Exportação

Exportações de Santa Catarina recuam 3,7% em janeiro e somam US$ 815,4 milhões

As exportações de Santa Catarina totalizaram US$ 815,4 milhões em janeiro, registrando queda de 3,7% na comparação com o mesmo mês de 2025. O resultado foi impactado principalmente pela retração nas vendas para Estados Unidos, Argentina e China, que juntos responderam por uma redução de US$ 99,5 milhões no período.

Queda nas vendas para EUA, China e Argentina pressiona resultado

O desempenho negativo reflete a diminuição das exportações catarinenses para os Estados Unidos, que recuaram 43%, além da Argentina (-33,2%) e da China (-30,3%). Segundo o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, fatores externos seguem influenciando o comércio exterior do estado.

“Seguimos sentindo o impacto do tarifaço dos Estados Unidos nas exportações, enquanto as vendas para a China sofrem com a desaceleração da economia chinesa e políticas de substituição de importações por produção local”, afirma.

Japão lidera destinos e impulsiona carne suína

Na contramão das quedas, as exportações para o Japão avançaram 29,3% em janeiro, alcançando US$ 66,7 milhões. O país asiático foi o principal destino dos produtos catarinenses no mês, impulsionado principalmente pela comercialização de carne suína.

Carnes puxam pauta exportadora de SC

As carnes de aves lideraram a pauta de exportações de Santa Catarina, com vendas de US$ 217 milhões, alta de 22,4% em relação a janeiro do ano passado. Já as exportações de carne suína somaram US$ 130,6 milhões, crescimento de 6,3%.

De acordo com o Observatório FIESC, o aumento da renda em economias asiáticas importadoras de proteína animal do estado tem favorecido o consumo e sustentado a demanda por esses produtos.

Produtos industriais têm altas expressivas

Entre os destaques positivos, as exportações de transformadores elétricos cresceram 107,2%, enquanto as vendas de preparações e conservas de carnes e miudezas avançaram 88,2%, reforçando a diversificação da pauta exportadora catarinense.

Madeira, móveis e motores registram retração

Por outro lado, as exportações de motores elétricos caíram 16,7%, totalizando US$ 27,1 milhões, enquanto as vendas externas de partes de motor recuaram 20,8%, para US$ 23,8 milhões.

O setor de madeira e móveis também apresentou queda de 18,8%, influenciado pela redução das vendas para os Estados Unidos. Apesar do aumento das exportações para mercados como México, Emirados Árabes e Itália, o volume ainda não compensa a perda no mercado norte-americano. Apenas as exportações de madeira compensada recuaram 36,3% em janeiro.

Importações de SC caem 8% no mês

As importações de Santa Catarina totalizaram US$ 3 bilhões em janeiro, queda de 8% na comparação anual. Entre os cinco principais países de origem, apenas o Chile registrou crescimento, com alta de 61,3%, somando US$ 268,3 milhões, impulsionado pelo aumento das compras de cobre, que quase dobraram.

China segue líder, apesar da retração

A China, principal fornecedora do estado, registrou queda de 13% nas exportações para Santa Catarina, totalizando US$ 1,3 bilhão, o que representa US$ 198,8 milhões a menos que em janeiro de 2025.

As importações da Alemanha recuaram 2,5%, para US$ 142,8 milhões. Já as compras dos Estados Unidos caíram 27,9%, somando US$ 138,7 milhões, enquanto as importações da Argentina tiveram retração de 5,4%, para US$ 108,8 milhões.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: tawatchai07/Freepik

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Exportação

Exportações impulsionam economia de Santa Catarina e ampliam oportunidades com Mercosul-UE

Potência exportadora fortalece indústria catarinense
A força das exportações de Santa Catarina é um dos principais fatores que colocam o estado entre as economias mais dinâmicas do Brasil. Esse perfil internacionalizado tem ajudado empresas catarinenses a diversificar mercados externos, especialmente diante do aumento de tarifas dos Estados Unidos, e tende a ganhar novo impulso com o acordo Mercosul-União Europeia. Atualmente, Santa Catarina conta com 14 polos industriais com inserção internacional.

O destaque exportador é detalhado no estudo “Polos Industriais de Referência”, elaborado pelo Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina, em parceria com a Rede de Observatórios do Sistema Indústria e a CNI. A pesquisa foi coordenada pelo economista Marcelo Albuquerque.

Setores industriais com presença global
Segundo o levantamento, os 14 polos catarinenses atuam no comércio exterior principalmente em sete segmentos industriais:
madeira e móveis, papel e celulose, máquinas e equipamentos, equipamentos elétricos, alimentos e bebidas, minerais não metálicos e veículos, embarcações e aeronaves.

O setor de madeira e móveis lidera em número de polos, com presença em cinco regiões do estado: Oeste, Norte, Vale do Itajaí, Serra e Sul. O estudo também aponta que os três estados da Região Sul possuem o mesmo número de polos internacionais (14 cada), ficando atrás apenas de São Paulo no ranking nacional.

Norte de SC lidera em polos internacionais
A mesorregião Norte de Santa Catarina concentra o maior número de polos com inserção internacional: são quatro, distribuídos entre os setores de madeira e móveis, papel e celulose, máquinas e equipamentos e equipamentos elétricos. Florianópolis aparece com dois polos: cerâmica de revestimento e embarcações náuticas.

No Vale do Itajaí, destacam-se os polos de embarcações e produtos de madeira. Já o Oeste catarinense reúne polos de alimentos e bebidas e madeira e móveis, enquanto o Sul concentra polos de cerâmica e produtos madeireiros. A Serra Catarinense se projeta com polos de madeira e móveis e papel e celulose.

Exportar fortalece empresas e regiões
Empresas inseridas no mercado internacional tendem a ganhar competitividade, ampliar a base de clientes e reduzir riscos ligados à sazonalidade. Além disso, a exportação estimula produtividade, inovação e geração de empregos, fortalecendo as economias regionais.

Desempenho do Norte catarinense na balança comercial
Com quatro polos internacionais, o Norte do estado apresenta os melhores resultados da balança comercial catarinense. A região abriga empresas de destaque global como WEG, Nidec, Tupy e Tigre. Em 2024, os polos da mesorregião exportaram US$ 4,97 bilhões.

Segundo o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, a região combina tradição industrial, diversidade produtiva e forte investimento em inovação e qualificação profissional, fatores que sustentam sua competitividade global.

Oeste, Serra e Sul: força regional nas exportações
Reconhecido como fornecedor global de proteína animal, o Oeste de Santa Catarina se destaca nas exportações de alimentos e bebidas, além de madeira e móveis. Em 2024, a região exportou US$ 1,45 bilhão, sendo US$ 638 milhões do polo de alimentos e bebidas e US$ 385,9 milhões de madeira e móveis.

A região abriga unidades de grandes grupos do setor, como BRF (Sadia e Perdigão), JBS (Seara) e Aurora Coop, referências no mercado internacional.

Na Serra Catarinense, os polos de base florestal somaram exportações expressivas em 2024: US$ 381,8 milhões em madeira e móveis e US$ 166,5 milhões em papel e celulose.

Já o Sul do estado se destaca pelos polos de cerâmica de revestimento e produtos de madeira, com exportações de US$ 105,9 milhões no setor cerâmico e US$ 54,3 milhões em madeira no último ano.

Florianópolis e Vale do Itajaí no comércio exterior
A região de Florianópolis mantém dois polos com atuação internacional — cerâmica de revestimento e indústria náutica — e exportou cerca de US$ 252,45 milhões em 2024.

O Vale do Itajaí também conta com dois polos internacionais: produtos de madeira e embarcações. No último ano, o setor madeireiro alcançou US$ 413,75 milhões em exportações, enquanto o segmento náutico somou US$ 26,23 milhões.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Patrick Rodrigues, NSC

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