Economia

Bolsa brasileira dispara e marca novo recorde histórico

Ibovespa atinge 150 mil pontos e vive melhor momento em mais de uma década.

A Bolsa de Valores brasileira segue em forte alta e alcançou, nesta segunda-feira (3), a marca inédita de 150 mil pontos no Ibovespa, acumulando valorização superior a 20% em 2025. O desempenho contrasta com o fim turbulento de 2024, quando o índice caiu 9,35% e encerrou o ano em 118 mil pontos, pressionado pela crise fiscal e pela desconfiança em relação aos ativos brasileiros. Naquele período, o dólar chegou à máxima de R$ 6,20.

Mudança no cenário global impulsiona emergentes

A virada começou com a posse de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos. A nova política tarifária americana aumentou a cautela de investidores sobre a estabilidade econômica dos EUA — tradicionalmente vistos como porto seguro — e provocou uma migração de recursos para mercados emergentes e ativos alternativos, como o ouro.

Com isso, diversas bolsas de países em desenvolvimento também avançaram: o S&P/BMV IPC (México) subiu 25%, enquanto os chineses CSI 1000 e Shanghai Composite cresceram 30% e 22%, respectivamente. Já o MSCI COLCAP (Colômbia) e o S&P CLX IPSA (Chile) dispararam 42% cada.

“O movimento de diversificação geográfica trouxe uma enxurrada de liquidez para as bolsas emergentes”, explica Matheus Amaral, especialista em renda variável do Inter. Segundo ele, mercados menos consolidados reagem de forma mais intensa à entrada de capital estrangeiro.

Dólar enfraquecido e juros altos favorecem emergentes

A incerteza sobre a política econômica de Trump também contribuiu para o enfraquecimento global do dólar, o que, aliado a juros reais mais elevados, levou os mercados emergentes a viver “seu melhor momento em mais de uma década”, segundo Leonardo Terroso, analista da AMW, ligada à Warren Investimentos.

Outro fator de impulso é a desconfiança crescente em relação à bolha de inteligência artificial nos Estados Unidos. Muitos investidores têm buscado proteção e diversificação fora de Wall Street. Além disso, o início do ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) tem redirecionado recursos da renda fixa americana para outros mercados.

Brasil se beneficia de fatores internos e externos

O Brasil tem se destacado entre os emergentes, não apenas pela liquidez global, mas também por avanços domésticos. Entre eles, a recente reunião entre Trump e o presidente Lula, realizada na Malásia, que abriu diálogo sobre as tarifas de 50% impostas a produtos brasileiros. Apesar da falta de acordos concretos, o gesto foi interpretado como sinal positivo para o clima político e comercial, fortalecendo o real e o otimismo na Bolsa.

A queda projetada da Selic também reforça o apetite por renda variável. Hoje em 15%, a taxa deve começar a recuar no início de 2026, conforme as expectativas de inflação convergem para o teto da meta do Banco Central (3% ao ano). O último Boletim Focus prevê o IPCA em 4,56% para 2025 e Selic em 12,25% para 2026.

Ibovespa ainda é considerado “barato”

Mesmo em 150 mil pontos, analistas afirmam que a Bolsa brasileira segue subavaliada. O múltiplo preço/lucro do Ibovespa está em 8,5 vezes, abaixo da média histórica de 11 vezes e do “valor justo” estimado pela XP Investimentos, de 10 vezes.

Para efeito de comparação, o S&P 500 americano negocia a 23 vezes lucro. A XP projeta o Ibovespa em 170 mil pontos em 2026, caso o cenário macroeconômico se mantenha estável.

“O investidor local ainda está mais voltado à renda fixa, mas, com a queda dos juros, tende a voltar para a Bolsa”, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus. Ele ressalta que o investidor brasileiro hoje prefere CDI, CRIs, LCIs, LCAs e debêntures, mas essa tendência deve mudar conforme o retorno da renda variável se torne mais atrativo.

Risco fiscal e eleições podem limitar ganhos

Apesar do otimismo, persiste o temor de uma crise fiscal a partir de 2027. “O Brasil cresce, o desemprego está baixo e a inflação sob controle, mas o modelo de crescimento baseado em dívida preocupa”, avalia Miranda. Para ele, o mercado vive um momento semelhante ao de 2013-2014, que precedeu a crise de 2015-2016.

A expectativa é que o Ibovespa siga em alta até o primeiro trimestre de 2026, quando as eleições passam a influenciar o humor dos investidores. Três cenários estão no radar:

  1. Governo de centro-direita, reformista e fiscalista, o mais favorável ao mercado;
  2. Reeleição de Lula, com postura semelhante à de Simone Tebet, disposta a promover ajuste fiscal;
  3. Manutenção da política econômica atual, considerada expansionista, o que poderia aumentar o risco Brasil.

“Se Lula sinalizar compromisso com o equilíbrio fiscal, a Bolsa continuará subindo. O mercado não é personalista: ele reage à política econômica”, conclui Miranda.

FONTE: Com informações da Folha de S.Paulo e mercado financeiro.
TEXTO: Redação

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Economia

Dólar e Ibovespa sobem com anúncio de acordo comercial entre EUA e China

O dólar e o Ibovespa apresentaram valorização nesta quinta-feira (30), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um acordo comercial com a China que prevê a redução de tarifas entre os dois países.

Às 12h03, o dólar à vista avançava 0,38%, cotado a R$ 5,3811 na venda. No mesmo horário, o Ibovespa, principal indicador do mercado acionário brasileiro, registrava alta de 0,39%, alcançando 149.210,07 pontos.

Termos do acordo EUA-China

O anúncio ocorreu após o encontro de Trump com o presidente chinês, Xi Jinping, na cidade de Busan, na Coreia do Sul. O acordo prevê a redução de tarifas comerciais sobre produtos chineses em troca de medidas de Pequim contra o comércio ilícito de fentanil, retomada das compras de soja americana e manutenção das exportações de terras raras.

A China concordou em suspender por um ano os controles de exportação sobre terras raras, elementos essenciais na produção de carros, aviões e armas, segundo o Ministério do Comércio da China. Além disso, Xi se comprometeu a intensificar esforços para conter o fluxo de fentanil, opioide sintético responsável pelo maior número de mortes por overdose nos EUA.

Impacto nos mercados globais

A notícia do acordo impulsionou o dólar frente a diversas moedas, incluindo divisas de países emergentes como o real, o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.

Os mercados também continuaram reagindo à decisão do Federal Reserve (Fed), que, na quarta-feira, cortou a taxa de juros em 25 pontos-base, conforme esperado, mas deixou dúvidas sobre novos cortes em dezembro. Os rendimentos dos Treasuries registraram ganhos consistentes, em linha com a cautela destacada pelo chair do Fed, Jerome Powell.

Indicadores e perspectivas

Às 9h25, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,30%, a 99,432 pontos. Na quarta-feira, o dólar à vista fechou em queda de 0,04%, cotado a R$ 5,3581 no Brasil.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic

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Economia

Dólar cai abaixo de R$ 5,40 e Ibovespa atinge maior nível do mês com avanço de mineradoras e bancos

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (20) em queda, cotado a R$ 5,371, recuo de 0,63% (R$ 0,034) em relação ao fechamento anterior. É a primeira vez em 11 dias que a moeda norte-americana fecha abaixo de R$ 5,40, registrando o menor valor desde 9 de outubro. Na mínima do dia, chegou a ser negociada a R$ 5,36.

Com o resultado, o dólar acumula queda de 13,09% em 2025, acompanhando o movimento global de valorização de moedas emergentes e a redução das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, após declarações do ex-presidente Donald Trump sobre tarifas de importação.

Ibovespa encosta nos 145 mil pontos e renova máxima de outubro

O Ibovespa, principal índice da B3, também teve um dia de forte desempenho. O indicador avançou 0,77%, fechando aos 144.509 pontos, o maior nível desde 1º de outubro. O resultado foi impulsionado pelo bom desempenho de ações de mineradoras e bancos, refletindo o otimismo dos investidores com o cenário interno e externo.

Entre os fatores domésticos, pesou positivamente a revisão para baixo das projeções de inflação no Boletim Focus do Banco Central, além de notícias corporativas favoráveis envolvendo grandes empresas listadas na bolsa.

Fatores externos também favoreceram o mercado

No cenário internacional, indicadores econômicos da China apresentaram melhora, elevando o apetite global por risco e fortalecendo os mercados emergentes, incluindo o Brasil.

A trajetória de queda do dólar segue influenciada pelo diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. Com a Selic mantida em 15% ao ano, o país segue atrativo para investidores estrangeiros, especialmente diante das expectativas de cortes nas taxas de juros americanas nos próximos meses.

Especialistas apontam que o movimento tende a se manter enquanto o ambiente externo permanecer estável e os fundamentos econômicos internos continuarem positivos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Valter Campanato/Agência Brasi

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Economia, Finanças, Tributação

Dólar cai e Bolsa bate recorde com Tarcísio de Freitas e PIB dos EUA

Na véspera, dólar terminou o dia em baixa de 0,32%, cotado a R$ 5,416. Ibovespa, principal índice da Bolsa, subiu 1,04%, aos 139 mil pontos

O dólar operava em queda nesta quinta-feira (28/8), em um dia no qual os investidores monitoram dados sobre o desempenho da economia dos Estados Unidos no segundo trimestre deste ano e repercutem os resultados financeiros da Nvidia, gigante norte-americana na fabricação de chips para computadores e dispositivos móveis.
No cenário doméstico, as atenções se voltam a dados como o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de agosto, à pesquisa de confiança do setor de serviços e à reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, participa de um evento sobre os 5 anos do Open Finance, em Brasília.

Dólar

  • Às 14h49, o dólar caía 0,24%, a R$ 5,404.
  • Mais cedo, às 13h01, a moeda norte-americana recuava 0,11% e era negociada a R$ 5,411.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,432. A mínima é de R$ 5,397.
  • Na véspera, o dólar terminou o dia em baixa de 0,32%, cotado a R$ 5,416.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 3,29% em agosto e de 12,35% frente ao real em 2025.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em forte alta no pregão.
  • Às 14h53, o Ibovespa disparava 1,74%, aos 141,6 mil pontos.
  • Na pontuação máxima do pregão até aqui, o indicador bateu 142.138,27 pontos, novo recorde intradiário.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 1,04%, aos 139,2 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 4,61% no mês e de 15,73% no ano.

Tarcísio à frente de Lula

O Ibovespa sobe impulsionado pela divulgação de uma pesquisa eleitoral que mostrou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno em eventual disputa pelo Palácio do Planalto.

De acordo com um levantamento divulgado pela AtlasIntel, Tarcísio – apontado como o nome preferido por grande parte do mercado financeiro para as eleições de 2026 – teria 48,4% das intenções de voto em uma suposta disputa contra Lula, que ficaria com 46,6%.

A pesquisa também mostrou que a aprovação de Lula voltou a cair após um período de recuperação, indo de 50,2% para 47,9%. A desaprovação é de 51%, ante 49,7% do levantamento anterior.

Por volta das 10h30 (pelo horário de Brasília), o Ibovespa subia 1%, aos 140,6 mil pontos. Pouco antes das 11 horas, o Ibovespa avançava 1,53%, aos 141,3 mil pontos.

Até então, a máxima histórica intradiária (durante o pregão) havia sido alcançada no dia 4 de julho deste ano, com 141.264 pontos.

Nova leitura do PIB dos EUA

O principal destaque desta quinta-feira foi a divulgação da segunda leitura sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA referente ao segundo trimestre de 2025.

No período entre abril e junho deste ano, a maior economia do mundo registrou alta de 3,3%, segundo dados do Departamento do Comércio do governo norte-americano.

Divulgada no mês passado, a primeira leitura dos dados havia apontado um crescimento um pouco menor, de 3%.

O resultado veio em linha com as estimativas de analistas do mercado, que projetavam expansão de 3,2% no segundo trimestre.

No primeiro trimestre deste ano, o PIB dos EUA recuou 0,5%.

Balanço da Nvidia, gigante dos chips

A Nvidia, gigante norte-americana na fabricação de chips para computadores e dispositivos móveis, viu suas ações caírem na noite dessa quarta-feira (27/8), nas negociações após o fechamento do mercado nos EUA (o chamado “after market”).

Na divulgação do balanço financeiro referente ao segundo trimestre deste ano, a companhia informou que não fechou nenhuma venda do seu chip de inteligência artificial H20 para clientes da China no período, acusando o golpe em meio à guerra comercial deflagrada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em abril, Trump havia proibido a comercialização desse tipo de produto para os chineses. O republicano, contudo, recuou neste mês, mas parcialmente. Ele liberou a venda mediante o repasse de 15% da receita obtida pela empresa com o comércio desses semicondutores com clientes na China.

No balanço, no entanto, a Nvidia reportou lucro líquido de US$ 26,4 bilhões no segundo trimestre, montante que representou um crescimento de 59% em relação ao mesmo período do ano passado. O ganho por ação diluído ajustado foi de US$ 1,05, superando o consenso do mercado, que previa US$ 1,01.

Apesar do resultado, as ações da empresa caíram. Elas chegaram a baixar 5% “no after market”. A queda nos papéis da Nvidia fez com que a companhia perdesse cerca de US$ 110 bilhões em valor de mercado.

Antes da abertura das bolsas de valores nos EUA, nesta quinta-feira (28/8), as ações da empresa recuavam cerca de 1,8%, por volta das 8h40 (pelo horário de Brasília).

Diante dos números divulgados pela empresa, o mercado também ficou com um pé atrás para os dados do segmento de data centers, que inclui chips e sistemas voltados para computação de inteligência artificial. Esse setor registrou receita de US$ 41,1 bilhões, alta de 56% sobre o ano anterior, mas ficou abaixo dos US$ 41,3 bilhões aguardados por analistas.

Além disso, a empresa projetou que as vendas no terceiro trimestre fiscal (até outubro) devem ficar em cerca de US$ 54 bilhões. Parte do mercado, previa US$ 60 bilhões. Essa divergência provoca especulações sobre uma eventual diminuição no ritmo de investimentos de empresas na área de inteligência artificial, que tem sido massivo até aqui.

Fonte: Metrópoles

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Economia, Informação, Tributação

Dólar alcança R$ 5,50 e bolsa cai 2,1% após decisão de Dino

Dúvidas sobre Lei Magnitsky pesaram contra ações de bancos na bolsa

Em um dia marcado por tensões em torno da aplicação da Lei Magnitsky, usada pelos Estados Unidos para sancionar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o dólar aproximou-se de R$ 5,50. A bolsa teve a segunda maior queda do ano, puxada por ações de bancos.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (19) vendido a R$ 5,499, com alta de R$ 0,065 (+1,19%). A cotação chegou a operar em estabilidade nos primeiros minutos de negociação, mas disparou para R$ 5,47 ainda durante a manhã. Na máxima do dia, por volta das 16h30, chegou a ultrapassar R$ 5,50.

No maior nível desde 5 de agosto, a moeda estadunidense acumula queda de 1,82% em agosto. Em 2025, a divisa recua 11,02%.

O mercado de ações também teve um dia tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 134.432 pontos, com queda de 2,1%. O indicador está no menor patamar também desde 5 de agosto.

As ações de bancos puxaram as perdas nesta terça, devido a dúvidas sobre possíveis sanções a instituições financeiras brasileiras que não aplicarem as restrições contra Moraes. As maiores perdas foram registradas em bancos com filiais nos Estados Unidos.

Ao analisar decisão da Justiça do Reino Unido sobre indenização a vítimas do desastre de Mariana e Brumadinho (MG), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino esclareceu que leis estrangeiras não valem automaticamente no Brasil, precisando ser confirmadas pela Justiça brasileira.

Embora não cite a Lei Magnitsky, a decisão de Dino poderia proteger cidadãos brasileiros da legislação estadunidense, usada pelo governo de Donald Trump para sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, restringindo seu acesso a serviços financeiros. A sanção faz parte das ações adotadas pelos Estados Unidos contra importações e autoridades brasileiras para interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista, que está em fase final.

Entre as sanções previstas estão o bloqueio de contas bancárias, de bens e interesses em bens dentro da jurisdição em solo norte-americano, além da proibição de entrada no país. Essa última medida já havia sido aplicada a Moraes e outros ministros do STF.

Além disso, um efeito indireto, mesmo para quem não possui bens no país, seria a possibilidade de interrupção de serviços como os relacionados à operadoras de cartão de crédito e serviços digitais, de empresas que operem sob leis americanas ou mantenham relações bancárias nos EUA, uma vez que seriam, em tese, obrigadas a respeitar a sanção.

Em despacho no início da tarde, Dino reafirmou não haver eficácia automática de leis estrangeiras em território nacional, mas esclareceu que decisões de tribunais internacionais vigoram no Brasil.

Fonte: Agencia Brasil

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Economia

Crise do IOF aumenta tensão em Brasília; o que esperar do Ibovespa nesta terça (27)

O anúncio das mudanças do Imposto Sobre Operações Financeira (IOF) desgastou a relação já difícil entre o Governo Federal e o Congresso.

A Câmara dos Deputados e o Senado já registraram mais de 20 propostas para suspender a medida, com apoio de representantes da indústria, agronegócio, do comércio, dos bancos e das seguradoras.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou em suas redes sociais que o Brasil “não precisa de mais um imposto” e que a Câmara tem sido parceira do Brasil ajudando a aprovar os bons projetos que chegam do Executivo, mas que “quem gasta mais do que arrecada não é vítima, é autor”.

“O Executivo não pode gastar sem freio e depois passar o volante para o Congresso segurar”, completou.

Além disso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve ser convocado para explicar aos parlamentares o aumento no IOF.

Ainda não está claro se a equipe econômica aumentará o contingenciamento ou se anunciará uma nova medida de arrecadação. Em conversa com jornalistas, Haddad disse que tem até o fim de semana para decidir isso. No entanto, ele jogou a bola para o Legislativo, afirmando que o orçamento é uma responsabilidade de todos.

“Quando a gente olha para as contas e vê que muita despesa foi contratada sem fonte de financiamento, nós temos que compreender que nós temos que honrar os compromissos assumidos pelo Congresso, muitos deles compromissos constitucionais”, afirmou Haddad.

Do lado dos indicadores, o destaque vai para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15). As projeções compiladas pelo Money Times apontam para alta de 0,44% em maio, ante avanço de 0,43% no mês anterior. Já no comparativo anual, a expectativa é de alta de 5,49% — mesma de abril.

Os economistas calculam que a alta deva ser puxada pelas passagens aéreas e os grupos de produtos farmacêuticos e alimentação no domicílio.

Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou mal e precisou realizar exames no Hospital Sírio-Libanês. O presidente teve a sua agenda cancelada nesta terça-feira (27).

De acordo com boletim médico, o presidente apresentou quadro de vertigem e foi diagnosticado com labirintite. Ainda segundo o Sírio-Libanês, os exames de sangue e de imagem de Lula encontram-se “dentro da normalidade”.

No último pregão, o Ibovespa (IBOV) fechou aos 138.136,14 pontos, com alta de 0,23%. 

Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,6757, com avanço de 0,51% ante o real. 

iShares MSCI Brazil (EWZ), o principal fundo de índice (ETF) brasileiro em Nova York, subiu 0,11% no after-market de sexta-feira e ainda não foi atualizado, cotado a US$ 27,68.

O que esperar de Wall Street

Lá fora, a agenda de indicadores está esvaziada. Com isso, as bolsas de Nova York aproveitam para repercutir as negociações entre Estados Unidos e União Europeia, após o feriado de ontem.

No final de semana, Donald Trump adiou novamente o início da cobrança de tarifa extra de 50% para a União Europeia para 9 de julho, após telefonema com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O anúncio com o recuo de Trump acontece após ele pressionar a UE na sexta-feira (23) com o início da tarifa extra para 1º de junho, alegando “dificuldade de lidar com a União Europeia”.

As bolsas asiáticas fecharam mistas. O mercado europeu e as bolsas de Wall Street estão subindo nesta manhã. As criptomoedas estão sem direção definida, enquanto o petróleo sobe.

Fonte: Money Times

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Bolsa brasileira e câmbio caminham para melhor 1º trimestre desde 2022

Maior entrada de dinheiro estrangeiro e percepção de ativos baratos impulsionam mercado local

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro caminham para encerrar o primeiro trimestre deste ano com o melhor desempenho para o período desde 2022, sustentados pela maior entrada de dinheiro estrangeiro e a percepção de que os ativos brasileiros estão com preços bastante descontados.

Analistas ouvidos pela CNN também citam expectativas de alívio nos juros e projeções de alternância no governo como fatores que entusiasmaram os investidores neste início de ano.

O Ibovespa encerrou a última semana com ganho acumulado de 9,6%, devolvendo a maior parte das perdas somadas em 2024, quando recuou 10,3%, mostram dados da Elos Ayta Consultoria.

Na direção oposta, o dólar Ptax — calculado pelo Banco Central (BC) — desvalorizou quase 6,9% entre janeiro e março, a R$ 5,766 na venda.

Maior fluxo internacional

O dinheiro de investidores internacionais na bolsa brasileira é citado como um dos principais pontos para a melhora dos indicativos.

Dados da B3 comprovam esse cenário: entre janeiro e março deste ano, o mercado de ações do Brasil registrou a entrada de R$ 12 bilhões, até a última sexta-feira (28).

No mesmo período do ano passado, o resultado era o oposto, com a saída de quase R$ 23 bilhões.

Beto Saadia, diretor de investimentos da Nomos, explica que esse movimento é reflexo da rotação do dinheiro global, principalmente com a saída de capital dos Estados Unidos em meio às incertezas geradas pela política tarifária de Donald Trump.

O temor de recessão na maior economia do mundo ganhou musculatura nas últimas semanas, principalmente após recentes declarações do republicano sobre os efeitos das novas diretrizes tarifárias.

Em complemento ao cenário dos EUA, investidores buscam oportunidades em países emergentes, sobretudo em meio ao impulso fiscal, como no Brasil e na China.

“Combina uma provável recessão americana, que aumentou bem a probabilidade, com todos esses estímulos, tanto fiscais quanto a alta de taxa de juros. Isso acaba fazendo com que esse dinheiro vá para os emergentes e, por exemplo, o Brasil é um destino”, explica.

Ações descontadas

O desempenho nos primeiros meses de 2025 vai na direção oposta ao observado em 2024, sobretudo na parte final do ano, com a bolsa encerrando abaixo dos 120 mil pontos, enquanto o dólar era negociado ao redor da máxima histórica, próximo de R$ 6,20.

Rodrigo Simões, economista e professor da Faculdade do Comércio da Associação Comercial de São Paulo (FAC-SP), aponta para esse período de forte depreciação dos ativos domésticos como uma das bases para a recuperação.

Ele ressalta a atratividade dos ativos da bolsa brasileira, mesmo em meio uma de política monetária mais restritiva, com a Selic se mantendo em dois dígitos desde fevereiro de 2022.

“Apesar de todo esse tempo que nós tivemos de juros altos até hoje aqui no Brasil, tem muitos ativos com bons preços na bolsa de valores”, afirma.

Saadia indica o mesmo caminho, reforçando que o valor medido pelo preço sobre lucro (P/L) estava em patamares historicamente baixos, sustentando o movimento de reajuste visto nos últimos meses.

Juros e eleições no radar

Os economistas também apontam o movimento de antecipação por parte do mercado de uma possível queda dos juros e alternância no comando do país.

Na seara da política monetária, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) já sinalizou a desaceleração da alta dos juros a partir do próximo encontro, em maio, após três altas seguidas de um ponto, trazendo a Selic ao patamar de 14,25% ao ano.

Apesar de ainda prever ajustes que levarão a taxa básica ao pico e 15% ainda neste ano, o mercado já antevê a reversão do ciclo de alta a partir de 2026, com os juros recuando ao patamar de 12,5%, segundo dados do Boletim Focus.

Segundo Simões, esse quadro de alívio dos juros é justificado por sinais — mesmo que pequenos — de esfriamento da inflação.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) desacelerou a 0,64% em março, ante salto de 1,23% em fevereiro — o maior patamar para o mês desde 2016.

O mercado também enxerga que o indicador vá perder força ao longo deste ano, encerrando em 5,65% — apesar de ainda estourar o teto da meta perseguida pelo BC —, e continuará a trajetória de queda em 2026.

“Faz com que os investidores não olhem somente para ativos de renda fixa, mas comecem também a olhar para os ativos de renda variável, com um pouco mais de risco”, explica o professor da FAC-SP.

A expectativa de mudanças na condução do país também dá base para a melhora dos ativos, afirma Saadia, da Nomos.

Segundo ele, este movimento é observado desde o início do ano, como declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não garantir que irá concorrer à reeleição em 2026 e que só entrará novamente na corrida se estiver “100% de saúde”.

Além da incerteza sobre a posição do petista no próximo ano, Saadia também aponta para a queda da popularidade de Lula nas pesquisas como fator que mexeu com os ânimos do mercado nos últimos meses.

“Essa popularidade muito baixa faz com que o mercado enxergue a questão fiscal um pouco melhor para pós-2026 com essa alternância de governo, e, obviamente, as pessoas acabam se antecipando a uma provável alta que pode acontecer na bolsa”, explica.

FONTE: CNN Brasil
Bolsa brasileira e câmbio caminham para melhor 1º trimestre desde 2022 | CNN Brasil

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Dólar fecha no menor valor desde outubro, a R$ 5,67; Ibovespa sobe 0,49%

Bolsa brasileira se descolou do exterior e teve movimento positivo de olho na cena doméstica

O dólar fechou o dia no menor patamar desde outubro, enquanto o Ibovespa subiu nesta terça-feira (18) à medida que investidores acompanhavam o envio ao Congresso do projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

Os investidores também se posicionam para uma série de reuniões de bancos centrais ao longa da semana, enquanto navegam por incertezas geopolíticas e fiscais. 

O dólar recuou 0,19%, a R$ 5,6755 na venda, o menor valor desde 16 de outubro de 2024, quando fechou em R$ 5,6652. Na mínima do dia, o dólar tocou os R$ 5,6558, e na máxima foi a R$ 5,7137.

Na segunda-feira (17), a moeda norte-americana fechou em queda no menor valor desde novembro, cotada a R$ 5,686.

Enquanto isso, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, avançou 0,49%, a 131.474,73 pontos. Na véspera, o índice fechou em alta de 1,46%, aos 130.833,96 pontos.

Neste pregão, os agentes financeiros pareciam realizar ajustes em relação às posições assumidas na véspera, quando o dólar à vista fechou o dia com baixa de 1,03%, a R$ 5,6861, menor cotação desde 7 de novembro do ano passado.

Contexto internacional

O movimento da sessão de segunda-feira esteve fortemente atrelado a uma busca por ativos de países emergentes, na esteira dos aumentos dos preços do petróleo diante do maior otimismo em relação à economia da China e de expectativa para uma resolução da guerra na Ucrânia.

Apesar de os preços do petróleo continuarem em alta nesta terça, alguns ativos emergentes, incluindo o real, sofriam maior aversão desta vez, à medida que os investidores digerem mais notícias na cena doméstica e externa, enquanto se ajustam antes das decisões de vários bancos centrais.

Um motivo de preocupação era a nova escalada dos conflitos na Faixa de Gaza, após Israel realizar ataques no enclave que mataram mais de 400 pessoas, segundo fontes palestinas, o que efetivamente derrubaria o cessar-fogo em vigor na região.

Com isso, tornava-se ainda mais crucial o telefonema entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para discutir a guerra na Ucrânia, com os mercados ansiosos pelo fim de pelo menos um dos dois conflitos que têm ocupado o noticiário recentemente.

“Não há exatamente a expectativa de que vai se chegar a um cessar-fogo no dia de hoje, mas observa-se os avanços propostos pelos EUA de reativar as negociações e tentar levar a Rússia para um acordo que seja aceitável”, disse Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX

“Então, aumenta um pouco a perspectiva de uma melhora do ambiente de riscos geopolíticos, mesmo que sejam passos iniciais. Isso também tende a favorecer o apetite por ativos de risco globalmente”, completou.

Cenário doméstico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o projeto de lei nesta terça, iniciando um processo de tramitação no Congresso que ficará no radar do mercado.

O mercado teme que a medida — uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — piore ainda mais o quadro das contas públicas caso não seja compensada devidamente.

O anúncio da reforma do IR no fim do ano passado foi uma das principais razões do estresse entre investidores que causou a disparada da moeda norte-americana no Brasil em 2024.

“O projeto vai tramitar pelo Legislativo, onde o governo tem uma certa dificuldade de articulação e os temores dos investidores é que, durante a tramitação, as medidas de compensação de receita sejam enfraquecidas (…) Por isso, um certo receio fiscal”, afirmou Mattos.

Na quarta-feira, as atenções dos investidores se voltarão para as reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) e do Federal Reserve, que podem moldar a precificação de ativos no Brasil.

Espera-se que o Copom eleve a taxa Selic em mais 1 ponto percentual, a 14,25% ao ano, como já foi sinalizado pela própria autarquia no encontro de janeiro.

Já o banco central dos EUA deve manter a taxa de juros inalterada, à medida que avalia as crescentes incertezas comerciais e econômicas nos EUA impulsionadas pelas medidas do governo Trump.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,13%, a 103,590.

FONTE: CNN Brasil
Dólar fecha no menor valor desde outubro, a R$ 5,67; Ibovespa sobe 0,49% | CNN Brasil

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PIB, Powell e mais dados dos EUA: o que fez o Ibovespa subir 1,36% na sessão

Na semana, encurtada pelo fechamento da B3 em razão do Carnaval, acumulou alta de 1,82%

O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, recuperando os 125 mil pontos, com Brava disparando quase 11% após dados de produção e com o avanço do petróleo no exterior, enquanto agentes financeiros também repercutiram dados mais fracos sobre a economia brasileira no último trimestre do ano passado.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,36%, a 125.034,63 pontos, tendo marcado 125.821,53 pontos na máxima e 122.529,86 pontos na mínima do dia. Na semana, encurtada pelo fechamento da B3 em razão do Carnaval, acumulou alta de 1,82%.

O PIB do Brasil cresceu apenas 0,2% no quarto trimestre de 2024 sobre os três meses anteriores, segundo dados do IBGE, abaixo da expansão de 0,7% no terceiro trimestre e da expectativa de avanço de 0,5% em pesquisa da Reuters. Em todo o ano de 2024, apurou crescimento de 3,4%.

Para o analista João Victor Vieitez, da Aware Investments, o PIB sugere uma possível redução na pressão inflacionária, o que pode levar o BC a adotar uma postura mais cautelosa na condução da política monetária, evitando um ciclo de alta mais agressivo da Selic e priorizando a estabilidade econômica.

As taxas dos contratos de DI reagiram aos números do trimestre com queda, o que apoiou ações sensíveis a juros na bolsa paulista, embora muitos economistas esperem alguma recuperação da atividade econômica nos primeiros meses de 2025.

Na visão de economistas da Genial Investimentos, o resultado do PIB se mostra importante para reduzir a pressão sobre o BC, mas também é um fator de risco baixista relevante para a arrecadação do governo e, consequentemente, pode agravar a percepção de risco fiscal nos próximos trimestres.

A última sessão da semana também mostrou que foram criados 151 mil empregos fora do setor agrícola (payroll) norte-americano em fevereiro, após abertura de 125 mil em janeiro (dado revisado para baixo após divulgação inicial de 143 mil). A taxa de desemprego continuou em 4,0%.

“O resultado confirma o nosso cenário de uma economia em desaceleração gradual, e não deve gerar pressão para o Fed mudar sua expectativa de manter as taxas de juros estáveis na próxima reunião”, afirmaram economistas do Bradesco, referindo-se ao Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

“O próximo ponto de atenção é a taxa de inflação, o CPI, que surpreendeu para cima em janeiro e caso devolva parte dessa alta configurará um cenário mais positivo para o Fed”, acrescentaram. O CPI de fevereiro está previsto para o próximo dia 12, enquanto o Fed faz sua reunião de política monetária em 18 e 19 de março.

Na próxima semana, a temporada de resultados no Brasil retoma o fôlego, com a agenda incluindo Azzas 2154, Cogna, SLC Agrícola, Eletrobras, LWSA, CSN, Magazine Luiza, Natura&Co, Prio, entre outras.

A partir de segunda-feira, o mercado de ações à vista na B3 também passa a fechar 1h mais cedo em razão do início do horário de verão nos EUA no domingo. A negociação começa às 10h e acaba às 16h55, com o call de fechamento ocorrendo das 16h55 às 17h. O after-market tem início às 17h30 e termina às 18h.

– BRAVA ON disparou 10,82%, após divulgar que sua produção atingiu 73.854 barris de óleo equivalente por dia em fevereiro, alta de 9,2% ante janeiro. A Brava disse que o nível recorde de produção no mês reflete investimentos e melhorias implementados nos principais polos de atuação.

– MAGAZINE LUIZA ON saltou 10,55%, endossada pelo alívio nos DIs, que beneficiou papéis sensíveis a juros. O índice do setor de consumo subiu 2,77%, enquanto o do setor imobiliário avançou 2,04%. Entre as construtoras do Ibovespa, MRV&CO ON foi destaque com alta de 5,3%.

– SLC AGRÍCOLA ON subiu 2,73% após comprar a Sierentz Agro Brasil, que atua na produção de soja, milho e outros produtos agrícolas, bem como na criação de gado, por US$135 milhões. Após o acordo, a SLC estima ampliar em 13% área plantada em 2025/26.

– PETROBRAS PN valorizou-se 1,08%, encerrando uma sequência de quatro quedas, endossada pela alta dos preços do petróleo no exterior nesta sessão. PETROBRAS ON fechou em alta 1,22%, após oito sessões no vermelho.

– ITAÚ UNIBANCO PN avançou 0,43%, com o sinal positivo prevalecendo entre os bancos do Ibovespa. BRADESCO PN subiu 1,21%, BANCO DO BRASIL ON ganhou 1,19%, SANTANDER BRASIL UNIT valorizou-se 2,45% e BTG PACTUAL UNIT terminou com elevação de 2%.

– VALE ON subiu 1,46%, com os futuros do minério de ferro na China interrompendo uma sequência de nove sessões de perdas. O contrato mais negociado em Dalian subiu 0,19% no dia, mas caiu 3,49% na semana. A sexta-feira também foi data de corte para dividendos da mineradora.

– EMBRAER ON caiu 1,39%, segunda queda seguida, refletindo movimentos de realização de lucros, após a ação renovar máximas históricas nos pregões anteriores. O BTG Pactual elevou o preço-alvo do ADR (recibo da ação negociado nos EUA) de US$47 para US$65.

– TOTVS ON recuou 1,93%, refletindo ajustes, uma vez que até a véspera mostrava alta de 30% no ano, enquanto o Ibovespa subia 2,5% no mesmo período. A empresa divulgou na quinta-feira que o GIC Private Limited, fundo soberano de Cingapura, reduziu sua participação na empresa a 4,851%.

FONTE: InfoMoney
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Ibovespa avança na volta do Carnaval com Embraer em destaque, mas Petrobras pesa

O Ibovespa avançava nesta quarta-feira, na volta do fim de semana prolongado do Carnaval, com as ações da Embraer renovando máxima histórica com alta de cerca de 8%, enquanto os papéis da Petrobras eram destaque negativo em meio ao tombo do petróleo no exterior.

Às 14h25, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,25%, a 123.107,9 pontos. Com o pregão abrindo apenas às 13h, após ficar fechado nos últimos dois dias, o volume financeiro somava R$1,4 bilhão.

Analistas do BB Investimentos afirmaram, em sua carteira de ações recomendadas para o mês corrente, esperar “um quadro de acentuada volatilidade” em março.

“O sentimento misto dos investidores encontra respaldo no nível de incertezas advindas do mercado externo, bem como do quadro interno que tem imposto pressão adicional às companhias, especialmente pela perda de dinamismo da atividade no contexto de juros mais elevados”, citaram Victor Penna e Wesley Bernabé.

– EMBRAER ON disparava 7,57%, tendo renovado máxima histórica intradia a R$75,09 no melhor momento, conforme permanece a visão de que a fabricante de aviões deve continuar mostrando desempenho operacional benigno em 2025. No ano, o papel já sobe cerca de 33%, mesmo após salto de 150% em 2024.

– MARFRIG ON avançava 8,29%, recuperando-se do tombo de mais de 10% no último pregão, na sexta-feira, em sessão positiva para o setor de proteínas na bolsa. BRF ON subia 5,74%, MINERVA ON mostrava acréscimo de 4,07% e JBS ON tinha elevação de 0,71%.

– PETROBRAS PN caía 3,01%, contaminada pelo forte declínio dos preços do petróleo no exterior. O barril do Brent, usado como referência pela estatal, recuava 3,27%, no terceiro dia seguido de queda, em meio a receios com planos da Opep+ de prosseguir com os aumentos de produção em abril.

– BRASKEM PNA recuava 3,1%, engatando o décimo pregão seguido de queda, dada a perspectiva ainda desafiadora para a indústria petroquímica. Na véspera, também entraram em vigor as novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre as importações do México, onde a empresa tem operações.

– VALE ON subia 1,07%, apesar da queda dos futuros do minério de ferro na China. A próxima sexta-feira, dia 7, é a data de corte para pagamento de dividendos anunciados no mês passado, no valor total bruto de R$2,14 por ação. O pagamento está previsto para 14 de março.

– ITAÚ UNIBANCO PN ganhava 1,55%, em dia positivo para bancos, com BANCO DO BRASIL ON avançando 1,1%, BRADESCO PN registrando alta de 1,51% e SANTANDER BRASIL UNIT apurando elevação de 1,07%.

– RD SAÚDE ON valorizava-se 3,68%, também se recuperando da queda de quase 6% no fechamento da sexta-feira. Na semana passada, após a divulgação do balanço, executivos da rede de varejo farmacêutico afirmaram que esperam um primeiro semestre mais difícil com recuperação na segunda metade do ano.

FONTE: Terra
Ibovespa avança na volta do Carnaval com Embraer em destaque, mas Petrobras pesa

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