Logística

Fundo da Marinha Mercante pode financiar ferrovias estratégicas para ampliar eficiência portuária

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) avançou, nesta terça-feira (2), na discussão sobre a utilização do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para apoiar projetos ferroviários ligados à operação portuária. A proposta foi debatida em reunião com autoridades do setor, e o ministro Silvio Costa Filho reforçou que a integração entre ferrovias e portos é essencial para elevar a competitividade logística do Brasil.

Durante o encontro, o MPor apresentou as diretrizes de um programa desenvolvido em parceria com o Ministério dos Transportes e representantes do setor produtivo. A iniciativa avalia o potencial do FMM — hoje voltado à navegação e à infraestrutura portuária — para financiar trechos ferroviários que conectem diretamente portos ou corredores logísticos estratégicos. Com cerca de R$ 24 bilhões disponíveis, o fundo tem condições de apoiar obras que reduzam custos logísticos e ampliem a eficiência operacional.

Programa nacional de crédito deve ser anunciado em janeiro
Segundo Silvio Costa Filho, o governo trabalha para lançar, ainda em janeiro, um programa nacional de crédito voltado ao financiamento de ferrovias estratégicas voltadas à operação portuária. “Estamos estruturando um grande programa de fortalecimento do financiamento ferroviário com apoio do Fundo da Marinha Mercante. Quando a ferrovia chega ao porto, ganhamos capacidade, reduzimos custos e fortalecemos todo o setor portuário”, afirmou o ministro.

Conexão entre modais é decisiva para competitividade
O secretário nacional de Ferrovias, Leonardo Ribeiro, destacou que a ligação entre ferrovia e porto é crucial para o sucesso da Política Nacional de Ferrovias e para a nova carteira de leilões. Ele lembrou que o modal ferroviário responde por grande parcela das exportações brasileiras — cerca de 95% do minério de ferro e 40% dos granéis agrícolas enviados aos portos passam pelos trilhos.

A reunião também tratou da criação de um mapa integrado que organize ferrovias existentes, obras em andamento e expansões futuras em relação aos portos, permitindo uma priorização técnica mais precisa dos investimentos. Outro ponto discutido foi o aumento da participação de bancos privados no financiamento, com objetivo de ampliar o crédito disponível e acelerar a execução dos projetos.

Ampliação do FMM exigirá análise técnica e deliberação
O MPor ressaltou que o FMM já financia projetos de infraestrutura portuária e aquaviária, e que qualquer ampliação para incluir obras ferroviárias dependerá de avaliação técnica, aprovação do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante e decisão do Governo Federal.

Participaram da agenda representantes da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), da MoveInfra, da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) e da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), que contribuíram com análises e perspectivas do setor.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Márcio Ferreira/MT

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Agronegócio

SC avalia programa para fortalecer cooperativas e agroindústrias

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina passou a analisar, no dia 27, o Projeto Coopera Agro SC, proposta enviada pelo governo estadual para ampliar o acesso ao crédito e fortalecer cooperativas e agroindústrias. O programa cria até dez linhas de financiamento que totalizam R$ 1 bilhão, com condições especiais para agricultores integrados a cooperativas e agroindústrias.

Setor vê avanço histórico no acesso ao crédito

Para o Sindicarne, a iniciativa atende demandas antigas ao oferecer mecanismos reais de financiamento.
Segundo o diretor executivo Jorge Luiz de Lima, o programa chega em um momento crucial para estimular investimentos, ampliar a competitividade e dar segurança ao planejamento do setor. Ele destaca que o alto custo do crédito rural sempre foi um entrave ao desenvolvimento e que políticas que reduzam essas barreiras são essenciais para o crescimento sustentável.

Como o financiamento será estruturado

A operação financeira será viabilizada em parceria com o BRDE, por meio da emissão de Letras Financeiras de longo prazo. Do total previsto, R$ 200 milhões virão do Governo do Estado e R$ 800 milhões do setor privado.
Um dos diferenciais apontados pelo setor é a possibilidade de cooperativas e agroindústrias utilizarem créditos acumulados de ICMS para abater até 50% do investimento. Para Lima, essa inovação torna os projetos mais viáveis e coloca Santa Catarina em posição equivalente à de outros estados que já adotam modelos semelhantes.

Impacto econômico e geração de empregos

O Coopera Agro SC prevê taxas de juros próximas de 9% ao ano, prazo de pagamento de dez anos e carência de dois anos. Estimativas do governo indicam potencial de gerar R$ 26 bilhões em impacto econômico e criar 40 mil empregos diretos e indiretos.
Para Lima, esses números reforçam a importância estratégica do agronegócio catarinense e evidenciam a necessidade de políticas que valorizem pequenos e médios produtores, essenciais à estrutura cooperativista do estado.

Próximos passos na Alesc

A proposta será analisada inicialmente pela Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa e, em seguida, seguirá para a Comissão de Finanças.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aurora Coop/Divulgação

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Negócios

BID Invest amplia acesso ao crédito para microempreendedores no Brasil com parceria com a Omni

O BID Invest firmou uma nova parceria com a Omni S.A., instituição especializada em financiamento para veículos e microempresas, com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito para microempreendedores no Brasil. A operação inclui a subscrição de R$ 200 milhões (cerca de US$ 40 milhões) em Letras Financeiras emitidas pela empresa, permitindo fortalecer a oferta de empréstimos para a compra de caminhões e motocicletas — essenciais para trabalhadores autônomos, micro e pequenas empresas e populações de baixa renda.

Segundo o BID Invest, a iniciativa contribui para impulsionar pequenos negócios, apoiar profissionais independentes e facilitar a aquisição de veículos utilizados para geração de renda.

Estrutura da operação

A captação totalizou R$ 500 milhões, divididos em duas séries. Investidores institucionais ficaram responsáveis pela Série 1, no valor de R$ 300 milhões, enquanto o BID Invest subscreveu integralmente os R$ 200 milhões da Série 2. Trata-se da primeira operação pública do BID Invest com Letras Financeiras — instrumentos de dívida de longo prazo utilizados por instituições financeiras brasileiras para reforçar suas fontes de recursos.

Por que o microcrédito enfrenta barreiras

No Brasil, microempreendedores ainda encontram dificuldades para acessar financiamento, seja pelo alto custo de transação bancária, seja pelo risco elevado associado aos seus perfis econômicos. A Omni, com seu modelo de agentes descentralizados e avaliação especializada, é vista como uma parceira estratégica para reduzir essas barreiras e ampliar o alcance do microcrédito no país.

Consultoria e fortalecimento das práticas ESG

Além do aporte financeiro, o BID Invest prestará consultoria para apoiar a criação de uma estrutura de títulos sustentáveis, além de desenvolver estudos para equilibrar a oferta de crédito entre diferentes grupos de clientes. O projeto também irá fortalecer as práticas ESG da Omni, preparando a instituição para futuras emissões de títulos temáticos.

A transação reforça o papel do BID Invest como agente catalisador de modelos financeiros mais resilientes, com impacto direto na saúde econômica de microempreendedores e na inclusão de comunidades vulneráveis.

FONTE: BID Invest
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BID Invest

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Exportação

BNDES aprova R$ 1,7 bilhão para exportação de aviões da Embraer aos Estados Unidos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta sexta-feira (17) a aprovação de um financiamento de R$ 1,7 bilhão destinado à exportação de 13 aeronaves da Embraer para a companhia aérea norte-americana SkyWest Airlines. A operação será realizada por meio da linha Exim Pós-Embarque, mecanismo voltado ao incentivo de exportações brasileiras.

Exportação fortalece balança comercial brasileira

De acordo com o BNDES, os aviões — todos do modelo E-175 — serão entregues entre o quarto trimestre de 2025 e o fim de 2026. O pagamento será feito em dólares, o que garantirá a entrada de divisas e contribuirá para o fortalecimento da balança comercial do país.

O banco informou ainda que, apenas em 2025, já desembolsou R$ 3,4 bilhões para apoiar exportações da Embraer, incluindo recursos de operações aprovadas anteriormente.

SkyWest amplia frota e reforça parceria com a Embraer

Atualmente, a SkyWest Airlines é a maior operadora mundial do modelo E-175 e deve alcançar uma frota total de 279 aeronaves até o fim de 2026. O BNDES destacou que a operação reforça a importância de políticas de financiamento à indústria aeronáutica, uma prática comum entre países que disputam espaço em um setor considerado estratégico para o desenvolvimento econômico.

Mercadante destaca papel estratégico do BNDES

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que o apoio à Embraer demonstra o papel essencial do banco no fortalecimento da indústria nacional.

“O BNDES tem um papel fundamental na promoção da competitividade da indústria brasileira no mercado global. A Embraer é resultado direto dessa política, que permitiu à empresa conquistar presença relevante em diversos países, especialmente nos Estados Unidos”, afirmou.

Desde 1997, o BNDES já financiou US$ 26,7 bilhões em exportações de mais de 1.350 aeronaves da Embraer, consolidando-se como um dos principais instrumentos de apoio à expansão da fabricante no exterior.

Embraer celebra apoio e expansão internacional

O CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, reforçou a importância da parceria com o banco estatal para o crescimento global da companhia.

“O BNDES tem sido um parceiro fundamental no fortalecimento da Embraer no cenário internacional. Esse apoio é estratégico para ampliar nossa atuação em um mercado tão relevante quanto o dos Estados Unidos. Além disso, beneficia a aviação regional americana, segmento no qual nossas aeronaves têm forte presença e que é essencial para a conectividade do país”, declarou.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Benoit Tessier

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