasileiro.

Ajustes e cooperação entre os órgãos

Como ocorre em qualquer sistema recém-implementado, ajustes iniciais fazem parte do processo. A Anvisa, em articulação com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Receita Federal, acompanha pontos críticos e promove melhorias contínuas.

Demandas relacionadas a erros impeditivos ou procedimentais são encaminhadas por entidades representativas e discutidas no âmbito do Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac).

Mais agilidade e transparência nas importações

O novo modelo de importação tem como objetivo ampliar a agilidade, a rastreabilidade e a transparência dos processos, assegurando que produtos importados cheguem ao mercado com maior rapidez, sem comprometer a segurança sanitária.

A Anvisa reforça o convite para que todos os importadores habilitados, conforme o cronograma do Portal Único, passem a utilizar a Duimp e contribuam ativamente para a consolidação definitiva do Novo Processo de Importação.

FONTE: ANVISA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Contábeis

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Comércio Exterior

O Catálogo de Produtos como peça-chave no desligamento das LI/DI

O catálogo de produtos deixou de ser um detalhe técnico para se tornar o coração do novo modelo de importação brasileiro. Com o cronograma oficial de desligamento das LI/DI em pleno desenvolvimento, o Governo Federal deu o sinal definitivo para a transição à DUIMP — e com ela, à padronização e à rastreabilidade total das informações de importação. Nesse cenário, a tecnologia ganha papel central, e soluções como a da Blue Route mostram que a inteligência artificial pode ser a chave para cumprir as novas exigências com segurança e eficiência.

O cronograma que acelera a mudança

O plano de desligamento do módulo LI/DI do SISCOMEX estabelece etapas escalonadas que obrigam importadores a migrarem gradualmente para a DUIMP e a adotarem o Catálogo de Produtos padronizado. A transição, prevista em várias fases, torna imprescindível que empresas ajustem processos e bases de dados para evitar retrabalho, atrasos ou inconformidades que podem travar operações.

O Catálogo de Produtos exige não apenas campos preenchidos, mas informações fundamentais como: classificação correta, especificações técnicas e atributos de cada item, quando exigido, devendo o importador complementar as informações no detalhamento. Em suma: não basta declarar — é preciso justificar tecnicamente cada escolha. Isso eleva a complexidade operacional, especialmente para importadores que trabalham com grande volume de SKUs e produtos tecnicamente sofisticados.

Blue Route: IA, fundamentação técnica e gestão de risco

Nesse ambiente de maior rigor, a Blue Route surge como solução tecnológica que combina automação, inteligência artificial e um sistema de gerenciamento de risco integrado. Segundo Beatriz Grance Rinn, CEO da Blue Route, a plataforma oferece ao importador autonomia para determinar o nível de auditoria que deseja aplicar — “É uma sistemática que gerencia o risco dessa operação. O importador vai poder determinar o percentual de conferência mais adequado para sua segurança — seja 5%, 30%, 70% ou até 100% dos itens”, explica.

Quatro camadas de IA — e uma ênfase na fundamentação

A plataforma da Blue Route foi aprimorada com quatro camadas de IA; a mais recente é especificamente voltada à fundamentação técnica das informações — justamente o que o Catálogo exige. “A palavra fundamentação é muito importante nas exigências e nas normativas. Você não pode simplesmente reproduzir qualquer informação. É preciso justificar por que aquele produto é o que está sendo declarado”, afirma Beatriz. A ferramenta busca informações em fontes confiáveis para embasar a classificação fiscal sugerida, criando um ciclo seguro de validação.

Redução de erros humanos e ganho de produtividade

Ao automatizar o preenchimento e, ao mesmo tempo, oferecer justificativas técnicas verificáveis, a solução reduz drasticamente o risco de falhas humanas — uma vulnerabilidade comum quando grandes volumes de produtos são cadastrados manualmente. “Nosso objetivo é criar uma menor interação humana e aumentar o nível de produtividade, assertividade e segurança nos preenchimentos”, diz a CEO. 

Além da automação, a Blue Route entrega controle estratégico: o importador escolhe sua política de auditoria e o percentual amostral a ser verificado, seguindo lógica semelhante à utilizada pela Receita Federal na seleção de cargas para inspeção física. Essa flexibilidade permite que empresas adaptem o nível de revisão à sua realidade operacional e ao perfil de risco de cada operação.

Escala e credenciais

Com mais de 500 projetos ativos nos mais diversos seguimentos da economia, a Blue Route já atende clientes que enfrentam alta complexidade técnica e grandes catálogos de produtos. A empresa se posiciona como parceira na transição para o novo modelo, com foco em compliance aduaneiro, segurança regulatória e eficiência operacional. “Nosso objetivo sempre foi apoiar os importadores nesse grande desafio que é o comércio exterior e prepará-los para o futuro”, reforça Beatriz Grance Rinn. Para o CTO Christiano Fitarelli, o diferencial da Blue Route vai além da tecnologia: “Nossa missão não é apenas entregar tecnologia, mas oferecer soluções direcionadas ao compliance aduaneiro e às exigências normativas do setor”.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: ILUSTRATIVA / FREEPIK

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Importação

Exclusivo: Importadores brasileiros burlam sanções dos EUA e importam ureia do Irã

A demanda cada vez maior do agronegócio por fertilizantes tem levado traders brasileiros a se lançarem em operações arriscadas envolvendo a importação de ureia diretamente do Irã, hoje o terceiro maior fornecedor do insumo ao Brasil. Este site registrou, meses atrás, o descarregamento no porto de Paranaguá de uma carga de ureia iraniana pelo navio The Strong, de bandeira panamenha. O graneleiro cumpriu um roteiro conhecido, a partir do porto de Assaluyeh (Irã), com escala no Cabo (África do Sul).

O produto foi fornecido pela Pardis Petrochemical Company (PPC), subsidiária da National Petrochemical Company (NPC), ligada ao Ministério do Petróleo e alvo de sanções dos Estados Unidos. Segundo o OFAC (escritório responsável pela administração das sanções), a estatal foi usada para financiar a Guarda Revolucionária Iraniana, designada pela Casa Branca como uma organização terrorista.

Em junho, Israel e EUA bombardearam instalações militares e nucleares para por fim ao programa militar atômico do regime do aiatolá Ali Khamenei. Toda a cúpula da Guarda Revolucionária foi eliminada, incluindo Behnam Shahriyar, chefe das forças Quds, seu batalhão especial. O governo Lula criticou a ação.

TRANSAÇÕES COMERCIAIS PROIBIDAS

De acordo com o Ofac, qualquer agente estatal ou privado que se relacione com a estatal iraniana corre o risco de ser punido com sanções secundárias. Isso vale, por exemplo, para as empresas Link Comercial Importadora e Exportadora e MMS Participações, envolvidas na importação da ureia.

As sanções também podem ser estendidas a bancos usados para as transações comerciais, aos compradores da carga no Brasil e ao próprio governo brasileiro. O caso fica ainda mais complicado devido a indícios de fraude documental por parte das empresas, a fim de ocultar a origem real da carga.

Em denúncia à Receita Federal, à Polícia Federal e a autoridades portuárias, uma operadora portuária acusou os importadores de trocarem a documentação de transporte da carga, na parada para reabastecimento na África. Se no BL original da carga trazida pelo The Strong, o exportador era a Pardis, no BL entregue em Paranaguá virou a East Oil Petroleum de Dubai, inclusive com troca do registro do porto de origem, para Khor Fakkan, em Omã. 

Outras ocorrências sugerem que não se trata de um caso isolado. Neste momento, desembarca em Paranaguá outra carga de ureia importada novamente pela Link, desta vez pelo graneleiro supermax LB ENERGE, de bandeira panamenha. Mais uma vez, há indícios de troca da documentação. O navio partiu do Irã, mas a papelada indica Omã como origem.

Também neste momento, outra carga de ureia iraniana da Pardis está a caminho de Paranaguá, no graneleiro Megeve, de bandeira da Libéria. O navio se encontra parado há alguns dias na África do Sul, aguardando autorização para zarpar para o Brasil. O produto está sendo importado pela Blacklake Ltda, subsidiária da companhia canadense de mesmo nome.

Este site obteve email enviado por uma operadora portuária ao comandante do Megeve, alertando sobre eventual troca de documentação da carga para ludibriar as autoridades nacionais. Em contato com a reportagem, a agência confirmou a autenticidade das comunicações e denúncias já realizadas.

“Nós monitoramos de perto sua embarcação no porto de carregamento de Asaluyeh, Irã, e agora entendemos que a embarcação reportou o Brasil com próximo porto de escala. O porto de carga do Irã deve ser mantido com os documentos originais a serem apresentados aos destinatários, caso contrário, a falsificação e a manipulação de documentos para fins fraudulentos serão consideradas um crime grave.”

E ainda:

“Ações ou omissões deliberadas que resultarem na alteração de documentos constituem crime previsto na legislação penal brasileira, nos termos dos artigos 29, 298 e 299 do Código Penal. Na sua qualidade de comandante da embarcação, você deve garantir a integridade das operações e também se tornou diretamente responsável por violações legais que não serão toleradas. Ressaltamos que a legislação brasileira, nos termos do artigo 29 do Código Penal, não distingue entre autores e cúmplices quando comprovada a intenção ou cumplicidade, responsabilizando igualmente todas as partes. Qualquer tentativa de ocultar, minimizar ou obstruir a investigação será considerada agravante.”

Trata-se da primeira importação de ureia iraniana por parte da Blacklake, que normalmente opera minério de ferro e outros metais ferrosos. A origem do insumo, que ultrapassa as 62 mil toneladas, também é a Pardis Petrochemical Company (PPC). Este site tentou sem sucesso contato com as importadoras citadas e permanece à disposição para incluir suas manifestações.

BOOM DE IMPORTAÇÕES

O Irã é um dos maiores exportadores regionais de ureia, com clientes na Turquia, na África e em alguns destinos na Ásia e na América. Registros do COMTRADE mostram um salto nas importações da ureia iraniana por parte do Brasil a partir de 2023, no governo Lula, representando hoje cerca de 17% do marketshare.

Neste ano, porém, o fornecimento tem sofrido oscilações, especialmente depois das operações militares contra o país, apontado como financiador de grupos terroristas como Hezbollah, Houthis e Hamas. A aplicação das sanções também se tornou mais rígida devido ao cenário geopolítico.

Fonte: Portal Claudio Dantas

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Comércio Exterior

Nova Tarifa sobre Mercadorias “Transbordadas” Deixa Importadores Perplexos

O governo Trump impôs uma tarifa pesada sobre mercadorias que são movimentadas através de outros países, mas ainda não explicou totalmente seus planos.

À medida que as tarifas globais do presidente Trump entram em vigor, um elemento importante permanece obscuro: como o governo tratará mercadorias e materiais que passam por mais de um país antes de chegar aos Estados Unidos?

O novo conjunto de tarifas inclui uma taxa para cada país. Mas também há uma cláusula para mercadorias que são “transbordadas” (isto é, enviadas de um país para outro com o objetivo de obter uma tarifa mais baixa). Essas enfrentam uma cobrança extra de 40%, numa tentativa de evitar que produtos chineses sejam transferidos — ou, na visão de autoridades do governo e de outros críticos, “lavados” — por países sujeitos a tarifas mais baixas.

Aqui está a parte confusa: já é ilegal declarar que algo tem origem, por exemplo, no Vietnã quando, na verdade, foi fabricado na China. Então, por que uma tarifa se aplicaria a algo que já não deveria acontecer?

“Os importadores estão coçando a cabeça”, disse Stephen Lamar, diretor executivo da Associação Americana de Vestuário e Calçados. “As novas regras, que parecem legalizar — mas taxar — atividades de transbordo atualmente proibidas, contradizem o bom senso da aplicação da lei.”

Alguns profissionais da cadeia de suprimentos estão se perguntando se o governo Trump, na verdade, pretende algo bem diferente: taxar com uma tarifa mais alta todos os materiais originários da China, mesmo que façam parte de um produto montado em outro país antes de ser exportado para os Estados Unidos. Isso teria grandes implicações na configuração das cadeias de fornecimento e, em última análise, nos custos para os consumidores.

Um porta-voz da Casa Branca confirmou que, além da penalidade de 40% sobre mercadorias que forem identificadas como transbordadas, o governo está “explorando” novas regras para aplicar tarifas mais altas sobre componentes que vêm de um país, são incorporados em um produto em outro, e depois enviados aos Estados Unidos.

“O governo tem tolerância zero com o transbordo e outras formas de minar nossas tarifas, e estamos trabalhando em estreita colaboração com nossos parceiros comerciais para lidar com essas preocupações de forma proativa”, disse o porta-voz, Kush Desai.

Enquanto isso, advogados especializados em comércio e profissionais da cadeia de suprimentos estão operando no escuro. Muitos disseram ter buscado esclarecimentos junto ao Escritório do Representante Comercial dos EUA, sem receber respostas satisfatórias.

“O grande problema que todos nós estamos enfrentando é que não há uma definição clara do que está acontecendo”, disse Marc Busch, professor de diplomacia de negócios internacionais na Escola de Serviço Exterior da Universidade de Georgetown. “Não sabemos como isso será avaliado. Não sabemos se esses requisitos se parecem com o que estamos acostumados a ver em acordos comerciais reais e legítimos.

A prática do transbordo, como é geralmente entendida, tornou-se mais comum durante o primeiro governo Trump, quando o presidente impôs tarifas mais altas à China. Pode ser difícil para os agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras identificar mercadorias que passaram por outros países para esconder sua verdadeira origem, mas quando essas remessas são detectadas, os produtos estão sujeitos a penalidades.

Cobrar tarifas diferentes para componentes ou partes de um produto acabado é mais complexo. Acordos comerciais frequentemente levam em conta materiais que vêm de fora dos países signatários. O Acordo EUA-México-Canadá, por exemplo, possui “regras de origem” que definem quanto de um produto deve ser proveniente da América do Norte para cruzar as fronteiras sem tarifas.

Esse tipo de regra precisa geralmente exige anos de negociações e programas extensivos de conformidade, para que as empresas compreendam de onde vêm os componentes — e possam provar isso. Muitas empresas não sabem o suficiente sobre quais países fornecem as matérias-primas e peças de seus produtos porque, até agora, muitas vezes, não precisavam saber.

“Essas coisas sempre acabam sendo ‘boas o suficiente’ para os propósitos”, disse Simon Ellis, que lidera estratégias de cadeia de suprimentos na consultoria IDC. “Se, com as tarifas, de repente houver uma pressão clara de custo para obter informações melhores, as empresas vão aprimorar suas ferramentas.”

Essa pressão de custo pode chegar rapidamente. Uma ordem executiva assinada por Trump determina que os agentes alfandegários não podem permitir “mitigação ou remissão” das tarifas sobre mercadorias transbordadas — ou seja, não devem ser tolerantes. O Departamento de Justiça também criou uma unidade antifraude para investigar a evasão de tarifas com punições criminais.

Se o governo Trump realmente passar a cobrar tarifas mais altas sobre componentes vindos da China ou de outros países, pode levar anos até que os fabricantes encontrem fontes alternativas. Países do Sudeste Asiático se tornaram especialistas em montar produtos feitos com tecidos, fiações, chips, produtos químicos e outros materiais oriundos da China. Estabelecer novas fábricas é uma tarefa complexa.

Por enquanto, muitas empresas estão tentando administrar a situação da melhor forma possível.

“Acho que as pessoas não vão sair correndo em círculos, porque tudo pode mudar com um post”, disse Mark Burstein, vice-presidente sênior da Inspectorio, uma plataforma de gestão de cadeia de suprimentos, referindo-se ao hábito de Trump de anunciar diretrizes políticas nas redes sociais.

Em vez disso, segundo Burstein, seus clientes estão fazendo pedidos menores com mais frequência, para absorver as tarifas em parcelas menores — em vez de fazer grandes pagamentos de uma vez só ao governo dos EUA. Importadores também estão buscando materiais mais baratos para poder entregar um produto similar sem aumentar muito os preços.

Outra estratégia é transferir a responsabilidade o máximo possível para os elos inferiores da cadeia de suprimentos. As marcas que vendem produtos nos Estados Unidos podem exigir que os fornecedores assinem contratos assumindo os custos extras.

“Você vai querer uma cláusula legal que diga algo como: ‘Se você transbordar, será responsável pela tarifa de 40%’”, disse Jonathan Eaton, consultor de cadeias de suprimento da Grant Thornton, empresa de contabilidade e consultoria.

Enquanto o governo Trump ainda define o que fazer com materiais e peças vindos de terceiros países, Sally Peng, diretora sênior da FTI Consulting em Hong Kong, espera que isso seja feito com cautela.

Ela trabalha com muitos fabricantes de roupas que, no momento, sabem muito pouco sobre o que terão que pagar pelos materiais que compram da China. Não faz muito sentido fazer mudanças drásticas até que fique claro como o governo dos EUA definirá “transbordo”.

“Tem gente me dizendo: ‘Enquanto a regra não for clara, vou continuar na China’”, disse Peng. “Tenho certeza de que não é isso que o governo quer.”

Fonte: The New York Times

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Comércio Exterior, Importação, Informação

Alerta máximo aos importadores: o tempo está se esgotando!

O ESPECIALISTA: DAISE SANTOS

O relógio está correndo, e o comércio exterior brasileiro está prestes a viver uma revolução sem precedentes. Inclusive nosso país é referência mundial com o projeto de modernização dos processos de comércio exterior. Você sabia?

A Declaração Única de Importação (DUIMP), o LPCO, o PCCE e o Catálogo de Produtos não são mais projetos futuros — são realidade iminente. E quem não se adaptar agora, corre sérios riscos de ficar para trás.


Sua empresa e equipe estão preparadas para essa revolução no Comércio Exterior brasileiro?

O que está mudando?

Desde outubro de 2024, o desligamento do Siscomex LI/DI começa oficialmente. A DUIMP é vem sendo utilizada para algumas operações. E de forma gradativa vem englobando cada modalidade de importação.

Até setembro de 2025, todos os órgãos anuentes estarão integrados ao Novo Processo de Importação do Portal Único de Comércio Exterior. Essa meta foi confirmada durante a 12ª reunião do Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac), realizada em junho de 2025.

Principais destaques:

  •  Redução de burocracia: estima-se que o volume de operações sujeitas a licenciamento cairá de 41% para 20%.
  •  Licença Flex: até 80% das operações licenciadas poderão usar uma única autorização para múltiplas transações.
  • PCCE em expansão: o módulo de Pagamento Centralizado será adotado por mais órgãos, agilizando tributos e taxas.
  • Mais agilidade: segundo a Anvisa, o tempo de compensação de taxas caiu de dois dias para até cinco minutos.
  • Gerenciamento de riscos: haverá um workshop técnico em setembro para alinhar práticas entre os órgãos anuentes.
  •  Impacto econômico: o Portal Único pode gerar economia anual de R$ 40 bilhões e impacto de até US$ 130 bilhões no PIB até 2040.

Esse avanço representa um marco na modernização do comércio exterior brasileiro, com mais eficiência, previsibilidade e competitividade para os importadores

 O que você precisa fazer AGORA

  • Mapeie seus produtos e alimente o Catálogo com descrições técnicas, imagens e documentos.
  • Treine sua equipe para operar com DUIMP, LPCO e PCCE.
  • Atualize seus sistemas para garantir integração com o Portal Siscomex.
  • Acompanhe o cronograma oficial e prepare-se para cada fase de migração.

 A hora de agir é agora

Esse é um chamado urgente, não apenas para atender à legislação — mas para garantir a sobrevivência e o crescimento da sua operação. A transformação está acontecendo, com ou sem você.

Daise Santos é Diretora na DS COMEX, empresa especializada em soluções estratégicas para o comércio internacional. Formada em Comércio Exterior e com MBA em Global Trade, combinando prática sólida com visão estratégica internacional. Com 20 anos de experiência em Comércio Exterior, atuando nas áreas de importação, exportação, órgãos anuentes, Novo Processo de Importação, catálogo de produtos dentre outros. E também participa como vice coordenadora do Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), onde contribui para o fortalecimento e modernização do setor na região.

IMAGEM: FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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