Exportação

Brasil responde por quase 90% da soja importada pela China em 2025

Importações chinesas atingem segundo maior volume da história e consolidam liderança do Brasil no fornecimento

A China importou 12,87 milhões de toneladas de soja em setembro de 2025, um aumento de 13% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados pela Administração Geral de Alfândegas da China. O volume é o segundo maior já registrado desde o início da série histórica, em janeiro de 2001 — ficando atrás apenas das importações de maio deste ano.

Brasil domina o fornecimento de soja à China

Entre janeiro e setembro, as importações totais de soja somaram 86,18 milhões de toneladas, alta de 5,5% em comparação ao mesmo período de 2024. Desse total, o Brasil foi responsável por cerca de 85% a 89% dos embarques, de acordo com levantamento do Commerzbank.

Nos meses de julho e agosto, os Estados Unidos responderam por uma parcela significativamente menor — pouco mais de 3% e menos de 2%, respectivamente. Embora os dados detalhados de setembro ainda não tenham sido divulgados, o banco alemão aponta que a maior parte do volume também deve ter origem brasileira.

Fatores que impulsionam a preferência pelo grão brasileiro

Segundo análise do Commerzbank, o domínio do Brasil se explica pela sazonalidade da safra americana, que ainda está em fase inicial de colheita, o que deve atrasar as exportações dos Estados Unidos em um a dois meses. Além disso, as tarifas de 10% impostas pela China sobre a soja americana desde a primavera reduziram a competitividade do produto norte-americano no maior mercado comprador do mundo.

“O momento é desfavorável para os exportadores dos EUA, especialmente diante da recente escalada nas tensões comerciais entre os dois países”, afirmou Carsten Fritsch, analista do Commerzbank, em relatório.

Perspectivas e impacto no mercado global

O conflito comercial entre Estados Unidos e China tem colocado o preço internacional da soja sob pressão. Ainda assim, a queda de preços foi considerada moderada, sinal de que o mercado mantém otimismo quanto a um possível acordo.

Com a demanda chinesa aquecida e o forte desempenho das exportações brasileiras, o Brasil consolida-se como principal fornecedor global de soja em 2025, reforçando sua posição estratégica no agronegócio mundial.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Comércio Exterior

Comércio exterior da China cresce 4% em 2025 e reforça liderança global

As exportações subiram 7,1% em relação ao ano anterior.

Crescimento sólido nas exportações e diversificação de mercados

O comércio exterior da China manteve um ritmo sólido de crescimento em 2025, com uma alta de 4% no acumulado de janeiro a setembro, totalizando 33,61 trilhões de yuans (cerca de US$ 4,73 trilhões), segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas (GAC) nesta segunda-feira (13).

As exportações chinesas avançaram 7,1% em relação ao mesmo período de 2024, somando 19,95 trilhões de yuans, enquanto as importações registraram uma leve queda de 0,2%, totalizando 13,66 trilhões de yuans. O desempenho confirma a resiliência da economia chinesa, mesmo diante de um cenário internacional instável e marcado por tensões comerciais.


Parcerias estratégicas impulsionam as trocas comerciais

Em entrevista coletiva em Pequim, o vice-administrador da GAC, Wang Jun, destacou que a China vem mantendo crescimento contínuo há oito trimestres seguidos, com expansão de 1,3% no 1º trimestre, 4,5% no 2º trimestre e 6% no 3º trimestre de 2025.

Segundo ele, o fortalecimento das parcerias comerciais com os países que integram a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) foi decisivo. O comércio bilateral com essas nações somou 17,37 trilhões de yuans, uma alta de 6,2%, representando 51,7% do total das trocas internacionais da China.

“A diversificação dos mercados e o investimento em inovação tecnológica nas exportações são elementos-chave para sustentar o comércio exterior diante das pressões externas”, afirmou Wang.


Tecnologia e sustentabilidade lideram exportações chinesas

O avanço das exportações foi impulsionado principalmente pelos bens eletromecânicos, que cresceram 9,6%, totalizando 12,07 trilhões de yuans, o equivalente a 60,5% do total exportado pelo país.

Ganhando cada vez mais protagonismo, a chamada “nova tríade” — composta por veículos elétricos, baterias de íons de lítio e painéis solares — apresentou crescimento de dois dígitos nas exportações. Além disso, produtos sustentáveis, como locomotivas elétricas, também ampliaram sua participação nos embarques.


Importações apresentam sinais de recuperação

Apesar da queda marginal no acumulado do ano, as importações chinesas mostraram sinais de recuperação nos últimos trimestres, com aumentos de 0,3% no segundo trimestre e 4,7% no terceiro. Os destaques ficam por conta de:

  • Petróleo bruto: +4,9%
  • Minérios metálicos: +10,1%
  • Instrumentos de medição e teste: +9,3%
  • Equipamentos de informática e comunicação: +8,9%

O vice-administrador da GAC destacou que esses números refletem o aumento da demanda interna e o dinamismo do setor industrial, além do crescimento no número de empresas ativas no setor: já são 700 mil, 52 mil a mais que no mesmo período de 2024.
Desafios à frente e perspectiva de estabilidade

Wang Jun atribuiu o bom desempenho do comércio exterior à liderança central do Partido Comunista da China e à colaboração entre governos locais e empresas. Segundo ele, o país alcançou um “crescimento quantitativo e qualitativo” em meio a desafios globais.

Ainda assim, ele reconheceu que o ambiente externo permanece desafiador, especialmente diante das incertezas econômicas globais e de uma base de comparação elevada em 2024, exigindo maior esforço para manter o ritmo no último trimestre do ano.

FONTE: Com informações do Global Times.
TEXTO: Redação

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Internacional, Mercado Internacional

Importações chinesas de soja do Brasil crescem 9% em junho

Crescimento nas importações de soja do Brasil e dos EUA reflete impacto da guerra comercial e da safra 2024/25

As importações chinesas de soja do Brasil subiram 9,2% em junho em relação ao ano anterior, mostraram dados da alfândega neste domingo (20), impulsionadas por uma forte colheita e pela guerra comercial sino-americana em curso, enquanto os suprimentos dos Estados Unidos aumentaram 21%.

O maior comprador mundial de soja importou 10,62 milhões de toneladas métricas da oleaginosa do Brasil no mês passado, o que representa 86,6% do total das importações, em comparação com 9,72 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas da China.

As importações provenientes dos EUA em junho atingiram 1,58 milhão de toneladas, cerca de 12,9% do total do mês, acima das 1,31 milhão de toneladas registradas no ano anterior.

As importações totais de soja da China alcançaram o nível mais alto de todos os tempos para o mês de junho, com 12,26 milhões de toneladas métricas.

“O aumento anual nas importações de junho reflete principalmente uma defasagem em relação a abril, causada pela lentidão no desembaraço aduaneiro, enquanto o crescimento acumulado de janeiro a junho é impulsionado pela grande safra de soja 2024/25 do Brasil”, disse Liu Jinlu, pesquisador agrícola da Guoyuan Futures.

De janeiro a junho, as importações chinesas de soja do Brasil totalizaram 31,86 milhões de toneladas, uma queda de 7,5% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O total de importações provenientes dos EUA no primeiro semestre foi de 16,15 milhões de toneladas, um aumento de 33% em relação ao ano anterior, segundo os dados.

É provável que as importações de soja pela China permaneçam elevadas no terceiro trimestre, enquanto as do quarto trimestre dependerão do resultado das negociações comerciais entre os EUA e a China, disseram operadores e analistas.

Fonte: InfoMoney

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