Sustentabilidade

Novo sistema sustentável reforça segurança ambiental no Corredor de Exportação Leste do Porto de Paraná

Investimento de R$ 12,2 milhões reduz a emissão de partículas e melhora as condições de trabalho nas operações portuárias

Um investimento de R$ 12,2 milhões em infraestrutura vai trazer mais sustentabilidade ao Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá. Os novos equipamentos, chamados de tubos telescópicos com dispositivo supressor de poeira, vão reduzir as partículas aéreas de grãos e farelos durante a movimentação de cargas.

A instalação do primeiro dos quatro tubos começou na última segunda-feira (15) e atende às recomendações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para eliminar partículas suspensas. Cada peça é instalada na ponta do shiploader — equipamento utilizado para carregar navios com grãos e farelos —, e tem capacidade de operação de até 2 mil toneladas por hora.

A principal vantagem desses novos equipamentos é o aumento da segurança ambiental e a melhoria nas condições de trabalho dos estivadores e arrumadores. “O investimento reforça o compromisso da Portos do Paraná com as melhores práticas de sustentabilidade”, afirmou o diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, Victor Kengo.

Outros benefícios envolvem a redução no consumo de energia e o ganho de produtividade nas operações. “O tubo telescópico reduz o consumo elétrico, porque utiliza menos motores, e a manutenção é mais simples, pois não possui sistema de filtros, evitando paradas para manutenção e substituição, como ocorre no sistema atual”, explicou o gerente de Manutenção Geral da Portos do Paraná, Normando Marcondes.

O período de instalação dos equipamentos foi escolhido de acordo com a fase de manutenção já programada pela Atexp (Associação dos Terminais do Corredor de Exportação de Paranaguá). Os quatro sistemas devem ser instalados até fevereiro de 2026.

Corredor de Exportação

O Corredor de Exportação Leste reúne os berços 212, 213 e 214 do Porto de Paranaguá e é responsável por grande parte das cargas de granéis sólidos movimentadas para o exterior. O recorde mais recente de produtividade na área foi registrado durante o carregamento de milho em uma única embarcação. O embarque ocorreu na primeira semana de dezembro, quando o navio MV Minoan recebeu 77 mil toneladas do produto.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Portos do Paraná bate recorde histórico e ultrapassa 70 milhões de toneladas em 2025

Resultado supera a movimentação de 2024 e antecipa em dez anos a meta prevista em planejamento técnico

A Portos do Paraná alcançou a marca de 70 milhões de toneladas movimentadas entre janeiro e parte de dezembro de 2025, o que representa um recorde histórico para a empresa pública e supera a produtividade de 2024 quinze dias antes do término do ano. Até o momento, o volume é 5% maior do que o registrado no ano anterior.

A expectativa é aumentar ainda mais essa escala de movimentação, com previsão de alcançar entre 72 e 73 milhões de toneladas até o dia 31 de dezembro. Com isso, a Portos do Paraná irá superar o planejamento técnico, que previa uma movimentação de 70 milhões de toneladas somente a partir de 2035.

“Os portos do Paraná alcançaram novamente uma marca histórica e muito antes do previsto. O Porto de Paranaguá é o mais eficiente do Brasil. Estamos trabalhando com novos investimentos para garantir essa expansão contínua nos próximos anos para garantir fluxo internacional para as empresas e indústrias paranaenses”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

O aumento da movimentação de cargas nos portos paranaenses entre os anos de 2018 e 2025 é de 32%. A conquista registrada antes do encerramento do ano é motivo de muita comemoração, de acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

“Em 2019, quando dissemos que iríamos alcançar as 60 milhões de toneladas, houve dúvida por parte de muitos, que afirmavam que não seria possível. Em cinco anos, superamos a meta e chegamos a 66,7 milhões de toneladas. Agora, ultrapassamos a marca de 70 milhões, provando que, com o uso de inteligência logística, investimentos e muito trabalho de toda a equipe da Portos do Paraná, além da participação ativa da comunidade portuária, quebrar barreiras e antecipar o futuro é possível”, afirmou Garcia.

Quando o assunto é exportação, o Porto de Paranaguá se destaca como um dos mais importantes do mundo no embarque de grãos e farelos. Também é o maior corredor de exportação de carne de frango congelada do planeta, por onde saem mais de 48% de toda a produção nacional, destinada ao mercado externo.

Entre os portos brasileiros, Paranaguá é o maior exportador de carnes (frango, bovino e suíno), sendo responsável por cerca de 40% de toda a exportação nacional. É também o principal canal de embarque de óleo de soja e possui o segundo maior fluxo de carregamento de soja e farelo de soja do país.

A Portos do Paraná também se destaca no recebimento de fertilizantes. Em 2025, mais de 11 milhões de toneladas foram recepcionadas em Paranaguá e Antonina.

Ações que impulsionam o marco histórico

Em setembro deste ano, houve um aumento do calado operacional (distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação) nos berços de granéis sólidos, que passou de 13,1 metros para 13,3 metros. A ampliação permitiu um crescimento médio de até 1,5 mil toneladas por navio.

Em outubro, foi a vez dos navios porta-contêineres ampliarem a movimentação devido ao aumento do calado operacional, que passou de 12,8 metros para 13,3 metros. “Com o aumento de 50 centímetros, houve um crescimento de aproximadamente 400 TEUs por navio”, destacou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira. O TEU é a unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, ou cerca de seis metros de comprimento.

Investimentos que elevam a eficiência

A realização do leilão para a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá vai ampliar ainda mais o potencial logístico portuário do estado. O Consórcio Canal da Galheta Dragagem — formado pelas empresas FTS Participações Societárias S.A., Deme Concessions NV e Deme Dredging NV — foi o vencedor do certame realizado em outubro.

Após assumir definitivamente o contrato, a concessionária terá cinco anos para realizar uma série de melhorias, como a ampliação e o aprofundamento do canal para a obtenção de um calado operacional de 15,5 metros. A empresa também será responsável pela manutenção desse parâmetro até o final do contrato, que terá vigência de 25 anos.

O incremento de mais de dois metros no calado permitirá um salto na capacidade de embarque de mercadorias: um adicional de mil contêineres ou 14 mil toneladas de granéis sólidos vegetais em um único navio.

Moegão, uma obra pensada para o futuro

Para ampliar a produtividade, a Portos do Paraná está construindo o Moegão, a maior obra pública portuária do Brasil, que alcançou 80% de execução em dezembro. Após a conclusão, o Moegão poderá receber 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano, atendendo aos terminais do Corredor de Exportação Leste (Corex).

O Governo do Estado do Paraná, por meio da Portos do Paraná, está investindo mais de R$ 650 milhões na construção do Moegão, com recursos próprios e financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em termos de investimento, a obra equivale a quase duas pontes de Guaratuba, outro grande projeto executado pelo governo estadual.

Atualmente, em média, 550 vagões podem ser descarregados diariamente nos terminais de exportação. Com o Moegão, esse processo será padronizado em um único ponto de descarga: 180 vagões poderão ser descarregados a cada cinco horas, o que equivale a aproximadamente 900 vagões por dia. Os granéis vegetais seguirão por correias transportadoras até 11 terminais interligados ao sistema e, de lá, para os navios.

Regularização de áreas promove ampliação da infraestrutura

O ano de 2025 também foi marcado pela conclusão da regularização de áreas arrendáveis do Porto de Paranaguá. Ao todo, foram realizados nove leilões na Bolsa de Valores do Brasil, que estão trazendo novos investimentos e mais segurança operacional.

De acordo com os contratos firmados, as arrendatárias têm a obrigação de realizar investimentos tanto nos espaços outorgados quanto nas áreas comuns. Com isso, em poucos anos, a eficiência na movimentação de cargas será ampliada, tornando os portos paranaenses ainda mais competitivos.

A partir dos recursos a serem aportados, será possível modernizar e ampliar a infraestrutura do Porto de Paranaguá. Entre as novidades está a construção de um píer em “T”, com quatro novos berços de atracação equipados com um sistema de esteiras transportadoras de alta velocidade, projetadas especialmente para o novo complexo.

A nova estrutura ampliará a capacidade de carregamento dos navios. Atualmente, em um único berço, é possível embarcar três mil toneladas de soja ou outros grãos e farelos por hora. Com o novo sistema, esse volume passará para oito mil toneladas por hora em cada berço.

“Estamos garantindo que os nossos portos sigam ágeis e menos onerosos para quem exporta ou importa. E, acima de tudo, queremos que a Portos do Paraná siga como uma das principais alavancas que impulsionam a economia do nosso estado e do nosso país”, concluiu Garcia.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Moegão alcança 75% de execução e prepara o Porto de Paranaguá para o futuro

O Moegão, considerado a maior obra pública portuária do Brasil, atingiu 75,1% de execução na primeira quinzena de outubro, conforme medições técnicas recentes. Até o momento, 83,17% da estrutura civil, 80,33% da mecânica e 48,93% da parte elétrica já foram concluídos. Segundo o cronograma, a obra deve ser finalizada até janeiro de 2026.

Após entrar em operação, o Moegão terá capacidade para receber 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano, beneficiando os terminais do Corredor de Exportação Leste (Corex).

Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, ressalta que o investimento não apenas atende à demanda atual, mas também prepara o porto para o aumento futuro de movimentação de cargas decorrente da ampliação do modal ferroviário. “Paranaguá não será um gargalo para o receptivo de trens”, afirma.

Investimento bilionário e retorno operacional

O Governo do Paraná investe mais de R$ 650 milhões na construção do Moegão, com recursos próprios e aportes do BNDES. Em termos de magnitude, o investimento equivale a quase duas pontes de Guaratuba, outra grande obra estadual.

Hoje, cerca de 550 vagões são descarregados diariamente nos terminais de exportação. Com o Moegão, o processo será concentrado em um único ponto, com capacidade para 180 vagões a cada cinco horas — cerca de 900 vagões por dia. Os granéis vegetais seguirão por correias transportadoras até 11 terminais interligados, facilitando o embarque nos navios.

A centralização do descarregamento eliminará a necessidade de manobras ferroviárias dentro dos armazéns, reduzindo o número de cruzamentos que interrompem o tráfego na área portuária de 16 para cinco.

Conexão com outros projetos portuários

O Moegão integra um conjunto de obras e investimentos que ampliam a capacidade operacional do Porto de Paranaguá, referência internacional. Desde 2019, a Portos do Paraná leiloou nove áreas portuárias, atraindo R$ 5,1 bilhões em investimentos e promovendo segurança jurídica e modernização da infraestrutura.

Píer em “T” e aumento da produtividade

Os leilões de abril de 2025, envolvendo os PARs 14, 15 e 25, permitirão a construção do Píer em “T”, conectado ao Moegão. Do total de R$ 2,2 bilhões a serem investidos pelas arrendatárias, R$ 1,2 bilhão será destinado ao píer, que contará com quatro novos berços de atracação, enquanto o governo estadual aportará R$ 1 bilhão.

O novo píer terá um sistema ultramoderno de esteiras transportadoras, aumentando a movimentação de grãos e farelos de 3 mil para 8 mil toneladas por hora. Com navios maiores, será possível ampliar a carga, reduzir custos e elevar a competitividade do porto.

Canal de acesso e navegação segura

A transformação do Porto de Paranaguá dependerá também do aprofundamento do canal de acesso, concedido em leilão na B3 no dia 22. O calado atual de 13,3 metros será ampliado para 15,5 metros em até cinco anos, permitindo que navios transportem até 125 mil toneladas de grãos, frente às atuais 78 mil toneladas.

Além do aumento de calado, o canal contará com o VTMIS (Vessel Traffic Management and Information System), sistema que melhora a segurança da navegação, protege vidas e o meio ambiente. A tecnologia também facilitará o trabalho dos práticos, tornando mais ágil e seguro o processo de atracação das embarcações.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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