Agronegócio

Agro sustenta a balança comercial brasileira em 2025 com base em grãos e proteínas

Em um ano marcado por oscilações no comércio internacional, o agronegócio voltou a ocupar papel central na balança comercial brasileira. Em 2025, o setor respondeu por quase metade de tudo o que o país exportou, ocupando um papel central na sustentação da balança comercial e amortecendo movimentos de queda em outros segmentos da economia.

O desempenho do agro se destacou não apenas pelo valor exportado, mas pela capacidade de manter volumes elevados mesmo em um cenário de ajuste nos preços internacionais. O avanço das exportações ocorreu com aumento físico dos embarques, enquanto os preços médios apresentaram variação negativa, o que indica uma pauta sustentada por escala e regularidade logística.

Esse comportamento ajuda a explicar por que o saldo comercial brasileiro permaneceu positivo ao longo do ano. As exportações do agronegócio somaram US$ 169,2 bilhões em 2025, enquanto as importações do setor ficaram em US$ 20,2 bilhões. O resultado foi um superávit de US$ 149,07 bilhões, responsável por grande parte do saldo comercial do país.

Ao longo do ano, o fluxo de embarques manteve ritmo constante, com destaque para o último trimestre. Em dezembro, as exportações agropecuárias atingiram US$ 14 bilhões, maior valor já registrado para o mês, reforçando o peso do setor mesmo em um período tradicionalmente marcado por menor atividade comercial.

Soja, carnes e café organizam a pauta exportadora

A composição da pauta exportadora explica a estabilidade do desempenho ao longo de 2025. A soja em grãos permaneceu como principal produto do agronegócio brasileiro, com embarques de 108,2 milhões de toneladas e receita de US$ 43,5 bilhões. O crescimento ocorreu principalmente em volume, refletindo a capacidade produtiva e logística do país.

As carnes ampliaram participação ao longo do ano, com destaque para a carne bovina. As exportações do produto alcançaram US$ 17,9 bilhões, com aumento expressivo em volume embarcado e ampliação do número de mercados compradores. A abertura de novos destinos contribuiu para a diversificação geográfica das vendas e reduziu a dependência de poucos parceiros comerciais.

O café também ganhou espaço na pauta exportadora em 2025, com receitas de US$ 16 bilhões. Nesse caso, o desempenho esteve mais associado à valorização internacional do produto do que à expansão de volumes, mostrando como diferentes cadeias do agro responderam de forma distinta ao cenário externo.

Do ponto de vista dos destinos, a China manteve a liderança como principal compradora do agronegócio brasileiro, concentrando cerca de um terço das exportações do setor. União Europeia e Estados Unidos vieram na sequência, reforçando o perfil diversificado da demanda e a inserção do Brasil em diferentes mercados consumidores.

Ao encerrar 2025 com volumes elevados, superávit robusto e uma pauta concentrada em grãos e proteínas, o agronegócio entra em 2026 como principal referência do comércio exterior brasileiro. O conjunto de resultados aponta para uma estrutura exportadora baseada em escala produtiva, regularidade logística e demanda externa consistente.

TEXTO E IMAGEM: PROCESS CERTIFICAÇÕES

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Comércio Internacional

Exportações do Uruguai batem recorde em uma década e reforçam perfil exportador do país

As exportações do Uruguai alcançaram, em 2025, o maior valor dos últimos dez anos, consolidando a vocação exportadora da economia. As vendas externas de bens somaram US$ 13,493 bilhões, um crescimento de 5% em relação a 2024, segundo o Informe Anual de Comércio Exterior 2025, elaborado pela área de Inteligência Competitiva da Uruguay XXI. O resultado foi impulsionado, sobretudo, pelo desempenho da agroindústria, favorecida pela recuperação dos preços internacionais e pelo aumento da demanda dos principais mercados parceiros.

Carne bovina lidera avanço das exportações uruguaias

A carne bovina foi o principal destaque do ano e o maior motor do crescimento exportador. Em 2025, o produto atingiu US$ 2,68 bilhões em vendas, o maior valor já registrado, com alta de 33% na comparação anual. O avanço refletiu tanto o aumento de 19% nos preços médios quanto a expansão dos volumes embarcados, que chegaram a 390 mil toneladas.

Os Estados Unidos, China e União Europeia responderam por 82% das exportações de carne, com crescimento conjunto de 38%, impulsionado por menor oferta local nesses mercados e manutenção da demanda per capita.

Desempenho mensal mantém trajetória positiva

Ao longo de 2025, as exportações de bens cresceram em quase todos os meses, com exceção de fevereiro e outubro. Dezembro registrou o maior volume do ano, com US$ 1,1 bilhão em solicitações de exportação, avanço de 17% em relação ao mesmo mês de 2024. Nesse período, a carne voltou a liderar, seguida por celulose, além de avanços em lácteos, concentrado de bebidas e colza.

Ranking dos principais produtos exportados

No ranking anual, a carne bovina respondeu por 20% do total exportado, seguida pela celulose (17%) e pela soja (11%).

Apesar de permanecer entre os principais itens, a celulose registrou queda de 9% no valor exportado, totalizando US$ 2,307 bilhões, reflexo da redução dos preços internacionais, mesmo com aumento nos volumes. A China seguiu como principal destino, enquanto a União Europeia apresentou a maior retração.

Soja recupera espaço e amplia mercados

A soja voltou a ganhar relevância em 2025 e se consolidou como o terceiro produto mais exportado. As vendas alcançaram US$ 1,42 bilhão, crescimento de 18%, impulsionado por uma forte alta de 29% nos volumes, apesar da queda dos preços globais. A China concentrou 86% das exportações, e novos destinos, como Argélia, Reino Unido e Nigéria, contribuíram para maior diversificação geográfica.

Lácteos crescem e ampliam presença internacional

As exportações de produtos lácteos somaram US$ 928 milhões, com avanço de 14%, sustentado por melhores preços e aumento moderado dos embarques. Argélia e Brasil concentraram mais de dois terços das vendas, e os produtos uruguaios chegaram a mais de 80 mercados, reforçando a inserção internacional do setor.

Concentrado de bebidas e outros destaques

O concentrado de bebidas totalizou US$ 753 milhões, com leve retração de 5%, associada à redução dos volumes exportados. Guatemala, México e Brasil permaneceram como principais destinos, reforçando o papel do país como plataforma regional de produção.

Entre outros segmentos, chamaram atenção o ganado em pé, com crescimento de 28% e exportações de US$ 382 milhões, e os produtos farmacêuticos, que avançaram 15%, somando US$ 365 milhões, ajudando a compensar quedas em setores como o automotivo.

China lidera destinos das exportações do Uruguai

No recorte por mercados, a China manteve a liderança como principal destino das exportações uruguaias, com compras de US$ 3,493 bilhões, equivalentes a 26% do total. O Brasil ficou em segundo lugar, mas com queda de 15%, influenciada pela redução nas vendas de veículos e arroz. A União Europeia ocupou a terceira posição, com leve alta, impulsionada pela recuperação da carne, enquanto os Estados Unidos se consolidaram como quarto destino, com crescimento próximo de 30%.

Estrutura exportadora e geração de empregos

O relatório também analisa o núcleo exportador de bens, composto por cerca de 1.000 empresas, responsáveis por 99% do valor exportado e aproximadamente 58 mil empregos diretos. As grandes empresas responderam por 95% das exportações, enquanto as mipymes, embora representem 83% das firmas, tiveram participação menor em valor. Por atividade, o setor pecuário liderou, seguido pelo florestal, agrícola e de alimentos e bebidas.

Serviços ganham peso na pauta exportadora

Além dos bens, o Informe Anual de Comércio Exterior 2025 destaca o avanço das exportações de serviços. No acumulado até setembro de 2025, o setor alcançou US$ 7,325 bilhões, com crescimento de 2%, impulsionado pelo turismo e pelos serviços globais, que se consolidam como um dos pilares da diversificação e inserção internacional do Uruguai.

FONTE: Uruguay XXI
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Uruguay XXI

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Exportação

Exportações argentinas devem atingir segundo maior recorde da história em 2025

As exportações argentinas de bens devem alcançar US$ 86,5 bilhões em 2025, configurando o segundo maior valor nominal da história do país. A estimativa consta em um relatório do consultor Marcelo Elizondo, elaborado com base nos dados do INDEC até novembro e em uma projeção considerada conservadora para dezembro.

Mesmo diante da queda dos preços internacionais, o desempenho reforça a resiliência do comércio exterior argentino, segundo a análise.

Superávit comercial permanece positivo

O estudo projeta importações em torno de US$ 75,8 bilhões, o que resultaria em um superávit comercial de US$ 10,7 bilhões em 2025. O saldo positivo evidencia o equilíbrio das contas externas, apesar de um cenário global mais desafiador.

De acordo com Elizondo, o resultado fica levemente abaixo do recorde histórico de 2022, quando as exportações somaram US$ 88,446 bilhões, impulsionadas por preços mais elevados. Ainda assim, o número supera o antigo pico de 2011, de US$ 84,051 bilhões.
“Em 2025, a Argentina terá registrado o segundo maior volume nominal anual de vendas externas de sua história”, destacou o consultor.

Queda de preços é compensada por aumento de volume

Entre novembro de 2024 e novembro de 2025, os preços de exportação apresentaram retração média de 3%. A maior queda foi observada no setor de combustíveis e energia (-8,7%), seguido por produtos primários (-2,6%) e manufaturas de origem agropecuária (-1,6%).

Apesar disso, o volume exportado cresceu expressivos 28%, o que permitiu um avanço de 24% no valor total exportado em relação ao ano anterior. Para dezembro, a previsão é de embarques próximos a US$ 7 bilhões, considerados prudentes pelo relatório.

Perfil das exportações e principais destinos

As manufaturas de origem agropecuária lideraram a pauta exportadora, com 35% do total. Em seguida aparecem as manufaturas industriais (26%), os produtos primários (25%) e combustíveis e energia (13%).

No ranking dos mercados de destino, o Brasil manteve-se como principal comprador, seguido por China, Estados Unidos, Chile e Índia, reforçando a diversificação geográfica das vendas externas argentinas.

Serviços e participação no comércio global

No segmento de exportações de serviços, o valor estimado é de US$ 17,8 bilhões em 2025. Já as importações devem alcançar US$ 30 bilhões, resultando em déficit na conta de serviços. Ainda assim, a participação da Argentina no comércio mundial permanece próxima de 0,3%.

Cenário internacional segue desafiador

O relatório aponta que o comércio global deve superar US$ 35 trilhões em 2025. Mesmo nesse ambiente de crescimento, impulsionado por Ásia Oriental, África e países do Sul Global, a Argentina conseguiu manter sua fatia tradicional, apesar de tensões geopolíticas e do aumento dos custos logísticos.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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