Economia

Dólar dispara a R$ 5,26 e Ibovespa cai 3% com tensão no Oriente Médio

A escalada do conflito no Oriente Médio provocou forte turbulência nos mercados nesta terça-feira (3). O dólar avançou quase 2% e voltou ao patamar de R$ 5,26, enquanto a Bolsa brasileira registrou a maior queda do ano. O movimento acompanha a busca global por ativos considerados mais seguros diante do aumento do risco geopolítico.

Dólar sobe com aversão ao risco

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,261, alta de 1,87%. No pico da sessão, por volta das 12h20, chegou a R$ 5,34, mas perdeu força ao longo da tarde.

A moeda norte-americana atingiu o maior nível desde o fim de janeiro, refletindo a saída de capital de mercados emergentes. Em meio à volatilidade, o Banco Central anunciou dois leilões de linha no valor de US$ 2 bilhões cada, mas cancelou a operação minutos depois, informando tratar-se de um teste interno divulgado por engano.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a moedas fortes, subiu 0,66%, reforçando o movimento global de fortalecimento da divisa.

Ibovespa registra maior queda do ano

A instabilidade também dominou o mercado acionário. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 3,27%, encerrando aos 183.104 pontos. Durante o pregão, chegou à mínima de 180.518 pontos, queda de 4,64%.

A retração foi disseminada entre as ações. Após renovar recorde acima de 191 mil pontos no fim de fevereiro, o índice voltou ao menor nível em quase um mês.

O desempenho negativo acompanhou as bolsas internacionais:

  • Ásia: Tóquio (-3,1%) e Seul (-7,24%);
  • Europa: quedas superiores a 3%;
  • Estados Unidos: Dow Jones (-0,83%), S&P 500 (-0,9%) e Nasdaq (-1,02%).

Petróleo supera US$ 80 e pressiona inflação global

A tensão geopolítica ganhou força após o agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com impactos também no Líbano e em países do Golfo.

O anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã — rota por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial — elevou o temor de interrupção no fornecimento global de energia. O Catar também suspendeu a produção de gás natural liquefeito.

Como reflexo, o barril do petróleo Brent ultrapassou US$ 80, acumulando alta superior a 4% no fechamento. No início do dia, chegou a avançar 10%. O gás natural na Europa disparou 22%.

A valorização das commodities energéticas amplia o risco de inflação global e reforça preocupações com desaceleração econômica.

PIB brasileiro cresce 2,3% em 2025, mas desacelera no fim do ano

No cenário doméstico, o IBGE informou que o PIB do Brasil avançou 2,3% em 2025. Apesar do crescimento no acumulado do ano, o ritmo perdeu força no quarto trimestre, com alta de apenas 0,1%.

O resultado representa desaceleração frente a 2024, quando a economia cresceu 3,4%. O dado ficou dentro das projeções oficiais, mas reforçou a percepção de perda de dinamismo.

Diante do ambiente externo adverso e da atividade econômica mais fraca, o mercado revisou expectativas para a próxima reunião do Banco Central. A projeção predominante agora é de corte de 0,25 ponto percentual na Taxa Selic, abaixo da estimativa anterior de 0,5 ponto.

Juros mais elevados tendem a sustentar o dólar, mas também limitam o crescimento econômico.

FONTE: Agência Brasil e Reuters.

TEXTO: Conteúdo produzido com suporte de IA, sob curadoria editorial da equipe ReConecta News.

IMAGEM: ILUSTRATIVA / ARQUIVO / RECONECTA NEWS

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Economia

Ibovespa renova fôlego e se aproxima de recorde histórico com alta de 1,35%

O Ibovespa retomou o movimento de valorização nesta quinta-feira (19) e avançou 1,35%, encerrando o pregão aos 188.534,42 pontos — ganho de 2.518,11 pontos após três sessões consecutivas de queda. O resultado mantém o principal índice da bolsa brasileira muito próximo do maior fechamento da história, registrado em 11 de fevereiro, quando atingiu 189.699,12 pontos.

O desempenho reforça a percepção de mercado doméstico aquecido, sustentado por fundamentos e por fluxo consistente de capital estrangeiro.

O giro financeiro do dia somou R$ 29,10 bilhões, com máxima de 188.687,12 pontos e mínima de 185.927,99 pontos.

Dólar cai e juros futuros avançam

No câmbio, o dólar comercial recuou 0,25%, fechando cotado a R$ 5,227. Já os juros futuros (DIs) subiram ao longo de toda a curva, refletindo discussões sobre o custo do crédito e seus impactos na atividade econômica.

O cenário misto indica que, apesar do otimismo na renda variável, o mercado segue atento às condições financeiras e à política monetária.

Petrobras e petróleo impulsionam o índice

Entre os destaques do pregão, o avanço superior a 2% do petróleo no mercado internacional, em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, favoreceu as ações do setor de energia.

A Petrobras acompanhou a alta da commodity e contribuiu para sustentar o índice. As ações preferenciais (PETR4) subiram 1,67%. Já a PRIO (PRIO3) avançou 2,14%.

O peso relevante das petroleiras na carteira teórica do Ibovespa ampliou o impacto positivo da valorização do petróleo sobre o desempenho geral da bolsa.

Bancos sobem e fluxo estrangeiro fortalece a bolsa

As ações dos grandes bancos também registraram ganhos expressivos, reforçando o movimento de alta das chamadas blue chips.

O Banco do Brasil avançou 2,48%, o Bradesco subiu 2,01%, o Itaú Unibanco ganhou 1,17% e o Santander Brasil encerrou com valorização de 1,28%. A B3 também teve desempenho positivo, com alta de 0,80%.

Analistas apontam que o fluxo estrangeiro segue como um dos principais vetores de sustentação do mercado brasileiro, direcionando recursos especialmente para empresas de grande liquidez e relevância no índice.

A Vale, que havia recuado com força na sessão anterior, conseguiu reverter perdas e fechou com leve alta de 0,20%, reforçando o caráter disseminado da valorização.

IBC-Br sinaliza economia resiliente

No campo doméstico, investidores repercutiram o resultado do IBC-Br de dezembro, indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

O índice apontou retração de 0,2% na comparação mensal, desempenho melhor do que o esperado por parte do mercado. A leitura predominante foi de que a economia brasileira mantém resiliência, mesmo em ambiente de condições financeiras mais restritivas.

A composição dos dados, segundo economistas, sugere desaceleração em setores ligados a consumo e renda, mas sem comprometer de forma significativa o ritmo geral da atividade.

Exterior cauteloso e atenção ao PCE

Enquanto a bolsa brasileira operou em alta, os principais índices de Wall Street encerraram o dia em queda, pressionados pelo risco geopolítico e pela expectativa em torno do PCE (índice de preços de consumo pessoal), referência para o Federal Reserve na definição da política monetária.

Mesmo diante do ambiente externo mais volátil, o mercado brasileiro demonstrou apetite por risco, apoiado na combinação de petróleo em alta, bancos fortes, dólar em queda e indicadores domésticos relativamente favoráveis.

O fechamento mantém o Ibovespa próximo das máximas históricas e reforça a narrativa de início de ano positivo para a bolsa brasileira.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brasil 247

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Economia

Queda do dólar reflete desconfiança global, movimento da China e maior fluxo de capital para o Brasil

A recente queda do dólar é resultado de uma combinação de fatores externos e internos, que incluem a desconfiança dos investidores globais em relação aos Estados Unidos, decisões estratégicas da China e o aumento do fluxo de capitais para o Brasil. O movimento tem fortalecido o real e impulsionado os mercados financeiros domésticos.

Incertezas nos EUA pressionam a moeda americana

No cenário internacional, o dólar perdeu força diante dos riscos associados à condução econômica do presidente Donald Trump e das dúvidas sobre a disciplina fiscal de Washington. Esse ambiente de incerteza foi intensificado após a informação de que autoridades chinesas recomendaram que bancos do país reduzam a exposição a títulos do Tesouro americano (Treasuries).

A orientação gerou impacto imediato: a moeda dos EUA caiu quase 1% frente a divisas como euro, libra e iene, reforçando o movimento de enfraquecimento global do dólar.

China orienta bancos a reduzir exposição aos Treasuries

Reguladores chineses aconselharam instituições financeiras a limitar a compra de títulos do governo americano e a diminuir posições já elevadas, citando riscos de concentração e volatilidade. A recomendação não se aplica às reservas internacionais oficiais da China.

Embora bancos chineses detivessem cerca de US$ 300 bilhões em ativos denominados em dólar até setembro do ano passado, não há dados precisos sobre quanto desse montante estava alocado em Treasuries. Segundo autoridades chinesas, a medida busca diversificação de risco, e não representa uma ação geopolítica contra os Estados Unidos.

Brasil se beneficia da rotação global de investimentos

No mercado doméstico, o real se fortaleceu ainda mais. O dólar caiu para R$ 5,18, o menor patamar em quase 21 meses. O movimento reflete a intensificação da chamada rotação de carteiras, na qual investidores globais redirecionam recursos antes concentrados nos EUA para mercados emergentes, como o Brasil.

As taxas de juros elevadas no país têm sido um atrativo adicional, ampliando a entrada de capital estrangeiro.

Tesouro Nacional e o impacto no câmbio

O cenário favorável foi reforçado pela captação externa do Tesouro Nacional, que levantou US$ 4,5 bilhões na primeira emissão de títulos brasileiros no mercado internacional em 2026. A operação incluiu:

  • US$ 3,5 bilhões em um título com vencimento em 2036, com taxa de 6,4% ao ano
  • US$ 1 bilhão em um papel com vencimento em 2056, com juros de 7,3% ao ano

As taxas ficaram abaixo das indicações iniciais, e a demanda alcançou US$ 12 bilhões, sinalizando forte apetite dos investidores. Esse tipo de operação tende a facilitar futuras captações externas de empresas privadas brasileiras, ampliando ainda mais o fluxo cambial para o país.

Bolsa brasileira em alta e recordes sucessivos

O aumento do interesse estrangeiro também impulsionou a B3. O Ibovespa subiu 1,8%, alcançando 186.241 pontos, o décimo recorde do índice no ano.

Até a última quinta-feira, investidores internacionais já haviam aportado R$ 29,2 bilhões na Bolsa brasileira, valor superior a todo o montante investido ao longo de 2025, que somou R$ 25,5 bilhões.

Segundo analistas, parte desse movimento está ligada à saída de recursos de setores como tecnologia e criptomoedas no exterior, considerados caros e mais arriscados no atual contexto.

Política monetária e juros no radar

No Brasil, o mercado também repercutiu declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que afirmou que o momento é de “calibragem” da política monetária e que a autoridade ainda não declarou vitória sobre a inflação.

A expectativa de flexibilização da taxa Selic contribui para o bom desempenho das ações. Relatório do Bank of America aponta que o mercado brasileiro apresenta a maior correlação entre valorização das ações e queda dos juros entre os países emergentes.

Ações brasileiras seguem atrativas

Apesar da valorização recente, analistas avaliam que os papéis nacionais continuam negociados a preços atrativos. Para o Santander, o mercado brasileiro ainda opera com desconto em relação a pares relevantes como Índia, Taiwan e México, mesmo após a reprecificação observada em 2026.

Perspectivas para o Ibovespa

O JPMorgan mantém uma visão positiva para o ingresso de capital internacional em mercados emergentes. Em relatório, o banco projeta que o pico do Ibovespa deve ocorrer entre o fim do primeiro trimestre e o início do segundo.

A instituição destaca que o enfraquecimento do dólar e um possível novo ciclo de commodities, após o auge dos investimentos em inteligência artificial, tendem a favorecer a América Latina, embora o período eleitoral possa trazer volatilidade mais adiante.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Economia

Dólar recua a R$ 5,18 e registra menor fechamento desde maio de 2024

O dólar comercial encerrou a segunda-feira (9) em forte queda e fechou abaixo de R$ 5,20, impulsionado por um ambiente externo mais favorável aos mercados emergentes, como o Brasil. O movimento ganhou força após a China reduzir a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos (treasuries), o que enfraqueceu a moeda norte-americana no mercado global.

A divisa dos EUA caiu 0,59%, encerrando o dia cotada a R$ 5,1886, o menor valor desde 28 de maio de 2024. No acumulado de 2026, o dólar já registra desvalorização de 5,47% frente ao real.

Ibovespa sobe com apoio de grandes ações

No mercado acionário, o Ibovespa operou em alta, sustentado principalmente pelo desempenho positivo das blue chips. Ações de Petrobras, Vale, Itaú Unibanco e Bradesco lideraram os ganhos do índice.

Por outro lado, os papéis do BTG Pactual figuraram entre as maiores quedas do pregão, após a divulgação do balanço trimestral. Por volta das 17h18, o principal índice da B3 avançava 1,76%, aos 186.127,57 pontos.

Banco Central adota discurso de cautela

No cenário doméstico, investidores também repercutiram declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo. Segundo ele, a recente melhora dos indicadores não representa uma “volta da vitória” contra a inflação.

Galípolo destacou que o foco da autoridade monetária, neste momento, está na calibragem da política monetária, sinalizando cautela nas próximas decisões.

Mais cedo, o Banco Central divulgou o Boletim Focus, que trouxe nova revisão para baixo na expectativa de inflação.

Boletim Focus reduz projeções de inflação

A mediana das projeções para o IPCA de 2026 caiu de 3,99% para 3,97%, permanecendo 0,53 ponto percentual abaixo do teto da meta, fixado em 4,50%. Há um mês, a estimativa era de 4,05%.

Entre as projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a expectativa subiu de 3,90% para 3,96%. Para 2027, a mediana seguiu estável em 3,80% pela 14ª semana consecutiva.

O IPCA de 2025 fechou em 4,26%, segundo o IBGE, resultado inferior tanto à última mediana do Focus (4,31%) quanto à estimativa do próprio Banco Central (4,4%).

Análise técnica aponta resistência no Ibovespa

De acordo com análise semanal do BB Investimentos, o Ibovespa mantém tendência de alta, mas apresenta sinais de perda de fôlego no curto prazo.

“O comportamento das últimas três semanas indica um padrão de esgotamento do movimento altista, com resistência em torno dos 187,5 mil pontos e suporte imediato na região dos 182 mil pontos”, destacou a instituição em relatório.

Exterior adiciona cautela aos mercados

No cenário internacional, a semana começou com viés negativo nos futuros das bolsas norte-americanas. Para a equipe da Ágora Investimentos, o ambiente externo pode trazer volatilidade adicional aos ativos brasileiros, com investidores à espera da divulgação de indicadores econômicos relevantes.

BTG Pactual divulga lucro recorde

O BTG Pactual anunciou lucro líquido ajustado de R$ 4,60 bilhões no quarto trimestre, alta de 40,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado veio levemente acima da expectativa de analistas consultados pela LSEG, que projetavam R$ 4,56 bilhões.

A receita do maior banco de investimentos da América Latina cresceu 35,1%, alcançando o recorde de R$ 9,09 bilhões. O ROAE (retorno sobre o patrimônio) ficou em 27,6%, ante 23,0% um ano antes.

China reduz exposição a títulos dos EUA

No exterior, um dos principais vetores de impacto foi a decisão da China de orientar seus bancos a frear a compra de treasuries americanos. A medida busca reduzir riscos e evitar concentração excessiva em ativos dos Estados Unidos.

Atualmente, o país asiático detém cerca de US$ 850 bilhões em títulos da dívida norte-americana, sendo aproximadamente US$ 300 bilhões sob responsabilidade de bancos chineses. A mudança de postura reforça a reavaliação estratégica de Pequim no cenário financeiro global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Economia

Ibovespa fecha aos 181 mil pontos e registra melhor desempenho em 16 anos

O Ibovespa encerrou a terça-feira, 27, aos 181.919 pontos, com alta de 1,79%, renovando recordes históricos. O índice da B3 retomou a força após um pregão de acomodação na segunda-feira e chegou a tocar, pela primeira vez na história, o patamar dos 183 mil pontos, marcando também um recorde intradiário.

Janeiro de 2026 entre os melhores meses da bolsa

Com o desempenho de hoje, o Ibovespa superou o fechamento de sexta-feira, 23, quando atingiu 178.858 pontos. Apenas no início de 2026, o índice já acumulou dez máximas históricas, praticamente um terço dos 32 recordes registrados ao longo de todo o ano de 2025.

Segundo a consultoria Elos Ayta, desde 2010 apenas 13 meses tiveram altas superiores a dois dígitos, como novembro de 2023 (12,54%), outubro de 2011 (11,49%) e outubro de 2016 (11,23%). Esses dados consolidam janeiro de 2026 como um dos períodos de maior valorização da bolsa brasileira em mais de uma década.

Fatores que impulsionaram o Ibovespa

O avanço do índice foi sustentado pela divulgação do IPCA-15 de janeiro, que registrou alta de 0,20%, abaixo das expectativas do mercado. O dado reforçou a percepção de inflação controlada, estimulando a tomada de risco e o fluxo de capital estrangeiro para a B3.

Pablo Spyer, conselheiro da Ancord, afirma que o IPCA-15 mostra inflação sob controle no curto prazo, mas destaca pressões nos núcleos, especialmente em serviços e bens industrializados, recomendando cautela em relação à política monetária do Banco Central. Rodrigo Marques, economista-chefe da Nest Asset Management, reforça que a trajetória de desinflação permanece, mantendo a expectativa de início do ciclo de cortes da Selic em março, com redução de 25 pontos-base.

Setor financeiro lidera ganhos do pregão

O rali foi puxado pelo setor financeiro, que contribuiu de forma decisiva para o recorde do índice. Entre os destaques:

  • Itaú (ITUB4): +2,65%
  • Santander (SANB11): +3,18%
  • Bradesco (BBDC4): +2,63%
  • Banco do Brasil (BBAS3): +1,19%
  • BTG Pactual (BPAC11): +2,44%

No âmbito individual, os maiores ganhos vieram de:

  • Raízen (RAIZ4): +8,43%
  • CSN (CSNA3): +7,13%
  • Yduqs (YDUQ3): +6,96%
  • Cyrela (CYRE3): +6,17%
  • Assaí (ASAI3): +5,47%

Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, atribui o movimento à entrada de capital estrangeiro. “Com a saída de notícias negativas nos Estados Unidos, especialmente ligadas ao presidente Donald Trump, investidores têm direcionado recursos para mercados emergentes, incluindo o Brasil”, explicou.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cris Faga/NurPhoto/Getty Images

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Economia

Ibovespa bate recorde histórico e supera 166 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,38 com tensões internacionais

O mercado financeiro brasileiro teve um dia de movimentos contrastantes nesta terça-feira (20). Enquanto a bolsa de valores alcançou um marco inédito, encerrando acima dos 166 mil pontos pela primeira vez, o dólar comercial avançou frente ao real, pressionado pelo cenário externo e por novos ruídos geopolíticos envolvendo Estados Unidos e Europa.

Bolsa brasileira ignora cenário externo e renova máxima histórica

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão aos 166.277 pontos, com valorização de 0,87%. Após oscilar negativamente no início do dia, o indicador passou a subir com a abertura das bolsas norte-americanas, beneficiado pelo fluxo de capital estrangeiro em direção a mercados emergentes.

No fim da tarde, o índice perdeu fôlego durante o discurso que marcou um ano do novo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegando a recuar momentaneamente abaixo dos 166 mil pontos. Ainda assim, a bolsa reagiu nos minutos finais e garantiu o fechamento em nível recorde, impulsionada principalmente por ações de mineradoras, bancos e petroleiras, setores com maior peso na composição do Ibovespa.

Dólar avança com escalada de tensões entre EUA e Europa

Diferentemente do desempenho positivo da bolsa, o mercado de câmbio teve um dia de alta. O dólar comercial encerrou cotado a R$ 5,375, com avanço de 0,3%, equivalente a R$ 0,016. Pela manhã, a moeda norte-americana chegou a alcançar R$ 5,40, mas perdeu força ao longo da tarde.

O movimento foi influenciado pela intensificação das tensões políticas e comerciais entre Estados Unidos e União Europeia. O presidente francês, Emmanuel Macron, sinalizou a possibilidade de acionar um mecanismo de defesa comercial que permitiria a aplicação de tarifas de até 93 bilhões de euros sobre produtos americanos. A reação ocorre após novas declarações de Trump envolvendo ameaças territoriais e possíveis aumentos tarifários contra produtos europeus.

Impasse comercial e juros elevados no radar dos investidores

O clima de instabilidade ganhou mais força após o Parlamento Europeu suspender a tramitação do acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos, firmado em julho do ano passado, que previa tarifas de 15% sobre produtos europeus exportados ao mercado norte-americano.

Apesar do cenário internacional adverso, o Brasil foi parcialmente protegido pela diferença entre os juros internos e os praticados nos Estados Unidos. Com a Taxa Selic em 15% ao ano, no maior patamar em quase duas décadas, o país segue atraente para investidores em busca de rentabilidade, o que ajudou a conter uma pressão mais forte tanto sobre o dólar quanto sobre a bolsa.

Na próxima semana, o mercado volta suas atenções para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que definirá os próximos passos da política de juros no país.

Fonte: Agência Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

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Economia

Dólar cai pela quarta sessão consecutiva e fecha abaixo de R$ 5,40.

Dólar hoje acompanha alívio no mercado e cenário externo mais estável.

O dólar voltou a recuar frente ao real nesta terça-feira, registrando a quarta queda consecutiva e encerrando o dia abaixo de R$ 5,40. O movimento refletiu um ambiente mais favorável aos ativos brasileiros, com redução das tensões em torno da crise na Venezuela e maior apetite ao risco por parte dos investidores.

No mercado à vista, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,43%, cotada a R$ 5,3819, acumulando desvalorização de 3,50% nas últimas quatro sessões.

Dólar futuro recua na B3

Por volta das 17h03, o dólar futuro com vencimento em fevereiro — o mais negociado atualmente — operava em baixa de 0,60%, aos R$ 5,4155, acompanhando o movimento observado no mercado à vista.

Efeito Venezuela perde força no câmbio

Na sessão anterior, o dólar chegou a ganhar força após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na prisão de Nicolás Maduro e levantou preocupações sobre possíveis impactos econômicos. No entanto, ao longo do dia, o mercado passou a reduzir a percepção de risco, levando a moeda a inverter o sinal.

Nesta terça-feira, o dólar iniciou o pregão com leves altas, mas passou a cair ainda no fim da manhã, repetindo o comportamento do dia anterior.

Segundo Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos, a expectativa inicial era de maior aversão ao risco nas moedas sul-americanas. “Após o ataque dos EUA à Venezuela, eu esperava saída de investidores de moedas como o real, mas o mercado aparentemente absorveu bem o evento”, avaliou.

Mínima do dia e Ibovespa em alta

Após atingir a máxima de R$ 5,4185 ainda na primeira hora de negociações, o dólar à vista recuou até a mínima de R$ 5,3633 no fim da manhã. No mesmo período, o Ibovespa avançava mais de 1%, reforçando o cenário positivo para os mercados locais.

Cenário externo segue misto

No exterior, o dólar apresentava valorização frente às moedas fortes, enquanto mostrava comportamento misto diante de divisas emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano. O índice do dólar (DXY), que mede o desempenho da moeda frente a uma cesta de seis divisas, subia 0,18%, aos 98,565 pontos.

Agenda econômica no radar

Para o restante da semana, o foco dos investidores se volta à divulgação dos dados de inflação no Brasil, prevista para sexta-feira, além dos indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que serão conhecidos entre quarta e quinta-feira.

Balança comercial reforça fundamentos

Durante a tarde, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que o Brasil encerrou 2025 com superávit de US$ 68,293 bilhões na balança comercial, o terceiro melhor resultado anual da série histórica, impulsionado por exportações recordes e maior crescimento das importações. Para 2026, a projeção oficial é de saldo positivo entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.

Ainda nesta terça-feira, o Banco Central realizou a venda de 50 mil contratos de swap cambial para a rolagem do vencimento previsto para 2 de fevereiro.

Fonte: Com informações do mercado financeiro e dados oficiais.
Texto: Redação

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Economia

Dólar supera R$ 5,50 e acumula quarta alta seguida com ruídos políticos no Brasil

Moeda reage a cenário eleitoral e avança no mercado doméstico

O dólar voltou a ganhar força no mercado brasileiro nesta quarta-feira, registrando a quarta alta consecutiva e ultrapassando novamente o patamar de R$ 5,50. O movimento reflete o aumento das incertezas políticas ligadas às eleições presidenciais de 2026, especialmente diante da possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), enquanto, no exterior, a moeda norte-americana também manteve valorização.

No encerramento do pregão, o dólar à vista avançou 1,07%, cotado a R$ 5,5223. Apesar da sequência recente de ganhos, a divisa ainda acumula queda de 10,63% no ano.

Dólar futuro tem leve alta na B3

Por volta das 17h07, o contrato de dólar futuro para janeiro, atualmente o mais negociado na B3, subia 0,13%, a R$ 5,5350, indicando manutenção do viés de cautela entre os investidores.

Pesquisa eleitoral amplia cautela dos investidores

Na véspera, o mercado já havia reagido a uma pesquisa Genial/Quaest, que apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em posição confortável na corrida presidencial frente a adversários da direita.

Em um dos cenários estimulados, Lula aparece com 41% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 23%, e Tarcísio de Freitas, com 10%. O levantamento indica ainda vitória de Lula em todos os cenários de segundo turno.

Mercado avalia impacto da possível candidatura de Flávio Bolsonaro

A leitura predominante entre agentes financeiros é que uma eventual consolidação de Flávio Bolsonaro como nome da direita pode inviabilizar a candidatura de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e visto por parte do mercado como uma alternativa mais alinhada à agenda econômica liberal. Esse cenário tende a favorecer a reeleição de Lula, aumentando a aversão ao risco nos ativos brasileiros.

As preocupações ganharam força após informação divulgada pelo site Metrópoles, segundo a qual o senador Ciro Nogueira (PP-PI) teria indicado a investidores que Tarcísio deve buscar a reeleição em São Paulo, enquanto Flávio avançaria como candidato ao Planalto.

Ibovespa cai e juros futuros sobem

Durante a tarde, o dólar acompanhou a queda do Ibovespa e a alta expressiva das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros). Às 13h51, a moeda atingiu a máxima intradiária de R$ 5,5320, com valorização de 1,24%.

Cenário externo também favorece o dólar

No mercado internacional, os investidores seguem atentos aos próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed). Além disso, o dólar avançou frente à libra esterlina, diante da expectativa de corte de juros pelo Banco da Inglaterra.

No fim da tarde, o índice do dólar (DXY) — que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,17%, aos 98,382 pontos.

Fonte: Com informações do mercado financeiro e agências internacionais.
Texto: Redação

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Economia

Bolsa encerra sequência recorde de altas; dólar avança com cenário externo

Após 15 pregões consecutivos de valorização, o Ibovespa encerrou o dia em leve queda de 0,07%, aos 157.633 pontos. O recuo, embora modesto, colocou fim a uma sequência histórica de ganhos iniciada em 21 de outubro, período em que o principal índice da Bolsa de Valores acumulou alta de 9,48%.

Mesmo com a interrupção da série positiva, o desempenho em 2025 continua expressivo, com valorização acumulada de 31,15%. O pregão desta quarta-feira foi marcado pela volatilidade: o índice chegou a superar os 158 mil pontos na abertura, mas recuou até 0,74% no início da tarde, antes de ensaiar recuperação parcial nas horas finais.

Ações da Petrobras pesam no índice
A principal pressão sobre o Ibovespa veio das ações da Petrobras, impactadas pela queda no preço internacional do petróleo. Os papéis ordinários (PETR3) recuaram 2,99%, enquanto os preferenciais (PETR4) caíram 2,56%, puxando o índice para baixo.

A instabilidade no setor de energia refletiu o movimento global de correção dos preços do barril, após semanas de alta influenciada por tensões geopolíticas e cortes de produção.

Dólar sobe e reverte movimento de baixa
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,29, alta de 0,37% (R$ 0,019). A moeda americana chegou a recuar para R$ 5,26 pela manhã, mas retomou força ao longo do dia, acompanhando a desvalorização de moedas de países emergentes diante do fortalecimento do dólar no exterior.

Apesar do avanço, a divisa ainda acumula queda de 1,64% em novembro e retração de 14,34% no ano. Na véspera, havia fechado em R$ 5,27, o menor nível desde junho de 2024.

Perspectivas de curto prazo
Analistas destacam que, mesmo após a leve correção, o mercado segue otimista com o desempenho da bolsa brasileira, sustentado por expectativas positivas sobre juros, fluxo estrangeiro e melhora no ambiente fiscal. Já o câmbio deve continuar refletindo a combinação entre fatores externos e percepção de risco local.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/B3

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Economia

Dólar recua com mercados globais mais tranquilos e expectativa pelo Copom

O dólar terminou a quarta-feira (5) em queda no Brasil, refletindo o movimento de desvalorização da moeda norte-americana frente a divisas de países exportadores de commodities. O recuo acompanha o alívio nos mercados internacionais, após a diminuição dos temores de uma correção acentuada nas bolsas dos Estados Unidos.

Oscilação e busca por ativos de risco

Nas primeiras horas do dia, a moeda americana permaneceu próxima da estabilidade, mas perdeu força durante a manhã, acompanhando a valorização de moedas como o peso mexicano e o peso chileno. A demanda por dólar diminuiu diante de um cenário global de maior interesse por ativos de risco, refletindo confiança dos investidores.

Durante a sessão, a moeda chegou a atingir a mínima de R$ 5,3579 (-0,76%) por volta das 13h15.

Ibovespa atinge novo recorde e juros em foco

O clima favorável nos mercados também impulsionou os ativos brasileiros. As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) recuaram, enquanto o Ibovespa bateu recorde, ultrapassando 153 mil pontos.

No câmbio, os investidores se mantiveram atentos ao comunicado do Copom, divulgado após as 18h30. O mercado já precificava quase 100% de chance de manutenção da Selic em 15% ao ano, mas especulava sobre possíveis sinais de corte nos próximos meses, em dezembro ou janeiro. Analistas destacam que a combinação de juros altos no Brasil e o início do ciclo de redução de taxas nos Estados Unidos tem beneficiado a valorização do real.

Dólar frente às principais moedas globais

Mesmo com a queda em relação às moedas de mercados emergentes, o dólar permaneceu estável diante das principais divisas globais. Às 17h27, o índice DXY, que acompanha o desempenho da moeda americana frente a seis moedas fortes, marcava 100,17 pontos, mantendo estabilidade.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcos Brindicci/Reuters

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