Informação

Indea-MT controla foco de gripe aviária em Acorizal e elimina mais de 300 aves

Ação rápida evita avanço da Influenza Aviária em Mato Grosso
O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) concluiu, na última semana, as ações de controle de um foco de gripe aviária no município de Acorizal. A operação resultou no abate sanitário de 339 aves domésticas de subsistência, além da destruição de 282 ovos e da desinfecção completa da propriedade afetada.

Após o encerramento dos trabalhos, a área entrou em vazio sanitário por 45 dias, medida adotada para assegurar a eliminação total do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP).

Cerco sanitário mobilizou força-tarefa
A operação de emergência teve como base a Escola Municipal Amâncio Ramos e mobilizou 31 servidores do Indea-MT, técnicos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e apoio da Polícia Militar. Durante quase uma semana, as equipes mantiveram um cerco sanitário em um raio de 10 quilômetros a partir do foco inicial.

Nesse período, foram vistoriadas 314 propriedades rurais, com a inspeção individual de 7.253 aves, como parte da estratégia de vigilância ativa para descartar novos casos da doença.

Terceiro registro em seis meses no estado
O episódio em Acorizal é o terceiro foco de gripe aviária registrado em Mato Grosso nos últimos seis meses, somando-se aos casos ocorridos em Campinápolis e Cuiabá. Em todas as ocorrências, as investigações apontaram a mesma origem: o contato entre aves domésticas e aves silvestres, especialmente espécies aquáticas como os paturis.

O uso de lagoas e áreas alagadas, frequentadas por aves migratórias, segue sendo considerado o principal fator de risco para criações de subsistência na região.

Resposta rápida protege a cadeia produtiva
Para as autoridades sanitárias, a agilidade na contenção do foco é decisiva para evitar impactos econômicos mais amplos, como restrições às exportações avícolas e a disseminação do vírus para granjas comerciais.

O controle do foco em Acorizal foi concluído em apenas seis dias após a confirmação laboratorial, o que, segundo o Indea-MT, demonstra a capacidade do sistema estadual de defesa em isolar rapidamente a enfermidade.

Educação sanitária no campo reforça prevenção
Além das medidas sanitárias, as equipes também atuaram na orientação direta aos produtores rurais. O objetivo foi ampliar o conhecimento sobre os sintomas da gripe aviária e os procedimentos corretos em caso de suspeita.

De acordo com o coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea-MT, João Marcelo Néspoli, a informação no campo é essencial para conter a doença. Segundo ele, durante as visitas de vigilância ativa, os técnicos orientam os produtores a observar sinais de mortandade e comunicar imediatamente os órgãos oficiais, além de realizarem inspeções clínicas nas aves.

Protocolos seguem padrões internacionais
As ações adotadas seguem os protocolos da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Após a confirmação do diagnóstico pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), o Mapa emite alerta internacional e autoriza o início do plano de erradicação.

Com a retirada da barreira sanitária e a conclusão da limpeza da área, Mato Grosso aguarda o término do período de quarentena para declarar o foco oficialmente erradicado junto aos órgãos federais.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Comércio Exterior

China retoma importações de frango do Brasil após suspensão por gripe aviária

A China suspendeu a proibição de importações de produtos do Brasil relacionada ao recente surto de gripe aviária, informou nesta sexta-feira (7) a Administração Geral de Alfândegas chinesa. O anúncio marca a retomada do comércio entre os dois países, embora ainda não tenha sido detalhado quais produtos estão incluídos na liberação.

Contexto da suspensão

A medida havia sido imposta em 16 de maio, depois que o Brasil registrou seu primeiro e único caso de gripe aviária em uma granja comercial de Montenegro (RS). A suspensão afetou especialmente o mercado de frango brasileiro, já que a China é o principal destino das exportações do produto.

Brasil livre de gripe aviária

O Ministério da Agricultura declarou o Brasil livre da gripe aviária em 18 de junho, após 28 dias sem novos registros da doença em granjas comerciais. O prazo começou a ser contado em 22 de maio, quando foi concluída a desinfecção da granja gaúcha onde ocorreu o foco. O governo brasileiro notificou oficialmente a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e os países importadores sobre o novo status sanitário.

Importância do mercado chinês

O Brasil é o maior exportador de frango do mundo, com embarques para 151 países. Somente em 2024, a China importou mais de 560 mil toneladas do produto brasileiro. Em setembro, uma comitiva chinesa esteve no país para realizar auditorias e verificar a segurança sanitária antes da liberação.

Produção e consumo nacional

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações brasileiras vêm crescendo desde 2018, quando somaram 4,1 milhões de toneladas. Apesar do destaque internacional, cerca de 64,6% da produção nacional é consumida internamente — o que equivale a 45 kg de frango por habitante ao ano.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Rede Globo

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Internacional

China está no Brasil para auditoria sobre gripe aviária; União Europeia reabriu comércio nesta terça-feira

Uma comitiva do governo chinês está no Brasil nesta semana para fazer uma auditoria com o objetivo de comprovar que o Brasil está livre da gripe aviária, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, ao g1.

“Depois de finalizada a auditoria, eles emitirão um parecer”, afirmou Rua, acrescentando que esse documento já pode conter uma decisão da China.

Os chineses são os maiores importadores de carne de frango do Brasil. Eles interromperam o comércio em 16 de maio, após o país detectar o seu 1º e único caso de gripe aviária em uma granja comercial, em Montenegro (RS).

O foco foi encerrado no mesmo mês e o Brasil já se declarou livre da doença.

UE retomou comércio

Nesta terça-feira (23), a União Europeia, que é a sétima maior importadora de frango do Brasil, retomou as suas compras de forma gradual.

O cronograma ficou assim:

a partir de 23 de setembro: todo o território brasileiro, com exceção do Rio Grande do Sul, fica liberado para exportar. A autorização, contudo, é voltada para os frangos produzidos a partir de 18 de setembro;

2 de outubro: Rio Grande do Sul é liberado, com exceção da área ao redor da granja atingida em Montenegro (RS);

16 de outubro: liberação das exportações de áreas ao redor da granja.

No início de setembro, a UE já tinha reconhecido o Brasil como livre da gripe aviária.

“Com a oficialização da reabertura, a expectativa do setor é que as exportações se restabeleçam nos patamares anteriormente praticados, com possibilidade de incrementos devido à demanda reprimida durante este período de suspensão”, disse a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em nota.

Entre janeiro e maio, as exportações de carne de frango para o bloco europeu alcançaram 125,3 mil toneladas, volume então 20,8% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Em receita, foram cerca de US$ 386,3 milhões, saldo 38% maior em relação ao obtido no ano anterior.

Com a mudança, a China passa a ser o único grande mercado do produto que mantém restrições ao frango de todo o país.

O Brasil se declarou livre da doença no dia 18 de junho, após ficar 28 dias sem registrar novos casos em granjas.

O prazo começou a ser contado em 22 de maio, depois do fim da desinfecção da granja de Montenegro (RS). Lá, cerca de uma semana antes, foi detectado o primeiro e único foco da doença em aves comerciais no Brasil.

Além da União Europeia, outros 16 países já tinham retirado as restrições de exportação à carne de frango do Brasil. Entre eles, está o Japão, terceiro maior comprador do Brasil, e o Iraque, 9º maior comprador.

Fonte: G1

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Comércio Exterior

Santa Catarina volta a vender frango para a União Europeia

Retomada acontece cinco meses após a interrupção

Santa Catarina voltará a exportar carne de frango para a União Europeia a partir desta terça-feira, após cinco meses de suspensão. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o bloco reabriu o mercado europeu para frango e peru produzidos no Brasil. A interrupção começou em maio por causa de um foco isolado de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) no Rio Grande do Sul.

Como fica o cronograma de liberação

Segundo o Mapa, o regulamento europeu foi publicado na segunda-feira e já autoriza a entrada de produtos brasileiros com data de produção a partir de 18 de setembro. A retomada será escalonada:

• Todo o Brasil, exceto o Rio Grande do Sul: liberado com produção desde 18/9.

• Rio Grande do Sul (fora da área foco): autorizado a exportar a partir de 2/10.

• Raio de 10 km ao redor da granja foco: retomada em 16/10.

Por que a UE reabriu

De acordo com o Mapa, a reabertura foi resultado de negociações do ministro Carlos Fávaro com o comissário europeu Olivér Várhelyi em 4 de setembro. O Mapa afirma que a rápida contenção do foco permitiu ao Brasil recuperar em 28 dias o status de livre da doença, o que pesou na decisão europeia.

O impacto para o setor

O Mapa destaca que o Brasil segue como maior exportador mundial de carne de frango. De janeiro a agosto de 2025, as vendas externas somaram 3,28 milhões de toneladas e renderam US$ 6,15 bilhões. Com a liberação, as plantas catarinenses voltam a embarcar para o bloco europeu dentro das regras sanitárias definidas pela UE.

China em auditoria

Ainda segundo o Mapa, começou nesta segunda-feira a auditoria da China para avaliar os controles sanitários relacionados à influenza aviária. A missão é etapa essencial para a retomada das exportações ao mercado chinês, o último grande destino que mantém restrições à carne de frango brasileira.

Fonte: DIARINHO

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Internacional

Missão chinesa visitará Rio Grande do Sul após surto de gripe aviária, diz presidente da JBS

Uma delegação chinesa deverá visitar o Estado do Rio Grande do Sul para verificar as condições sanitárias do local, depois que um surto de gripe aviária relatado pelas autoridades desencadeou proibições comerciais, de acordo com Gilberto Tomazoni, presidente-executivo da JBS.

Ao falar em um evento do setor nesta quarta-feira, Tomazoni disse que a China pode retomar a compra de produtos avícolas brasileiros, mas acrescentou que as negociações ainda estão pendentes após um surto de gripe aviária em uma granja comercial de frangos no Rio Grande do Sul em maio.

Fonte: Reuters

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Evento

Evento mundial discute novas estratégias de combate à gripe aviária

Desde 2022, cerca de 2,5 mil surtos foram registrados nas Américas

Autoridades, especialistas e representantes do setor privado discutem, a partir desta terça-feira (9), em Foz do Iguaçu, no Paraná, as melhores estratégias para prevenir e combater a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), nome oficial da gripe aviária. Dados da Organização Mundial de Saúde Animal apontam que quase 2,5 mil surtos foram registrados nas Américas, desde 2022, sendo 185 no Brasil.

Em maio deste ano, foi registrado o primeiro foco da doença em granja comercial do país, obrigando o abate de 17 mil aves, em Montenegro, no Rio Grande do Sul. Mas em menos de um mês, o foco foi debelado e o Brasil recuperou o status de país livre da doença. O episódio mostra, no entanto, os impactos sanitários e econômicos da gripe aviária, que é altamente infecciosa entre aves e pode contaminar outras espécies. Os casos em humanos são raros, mas o risco de morte é alto.

O evento, organizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), vai lançar a nova Estratégia Global 2024–2033 para a Prevenção e o Controle da IAAP, desenvolvida por grupos de trabalho do organismo internacional, em parceria com a Organização Mundial da Saúde Animal. O objetivo é apoiar a elaboração e implementação de planos de ação nacionais e regionais, e reduzir os riscos de que a doença ultrapasse fronteiras e se torne uma pandemia global.

De acordo com o representante da FAO no Brasil, Jorge Meza, um dos pontos essenciais para que esses planos sejam bem sucedidos é a comunicação. 

“O aspecto principal de um sistema de segurança e defesa é garantir que todos tenham um nível adequado de informação e capacitação para atuar. Tanto o grande produtor quanto o pequeno precisam estar informados, capacitados e preparados para agir adequadamente diante de uma situação”, defende.

Meza enfatiza que os planos de combate à doença precisam considerar as diversas realidades do país, “não apenas as de grande escala comercial, mas também diferentes formas de produzir carne de aves”. 

“Seja, por exemplo, com aves confinadas ou com aves mais livres no pasto, em média e pequena escala”, avalia.

O representante da FAO no Brasil adianta que o evento também vai relembrar que o respeito às boas práticas de produção é essencial para a prevenção e o controle de surtos. E, para que todos os produtores sejam capacitados, é preciso antes que eles sejam cadastrados pelas autoridades afins.

“Todo produtor deve estar, de alguma forma, registrado, seja de pequena, média ou grande escala, e contar com uma plataforma onde possa se identificar como produtor e receber informações sobre o que implica produzir aves com inocuidade, quais são as consequências e de que maneira deve reagir frente a uma situação de risco”, acrescenta Jorge Meza.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior

União Europeia reconhece Brasil como país livre da gripe aviária

Restrições a frango brasileiro haviam sido colocadas em maio deste ano

A União Europeia reconheceu o Brasil livre da gripe aviária e autorizou a retomada das compras de carne de frango brasileiro para os Estados-membros do bloco europeu. O comunicado oficial foi realizado durante encontro, nessa quinta-feira (4), entre o comissário de Saúde e Bem-Estar Animal da União Europeia, Olivér Várhelyi, e o ministro brasileiro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

As restrições ao frango brasileiro foram colocadas pelos europeus, após um foco de influenza aviária ser identificado em uma granja brasileira no mês de maio. O ministro da Agricultura lembrou que em abril do ano passado, uma auditoria feita pela Direção-Geral de Saúde e Segurança Alimentar da UE já havia concluído que o sistema sanitário brasileiro é transparente.

Segundo o comissário europeu, as informações adicionais enviadas pelo Ministério da Agricultura, nos últimos meses, confirmam que o Brasil está livre da influenza aviária. Na prática, agora o bloco europeu vai propor um levantamento gradual das restrições às exportações brasileiras para seus Estados-membros.

O ministro Carlos Fávaro ressaltou outros avanços das negociações, como a retomada do pre-listing, que é a dispensa de auditorias adicionais às empresas brasileiras. “As próximas semanas, os Estados-membros da comunidade europeia se reunirão para a retirada do controle reforçado e a volta do pré-listing tão importante para o Brasil, que está suspenso desde 2018. Por último, o compromisso também que ele manda uma auditoria da comunidade europeia para vistoriar as plantas frigoríficas de pescados brasileiros, o que pode então ter a retomada desse comércio tão importante para essa cadeia produtiva”, diz.

A reunião do Brasil com o representante europeu foi por videoconferência e teve a participação do Ministro da Pesca, André de Paula.

Fonte: Agência Brasil

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Notícias

Casos de gripe aviária disparam entre aves de quintal no Brasil

Mudança nas rotas migratórias impulsiona a disseminação; áreas urbanas registram infecções.

O Brasil registrou um aumento acentuado nos surtos de gripe aviária entre aves de subsistência e de quintal em julho, levantando alertas em todo o setor avícola do país. Especialistas alertam que reforçar as medidas de biosseguridade é essencial para evitar que o vírus atinja as granjas comerciais, como ocorreu em maio no Rio Grande do Sul — incidente que ainda impõe restrições às exportações de frango brasileiro.

Segundo o Ministério da Agricultura, oito surtos de influenza aviária altamente patogênica (H5N1) foram confirmados em julho, sendo sete deles envolvendo aves de quintal e um uma ave silvestre. Este é o maior número de casos em criações domésticas desde o início do monitoramento em junho de 2023. Ao todo, 185 surtos foram confirmados no país desde então.

Luizinho Caron, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, atribui o aumento a mudanças nas rotas migratórias e nas espécies de aves que vêm ao Brasil.

“Nas duas últimas temporadas, a maioria das aves migrando do Hemisfério Norte para o Sul seguiu a rota atlântica e pertencia principalmente à espécie de trinta-réis, que voa ao longo das zonas costeiras. Este ano, no entanto, estamos vendo mais aves costeiras que preferem lagos e rios utilizando a rota migratória do Mississippi, indo para o interior”, explicou Caron.

Aves costeiras têm maior probabilidade de carregar o vírus da gripe aviária, segundo Caron. Entre elas, o quero-quero é particularmente comum.

“É impossível separar o vírus trazido por aves migratórias das infecções em criações de quintal. Evitar o contato entre espécies é extremamente difícil em um país tão grande quanto o Brasil”, afirmou Raphael Lucio Andreatti Filho, professor de ornitopatologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

Pela primeira vez, o H5N1 foi detectado nos principais centros urbanos do Brasil. Aves infectadas foram confirmadas no Parque Ibirapuera, em São Paulo, no BioParque do Rio de Janeiro e no Zoológico de Brasília.

“As aves migratórias tratam esses locais como resorts, com muita água e alimento disponível, o que aumenta o risco para as espécies locais”, disse Andreatti Filho.

Caron acredita que foram as aves costeiras que provavelmente levaram o vírus aos zoológicos de Brasília e do Rio.

Embora a atual onda de surtos esteja concentrada em criações de subsistência, especialistas alertam que as granjas comerciais estão mais expostas à medida que a circulação ambiental do vírus se amplia.

“Com mais vírus circulando, aumenta a chance de contato indireto”, disse Caron.

Andreatti Filho observou que a atividade humana pode, inadvertidamente, espalhar a doença: “Às vezes o vírus viaja no pneu de um carro ou na sola da bota de um produtor rural.”

Em março, o Ministério da Agricultura emitiu uma suspensão de 180 dias para exposições, feiras e competições de aves, com o objetivo de reduzir o risco de transmissão do vírus.

Mesmo assim, o monitoramento eficaz continua sendo um grande desafio. “O Brasil é um país enorme com inúmeras criações de quintal. É praticamente impossível inspecionar todas elas”, ressaltou Andreatti Filho.

Pesquisadores concordam que a vigilância é essencial: detecção rápida, isolamento imediato das aves infectadas e cumprimento dos protocolos do governo são fundamentais. Um surto comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, em maio, serve como lembrete dos riscos.

Desde que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) declarou esse surto como contido, em junho, o Brasil tem trabalhado para recuperar o acesso a mercados de exportação importantes. No entanto, grandes compradores como China e União Europeia continuam impondo proibições totais ao frango brasileiro.

O Ministério da Agricultura não respondeu aos pedidos de comentário sobre o aumento dos surtos antes da publicação.

Fonte: Valor International

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Exportação

Exportações brasileiras de frango mantêm receita no 1º semestre de 2025, mesmo com foco de gripe aviária

Mesmo com registros de gripe aviária, setor avícola mantém desempenho positivo e garante estabilidade nas vendas externa

Apesar do registro de gripe aviária no Rio Grande do Sul, as exportações brasileiras de carne de frango para os países árabes mantiveram estabilidade no primeiro semestre de 2025. Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, as vendas somaram US$ 1,75 bilhão, um leve recuo de 0,53% em relação ao mesmo período de 2024.

Gripe aviária afeta crescimento, mas não paralisa embarques

O foco de gripe aviária registrado em maio, no Rio Grande do Sul, interrompeu o crescimento das exportações que vinham acumulando avanço de cerca de 10% nos primeiros quatro meses do ano. Mesmo assim, os embarques para os países árabes se mantiveram estáveis, graças à confiança dos importadores e aos contratos de longo prazo firmados com os frigoríficos brasileiros.

“Acreditamos que a confiança entre os frigoríficos brasileiros e seus parceiros árabes foi fundamental para a continuidade das vendas. O Brasil tem credibilidade internacional por seus rígidos padrões sanitários, o que facilita a retomada mesmo após episódios como o foco no RS”, afirma Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara Árabe-Brasileira.

Novo foco no Ceará não preocupa o setor

Um novo foco de gripe aviária foi registrado recentemente em uma criação de subsistência no município de Quixeramobim (CE), mas não deve causar impactos imediatos nas exportações ao mundo árabe. A maioria das granjas que abastecem esse mercado está localizada na Região Sul do Brasil, distante do foco.

Atualmente, apenas Arábia Saudita e Omã mantêm restrições ao frango proveniente do Rio Grande do Sul. O Catar impõe limites específicos à produção da cidade de Montenegro, local do foco anterior. Mourad também informou que a Câmara está em contato com as 17 representações diplomáticas árabes no Brasil e com governos do bloco, repassando informações oficiais sobre a situação no Ceará.

Exportações gerais recuam, mas perspectivas seguem positivas

Embora o setor de frango tenha mantido a receita estável, o total das exportações brasileiras para os países árabes recuou 16,93% no primeiro semestre de 2025, somando US$ 9,22 bilhões. Apesar do cenário de queda, Mourad se mostra otimista quanto aos próximos meses do ano.

O secretário destaca sinais de aquecimento nas principais economias árabes, com aumento na demanda por produtos brasileiros usados na indústria de transformação, como café, celulose, animais vivos e obras de ferro fundido. “O consumo nos países árabes segue firme. Podemos não repetir os números de 2024, mas esperamos resultados comerciais expressivos e um superávit robusto nas relações com o bloco”, conclui Mourad.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Comércio Exterior, Exportação

Gripe aviária: Peru, Jordânia e Hong Kong retiram restrições de exportação à carne de aves brasileira

Nesta terça-feira (15), Peru, Jordânia e Hong Kong retiraram as restrições à exportação de carne de frango brasileira, após a conclusão do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), registrado no município de Montenegro (RS). 

Além disso, o Kuwait reduziu as restrições do estado do Rio Grande do Sul ao município de Montenegro (RS).  

A situação atual das restrições das exportações brasileiras de carne de aves é a seguinte: 

Sem restrição de exportação: África do Sul, Argélia, Argentina, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Iraque, Jordânia, Hong Kong, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Peru, República Dominicana, Reino Unido, Singapura, Sri Lanka, Uruguai, Vanuatu e Vietnã. 

Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: Albânia, Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste, União Europeia. 

Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bahrein, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Namíbia, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Ucrânia. 

Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS): Catar e Kuwait 

Suspensão limitada aos municípios de Montenegro, Campinápolis e Santo Antônio da Barra: Japão 

Suspensão limitada à zona: Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão. O reconhecimento de zonas específicas é denominado regionalização, conforme previsto no Código Terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e no Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC). 

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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