Negócios

Aprovação de fusão entre BRF e Marfrig cria gigante mundial de alimentos

Operação de compra foi aprovada pelo Cade

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, aprovou na sexta, sem restrições, a fusão entre a BRF e a multinacional Marfrig. O processo cria uma gigante mundial de alimentos.

Segundo o Cade, a operação resultará na incorporação, pela Marfrig, de todas as ações da BRF que ainda não estavam sob seu controle. Em contrapartida, os acionistas da BRF receberão papéis da Marfrig. Conforme a decisão do conselho, o negócio não traz preocupações à livre concorrência. “A participação conjunta das empresas nos mercados com sobreposição horizontal, em que ambas ofertam produtos semelhantes e concorrentes, é inferior a 20%, percentual abaixo do patamar presumido como posição dominante”, informou, em nota.

O Cade também verificou que, nos mercados verticalmente integrados, quando uma empresa atua em uma etapa da cadeia produtiva e a outra em etapa anterior ou posterior, a fatia de cada parte fica abaixo de 30%, “reduzindo a possibilidade de fechamento de mercado”.

A Marfrig é uma multinacional brasileira que produz alimentos de alto valor agregado à base de proteína animal, sobretudo bovina, como hambúrgueres e outros produtos prontos pra consumo. A empresa está presente em mais de 100 países, com atuação de destaque nos EUA, onde é dona das marcas Montana e Steakhouse.

Já a BRF, que passará a integrar o grupo, atua na criação, produção e abate de aves e suínos, além da industrialização, venda e distribuição de carnes in natura, produtos processados, massas e margarinas, entre outros. Ela é reconhecida pelas marcas Sadia, Perdigão e Qualy.

fusão das duas empresas foi anunciada em maio, criando a MBRF. Juntas as companhias somam receita de R$ 152 bilhões em 12 meses, entre 2024 e 2025 e respondem por 38% do mercado de produtos processados. Com a operação entre as empresas, o grupo reforça a concorrência com a JBS, líder do setor de proteína animal e alimentos processados.

Fonte: Diarinho

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Negócios

BRF e Marfrig pedem para o Cade manter tramitação mais rápida em fusão

Em ofício, as duas empresas defenderam o uso do chamado rito sumário, apesar da manifestação da MInerva Foods, de riscos à concorrência

A Marfrig e a BRF enviaram ofício nesta segunda-feira (4/8) solicitando para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) manter o procedimento ordinário e adotar rito sumário no processo de fusão. Nesse formato, a tramitação é mais rápida. As duas empresas pedem, no documento, que o presidente do órgão, Gustavo Augusto, reconsidere sua posição.

Em despacho, o presidente do Cade leva em conta a manifestação da Minerva apontando risco concorrencial diante da fusão de BRF e Marfrig e pede esclarecimentos adicionais referentes à participação dos fundos SALIC International Investment Company (“SIIC”) e em particular a Saudi Agricultural and Livestock Investment Company (“SALIC”).

A SALIC já detém 24,5% do capital da própria Minerva e, com a incorporação, passará a ter participação também na Marfrig, o que, segundo a empresa, pode levar a um alinhamento indevido de interesses entre concorrentes. A Minerva teme, ainda, que conselheiros indicados pela Salic nas duas companhias favoreçam a troca de informações estratégicas, prejudicando a rivalidade no setor.

Eu seu ofício, assinado pelo escritório Mudrovitsch Advogados, a Marfrig e a BRF argumentam, entre outras coisas, que há regras estatutárias que impedem a SALIC de interferir na independência das empresas e de influenciar a condução de seus negócios.

Fonte: Globo Rural

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Comércio, Negócios

Marfrig e BRF anunciam fusão e criam gigante com receita de R$ 152 bi

Transação prevê a incorporação das ações da BRF pela Marfrig em uma relação de troca de 0,8521 ação da Marfrig por cada ação da BRF

As gigantes de alimentos Marfrig e BRF anunciaram nesta quinta-feira (15/5) a fusão de seus negócios e a criação da MBRF Global Foods Company, empresa que nasce com uma receita líquida consolidada de R$ 152 bilhões nos últimos 12 meses.

“A fusão destrava valor, abre caminho e materialidade para redomicílio da empresa no exterior”, disse Marcos Molina, controlador e presidente dos conselhos de administração de Marfrig e BRF, ao Valor.

Como parte da negociação, a operação prevê que os acionistas da BRF e da Marfrig sejam beneficiados com um pagamento de proventos considerado expressivo pelo grupo. A BRF distribuirá até R$3,52 bilhões em proventos e a Marfrig, por sua vez, distribuirá R$2,5 bilhões. 

Segundo o empresário, a vertente de crescimento da nova empresa — formada por Marfrig, BRF e a americana National Beef — está nos Estados Unidos, Oriente Médio e China. Do faturamento total da MBRF, 43% virão do mercado americano.

Nesse cenário, uma possibilidade de redomicílio considerada pela companhia é a América do Norte. “Isso traz vantagens significativas, como alta liquidez no mercado norte-americano, acesso a custos de capital mais atrativos e um potencial reavaliação dos múltiplos das empresas”, disse.

Molina afirmou que a administração vem preparando a BRF para este momento há três anos, desde que a Marfrig assumiu o controle da companhia de aves e suínos. Após a virada nos resultados da BRF para o azul, as duas já vinham trabalhando com sinergias comerciais, por exemplo.

Na visão de Molina, as empresas extraíram o máximo de sinergias possíveis até o momento, então, para uma próxima etapa de capturas adicionais, a combinação de negócios é essencial.

As sinergias comerciais e logísticas já mapeadas somam um total de R$ 805 milhões por ano, sendo entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões previstos para os primeiros 12 meses e o restante no médio e longo prazo.

Custos e receitas

Na frente de receitas e custos, a expectativa é atingir R$ 485 milhões por ano em sinergias. Estima-se uma redução de despesas na ordem de R$ 320 milhões anuais, com iniciativas como a unificação de estrutura comercial e logística, consolidação de um sistema operacional único e otimização da estrutura corporativa.

Seguindo as regras tributárias vigentes, a companhia também poderá se beneficiar de otimização fiscal, como por exemplo, a aceleração da monetização de créditos tributários nas esferas federal e estadual. Com base nessas estimativas atuais, essa frente deve gerar R$ 3 bilhões em economias a valor presente.

Agora, as empresas irão convocar assembleia de acionistas para deliberar sobre a fusão. A data prevista é 18 de junho, e a expectativa é que a transação seja fechada em 28 de julho.

Do volume de vendas da nova empresa, uma fatia de 38% é de processados, 34% de aves e suínos e 29% de bovinos.

A MBRF nasce como uma das maiores empresas de alimentos do mundo, presente em 117 países com marcas como Sadia, Perdigão, Qualy, Banvit e Bassi e um portfólio multiproteínas, com carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food.

Fonte: Globo Rural


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Gigante da aviação? Azul e Gol assinam acordo para fusão das companhias aéreas no Brasil

Se concretizado, fusão das companhias aéreas vai atender 60% dos passageiros da aviação brasileira; empresas continuariam operando de forma separada

A Azul e a Abra, controladora da Gol, assinaram um memorando de entendimento nesta quinta-feira (15) que, se for cumprido, vai levar à fusão das companhias aéreas. Caso o acordo se concretize, Azul e Gol continuarão operando de forma separada

Fusão de Azul e Gol pode abarcar 60% do mercado

A nova companhia viria começar suas operações em 2026, e a fusão das companhias aéreas pode representar um atendimento a 60% dos passageiros que viajam de avião.

A ideia é que John Rodgerson, CEO da Azul, assuma a presidência do novo grupo, que terá a governança junto de um presidente do conselho indicado pela holding Abra, que controla a Gol e a Avianca. O conselho será composto por nove membros, sendo três indicados pela Azul, três pela Gol e três independentes, aprovados pelos acionistas.

Azul e Gol avançam para selar fusão – Foto: GOL/Divulgação/ND

Junção depende de aprovações

Para a junção se concretizar, os órgãos reguladores Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) devem aprovar as operações do novo grupo. A fusão depende da recuperação judicial da Gol nos Estados Unidos.

Se a fusão acontecer, as companhias vão operar de forma independente, mas o avião de uma das empresas vai poder realizar voos para a outra.

FONTE: ND+
Gigante da aviação? Azul e Gol assinam acordo para fusão das companhias aéreas no Brasil

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Economia, Exportação, Importação, Industria, Informação, Inovação, Logística, Notícias, Oportunidade de Mercado

Operações combinadas tem faturamento superior a R$ 5 bilhões 

Cantu Inc. e GP Pneus assinam acordo de fusão para criar a maior plataforma de pneus da América Latina.

A Cantu Inc., ecossistema de soluções em pneus, líder no mercado de reposições, formalizou em 22 de outubro um acordo de fusão com a GP Pneus em transação total de R$ 1.080 bilhão. A união das companhias representa um faturamento superior a R$ 5 bilhões. 

 A fusão faz parte do plano estratégico de expansão da companhia. A Cantu Inc., que hoje opera com 06 centros de distribuição e 56 filiais no Brasil, passará a contar com mais 117 lojas da GP Pneus para atender o varejo e mais de 40 filiais de atendimento ao atacado. Sua malha logística será reforçada com 02 centros de distribuição, que se somam aos atuais CDs da Cantu Inc., localizados nos estados de Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Pernambuco. 

Segundo Beto Cantu, CEO da empresa, “A Cantu, ao longo dos anos, tem se posicionado como um ecossistema líder no setor automotivo brasileiro, reconhecido por sua inovação e abordagem centrada no cliente. A união com a GP Pneus permitirá que a empresa amplie suas ofertas de serviços, diversificando seu portfólio para incluir uma variedade de soluções automotivas, desde manutenção de veículos até serviços especializados como geometria e balanceamento.” 

A ampliação das marcas comercializadas também está entre os destaques do negócio. Ao portifólio da Cantu, que possui as marcas próprias Speedmax, Itaro e Gripmaster, a GP Pneus vai agregar a distribuição no Brasil para o atacado dos pneus da marca argentina Fate – e pontos de vendas no varejo das tradicionais marcas Pirelli, Bridgestone e Continental. 

A assinatura deste acordo também destaca o interesse mútuo em acelerar o crescimento e explorar novas oportunidades de mercado. Além de fortalecer os principais pilares de crescimento da Cantu Inc., a parceria visa aprimorar a experiência omnichannel oferecida aos consumidores, integrando o melhor dos mundos online e offline. 

A GP Pneus, com uma história que remonta a 1996, contribui com seu extenso conhecimento e infraestrutura no mercado de reposição de pneus. Os sócios-fundadores da companhia nascida no Rio Grande do Sul chegam à Cantu Inc. com uma expertise de décadas no setor de reposição de pneus e terão papel central em toda a cadeia de operações do grupo, do planejamento estratégico à execução, reforçando o investimento da companhia na jornada omnichannel. 

“A grande força da GP Pneus, além de todas as citadas, é a sua extensa, preparada e aguerrida equipe comercial presente em todas as unidades do Brasil. Vamos manter a GP como uma empresa independente, mantendo seus portfólios, clientes e estratégias intactas. As grandes sinergias estão nas capacidades de escala em automação, logística e finanças, além da combinação das estratégias físicas e digitais pra nossa companhia. Vai ser como dizemos na Cantu, e agora também na GP: ‘um navio de oportunidades para os colaboradores de ambas as empresas’. Os três objetivos principais são crescimento, crescimento e crescimento.”, conclui Beto Cantu. 

A operação ainda aguarda a conclusão dos trâmites regulatórios e societários, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Enquanto isso, tanto a Cantu Inc. quanto a GP Pneus continuarão a operar independentemente, mantendo seu compromisso de excelência no atendimento ao cliente. 

Sobre a Cantu Inc. 

A Cantu Inc. é um ecossistema de soluções em pneus, focado em oferecer uma experiência diferenciada e garantir mobilidade e inovação para transformar caminhos em jornadas extraordinárias. Líder no mercado de reposição, com 06 Centros de Distribuição e 56 unidades no Brasil e holding das marcas de pneus Speedmax, com presença nos mercados da América Latina, EUA e Europa e Gripmaster, líder no segmento de pneus OTR; além da PneuStore, maior e-commerce de pneus do Brasil. 

XCOM – Agência de comunicação 

 

 

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