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Tarifas: Alckmin se manifesta após conversa com secretário de Trump

Alckmin conversou com representantes do governo norte-americano sobre comércio bilateral e impactos das políticas tarifárias

Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, conversou, nesta quinta-feira (6/3), com o secretário de Comércio dos Estados Unidos (EUA), Howard Lutnick, sobre a taxação de aço e alumínio brasileiro.

Em fevereiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, formalizou a taxação de 25% sobre as importações de aço e alumínio. O aumento da alíquota afeta diretamente o Brasil, uma vez que o país é o terceiro maior exportador de aço para os EUA.

O Planalto tem mantido posição mais contida diante do aumento de tarifas apresentadas por Washington. A expectativa de membros da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é manter o diálogos diplomáticos, sem se envolver em embates nas redes sociais, impulsionadas pela oposição.

Governo Trump

Donald Trump assumiu a Presidência dos Estados Unidos em 20 de janeiro. E, desde então, a gestão norte-americana tem aumentado as medidas protecionistas, que, segundo o republicano, seriam para fortalecer a soberania do país.

Durante o Carnaval, por exemplo, o mandatário dos EUA confirmou a vigência de novas tarifas de importação para produtos do México, do Canadá e da China. A Casa Branca, por outro lado, decidiu adiar as cobranças das montadoras sobre as importações do México e Canadá.

FONTE: METROPOLES
Alckmin fala com secretário de Trump para esclarecer taxação do aço | Metrópoles

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Governo Lula avalia reduzir tarifa de importação do etanol para negociar com os EUA

Redução pode abrir caminho para negociações em meio à guerra comercial aberta por Trump, além de baratear os combustíveis no Brasil.

Pressionado pela ameaça de tarifas recíprocas prometidas por Donald Trump em sua campanha nos Estados Unidos, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia reduzir a alíquota de importação do etanol, que hoje está em 18%. A medida pode facilitar a entrada do biocombustível americano, produzido a partir do milho, no mercado brasileiro e servir como um trunfo nas negociações comerciais com Washington.

Segundo a CNN Brasil, a possibilidade de reduzir a tarifa para zero — ou para um valor próximo disso — vem sendo discutida dentro do governo como uma solução capaz de atingir dois objetivos simultaneamente. “Matar dois coelhos com uma só cajadada”, afirmou um integrante do governo ouvido pela reportagem. De um lado, a mudança poderia ser usada como moeda de troca com os EUA, em vez de uma concessão unilateral. De outro, a ampliação da oferta do etanol de milho poderia pressionar os preços no mercado interno, incluindo a gasolina, num momento de baixa popularidade do governo Lula devido à alta dos combustíveis e dos alimentos.

No entanto, a medida enfrenta resistência política, especialmente entre os usineiros. A discussão também ocorre em um contexto de mudanças estruturais no setor. Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), a tarifa de importação foi zerada temporariamente para tentar conter a inflação dos combustíveis durante as eleições de 2022. O percentual voltou a 18% no início de 2023, já sob a gestão Lula.

Agora, a avaliação dentro do Planalto é que o setor sucroenergético está mais preparado para lidar com a concorrência. O Nordeste, onde o custo de produção é mais elevado, viu um crescimento significativo de novos empreendimentos nos últimos anos. No Piauí, por exemplo, grandes projetos voltados à produção de etanol a partir de cereais, como milho e sorgo, saíram do papel.

Além disso, o Brasil já discute elevar a mistura de etanol na gasolina de 27% para 30%. A mudança foi autorizada pela Lei do Combustível do Futuro, sancionada em 2024, e está em fase de testes pelas montadoras, que devem apresentar os resultados nos próximos meses. Se não forem identificados impactos negativos nos motores, a decisão pode ser implementada ainda no primeiro semestre. A elevação da mistura criaria uma demanda adicional de 1,2 bilhão a 1,4 bilhão de litros de etanol anidro por ano, o que ajudaria a amortecer os impactos da abertura do mercado ao produto americano.

A possível redução da tarifa do etanol surge no momento em que os Estados Unidos impõem novas barreiras comerciais ao Brasil. O governo Trump anunciou tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio, afetando diretamente as exportações brasileiras que somam quase US$ 3 bilhões anuais.

Na tentativa de resolver a questão, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, tem uma conversa marcada para esta quinta-feira (6) com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick. O MDIC enxerga na redução da tarifa do etanol uma oportunidade de negociação para aliviar as restrições ao aço e ao alumínio brasileiros.

Já no Ministério da Agricultura, a expectativa é de que a flexibilização da alíquota para o biocombustível americano possa garantir concessões na área agrícola. Entre as demandas prioritárias do Brasil estão a ampliação do acesso do açúcar brasileiro ao mercado americano — hoje limitado por cotas rigorosas — e a reabertura do mercado para limões, fechado há mais de duas décadas.

Nos bastidores do governo,segundo a reportagem, a avaliação é de que a tarifa do etanol pode ter peso significativo nas eleições americanas. O Corn Belt (Cinturão do Milho), principal região produtora de etanol nos Estados Unidos, é um reduto eleitoral de Trump. Cinco dos seis estados que formam essa região votaram no republicano nas últimas eleições: Iowa, Nebraska, Missouri, Indiana e Kansas. Apenas Illinois ficou com os democratas.

FONTES: Brasil247
Governo Lula avalia reduzir tarifa de importação do etanol para negociar com os EUA | Brasil 247
CNN Brasil
Brasil cogita baixar tarifa sobre etanol em negociação com Trump | CNN Brasil

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Alckmin diz que EUA têm mais produtos de exportação com alíquota zero que Brasil

Alckmin também repetiu que o Brasil não representa um problema comercial para os EUA, porque a balança comercial entre os dois países é equilibrada

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira (13) que os Estados Unidos têm mais produtos exportados com alíquota zero ao Brasil do que o Brasil têm nas vendas para os Estados Unidos.

“Quando a gente analisa os dez produtos que nós mais exportamos para os EUA, dos dez produtos que mais exportamos, (em) quatro a alíquota é zero”, afirmou Alckmin a jornalistas na sede do ministério, em Brasília. “Quando nós importamos dos EUA, oito produtos é (tarifa) zero para entrar no Brasil”, acrescentou.

Mais cedo nesta quinta-feira o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas recíprocas sobre países que têm taxas de importação sobre produtos norte-americanos.

Na entrevista, Alckmin também repetiu que o Brasil não representa um problema comercial para os EUA, porque a balança comercial entre os dois países é equilibrada. Segundo ele, a intenção do governo brasileiro é buscar o diálogo com os EUA sobre as tarifas.

FONTE: InfoMoney
Alckmin diz que EUA têm mais produtos de exportação com alíquota zero que Brasil

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