Economia

Haddad diz que conflito no Oriente Médio não deve afetar a economia brasileira no curto prazo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (2) que os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã não devem provocar impactos imediatos na economia brasileira.

Apesar da avaliação inicial positiva, Haddad ressaltou que o cenário internacional exige cautela. Segundo ele, o desdobramento do conflito pode alterar o quadro atual, dependendo da intensidade e da duração da crise.

Escalada pode mudar cenário macroeconômico

Durante participação em evento na Universidade de São Paulo, onde ministrou aula magna na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária, o ministro destacou que a escala do conflito será determinante para possíveis reflexos na macroeconomia.

“A economia brasileira vive um momento favorável de atração de investimentos. Mesmo que haja turbulência no curto prazo, não vemos impacto relevante nas variáveis macroeconômicas, a menos que haja uma escalada do conflito”, afirmou.

Haddad acrescentou que a equipe econômica acompanha o cenário externo “com cautela”, a fim de reagir rapidamente caso haja deterioração do ambiente global.

Estreito de Ormuz preocupa mercado de petróleo

Mais cedo, um comandante da Guarda Revolucionária do Irã declarou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Segundo ele, embarcações que tentarem cruzar a região poderão ser atacadas.

O bloqueio da passagem acende alerta no mercado internacional de energia, já que o estreito é responsável por parte significativa do fluxo mundial da commodity. Uma eventual interrupção prolongada pode pressionar os preços do petróleo e gerar volatilidade nos mercados financeiros.

Até o momento, no entanto, o Ministério da Fazenda avalia que o Brasil segue em posição relativamente estável diante das incertezas externas.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paulo Pinto/Agência Brasil

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Notícias

Furacão Melissa paralisa navegação comercial no Caribe e fecha o Porto de Kingston

O furacão mais poderoso de 2025 afeta diretamente o transporte marítimo.

O Furacão Melissa alcançou a categoria 5, tornando-se a tempestade mais intensa do mundo em 2025, com ventos sustentados de até 280 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC). A passagem do fenômeno pelo Caribe já provoca graves impactos na navegação comercial, com portos fechados, rotas alteradas e atrasos em cadeias logísticas globais.

Porto de Kingston fecha e operações são suspensas

Na Jamaica, o Porto de Kingston, um dos principais centros de transbordo de contêineres da região, foi fechado preventivamente diante da aproximação do furacão. A medida, necessária para garantir a segurança de trabalhadores e embarcações, interrompeu temporariamente as operações de carga e descarga.

Com o fechamento do porto, companhias marítimas enfrentam atrasos significativos na chegada e na partida de navios. Diversas embarcações cargueiras aguardam em alto-mar até que as condições climáticas permitam retomar a navegação. O impacto se estende às cadeias de suprimentos internacionais, afetando o fluxo de mercadorias entre a América Central, América do Norte e Europa.

Cruzeiros desviam rotas para fugir da tempestade

As companhias de cruzeiros Royal Caribbean e Carnival também anunciaram mudanças nos itinerários de suas embarcações. As novas rotas evitam a zona de risco que abrange a Jamaica, Cuba, Bahamas e as Ilhas Turcas e Caicos — áreas sob alerta de ventos extremos, chuvas torrenciais e marés de tempestade.

Segundo especialistas do setor, a alteração repentina de rotas causa prejuízos operacionais e logísticos, mas é essencial para preservar a segurança dos passageiros e tripulantes.

Riscos elevados para embarcações e tripulações

Com ventos que superam os 250 km/h, o Furacão Melissa representa uma ameaça severa à navegação marítima. As condições extremas aumentam o risco de acidentes, avarias e derramamento de cargas, além de dificultarem a comunicação e o controle das embarcações em alto-mar.

As autoridades de vários países caribenhos permanecem em alerta máximo, monitorando a trajetória do furacão, que deve atingir a Jamaica na manhã de terça-feira (28) e seguir em direção a Cuba. Evacuações em áreas costeiras já foram realizadas, enquanto os Estados Unidos preparam apoio humanitário para as regiões afetadas.

Expectativa é de desvio do furacão para o mar aberto

Após passar pelo Caribe, o Melissa poderá ser empurrado por uma frente fria em direção ao oceano Atlântico, o que deve poupar a costa leste dos EUA de impactos diretos. Mesmo assim, o rastro de destruição e os efeitos sobre o transporte marítimo internacional devem se prolongar por semanas.

Fonte: Com informações do Centro Nacional de Furacões (NHC) e agências internacionais.
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: REPRODUÇÃO INTERNET

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