Portos

Porto de Sines entra no radar de Suape para parceria estratégica transatlântica

O Complexo Industrial Portuário de Suape iniciou tratativas para uma parceria estratégica com o Porto de Sines, em Portugal. Localizado em Setúbal e reconhecido como o maior porto artificial do país, Sines possui águas profundas capazes de receber embarcações de até 350 mil toneladas. Além disso, é o porto europeu mais próximo do Nordeste brasileiro, com distância náutica inferior à de Roterdã, Antuérpia e Vigo.

Em 2024, Sines movimentou 1,9 milhão de TEUs, alcançando seu recorde histórico — desempenho bem acima dos 646.804 TEUs de Suape, que também registrou seu melhor resultado anual. O porto português figura entre os 15 maiores da União Europeia, ocupando a 14ª posição.

Sinergias logísticas e industriais
Armando Monteiro Bisneto, presidente de Suape, esteve em Lisboa para participar da 4ª edição da CONIBEN e, durante a viagem, visitou o Porto de Sines. Segundo o executivo, chamou atenção a semelhança entre os complexos: ambos integram áreas portuárias e industriais, possuem polos de energia, infraestrutura ferroviária em expansão e projetos em energias renováveis, além de manterem refinarias.

Bisneto afirmou que, ao retornar ao Brasil, terá uma reunião com os gestores portugueses para formalizar o diálogo. Para ele, Sines pode se tornar um aliado estratégico na integração logística transatlântica, ampliando a competitividade de Suape.

Concorrência regional e expansão de rotas
A movimentação de Suape ocorre em um momento em que o Porto do Pecém (CE) já avança na cooperação com Sines desde 2024. Durante o Brasil Export daquele ano, o então CEO da administração portuária portuguesa apresentou Sines como a “porta atlântica” das exportações brasileiras. Os acordos firmados com o Pecém e a CSN envolvem ligação ferroviária pela Transnordestina, operação no terminal de minérios da CSN no Ceará e a futura instalação de uma siderúrgica em território português — movimentos que devem impulsionar o fluxo de minérios e grãos do Brasil para a Europa.

Hub europeu para frutas brasileiras
Em abril de 2024, Sines firmou um protocolo com a Abrafrutas, que representa cerca de 80% das exportações brasileiras de frutas frescas. A proposta é transformar a região em um hub logístico e industrial para recebimento, processamento e distribuição de manga, melancia, uva e mamão, atendendo mercados da Península Ibérica, norte da África e outros destinos da União Europeia.

Para Suape, avançar nessa aproximação pode abrir portas para atrair cargas do Vale do São Francisco, hoje escoadas por outros portos nordestinos.

Sines como gateway europeu
A localização de Sines na Costa Atlântica reduz o tempo de travessia e torna os custos logísticos mais competitivos. Durante a Intermodal South America, em São Paulo, o porto foi novamente apresentado como gateway europeu para cargas brasileiras, reforçando sua relevância no comércio transatlântico.

CONIBEN: protagonismo pernambucano
A 4ª edição da Conferência Ibero-Brasileira de Energia acontece nesta semana, em Lisboa, reunindo lideranças do Brasil, Portugal e Espanha para discutir transição energética, descarbonização, energias renováveis, armazenamento e inovação tecnológica. A coordenação da edição de 2025 está a cargo do pernambucano Reive Barros, diretor da Acropólis Energia.

Tecnologia assistiva e inclusão no mercado de trabalho
O 2º Seminário Pernambucano de Tecnologia Assistiva discutirá soluções para ampliar a participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Especialistas abordarão formação profissional, práticas acessíveis e ferramentas tecnológicas que reduzem barreiras. O evento, promovido pela Proacessi Consultoria, acontece nos dias 9 e 10 de dezembro, na Uninassau – Derby.

Crescimento do mercado global da música
Segundo MIDiA Research e Mordor Intelligence, o mercado musical mundial deve alcançar US$ 110 bilhões até 2032. A expansão do setor independente, projetada para crescer 6,4% ao ano até 2030, reforça o protagonismo das chamadas “eu-quipes”, em que artistas atuam de forma mais autônoma. A produtora Thainá Pitta, com experiência em eventos como AFROPUNK e The Town, lidera o projeto Independentes, que oferece suporte técnico e direção artística a profissionais do setor, atuando entre Salvador, São Paulo e Rio.

FONTE: Folha de Pernambuco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de Pernambuco

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Exportação

Exportações de frutas do Brasil têm melhor outubro em 10 anos e movimentam US$ 177,5 milhões

As exportações de frutas brasileiras registraram, em 2025, o melhor mês de outubro da última década. A receita chegou a US$ 177,5 milhões, alta de 4,60% em relação ao mesmo período de 2024, de acordo com dados do Comex Stat do MDIC. Nos últimos dez anos, apenas novembro de 2024 superou esse patamar, com US$ 217 milhões em embarques de frutas e nozes não oleaginosas frescas ou secas.

Volume exportado ultrapassa marca do ano anterior

Em outubro, o Brasil enviou ao exterior 209,4 mil toneladas de frutas, equivalentes a 2,61% das exportações do agronegócio. Mesmo com participação modesta no total do setor, a fruticultura segue como o quinto segmento mais relevante da pauta agropecuária. De janeiro a outubro, o país já atingiu 1 milhão de toneladas, igualando o volume exportado ao longo de todo o ano passado.

Receita anual se aproxima de US$ 1 bilhão

De janeiro a outubro de 2025, as vendas externas do segmento somaram US$ 1 bilhão, contra os US$ 1,2 bilhão registrados ao fim de 2024. No ano passado, as frutas representaram 1,66% das exportações do agronegócio, mantendo-se na quinta posição entre os principais produtos enviados ao mercado internacional.

Setor mostra resiliência apesar dos desafios

Para Renato Francischelli, diretor da Ascenza Brasil, o desempenho positivo reflete a capacidade de adaptação do produtor brasileiro diante de crises climáticas e de mercado. Ele destaca que a fruticultura segue como um dos pilares do agro nacional, com peso significativo tanto no abastecimento interno quanto nas exportações.

Nordeste concentra mais de 80% da receita

Quatro estados nordestinos responderam por 84,3% da receita obtida em outubro. Pernambuco liderou com US$ 56,1 milhões (31,6%), seguido por Bahia (US$ 38,6 milhões — 21,8%), Rio Grande do Norte (US$ 36,1 milhões — 20,3%) e Ceará (US$ 18,8 milhões — 10,6%).

Europa domina compras e Holanda é a principal importadora

A Europa permaneceu como o maior destino das frutas brasileiras, com 66,4% da receita. A Holanda liderou as compras com US$ 71,7 milhões (40,4%). Em seguida apareceram o Reino Unido (US$ 31,2 milhões — 17,6%) e a Espanha (US$ 14,9 milhões — 8,4%). Os Estados Unidos, que reduziram tarifas de importação de frutas recentemente, compraram US$ 15,5 milhões, enquanto a Argentina se destacou na América do Sul com US$ 8,5 milhões.

Mercado externo cresce como oportunidade para pequenos produtores

Francischelli ressalta que grande parte das frutas exportadas vem de propriedades familiares. Ele afirma que conhecer as regras e exigências dos países importadores é crucial para acessar preços mais altos e maior estabilidade comercial.

Segundo o diretor, processos como boas práticas agrícolas, rastreabilidade, qualidade pós-colheita e respeito às normas fitossanitárias são fundamentais para atender às demandas internacionais.

Organização e tecnologia ajudam a ganhar escala

O representante da Ascenza orienta produtores a cooperarem para ganhar escala, reduzir custos logísticos e melhorar competitividade, especialmente em produtos perecíveis. Escolha de culturas adequadas, diversificação e planejamento da produção ajudam a reduzir riscos e ampliar possibilidades no mercado externo.

Manter a qualidade, o frescor e a aparência durante transporte e armazenamento também é decisivo, assim como evitar superprodução por meio de calendários produtivos bem definidos.

Proteção da lavoura é essencial para exportar

Para garantir desempenho no mercado internacional, Francischelli reforça a necessidade de controle de pragas e adoção de manejo fitossanitário adequado. Monitoramento constante, uso correto de defensivos e respeito aos limites de resíduos são passos indispensáveis.

Ele destaca ainda que o produtor deve avaliar qualidade do solo, nutrição, irrigação e proteção contra condições climáticas adversas. O cumprimento de boas práticas ambientais e sociais pode abrir portas para mercados premium, que valorizam origem e sustentabilidade.

FONTE: Comex Stat do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canva

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Agronegócio

Agronegócio de Santa Catarina bate recordes e reforça protagonismo nacional

Santa Catarina se mantém como referência nacional no agronegócio, registrando desempenho expressivo em diversas cadeias produtivas, segundo dados de 2024 do IBGE e do Observatório Agro Catarinense. Com apenas 95,7 mil km² e 8,2 milhões de habitantes, o estado ocupa a 20ª posição em extensão territorial, mas está entre os oito maiores destaques do setor agropecuário do Brasil.

Peso econômico do agronegócio em SC

O agronegócio catarinense representa cerca de 25% do PIB estadual, sendo 6,7% do valor adicionado total proveniente diretamente da agropecuária. O estado conta com 183 mil estabelecimentos agropecuários, ocupando 6,4 milhões de hectares e gerando quase 500 mil empregos diretos. Em 2024, o Valor da Produção Agropecuária (VPA) atingiu R$ 63,8 bilhões, distribuídos entre produção animal (R$ 38,9 bilhões), lavouras (R$ 21,6 bilhões) e produção florestal (R$ 3,3 bilhões).

Segundo Carlos Chiodini, secretário de Agricultura e Pecuária, o desempenho reflete o trabalho conjunto de produtores, cooperativas, agroindústrias e políticas públicas estaduais.

“Santa Catarina aposta em desenvolvimento sustentável, tecnologia, inovação e sanidade, agregando valor à produção e garantindo presença internacional. Seguimos ampliando a competitividade e fortalecendo a economia do campo”, afirma Chiodini.

Eficiência produtiva e exportações

Em 2024, as exportações agropecuárias somaram US$ 7,6 bilhões, correspondendo a 65% das vendas externas do estado. Produtos como carnes, madeira, frutas e mel reforçam o perfil diversificado e competitivo de Santa Catarina no comércio exterior.

A agricultura e a silvicultura também se destacam: o estado possui 1,97 milhão de hectares cultivados, sendo 1,89 milhão em lavouras anuais, 78 mil hectares de lavouras permanentes e 981 mil hectares de silvicultura, com predomínio de pínus (667 mil ha) e eucalipto (283 mil ha).

Para Luiz Toresan, analista da Epagri/Cepa, a eficiência produtiva e a agregação de valor garantem competitividade nacional e internacional, permitindo acesso a mercados exigentes.

“A integração da agroindústria, sobretudo em carnes, leite e frutas, proporciona ganhos de escala e maior controle de qualidade, consolidando Santa Catarina como produtora de alimentos de excelência”, explica Toresan.

Destaques nacionais em produção agropecuária

Santa Catarina liderou em 2024 a produção de carne suína (29,3% do total nacional, 1,6 milhão de toneladas), cebola (31,8%, 534,5 mil toneladas) e maricultura, com 7,2 mil toneladas, representando 91,6% da produção nacional.

O estado também se destacou como vice-campeão nacional em diversas cadeias: arroz (1,1 milhão de toneladas, 10,6%), carne de frango (1,83 milhão de toneladas, 13,8%), maçã (464,8 mil toneladas, 46,6%), fumo (170 mil toneladas, 26,7%), além de carpas, palmito, pêra, pinhão e truta.

Na terceira colocação nacional, figuram produtos como aveia (51,1 mil toneladas, 4,7%), trigo (421,3 mil toneladas, 5,5%), erva-mate (139,8 mil toneladas, 11,5%), lenha (8,3 milhões m³, 11,1%) e frutas de clima temperado, como pêssego e noz.

Em quarto lugar, o estado se destacou na produção de banana (752,6 mil toneladas, 10,3%), leite (3,3 bilhões de litros, 9,2%), tilápia (35,7 mil toneladas, 8,1%), madeira plantada (20,2 milhões m³, 10,8%) e maracujá (37,4 mil toneladas, 5,1%).

Exportações reforçam protagonismo internacional

Santa Catarina liderou as exportações de carne suína (US$ 1,7 bilhão), madeira e obras de madeira (US$ 1,3 bilhão) e móveis de madeira (US$ 236,4 milhões). Também se destacou em carne de peru, sucos de maçã, carne de pato e banana.

Na segunda posição nacional, figuram carne de frango (US$ 2,3 bilhões), outras proteínas animais (US$ 197,6 milhões), tabaco (US$ 137,2 milhões) e produtos complementares, além de bebidas não alcoólicas e maçãs frescas.
O estado conquistou ainda o terceiro lugar em ovos e gemas, papel, mel e arroz, com faturamento relevante.

“Santa Catarina consolida-se como referência em qualidade, sanidade e valor agregado, impulsionada por um modelo produtivo eficiente e competitivo”, afirma Dirceu Leite, presidente da Epagri.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGENS: Aires Mariga/Epagri/Eduardo Valente/Secom GOVSC

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Exportação

Exportações de manga e uva crescem, mas produtores do Vale seguem atentos ao mercado norte-americano após tarifaço de Trump

As exportações brasileiras de manga e uva registraram desempenho positivo em agosto de 2025, reforçando o protagonismo do Vale do São Francisco como principal polo produtor e exportador de frutas do país. No entanto, mesmo com os números em alta, os produtores locais seguem atentos ao cenário internacional, em especial ao mercado dos Estados Unidos, que ainda carrega os efeitos do chamado “tarifaço de Trump”, medida que elevou tarifas de importação para até 50% durante a gestão do ex-presidente norte-americano.

De acordo com dados do Comexstat (MDIC), o Brasil exportou em agosto 19,7 mil toneladas de manga, acima da média histórica de 14,9 mil toneladas. No acumulado de janeiro a agosto, foram embarcadas 131,7 mil toneladas, crescimento de 18,3% em relação ao mesmo período de 2024. O destaque foi o mercado norte-americano, que recebeu 2,92 mil toneladas no mês — quase o dobro das 1,52 mil toneladas enviadas em agosto de 2024, um avanço de 92,4%.

Essa recuperação é especialmente simbólica porque as frutas brasileiras enfrentaram um cenário de incerteza nos Estados Unidos. Durante o governo Trump, a imposição de tarifas mais altas sobre produtos agrícolas de diferentes países, inclusive do Brasil, acendeu o alerta entre exportadores do Vale. A medida foi vista como protecionista, já que concorrentes como o México continuaram a ter entrada facilitada, enquanto a manga brasileira passou a enfrentar custos adicionais para chegar às prateleiras norte-americanas.

Apesar das dificuldades, a manga brasileira conseguiu preservar espaço pela qualidade e pela regularidade de entrega, especialmente em variedades como a Tommy Atkins, que encontra boa aceitação no mercado dos EUA. Ainda assim, entidades como a Abrafrutas e a Valexport reforçaram, ao longo dos últimos anos, a necessidade de ampliar o diálogo político e diversificar destinos de exportação para reduzir riscos. Em 2025, Holanda (52,2%), Espanha (23,27%) e Portugal (7,09%) seguem como os maiores compradores, enquanto países vizinhos como Argentina (2,36%) e Chile (2,11%) aparecem em crescimento.

No caso da uva, os embarques também superaram expectativas. Em agosto, foram exportadas 847 toneladas, número superior à média histórica (584 t) e maior do que nos dois anos anteriores. No acumulado de 2025, o Brasil já exportou 12,4 mil toneladas, quase o dobro em relação a 2024. Em valores, os embarques somaram US$ 31,5 milhões de janeiro a agosto, alta de 73% frente ao mesmo período do ano passado.

Os principais destinos da fruta foram Holanda (29,33%), Argentina (26,08%), Reino Unido (24,24%) e Estados Unidos (13,49%). A predominância da via marítima nos embarques (69,56%) reforça a importância da logística portuária, especialmente em Fortaleza e Salvador, pontos de saída do Vale.

Com a taxa de câmbio projetada em R$ 5,57 por dólar até o fim do ano, o setor enxerga oportunidade para ampliar a competitividade internacional. No entanto, o histórico recente do tarifaço nos EUA mostra que a política comercial norte-americana pode mudar rapidamente o cenário para os produtores. (Com informações da Embrapa Semiárido)

Fonte: Blog Nossa Voz

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Comércio Exterior

Governo vai comprar pescado, mel e frutas de produtores afetados por tarifaço, mas deixa café e carne fora de lista

Ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, disse que os dois produtos não foram inclusos por terem demanda em outros países. Ele acredita que café e carne ainda devem entrar na lista de isenção dos EUA

O governo federal definiu uma lista de alimentos que poderão ser comprados de maneira simplificada por União, estados e municípios após os produtos terem sido impactados pela tarifa de 50% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Estão incluídos:

  • açaí;
  • água de coco;
  • castanhas;
  • manga;
  • mel;
  • uva;
  • e uma série de pescados, como tilápia, pargo e corvina.

A portaria com a lista foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na sexta-feira (22).

Em entrevista à imprensa, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse que o governo optou por não incluir carne bovina e café na lista porque esses itens têm demanda em outros países.

“Tem outros mercados que querem o café brasileiro, já que não têm grande disponibilidade. O fato de o café não ter entrado é por essa razão. A carne, igualmente, tem outros mercados que quererão a carne brasileira, que é muito barata e de altíssima qualidade”, disse.

Ele também afirmou acreditar que os dois produtos ainda serão isentos pelo país norte-americano, que depende desses itens para sustentar seu mercado interno.

Medidas de apoio

Após a gestão do presidente Donald Trump implementar a tarifa de importação de 50% sobre uma série de produtos brasileiros, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou neste mês um plano de apoio a setores afetados pela taxação, que inclui linhas de crédito e a facilitação das compras públicas.

➡️A regra permite que União, estados e municípios façam compras para seus programas de alimentação, como os destinados a merenda escolar e hospitais. A medida vale apenas para produtos impactados pela sobretaxa e a lista poderá ser atualizada periodicamente.

Pela medida do governo, as compras seguirão procedimento simplificado, dispensando licitação ou elaboração de estudos técnicos preliminares. As contratações nessa modalidade valerão por até seis meses.

Na avaliação de Teixeira, o orçamento federal já previsto para programas de compras públicas de alimentos, de cerca de R$ 6 bilhões no ano, será suficiente para absorver os alimentos incluídos na lista simplificada.

Ele afirmou que não há previsão de complementação de verbas para essa finalidade, ressaltando que o efeito dessas compras é ampliado também pela capacidade de aquisição pelos governos regionais.

“Há também a possibilidade desses produtos, aqueles que puderem ser estocados, há um programa previsto para a Conab comprar ou subsidiar esse produto. Ele pode ser estocado pelo próprio produtor com recursos públicos, isso já está equacionado no orçamento público”, disse o ministro.

Fonte: G1

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Comércio Exterior

Com tarifaço, concorrência no mercado de frutas vai disparar

Especialistas projetam redução de preços ao consumidor e diminuição de margem aos produtores

A entrada em vigor das tarifas de 50% dos Estados Unidos para diversos produtos do Brasil, incluindo do agronegócio, gera preocupação para o iminente aumento de concorrência no mercado interno de frutas, verduras e legumes. Esse movimento pode provocar redução de preços ao consumidor e diminuição de margem para os produtores, avaliam especialistas.

Segundo Valeska Ciré, representante da IFPA (International Fresh Produce Association) no Brasil, o setor está “observando, com a expectativa de diálogo”. Mesmo que haja buscas por novos mercados, é complexo alocar contêineres que seriam destinados aos Estados Unidos, e a preocupação é com a redução instantânea de margem dos produtores.

“O aumento da oferta pode levar a mais concorrência e queda de preços, e vai penalizar os produtores”, disse a líder, durante o evento The Brazil Conference & Expo, realizado nesta quarta (6/8) e quinta-feira (7/8), em São Paulo. A IFPA tem 3 mil associados no mundo e 160 empresas no Brasil, que variam de pequeno a grande porte, incluindo produtores de manga, uva, melão, morango e maçã. Todas serão impactadas, segundo Valeska.

De US$ 1,3 bilhão que a Agrícola Famosa exportou em 2024, os Estados Unidos representaram 12%, ou cerca de US$ 140 milhões. A companhia tem a Europa como principal destino, responsável por 70% da absorção de sua produção. Ainda assim, os impactos do tarifaço são “muito preocupantes”, avalia Luiz Roberto Barcelos, sócio-fundador da empresa. “É um volume significativo, fatalmente o preço vai sofrer uma queda”.

Na avaliação do executivo, o importador norte-americano está abrindo mão de parte da sua margem e repassando outra parte ao consumidor, assim como alguns exportadores brasileiros também estão dispostos a perder alguma margem.

O lucro menor e o aumento de preços nos Estados Unidos devem reduzir o consumo, além da provável importação de frutas de outros países como Equador e Peru, analisou o empresário. Se as taxas forem mantidas, a produção nacional vai ser reduzida, constatou Barcelos. “Quem vai pagar o pato é o produtor brasileiro, o importador e o consumidor norte-americano”.

Novos mercados

Para ele, a abertura de novos mercados é um caminho de longo prazo. “Para mandar melão para a China demoramos sete anos, a uva demorou quatro anos. Até dá para abrir mercados novos, mas qualquer um deles não vai demorar menos do que dois anos. Essa solução terá zero efeito sobre a manga que está lá no pé para ser colhida hoje”.

Valeska Ciré, da IFPA, defende campanhas de aumento do consumo de frutas e vegetais, já que o Brasil consome apenas um terço do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “Uma maior demanda interna criaria um grande mercado doméstico, absorvendo o aumento da oferta”.

O Grupo Doce Mel, produtor e distribuidor de frutas, legumes e verduras (FLV), vê um impacto indireto em seus negócios. Apesar de não exportar diretamente aos Estados Unidos, diversos fornecedores da companhia vendem para lá. O sócio-diretor Roberto Junior calcula que boa parte do que deveria sair do país, ficará aqui.

“É necessário trabalhar melhor o mercado interno para aumentar o consumo de forma imediata com promoção de frutas, por exemplo”, considerou.

Até empresas que não trabalham diretamente com produção de frutas já medem os impactos da taxação norte-americana. A Paripassu, companhia de inspeção e certificação de produtos da cadeia FLV, teme os desdobramentos do tarifaço aos seus clientes. Dos seus 5,5 mil clientes, cerca de 2 mil são produtores de frutas, legumes, verduras e vegetais frescos.

Ainda que boa parte deles não exportem aos Estados Unidos, muitos produtos serão colocados no mercado nacional.

“Isso vai mexer com a demanda e gerar uma necessidade de reorganização do mercado”, pontuou Heidy Milan, coordenadora de Qualidade e Certificações da Paripassu.

Para ela, muitos clientes não terão fluxo de caixa para lidar com essa mudança de mercado. “Alguns podem não sobreviver, e isso gera impacto no nosso negócio, com possíveis cancelamentos de contratos”.

Decisão dissonante

A CEO global da IFPA national Fresh Produce Association), Cathy Burns, afirmou que defende a isenção de frutas, flores, legumes e verduras da tarifa de 50%. Para ela, as taxas são dissonantes do plano do governo norte-americano de ‘Tornar a América Saudável Novamente’ (Make America Healthy Again), uma iniciativa que pretende combater a crise de doenças crônicas no país.

“Não dá para ser saudável sem comer frutas e vegetais”, afirmou a líder global durante a Brazil Conference & Expo 2025, feira que reúne entre hoje e amanhã o setor de FFLV em São Paulo.

Burns cita o diálogo entre os países como a melhor saída neste momento, porque existem muitos produtos importantes para os americanos que saem do Brasil, mas ressalta que o país deve voltar seus esforços também para outros destinos.

“O Brasil exporta para outros países além dos EUA. Acho que 56% das frutas brasileiras vão para a Europa, então esse é um mercado muito importante também”.

Fonte: Globo Rural


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Comércio, Exportação

Grande produtor, Brasil tem muito espaço para crescer como exportador de frutas

O Brasil é o líder mundial no comércio de commodities agropecuárias e o terceiro maior produtor de frutas, atrás apenas da China e Índia, mas está apenas ma 23ª posição entre os exportadores desse mercado de maior valor agregado. À frente estão países como Espanha, China, Países Baixos, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, África do Sul, Turquia, México e Guatemala, destaca a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas)

A fruticultura brasileira exportou US$ 1,3 bilhão no ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As vendas são lideradas pela manga, melão, uva e limão. O volume total, cerca de 1,1 milhão de toneladas, corresponde a menos de 1% da produção total do setor.

Uma série de fatores ajuda a explicar o quadro e mostra que há um longo caminho a ser percorrido para conquistar uma fatia maior do mercado internacional. Para o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, essa trilha passa por novos acordos bilaterais, projetos de irrigação, especialmente no Nordeste, melhores condições logísticas e uma organização maior de pequenos produtores em cooperativas.

“Muitos países, especialmente na América Latina, que exportam significativamente mais que o Brasil, o fazem por terem uma população muito pequena”, diz Coelho. “A produção desses países é suficiente para abastecer seu mercado interno reduzido, permitindo que o excedente seja exportado de forma robusta.” 

No Brasil, que tem uma população de mais de 210 milhões de habitantes, a dinâmica acaba sendo um pouco diferente, explica ele. “Mas essa diferença populacional não ameniza nem justifica que nosso número de exportação não seja o dobro ou o triplo do que é atualmente”, afirma.

Fruticultura brasileira se destaca de concorrentes

Na comparação com a concorrência internacional, o Brasil tem uma série de vantagens. Frutas como melão, melancia e uva são produzidas durante todo o ano, por meio de um cronograma de poda e colheita. “Se você observar o Chile ou a África do Sul, que exportam uva, eles têm apenas uma safra por ano. Um importador da Alemanha, por exemplo, não pode ter uva chilena o ano todo porque lá as videiras têm um período frio, de dormência. Aqui, a produção é contínua.”

Além disso, a variedade de biomas, climas e solos permite que o país tenha uma das maiores diversidades de frutas do mundo. Estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, por exemplo, concentram a produção de maçã. Do Pará e do Amazonas vem o açaí. Em São Paulo, limão e abacate. Manga e a uva saem do Vale do São Francisco para todo o país. Melão e melancia da região do Rio Grande do Norte e Ceará. 

Em termos de certificação internacional, tanto de natureza ambiental quanto social, também não há restrições para exportação de frutas brasileiras.

Abertura de novos mercados tem aumentado exportações de frutas

“O que realmente impulsiona ou retém a exportação é a disposição mútua entre dois países: um querendo exportar e o outro querendo importar”, diz Coelho. Ele cita como exemplo a negociação para exportação de uvas e melões brasileiros para a China. A carta de intenções foi assinada em 2021, e a abertura do mercado foi anunciada em novembro de 2024. 

“Hoje, o Brasil pode exportar duas frutas para a China: melão e uva. Mas isso é muito recente. Estou otimista de que, até o final do ano, faremos o primeiro embarque”, afirma. 

Apesar de o mercado já estar aberto, até agora não havia um serviço de transporte marítimo viável, uma vez que o tempo médio de trânsito era de 46 dias, o que é inviável para frutas perecíveis. Há cerca de 15 dias, houve o anúncio de um novo serviço de transporte que reduzirá o tempo para cerca de 28, o que é perfeito para frutas. 

Para o presidente da Abrafrutas, o esforço feito pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério de Relações Exteriores (MRE) nesse sentido e a parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) nos últimos anos tem sido importante para impulsionar as vendas externas.

Em 2020, o Brasil exportava US$ 880 milhões em frutas, US$ 415 milhões a menos do que no ano passado. Em 2024, o avanço, em valor exportado foi de 4,6% em relação ao ano anterior, depois de um aumento de 26% entre 2022 e 2023. “Isso demonstra que não há limite para o crescimento; estamos avançando, mas para crescer, precisamos de outras ações”, diz Coelho.

Irrigação do semiárido, logística e cooperativismo podem impulsionar exportações

Uma das medidas defendidas pelo setor para impulsionar a produção e a exportação é um investimento maior em projetos públicos de irrigação, com foco especial no Nordeste. Parado há décadas, uma iniciativa que aumentaria a produção de frutas na região seria a do Canal do Sertão Pernambucano, que levaria água do rio São Francisco para áreas semiáridas de Pernambuco e da Bahia.

A ideia está no papel desde a década de 1990, quando a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) avaliou a viabilidade de implantação do canal, que atenderia 112 mil hectares de terras irrigáveis. Cerca de 60 mil a 80 mil hectares poderiam ser destinadas à fruticultura, diz Coelho.

A implantação do canal foi um dos compromissos do governo federal quando, em 2005, a administração pernambucana assinou o contrato de adesão à transposição do rio, mas desde então não houve avanços. “Estamos buscando apoio do governo federal ou de Pernambuco para o projeto executivo, que é o passo para a licitação e implantação de novas áreas para a fruticultura”, diz o presidente da Abrafrutas. 

“Nosso grande diferencial global é o semiárido nordestino. É uma região com 3 mil horas de sol por ano e uma abundância de água do rio São Francisco. Mesmo em áreas afastadas do rio, como no Rio Grande do Norte ou Ceará, há água de subsolo de excelente qualidade e quantidade.”

A questão logística também poderia ser melhor, na avaliação do setor. Ao contrário dos grãos, a perecibilidade dos produtos coloca cargas em risco quando há atrasos e exigindo o uso de câmaras frias.

Outra ação estratégica seria a adoção da cultura do cooperativismo e do associativismo entre pequenos produtores, que representam uma parcela significativa da fruticultura. Comum em estados como o Paraná e o Rio Grande do Sul, o modelo é pouco adotado no setor em regiões como o Nordeste, onde 70% das terras são de pequenos produtores. “Muitas vezes, o pequeno produtor vê a exportação como algo complexo e inacessível, preferindo vender para o mercado interno ou para intermediários”, explica Coelho. 

Fonte: Gazeta do Povo

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Comércio, Comércio Exterior, Mercado Internacional

Missão brasileira tenta conquistar mercado na China para frutas

O Brasil é o terceiro maior produtor de frutas do mundo, ficando atrás apenas de China e Índia. Só em 2024, foram exportados US$ 1,3 bilhão. Há dez anos, essa cifra foi de US$ 650 milhões. Ou seja, a capacidade de exportação de frutas nacional dobrou em uma década. Ainda assim, o país está distante dos maiores vendedores, ocupando a 23ª posição entre os exportadores. E é visando subir nesse pódio que entre os dias 12 e 19 de maio,40 empresários brasileiros vão a Xangai para aprender como exportar mais para a China.

Hoje, apenas melão e uva chegam ao maior consumidor de comida do planeta. São as únicas frutas autorizadas pelo governo asiático. “A China não é um grande importador de frutas, mas como frutas necessitam de área menor do que carne bovina e comodities, estaremos competindo com a produção interna. É um desafio”, salienta José Carlos Hausknecht, diretor da MB Agro.

A missão vai ser patrocinada pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), que tem escritório em Xangai.

De acordo com Guilherme Coelho, presidente da entidade, o objetivo é avançar nas negociações para a abertura do mercado chinês às frutas frescas brasileiras. “Vamos ver como colocam na prateleira, como os chineses gostam de comer as frutas. Vamos ter encontros empresários e atacadistas e estreitar o relacionamento institucional e comercial com o país asiático”, afirma.

A exportação de frutas tem suas especificidades e uma delas começa por ser um produto perecível. Coelho, além de presidente da associação do setor, é dono da Santa Felicidade (Sanfeli), que exporta da Bahia, na região do vale do Rio São Francisco, manga e uva para Estados Unidos, Reino unido, Noruega, França, Holanda e Argentina.

Ele conta que, no caso das exportações de uva, a temperatura nos contêineres refrigados deve ser de 0 0 C. Já o transporte de mangas exige uma temperatura na casa dos 8 0 C. Em todos os casos, um aparelho faz esse monitoramento. Além disso, é preciso agilidade e rapidez no caminho da colheita até a chegada no porto. E esse é um dos nossos principais gargalos, segundo a associação. “Nosso país é continental e nossas estradas não são das melhores”, lembra Coelho.

Além de visar a ampliação no mercado chinês, os exportadores brasileiros também estão em tratativas para melhores condições no maior mercado que há atualmente, já que 70% das exportações de frutas brasileiras vão para a Europa. Os empresários da Abrafrutas estiveram em março em Bruxelas para adereçar o acordo Mercosul – União Europeia, concluído em 2024 (o pacto ainda precisa passar processos burocráticos até ser ratificado).

“A ratificação desse acordo é fundamental para a fruticultura brasileira, especialmente com a redução das tarifas sobre as exportações das nossas frutas”, diz Coelho. Ele cita o caso da uva, cujo imposto na bloco europeu varia entre 8% e 14%. “Enquanto isso, países como Chile, Peru e África do Sul não pagam nada, o que torna a concorrência desleal”, avalia. “O acordo de livre comércio prevê a eliminação imediata dessa tarifa assim que entrar em vigor”.

Além da uva, outras frutas serão gradualmente beneficiadas com a redução tarifária prevista no acordo. O abacate, que atualmente tem uma tarifa de 4%, terá esse imposto eliminado em um período de quatro anos, com reduções progressivas a cada ciclo. O limão e as limas, sujeitos a uma tarifa de 14%, alcançarão isenção total em até sete anos. O mesmo ocorrerá com o melão e a melancia, cuja tarifa de 9% será zerada ao longo de sete anos, beneficiando diretamente polos produtores brasileiros.

Já a maçã, que hoje paga 10% de imposto para entrar no mercado europeu, terá essa tarifa totalmente eliminada em um processo escalonado de dez anos.

O Equador é o maior exportador de bananas, com cerca de 380 milhões de caixas por ano. Edson Brok, da Brok Fresh Brasil e Tropical Nordeste, conta que por o Brasil consegue produzir 1 milhão de caixas no mesmo período. “Sobretudo porque a banana começa a morrer a partir do momento em que é colhida”, diz o paulistano que mora há 27 anos na Bahia e que é o maior produtor da fruta do país.

A banana-nanica é a única variedade que consegue “sobreviver” aos desafios logísticos, e por isso a única a ser exportada – para a Europa. Além disso, é uma fruta que necessita de água o ano inteiro. “Mas nós podemos sim ser mais competitivos”, opina. “Que país tem 3 mil horas de sol por ano, o que é fundamental para qualquer cultura? Temos tudo aqui, só precisamos chegar até quem quer comprar”, afirma Brok.

Fonte: Valor 

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Brasil vende mais frutas e calçados ao Kuwait

Apesar do recuo nas exportações como um todo do Brasil ao Kuwait em fevereiro, houve aumento nas vendas de alguns produtos nem tão tradicionais da pauta, como obras de ferro fundido, frutas, calçados, madeira, papel e cartão e móveis.

As exportações brasileiras gerais ao país somaram US$ 19 milhões, com queda de 50% sobre o mesmo mês de 2024, quando estavam em US$ 28 milhões.

As informações foram coletadas junto ao Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A queda geral foi influenciada por vendas menores de produtos como carnes e miudezas, que são as principais embarcadas, com US$ 17,7 milhões em fevereiro do ano passado e US$ 16,4 milhões em igual mês deste ano. Também recuaram as exportações de café, de US$ 256,3 mil para US$ 237,6 mil no mesmo comparativo, e de preparações de carne, de US$ 528,9 mil para US$ 168,9 mil.

Já as exportações de obras de ferro fundido, inexistentes em fevereiro de 2024, ficaram em US$ 407 mil no mês passado. Frutas saíram de vendas de US$ 18,2 mil para US$ 346,4 mil no mesmo comparativo, os calçados de US$ 133,9 mil para US$ US$ 306,2 mil, a madeira de US$ 87,8 mil para US$ 201,8 mil, papel e cartão de US$ 73,3 mil para US$ 172,7 mil e os móveis de US$ 79,9 mil para US$ 139,9 mil.

Origem das exportações

O estado brasileiro que mais fez exportações do Kuwait em fevereiro foi o Paraná, seguido por Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Ceará, Mato Grosso e Espírito Santo. Os portos de Paranaguá, no Paraná, de São Francisco do Sul, cidade catarinense, e de Rio Grande, no estado gaúcho, foram os três pelos quais foram embarcadas a maior parte das mercadorias.

Fonte: ANBA
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