Economia

Economia da China cresce 5% em 2025 e cumpre meta oficial do governo

A economia da China registrou crescimento de 5% em 2025, alcançando a meta estipulada pelo governo chinês para o período. O resultado veio levemente acima das projeções do mercado, que apontavam expansão de 4,9%, e repetiu o desempenho observado em 2024, mantendo o ritmo da segunda maior economia do mundo.

Exportações sustentam crescimento econômico

O avanço do PIB chinês foi impulsionado principalmente pelas exportações e pela indústria manufatureira, que demonstraram resiliência ao longo do ano. Mesmo em meio a tensões comerciais, os exportadores chineses ampliaram sua atuação em mercados fora dos Estados Unidos, o que resultou em um superávit comercial recorde, próximo de US$ 1,2 trilhão em 2025.

Segundo Charu Chanana, estrategista-chefe de investimentos da Saxo, o desempenho positivo esconde desequilíbrios. Para ela, enquanto o setor externo mostrou força, áreas como o mercado imobiliário e a demanda interna seguiram frágeis, evidenciando um crescimento desigual.

Desaceleração marca o fim do ano

Apesar do resultado anual sólido, os dados do último trimestre indicam perda de fôlego. Entre outubro e dezembro, o Produto Interno Bruto cresceu 4,5% na comparação anual, abaixo dos 4,8% registrados no trimestre anterior, configurando o ritmo mais fraco dos últimos três anos.

Na comparação trimestral, o avanço foi de 1,2%, acima das expectativas, mas ainda sinalizando expansão moderada. Analistas avaliam que a economia chinesa deve iniciar 2026 com menor impulso, sem sinais claros de retomada no curto prazo.

Demanda interna segue como principal desafio

A fraqueza do consumo e dos investimentos permanece como um dos principais entraves. Em 2025, o investimento em ativos fixos recuou 3,8%, a primeira queda anual desde 1996. Já o investimento imobiliário registrou forte retração de 17,2%, refletindo a crise prolongada no setor.

Indicadores de dezembro reforçam esse cenário: a produção industrial cresceu 5,2%, acelerando em relação a novembro, enquanto as vendas no varejo avançaram apenas 0,9%, abaixo do esperado, evidenciando dificuldades para estimular a demanda doméstica.

Política econômica e perspectivas para 2026

De acordo com Kang Yi, chefe do Departamento Nacional de Estatísticas, o crescimento de 2025 foi obtido “com muito esforço”, em um ambiente de demanda insuficiente e pressões deflacionárias. O cenário externo também adiciona incertezas, com o avanço do protecionismo global e a possibilidade de novas tarifas por parte dos Estados Unidos.

Para sustentar a atividade econômica, o banco central da China iniciou cortes direcionados nas taxas de juros e sinalizou novas reduções nas exigências de reservas bancárias. O governo reafirmou ainda o compromisso com uma política fiscal proativa e a intenção de buscar novamente crescimento próximo de 5% em 2026.

Pequim também anunciou planos para ampliar a participação do consumo das famílias, que hoje representa menos de 40% do PIB, percentual inferior à média global. Analistas destacam que isso exigirá avanços em renda, emprego e proteção social para reduzir a elevada poupança por precaução.

No mercado financeiro, o yuan permaneceu estável após atingir o maior nível em 32 meses, enquanto o índice Shanghai Composite se recuperou das perdas iniciais e encerrou o dia em alta.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Cheng Xin/Getty Images

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Comércio Exterior

Superávit comercial da China atinge US$ 1,2 trilhão em 2025 e bate recorde histórico

A China encerrou 2025 com um superávit comercial de US$ 1,2 trilhão, equivalente a cerca de R$ 6,5 trilhões. O número representa o melhor desempenho da balança comercial chinesa já registrado e foi divulgado nesta quarta-feira (14) pela Administração Geral de Alfândegas da China.

Comércio exterior movimentou US$ 6,4 trilhões

Ao longo do ano passado, o comércio exterior da China somou US$ 6,4 trilhões. As exportações chinesas alcançaram US$ 3,8 trilhões, crescimento de 5,5% em relação a 2024. Já as importações totalizaram US$ 2,6 trilhões, mantendo o mesmo patamar do ano anterior.

Guerra tarifária marcou o cenário econômico

O resultado expressivo ganhou relevância adicional diante dos desafios enfrentados pela economia chinesa em 2025. Durante o ano, China e Estados Unidos protagonizaram uma guerra tarifária, que impactou o desempenho econômico e o fluxo comercial entre os dois países por vários meses.

Comércio com os EUA recua quase 19%

Os reflexos da disputa apareceram diretamente nos números bilaterais. O comércio entre China e EUA caiu 18,7% em 2025, somando US$ 559,7 bilhões. As exportações chinesas para os Estados Unidos recuaram 20%, enquanto as importações de produtos norte-americanos tiveram queda de 14,6%.

Apesar da retração, os Estados Unidos permaneceram como o terceiro maior parceiro comercial da China no período.

Asean lidera, seguida pela União Europeia

A Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) consolidou-se como a principal parceira comercial da China, com fluxo de US$ 1,1 trilhão. Em seguida aparece a União Europeia, responsável por US$ 828 bilhões em transações comerciais com o país asiático.

Relação comercial com o Brasil tem leve retração

O comércio entre China e Brasil movimentou US$ 188 bilhões em 2025, o que representa uma leve queda de 0,1% em comparação com o ano anterior. As exportações chinesas ao Brasil recuaram 0,7%, enquanto as importações de produtos brasileiros avançaram 0,2%.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Portos

China registra recordes na movimentação portuária em 2025 e cresce 6,6% no transporte de contêineres

A movimentação portuária da China fechou 2025 em patamar recorde, reforçando o país como um dos principais hubs logísticos globais. Mesmo diante de incertezas no comércio internacional, dados oficiais apontam crescimento consistente tanto no volume total de cargas quanto no transporte de contêineres.

Portos estratégicos antecipam marcas históricas

Ao longo de dezembro de 2025, grandes terminais chineses alcançaram resultados inéditos. O porto de Ningbo-Zhoushan superou, no dia 2, a marca de 40 milhões de TEUs movimentados no ano, tornando-se o terceiro do mundo a atingir esse nível. Em seguida, o porto de Qingdao ultrapassou 700 milhões de toneladas de cargas em 8 de dezembro, antecipando em 15 dias o desempenho de 2024.

Já o porto de Tianjin encerrou o ano com mais de 23,29 milhões de TEUs, alcançando o volume anual 17 dias antes do registrado no ano anterior.

Crescimento nacional no volume de cargas e contêineres

Segundo o Ministério dos Transportes da China, entre janeiro e novembro de 2025, os portos do país movimentaram 16,75 bilhões de toneladas, alta de 4,4% na comparação anual. No mesmo período, o fluxo de contêineres atingiu 320 milhões de TEUs, crescimento de 6,6%.

O desempenho reflete a base estrutural do sistema portuário chinês, que vem passando por forte expansão física e tecnológica nos últimos anos.

Investimentos ampliam capacidade e eficiência

Entre os destaques está Ningbo-Zhoushan, onde os terminais de Chuanshan e Meishan passaram a operar com capacidade superior a 10 milhões de TEUs cada. Em Qingdao, 15 projetos iniciados em 2025 acrescentaram 16 milhões de toneladas de capacidade e 1,46 milhão de metros quadrados de pátios logísticos.

A automação portuária também avançou. O porto de Tianjin implantou um sistema inteligente de gestão de contêineres, elevando a eficiência operacional. Em Xangai, veículos guiados automaticamente já atuam de forma autônoma no transporte e posicionamento de cargas.

Clusters portuários fortalecem a logística chinesa

Atualmente, a China concentra clusters portuários de classe mundial no Golfo de Bohai, no Delta do Rio Yangtzé e na Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau. O país mantém a maior escala de infraestrutura portuária do planeta e lidera em número e nível tecnológico de terminais automatizados.

Para Yuan Ziwen, diretor da Divisão de Economia do Transporte Aquaviário do Instituto de Planejamento e Pesquisa do Ministério dos Transportes, a modernização alterou profundamente o papel dos portos. Segundo ele, a intensa atividade portuária é um indicativo da resiliência do comércio exterior chinês.

Novas rotas ampliam alcance internacional

Como nós centrais do comércio internacional, os portos chineses expandiram conexões com mercados emergentes. Ningbo-Zhoushan inaugurou sua primeira rota pela Passagem do Ártico. Jiaxing abriu ligação direta com a África, enquanto Wenzhou e Beibu Gulf lançaram rotas para o Oriente Médio. Também houve ampliação dos fluxos com América Latina, África e Oriente Médio.

Exportações de maior valor agregado impulsionam demanda

O aumento da movimentação portuária está associado à maior demanda por produtos de alto valor agregado e por bens ligados à transição energética. De acordo com Wang Zhanyou, presidente da Ningbo Union-Ocean Shipping, a concorrência no setor fotovoltaico levou empresas a investir em projetos de armazenamento de energia, sustentando o crescimento das exportações.

Nos primeiros 11 meses de 2025, as exportações chinesas de produtos eletromecânicos somaram RMB 14,89 trilhões, alta de 8,8%, representando 60,9% do total exportado pelo país.

Integração regional fortalece cadeias globais

A integração entre os portos avançou especialmente no Delta do Rio Yangtzé, com uma estrutura formada por Xangai e Ningbo-Zhoushan como núcleos centrais, apoiados por portos fluviais e costeiros de Jiangsu, Zhejiang e Anhui. Veículos elétricos de Anhui e módulos fotovoltaicos de Jiangsu passaram a acessar diretamente mercados da Europa e dos Estados Unidos.

A rota expressa Xangai–Chongqing reduziu o tempo de navegação e reforçou a inserção da região de Chengdu–Chongqing nas cadeias globais.

Portos fluviais ganham protagonismo

Os portos fluviais tiveram crescimento de 5,7% nos primeiros 11 meses de 2025, superando o avanço dos portos costeiros. O porto de Suzhou movimentou 560,88 milhões de toneladas e 9,33 milhões de TEUs. Xuzhou, Hangzhou e Wuhu registraram crescimento de dois dígitos em contêineres, enquanto Wuxi ampliou o volume em mais de 100%, chegando a 109,3%.

Segundo Yuan Ziwen, a modernização das hidrovias elevou a eficiência logística, além de manter o transporte fluvial como alternativa mais econômica e menos emissora de carbono em médias e longas distâncias.

Planejamento estratégico para os próximos anos

Diante desse cenário, diversas províncias incluíram a navegação interior em seus planos para o 15º Plano Quinquenal. Chongqing pretende fortalecer a navegação no alto Yangtzé, Henan busca integrar hidrovias em uma rede estruturada de canais, e Hubei planeja expandir corredores fluviais estratégicos, incluindo o eixo das Três Gargantas.

De acordo com o Ministério dos Transportes, essas iniciativas seguem diretrizes nacionais para a construção de uma malha hidroviária de alto padrão, com impacto direto na redução de custos logísticos e no fortalecimento do mercado interno.

FONTE: China 2 Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Zhang Ailin/ Xinhua

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Indústria

Produção industrial da China desacelera e varejo registra pior desempenho desde 2022

A produção industrial da China perdeu fôlego em novembro e avançou no ritmo mais lento dos últimos 15 meses, sinalizando desafios crescentes para a segunda maior economia do mundo. Ao mesmo tempo, o varejo chinês apresentou o pior resultado desde o fim das restrições da política de “Covid zero”, reforçando a necessidade de novas fontes de crescimento nos próximos anos.

Dados divulgados nesta segunda-feira (15) pelo Escritório Nacional de Estatísticas mostram que a produção industrial cresceu 4,8% em novembro na comparação anual, abaixo dos 4,9% registrados em outubro e da expectativa de 5% projetada por analistas consultados pela Reuters.

Consumo interno segue fraco

O desempenho do consumo doméstico também decepcionou. As vendas no varejo avançaram apenas 1,3%, o resultado mais fraco desde dezembro de 2022, quando a China encerrou abruptamente as restrições sanitárias. O número ficou bem abaixo do crescimento de 2,9% observado em outubro e da projeção de 2,8% do mercado.

Segundo analistas, o enfraquecimento dos subsídios ao consumidor, a persistente crise no setor imobiliário e a pressão deflacionária sobre o investimento industrial continuam limitando os gastos das famílias.

Exportações sustentam crescimento, mas estratégia perde força

Diante da fragilidade do mercado interno, as autoridades chinesas têm recorrido às exportações como principal motor de crescimento. No entanto, essa estratégia começa a enfrentar limites, à medida que parceiros comerciais reagem ao superávit comercial da China, estimado em cerca de US$ 1 trilhão, com a adoção de barreiras às importações.

Para Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit, o bom desempenho das exportações reduziu, até agora, a pressão por estímulos adicionais à demanda doméstica. “Os subsídios começaram a se esgotar e o foco das autoridades parece estar em 2026, já que a meta de crescimento em torno de 5% ainda parece alcançável neste ano”, afirmou.

Limites para novos estímulos econômicos

Economistas avaliam que a economia chinesa já ultrapassou o ponto em que novos estímulos de curto prazo seriam suficientes para reverter as fragilidades estruturais. Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou que Pequim acelere reformas e avance em medidas para resolver os desequilíbrios do mercado imobiliário.

Segundo o FMI, cerca de 70% da riqueza das famílias chinesas está concentrada em imóveis, e a correção do setor ao longo dos próximos três anos pode custar o equivalente a 5% do PIB do país.

Confiança do consumidor é desafio central

Após a divulgação dos dados, o porta-voz da administração alfandegária chinesa, Fu Linghui, reconheceu que será necessário fazer mais para restaurar a confiança dos consumidores. Para ele, o fortalecimento da demanda interna será decisivo para sustentar o crescimento econômico em um cenário global cada vez mais desafiador.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Tingshu Wang

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Exportação

Exportações da China intensificam tensão comercial com a Europa

As exportações da China vêm alimentando um clima de tensão com a Europa, que já fala abertamente em risco de confronto comercial. O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou o desequilíbrio nas trocas com Pequim como “insuportável” e afirmou que a situação representa “vida ou morte para a indústria europeia”. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também declarou que os laços econômicos com a China “chegaram a um ponto de inflexão”.

O alerta ganhou força após o anúncio de que o superávit chinês com a União Europeia (UE) atingiu o nível recorde de quase 300 bilhões em 2025. As exportações chinesas para o bloco já superam em mais do dobro o volume importado, impulsionadas pelo redirecionamento de produtos que enfrentam novas tarifas nos Estados Unidos.

Pressão por mudanças na política europeia

Para analistas, o impacto do chamado “choque chinês” está se tornando visível. Andrew Small, diretor do programa Ásia do Conselho Europeu de Relações Exteriores, afirma que a UE vive um momento de urgência e que reuniões internas de crise já são frequentes. Segundo ele, o cenário pode levar à maior revisão da política europeia para a China em mais de uma década.

Nos últimos anos, a atenção da Europa esteve voltada à guerra na Ucrânia e às tensões comerciais com os EUA, mas Pequim voltou ao centro das preocupações. Um pacote de medidas considerado “represado”, segundo Small, está em preparação.

Estratégia europeia para proteger suas indústrias

Em resposta ao avanço das exportações chinesas, a Comissão Europeia apresentou um plano para impedir que indústrias do bloco sejam ultrapassadas por concorrentes globais. Entre as propostas estão a criação de um centro de segurança econômica, novos critérios para investimentos estrangeiros e políticas para evitar que produtos baratos inundem o mercado único.

O movimento ocorre no momento em que outras grandes economias também erguem barreiras comerciais. No México, legisladores aprovaram novas tarifas sobre importações asiáticas.

Impacto econômico direto na Europa

Economistas do Goldman Sachs estimam que a pressão das exportações chinesas deve reduzir o crescimento do PIB de países como Alemanha, Espanha e Itália em pelo menos 0,2 ponto percentual ao ano entre 2026 e 2029. Estudo do Banco Central Europeu aponta que quase um terço dos empregos da zona do euro pode ser afetado — mais de 50 milhões de trabalhadores.

Segundo Stephen Jen, CEO da Eurizon SLJ Capital, a combinação de comércio acelerado e moeda desvalorizada torna o cenário “insustentável”. Para ele, a desvalorização do yuan funciona como um “subsídio” às exportações chinesas, ao mesmo tempo em que reduz o poder de compra interno.

Dependência europeia e riscos estratégicos

A UE continua sendo um dos poucos mercados grandes o suficiente para absorver produtos chineses antes destinados aos EUA. Em Bruxelas, preocupações aumentaram após Pequim usar sua dominância sobre terras raras para pressionar setores estratégicos, provocando paralisações em indústrias europeias.

Apesar de ter reservado ao menos 3 bilhões de euros para diminuir a dependência de insumos chineses, especialistas afirmam que os efeitos dessas medidas levarão anos para aparecer.

Superávit em expansão e concorrência crescente

A disparada das exportações chinesas durante a pandemia ampliou a diferença comercial. Com consumidores comprando mais produtos ligados ao home office e à vida doméstica, e com empresas chinesas avançando em setores de alta tecnologia, como carros elétricos e dispositivos médicos, o desequilíbrio aumentou.

Hoje, a China responde por 7% das exportações europeias, mas fornece quase um quarto de todas as importações externas do bloco. Seu superávit com UE e Reino Unido já representa um terço do total comercial chinês, que ultrapassou 1 trilhão.

Alemanha: o epicentro da crise comercial

A Alemanha, maior economia europeia, sentiu o impacto de forma mais intensa. Em 2019, a China tinha um déficit de 25 bilhões com o país; agora, registrou superávit de 23 bilhões nos primeiros 11 meses do ano, reflexo da queda drástica nas importações alemãs.

A indústria alemã enfrenta estagnação, perda de competitividade e cortes superiores a 10 mil empregos por mês, segundo a Destatis. Combinados a preços altos de energia e ao envelhecimento populacional, esses fatores levaram o governo a revisar para baixo a previsão de crescimento, que deve ficar abaixo de 1%.

Avanço chinês em todas as frentes

A competitividade chinesa não se restringe a produtos de ponta. A China segue dominando o mercado de bens de consumo baratos, roupas, calçados e itens vendidos por plataformas de comércio eletrônico. O volume de produtos enviados por essas plataformas subiu 56% nos primeiros dez meses do ano em comparação a 2024.

Para a Câmara de Comércio da UE, esse ritmo pode criar uma falsa sensação de segurança para Pequim, que aposta na autossuficiência enquanto aproveita sua posição dominante no comércio global.

Caminho para novas barreiras comerciais

Diante da pressão crescente, especialistas afirmam que governos podem adotar tanto tarifas antidumping quanto novas ferramentas comerciais para conter o fluxo de produtos chineses. Wendy Cutler, ex-negociadora dos EUA, prevê que a UE e outros países adotem medidas adicionais para limitar as importações da China ao longo do próximo ano.

FONTE: Valor
TEXTO: Redação
IMAGEM: glaborde7/Pixabay

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Comércio Exterior

Exportações da China crescem 8,3% em setembro, mesmo com tensão da guerra tarifária com os EUA

A China registrou um aumento de 8,3% nas exportações em setembro, em comparação com o mesmo mês de 2024, segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC). O país acumulou US$ 328,6 bilhões em receitas de exportação, resultado que superou as expectativas e demonstrou força da economia chinesa em meio à nova escalada da guerra comercial com os Estados Unidos.

O desempenho positivo antecede a entrada em vigor da tarifa de 100% sobre produtos chineses, anunciada recentemente pelo presidente Donald Trump. As novas taxas começam a valer em 1º de novembro, o que significa que os dados de setembro ainda não refletem o impacto direto da medida.

Exportações superam expectativas e mostram força do comércio chinês

De acordo com o vice-ministro da GACC, Wang Jun, o resultado reflete a capacidade da China de resistir às pressões externas e manter o ritmo de crescimento.

“Apesar de um ambiente externo complexo, os produtos comerciais da China resistiram à pressão e alcançaram um crescimento constante, demonstrando forte resiliência”, afirmou o vice-ministro nesta segunda-feira (13).

A plataforma chinesa de dados econômicos Wind havia previsto um crescimento mais modesto, de 5,7% nas exportações, o que reforça o caráter surpreendente e otimista do balanço.

Importações também sobem e superávit ultrapassa US$ 90 bilhões

As importações chinesas tiveram alta de 7,4% em relação a setembro de 2024, somando US$ 238,1 bilhões. O resultado deixou o país com um superávit comercial de US$ 90,5 bilhões no mês — um dos maiores do ano.

Entre janeiro e setembro, o volume total da balança comercial da China atingiu US$ 4,7 trilhões, alta de 3,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Comércio entre China e EUA segue em queda

Apesar do bom desempenho global, os laços comerciais entre China e Estados Unidos continuam em retração. As exportações chinesas para o mercado norte-americano caíram 16,9% no acumulado do ano, enquanto as importações de produtos dos EUA recuaram 11,6%, segundo a GACC.

A deterioração da relação bilateral se intensificou após o anúncio das novas tarifas de 100% por parte de Trump, feito na sexta-feira (10), um dia depois de Pequim endurecer as restrições à exportação de terras raras — insumo essencial para a produção de tecnologia e equipamentos militares.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Comércio exterior da China cresce 4% em 2025 e reforça liderança global

As exportações subiram 7,1% em relação ao ano anterior.

Crescimento sólido nas exportações e diversificação de mercados

O comércio exterior da China manteve um ritmo sólido de crescimento em 2025, com uma alta de 4% no acumulado de janeiro a setembro, totalizando 33,61 trilhões de yuans (cerca de US$ 4,73 trilhões), segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas (GAC) nesta segunda-feira (13).

As exportações chinesas avançaram 7,1% em relação ao mesmo período de 2024, somando 19,95 trilhões de yuans, enquanto as importações registraram uma leve queda de 0,2%, totalizando 13,66 trilhões de yuans. O desempenho confirma a resiliência da economia chinesa, mesmo diante de um cenário internacional instável e marcado por tensões comerciais.


Parcerias estratégicas impulsionam as trocas comerciais

Em entrevista coletiva em Pequim, o vice-administrador da GAC, Wang Jun, destacou que a China vem mantendo crescimento contínuo há oito trimestres seguidos, com expansão de 1,3% no 1º trimestre, 4,5% no 2º trimestre e 6% no 3º trimestre de 2025.

Segundo ele, o fortalecimento das parcerias comerciais com os países que integram a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) foi decisivo. O comércio bilateral com essas nações somou 17,37 trilhões de yuans, uma alta de 6,2%, representando 51,7% do total das trocas internacionais da China.

“A diversificação dos mercados e o investimento em inovação tecnológica nas exportações são elementos-chave para sustentar o comércio exterior diante das pressões externas”, afirmou Wang.


Tecnologia e sustentabilidade lideram exportações chinesas

O avanço das exportações foi impulsionado principalmente pelos bens eletromecânicos, que cresceram 9,6%, totalizando 12,07 trilhões de yuans, o equivalente a 60,5% do total exportado pelo país.

Ganhando cada vez mais protagonismo, a chamada “nova tríade” — composta por veículos elétricos, baterias de íons de lítio e painéis solares — apresentou crescimento de dois dígitos nas exportações. Além disso, produtos sustentáveis, como locomotivas elétricas, também ampliaram sua participação nos embarques.


Importações apresentam sinais de recuperação

Apesar da queda marginal no acumulado do ano, as importações chinesas mostraram sinais de recuperação nos últimos trimestres, com aumentos de 0,3% no segundo trimestre e 4,7% no terceiro. Os destaques ficam por conta de:

  • Petróleo bruto: +4,9%
  • Minérios metálicos: +10,1%
  • Instrumentos de medição e teste: +9,3%
  • Equipamentos de informática e comunicação: +8,9%

O vice-administrador da GAC destacou que esses números refletem o aumento da demanda interna e o dinamismo do setor industrial, além do crescimento no número de empresas ativas no setor: já são 700 mil, 52 mil a mais que no mesmo período de 2024.
Desafios à frente e perspectiva de estabilidade

Wang Jun atribuiu o bom desempenho do comércio exterior à liderança central do Partido Comunista da China e à colaboração entre governos locais e empresas. Segundo ele, o país alcançou um “crescimento quantitativo e qualitativo” em meio a desafios globais.

Ainda assim, ele reconheceu que o ambiente externo permanece desafiador, especialmente diante das incertezas econômicas globais e de uma base de comparação elevada em 2024, exigindo maior esforço para manter o ritmo no último trimestre do ano.

FONTE: Com informações do Global Times.
TEXTO: Redação

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Comércio Exterior, Exportação, Importação

Comércio entre China e países de língua portuguesa movimenta quase US$ 61 bilhões em quatro meses 

As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa alcançaram US$ 60,99 bilhões entre janeiro e abril de 2025. Apesar do montante expressivo, os dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China indicam uma retração de 15,48% em comparação com o mesmo período do ano anterior. 

O volume de importações da China oriundas dos países de língua portuguesa totalizou US$ 34,29 bilhões — uma queda de 26,01% no comparativo anual. Já as exportações chinesas para esses países apresentaram crescimento de 3,4%, somando US$ 26,71 bilhões no mesmo período. 

Em abril, o comércio exterior entre China e esses países atingiu US$ 16,78 bilhões, o que representa uma redução de 6,5% em relação a abril de 2024. As importações chinesas somaram US$ 9,76 bilhões (queda de 14,07%), enquanto as exportações da China para esses mercados cresceram 6,55%, atingindo US$ 7,02 bilhões. 

O Brasil permanece como o principal parceiro comercial da China – entre os países de língua portuguesa, respondendo por US$ 48,61 bilhões do total movimentado no quadrimestre. Desse valor, US$ 21,51 bilhões referem-se a exportações chinesas para o Brasil, enquanto US$ 27,10 bilhões foram importações de produtos brasileiros pela China

A relação econômica entre China e países de língua portuguesa — que inclui, além do Brasil, nações como Angola, Portugal e Moçambique — segue estratégica para o fortalecimento do comércio internacional e o desenvolvimento das trocas bilaterais no contexto global. 

TEXTO: REDAÇÃO 

FOTO: Ricardo Stuckert/Presidência da República 

FONTES:  

poder360.com.br/ 

www.br-cn.com/  

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