Economia

Itajaí segue líder no retorno do ICMS em Santa Catarina para 2026, aponta Secretaria da Fazenda

O município de Itajaí continuará no topo do ranking de retorno do ICMS em Santa Catarina no próximo ano. De acordo com os dados oficiais divulgados pela Secretaria de Estado da Fazenda, a cidade registra, pelo terceiro ano consecutivo, a maior participação no repasse do imposto entre os municípios catarinenses.

Segundo reportagem publicada pelo portal NSC Total, Itajaí ficará com 8,22% do montante total que será repartido em 2026. A liderança é mantida desde 2024. Joinville, que ocupou o primeiro lugar até 2023, permanece na segunda colocação, com 7,9%.

Os números refletem a movimentação econômica dos municípios em 2024, ano-base para o cálculo do índice utilizado em 2026. Além da atividade econômica, a distribuição também considera indicadores educacionais avaliados pelo Tribunal de Contas do Estado. Do total do imposto, 15% são distribuídos igualmente entre todas as prefeituras.

O chamado “G-10” — grupo das dez cidades com maior participação no retorno do ICMS — não terá mudanças de integrantes no próximo ano, embora algumas posições tenham sido alteradas. A maioria dos municípios da lista registrará crescimento em suas parcelas.

G-10 do ICMS em Santa Catarina para 2026:

  1. Itajaí – 8,22%
  2. Joinville – 7,9%
  3. Blumenau – 3,57%
  4. Jaraguá do Sul – 2,8%
  5. Chapecó – 2,45%
  6. Florianópolis – 2,33%
  7. São José – 1,99%
  8. Brusque – 1,75%
  9. Criciúma – 1,67%
  10. Araquari – 1,45%

Fontes: Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina; NSC Total (Jefferson Saavedra).

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO NSC TOTAL

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Economia, Exportação, Importação, Informação, Tributação

Reforma Tributária e os impactos em no Comércio Exterior de Santa Catarina: hora de se reinventar 


Com o fim dos incentivos fiscais tradicionais, trading companies, despachantes e importadores em Santa Catarina precisam apostar em inovação, tecnologia e estratégia para manter a competitividade. 

A Reforma Tributária, regulamentada pela Lei Complementar 214/2025, já está em fase de implementação gradual e prevê mudanças significativas no sistema fiscal brasileiro. As novas regras, que introduzem o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), a CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços) e o Imposto Seletivo (IS) em substituição a tributos como ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI, entram em vigor a partir de 2026

Até lá, as empresas precisam se preparar para um cenário de maior simplificação e transparência, mas que também exige adaptações estratégicas e operacionais. Estimativas do governo apontam que a alíquota total deve girar em torno de 28%, com possibilidade de ajustes caso ultrapasse 26,5%. Além disso, a arrecadação passará a ser feita no destino do consumo, reduzindo a guerra fiscal entre estados e municípios e reforçando a necessidade de planejamento antecipado por parte dos setores mais impactados, como o comércio exterior. 

Santa Catarina em foco 

A Reforma Tributária trará mudanças profundas na dinâmica fiscal e operacional de trading companies, despachantes aduaneiros e importadores, especialmente em estados como Santa Catarina, que historicamente se beneficiaram de incentivos fiscais como o TTD (Tratamento Tributário Diferenciado)

Nesse novo cenário, a adaptação será palavra de ordem. Mais do que acompanhar a legislação, será preciso adotar estratégias inteligentes e inovadoras para se manter competitivo. 

Reinvenção das Trading Companies 

Com o fim gradual dos incentivos de ICMS, o diferencial competitivo das tradings deverá migrar para novos campos de atuação. Entre os caminhos estratégicos estão: 

  • Reposicionamento de valor: foco em inteligência logística, negociação internacional e gestão de riscos. 
  • Consultoria tributária especializada: apoio na transição para o novo modelo de IBS e CBS, auxiliando clientes no planejamento de custos. 
  • Tecnologia e automação: investimento em plataformas digitais que integrem importação, simulação de custos e compliance fiscal. 
  • Parcerias estratégicas: fortalecimento de alianças com operadores logísticos, despachantes e fintechs para entregar soluções completas. 

Reinvenção dos Despachantes Aduaneiros 

Para os despachantes, a reforma abre espaço para uma atuação ainda mais consultiva e tecnológica. As principais ações incluem: 

  • Atualização técnica constante: domínio dos novos regimes aduaneiros e entendimento do impacto da CBS e do IBS em cada operação. 
  • Atuação como consultores: papel ampliado, orientando empresas sobre riscos, oportunidades e planejamento tributário. 
  • Digitalização de processos: sistemas que automatizem o despacho, reduzam erros e agilizem a liberação de cargas. 
  • Educação corporativa: oferta de treinamentos e workshops para clientes sobre os impactos práticos da reforma. 

Reinvenção dos Importadores 

No caso dos importadores, a simplificação tributária traz novos horizontes para o planejamento e a eficiência. Entre os pontos de atenção estão: 

  • Revisão de cadeias de suprimentos: avaliação sobre manter a importação direta ou terceirizar via trading. 
  • Planejamento financeiro mais preciso: maior clareza para simular custos e evitar surpresas. 
  • Adoção de IA e analytics: uso de ferramentas inteligentes para prever demanda, simular cenários tributários e otimizar estoques. 
  • Fortalecimento da governança fiscal: criação de rotinas de compliance que assegurem o aproveitamento correto de créditos e evitem autuações. 

O futuro exige visão estratégica 

A chave para todos os agentes será a adaptabilidade. A Reforma Tributária não elimina oportunidades — ela apenas exige que sejam redefinidas. 

Santa Catarina, com sua tradição no comércio exterior e no uso de incentivos fiscais, terá um desafio especial pela frente. Mas, ao mesmo tempo, a mudança abre espaço para um novo posicionamento baseado em inovação, eficiência e inteligência estratégica. 

TEXTO: REDAÇÃO/DAISE SANTOS 

IMAGEM: Ilustrativa/Freepik 

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