Internacional, Mercado Internacional

África do Sul lança a primeira campanha nacional de vacinação de aves contra a gripe aviária

Em um movimento histórico e proativo para proteger seu setor avícola dos efeitos devastadores da gripe aviária, a África do Sul está prestes a iniciar sua primeira campanha nacional de vacinação de aves. A campanha marca uma mudança crucial na estratégia de saúde animal do país, no combate à ameaça persistente da gripe aviária altamente patogênica (IAAP), uma doença que tem devastado populações de aves em todo o mundo.

O avanço veio após a emissão de uma licença de vacinação de aves para a Astral Foods Limited em 30 de junho de 2025, permitindo que a importante produtora de aves iniciasse a vacinação em uma de suas granjas de matrizes. A vacina — que tem como alvo específico a cepa H5 do vírus — já está sendo usada com sucesso em vários outros países com programas avançados de controle da gripe aviária.

A fase inicial da campanha envolverá a vacinação de 200.000 matrizes de frangos de corte, representando aproximadamente 5% do plantel total da Astral Foods, que tem um valor de mercado de cerca de R$ 35 milhões. Essas matrizes são uma parte crucial da cadeia de produção, e protegê-las é visto como fundamental para garantir o fornecimento sustentável de aves em todo o país.

O Ministro Steenhuisen enfatizou a importância de criar imunidade ao rebanho para minimizar perdas.

“O surto de 2023 resultou no abate de milhões de aves, levando a graves interrupções no fornecimento de produtos avícolas. Isso teve consequências terríveis não apenas para os avicultores, mas também para os consumidores, que enfrentaram preços exorbitantes e acesso limitado a ovos e frango”, observou.

Parceria para a Resiliência Nacional

A campanha está sendo lançada como um esforço colaborativo entre o Departamento de Agricultura, Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (DALRRD) e a indústria avícola sul-africana. A iniciativa é sustentada por um objetivo comum: proteger a cadeia de valor da avicultura, que gera milhares de empregos e contribui significativamente para a segurança alimentar do país.

“Esta iniciativa não visa apenas proteger as aves, mas também proteger os meios de subsistência, a nutrição e a estabilidade econômica das pessoas”, disse Steenhuisen.

A indústria avícola da África do Sul enfrentou inúmeros desafios nos últimos anos. O surto de 2023 forçou o abate de milhões de frangos, deixando um impacto duradouro na indústria e nos consumidores. Na época, o país dependia fortemente de proibições de importação, restrições de circulação e estratégias de abate que, embora eficazes até certo ponto, não eram sustentáveis como soluções a longo prazo.

A vacinação emergiu como a próxima fronteira no manejo de doenças aviárias, seguindo avanços científicos e modelos internacionais bem-sucedidos. A adoção dessa abordagem pela África do Sul sinaliza sua prontidão para se alinhar às melhores práticas globais e reduzir a dependência de medidas de contenção reacionárias.

Implicações Internacionais: Proibição da Avicultura Brasileira

A urgência da campanha é ainda mais reforçada pela suspensão das importações de aves do Brasil, um dos maiores fornecedores da África do Sul. A suspensão foi decretada em maio de 2025, após um surto de gripe aviária H5N1 no Brasil, confirmado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do país em 15 de maio.
Como resultado, a África do Sul agora depende ainda mais da estabilização de sua produção avícola nacional, o que torna essa campanha de vacinação não apenas oportuna, mas também economicamente crítica.

Embora a licença atual abranja apenas uma fazenda da Astral Foods, autoridades indicaram que uma estratégia nacional de vacinação mais ampla está em desenvolvimento. Isso potencialmente incluirá poedeiras, outras operações com frangos de corte e avicultores de pequena escala, assim que os dados de segurança e eficácia do programa piloto forem revisados.

Protocolos de biossegurança, rastreamento de dados e mecanismos de monitoramento estão sendo implementados para garantir o sucesso da campanha e proteger contra consequências não intencionais, como mutação viral ou resistência à vacina.

O Ministro Steenhuisen concluiu pedindo a colaboração contínua dos setores público e privado para construir uma indústria avícola resiliente e autossuficiente:
Nosso objetivo é nunca mais nos encontrarmos em uma situação em que tenhamos que escolher entre a saúde pública e a disponibilidade de alimentos. A vacinação é um divisor de águas.

Fonte: AviSite

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Comércio, Informação

O impacto silencioso da gripe aviária

Recentemente, o país sofreu o impacto da gripe aviária nas granjas brasileiras. A doença é causada pelo vírus Influenza tipo A, altamente contagioso, que afeta principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos. O primeiro caso foi registrado em maio de 2025, no Rio Grande do Sul, sendo a primeira ocorrência em uma granja comercial no Brasil.

Após a confirmação, o país adotou medidas protetivas voltadas à segurança sanitária. Foi decretado estado de emergência zoossanitária e implementadas ações emergenciais nas zonas de proteção e de vigilância ao redor do foco da ocorrência. Devido às medidas adotadas tanto pelo Brasil quanto por países com os quais mantém relações comerciais, o país enfrentou 28 dias de restrição e suspensão nas exportações de carne de frango, mantendo um plano de vigilância ativo para controle da doença.

Repercussões no mercado interno e dinâmica dos preços

Embora o incidente tenha sido pontual, restrito a um único estado e sem resultar em contaminação em massa, suas repercussões no mercado interno foram significativas. A divulgação da gripe aviária causou uma reação inicial intensa no mercado, gerando especulações sobre as medidas a serem adotadas e seus possíveis efeitos. Isso provocou uma movimentação seguida por uma queda nos preços.

No segmento do farelo de soja, a notícia da gripe aviária agravou uma tendência de queda já em curso, impulsionada também por uma safra recorde. A redução na demanda por farelo de soja destinado à nutrição animal, diretamente associada à gripe aviária, resultou em excedente de produto no mercado, pressionando ainda mais os preços. Mesmo com o fim do recesso sanitário, não há, até o momento, expectativa de recuperação dos preços, em razão da alta disponibilidade do produto.

O mercado de farinha, intimamente ligado ao de farelo, também foi afetado. Os preços caíram devido ao volume excedente de farelo e à queda na demanda, agravada pela ampla oferta de produtos.

Implicações no esmagamento de soja

Adicionalmente, a gripe aviária contribuiu para a redução no volume de esmagamento de soja. A atratividade dos preços tanto do óleo de soja (produto) quanto do farelo de soja (coproduto) diminuiu, com ambos registrando queda na demanda. A demanda por óleo de soja foi impactada pelo consumo de biodiesel, enquanto a do farelo foi afetada diretamente pela gripe aviária.

Em contrapartida, o preço do grão de soja aumentou, impulsionado pela demanda chinesa. Essa combinação de fatores tornou o esmagamento de soja economicamente desfavorável no período analisado.

Em suma, embora o surto de gripe aviária no Brasil, em maio de 2025, tenha sido prontamente contido por meio de rigorosas medidas sanitárias e restrições temporárias às exportações, seus efeitos no mercado interno foram expressivos. A confirmação da doença provocou especulações e levou à queda nos preços de commodities como o farelo de soja, que já enfrentava um cenário de safras recordes. A diminuição da demanda por nutrição animal e a elevada oferta de produtos acentuaram a desvalorização dos preços do farelo e da farinha. Além disso, a gripe aviária, aliada à baixa demanda por óleo de soja e ao aumento no preço do grão de soja devido à procura chinesa, desempenhou um papel importante na retração das operações de esmagamento de soja no país.

Fonte: AviSite

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Exportação

Exportações de carne de frango caem 22%

As exportações brasileiras de carne de frango caíram 22% nas três primeiras semanas de junho. O preço médio se manteve em torno de USD 1.800 por tonelada, sem variações significativas em relação ao mesmo período do ano anterior.

A queda ocorre em um contexto de alerta sanitário devido à gripe aviária, que levou à imposição de restrições por parte de vários dos principais mercados importadores do Brasil.

Destinos-chave fora do mercado

China, União Europeia, Argentina, Uruguai e outros países mantêm suspensas suas compras de carne de frango brasileira. Ao todo, 15 destinos impõem restrições ao conjunto do país.

A essa lista somam-se outros 15 países que apenas limitam as importações vindas do estado do Rio Grande do Sul, onde foi detectado um surto em estabelecimentos comerciais no dia 19 de maio.

Impacto no Uruguai

No caso do Uruguai, as importações de carne de frango brasileira foram estáveis até abril. No entanto, em maio caíram 65% devido às restrições sanitárias.

Sinais de recuperação

Segundo informou a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o Brasil recuperou o status de país livre de gripe aviária. Como resultado, seis países já suspenderam as restrições: Coreia do Sul, Bolívia, Marrocos, Sri Lanka, República Dominicana e Iraque.

Perspectivas do setor

O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango. As restrições afetam tanto a logística de exportação quanto as receitas do setor de carnes, que é fundamental para a economia do país.

As autoridades e os produtores esperam que a recuperação do status sanitário impulsione a reabertura de mais mercados. Enquanto isso, o setor enfrenta um cenário de preços estáveis, porém com forte queda no volume exportado.

Fonte: Todo Logística News

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Comércio Exterior, Exportação

Gripe aviária: 16 países retiram embargo à exportação brasileira de carne de aves

Governos federal e estadual negociam liberação de outros países, como a China

Com o fim do estado de emergência devido ao caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, em maio, ao menos 16 países retiraram as restrições de exportação da carne de aves brasileiras, disse o Ministério da Agricultura na terça. Entre os principais clientes, a China ainda mantém a suspensão total.

Entre os países que retiraram o embargo ao frango do Brasil estão: Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã. O Japão limitou a suspensão às cidades de Montenegro (RS), onde teve o caso de gripe aviária, Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO).

Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia também mantiveram embargo parcial, restrito às carnes de aves produzidas em Montenegro. Outras suspensões de compra foram limitadas ao estado do Rio Grande do Sul, em medida adotada por 19 países, entre eles Arábia Saudita, Coreia do Sul, Cuba, México, Reino Unido, Rússia e Ucrânia.

O embargo total das exportações do Brasil segue mantido por 15 países. A retomada é esperada desde a portaria do governo federal publicada na quarta passada, que declarou o fim do estado de emergência zoossanitária em Montenegro (RS), em função do foco detectado de gripe aviária.

A retomada é esperada desde a portaria do governo federal publicada na quarta-feira passada, que declarou o fim do estado de emergência zoossanitária em Montenegro (RS), em função do foco detectado de gripe aviária. 

“Com o encerramento do período de vazio sanitário e sem novas ocorrências, o Brasil concluiu todas as ações sanitárias exigidas e informou à OMSA [Organização Mundial de Saúde Animal], recuperando novamente o status de livre da doença”, explicou o ministério. 

Governador pede retomada das exportações de frango de SC para a China

Em missão na Ásia com comitiva catarinense, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), aproveitou a reunião com o vice-ministro da Administração Geral das Alfândegas da China, Zhao Zenglian, para pedir a retomada das exportações de carne de frango do estado ao mercado chinês. O encontro foi na terça-feira.

Santa Catarina é o segundo maior exportador brasileiro de carne de frango para a China. O foco de gripe aviária no Rio Grande do Sul fez o governo chinês, a exemplo de outros países, suspender temporariamente as compras de frango do Brasil, como medida preventiva. 

O governador citou o exemplo do Japão, reconhecido com um dos sistemas sanitários mais rigorosos do mundo, que decidiu manter as importações de carne de frango de Santa Catarina por entender que o foco da doença está restrito a uma única cidade do Rio Grande do Sul.

“Nós somos o estado que mais cuida da sanidade animal. Eu não tenho dúvida de que os chineses também entenderam o valor que damos ao sistema de defesa agropecuária de excelência que entregamos ao mundo com um trabalho sério de prevenção”, destacou Jorginho. 

O pedido foi reforçado pelo secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, que integra a comitiva catarinense. “Nosso compromisso é reforçar, com base em evidências técnicas e diálogo institucional, que Santa Catarina oferece segurança para a retomada das exportações de carne de frango”, comentou. 

Há previsão de as autoridades chinesas visitarem o estado pro avanço das negociações. Para evitar travar exportações, o estado defende a regionalização diante de casos de focos sanitários. Com o critério adotado em países como o Japão, regiões do país não afetadas por foco de doença manteriam o comércio internacional de produtos de origem animal. 

Complexo de Itajaí

Os países asiáticos são grandes compradores de proteína animal brasileira. No primeiro trimestre deste ano, a China importou 140 mil toneladas de carne de frango e outras 53,4 mil toneladas de carne suína. Santa Catarina é responsável por metade da produção de cortes suínos exportados pelo país e está entre os maiores na avicultura também. 

O complexo portuário de Itajaí é fundamental no escoamento das exportações brasileiras de frango e carne suína, com mais da metade das operações dos produtos saindo pelos portos de Itajaí e Navegantes. 

Conforme o governo do estado, não houve impactos significativos na exportação de carne de aves no balanço até maio. Os dados de junho ainda serão divulgados. “A Sobre os impactos no complexo, a Portonave explicou que acompanha atentamente o cenário da gripe aviária no país e seus impactos nas exportações. “Monitoramos os desdobramentos e aguardamos a normalização das operações no comércio exterior”. Já a JBS Terminais preferiu não comentar o assunto e a Superintendência do Porto de Itajaí ainda não se manifestou. 

Situação dos embargos ao frango brasileiro

Retirada da suspensão

Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã

Suspensão total do Brasil

Albânia, Argentina, Canadá, Chile, China, Filipinas, Índia, Macedônia do Norte, Malásia, Mauritânia, Paquistão, Peru, Timor-Leste, União Europeia e Uruguai 

Suspensão restrita ao Rio Grande do Sul 

África do Sul, Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bahrein, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Cuba, Kuwait, México, Namíbia, Omã, Quirguistão, Reino Unido, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Ucrânia

Suspensão restrita à cidade de Montenegro (RS)

Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia

Suspensão restrita a Montenegro (RS), Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO) 

Japão

Suspensão limitada à zona sanitária específica 

Hong Kong, Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Singapura, Suriname e Uzbequistão

Fonte: Diarinho

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Comércio Exterior, Mercado Internacional

Dezesseis países retiram restrições comerciais ao Brasil relacionadas à gripe aviária

Os países haviam adotado restrições à compra de carne de aves do Brasil em razão da detecção de um foco de gripe aviária em granja comercial no RS

Dezesseis países retiraram restrições para a compra de carne de aves do Brasil, disse o Ministério da Agricultura e Pecuária em comunicado nesta terça-feira.

O anúncio ocorre após a Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) ter considerado o caso de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul como encerrado.

O Brasil, maior exportador global de carne de frango, também havia se autodeclarado livre da doença após registrar um período de 28 dias sem novos surtos em granjas comerciais.

“O Mapa permanece em articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, prestando, de forma ágil e transparente, todas as informações técnicas necessárias sobre o caso”, disse a pasta na nota.

“As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível.”

Retiraram restrições Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã, segundo a pasta.

Fonte: InfoMoney


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Exportação, Notícias

Gripe Aviária: Exportações de Frango Brasileiras Resistem a Suspensões Internacionais

Após 28 dias de bloqueio sanitário, o setor de carne de frango brasileiro se prepara para retomar as exportações da proteína e seus derivados. Desde a última quarta-feira (18/06), o Brasil voltou a negociar com os 21 países que haviam imposto restrições comerciais após a confirmação de um caso de gripe aviária em Montenegro, no Rio Grande do Sul, em 19 de maio.

Durante esse período, 21 países suspenderam totalmente as importações, com destaque para a China, principal comprador, enquanto outros 15 limitaram as restrições apenas ao estado gaúcho.

Apesar das suspensões, o Brasil continuou exportando carne de frango e seus derivados para diversos mercados. Em maio, os embarques da proteína registraram uma queda de 12,9%, totalizando 393,4 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de carne de frango a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Frango | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

De janeiro a maio, o volume exportado atingiu 2,256 milhões de toneladas, um aumento de 4,8% em relação ao mesmo período de 2024.

Fonte: Porto Ferreira Hoje

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Comércio, Saúde

Brasil declara estar livre de gripe aviária e espera que comércio de frango normalize

O primeiro surto no Brasil atingiu uma granja de matrizes no sul do país no mês passado, desencadeando proibições comerciais que agora podem ser revertidas com a recuperação do status de livre da doença

O Brasil se declarou livre do vírus da gripe aviária nesta quarta-feira (18), após nenhum novo surto da doença ter sido detectado em granjas comerciais de aves desde o primeiro caso, em maio, de acordo com um comunicado do Ministério da Agricultura.

Em nota, a pasta afirmou que informou oficialmente nesta quarta-feira à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o fim do chamado vazio sanitário, conforme previsto nos protocolos internacionais.

O primeiro surto no Brasil atingiu uma granja de matrizes no sul do país no mês passado, desencadeando proibições comerciais que agora podem ser revertidas com a recuperação do status de livre da doença.

“Seguimos todos os protocolos, contivemos o foco e agora avançamos com responsabilidade para uma retomada gradativa do comércio exterior, mostrando a força do serviço sanitário brasileiro”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em nota.
A recuperação do status do Brasil como livre do vírus da gripe aviária de alta patogenicidade não é automática e precisa ser confirmada pela OMSA, de acordo com as diretrizes do órgão.

O ministério também afirmou estar notificando os países que impuseram restrições temporárias às exportações brasileiras de produtos avícolas, com o objetivo de restabelecer o comércio internacional.

“Chegamos hoje ao fim do vazio sanitário… Isso não apenas fortalece a credibilidade do nosso sistema sanitário, como também representa um passo fundamental para a reabertura de mercados e a normalização das exportações”, disse o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.

Dezenas de importadores colocaram proibições totais ou parciais à carne de frango do Brasil, o maior exportador global de carne de frango. A suspensão dos embargos depende de cada país.

A exportação de carne de frango in natura do Brasil teve uma queda de cerca de 25% em volume pela média diária nas duas primeiras semanas de junho, na comparação com o dado do mesmo mês do ano passado, de acordo com números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), publicados na última segunda-feira.

A contagem regressiva de 28 dias para a autodeclaração do status de livre da doença começou em 22 de maio, após as autoridades locais informarem que a granja onde o único surto no Brasil foi detectado havia sido totalmente desinfetada.

De acordo com os protocolos comerciais existentes, a China, a União Europeia e outros importadores proibiram as exportações de carne de frango de todo o Brasil após a confirmação do primeiro surto em granja comercial.

Mas alguns países impuseram embargos restritos ao local do foco, o município de Montenegro (RS), como é o caso dos Emirados Árabes Unidos e do Japão.

Mais cedo, o governo do Rio Grande do Sul havia afirmado ter cumprido os protocolos, e que o país já poderia se autodeclarar livre da doença.

Fonte: InfoMoney

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Agricultura, Notícias

Brasil será declarado livre da gripe aviária na próxima quarta, anuncia Fávaro

Segundo o ministro, o país está concluindo o período de vazio sanitário de 28 dias

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou neste sábado (14.06) que, na próxima quarta-feira (18), o Brasil será oficialmente declarado livre da gripe aviária. A declaração foi feita em entrevista à imprensa, durante a entrega de máquinas e implementos agrícolas para assentamentos rurais em Mato Grosso.

Segundo o ministro, o país está concluindo o período de vazio sanitário de 28 dias, adotado como medida de segurança sanitária. “Não é motivo para comemorar uma crise, mas sim para reconhecer a robustez do sistema sanitário brasileiro. O foco que surgiu no Rio Grande do Sul ficou restrito a uma única granja e não se espalhou”, destacou Fávaro.

O ministro informou que, desde o surgimento dos primeiros casos, foram registrados 172 episódios de gripe aviária em aves silvestres e em criações domésticas, o que, segundo ele, é considerado normal, dada a condição do país ser rota migratória de aves.

Entre os casos, está um registro em uma propriedade de Campinápolis, a 471 km de Cuiabá, confirmado no último sábado (07) após análise laboratorial. As aves infectadas eram de uma criação doméstica para subsistência.

“Isso é natural. O Brasil está na rota migratória de aves silvestres. Isso acontece, mas não fecha mercado e não oferece risco à cadeia produtiva”, explicou.

Fávaro também esclareceu que o risco de transmissão da gripe aviária para humanos é extremamente baixo.

“Não há risco ao consumir carne de frango ou ovos. A única possibilidade de contaminação é no manuseio direto de animais doentes. Por isso, em casos suspeitos, a orientação é acionar imediatamente os técnicos da Defesa Agropecuária, que estão preparados para realizar o manejo e dar a destinação correta”, reforçou.

O ministro destacou que o controle rápido e eficiente da gripe aviária demonstra a eficiência do sistema de defesa sanitária animal do Brasil, garantindo segurança tanto para a população quanto para os mercados internacionais.

Fonte: VGN Notícias

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Internacional

Gripe aviária: México reduz restrição às compras de carne de frango do Brasil

Agora, os embargos mexicanos se limitam apenas ao Estado do Rio Grande do Sul

O Ministério da Agricultura informou na noite desta terça-feira (10/6) que o México reduziu as restrições impostas à carne de frango brasileira, após a detecção de um foco de gripe aviária em uma granja comercial de Montenegro (RS). Agora, as restrições mexicanas se limitam apenas ao Estado do Rio Grande do Sul.

Além do México, Omã passou a suspender as compras de carne de aves apenas do Rio Grande do Sul.

Já a Mauritânia anunciou a suspensão das importações de carne de frango de todo o território brasileiro. Além da Mauritânia, o Brasil enfrenta bloqueio para exportar carne de frango a outros 19 países.

A restrição às compras de frango proveniente do Rio Grande do Sul atinge 19 países, e ainda quatro nações anunciaram embargo às compras do produto apenas da cidade de Montenegro, no Rio Grande do Sul.

“O Ministério da Agricultura permanece em articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, prestando, de forma ágil e transparente, todas as informações técnicas necessárias sobre o caso. As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível”, destacou, em nota, a Pasta.

Reações

A indústria de aves e suínos celebrou a redução nas restrições do México para compras de carne de frango do Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o próximo passo é buscar restabelecer os embarques de frango gaúcho também.

“Este é um importante passo para a normalização do fluxo de exportações brasileiras após a situação isolada e já erradicada de influenza aviária. O México está entre os dez principais destinos de nossas exportações e tem registrado forte alta nas importações”, disse em nota o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

“A expectativa agora é pelo restabelecimento total das exportações, com a possível reinclusão do Rio Grande do Sul”, acrescentou.

A reabertura foi confirmada pelo Ministério da Agricultura, após amplas negociações com autoridades da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México (equivalente ao ministério brasileiro), e é válida para todas as unidades habilitadas, exceto aquelas localizadas no Estado do Rio Grande do Sul.

Entre janeiro e maio deste ano, o México importou 86,8 mil toneladas de carne de frango do Brasil, número que superou em 44,8% as 59,9 mil toneladas registradas no ano passado, conforme dados da ABPA.

A receita dos embarques deste ano com as vendas ao México alcançou US$ 208,7 milhões, saldo 43,7% maior em relação aos cinco primeiros meses de 2024. O México segue como o oitavo principal destino das exportações brasileiras neste ano.

Fonte: Globo Rural

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Comércio Exterior, Exportação

Indústria avícola pressiona para reabrir mercados de exportação

Duas semanas após conter totalmente um surto de influenza aviária altamente patogênica (IAAP) em Montenegro, no Rio Grande do Sul, e com mais da metade do período de 28 dias já transcorrido para o Brasil se autodeclarar livre da doença, os frigoríficos brasileiros de carne de frango intensificam as negociações com importadores para aliviar as restrições comerciais impostas por protocolos sanitários internacionais.

Nesta quinta-feira (5 de junho), Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), se reunirá em Bruxelas com importadores e representantes de empresas processadoras de carne de frango da Europa. Será o primeiro encontro presencial com foco principal na reabertura dos mercados de exportação.

“Agora que voltamos a estar livres da gripe aviária em plantéis comerciais, nosso trabalho é recuperar o mercado o mais rápido possível”, disse Santin ao Valor. “O Brasil está pedindo que as restrições sejam reduzidas para um raio de 10 quilômetros, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), especialmente agora que já se passaram mais de 10 dias desde a contenção do surto. O Brasil tem todos os motivos para argumentar que nem mesmo o Rio Grande do Sul deveria continuar fechado”, acrescentou.

A União Europeia foi o sétimo maior destino das exportações brasileiras de frango em 2024, com importações de 231.800 toneladas da proteína.

Confira a seguir os principais destinos do frango brasileiro no primeiro quadrimestre de 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Principais destinos do Frango Brasileiro| Jan a  Abr 2025| TEU

O surto foi confirmado em 15 de maio. O Brasil notificou oficialmente a OMSA sobre a contenção da doença em 21 de maio, iniciando a contagem dos 28 dias exigidos para que um país possa se autodeclarar livre da gripe aviária, desde que não surjam novos casos.

A reunião em Bruxelas contará com a presença do embaixador Pedro Miguel, chefe da missão brasileira na União Europeia, e de empresas importadoras. Nesta semana, Jordânia e Kuwait anunciaram o afrouxamento de suas proibições, limitando as restrições às plantas localizadas no Rio Grande do Sul. Segundo Santin, Bolívia, Líbia, Namíbia e Peru também sinalizaram que podem tomar medidas semelhantes em breve.

“Estamos mostrando que as medidas de biossegurança funcionaram. A tendência agora se inverte, o que é muito positivo. Nenhum novo país está fechando seus mercados — e alguns estão reabrindo”, afirmou Santin. Ele também destacou a importância de manter o comércio aberto com mais de 120 países que continuam importando carne de frango brasileira sem restrições.

Santin ressaltou ainda que mercados importantes como Japão, Reino Unido, Hong Kong, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Cingapura, Vietnã e Egito adotaram medidas de regionalização em vez de proibições totais.

Essas decisões, segundo ele, refletem uma revisão mais ampla dos protocolos comerciais para limitar as restrições às regiões afetadas — mudança fortalecida pela rápida resposta do governo brasileiro e do setor privado ao único caso confirmado de gripe aviária em plantel comercial até o momento. Nesta semana, casos suspeitos em granjas de Anta Gorda (RS) e Bom Despacho (MG) foram descartados, embora uma nova investigação tenha sido iniciada em Teutônia (RS).

Um dos principais argumentos das autoridades e frigoríficos brasileiros nas negociações é o impacto das proibições de exportação sobre os preços ao consumidor nos países importadores. Na África do Sul, por exemplo, os preços de alguns produtos avícolas triplicaram desde a imposição do embargo, segundo Santin.

“Esperamos que, passada essa tempestade, possamos voltar a esses países e usar isso como argumento para revisar os protocolos. Precisamos reconhecer que esse tipo de evento pode voltar a acontecer, mas sem gerar interrupções comerciais”, afirmou.

A ABPA já tinha reuniões agendadas nas Filipinas e no Japão para agosto, mas considera antecipá-las. Enquanto isso, os contatos com os principais compradores seguem diariamente por telefone. Segundo Santin, não houve movimentações por parte da China até agora. “O diálogo segue aberto entre as autoridades. Nossos adidos agrícolas estão lá, toda a documentação necessária foi enviada. Agora é esperar e respeitar a autonomia da China”, afirmou.

Santin também elogiou os esforços do Ministério da Agricultura e da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), classificando o trabalho de contenção do surto como “impecável”. Segundo ele, a OMSA elogiou a comunicação do Brasil pela “clareza, precisão, rapidez e transparência”.

A ABPA ainda não fechou os dados de exportação de maio, mas dados preliminares indicam que os embarques se mantiveram estáveis em relação a abril, apesar das restrições impostas após o surto confirmado em 15 de maio. Comparando as duas primeiras semanas do mês com o período posterior ao caso de Montenegro, o volume médio diário de exportações caiu apenas 1,74%, disse Santin.

Fonte: Valor International

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