Informação, Notícias

Brasil pode se declarar livre da gripe aviária em 14 dias, diz ministro

Fávaro afirma que país está na metade do vazio sanitário; MS não tem casos suspeitos em investigação

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, realizou coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (4) para atualizar a situação de emergência zoossanitária por gripe aviária no país. Segundo Fávaro, a “crise mostrou ao mundo a robustez do sistema brasileiro”, já que, até agora, houve apenas um caso confirmado da doença em ave de viveiro comercial.

O único caso registrado em granja comercial ocorreu no dia 15 de maio, no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. O ministro informou que, se nenhum outro caso em estabelecimento comercial for confirmado nos próximos 14 dias, o país poderá se declarar livre da gripe aviária.

De acordo com os protocolos internacionais, o período de vazio sanitário dura 28 dias, tempo em que uma área afetada pela doença deve permanecer sem atividade, para evitar a proliferação do vírus.

“Estamos, portanto, na metade do processo de vazio sanitário, sem que outras mortes ocorram nas granjas comerciais. Nossa expectativa é que, ao final desse período, possamos reduzir significativamente as restrições comerciais, até a volta completa à normalidade”, afirmou Fávaro.

Outros dois casos de gripe aviária foram confirmados no Zoológico de Brasília, no dia 28 de maio. No entanto, o ministro esclareceu que, por se tratarem de animais silvestres, esses casos não implicam em restrições comerciais.

O pombo e o marreco irerê, encontrados mortos no local, não faziam parte do plantel do zoológico. Eles foram recolhidos pela Seagri-DF (Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal) e encaminhados ao Laboratório de Defesa do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) para análise.

“Há dois anos não tínhamos casos em animais silvestres. Ou seja, desde 15 de maio de 2023. De lá para cá, nunca foi registrado um caso. É tão natural que nem há protocolo prevendo restrição”, explicou o ministro.

Mato Grosso do Sul – No Estado, este ano, nove suspeitas de gripe aviária foram investigadas, todas com resultado negativo para a doença. De acordo com o diretor-presidente da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), Daniel Ingold, esse tipo de apuração faz parte da rotina da agência. Em situações como a emergência sanitária no Rio Grande do Sul, onde houve confirmação da doença, é “esperado um aumento inicial no número de notificações e investigações”.

Em 2023, foram 28 suspeitas em Mato Grosso do Sul, sendo uma delas confirmada em Bonito, o último caso registrado da doença no Estado. Atualmente, não há nenhuma investigação em andamento no território sul-mato-grossense, enquanto o Brasil tem oito coletas de amostras em análise laboratorial.

Fonte: Campo Grande News

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Comércio Exterior, Importação, Mercado Internacional

China bane importação de toda carne de frango e derivados do Brasil

Autoridades chinesas também determinaram que todos os resíduos animais e vegetais que chegarem em navios do Brasil deverão ser analisados pela supervisão aduaneira. O país é o maior exportador de frango para a China e exportou cerca de US$ 10 bilhões em carne de frango para todo o mundo em 2024, o equivalente a 35% do comércio global, segundo a Reuters.

Casos são investigados em estados do Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul

Ministério da Agricultura registra investigações em sete estados. Há uma suspeita em uma planta comercial em Anta Gorda (RS), sete suspeitas envolvendo aves de subsistência nos estados de Ceará, Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul e ainda cinco suspeitas envolvendo aves silvestres em São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal.

Governo de Minas Gerais decretou estado de emergência sanitária animal. Em Mateus Leme, foram encontradas mortas em 16 de maio três espécies de aves: ganso, pavão-comum e cisne-negro. Os animais estavam em propriedade particular, segundo o prefeito de Matheus Leme, Renilton Ribeiro Coelho.

Notificação dos casos é obrigatória. Sistema do Ministério da Agricultura registra todas as suspeitas, que são casos nos quais ainda estão sendo realizados exames para confirmar ou não a doença.

O Brasil já realizou mais de 2.500 investigações de suspeitas de gripe aviária desde maio de 2023, quando houve a primeira ocorrência em ave silvestre, segundo o Ministério da Agricultura. O único caso confirmado em granja comercial ocorreu neste ano em Montenegro, no Rio Grande do SulA China proibiu toda a importação de carne de frango e derivados do Brasil devido aos casos de gripe aviária identificados no país, segundo comunicado da Administração Geral de Alfândegas da China.

O que aconteceu

Decisão representa uma ampliação do embargo às carnes brasileiras. Governo brasileiro esperava que fosse realizado um embargo total desde que veio à tona o primeiro caso identificado de gripe aviária em uma granja comercial do Rio Grande do Sul, mas pediu à China que fosse restrito apenas ao município onde foi identificado o caso.

Proibição total faz parte dos protocolos sanitários adotados entre os países. Atualmente, o governo brasileiro tem 13 investigações abertas para identificar casos de gripe aviária no país, sendo apenas uma delas envolvendo uma granja comercial.

No total, o País já registrou 170 casos da doença. Deste total, 166 casos foram em animais silvestres, de três focos em produção de subsistência, de criação doméstica, e um em produção comercial.

Humanos podem pegar? Tire suas dúvidas sobre a gripe aviária

A gripe aviária é causada pelo vírus influenza, em especial pelo subtipo A (H5N1), altamente agressivo para aves. Esse vírus já provocou surtos globais e costuma circular entre aves selvagens, migratórias e de criação, podendo afetar mamíferos como porcos, vacas e até mesmo animais domésticos, como gatos e cachorros.

A doença é altamente contagiosa entre aves e seu principal sinal é a morte súbita. A mortalidade em lote pode ultrapassar 60%, chegando a 100% em casos mais agressivos, segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Outros sinais incluem tosse, muco nasal, queda na produção de ovos, hemorragias, inchaço em articulações e alterações na coloração da crista.

Humanos podem pegar, mas o risco de contaminação é baixo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), casos em humanos são raros e ocorrem quase exclusivamente por contato direto e desprotegido com aves contaminadas.

A doença geralmente atinge profissionais da linha de frente, como tratadores, granjeiros ou veterinários. Por isso, eles devem usar equipamentos de proteção, como máscaras e luvas. Criações domésticas também exigem atenção: mortes repentinas devem ser comunicadas imediatamente às autoridades sanitárias.

Mesmo sendo rara a contaminação, a doença preocupa por causa da alta taxa de mortalidade. Entre o início de 2003 e abril de 2024, a OMS registrou 889 casos de gripe aviária em humanos, espalhados por 23 países. Destes, 463 culminaram em morte, o que representa uma taxa de mortalidade de 52%.

Fonte: UOL

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Comércio Exterior, Mercado Internacional

A imensa maioria dos mercados no mundo reconhece a força do sistema sanitário brasileiro, diz Fávaro na CRA

A audiência pública ocorreu nesta terça-feira (27) para dialogar sobre a emergência zoossanitária decorrente da gripe aviária

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou de audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal, em Brasília (DF), para apresentar um balanço sobre a situação da influenza aviária no Brasil. Na ocasião, o ministro detalhou as medidas adotadas para o controle da doença e para a proteção da produção avícola nacional.

Durante a reunião da Comissão, o ministro Fávaro, destacou a robustez e a eficiência do serviço sanitário brasileiro. Ele ressaltou que, imediatamente após a detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma granja de aves comerciais no município de Montenegro (RS), foram adotadas todas as medidas previstas no Plano de Contingência, incluindo a instalação de sete barreiras sanitárias na região.

“Estamos no quinto dia útil após a conclusão da desinfecção completa da granja e já se passaram 15 dias desde a identificação do foco. Posso assegurar, com muita tranquilidade, que o foco de Montenegro está completamente contido. Se houvesse disseminação para outras regiões, já teríamos registrado novos casos de mortalidade. O fato de termos passado este período sem novos registros comprova que o sistema sanitário brasileiro funciona. As barreiras implantadas foram eficazes”, expôs o ministro.

Fávaro destacou ainda que já foi concluída a limpeza e a desinfecção da propriedade afetada, dando início ao período de vazio sanitário de 28 dias, conforme os protocolos internacionais. Caso não haja registro de novos focos nesse intervalo, o Brasil poderá se autodeclarar livre da doença na região. “Passados os 28 dias, que correspondem ao período de incubação do vírus, poderemos autodeclarar, novamente, o Brasil livre de influenza aviária. E a tendência muito forte é de que isso se confirme nos próximos dias”, afirmou.

O ministro também destacou a confiança dos parceiros comerciais no sistema sanitário brasileiro. Dos 160 países que importam carne de aves do Brasil, apenas 24 impuseram restrições temporárias, conforme previsto nos protocolos internacionais. “Uma das missões do Ministério da Agricultura é justamente revisar e modernizar esses protocolos. Desde o primeiro caso em animais silvestres, trabalhamos para atualizar não apenas os protocolos para a gripe aviária, mas também para outras enfermidades, como Encefalopatia Espongiforme Bovina (mal da vaca louca) e demais doenças que impactam o comércio internacional. Já obtivemos avanços importantes. Recentemente, concluímos a revisão do protocolo com o Japão e, hoje, contamos com mais de 120 mercados plenamente abertos, sem qualquer restrição às exportações brasileiras. A imensa maioria dos mercados no mundo reconhece a força do sistema sanitário brasileiro”, ressaltou Fávaro.

Fávaro evidenciou que a população pode continuar consumindo carne de frango e ovos com segurança. “Ao passar pelo processo de cozimento o vírus é completamente eliminado. Alguns perguntam, ‘Se o risco é zero de contaminação, por que a restrição para exportação? Não é pelo consumo, é do risco de proliferação da doença em granjas comerciais”, disse.

Ainda, destacou a importância do trabalho em conjunto com o Congresso Nacional para o fortalecimento do sistema sanitário brasileiro. Atualmente há dois projetos de lei em regime de urgência para serem aprovados. O primeiro é o que cria o Fundo Sanitário Nacional, que prevê a indenização aos produtores brasileiros em caso de questões sanitárias e o segundo é o que prevê o depósito pela iniciativa privada à um fundo que permita o pagamento de horas extras aos auditores fiscais federais agropecuários.

NOMEAÇÃO DE NOVOS SERVIDORES

Outro ponto ressaltado por Fávaro durante a audiência foi a nomeação de novos servidores aprovados no Concurso Público Nacional Único (CPNU).

Na última semana o Mapa publicou o Edital nº 2/2025, que tem por objetivo definir os critérios de alocação das 440 vagas oferecidas no CPNU, sendo 200 para cargos de auditores fiscais agropecuários e 240 para agentes de atividades agropecuárias e de inspeção sanitária e industrial de Produtos de Origem Animal, e técnicos de laboratório.

“Nos antecipamos e já realizamos o chamamento de 440 novos servidores para o Ministério da Agricultura, reforçando o Sistema Nacional de Segurança Sanitária. Esses novos servidores já estão em processo de capacitação para serem incorporados ao sistema. Adianto que está prevista a realização de um aditivo de mais 25% e, caso necessário, há previsão legal, por meio de decreto, de mais 50%, um compromisso do governo do presidente Lula. Estamos falando de quase mil novos colaboradores públicos na segurança sanitária brasileira”, falou o ministro Carlos Fávaro.

FINANCIAMENTO RURAL

Ao final da comissão, o ministro Carlos Fávaro também abordou a importância do fortalecimento do seguro rural no Brasil e fez um apelo ao Congresso Nacional pela adoção de um modelo mais eficiente.

“O seguro rural ainda é um ponto que precisa avançar dentro do nosso Plano Safra. Ele não cumpre plenamente sua função. Se tivéssemos um seguro robusto e eficiente, não estaríamos hoje discutindo a necessidade de repactuar as dívidas dos produtores do Rio Grande do Sul, que foram severamente impactados. Faço um apelo ao Congresso, é fundamental ampliar os recursos destinados ao seguro rural. A proposta é realizar um grande chamamento, trazendo todas as seguradoras que atuam no Brasil, além de resseguradoras internacionais, para ampliar a oferta. Queremos manter o modelo tradicional, mas também oferecer ao produtor a opção do seguro paramétrico, que, na minha avaliação, é o caminho mais viável para garantir ampla adesão e efetividade na proteção do produtor rural”, afirmou o ministro.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio, Exportação, Saúde

Comissão do Senado ouve Carlos Fávaro por medidas contra gripe aviária

Ministério da Agricultura e Pecuária investiga suspeitas da doença em nove municípios brasileiros

A pedido do senador Zeca Marinho (Podemos-PA), a Comissão de Agricultura do Senado vai ouvir nesta terça-feira o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, para que ele apresente o panorama atual da situação da gripe aviária no Brasil.

O parlamentar justifica a necessidade do ministério esclarecer as estratégias de prevenção e controle adotadas para proteger a avicultura nacional.

Até o momento, a pasta investiga suspeitas de gripe aviária em nove municípios brasileiros. Três no Rio Grande do Sul, três em Santa Catarina e outros casos no Ceará, Tocantins e Pará.

Após a confirmação do primeiro caso de gripe aviária, no município de Montenegro (RS), 63 países já restringiram a compra de carne de aves do Brasil. Mais de 35% de toda a carne de frango produzida no Brasil é destinada ao mercado externo.

Segundo o Mapa, se as novas suspeitas forem descartadas, a expectativa é que o problema seja resolvido em 28 dias, tempo de duração do ciclo do vírus. Assim, o Brasil retomaria o comércio internacional de forma automática.

“Além de apresentar o panorama atual da situação da gripe aviária, essa audiência servirá para que o Senado Federal reafirme seu compromisso em ajudar o país a sair dessa crise, contribuindo naquilo que for possível. Um exemplo disso é o projeto que cria o fundo nacional sanitário para indenizar os produtores afetados”, disse Zeca Marinho.

Fonte: Veja

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Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação

Suspensão de exportações de frango deve aliviar inflação nos próximos meses

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve vir entre 0,05 e 0,10 ponto porcentual mais baixo nos próximos meses do que o inicialmente previsto, segundo os analistas

A suspensão da importação de carne de frango do Brasil por vários países, em razão dos casos de gripe aviária, deve trazer alívio inflacionário de curto prazo, dada a perspectiva de redirecionamento da oferta para o mercado interno, avaliam economistas consultados pelo Broadcast(sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).

A perspectiva é de um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre 0,05 e 0,10 ponto porcentual mais baixo nos próximos meses do que o inicialmente previsto, segundo os analistas. Eles destacam, porém, que, com a retomada das exportações, deve ocorrer o efeito “rebote” nos preços de carne de frango e por isso o efeito líquido dos casos de gripe aviária para a inflação tende a ser nulo no longo prazo.

O economista da Quantitas João Fernandes estima um impacto baixista de cerca de 0,10 ponto para a inflação, diluído nas três próximas leituras do IPCA. “É um efeito direto no preço das aves, mas também indireto via outras proteínas, como a de carne bovina e principalmente ovo”. explica. Fernandes destaca, porém, que no longo prazo o efeito tende a ser neutro, à medida que as exportações sejam normalizadas. “De qualquer forma é um cenário incerto”, reforça.

Já o Bradesco trabalha com um impacto desinflacionário mais brando, de 0,06 ponto para o IPCA cheio nos próximos meses. Apenas para a inflação de alimentos, o alívio deve ser de 0,4 ponto, diluído nas próximas leituras do IPCA, calculam os profissionais do banco.

A estimativa do Bradesco parte de um cenário em que as exportações ficarão suspensas por dois meses. O tempo de embargo anunciado pelos parceiros comerciais até agora, porém, é variado. China e União Europeia, por exemplo, suspenderam a compra por 60 dias, enquanto a Argentina anunciou o embargo por tempo indeterminado. Caso a suspensão passe a valer apenas para aves do Rio Grande do Sul, e não para o Brasil todo, o impacto desinflacionário também pode ser menor, acrescenta o Bradesco. A Rússia, por exemplo, flexibilizou, na quarta-feira (21), as suspensões, proibindo apenas a importação de carne de aves e derivados do Estado.

A Warren Investimentos trabalha com um impacto baixista entre 0,05 ponto e 0,10 ponto nas próximas leituras do IPCA, também levando em consideração um cenário em que as suspensões à compra das aves brasileiras são desfeitas em 60 dias.

“Neste período, os preços devem recuar moderadamente. Visto que não há como reduzir a produção agora, o abate vai acontecer, mesmo havendo estoques, alguma oferta adicional será disponibilizada no mercado doméstico”, detalhou a Warren, em relatório.

Na LCA 4intelligence, houve revisão para baixo na projeção para o IPCA de junho, de 0,47% para 0,41%. A consultoria considerou, em relatório, que a restrição nas exportações deve ampliar a oferta doméstica de aves e também de ovos, puxando o preço desses itens para baixo. “O efeito-substituição sinaliza que tamanho evento poderá impactar também na precificação do boi gordo”, acrescentam.

O Brasil registrou o primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, há exatamente uma semana, no dia 16. Segundo levantamento do Ministério da Agricultura divulgado ontem, 22, a exportação de carne de frango produzida pelo País está suspensa para 20 destinos.

Fonte: Info Money

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Comércio Exterior, Importação, Saúde

Quatro países reduzem restrição da importação de frangos do Brasil

Rússia, Bielorrússia, Armênia e Quirguistão limitam compras

Rússia, Bielorrússia, Armênia e Quirguistão reduziram a restrição geográfica para a importação de carne de aves brasileiras, medida preventiva adotada para evitar a compra de carne de frango que poderia estar contaminada por Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) – mais conhecida como Gripe Aviária.

Os quatro países retiraram a suspensão dos produtos que seriam adquiridos do Brasil, passando a abranger apenas as carnes de frango produzidas apenas no estado do Rio Grande do Sul. 

A mudança no posicionamento consta de balanço divulgado nesta quinta-feira (22), em Brasília, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A Arábia Saudita, que restringia a suspensão apenas para o município onde o foco havia sido identificado, ampliou a restrição para o estado. Já Turquia e Emirados Árabes, que ainda mantinham a importação, passaram a restringir a compra de frango. No caso dos Emirados, a suspensão está restrita ao município de Montenegro. Já a Turquia suspendeu a carne de frango produzida em todo o estado do Rio Grande do Sul.

Quadro atual

A atual situação é a seguinte:

Países que adotaram a suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil:

China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, Filipinas, África do Sul, Jordânia, Peru, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Sri Lanka e Paquistão.

Suspensão para o Estado do Rio Grande do Sul:

Arábia Saudita, Turquia, Reino Unido, Bahrein, Cuba, Macedônia, Montenegro, Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, Tajiquistão e Ucrânia.

(Rússia, Bielorrússia, Armênia e Quirguistão decidiram retirar a suspensão de todo o país e reduziram a restrição geográfica para o estado do Rio Grande do Sul).

Suspensão para o município de Montenegro (RS):

Emirados Árabes Unidos e Japão.

O Ministério da Agricultura informou que permanece em articulação com autoridades sanitárias dos países importadores prestando – de forma ágil e transparente – todas as informações técnicas necessárias sobre o caso. As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível.

Aos consumidores, o ministério reitera o esclarecimento de que o consumo de carne de aves e de ovos não apresenta risco para a saúde.

Fonte: Agência Brasil

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Agronegócio, Saúde

Gripe aviária: há 17 investigações de suspeita da doença em andamento

Brasil já realizou mais de 2.500 investigações de suspeitas de gripe aviária desde maio de 2023

Há 17 investigações de suspeita de gripe aviária em andamento no país, conforme atualização mais recente da plataforma de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, do Ministério da Agricultura, às 19h.

As investigações estão em andamento com coleta de amostra e sem resultado laboratorial conclusivo.

De acordo com os dados da plataforma, duas investigações são em plantas comerciais: em uma granja de pintinhos de cinco dias em Ipumirim (SC) e em um abatedouro de aves em Aguiarnópolis (TO).

Outras nove suspeitas são investigadas em aves de subsistência em Capela de Santana (RS), Concórdia (SC), Angélica (MS), Jardim (MS), Belo Horizonte (MG), Salitre (CE), Quixadá (CE), Eldorado do Carajás (PA) e Abel Figueiredo (PA).

Há ainda seis suspeitas envolvendo aves silvestres em Porto Alegre (RS), Jaguari (RS), Castelo (ES), Belo Horizonte (MG), Ilhéus (BA) e Icapuí (CE).

Uma suspeita em aves de subsistência em Gaurama (RS) foi descartada.

Essas investigações são corriqueiras no sistema de defesa agropecuária nacional, já que a notificação é obrigatória.

A influenza aviária de alta patogenicidade (vírus H5N1) é uma doença de notificação obrigatória imediata aos órgãos oficiais de defesa sanitária animal do País.

Produtores rurais, técnicos, proprietários, prestadores de serviço, pesquisadores e demais envolvidos com a criação de animais devem notificar imediatamente os casos suspeitos da doença ao Serviço Veterinário Oficial (SVO).

Brasil já realizou mais de 2.500 investigações de suspeitas de gripe aviária desde maio de 2023, quando houve a primeira ocorrência em ave silvestre, segundo o Ministério da Agricultura.

Até o momento, há um caso confirmado de gripe aviária (influenza aviária de alta patogenicidade, H5N1) em granja comercial no País, em Montenegro, em um matrizeiro de aves na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

No total, o país já registrou 164 casos da doença em animais silvestres no país (sendo 160 em aves silvestres e 4 em leões-marinhos), 3 focos em produção de subsistência, de criação doméstica, e 1 em produção comercial, somando 168 ao todo no país.

Fonte: CNN Brasil

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Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação

Nova atualização sobre a suspensão de exportações em razão da gripe aviária

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa nova atualização das medidas adotadas por países importadores da carne de aves brasileira, em função da detecção de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro (RS). 

A atual situação é a seguinte: 

Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, Filipinas, África do Sul, Jordânia, Peru, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Sri Lanka e Paquistão.

Suspensão para o Estado do Rio Grande do Sul: Arábia Saudita, Turquia, Reino Unido, Bahrein, Cuba, Macedônia, Montenegro, Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, Tajiquistão e Ucrânia. A Rússia, Bielorrússia, Armênia e Quirguistão decidiram retirar a suspensão do país todo e reduziram a restrição geográfica para o estado do Rio Grande do Sul. 

Suspensão para o município de Montenegro (RS): Emirados Árabes Unidos e Japão. 

O Mapa permanece em articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, prestando, de forma ágil e transparente, todas as informações técnicas necessárias sobre o caso. As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível. 

Aos consumidores o Mapa reitera o esclarecimento de que o consumo de carne de aves e de ovos não apresenta risco para a saúde. 

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior, Exportação

Governo atua para derrubar proibições às exportações de carne de frango do Brasil

Uma semana após a confirmação de um caso de gripe aviária em uma granja comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, mais de 20 destinos já bloquearam as exportações de carne de frango do Brasil, e ao menos dez países ou blocos comerciais suspenderam as compras provenientes do estado. Nenhum novo caso foi detectado até o momento.

Na quarta-feira (21), Filipinas, Jordânia e Namíbia anunciaram proibição total às exportações brasileiras de carne de frango. A Rússia suspendeu temporariamente as importações de empresas localizadas no Rio Grande do Sul e impôs controles sanitários mais rígidos, por três meses, para os embarques de outros estados. Inicialmente, Rússia e seus parceiros da União Econômica Eurasiática — Belarus, Armênia, Quirguistão e Cazaquistão — haviam bloqueado as importações de todo o Brasil, mas agora restringiram a medida apenas ao estado afetado.

A desinfecção da granja infectada foi concluída na noite de quarta-feira por fiscais agropecuários da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul. A partir desta quinta-feira, o Brasil inicia a contagem regressiva de 28 dias — período de incubação do vírus H5N1. Se nenhum novo caso for confirmado nesse período, o país poderá se declarar livre da gripe aviária e começar a trabalhar pela normalização das exportações.

Flexibilização das suspensões

Paralelamente, o governo já iniciou negociações para estimular importadores a suavizarem as restrições e minimizar os impactos sobre o setor avícola nacional. Segundo Luís Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, o Brasil espera que as respostas dos parceiros comerciais comecem a surtir efeito na próxima semana, abrindo caminho para suspensões mais brandas e medidas mais regionalizadas.

“Está tudo correndo dentro do esperado. Devemos ter avanços concretos na regionalização a partir da próxima semana, assim que os países tiverem tempo para avaliar as informações enviadas”, disse Rua ao Valor. Ele ressaltou que a estratégia do Brasil é manter comunicação contínua com os países importadores, oferecendo atualizações e documentação para garantir que as autoridades sanitárias tenham acesso rápido e claro às ações de contenção adotadas.

Rua afirmou ainda que a China ainda não indicou se adotará restrições regionais, mas disse que isso se insere dentro do “processo normal”. Em 2025, quando houve surto de doença de Newcastle em Anta Gorda (também no RS), a China levou mais de 20 dias para flexibilizar restrições que, inicialmente, afetaram todo o território brasileiro.

A escassez global de carne de frango pode acelerar o processo de flexibilização. “O mercado internacional já enfrentava falta de frango. As exportações brasileiras estavam crescendo sobre o recorde do ano passado e com preços médios mais altos. Isso mostra que a demanda supera a oferta”, afirmou o secretário.

“Nenhum país está livre da gripe aviária. O Brasil era o último grande produtor sem registro da doença. Isso pode incentivar países a reduzirem as restrições para garantir o abastecimento interno”, completou.

Algumas vitórias

O Ministério da Agricultura já comemora algumas “vitórias”. Na quarta-feira, os Emirados Árabes Unidos — segundo maior mercado para o frango brasileiro — anunciaram que suspenderão compras apenas do município de Montenegro.

Ao restringir a proibição a uma única cidade, e não ao estado ou ao país todo, empresas brasileiras podem manter um volume significativo de exportações, mesmo com o foco ativo no Rio Grande do Sul.

Em 2024, os Emirados compraram 455,1 mil toneladas de carne de frango do Brasil, o equivalente a 8,8% das exportações totais. A China foi o maior importador, com 562,2 mil toneladas no ano passado.

Os Emirados exigiram ainda uma declaração adicional do Ministério da Agricultura brasileiro confirmando que todos os embarques partirão de uma zona livre da doença, localizada a pelo menos 25 quilômetros do foco. A suspensão em Montenegro vale para produtos certificados a partir de 28 de abril.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de frango. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Frango |  Jan 2022 – Mar 2025 | TEUs

Também há relatos de pressão do setor privado em países como Filipinas e México para que seus governos não suspendam totalmente as importações de carne de frango brasileira. Empresários locais temem desabastecimento ou alta nos preços e destacam os controles sanitários rígidos aplicados pela fiscalização brasileira. “Isso não garante nada, mas é mais uma força atuando pela flexibilização”, disse Rua.

Segundo ele, o governo também está dialogando com importadores para resolver questões relacionadas a cargas de frango já embarcadas e em trânsito para seus destinos.

Na quarta-feira, o Ministério da Agricultura convocou 440 aprovados no último concurso público para reforçar a equipe de defesa agropecuária do Brasil. Entre os convocados estão 200 novos auditores fiscais federais agropecuários, 100 agentes de atividades agropecuárias, 40 agentes de inspeção de produtos de origem animal e 100 técnicos de laboratório.

Segundo a atualização mais recente do ministério, há nove casos suspeitos em investigação. Dois envolvem granjas comerciais em Ipumirim (Santa Catarina) e Aguiarnópolis (Tocantins). Os demais são aves de fundo de quintal em Triunfo e Gaurama (RS), Eldorado dos Carajás (PA), Salitre (CE) e Chapecó (SC), além de aves silvestres em Garopaba e Derrubadas (RS).

Fonte: Valor International

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Agronegócio, Exportação, Saúde

Atualização sobre a suspensão de exportações em razão da gripe aviária

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em alinhamento com o compromisso com a transparência, informa a atualização das restrições temporárias impostas às exportações brasileiras de carne de aves, em decorrência da confirmação de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro (RS).

Até o momento, as suspensões estão distribuídas da seguinte forma:

Suspensão total das exportações do Brasil: China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, África do Sul, União Euroasiática, Peru, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Sri Lanka, Paquistão, Filipinas e Jordânia. 

Suspensão para o Estado do Rio Grande do Sul: Reino Unido, Bahrein, Cuba, Macedônia, Montenegro, Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, Tajiquistão e Ucrânia.

Suspensão para o município de Montenegro (RS): Japão e Arábia Saudita.

O Mapa permanece em articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, prestando, de forma ágil e transparente, todas as informações técnicas necessárias sobre o caso. As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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