Comércio Exterior

Comércio Brasil–China bate recorde em 2025 e supera em mais do que o dobro as trocas com os EUA

A corrente de comércio entre Brasil e China atingiu um novo recorde histórico em 2025, somando US$ 171 bilhões (cerca de R$ 918,2 bilhões), segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O resultado representa uma alta de 8,2% em relação ao ano anterior e consolida a China como o principal parceiro comercial do país.

O volume negociado com o mercado chinês foi mais que o dobro do registrado com os Estados Unidos, que movimentaram US$ 83 bilhões (R$ 445,7 bilhões) no mesmo período.

Superávit com a China completa 17 anos consecutivos

O Brasil mantém superávits comerciais consecutivos com a China há 17 anos. Em 2025, o saldo positivo chegou a US$ 29,1 bilhões (R$ 156,2 bilhões), equivalente a 43% de todo o superávit brasileiro com o comércio global.

As exportações brasileiras para a China totalizaram US$ 100 bilhões (R$ 537 bilhões), impulsionadas principalmente pelo agronegócio e pela indústria extrativa.

Soja, petróleo e café lideram exportações

A pauta exportadora segue concentrada em soja e petróleo, que continuam como os principais pilares da relação bilateral. A China respondeu por 45% de todo o petróleo exportado pelo Brasil em 2025.

Um dos destaques do ano foi o avanço do café não torrado, cujas exportações dobraram de valor e alcançaram US$ 459 milhões (R$ 2,4 bilhões). Com isso, a China passou a ocupar a posição de segundo maior mercado asiático para o café brasileiro.

Carne bovina cresce, enquanto frango perde espaço

No segmento de proteínas animais, as exportações de carne bovina para a China atingiram um recorde histórico de US$ 8,8 bilhões (R$ 47,2 bilhões), com crescimento próximo de 48%.
Já as vendas de carne de frango recuaram, e a Arábia Saudita assumiu a liderança como principal destino desse produto.

Importações chinesas também atingem patamar histórico

As importações brasileiras da China somaram US$ 70,9 bilhões (R$ 380,7 bilhões), avanço de 11,5% em relação a 2024. O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela aquisição de um navio-plataforma de petróleo, avaliado em US$ 2,66 bilhões, e pela forte demanda por veículos híbridos, que totalizaram US$ 1,87 bilhão.

O setor farmacêutico também ganhou destaque, com as importações de insulina crescendo 64 vezes, alcançando US$ 135 milhões.

Comércio com os EUA enfrenta entraves

Enquanto o comércio com a China avança, a relação com os Estados Unidos enfrentou dificuldades em 2025. As sobretaxas impostas durante o governo Trump impactaram cerca de 22% das exportações brasileiras para o mercado americano, o equivalente a US$ 8,9 bilhões sujeitos a tarifas adicionais.

Especialistas avaliam que, embora o Brasil busque diversificar seus parceiros comerciais, o eixo asiático tende a permanecer como destino prioritário da produção nacional. A expectativa é de continuidade da forte dependência chinesa, acompanhada por esforços para ampliar o comércio com países como Argentina e Índia.

Fonte: Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) e Times Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO TIMES BRASIL

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Economia

Exportações da China superam expectativas e mercado reduz projeção de inflação para 2026

O mercado financeiro iniciou a semana com revisões importantes tanto no cenário doméstico quanto no internacional. Enquanto analistas reduziram a projeção de inflação para 2026 no Brasil, novos dados mostraram um desempenho acima do esperado das exportações da China, reforçando sinais de resiliência da economia asiática.

Inflação de 2026 tem expectativa revisada para baixo

As expectativas para a inflação brasileira em 2026 foram ajustadas para baixo, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.
De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado para o encerramento de 2026 passou a 4,05%, indicando uma leitura mais favorável para o controle dos preços no médio prazo.

Exportações da China crescem acima do previsto em dezembro

No cenário internacional, os números da balança comercial da China surpreenderam positivamente. Em dezembro, as exportações chinesas avançaram 6,6% na comparação anual, acelerando em relação ao crescimento de 5,9% registrado em novembro de 2025.

O resultado ficou bem acima da estimativa da FactSet, que previa uma alta de apenas 2,5%, reforçando a força do comércio exterior chinês no fim do ano.

Importações também aceleram e superam projeções

As importações da China também apresentaram desempenho melhor do que o esperado. Em dezembro, houve crescimento de 5,7% na comparação anual, ante avanço de 1,9% em novembro.
O consenso de mercado, no entanto, apontava para uma queda de 1,6%, o que evidencia uma recuperação mais robusta da demanda interna chinesa.

Superávit comercial segue elevado

Ainda em dezembro, a China registrou superávit comercial de US$ 114,14 bilhões, acima do saldo positivo de US$ 111,68 bilhões observado em novembro. A previsão da FactSet era de um superávit maior, de US$ 117,9 bilhões, mas o resultado manteve o patamar historicamente elevado.

No fechamento de 2025, as exportações chinesas cresceram 5,5% em relação a 2024, enquanto as importações permaneceram estáveis. O superávit comercial anual atingiu um recorde de US$ 1,189 trilhão, consolidando a China como um dos principais motores do comércio global.

Com informações de Dow Jones Newswires.
Texto: Redação

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação

Exportações brasileiras para a China recuam 7,5% em meio a tensões globais e China amplia domínio sobre importações

A guerra tarifária entre China e EUA, a queda nos preços das commodities e a diversificação dos fornecedores chineses mudaram o cenário da balança comercial entre Brasil e seu principal parceiro asiático.

A relação comercial entre Brasil e China passou por transformações importantes no primeiro semestre de 2025. Pela primeira vez em uma década, as exportações brasileiras para a China caíram significativamente, somando US$ 47,7 bilhões — queda de 7,5% em comparação com o mesmo período de 2024. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

Essa retração ocorre em um contexto internacional conturbado, com destaque para a intensificação da guerra tarifária entre Estados Unidos e China, iniciada pelo presidente norte-americano Donald Trump. Em resposta, a China acelerou sua estratégia de diversificação de fornecedores, reduzindo sua dependência de parceiros tradicionais como o Brasil.

Queda nas exportações e perda de superávit

Apesar de seguir como principal destino das exportações brasileiras, com 28,7% de participação, o volume embarcado sofreu fortes baixas em produtos-chave. A soja, principal item exportado, registrou crescimento de 5% no volume, mas a queda nos preços derrubou o valor negociado para US$ 18,9 bilhões — uma redução de 6% na receita.

Outro destaque negativo foi o petróleo bruto, que sofreu sua maior retração em cinco anos, com queda de 7% no volume e de 15% no faturamento, totalizando US$ 9,3 bilhões. O impacto foi significativo na balança comercial, que, embora ainda positiva, teve seu superávit com os chineses reduzido para US$ 12 bilhões — o menor desde 2019 e quase metade do registrado no primeiro semestre de 2024.

China amplia presença no mercado brasileiro

Na contramão, as importações do Brasil vindas da China cresceram 22%, atingindo um novo recorde: US$ 35,7 bilhões. A participação chinesa nas compras brasileiras subiu para 26,3%, o maior percentual já registrado no comércio bilateral.

Esse crescimento foi impulsionado especialmente pelo aumento nas importações de veículos híbridos e aço. As compras de carros híbridos somaram US$ 1,38 bilhão — alta de 52% —, enquanto os laminados planos de aço cresceram impressionantes 318%, totalizando US$ 294 milhões.

Segundo especialistas, esses picos foram influenciados por uma corrida de antecipação às novas tarifas sobre veículos elétricos no Brasil, que subiram de 25% em julho de 2024 para 30% em julho de 2025. Mesmo com uma pequena retração em relação a 2024, os veículos chineses ganharam protagonismo, aparecendo pela primeira vez como o segundo bem mais vendido para o Brasil.

De acordo com o Icomex/FGV, entre 2002 e 2025, o Brasil passou de 17º para 6º maior mercado da indústria automotiva chinesa, representando 5,6% das vendas globais de veículos do país asiático.

Crescimento das exportações de industrializados e terras-raras

Apesar da concentração ainda alta em commodities, os embarques de bens industrializados brasileiros para a China avançaram. Destaque para o crescimento nas vendas de torneiras, dispositivos de aquecimento e aferidores de gases, além da valorização das exportações de terras-raras — compostos essenciais para a indústria de eletrônicos, turbinas e baterias de carros elétricos.

As exportações brasileiras de compostos de terras-raras para a China somaram US$ 6,7 milhões no semestre, mais que o triplo do valor registrado em todo o ano de 2024. O aumento coincide com o fortalecimento da presença do Brasil nesse mercado estratégico, impulsionado por acordos internacionais envolvendo China e EUA.

Contexto geopolítico influencia comércio bilateral

O cenário de tensões entre as duas maiores economias do mundo impactou diretamente a dinâmica do comércio internacional. A China, que encerrou o semestre com um superávit comercial global de US$ 586 bilhões, vem ganhando espaço como fornecedora global com preços competitivos e alta capacidade produtiva.

Segundo José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o avanço da China sobre o mercado brasileiro reflete uma mudança estrutural no comércio global: “A China hoje concorre com tudo, produz de tudo e tem preço competitivo em tudo. O mundo está se adaptando a essa nova realidade”.

FONTES: ICL NOTÍCIAS / COMEX DO BRASIL / FGV / MDIC
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: FREEPIK

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Comércio Exterior, Exportação, Importação

Comércio entre China e países de língua portuguesa movimenta quase US$ 61 bilhões em quatro meses 

As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa alcançaram US$ 60,99 bilhões entre janeiro e abril de 2025. Apesar do montante expressivo, os dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China indicam uma retração de 15,48% em comparação com o mesmo período do ano anterior. 

O volume de importações da China oriundas dos países de língua portuguesa totalizou US$ 34,29 bilhões — uma queda de 26,01% no comparativo anual. Já as exportações chinesas para esses países apresentaram crescimento de 3,4%, somando US$ 26,71 bilhões no mesmo período. 

Em abril, o comércio exterior entre China e esses países atingiu US$ 16,78 bilhões, o que representa uma redução de 6,5% em relação a abril de 2024. As importações chinesas somaram US$ 9,76 bilhões (queda de 14,07%), enquanto as exportações da China para esses mercados cresceram 6,55%, atingindo US$ 7,02 bilhões. 

O Brasil permanece como o principal parceiro comercial da China – entre os países de língua portuguesa, respondendo por US$ 48,61 bilhões do total movimentado no quadrimestre. Desse valor, US$ 21,51 bilhões referem-se a exportações chinesas para o Brasil, enquanto US$ 27,10 bilhões foram importações de produtos brasileiros pela China

A relação econômica entre China e países de língua portuguesa — que inclui, além do Brasil, nações como Angola, Portugal e Moçambique — segue estratégica para o fortalecimento do comércio internacional e o desenvolvimento das trocas bilaterais no contexto global. 

TEXTO: REDAÇÃO 

FOTO: Ricardo Stuckert/Presidência da República 

FONTES:  

poder360.com.br/ 

www.br-cn.com/  

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